Nenhuma história se sustenta só num bom vilão, esses produtores deveriam saber disso ao querer mexer com uma obra como Cabo do Medo. Tem que ter contraponto e contra-ataque, tem que ter gente sustentando bem as motivações do vilão do outro lado e rebatendo a altura. Não aconteceu aqui, simplesmente porque a família é insuportável, e cada um deles são irritantes. Javier faz o que pode, porque se der um roteiro pra ele interpretar uma árvore falante num filme ruim, essa árvore vai ser frutífera. Concordo que a embalagem é bem bonita, a direção capricha, os elementos de cor, trilha, câmera são instigantes, mas o medo cedeu lugar a raiva.
Duas primeira temporadas foram boas, a terceira regular e essa última, meu Deus, me salva dessa mania de mesmo entendendo que a série tá uma m$rda, querer completar o ciclo. Foi escrita por um menino de 10 anos, foi?
Final foi digno demais. A temporada foi ótima como as outras, só perdendo pra primeira e segunda que são excelentes. O Homelander teve a máscara caída da melhor forma possível, no último nível de quem ele de fato é, um covarde patético que só não é pior que o Deep, porque era poderosíssimo. A série não teve medo de mergulhar nisso, mesmo que desagradasse algum fandom. As piadas funcionaram no nível ácido de sempre, pró ridicularização dos disfuncionais, revoltados, justiceiros e claros, fascistoides sociais dos últimos tempos e de todos os tempos também. É uma série ótima, com atuações muito boas, principalmente do Antony e do Karl.
Eu na onda das novelas Turcas fui nessa e descubro que tem a original do Japão, da Coreia, até da Espanha e todas trocentas vezes melhores que esta aqui. Mas, fui vendo, porque já tinha visto Minha Menina com a maravilhosa Beren e essa pequena atriz é um arraso. Só ela pra salvar esse desastre. Foi dose pra leão seguir até o fim, porque do episódio 40 em diante, as burrices só aumentavam, não havia lei, justiça, delegado, mãe, vó, advogada, dinheiro, porrada que desse jeito nas atrocidades do Cengiz(muito bem interpretado pelo Berkai) mas em doses cavalares de absurdo não toleráveis. Cansei demais. Cheguei a desejar que a Sule apanhasse mesmo, porque minha dose de feminismo me abandonou. Roteiro muito fraco, desastroso. Vai minhas duas estrelas pra Beren(Melek, Turna).
Ótima série com estilo novelinha. Sarah Snook se reafirma como excelente atriz de drama, dosando na medida certa a culpa, a tristeza, a raiva, o medo, a dúvida e a decisão. O elenco tá afiado, mas ela se destaca. O plot twist é ótimo sem ser pedante, a tensão é mantida até o fim, e nos importamos com todos ali, pro bem e pro mal.
Eu dou 2 estrelas pra essa série porque ainda instiga um mistério e a direção é razoável, mas mesmo eu gostando de personagens Non sense, é meio duro de engolir a Dorothy. Aliás, é bem duro de engolir todos os personagens comprando a nóia dela como se fosse uma criança, bem, é isso que alimenta a história. Aliás, o Kebbell se especializa em fazer o cara que tá sempre apertado com suas mulheres, lhe cai bem o tom preocupado e esquentado ao mesmo tempo. Rupert divide a palhaçada, a atriz q faz a Leanne mantém o tom misterioso mas cansativo, a série é bagunçada, esquenta e esfria, roda, roda e não sai do canto, enfim, ainda assim, é menos ruim que muita coisa que está no streaming. Continuemos.
