Mstério de ficção e horror de super-heróis da 20th Century Studios, Marvel Entertainment, Kinberg Genre, Sunswept Entertainment, TSG Entertainment, 20th Century Fox e Walt Disney Studios Motion Pictures que foi baseado na equipe de super-heróis da Marvel Comics de mesmo nome. Trata-se de um 'spin-off' da franquia "X-Men", sendo o 13° e último filme da série. Foi o filme dos "X-Men" de menor bilheteria.
O último filme Marvel Entertainment a ser lançado com Stan Lee (1922-2018) como produtor executivo. O filme é uma adaptação de “Novos Mutantes” vol 1. (1983-1991), um spin-off dos X-Men que contou com adolescentes mutantes que durou 100 edições. De acordo com Josh Boone, o filme foi originalmente ambientado durante os eventos de X-Men: Apocalipse (16). O diretor Josh Boone é um grande fã dos X-Men e possui uma grande quantidade de seus quadrinhos.
Como filme dos "X-Men", é definitivamente superior a X-Men: Apocalipse (16) e X-Men: Fênix Negra (19). É fácil de assistir, bem feito e melhora muito conforme avança. Um roteiro razoavelmente divertido que foge do lugar-comum do gênero de super-heróis, repleto de desenvolvimento detalhado de personagens e sequências de terror competentes, especialmente considerando o baixo orçamento. O gênero de terror adolescente que traça um paralelo entre o medo típico da nossa fase de formação e o medo do sobrenatural. Curioso por destacar uma atriz brasileira, Alice Braga, em um raro papel dentre os principais, algo raro entre artistas do Brasil em Hollywood.
Horror splatter e slasher da Dimension Films, Spectacle Entertainment Group, Trancas International Films e The Weinstein Company que é o 10° filme da franquia "Halloween" e a sequência da refilmagem de Halloween (78), Halloween: O início (07), feito pelo mesmo diretor. Rob Zombie tornou-se o 1° cineasta da franquia "Halloween" a dirigir 2 filmes consecutivos centrados em sua própria continuidade.
(no início, antes dos créditos de abertura) CAVALO BRANCO – Associado ao instinto, à pureza e ao impulso do corpo físico de liberar forças poderosas e emocionais, como a raiva, seguida de caos e destruição. — trecho de "A Psicose Subconsciente dos Sonhos". Imagens extraídas de fotos da cena do crime dos assassinatos de Michael são exibidas durante os créditos. O 1° filme da franquia Halloween a mostrar Michael Myers caminhando claramente sem a máscara. A palavra "fuck" e seus derivados foram usadas 112 vezes no filme.
Nem me lembrava que tinha esse filme e mal sabia que pertencia à já desgastada franquia rotineira do "Halloween". Achei por acaso e decide arriscar já imaginando qual seria o resultado. Uma atmosfera cada vez mais sombria e nebulosa, com foco particular na ilustração dos pesadelos terríveis que dominam a protagonista. São muitos, e perdem o impacto à medida que se repetem ao longo do filme. Violento ao extremo como não poderia deixar de ser, é a mesmice de sempre e a previsibilidade unida aos diversos furos do roteiro, além de uma quantidade absurda de gritos histéricos que eu jamais havia visto num filme parecido.
Comédia e drama biográfico feito para a TV da Comedy III Productions Inc., C3 Entertainment Inc., Columbia TriStar Television, Icon Entertainment International, Interscope Communications e Storyline Entertainment que foi baseado no romance de 1999 "From amalgamated morons to american icons: The Three Stooges", de Michael Fleming. Este telefilme é uma refilmagem de outro filme homônimo: Os Três Patetas (12). O ator Mel Gibson é um dos produtores executivos. O filme todo foi rodado em Sydney, Nova Gales do Sul, na Austrália.
Epílogo: "Após seu retorno triunfal aos palcos, Os Três Patetas tornaram-se uma das atrações de comédia ao vivo mais populares — e mais bem pagas — dos Estados Unidos. Joe DeRita faleceu em 1993. Ele sempre dizia que os anos que passou com Os Patetas foram os melhores de sua vida. Larry Fine sofreu um derrame em 1970 e faleceu em janeiro de 1975, aos 72 anos; ele manteve o hábito de gastar sem restrições até o fim da vida. Moe Howard seguiu seu amigo e parceiro de longa data quatro meses depois. Sua morte marcou o fim de uma das atrações mais duradouras da história da comédia. Ao longo de uma carreira de 24 anos, suas aventuras de comédia física (*slapstick*), transmitidas pela televisão em todo o mundo, inspiraram uma geração de comediantes. Eles continuam sendo um sucesso entre pessoas de todas as idades."
Paul Ben Victor, Evan Handler, Michael Chiklis e John Kassir usaram perucas para se parecerem com Moe, Larry, Curly e Shemp, respectivamente. Imperdível para os fãs dos Três Patetas de todas as idades! Emocionante, comovente, divertido e informativo. Uma ótima narrativa sobre os triunfos e as dificuldades do famoso trio de comediantes.
Comédia de ficção científica em preto e branco da Columbia Pictures e Normandy Productions que foi o 4° longa-metragem de 8 estrelados pelos Três Patetas após seu ressurgimento da popularidade em 1959. Último longa-metragem dirigido por Edward Bernds (1905-2000). O filme faz referências com Planeta proibido (56) e Invasão de Discos Voadores (56).
Os primeiros 24 minutos são, na verdade, imagens reutilizadas de um piloto de televisão não vendido chamado The Three Stooges Scrapbook (63). O piloto original continha uma faixa de risada e foi filmado em cores. Os atores George N. Neise (1917-1996) e Rayford Barnes (1920-2000), que interpretam os marcianos Ogg e Zogg, podem ser vistos sem a forte maquiagem marciana como piloto e co-piloto de avião. No final do filme, pouco antes dos 3 patetas entrarem no estúdio, eles estão voando pela Hollywood Boulevard e atravessando a Highland Ave. Último filme de Jean Charney.
O filme tem um aspecto de baixo orçamento que remete a uma mistura de filme b dos anos 50 com uma atmosfera surreal. Sim, o enredo é um absurdo e a execução é precária ao extremo; mas, se você prestar atenção, percebe que o trio se esforça para resgatar um pouco daquela magia de outros tempos. Embora não seja um filme muito longo, ele é cansativo e as vezes parece que custa a terminar. Prefiro muito mais os curtas do trio em suas várias versões do que os longas.
Faroeste de comédia em preto e branco da Bernard Glasser Productions, Jack Schwarz Productions e United Artists que foi o único longa-metragem lançado durante o período em que Shemp Howard (1895-1955) integrou o grupo Os Três Patetas (1947–1955). De acordo com um artigo contemporâneo no Daily Variety, este filme foi rodado em 4 dias e meio.
Embora Shemp Howard tenha aparecido em mais longas-metragens do que qualquer um dos patetas, ele fez apenas 2 com o grupo. Foram o 1° e o último longa de Shemp: De cabo a rabo (30) e este filme. Último papel de protagonista e penúltimo longa-metragem de George O'Brien (1899-1985). Sua carreira começou no cinema mudo, em 1922. Para economizar dinheiro, dado o orçamento reduzido do filme, os cartazes e "lobby cards" foram impressos em apenas 2 cores, em vez de utilizar policromia.
Um western convencional de baixo orçamento e pouco expressivo de média-metragem que ganha qualidade com o humor pastelão de Os Três Patetas como alívio cômico da trama que tem bastante ação e o típico bangue bangue do gênero.
Produção japonesa em preto e branco que é uma comédia dramática da Daiichi Eiga e Shochiku que foi baseada no romance "Mieko", de Saburo Okada (1890-1954). O filme é um díptico que forma com As irmãs de Gion (36), obra que compartilha grande parte do elenco e da equipe de produção e é considerado uma das primeiras obras-primas da carreira do diretor Kenji Mizoguchi (1898-1956).
O próprio Mizoguchi citou estes 2 filmes como as obras com as quais alcançou maturidade artística. O enredo com perspicaz senso visual prefigura a obra posterior de Mizoguchi em sua ênfase indignada nos pesos e medidas desiguais, em sua precisão visual e em seu tom engajado, porém jamais professoral. Drama feminista poderoso com estilo visual criativo. O foco está na luta pela sobrevivência das mulheres trabalhadoras durante o período Showa.
Ayako é uma jovem telefonista cujo namorado e colega de trabalho assistem impassíveis ao assédio que ela sofre do seu chefe, Asai. Depois de confrontar o pai sobre uma dívida que poderia arruinar a família, Ayako é obrigada a sair de casa, mas não sabe para onde ir. Movida pelo desespero, ela aceita se tornar amante de Asai, uma situação humilhante que resulta na rejeição da sua família.
