Esta obra cinematográfica é baseada no histórico documento narrativo "A Odisséia", escrito por Homero. Aqui Ulysses (Kirk Douglas) realiza, após 10 anos de guerra na batalha por Tróia, a uma jornada por terra e mar para tentar voltar para casa, em Ítaca, e para sua esposa Penélope (Silvana Mangano), depois de ter perdido da frota de navios durante uma tempestade. Em sua Odisséia, ele percorre mares e caminhos desconhecidos, enfrentando batalhas contra o gigantesco ciclope Polifemo, soldados, encarando a fúria e as mentiras dos deuses na figura de Poseidon, e derramando seu sangue e suor para tentar permanecer vivo, mesmo já tendo perdido todos os seus companheiros. Até que finalmente, após 20 anos de luta, em sua terra natal, ele enfrente o último e mais perigoso desafio...
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Nunca tinha visto e devo dizer que para uma produção da década de 50 é surpreendente a qualidade, o nível do elenco eleva ainda mais a importância do filme e seu valor histórico, não sabia que se tratava de uma adaptação da odisseia de Homero, vale a pena ver.
Fui conhecer esse filme por causa do filme do Nolan, e me surpreendi com a qualidade técnica e efeitos, principalmente levando em consideração época de produção e limitação.
Bem divertido de assistir, e com bom elenco.
Assim como em Tróia, não li a obra e não sei quanto a qualidade de adaptação.
02-08-2026
Sendo uma das primeiras adaptações da famosa história de Homero para o cinema, "Ulisses" impressiona pela qualidade técnica apresentada, não obstante às limitações em orçamento e tecnologia da época. Mesmo realizando alterações no enredo, e algumas tendo sido um tanto infelizes, o filme consegue preservar o caráter épico transmitido pelo poema e, dessa maneira, respeitar a essência que torna "A Odisséia" uma obra tão influente até os dias modernos.
Em primeiro lugar, destaco que esta versão de 1954 impressiona, sobretudo, pela escala, e, quando digo isso, refiro-me aos figurinos, a construção dos cenários e a direção de arte. O mundo é rico e impressionante, com as cenas ocorrendo em belas paisagens do Mediterrâneo e que auxiliam na construção da grandiosidade da história.
Na ausência de recursos tecnológicos mais avançados, devido a época em que esta película foi produzida, o filme compensa com uma utilização competente de recursos práticos. O caso mais emblemático é o da cena envolvendo o Ciclope, que, em minha avaliação, foi bem executada.
Outro trunfo é o elenco, com Kirk Douglas transmitindo, com maestria, a imponência, perspicácia e bravura de Odisseu, enquanto Anthony Quinn não fica muito atrás, no papel de Antinoos. No entanto, quem realmente brilha é a belíssima Silvana Mangano, que interpreta um papel duplo: a esposa fiel, Penélope, e a feiticeira sedutora, Circe. Isso traz uma complexidade psicológica interessante à narrativa, indicando que, para Ulisses, a segurança do lar e o perigo da tentação possuem o mesmo rosto.
Os maiores problemas do filme encontram-se nas alterações feitas no roteiro para conseguir encaixar uma história desse tamanho em uma película com menos de duas horas de duração. É notório que o diretor tenta ser o mais fiel possível ao poema e mostrar o máximo de eventos marcantes da obra de Homero, tais quais o encontro com Polifemo, as sereias, a estadia do protagonista em Feácia e o romance com Circe, mas, em dado momento, é obrigado a fazer cortes. E as principais vítimas acabam sendo Athena e Calipso, que são bastante excluídas da trama - a primeira é apenas brevemente mencionada ao final.
A alteração que mais me incomodou, por ser bastante desnecessária e evitável, foi quando os roteiristas, em uma completa mudança quanto à história original, atribuíram as dificuldades da jornada de volta de Odisseu ao saque do templo de Poseidon em Troia. Na realidade, ele não foi amaldiçoado pelos acontecimentos na queda da cidade, e sim por cegar o Ciclope, o filho do deus dos mares.
Em síntese, seria impossível para este filme, com os recursos disponíveis à época e a curta duração, ser inteiramente fiel ao poema de Homero, mas creio que elenco, diretor e produção técnica conseguem entregar um trabalho digno, apesar de longe do ideal, digno. Vale a pena ver.
Filmaço! Infelizmente o filme do Nolan não avançou muito em relação a esta obra, em termos de adaptação do material original.
Maravilhoso. Sem computação gráfica ou IA!