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Data de lançamento
11 Junho 2025Duração
Katia, uma pesquisadora de 35 anos que trabalha em uma produtora de documentários, vive uma relação turbulenta e instável com Fred, seu companheiro. Ao mergulhar em um novo projeto profissional, Katia se vê confrontada com temas que ressoam intimamente em sua própria trajetória. Esse processo a impulsiona a nomear e reconhecer algo que sempre esteve presente, mas nunca havia sido dito em voz alta: uma diferença essencial que a separa do outro - e talvez até de si mesma. Essa revelação íntima e transformadora colocará seu relacionamento em xeque.
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Gostei do filme, embora tenha sentido falta de uma abordagem mais profunda sobre o tema central. Acredito que havia bastante espaço para explorar melhor a trajetória da protagonista após o diagnóstico, especialmente seus processos de autoconhecimento, adaptação e releitura da própria história. Em alguns momentos, o foco dado ao relacionamento acabou ocupando um espaço que poderia ter sido dedicado a essas questões, e, para mim, essa escolha pouco acrescentou ao desenvolvimento da narrativa.
Ainda assim, considero muito válida a proposta de abordar o diagnóstico tardio do autismo, um tema pouco explorado no cinema e importante para desmistificar muitos estereótipos e preconceitos. O filme contribui para ampliar o debate sobre neurodivergência, especialmente entre mulheres, que frequentemente recebem o diagnóstico apenas na vida adulta. Em questão de atuação a atriz é ótima!
Eu como Autista tardia, me identifiquei muito com a personagem, mas senti que faltou algo e não gostei do desfecho.
A historia da personagem com o autismo diagnosticado na vida adulta, bem interessante o filme como um todo, valeu a indicação para assistir. Visto em jun-26
Sincero, intimista e agridoce, a personagem é um estudo de caso, o filme explora o autismo em adulto de forma bem simples porem com muita originalidade e elucidação, a atriz é ótima, os trejeitos, as expressões, pra mim valeu demais, é uma pequena pérola, dos filmes sobre saúde mental e psiquiatria.
Uma mulher diferente
* Texto publicado em 10/10/2025, no blog Cinema-naweb blogspotcom
POR FELIPE BRIDA
A diretora e roteirista francesa Lola Doillon retorna ao cinema quase 10 anos depois do lindíssimo ‘A viagem de Fanny’ (2016) e de uma temporada extensa na TV. Em 'Uma mulher diferente', escreveu e dirigiu uma curiosa trama romântica que trata do autismo por outro prisma, sem ser piegas ou com personagens sofredores. Recorrendo ao fino humor, o filme mostra uma pesquisadora atuante no mercado de documentários que tem um relacionamento morno com seu companheiro. Quando aceita um novo trabalho de pesquisa, recebe o diagnóstico de autismo, o que para ela é ao mesmo tempo libertador e assustador. Ela então lidará com tudo ao mesmo tempo: saúde mental, equilíbrio profissional, o romance com seu namorado e as cobranças do novo job. É uma comédia romântica sobre tomada de decisões a partir das reviravoltas inesperadas da vida, conduzida com sensibilidade pela atriz principal, num forte papel feminino feito com maestria pela atriz Jehnny Beth, de ‘Anatomia de uma queda’ (2023). É bem dosado o momento de humor com as sequências que exigem mais seriedade, principalmente quando envolve o transtorno da protagonista. Ainda em exibição no Festival do Rio nos dias 11 e 12/10. A partir do dia 16/10, o longa chega aos cinemas pela Autoral Filmes.