Produção japonesa em preto e branco da Daiei Studios que é um drama romântico de suspense indicado à Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. A obra foi adaptada da peça de teatro bunraku de 1715 "Daikyōji mukashi goyomi", de Monzaemon Chikamatsu (1653-1725). O filme foi baseado na peça do clássico autor japonês Chikamatsu. O título original “Chikamatsu monogatari” significa “Um conto de Chikamatsu”.
Kagawa Kyoko teve que adotar e aprender o sotaque de Kansai em uma semana. A atriz Naniwa Chieko (1907-1973) a instruiria. Kagawa Kyoko (atualmente com 95 anos) descreveu sua participação neste filme como a mais importante, pois, segundo ela, foi o que lhe ensinou as bases da atuação. O filme segue muitas das convenções do teatro Bunraku. O diretor Kenji Mizoguchi (1898-1956) mudou o papel da atriz principal de última hora. Inicialmente, Kagawa Kyoko interpretaria Otama, e Minamida Yoko (1933-2009), Osan.
É sobre a corrupção da antiga Kyoto que guia a imaginação de Mizoguchi, e o público não pode deixar de notar sua extraordinária aura de maldade cotidiana. A obra apresenta uma ampla gama de injustiças, bem como um extraordinário poder romântico, em seus eventos ágeis e abrangentes. Os espaços claustrofóbicos da casa do patrão Ishun contrastam, sem esforço, com a imensidão livre do mundo natural.
Co-produção canadense-estadunidense que é um drama de suspense político da Voltage Pictures, Wildwood Enterprises, Brightlight Pictures, Kingsgate Films, TCYK North Productions e Sony Pictures Classics vencedor de 2 categorias no Festival de Cinema de Veneza: Prêmio Festival de Cinema Vittorio Veneto e Prêmio Aberto. O filme foi baseado no romance homônimo de 2003 de Neil Gordon.
Julie Christie relutou em fazer este filme, preferindo sua vida tranquila longe dos holofotes de Hollywood. Até 2021, esta foi a sua última atuação diante das câmeras. Para divulgar o filme, Shia LaBeouf e Robert Redford (1936-2025) participaram de uma sessão de bate-papo online ao vivo, "Collaborators on Film", transmitida pelo The New York Times. Robert Redford e Sam Elliott atuaram em Butch Cassidy (69). Redford e Chris Cooper interpretaram irmãos anteriormente em O encantador de cavalos (98). Susan Sarandon e Nick Nolte estrelaram O óleo de Lorenzo (92).
O ex-galã Redford retornou de forma bem-vinda à dupla função de diretor e ator principal, além de ser um dos produtores, neste drama lúcido e sólido sobre um ex-radical do Weather Underground forçado a acertar as contas com o passado. O thriller aborda questões de violência de forma contida. A direção perspicaz e bem elaborada de um cineasta mestre no auge de sua forma. Uma trama interessante que conta com a participação de astros e estrelas veteranos em participações especiais e com alguns jovens atores antes de se tornarem famosos.
Drama romântico da Netflix e Wildgaze Films baseado no romance homônimo de 2015 de Kent Haruf (1943-2014). Este foi o penúltimo filme dirigido pelo indiano Ritesh Batra. O condado fictício de Holt, onde se passa o filme e o romance de Kent Haruf, fica no leste do Colorado. Holt é uma combinação das 3 cidades do Colorado onde o autor cresceu: Wray, Holyoke e Yuma. Todos os romances de Haruf se passam na cidade fictícia de Holt.
Adaptação do romance "Our souls at night", de Kent Haruf. Haruf escreveu a obra sabendo que estava com os dias contados, apenas alguns meses antes de falecer em decorrência de um câncer de pulmão, aos 71 anos, em novembro de 2014. O livro foi publicado postumamente, em maio de 2015. Este foi o 4° filme em que Jane Fonda e Robert Redford (1936-2025) atuaram juntos. Suas colaborações anteriores foram Caçada humana (66), Descalços no parque (67) e O cavaleiro elétrico (79). Robert Redford e Bruce Dern haviam atuado juntos anteriormente em O grande Gatsby (74). Este foi o 3° filme que Jane Fonda e Bruce Dern fizeram juntos. Os anteriores foram A noite dos desesperados (69) e Amargo regresso (78).
Um filme elegante, comovente, singelo, fácil de assistir e sincero. Os dois atores octogenários entregam performances tão convincentes que quase não parece que estão atuando. O carinho com que interagem em cena é palpável e contagiante. O prazer está em assistir às atuações diretas e despretensiosas de dois profissionais experientes, que sabem que não devem forçar a mão nesta trama cativante e subestimada.
Drama romântico e comédia policial noir em preto e branco da Republic Pictures. Em 1953, a Republic Pictures relançou este filme nos cinemas em uma sessão dupla com outro faroeste de John Wayne (1907-1979), O carnaval da vida (41). Segundo um membro da família de Frances Dee (1909-2004), a cena em que John Wayne a enrola em uma toalha de mesa e a carrega até o carro previa o uso de uma dublê para ela. Em vez disso, Wayne carregou a própria Dee de forma espontânea, surpreendendo-a. O diretor decidiu manter a cena no filme.
O elenco de destaque conta com Wallace Ford (1898-1966) como o principal jornalista da cidade; Harold Huber (1909-1959) como o capanga inescrupuloso do político e Ward Bond (1903-1960) como um bandido a serviço de uma organização criminosa. Frances Dee foi casada com o ator Joel McCrea (1905-1990) por mais de 5 décadas até a morte dele. Um filme de mistério em sua essência, mas que também possui vários momentos cômicos. Uma trama com ótimas atuações, repleto de dinâmicas interessantes e nuances variadas. É um pequeno mistério com um toque de moralidade, mas também muito agradável.
Faroeste e drama romântico em preto e branco da Republic Pictures. Em 1953, a Republic Pictures relançou este filme nos cinemas em uma sessão dupla com outro faroeste de John Wayne (1907-1979), O traído (41). Maurice Costello (1877-1950), ídolo das matinês na era muda, despediu-se do cinema com um pequeno papel. Estréia da atriz Virginia Farmer (1898-1988).
A Republic Pictures não poupou recursos na produção do filme em seu filme mais caro até então, utilizando um grande número de figurantes caracterizados em figurinos vitorianos e recriações do Mardi Gras. O alto padrão do estúdio em cenas de ação e no uso de miniaturas para efeitos especiais ganhou destaque nas sequências de luta e no clímax que
envolve uma tempestade com inundação na parte final que destrói o tribunal onde está havendo um julgamento
, que é a melhor parte do filme. Os efeitos visuais são muito bons se considerar a época em que foram feitos.
Um filme de segunda linha e ritmo arrastado, dirigido pelo descendente de alemão Bernard Vorhaus (1904-2000), que evoluiu — se é que se pode chamar assim — das produções britânicas de baixo orçamento feitas às pressas para cumprir cotas legais até chegar a filmes de rotina como este.
Aventura de guerra e drama romântico em preto e branco da Republic Pictures. Wendell Niles (1904-1994), o repórter que entrevistava pessoas nas ruas após a grande tempestade de poeira, era um locutor de rádio de verdade. Ele trabalhou em muitos programas da era de ouro do rádio, incluindo "The Burns and Allen Show". Douglas Evans (1904-1968), que aparece como mestre de cerimônias do programa de rádio "We the People", era locutor de rádio na vida real.
O filme, ambientado principalmente na Dakota do Norte, foi uma das poucas produções de Hollywood declaradamente antinazistas realizadas antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Isolacionistas e simpatizantes do nazismo condenavam outros filmes de Hollywood por serem "propaganda" pró-britânica ou por "glorificarem a guerra". O filme, cujo pano de fundo é a Grande Depressão, retrata como o fenômeno que ficou conhecido por "Dust bowl" empurrou levas e levas de famílias para a Costa do Pacífico.
O diretor de fotografia era John Alton; daí as tempestades de areia — tanto de dia quanto de noite — com uma iluminação soberba... É surpreendente, para dizer o mínimo, ver John Wayne interpretando um fazendeiro com tamanhas simpatias pela esquerda. É um filme de espírito elevado, contundente em sua denúncia do nazismo e em sua defesa da responsabilidade social, mas também dotado de uma atmosfera rica.
Comédia dramática romântica em preto e branco da Universal Pictures que teve uma refilmagem: Pecadores dos Mares do Sul (50). O diretor Tay Garnett (1894-1977) disse que John Wayne (1907-1979) e Marlene Dietrich (1901-1992) eram loucos um pelo outro, e que todos os membros da equipe também eram apaixonados por ela — inclusive o próprio Garnett. Este foi o 1° de 3 filmes que o casal fez junto. A duração correta do filme é 87 minutos.