Não sou jogadora de nada, nem de dama, mas como série TLOU é bem boa de se acompanhar. A primeira temporada foi bem melhor mesmo, não há o que se discutir. A história é bem contada de maneira a ser compreendida por todos, dosada no drama, na ação, no humor, nos efeitos e apresentou personagens interessantes e texto coerente e nada óbvio. Os infectados são maravilhosos. Já esta segunda temporada faltou quase tudo que citei, dosou mal o drama, o humor, não apresentou muito bem os personagens, não deu carisma a nenhum deles, a Bella pouco pode fazer com a Ellie que não evoluiu tanto quanto eu esperava e não é culpa da atriz, ótima por sinal, fez o que pôde.. O núcleo jovem não teve um contraponto com o núcleo mais velho e acho isso um erro, já que perdemos o Joel(aliás, Pedro, que falta) e ele era o equilíbrio neste aspecto. Efeitos e cenas de ação muito aquém da primeira temporada e história irregular. Foi uma temporada de transição, tá na cara, mas pela espera de 2 anos, acho absurdo. Não faço questão de engolir a história da Abby depois da sua vingança de ódio e desproporcional, ela que volte a fazer vilania com o vinagre de maçã lá. Desse um tiro explodindo a cabeça do Joel, mas não, tinha que torturar na frente da Ellie. 😜
Não à toa que quando assisti The Batman o que me atraiu mais no filme foram os arredores do Pinguim. Então, me vem o que considero a melhor série do ano, quando eu já estava há alguns anos irritada e cansada de filmes e séries de heróis e nem queria saber nada deste universo. Bom, assim se revela um personagem, um vilão, quando a preocupação é contar uma boa história e ao mesmo tempo abrir o psicológico do sujeito nas suas interações com outros personagens, suas ações reveladoras e sem complicar. Aliás, a série é muito clara sem ser banal, é fácil de digerir os episódios e ver os acontecimentos lógicos e bem montados, os diálogos bem explanados, enfim, uma explosão de cenas incríveis. Que maravilha de atuação do Farrell, da Milioti e grande elenco, uma entrega. E a produção, designer, direção, fotografia de encher os olhos e a alma, trilha sonora(UAU). Aqui não tem que passar a mão na cabeça de vilão não, não tem que transformá-lo em anti-herói nem qualquer desespero pela simpatia do público, aqui se mostra o que ele é, mesmo que tenha sido a cria de um contexto desde a infância e tenha um super carisma, Pinguim é um vilãozão bem próximo da realidade.
Faltava o último episódio e o assisti agora. Difícil digerir. Ainda mais eu que passo as vezes por volta dessa Igreja e não tem como ignorar o massacre de crianças cruel e desesperador que ali ocorreu. Gostei da série, porque escolheu abordar a humanização dos seres invisíveis que moram nas ruas, seus sentimentos, sonhos, qualidades, defeitos, suas relações entre diversos grupos, inclusive aqueles que não fazem parte do seu mundo e corriqueiramente os sugam como vampiros, e os normalizam naquela situação, ou pior, desejam que ali estejam para poder exercer poderes sobre eles. Injustiças sociais são projetos de uma camada que quer ficar por cima e dane-se o alto índice de criminalidade, pois essa se resolve criando presídios ou fazendo chacinas. A série não razoabiliza nada, não deixa de mostrar a crueldade e casca dura já internalizada nestes jovens e como o crime afeta a todos, porém, ao dar um capítulo a cada um desses personagens, ao conhecermos melhor o que poderiam ter sido se tivessem chance de viver uma vida decente e justa, entende-se o quanto se perdeu matando crianças nesse crime horrendo. E as atuações desses jovens, meu Deus! Perfeita.
A série é bem ruim. Mas, vamos falar sobre roteiro, uma penca de personagens péssimos onde o culpado por um crime culposo é o melhor ser humano disso tudo. Sim, a escrita falhou demais. O vento tinha que ser mais forte e levar esses mínions tudo pro buraco do inferno.
O fato, acho eu, é que as pessoas gostam de assistir coisas que falem de dores existenciais e aquilo que se identificam. Sim, pode parecer chocante(e é), mas não deixa de ser uma parte de nós o fato de estarmos afinados nas dores de Donny e também em Marta. Em normalidade, não saímos por aí expurgando tudo como a antagonista, mas decerto, pensamos horrores, julgamos. Então, as atitudes extremistas de ambas as partes(sim, ela explode violência através do ódio) e ele reluta em atacar o inimigo até que o leve ao limite, então, vai ignorando ou se escondendo. Há sim um reflexo no espelho, ambos se reconhecem como menores, sem valor e a forma de atacar esses traumas e frustrações é de forma pessoal, diferente e, claro, bem errada. Episódios bem escritos, tensão minuto a minuto, um pouco de riso e muito de ansiedade, mas tudo muito palpável, mesmo que parecendo surreal pelos exageros, na verdade é real, possível e a escrita soube promover isso. Bebê Rena é dolorosamente adorável.
