Um cineasta grego, exilado nos Estados Unidos, retorna à sua cidade natal para uma emocionante jornada. Da Albânia à Macedônia, de Bucareste a Constança (Romênia), do Danúbio a Belgrado e, finalmente, a Sarajevo. No caminho, ele encontra sua própria história, o passado dos Bálcãs, as mulheres que ele pode amar. Ele espera recuperar com essas imagens esquecidas a inocência do primeiro olhar...
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"No princípio, Deus criou a jornada, então veio a dúvida e a nostalgia"
"Quando eu retornar, estarei com as roupas de outro homem, com o nome de outro homem. Minha chegada será inesperada. Se você olhar incrédula para mim e disser “você não é ele”, eu lhe mostrarei os sinais, e você acreditará em mim. Eu direi a você sobre o limoeiro no seu jardim, sobre o canto da janela que resta à luz do luar e sobre os sinais do corpo, sinais de amor. E quando nós subirmos trêmulos para nosso velho quarto, entre um abraço e outro, entre palavras de amor, eu contarei a você a viagem durante toda a noite. E, nas noites seguintes, entre um abraço e o próximo, entre palavras de amor, a história de toda a humanidade – a história que nunca tem fim".
O Olhar de Ulysses é o mais angelopoulosiano dos seus 13 longas. Reúne todos os elementos principais recorrentes em todos os filmes: o humanismo poético, a paisagem como metafísica, a visceralidade de homens e mulheres misteriosos e apaixonados por uma carreira ou por um indivíduo que dispensa palavras, a revisão da história política da Grécia e a condição do exílio e dos refugiados como tema e metáfora da experiência da passagem e da precariedade da vida. O cineasta A será retomada em A Poeira do Tempo (2008) que também evoca o personagem do escritor de A Eternidade e Um dia, do intelectual consolidado, admirado em seu ofício mas com a vida pessoal em defasagem de ritmo com a a vida profissional. A obra de Angelopoulos é um labirinto de afetos e de paisagens que nos convida a um périplo pelas nossas crenças, pela nossa aldeia grega perdida, pelas nossas utopias, como o A e suas três bobinas dos irmãos Manakis.
Procuro este filme ( assim como outros do Angelopoulos) para ver/alugar/comprar e não acho, alguem pode me ajudar?
Uma viagem pessoal pelo cinema.
O cinema como motor de uma jornada única. A guerra imparável que destrói, não deixa rastros, muda vidas e interrompe destinos.
Passado e presente. Ilusão e realidade se embaralham mergulhando nas memórias mais particulares e cheias de afeto.
Os rolos como resquícios da história. O sacrifício pela arte que salva e dá sentido a um mundo sem sentido.
"Um Olhar a Cada Dia" é deveras arrebatador. Imagens de enorme impacto e diálogos de extrema beleza encantam enormemente. Impossível esquecer a fabulosa parte final do longa.
Harvey Keitel está muito excelente. Outra grande atuação do incrível ator.
Um dos melhores filmes do grande Theodoros Angelopoulos. Obra imperdível, bela homenagem a sétima arte.
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Excelente.