O estadista Winston Churchill (1874-1965) assistiu a este filme e descreveu Marlene Dietrich como "muito sedutora" na noite anterior ao ataque e ao afundamento do encouraçado alemão Bismarck por navios de guerra britânicos. O 1° filme de Anna Lee (1913-2004) em Hollywood. Ela havia feito 24 filmes na Inglaterra durante os 10 anos anteriores. O dublê Dave Sharpe (1910-1980) interpretou 6 personagens diferentes durante a luta no café. Estréia de Mary Ann Hyde (1923-2008) no cinema e de Claire Meade (1883-1968).
Uma mistura de comédia irreverente, romance e glamour, com boa fotografia e bom elenco. Embora concebido para destacar Marlene Dietrich, o filme é muito divertido graças à química entre ela e o jovem e belo John Wayne — sem falar na briga encenada de forma esplêndida e generalizada, que começa e termina no filme do mesmo modo.
Faroeste e drama romântico em CinemaScope e Color De Luxe da 20th Century Fox que foi baseado no romance de 1957 "The hell bent kid", de Charles O. Locke (1895-1977). Don Murray (1929-2024) e Diane Varsi (1938-1992) co-estrelariam juntos mais uma vez 9 anos depois no filme temático de Charlie Parker Sweet love, bitter (67). Chill Wills (1902-1978) e Dennis Hopper (1936-2010) haviam co-estrelado dois anos antes na épica obra-prima texana de George Stevens, Assim caminha a humanidade (56). Um western convencional que cumpre aquilo a que se propõe.
No Novo México, um caubói despreocupado e atirador de elite, Tod Lohman, após matar acidentalmente o filho de um poderoso latifundiário, Hunter Boyd, foge para salvar a própria vida, perseguido pelos irmãos vingativos do homem morto. O fugitivo encontra abrigo com Amos Bradley, em cujo rancho Tod passa a maior parte do tempo em cena. Apaixonado pela filha dele, Juanita Bradley, Tod teme ter de partir quando seus perseguidores o alcançarem, mas acaba sendo inocentado ao salvar a vida do filho mais novo do latifundiário falecido, Tom Boyd.
Co-produção hispano-estadunidense em preto e branco que é um drama policial neo-noir da Magla, Laurence Harvey Productions e United Artists indicado a 2 categorias no Globo de Ouro: melhor filme em língua estrangeira, vencendo o de melhor ator revelação, Robert Walker Jr. (1940-2019), juntamente com Stathis Giallelis por Terra do sonho distante (63) e Albert Finney (1936-2019) por As aventuras de Tom Jones (63). O filme foi baseado no romance de 1951 "La cérémonie", do francês Frédéric Grendel (1924-2001).
As filmagens aconteceram em Tânger, no Marrocos, e em Sevilha, Andaluzia, na Espanha. Os créditos listaram Robert Walker (1918-1951) quando, na verdade, tratava-se de seu filho, Robert Walker Jr. Este foi o 1° de 3 filmes dirigidos pelo ator Lawrence Harvey (1928-1973), que também escreveu e produziu. Harvey teve muita dificuldade para convencer Sarah Miles a tirar a roupa durante as filmagens do filme.
Um certo maneirismo estético, entre o barroco e o exagero, marca esta obra curiosa e bastante interessante — uma rara incursão do ator Laurence Harvey na direção. Um thriller excêntrico, pretensioso, excessivamente prolixo, sombrio e um pouco confuso. Mas as cenas de ação
Drama da MGM, Balboa Productions, Chartoff-Winkler Productions, Glickmania, Outlier Society, Proximity Media e United Artists Releasing que é o 3° filme da série "Creed" e o 9° da franquia "Rocky". Sylvester Stallone é um dos produtores. Michael B. Jordan está na direção das filmagens do 4° episódio da franquia.
Mila Davis-Kent é surda na vida real. No início de 2020, foi noticiado que Creed III (23) marcaria a estréia de Michael B. Jordan na direção. Ele atuou como produtor executivo de Creed II (18). Este foi o 1° filme da franquia Rocky/Creed a não contar com Sylvester Stallone como Rocky Balboa. Com a sua ausência, não houve personagens que tenham aparecido em todos os filmes da série. Segundo Jonathan Majors, o sobrenome de Damien, Anderson, foi tirado do nome de seu próprio avô. O 3° filme da série "Creed" foi lançado no 3° dia do 3° mês (março) do 3° ano da 3° década do 3° milênio da Era Comum.
Dirigido por seu carismático ator em uma estréia na direção notavelmente segura, o filme é, assim como seus dois antecessores, pura cultura e comunidade negra. E essa reviravolta, embora mantenha a essência, é fascinante, não deixa a desejar. Parece um filme de estréia cuidadosamente elaborado que exala sobriedade, habilidade e coloca cada movimento de câmera a serviço da estória. Embora seja mais um filme genérico sobre boxe, tem mais qualidades do que defeitos.
Co-produção sino-britânica-canadense-estadunidense que é uma comédia de aventura e ficção da Columbia Pictures, Tencent Pictures, Amblin Entertainment, Parkes/MacDonald Image Nation, Boies Schiller Entertainment, China Film Group Corporation, Sony Pictures Releasing e The Hideaway Entertainment que é o 4° filme da franquia "Men in Black", baseada na série de estórias em quadrinhos homônimas que, por sua vez, foi inspirada em uma teoria da conspiração.
Este foi o 1° filme de “Homens de Preto” não dirigido por Barry Sonnenfeld. Foi idéia do diretor F. Gary Gray escolher Les Twins, Larry e Laurent Bourgeois, como vilões do filme. Les Twins são dançarinos e coreógrafos cujos vídeos do YouTube foram vistos por milhões em todo o mundo. Eles também se apresentaram com artistas como Beyoncé e Jay-Z. Este foi o 2° filme de F. Gary Gray que é uma sequência de um filme de Barry Sonnenfeld. O 1° foi Be Cool: O outro nome do jogo (05), que foi uma sequência de O nome do jogo (95).
Essa reformulação é moderadamente envolvente, mas também dá a impressão de gastar muita energia para um retorno de entretenimento bastante modesto. Vazio, porém divertido, e sustentado quase exclusivamente pelo carisma multimilionário de suas estrelas e pelos ótimos efeitos visuais, carecendo de ambição ou profundidade. Apesar de tudo, a interação vibrante entre Chris Hemsworth e Tessa Thompson nos mantém engajados e satisfeitos.
Co-produção da Austrália e Estados Unidos que é um suspense de mistério e terror sobrenatural da Atomic Monster, Australian Government, Blumhouse Productions, Blumhouse-Atomic Monster, Screen Gems e Stage 6 Films que é o 6° capítulo da franquia "Insidious".
Lin Shaye foi o único ator a aparecer em todos os filmes "Insidious" da franquia. Originalmente intitulado “Insidious: The bleeding world”. A fotografia principal começou em setembro de 2025, em Melbourne, Victoria, no Docklands Studios Melbourne. Outros locais de filmagem vitorianos incluem Camberwell, Essendon e Kensington, que serviram como substitutos da Nova Inglaterra. A trilha sonora do filme foi composta por Joseph Bishara, que retornou à franquia após compor a dos 5 primeiros filmes da série.
Este novo volume da saga se entrega a um festival de clichês, repetições, frases feitas e traumas de infância. Onde deveria haver medo, acaba havendo bocejos e mesmices. Um excesso de almas penadas, gritarias e barulhos que irritam demais. O mal retornou, mas o tédio também. Uma mitologia desinteressante e efeitos medíocres distanciam ainda mais esta saga de terror, outrora promissora, de suas origens já bem saturadas.
Co-produção canadense-estadunidense que é um drama de ficção, super-herói cyberpunk e suspense policial da MGM, Columbia Pictures, Strike Entertainment, Dynamic Effects Canada e Sony Pictures Releasing que é uma refilmagem de RoboCop: O policial do futuro (87) e o 4° filme da franquia "Robocop". O filme recebeu críticas mistas, sendo considerado inferior ao original, embora os efeitos visuais, as atuações do elenco e as sequências de ação tenham sido elogiados.
A trama do filme acontece em 2028. O áudio do logotipo da MGM é substituído por efeitos vocais produzidos por Samuel L. Jackson, mostrando-o exercitando a voz antes de entrar no ar, logo no início do filme. Este foi o 1° filme hollywoodiano do diretor brasileiro José Padilha. Parte remake, parte sequência, este filme é supostamente ambientado 15 anos antes do original. Na cena em que o RoboCop é apresentado ao público, é possível ler na manchete da parte inferior da tela: "Surfista brasileiro Gui Padilha...".
Talvez a maior curiosidade de se assstir a esse filme seja pela participação rara de mais um diretor brasileiro se aventurando nos EUA, no caso, o diretor de Tropa de elite (07) e Tropa de elite 2: O inimigo agora é outro (10). Há outros brasileiros na produção, como o diretor de fotografia Lula Carvalho e o co-editor Daniel Rezende. Apesar da queda de qualidade no terço final, mais convencional, a credibilidade de seus argumentos sobre assuntos militares, segurança, justiça e até mesmo comunicação e marketing acaba prevalecendo, e o que permanece no final do filme é uma metáfora comovente. Mesmo genérico, oferece uma nova abordagem de um clássico antigo, e o faz com inovação suficiente para justificar sua existência.