A série é ótima, boas atuações e eu só não dei 5 estrelas porque falta um desenvolvimento mais abrangente para a história ficar redondinha e satisfatória. Não precisa ser didático pra não infantilizar o roteiro, mas mistérios demais, sem pistas bem amarradas, podem gerar confusão e desestimular a gente. Mesmo que eu tenha deixado passar algo num ou noutro episódio, seria importante reiterar em outras passagens alguns dados importantes e que sejam cruciais para explicar a história, pois mesmo a história sendo simples, a gente quer montar quebra-cabeça sem faltar peças. A motivação do "vilão" é interessante, tendo em vista tanta gente em luta por poder e dinheiro e vaidades, lá vai o cara fazer tantas atrocidades por querer ser amado. Nada justifica, mas é interessante. Achei o final coerente com tudo apresentado, porque desde o início fixaram a ideia de imaturidade do Elias e de seus traumas, o que só poderia ser resolvido com algo clichê mesmo, um depoimento de si mesmo e um abraço de amor de mãe. Além disso, todos os detetives em arrependimento contribuíram e se sacrificaram para que houvesse uma chance de mudar o curso no final, inclusive o Dafae e seu corpo plantando a pista principal. Confesso que nunca entendo tudo, mas, em se tratando de uma série, já é legal refletir e se envolver com o mistério.
Eu poderia dizer que essa série é um perfeito Clickbait. Eu fui na intenção do elenco, depois o primeiro episódio despertou curiosidade pelo horror, pelo mistério e pelas personas, mas quando foi se passando a história, vemos que é um roteiro pífio, personagens mal desenvolvidas, caricatas, só consigo rir com a Misty, pq afinal, ela é engraçada. Como desenvolver simpatia ou empatia? Raso demais e enrolado pra parecer mais cult do que é. Duas estrelas, porque a trilha sonora é demais.
Não foi fácil me acostumar com os extensos, vagarosos diálogos que envolvem as obras de Flanagan, mas sempre deixei claro que dependendo do contexto e desenvolvimento de uma boa trama, isso passa até despercebido, como por exemplo, em A Missa da meia noite, obra excelente e de diálogos que soavam como música. A Queda da Casa de Usher é um exemplo de ótima série, mas não considero os episódios tão bem costurados e a maioria dos diálogos são longos e cansativos, não são tão instigantes como em outros trabalhos. Além disso, a originalidade(aquilo que mais aprecio) deu prioridade a homenagem com vários elementos dos contos de Poe. Mas, por outro lado, as referências a todo universo do terror desse autor estão lá, em seus momentos mais tensos e inevitáveis, uma bela homenagem que pegará os fãs. É bonito, é assombroso, tem ótimas atuações e Flanagan, mesmo não sendo perfeito aqui, é sempre um trabalho a ser apreciado.
Não dava nada por esta série e o encaixe comigo foi perfeito. Pensei que era só mais uma série de investigar desaparecimento de alguém e foi muito mais longe, porque a construção entre os personagens é natural, o drama é comedido, a ação(que é muito boa) não sobrepõe a história, cada episódio tem uma pista, um desenlace, uma curiosidade e repito, tudo soa natural(lugares, diálogos, pessoas, sentimentos) e isso é que me cativou. Atuações não são esplendorosas, mas cumprem no carisma, além disso, bonito e talentoso o Joaquin Furriel. Ah, ressalto o personagem detetive Doberti, a gente fica de olho nele desde a primeira aparição em diante e é cativante em cada cena, o ator Luis Luque é ótimo. Os argentinos são muito bons.
Essa série continua ruim desde a primeira temporada. Só a temporada 3 eu reclamei menos, porque o resto, pode jogar no lixo. Sai daí, Morgan. Tua vibe é de TWD e não de spin off falido.
A filosofia desse filhote de série é pra gente meio burra entender. Que desperdício não termos a qualidade excepcional das 5 primeiras temporadas de TWD. Esse spin off nunca engrenou.
Faz duas semanas que terminei de ver Cangaço Novo e ainda não consegui colocar em palavras meus sentimentos. É um estrondo luminoso com as cores do sertão nordestino, desde o primeiro minuto até o último, nem nos momentos de drama ela deixa de explodir com tanta realidade emoldurada na ficção. Violência como arte, mas explicada historicamente, sociologicamente e contextualmente. A conjuntura técnica tá excelente, direção certeira, roteiro simples e genial ao mesmo tempo, atuações viscerais...oxente, aplausos a toda equipe de Cangaço Novo e que vale salientar, tem preponderância num elenco norte rio grandense.Alice, o quê que é isso?
