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Data de lançamento
29 Dez. 2006Duração
Edie Sedgwick (Sienna Miller) é uma modelo rica, bela e ambiciosa, que tem sua vida alterada após conhecer Andy Warhol (Guy Pearce), o mais famoso artista plástico de Nova York. Edie passa a frequentar o estúdio de Warhol, onde músicos, artistas e atores se encontram durante o dia para criar arte e à noite para se divertir. Aproveitando a proximidade com Warhol, Edie lhe pede que dê uma ajuda a Danny Quinn (Hayden Christensen), um talentoso músico. Quinn, por sua vez, deseja que Edie se afaste de Warhol, acusando-o de usá-la em seus filmes sem lhe pagar algo.
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FACTORY GIRL
Diretor: George Hickenlooper
Ano: 2006
Assistido em: 16/06/2024
Eu tenho um fraco por tudo que se diz cinebiografia ou filmes inspirados em histórias reais, se um longa retrata a vida de alguma personalidade famosa, ele já tem garantido uns 80% de chance de eu assistir e de gostar, m tá umas isso não é uma regra, e às vezes acabo me metendo em cada furada. Factory Girl estava na minha lista de pendências há muitos anos e nunca era o momento adequado para assistir, até que vasculhando meu HD decidi que era a oportunidade perfeita para poder conferi-lo, e eu não podia estar mais errado.
Edie Sedgwick é uma jovem socialite que chega a Nova York. Sua beleza e carisma a levam rapidamente para o centro da cena artística da cidade, onde conhece Andy Warhol. Andy fica fascinado por Edie e a transforma em estrela de seus filmes experimentais. A Factory, o estúdio de Warhol, se torna o epicentro da vida de Edie, onde ela vive cercada por artistas, celebridades e excessos.
Por Deus, que história chata!! Tenho uma linha de raciocínio que não é porque uma pessoa é famosa que ela merece ter sua história contada, ainda mais em um filme que custa milhões de dólares. Fiquei impressionado com o quão fútil e sem conteúdo era tudo relacionado a vida da Edie Sedgwick. “Ah mas ela foi uma personalidade importante dos anos 60, e teve envolvimento com movimentos artísticos relevantes e coisa e tal”, e daí?! Nada disso importa, olhando apenas o filme apresentado, tudo que está em tela é insosso e sem graça, para mim era mais uma viciada que teve tudo fácil na vida, e encontrou nas drogas uma pouco de diversão.
De fato Sienna Miller estava bem no papel principal é até interessante ver a composição dela já que o texto não ajudou em momento algum, mas o que me impressionou mesmo foi o Guy Pearce, quando eu vi ele em cena com aquela peruca horrorosa, falando daquela forma ridícula, me recusei a acreditar que era possível isso ser baseado em uma pessoa real, e só após pesquisar no Google descobri que o tal do Andy Warhol foi um artista de grande renome do século XX e coisa e tal, mas vão me desculpar, ele pode ser importante o quanto que for, mas em momento algum eu senti que o que estava em tela era uma pessoa real, e não uma caricatura de péssimo gosto.
Em linhas gerais, Factory Girl desperdiça um senhor elenco, repleto de bons nomes e que poderiam render boas interpretações em uma história fraca, chata, sem graça e que não justifica sua realização. Senti que o diretor e o roteirista provavelmente estavam querendo massagear o ego de alguém, ou agradar os parentes de fulano ou beltrano e por isso resolveram fazer esse filme, porque honestamente, com tantas personalidades relevantes e importantes do século passado, principalmente as que tiveram destaque nos anos 1960, desperdiçar um filme inteiro com historinha mequetrefe dessa é um absurdo. No final, eu só queria minha 1h30min de vida de volta.
Quando eu era adolescente e via material sobre o Andy Warhol eu queria ser uma Edgie. Eu pensava em como seria divertido ser parça do Warhol e fazer festa na Factory tomando speed e heroína. Mas pra mim hoje em dia, essas coisas já não me parecem mais cativantes. Talvez por eu ter tido uma vida recheada de coisas similares, talvez por que eu steja ficando velho. Não vejo mais glamour em ser glamouroso, e ser legalzão. Eu vejo, hoje em dia, as pessoas usando a internet como uma espécie de Factory, com seus milhões de seguidores e suas milhões de curtidas. Eu vejo uma nova geração onde ser gay e não-binário é o novo normal. Eu vejo a patricinha da minha vizinha levar para a casa um homem diferente por dia para transar com ela, e me acordar numa das festas no seu apê gritando alto para alguém não foder seu cú, por que ele está ardendo. As pessoas normais de hoje vão para os bailes funk, para cheirar loló e foder. Eu vejo as pessoas hoje em dia incorporando o estlilo de vida de Edgie. E o filme mostra onde isso as leva. Eu não quero isso pra mim. Eu não sou mais a mesma pessoa que eu era antes. Hoje em dia penso que o subversivo é criticar a perverção, e não ser um pervertido. Ter a cebeça no lugar e ser comedido. Escolher com cuidado o conteúdo que consome. Ser menos nietzchiano e mais epicurianista. Hoje em dia todo mundo se faz de doidão, mas nem todos estão cientes do que estão fazendo.
Onde acha?
Esse é o tipo de filme que assisti meio que às cegas, e me surpreendi com o assunto, nem tinha noção de que se tratava de uma história envolvendo a "turminha crazy" de Andy Warhol, e mais, Sienna Miller está muito bem como a bela protagonista que se envolve com o artista e sua gangue.
O filme traz um fiel retrato da época em que se passam os fatos mostrados nele, embora também deixe a desejar no tratamento de alguns deles como o relacionamento da protagonista com o cantor Bob Dylan que é tratado de maneira obscura.