Produção britânica em preto e branco que é um drama da MGM indicado ao BAFTA de melhor figurino britânico em preto e branco; no Festival Internacional de Cinema de Berlim, foi nomeado ao Urso de Ouro de melhor filme. O filme foi baseado no romance homônimo de 1915 de W. Somerset Maugham (1874-1965). A trama se passa na Londres vitoriana e eduardiana (final do século XIX e início do século XX, por volta de 1915).
Este filme foi parodiado no curta de animação Of Feline Bondage (65). As outras versões desta mesma estória são: Escravos do desejo (34) e Escravo de uma paixão (46). As filmagens começaram no início de 1963, mas Henry Hathaway (1898-1985) deixou o cargo de diretor; Bryan Forbes (1926-2013), que tinha um papel coadjuvante de destaque, assumiu a direção por uma semana antes de também abandonar o filme. Ken Hughes (1922-2001) concluiu o filme e, segundo relatos, passou por uma experiência muito difícil; a obra passou meses na ilha de edição e só foi exibida no final de 1964, quase um ano após a data de lançamento prevista. Kim Novak (atualmente com 93 anos) não gostava de Laurence Harvey (1928-1973), achando-o arrogante e presunçoso. A estréia de Brenda Fricker (1945-2026) . Nicol Williamson (1936-2011) apareceu numa ponta.
Por mais que o filme tivesse problemas na pré-produção, não deixa de ter todas as qualidades possíveis de uma bela estória contada e o bom elenco representyando da melhor forma possível. Embora Kim Novak não seja Bette Davis, esta 3° versão do livro popular de Maugham é mais fiel à obra literária original, preservando seu tom realista e seu desfecho sórdido.
Drama em CinemaScope e Color De Luxe da 20th Century Fox que foi baseado no romance de mesmo nome de 1948, escrito pelo belga Georges Simenon (1903-1989), durante sua estadia em Nogales, Arizona.
A campainha da casa dos Breckinridge toca a melodia de "How dry I am" — algo bastante apropriado, considerando o problema de Donald Martin com a bebida e as visitas que, também dadas à bebida, o levam à tentação. Existe uma cidade chamada Nogales nos EUA, perto da fronteira com o México, e outra chamada Nogales no México. Isso pode ser um pouco confuso às vezes, já que os dois homens estão na Nogales americana, mas Eric fala sobre ter de ir a Nogales (a mexicana). Sandy Descher interpretou a filha de Johnson dois anos antes, em A última vez que vi Paris (54).
Uma mistura de suspense e drama pessoal, com fotografia e cores vibrantes. As filmagens em locações são belíssimas, tanto nas áreas externas quanto no interior das casas suntuosas onde os personagens vivem. Uma atuação sólida e envolvente do trio formado por Joseph Cotten (1905-1994), Van Johnson (1916-2008) e Ruth Roman (1922-1999) confere a este filme um apelo definido e inegável. Começa meio morno até entre 30 e 40 minutos, mas logo após isso, surpreendentemente, a trama se desenvolve de tal maneira positiva que chega a surpreender.
Cenas impactantes: o bêbado Donald se livra por pouco de ser atropelado por um trem; os irmãos Don e P.M. tentam atravessar o rio com cavalos em forte correnteza; Donald suplicando pra tomar um trago num bar com as mãos trêmulas.
Comédia musical e faroeste em preto e branco da Columbia Pictures que foi o único longa-metragem dos Três Patetas que trouxe a formação mais conhecida do grupo (Moe Howard, Larry Fine e Curly Howard) nos papéis principais. O trio acabou alcançando certo sucesso no cinema com uma série de longas-metragens produzidos durante um ressurgimento de popularidade impulsionado pela televisão, ocorrido após a Columbia ter encerrado a série de curtas do grupo.
Em uma cena de comédia pastelão, Curly se descuida e chama Shorty Williams de "Moe". Embora Curly e Larry usassem seus nomes verdadeiros no filme, Moe não era Moe; ele era Shorty Williams. O filme é um dos poucos longas-metragens dos Três Patetas produzidos durante a vigência de sua série mais famosa de curtas-metragens para a Columbia Pictures, embora o grupo já tivesse participado de outros longas em papéis coadjuvantes. Não confundir com o curta-metragem Rockin' thru the rockies (40).
Infelizmente, é uma decepção para os fãs dos Três Patetas. Por algum motivo, Moe interpreta "Shorty" e não aparece junto com Larry e Curly. Ele atua como um personagem independente, o que quebra a dinâmica característica do trio. Curly não está bem aqui, e isso fica evidente. Há alguns números musicais divertidos, mas os fãs dos Patetas ficarão um pouco decepcionados.
Comédia e drama romântico pré-Código em preto e branco da Bryan Foy Productions e Universal Pictures. Também conhecido como "Alegria no ar", o filme é notável hoje por contar com a participação de Ted Healy (1896-1937) e seus "Patetas", pouco antes de o trio se separar dele e se tornar os "Os Três Patetas". A equipe incluía Bonnie Bonnell (1905-1964), que foi uma integrante feminina dos Patetas por um curto período.
O único longa-metragem dirigido pelo diretor e roteirista Al Boasberg (1892-1937), dentre outros 17 filmes curtas-metragens que ele também dirigiu. Adaptação cinematográfica da popular série de rádio dos anos 30. O programa foi transmitido pela CBS Radio de 1931 a 1946 e, posteriormente, em distribuição (sindicância) de 1946 a 1947. Myrtle Vail (1888-1978) e Donna Damerel (1912-1941) eram mãe e filha na vida real. Damerel morreu tragicamente no parto aos 28 anos.
Um trecho deste filme foi exibido ao fundo na cena do cinema de E aí, meu irmão, cadê você? (00). A jovem atriz do filme tira a saia e demonstra sua flexibilidade e habilidade acrobática... para a alegria do diretor de Hollywood, um sujeito lascivo. Era algo escandaloso e perfeito para a Hollywood dos anos 30. Apesar de seu status como clássico cult da era pré-Código, este filme nunca foi lançado em home vídeo — o mesmo destino de muitos dos primeiros filmes falados do catálogo da Universal. Mais um filme que encontro com cadastro incompleto feito de forma preguiçosa.
Myrt Spear tem um espetáculo repleto de artistas talentosos que merece ir para a Broadway, mas não consegue arrecadar o dinheiro necessário. John Jackson, um "produtor" lascivo, fornece a verba para tentar conquistar Marge Minter, a jovem e bela estrela do show. Myrt une forças com o namorado de Marge para tentar frustrar os planos do produtor assanhado e levar o espetáculo à Broadway.
Faroeste de aventura e drama romântico em Technicolor da Paramount Pictures que foi baseado no romance homônimo de 1907 de Harold Bell Wright (1872-1944). Este filme é uma refilmagem do filme mudo The shepherd of the hills (19), seguido por Milagres da fé (28). Houve ainda The shepherd of the hills (60), feito para a TV, e The shepherd of the hills (64).
O 1° filme de John Wayne (1907-1979) em Technicolor. A peça "The shepherd of the hills" foi encenada diariamente durante o verão em Silver Dollar City, perto de Branson, Missouri, em um cenário ao ar livre que utilizava animais vivos — como ovelhas — e recriou a cena do incêndio do celeiro. O filme é o 1° de 6 produções de Henry Hathaway (1898-1985) estreladas por John Wayne. Apenas alguns elementos da trama e personagens do romance foram utilizados no filme de 1941, e eles foram retratados de forma diferente; portanto, trata-se, basicamente, de uma estória distinta.
Uma trama complexa sobre rivalidades nas montanhas, que aborda conflitos entre famílias em cenários rurais. Um drama delicado, singular e melancólico sobre o colapso de uma comunidade isolada nas Montanhas Ozark, presa em um ciclo de violência intergeracional. Um dos melhores filmes de Wayne antes de ele se tornar uma estrela, graças à direção sólida de Hathaway, à atuação do próprio Duke e a um elenco de apoio de peso. Boas atuações dos irmãos Betty Field (1916-1973) e Marc Lawrence (1909-2005),
Os Novos Mutantes
2.6 729 Assista AgoraMstério de ficção e horror de super-heróis da 20th Century Studios, Marvel Entertainment, Kinberg Genre, Sunswept Entertainment, TSG Entertainment, 20th Century Fox e Walt Disney Studios Motion Pictures que foi baseado na equipe de super-heróis da Marvel Comics de mesmo nome. Trata-se de um 'spin-off' da franquia "X-Men", sendo o 13° e último filme da série. Foi o filme dos "X-Men" de menor bilheteria.