Eu e Simony temos exatamente a mesma idade, na infância ela era meu referencial do que eu queria ser, no sentido de força e talento, até me achava parecida. Amava o Toby e quando ele saiu, por muito tempo tive raiva dele, como se ele tivesse querido deixar o balão, a ingenuidade da minha criança diante daquele universo fantástico e da falta de percepção que nem os adultos tinham de um ultra comércio na TV. Aí, fiquei prestando atenção no Toby durante este documentário inteiro e eis que me bateu uma tristeza e ao final senti que pra ele foi um alívio esse encontro. O sistema de exploração de imagens(inclusive, infantis) por grana, pelo capitalismo, consumo exacerbado, enfim, é algo que ainda choca, mesmo sendo nostálgico, mas coloca o dedo na ferida e isso é muito necessário pra conhecermos para além do balão colorido e fofinho. A musicalidade desse grupo era incrível, coisa de gênio mesmo, tendo em vista os artistas que estavam por trás, havia muito investimento e coerência. A apresentação dos 4 em forma de terapia, frente a frente em uma sala, acho que foi desabafo pra eles esse encontro, além de muito amor envolvido, muita saudade. O Mike continua com o dom da palavra e sem freios, sim, com alguma revolta, mas não guarda por muito tempo, solta. A Simony é a sensibilidade, força e talento, ela pode ter sofrido, mas é segura, sabe o que quer. O Toby, mesmo com alguns traumas visíveis, teve seu alento em algum ponto, em sua arte e trabalho e na sua desvinculação constante do passado, talvez tente sair de suas mágoas e medos. E o Jairzinho, pelo que podemos entender, como já brotou de um pai artista, talvez tenha tido mais oportunidade de não ficar preso ao balão. O formato da série é bem responsável e organizado, inteligível, as imagens sendo cortadas na transição de cenas, como se fosse uma tv com transmissão ruim , também foi algo que adorei, porque remete exatamente ao que acontecia no passado televisivo. Amei muito. Amo até hoje.
A série tem uma ótima qualidade de trama, desenvolvimento de personagens, montagem e nunca joguei nada, mas aprecio o audiovisual. Faltou só um equilíbrio de mais infectados e terror com estes, mais tensão em alguns episódios, mas, ainda assim, conseguiu atrair pela qualidade de interação entre os elementos do apocalipse, dramas, dilemas sociais, psicológicos e políticos e as emoções de personagens. Ellie e Joel ❤
Dei nota baixa pra primeira temporada, mas essa tá bem melhor, quando não estão transando, pelo menos estão tendo algum conteúdo, os personagens estão mais amadurecidos sem perder os dilemas. Aliás, muitos corpos lindos em diversidade de etnias. Vale 3 estrelinhas em se tratando de uma série erótica.
Embora tenha mais ação, essa temporada tem discussões mais repetitivas, mais triviais e menos profundas que a primeira, talvez por isso tenha feito tanto sucesso com quem gosta de novelas. Porém, eu continuo achando essa sacada ótima, as críticas são sutis, estão as vezes expressas, as vezes nas entrelinhas, as vezes é só prestar atenção na condição humana e refletir, algumas coisas intrigantes são mais para causar suspense e depois riso que propriamente uma trama criativa. Tem mais sexo que a primeira temporada, corpos nus e italianos, claro. Os sentimentos com relação aos casais eram tão mutáveis a todo tempo, isso eu achei legal. Uma hora eu dizia, mas essa moça tá falando coisas maravilhosas, ela tem toda razão. E outra hora eu dizia, mas olha lá, como é frígida e chata. A outra é fútil, fake, mas parece feliz, não abre um livro não é? Os homens tem mais tesão em competir seus status. Me instigou muito no início, depois eu cansei um pouco e no final eu adorei o conjunto da obra.
Tanya, aquele tipo que a gente ama, tem pena e odeia ao mesmo tempo. 🤍
A série é basicamente uma comédia sarcásticas sobre indivíduos de todas as classes sociais e mostra o lado humano, bom ou ruim, de cada uma delas sem tomar partido. É sim uma crítica as classes sociais mais altas e a classe média em primeiro plano, vez que tratamos de um resort e os diálogos são mais empregados entre estes hóspedes, revelando o pensamento preconceituoso disfarçado de explicações fatalistas e que eximem suas culpas pelas misérias do mundo. Por outro lado, também critica aqueles menos favorecidos que convivem como trabalhadores, que são subordinado, amigo interesseiro, como os que buscam oportunidade no meio querendo se dar bem também, mas as vezes agindo da mesma forma de quem eles desdenham. Tem uma atmosfera de suspense, perseguição de gato e rato, Enfim, a série é engraçada pra quem consegue obter esse espírito. Eu amei.