O último filme Marvel Entertainment a ser lançado com Stan Lee (1922-2018) como produtor executivo. O filme é uma adaptação de “Novos Mutantes” vol 1. (1983-1991), um spin-off dos X-Men que contou com adolescentes mutantes que durou 100 edições. De acordo com Josh Boone, o filme foi originalmente ambientado durante os eventos de X-Men: Apocalipse (16). O diretor Josh Boone é um grande fã dos X-Men e possui uma grande quantidade de seus quadrinhos.
Como filme dos "X-Men", é definitivamente superior a X-Men: Apocalipse (16) e X-Men: Fênix Negra (19). É fácil de assistir, bem feito e melhora muito conforme avança. Um roteiro razoavelmente divertido que foge do lugar-comum do gênero de super-heróis, repleto de desenvolvimento detalhado de personagens e sequências de terror competentes, especialmente considerando o baixo orçamento. O gênero de terror adolescente que traça um paralelo entre o medo típico da nossa fase de formação e o medo do sobrenatural. Curioso por destacar uma atriz brasileira, Alice Braga, em um raro papel dentre os principais, algo raro entre artistas do Brasil em Hollywood.
Halloween II
2.6 679 Assista AgoraHorror splatter e slasher da Dimension Films, Spectacle Entertainment Group, Trancas International Films e The Weinstein Company que é o 10° filme da franquia "Halloween" e a sequência da refilmagem de Halloween (78), Halloween: O início (07), feito pelo mesmo diretor. Rob Zombie tornou-se o 1° cineasta da franquia "Halloween" a dirigir 2 filmes consecutivos centrados em sua própria continuidade.
(no início, antes dos créditos de abertura) CAVALO BRANCO – Associado ao instinto, à pureza e ao impulso do corpo físico de liberar forças poderosas e emocionais, como a raiva, seguida de caos e destruição. — trecho de "A Psicose Subconsciente dos Sonhos". Imagens extraídas de fotos da cena do crime dos assassinatos de Michael são exibidas durante os créditos. O 1° filme da franquia Halloween a mostrar Michael Myers caminhando claramente sem a máscara. A palavra "fuck" e seus derivados foram usadas 112 vezes no filme.
Nem me lembrava que tinha esse filme e mal sabia que pertencia à já desgastada franquia rotineira do "Halloween". Achei por acaso e decide arriscar já imaginando qual seria o resultado. Uma atmosfera cada vez mais sombria e nebulosa, com foco particular na ilustração dos pesadelos terríveis que dominam a protagonista. São muitos, e perdem o impacto à medida que se repetem ao longo do filme. Violento ao extremo como não poderia deixar de ser, é a mesmice de sempre e a previsibilidade unida aos diversos furos do roteiro, além de uma quantidade absurda de gritos histéricos que eu jamais havia visto num filme parecido.
Os Três Patetas
3.7 11Comédia e drama biográfico feito para a TV da Comedy III Productions Inc., C3 Entertainment Inc., Columbia TriStar Television, Icon Entertainment International, Interscope Communications e Storyline Entertainment que foi baseado no romance de 1999 "From amalgamated morons to american icons: The Three Stooges", de Michael Fleming. Este telefilme é uma refilmagem de outro filme homônimo: Os Três Patetas (12). O ator Mel Gibson é um dos produtores executivos. O filme todo foi rodado em Sydney, Nova Gales do Sul, na Austrália.
Epílogo: "Após seu retorno triunfal aos palcos, Os Três Patetas tornaram-se uma das atrações de comédia ao vivo mais populares — e mais bem pagas — dos Estados Unidos. Joe DeRita faleceu em 1993. Ele sempre dizia que os anos que passou com Os Patetas foram os melhores de sua vida. Larry Fine sofreu um derrame em 1970 e faleceu em janeiro de 1975, aos 72 anos; ele manteve o hábito de gastar sem restrições até o fim da vida. Moe Howard seguiu seu amigo e parceiro de longa data quatro meses depois. Sua morte marcou o fim de uma das atrações mais duradouras da história da comédia. Ao longo de uma carreira de 24 anos, suas aventuras de comédia física (*slapstick*), transmitidas pela televisão em todo o mundo, inspiraram uma geração de comediantes. Eles continuam sendo um sucesso entre pessoas de todas as idades."
Paul Ben Victor, Evan Handler, Michael Chiklis e John Kassir usaram perucas para se parecerem com Moe, Larry, Curly e Shemp, respectivamente. Imperdível para os fãs dos Três Patetas de todas as idades! Emocionante, comovente, divertido e informativo. Uma ótima narrativa sobre os triunfos e as dificuldades do famoso trio de comediantes.
Os Três Patetas em Órbita
3.6 6Comédia de ficção científica em preto e branco da Columbia Pictures e Normandy Productions que foi o 4° longa-metragem de 8 estrelados pelos Três Patetas após seu ressurgimento da popularidade em 1959. Último longa-metragem dirigido por Edward Bernds (1905-2000). O filme faz referências com Planeta proibido (56) e Invasão de Discos Voadores (56).
Os primeiros 24 minutos são, na verdade, imagens reutilizadas de um piloto de televisão não vendido chamado The Three Stooges Scrapbook (63). O piloto original continha uma faixa de risada e foi filmado em cores. Os atores George N. Neise (1917-1996) e Rayford Barnes (1920-2000), que interpretam os marcianos Ogg e Zogg, podem ser vistos sem a forte maquiagem marciana como piloto e co-piloto de avião. No final do filme, pouco antes dos 3 patetas entrarem no estúdio, eles estão voando pela Hollywood Boulevard e atravessando a Highland Ave. Último filme de Jean Charney.
O filme tem um aspecto de baixo orçamento que remete a uma mistura de filme b dos anos 50 com uma atmosfera surreal. Sim, o enredo é um absurdo e a execução é precária ao extremo; mas, se você prestar atenção, percebe que o trio se esforça para resgatar um pouco daquela magia de outros tempos. Embora não seja um filme muito longo, ele é cansativo e as vezes parece que custa a terminar. Prefiro muito mais os curtas do trio em suas várias versões do que os longas.
Gold Raiders
4.0 2Faroeste de comédia em preto e branco da Bernard Glasser Productions, Jack Schwarz Productions e United Artists que foi o único longa-metragem lançado durante o período em que Shemp Howard (1895-1955) integrou o grupo Os Três Patetas (1947–1955). De acordo com um artigo contemporâneo no Daily Variety, este filme foi rodado em 4 dias e meio.
Embora Shemp Howard tenha aparecido em mais longas-metragens do que qualquer um dos patetas, ele fez apenas 2 com o grupo. Foram o 1° e o último longa de Shemp: De cabo a rabo (30) e este filme. Último papel de protagonista e penúltimo longa-metragem de George O'Brien (1899-1985). Sua carreira começou no cinema mudo, em 1922. Para economizar dinheiro, dado o orçamento reduzido do filme, os cartazes e "lobby cards" foram impressos em apenas 2 cores, em vez de utilizar policromia.
Um western convencional de baixo orçamento e pouco expressivo de média-metragem que ganha qualidade com o humor pastelão de Os Três Patetas como alívio cômico da trama que tem bastante ação e o típico bangue bangue do gênero.
Elegia de Osaka
3.9 12Produção japonesa em preto e branco que é uma comédia dramática da Daiichi Eiga e Shochiku que foi baseada no romance "Mieko", de Saburo Okada (1890-1954). O filme é um díptico que forma com As irmãs de Gion (36), obra que compartilha grande parte do elenco e da equipe de produção e é considerado uma das primeiras obras-primas da carreira do diretor Kenji Mizoguchi (1898-1956).
O próprio Mizoguchi citou estes 2 filmes como as obras com as quais alcançou maturidade artística. O enredo com perspicaz senso visual prefigura a obra posterior de Mizoguchi em sua ênfase indignada nos pesos e medidas desiguais, em sua precisão visual e em seu tom engajado, porém jamais professoral. Drama feminista poderoso com estilo visual criativo. O foco está na luta pela sobrevivência das mulheres trabalhadoras durante o período Showa.
Ayako é uma jovem telefonista cujo namorado e colega de trabalho assistem impassíveis ao assédio que ela sofre do seu chefe, Asai. Depois de confrontar o pai sobre uma dívida que poderia arruinar a família, Ayako é obrigada a sair de casa, mas não sabe para onde ir. Movida pelo desespero, ela aceita se tornar amante de Asai, uma situação humilhante que resulta na rejeição da sua família.
Os Amantes Crucificados
4.4 18 Assista AgoraProdução japonesa em preto e branco da Daiei Studios que é um drama romântico de suspense indicado à Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. A obra foi adaptada da peça de teatro bunraku de 1715 "Daikyōji mukashi goyomi", de Monzaemon Chikamatsu (1653-1725). O filme foi baseado na peça do clássico autor japonês Chikamatsu. O título original “Chikamatsu monogatari” significa “Um conto de Chikamatsu”.
Kagawa Kyoko teve que adotar e aprender o sotaque de Kansai em uma semana. A atriz Naniwa Chieko (1907-1973) a instruiria. Kagawa Kyoko (atualmente com 95 anos) descreveu sua participação neste filme como a mais importante, pois, segundo ela, foi o que lhe ensinou as bases da atuação. O filme segue muitas das convenções do teatro Bunraku. O diretor Kenji Mizoguchi (1898-1956) mudou o papel da atriz principal de última hora. Inicialmente, Kagawa Kyoko interpretaria Otama, e Minamida Yoko (1933-2009), Osan.
É sobre a corrupção da antiga Kyoto que guia a imaginação de Mizoguchi, e o público não pode deixar de notar sua extraordinária aura de maldade cotidiana. A obra apresenta uma ampla gama de injustiças, bem como um extraordinário poder romântico, em seus eventos ágeis e abrangentes. Os espaços claustrofóbicos da casa do patrão Ishun contrastam, sem esforço, com a imensidão livre do mundo natural.
Sem Proteção
3.0 122Co-produção canadense-estadunidense que é um drama de suspense político da Voltage Pictures, Wildwood Enterprises, Brightlight Pictures, Kingsgate Films, TCYK North Productions e Sony Pictures Classics vencedor de 2 categorias no Festival de Cinema de Veneza: Prêmio Festival de Cinema Vittorio Veneto e Prêmio Aberto. O filme foi baseado no romance homônimo de 2003 de Neil Gordon.
Julie Christie relutou em fazer este filme, preferindo sua vida tranquila longe dos holofotes de Hollywood. Até 2021, esta foi a sua última atuação diante das câmeras. Para divulgar o filme, Shia LaBeouf e Robert Redford (1936-2025) participaram de uma sessão de bate-papo online ao vivo, "Collaborators on Film", transmitida pelo The New York Times. Robert Redford e Sam Elliott atuaram em Butch Cassidy (69). Redford e Chris Cooper interpretaram irmãos anteriormente em O encantador de cavalos (98). Susan Sarandon e Nick Nolte estrelaram O óleo de Lorenzo (92).
O ex-galã Redford retornou de forma bem-vinda à dupla função de diretor e ator principal, além de ser um dos produtores, neste drama lúcido e sólido sobre um ex-radical do Weather Underground forçado a acertar as contas com o passado. O thriller aborda questões de violência de forma contida. A direção perspicaz e bem elaborada de um cineasta mestre no auge de sua forma. Uma trama interessante que conta com a participação de astros e estrelas veteranos em participações especiais e com alguns jovens atores antes de se tornarem famosos.
Nossas Noites
3.7 174 Assista AgoraDrama romântico da Netflix e Wildgaze Films baseado no romance homônimo de 2015 de Kent Haruf (1943-2014). Este foi o penúltimo filme dirigido pelo indiano Ritesh Batra. O condado fictício de Holt, onde se passa o filme e o romance de Kent Haruf, fica no leste do Colorado. Holt é uma combinação das 3 cidades do Colorado onde o autor cresceu: Wray, Holyoke e Yuma. Todos os romances de Haruf se passam na cidade fictícia de Holt.
Adaptação do romance "Our souls at night", de Kent Haruf. Haruf escreveu a obra sabendo que estava com os dias contados, apenas alguns meses antes de falecer em decorrência de um câncer de pulmão, aos 71 anos, em novembro de 2014. O livro foi publicado postumamente, em maio de 2015. Este foi o 4° filme em que Jane Fonda e Robert Redford (1936-2025) atuaram juntos. Suas colaborações anteriores foram Caçada humana (66), Descalços no parque (67) e O cavaleiro elétrico (79). Robert Redford e Bruce Dern haviam atuado juntos anteriormente em O grande Gatsby (74). Este foi o 3° filme que Jane Fonda e Bruce Dern fizeram juntos. Os anteriores foram A noite dos desesperados (69) e Amargo regresso (78).
Um filme elegante, comovente, singelo, fácil de assistir e sincero. Os dois atores octogenários entregam performances tão convincentes que quase não parece que estão atuando. O carinho com que interagem em cena é palpável e contagiante. O prazer está em assistir às atuações diretas e despretensiosas de dois profissionais experientes, que sabem que não devem forçar a mão nesta trama cativante e subestimada.
O Traído
3.5 1Drama romântico e comédia policial noir em preto e branco da Republic Pictures. Em 1953, a Republic Pictures relançou este filme nos cinemas em uma sessão dupla com outro faroeste de John Wayne (1907-1979), O carnaval da vida (41). Segundo um membro da família de Frances Dee (1909-2004), a cena em que John Wayne a enrola em uma toalha de mesa e a carrega até o carro previa o uso de uma dublê para ela. Em vez disso, Wayne carregou a própria Dee de forma espontânea, surpreendendo-a. O diretor decidiu manter a cena no filme.
O elenco de destaque conta com Wallace Ford (1898-1966) como o principal jornalista da cidade; Harold Huber (1909-1959) como o capanga inescrupuloso do político e Ward Bond (1903-1960) como um bandido a serviço de uma organização criminosa. Frances Dee foi casada com o ator Joel McCrea (1905-1990) por mais de 5 décadas até a morte dele. Um filme de mistério em sua essência, mas que também possui vários momentos cômicos. Uma trama com ótimas atuações, repleto de dinâmicas interessantes e nuances variadas. É um pequeno mistério com um toque de moralidade, mas também muito agradável.
Carnaval da Vida
2.7 2Faroeste e drama romântico em preto e branco da Republic Pictures. Em 1953, a Republic Pictures relançou este filme nos cinemas em uma sessão dupla com outro faroeste de John Wayne (1907-1979), O traído (41). Maurice Costello (1877-1950), ídolo das matinês na era muda, despediu-se do cinema com um pequeno papel. Estréia da atriz Virginia Farmer (1898-1988).
A Republic Pictures não poupou recursos na produção do filme em seu filme mais caro até então, utilizando um grande número de figurantes caracterizados em figurinos vitorianos e recriações do Mardi Gras. O alto padrão do estúdio em cenas de ação e no uso de miniaturas para efeitos especiais ganhou destaque nas sequências de luta e no clímax que
envolve uma tempestade com inundação na parte final que destrói o tribunal onde está havendo um julgamento
Um filme de segunda linha e ritmo arrastado, dirigido pelo descendente de alemão Bernard Vorhaus (1904-2000), que evoluiu — se é que se pode chamar assim — das produções britânicas de baixo orçamento feitas às pressas para cumprir cotas legais até chegar a filmes de rotina como este.
Fugitivos do Terror
2.8 3Aventura de guerra e drama romântico em preto e branco da Republic Pictures. Wendell Niles (1904-1994), o repórter que entrevistava pessoas nas ruas após a grande tempestade de poeira, era um locutor de rádio de verdade. Ele trabalhou em muitos programas da era de ouro do rádio, incluindo "The Burns and Allen Show". Douglas Evans (1904-1968), que aparece como mestre de cerimônias do programa de rádio "We the People", era locutor de rádio na vida real.
O filme, ambientado principalmente na Dakota do Norte, foi uma das poucas produções de Hollywood declaradamente antinazistas realizadas antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Isolacionistas e simpatizantes do nazismo condenavam outros filmes de Hollywood por serem "propaganda" pró-britânica ou por "glorificarem a guerra". O filme, cujo pano de fundo é a Grande Depressão, retrata como o fenômeno que ficou conhecido por "Dust bowl" empurrou levas e levas de famílias para a Costa do Pacífico.
O diretor de fotografia era John Alton; daí as tempestades de areia — tanto de dia quanto de noite — com uma iluminação soberba... É surpreendente, para dizer o mínimo, ver John Wayne interpretando um fazendeiro com tamanhas simpatias pela esquerda. É um filme de espírito elevado, contundente em sua denúncia do nazismo e em sua defesa da responsabilidade social, mas também dotado de uma atmosfera rica.
A Pecadora
3.6 6Comédia dramática romântica em preto e branco da Universal Pictures que teve uma refilmagem: Pecadores dos Mares do Sul (50). O diretor Tay Garnett (1894-1977) disse que John Wayne (1907-1979) e Marlene Dietrich (1901-1992) eram loucos um pelo outro, e que todos os membros da equipe também eram apaixonados por ela — inclusive o próprio Garnett. Este foi o 1° de 3 filmes que o casal fez junto. A duração correta do filme é 87 minutos.
O estadista Winston Churchill (1874-1965) assistiu a este filme e descreveu Marlene Dietrich como "muito sedutora" na noite anterior ao ataque e ao afundamento do encouraçado alemão Bismarck por navios de guerra britânicos. O 1° filme de Anna Lee (1913-2004) em Hollywood. Ela havia feito 24 filmes na Inglaterra durante os 10 anos anteriores. O dublê Dave Sharpe (1910-1980) interpretou 6 personagens diferentes durante a luta no café. Estréia de Mary Ann Hyde (1923-2008) no cinema e de Claire Meade (1883-1968).