Cabo do Medo
3.4 93 Assista AgoraNenhuma história se sustenta só num bom vilão, esses produtores deveriam saber disso ao querer mexer com uma obra como Cabo do Medo. Tem que ter contraponto e contra-ataque, tem que ter gente sustentando bem as motivações do vilão do outro lado e rebatendo a altura. Não aconteceu aqui, simplesmente porque a família é insuportável, e cada um deles são irritantes. Javier faz o que pode, porque se der um roteiro pra ele interpretar uma árvore falante num filme ruim, essa árvore vai ser frutífera. Concordo que a embalagem é bem bonita, a direção capricha, os elementos de cor, trilha, câmera são instigantes, mas o medo cedeu lugar a raiva.
Origem (4ª Temporada)
3.4 121 Assista AgoraDuas primeira temporadas foram boas, a terceira regular e essa última, meu Deus, me salva dessa mania de mesmo entendendo que a série tá uma m$rda, querer completar o ciclo. Foi escrita por um menino de 10 anos, foi?
The Boys (5ª Temporada)
2.9 316 Assista AgoraFinal foi digno demais. A temporada foi ótima como as outras, só perdendo pra primeira e segunda que são excelentes. O Homelander teve a máscara caída da melhor forma possível, no último nível de quem ele de fato é, um covarde patético que só não é pior que o Deep, porque era poderosíssimo. A série não teve medo de mergulhar nisso, mesmo que desagradasse algum fandom. As piadas funcionaram no nível ácido de sempre, pró ridicularização dos disfuncionais, revoltados, justiceiros e claros, fascistoides sociais dos últimos tempos e de todos os tempos também. É uma série ótima, com atuações muito boas, principalmente do Antony e do Karl.
Mãe
3.6 9Eu na onda das novelas Turcas fui nessa e descubro que tem a original do Japão, da Coreia, até da Espanha e todas trocentas vezes melhores que esta aqui. Mas, fui vendo, porque já tinha visto Minha Menina com a maravilhosa Beren e essa pequena atriz é um arraso. Só ela pra salvar esse desastre. Foi dose pra leão seguir até o fim, porque do episódio 40 em diante, as burrices só aumentavam, não havia lei, justiça, delegado, mãe, vó, advogada, dinheiro, porrada que desse jeito nas atrocidades do Cengiz(muito bem interpretado pelo Berkai) mas em doses cavalares de absurdo não toleráveis. Cansei demais. Cheguei a desejar que a Sule apanhasse mesmo, porque minha dose de feminismo me abandonou. Roteiro muito fraco, desastroso. Vai minhas duas estrelas pra Beren(Melek, Turna).
Tudo Culpa Dela
4.1 325 Assista AgoraÓtima série com estilo novelinha. Sarah Snook se reafirma como excelente atriz de drama, dosando na medida certa a culpa, a tristeza, a raiva, o medo, a dúvida e a decisão. O elenco tá afiado, mas ela se destaca. O plot twist é ótimo sem ser pedante, a tensão é mantida até o fim, e nos importamos com todos ali, pro bem e pro mal.