Uma mistura de comédia irreverente, romance e glamour, com boa fotografia e bom elenco. Embora concebido para destacar Marlene Dietrich, o filme é muito divertido graças à química entre ela e o jovem e belo John Wayne — sem falar na briga encenada de forma esplêndida e generalizada, que começa e termina no filme do mesmo modo.
Caçada Humana
3.4 8Faroeste e drama romântico em CinemaScope e Color De Luxe da 20th Century Fox que foi baseado no romance de 1957 "The hell bent kid", de Charles O. Locke (1895-1977). Don Murray (1929-2024) e Diane Varsi (1938-1992) co-estrelariam juntos mais uma vez 9 anos depois no filme temático de Charlie Parker Sweet love, bitter (67). Chill Wills (1902-1978) e Dennis Hopper (1936-2010) haviam co-estrelado dois anos antes na épica obra-prima texana de George Stevens, Assim caminha a humanidade (56). Um western convencional que cumpre aquilo a que se propõe.
No Novo México, um caubói despreocupado e atirador de elite, Tod Lohman, após matar acidentalmente o filho de um poderoso latifundiário, Hunter Boyd, foge para salvar a própria vida, perseguido pelos irmãos vingativos do homem morto. O fugitivo encontra abrigo com Amos Bradley, em cujo rancho Tod passa a maior parte do tempo em cena. Apaixonado pela filha dele, Juanita Bradley, Tod teme ter de partir quando seus perseguidores o alcançarem, mas acaba sendo inocentado ao salvar a vida do filho mais novo do latifundiário falecido, Tom Boyd.
Cerimônia Macabra
3.2 1Co-produção hispano-estadunidense em preto e branco que é um drama policial neo-noir da Magla, Laurence Harvey Productions e United Artists indicado a 2 categorias no Globo de Ouro: melhor filme em língua estrangeira, vencendo o de melhor ator revelação, Robert Walker Jr. (1940-2019), juntamente com Stathis Giallelis por Terra do sonho distante (63) e Albert Finney (1936-2019) por As aventuras de Tom Jones (63). O filme foi baseado no romance de 1951 "La cérémonie", do francês Frédéric Grendel (1924-2001).
As filmagens aconteceram em Tânger, no Marrocos, e em Sevilha, Andaluzia, na Espanha. Os créditos listaram Robert Walker (1918-1951) quando, na verdade, tratava-se de seu filho, Robert Walker Jr. Este foi o 1° de 3 filmes dirigidos pelo ator Lawrence Harvey (1928-1973), que também escreveu e produziu. Harvey teve muita dificuldade para convencer Sarah Miles a tirar a roupa durante as filmagens do filme.
Um certo maneirismo estético, entre o barroco e o exagero, marca esta obra curiosa e bastante interessante — uma rara incursão do ator Laurence Harvey na direção. Um thriller excêntrico, pretensioso, excessivamente prolixo, sombrio e um pouco confuso. Mas as cenas de ação
e o plano pra soltar o inocente condenado
Creed III
3.4 263 Assista AgoraDrama da MGM, Balboa Productions, Chartoff-Winkler Productions, Glickmania, Outlier Society, Proximity Media e United Artists Releasing que é o 3° filme da série "Creed" e o 9° da franquia "Rocky". Sylvester Stallone é um dos produtores. Michael B. Jordan está na direção das filmagens do 4° episódio da franquia.
Mila Davis-Kent é surda na vida real. No início de 2020, foi noticiado que Creed III (23) marcaria a estréia de Michael B. Jordan na direção. Ele atuou como produtor executivo de Creed II (18). Este foi o 1° filme da franquia Rocky/Creed a não contar com Sylvester Stallone como Rocky Balboa. Com a sua ausência, não houve personagens que tenham aparecido em todos os filmes da série. Segundo Jonathan Majors, o sobrenome de Damien, Anderson, foi tirado do nome de seu próprio avô. O 3° filme da série "Creed" foi lançado no 3° dia do 3° mês (março) do 3° ano da 3° década do 3° milênio da Era Comum.
Dirigido por seu carismático ator em uma estréia na direção notavelmente segura, o filme é, assim como seus dois antecessores, pura cultura e comunidade negra. E essa reviravolta, embora mantenha a essência, é fascinante, não deixa a desejar. Parece um filme de estréia cuidadosamente elaborado que exala sobriedade, habilidade e coloca cada movimento de câmera a serviço da estória. Embora seja mais um filme genérico sobre boxe, tem mais qualidades do que defeitos.
MIB: Homens de Preto - Internacional
2.8 468Co-produção sino-britânica-canadense-estadunidense que é uma comédia de aventura e ficção da Columbia Pictures, Tencent Pictures, Amblin Entertainment, Parkes/MacDonald Image Nation, Boies Schiller Entertainment, China Film Group Corporation, Sony Pictures Releasing e The Hideaway Entertainment que é o 4° filme da franquia "Men in Black", baseada na série de estórias em quadrinhos homônimas que, por sua vez, foi inspirada em uma teoria da conspiração.
Este foi o 1° filme de “Homens de Preto” não dirigido por Barry Sonnenfeld. Foi idéia do diretor F. Gary Gray escolher Les Twins, Larry e Laurent Bourgeois, como vilões do filme. Les Twins são dançarinos e coreógrafos cujos vídeos do YouTube foram vistos por milhões em todo o mundo. Eles também se apresentaram com artistas como Beyoncé e Jay-Z. Este foi o 2° filme de F. Gary Gray que é uma sequência de um filme de Barry Sonnenfeld. O 1° foi Be Cool: O outro nome do jogo (05), que foi uma sequência de O nome do jogo (95).
Essa reformulação é moderadamente envolvente, mas também dá a impressão de gastar muita energia para um retorno de entretenimento bastante modesto. Vazio, porém divertido, e sustentado quase exclusivamente pelo carisma multimilionário de suas estrelas e pelos ótimos efeitos visuais, carecendo de ambição ou profundidade. Apesar de tudo, a interação vibrante entre Chris Hemsworth e Tessa Thompson nos mantém engajados e satisfeitos.
Sobrenatural: Agora Entre Nós
3.2 55Co-produção da Austrália e Estados Unidos que é um suspense de mistério e terror sobrenatural da Atomic Monster, Australian Government, Blumhouse Productions, Blumhouse-Atomic Monster, Screen Gems e Stage 6 Films que é o 6° capítulo da franquia "Insidious".
Lin Shaye foi o único ator a aparecer em todos os filmes "Insidious" da franquia. Originalmente intitulado “Insidious: The bleeding world”. A fotografia principal começou em setembro de 2025, em Melbourne, Victoria, no Docklands Studios Melbourne. Outros locais de filmagem vitorianos incluem Camberwell, Essendon e Kensington, que serviram como substitutos da Nova Inglaterra. A trilha sonora do filme foi composta por Joseph Bishara, que retornou à franquia após compor a dos 5 primeiros filmes da série.
Este novo volume da saga se entrega a um festival de clichês, repetições, frases feitas e traumas de infância. Onde deveria haver medo, acaba havendo bocejos e mesmices. Um excesso de almas penadas, gritarias e barulhos que irritam demais. O mal retornou, mas o tédio também. Uma mitologia desinteressante e efeitos medíocres distanciam ainda mais esta saga de terror, outrora promissora, de suas origens já bem saturadas.
RoboCop
3.3 2,0K Assista AgoraCo-produção canadense-estadunidense que é um drama de ficção, super-herói cyberpunk e suspense policial da MGM, Columbia Pictures, Strike Entertainment, Dynamic Effects Canada e Sony Pictures Releasing que é uma refilmagem de RoboCop: O policial do futuro (87) e o 4° filme da franquia "Robocop". O filme recebeu críticas mistas, sendo considerado inferior ao original, embora os efeitos visuais, as atuações do elenco e as sequências de ação tenham sido elogiados.
A trama do filme acontece em 2028. O áudio do logotipo da MGM é substituído por efeitos vocais produzidos por Samuel L. Jackson, mostrando-o exercitando a voz antes de entrar no ar, logo no início do filme. Este foi o 1° filme hollywoodiano do diretor brasileiro José Padilha. Parte remake, parte sequência, este filme é supostamente ambientado 15 anos antes do original. Na cena em que o RoboCop é apresentado ao público, é possível ler na manchete da parte inferior da tela: "Surfista brasileiro Gui Padilha...".
Talvez a maior curiosidade de se assstir a esse filme seja pela participação rara de mais um diretor brasileiro se aventurando nos EUA, no caso, o diretor de Tropa de elite (07) e Tropa de elite 2: O inimigo agora é outro (10). Há outros brasileiros na produção, como o diretor de fotografia Lula Carvalho e o co-editor Daniel Rezende. Apesar da queda de qualidade no terço final, mais convencional, a credibilidade de seus argumentos sobre assuntos militares, segurança, justiça e até mesmo comunicação e marketing acaba prevalecendo, e o que permanece no final do filme é uma metáfora comovente. Mesmo genérico, oferece uma nova abordagem de um clássico antigo, e o faz com inovação suficiente para justificar sua existência.
Servidão Humana
3.9 11Produção britânica em preto e branco que é um drama da MGM indicado ao BAFTA de melhor figurino britânico em preto e branco; no Festival Internacional de Cinema de Berlim, foi nomeado ao Urso de Ouro de melhor filme. O filme foi baseado no romance homônimo de 1915 de W. Somerset Maugham (1874-1965). A trama se passa na Londres vitoriana e eduardiana (final do século XIX e início do século XX, por volta de 1915).
Este filme foi parodiado no curta de animação Of Feline Bondage (65). As outras versões desta mesma estória são: Escravos do desejo (34) e Escravo de uma paixão (46). As filmagens começaram no início de 1963, mas Henry Hathaway (1898-1985) deixou o cargo de diretor; Bryan Forbes (1926-2013), que tinha um papel coadjuvante de destaque, assumiu a direção por uma semana antes de também abandonar o filme. Ken Hughes (1922-2001) concluiu o filme e, segundo relatos, passou por uma experiência muito difícil; a obra passou meses na ilha de edição e só foi exibida no final de 1964, quase um ano após a data de lançamento prevista. Kim Novak (atualmente com 93 anos) não gostava de Laurence Harvey (1928-1973), achando-o arrogante e presunçoso. A estréia de Brenda Fricker (1945-2026) . Nicol Williamson (1936-2011) apareceu numa ponta.
Por mais que o filme tivesse problemas na pré-produção, não deixa de ter todas as qualidades possíveis de uma bela estória contada e o bom elenco representyando da melhor forma possível. Embora Kim Novak não seja Bette Davis, esta 3° versão do livro popular de Maugham é mais fiel à obra literária original, preservando seu tom realista e seu desfecho sórdido.
Renúncia ao Ódio
3.3 1Drama em CinemaScope e Color De Luxe da 20th Century Fox que foi baseado no romance de mesmo nome de 1948, escrito pelo belga Georges Simenon (1903-1989), durante sua estadia em Nogales, Arizona.
A campainha da casa dos Breckinridge toca a melodia de "How dry I am" — algo bastante apropriado, considerando o problema de Donald Martin com a bebida e as visitas que, também dadas à bebida, o levam à tentação. Existe uma cidade chamada Nogales nos EUA, perto da fronteira com o México, e outra chamada Nogales no México. Isso pode ser um pouco confuso às vezes, já que os dois homens estão na Nogales americana, mas Eric fala sobre ter de ir a Nogales (a mexicana). Sandy Descher interpretou a filha de Johnson dois anos antes, em A última vez que vi Paris (54).
Uma mistura de suspense e drama pessoal, com fotografia e cores vibrantes. As filmagens em locações são belíssimas, tanto nas áreas externas quanto no interior das casas suntuosas onde os personagens vivem. Uma atuação sólida e envolvente do trio formado por Joseph Cotten (1905-1994), Van Johnson (1916-2008) e Ruth Roman (1922-1999) confere a este filme um apelo definido e inegável. Começa meio morno até entre 30 e 40 minutos, mas logo após isso, surpreendentemente, a trama se desenvolve de tal maneira positiva que chega a surpreender.
Cenas impactantes: o bêbado Donald se livra por pouco de ser atropelado por um trem; os irmãos Don e P.M. tentam atravessar o rio com cavalos em forte correnteza; Donald suplicando pra tomar um trago num bar com as mãos trêmulas.
Rockin' in the Rockies
3.0 1Comédia musical e faroeste em preto e branco da Columbia Pictures que foi o único longa-metragem dos Três Patetas que trouxe a formação mais conhecida do grupo (Moe Howard, Larry Fine e Curly Howard) nos papéis principais. O trio acabou alcançando certo sucesso no cinema com uma série de longas-metragens produzidos durante um ressurgimento de popularidade impulsionado pela televisão, ocorrido após a Columbia ter encerrado a série de curtas do grupo.
Em uma cena de comédia pastelão, Curly se descuida e chama Shorty Williams de "Moe". Embora Curly e Larry usassem seus nomes verdadeiros no filme, Moe não era Moe; ele era Shorty Williams. O filme é um dos poucos longas-metragens dos Três Patetas produzidos durante a vigência de sua série mais famosa de curtas-metragens para a Columbia Pictures, embora o grupo já tivesse participado de outros longas em papéis coadjuvantes. Não confundir com o curta-metragem Rockin' thru the rockies (40).
Infelizmente, é uma decepção para os fãs dos Três Patetas. Por algum motivo, Moe interpreta "Shorty" e não aparece junto com Larry e Curly. Ele atua como um personagem independente, o que quebra a dinâmica característica do trio. Curly não está bem aqui, e isso fica evidente. Há alguns números musicais divertidos, mas os fãs dos Patetas ficarão um pouco decepcionados.
Myrt and Marge
3.0 1Comédia e drama romântico pré-Código em preto e branco da Bryan Foy Productions e Universal Pictures. Também conhecido como "Alegria no ar", o filme é notável hoje por contar com a participação de Ted Healy (1896-1937) e seus "Patetas", pouco antes de o trio se separar dele e se tornar os "Os Três Patetas". A equipe incluía Bonnie Bonnell (1905-1964), que foi uma integrante feminina dos Patetas por um curto período.
O único longa-metragem dirigido pelo diretor e roteirista Al Boasberg (1892-1937), dentre outros 17 filmes curtas-metragens que ele também dirigiu. Adaptação cinematográfica da popular série de rádio dos anos 30. O programa foi transmitido pela CBS Radio de 1931 a 1946 e, posteriormente, em distribuição (sindicância) de 1946 a 1947. Myrtle Vail (1888-1978) e Donna Damerel (1912-1941) eram mãe e filha na vida real. Damerel morreu tragicamente no parto aos 28 anos.
Um trecho deste filme foi exibido ao fundo na cena do cinema de E aí, meu irmão, cadê você? (00). A jovem atriz do filme tira a saia e demonstra sua flexibilidade e habilidade acrobática... para a alegria do diretor de Hollywood, um sujeito lascivo. Era algo escandaloso e perfeito para a Hollywood dos anos 30. Apesar de seu status como clássico cult da era pré-Código, este filme nunca foi lançado em home vídeo — o mesmo destino de muitos dos primeiros filmes falados do catálogo da Universal. Mais um filme que encontro com cadastro incompleto feito de forma preguiçosa.
Myrt Spear tem um espetáculo repleto de artistas talentosos que merece ir para a Broadway, mas não consegue arrecadar o dinheiro necessário. John Jackson, um "produtor" lascivo, fornece a verba para tentar conquistar Marge Minter, a jovem e bela estrela do show. Myrt une forças com o namorado de Marge para tentar frustrar os planos do produtor assanhado e levar o espetáculo à Broadway.
O Morro dos Maus Espíritos
3.5 7Faroeste de aventura e drama romântico em Technicolor da Paramount Pictures que foi baseado no romance homônimo de 1907 de Harold Bell Wright (1872-1944). Este filme é uma refilmagem do filme mudo The shepherd of the hills (19), seguido por Milagres da fé (28). Houve ainda The shepherd of the hills (60), feito para a TV, e The shepherd of the hills (64).
O 1° filme de John Wayne (1907-1979) em Technicolor. A peça "The shepherd of the hills" foi encenada diariamente durante o verão em Silver Dollar City, perto de Branson, Missouri, em um cenário ao ar livre que utilizava animais vivos — como ovelhas — e recriou a cena do incêndio do celeiro. O filme é o 1° de 6 produções de Henry Hathaway (1898-1985) estreladas por John Wayne. Apenas alguns elementos da trama e personagens do romance foram utilizados no filme de 1941, e eles foram retratados de forma diferente; portanto, trata-se, basicamente, de uma estória distinta.
Uma trama complexa sobre rivalidades nas montanhas, que aborda conflitos entre famílias em cenários rurais. Um drama delicado, singular e melancólico sobre o colapso de uma comunidade isolada nas Montanhas Ozark, presa em um ciclo de violência intergeracional. Um dos melhores filmes de Wayne antes de ele se tornar uma estrela, graças à direção sólida de Hathaway, à atuação do próprio Duke e a um elenco de apoio de peso. Boas atuações dos irmãos Betty Field (1916-1973) e Marc Lawrence (1909-2005),
que andam o tempo todo descalços devido a simplicidade da família.