Servant (2ª Temporada)
3.5 100Eu dou 2 estrelas pra essa série porque ainda instiga um mistério e a direção é razoável, mas mesmo eu gostando de personagens Non sense, é meio duro de engolir a Dorothy. Aliás, é bem duro de engolir todos os personagens comprando a nóia dela como se fosse uma criança, bem, é isso que alimenta a história. Aliás, o Kebbell se especializa em fazer o cara que tá sempre apertado com suas mulheres, lhe cai bem o tom preocupado e esquentado ao mesmo tempo. Rupert divide a palhaçada, a atriz q faz a Leanne mantém o tom misterioso mas cansativo, a série é bagunçada, esquenta e esfria, roda, roda e não sai do canto, enfim, ainda assim, é menos ruim que muita coisa que está no streaming. Continuemos.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraNão sou jogadora de nada, nem de dama, mas como série TLOU é bem boa de se acompanhar. A primeira temporada foi bem melhor mesmo, não há o que se discutir. A história é bem contada de maneira a ser compreendida por todos, dosada no drama, na ação, no humor, nos efeitos e apresentou personagens interessantes e texto coerente e nada óbvio. Os infectados são maravilhosos. Já esta segunda temporada faltou quase tudo que citei, dosou mal o drama, o humor, não apresentou muito bem os personagens, não deu carisma a nenhum deles, a Bella pouco pode fazer com a Ellie que não evoluiu tanto quanto eu esperava e não é culpa da atriz, ótima por sinal, fez o que pôde.. O núcleo jovem não teve um contraponto com o núcleo mais velho e acho isso um erro, já que perdemos o Joel(aliás, Pedro, que falta) e ele era o equilíbrio neste aspecto. Efeitos e cenas de ação muito aquém da primeira temporada e história irregular. Foi uma temporada de transição, tá na cara, mas pela espera de 2 anos, acho absurdo. Não faço questão de engolir a história da Abby depois da sua vingança de ódio e desproporcional, ela que volte a fazer vilania com o vinagre de maçã lá. Desse um tiro explodindo a cabeça do Joel, mas não, tinha que torturar na frente da Ellie. 😜
Pinguim
4.4 292 Assista AgoraNão à toa que quando assisti The Batman o que me atraiu mais no filme foram os arredores do Pinguim. Então, me vem o que considero a melhor série do ano, quando eu já estava há alguns anos irritada e cansada de filmes e séries de heróis e nem queria saber nada deste universo.
Bom, assim se revela um personagem, um vilão, quando a preocupação é contar uma boa história e ao mesmo tempo abrir o psicológico do sujeito nas suas interações com outros personagens, suas ações reveladoras e sem complicar. Aliás, a série é muito clara sem ser banal, é fácil de digerir os episódios e ver os acontecimentos lógicos e bem montados, os diálogos bem explanados, enfim, uma explosão de cenas incríveis. Que maravilha de atuação do Farrell, da Milioti e grande elenco, uma entrega. E a produção, designer, direção, fotografia de encher os olhos e a alma, trilha sonora(UAU). Aqui não tem que passar a mão na cabeça de vilão não, não tem que transformá-lo em anti-herói nem qualquer desespero pela simpatia do público, aqui se mostra o que ele é, mesmo que tenha sido a cria de um contexto desde a infância e tenha um super carisma, Pinguim é um vilãozão bem próximo da realidade.
Os Quatro da Candelária
3.9 47 Assista AgoraFaltava o último episódio e o assisti agora. Difícil digerir. Ainda mais eu que passo as vezes por volta dessa Igreja e não tem como ignorar o massacre de crianças cruel e desesperador que ali ocorreu. Gostei da série, porque escolheu abordar a humanização dos seres invisíveis que moram nas ruas, seus sentimentos, sonhos, qualidades, defeitos, suas relações entre diversos grupos, inclusive aqueles que não fazem parte do seu mundo e corriqueiramente os sugam como vampiros, e os normalizam naquela situação, ou pior, desejam que ali estejam para poder exercer poderes sobre eles. Injustiças sociais são projetos de uma camada que quer ficar por cima e dane-se o alto índice de criminalidade, pois essa se resolve criando presídios ou fazendo chacinas. A série não razoabiliza nada, não deixa de mostrar a crueldade e casca dura já internalizada nestes jovens e como o crime afeta a todos, porém, ao dar um capítulo a cada um desses personagens, ao conhecermos melhor o que poderiam ter sido se tivessem chance de viver uma vida decente e justa, entende-se o quanto se perdeu matando crianças nesse crime horrendo. E as atuações desses jovens, meu Deus! Perfeita.
Depois do Acidente (1ª Temporada)
2.8 34 Assista AgoraA série é bem ruim. Mas, vamos falar sobre roteiro, uma penca de personagens péssimos onde o culpado por um crime culposo é o melhor ser humano disso tudo. Sim, a escrita falhou demais. O vento tinha que ser mais forte e levar esses mínions tudo pro buraco do inferno.
Bebê Rena
4.0 637 Assista AgoraO fato, acho eu, é que as pessoas gostam de assistir coisas que falem de dores existenciais e aquilo que se identificam. Sim, pode parecer chocante(e é), mas não deixa de ser uma parte de nós o fato de estarmos afinados nas dores de Donny e também em Marta. Em normalidade, não saímos por aí expurgando tudo como a antagonista, mas decerto, pensamos horrores, julgamos. Então, as atitudes extremistas de ambas as partes(sim, ela explode violência através do ódio) e ele reluta em atacar o inimigo até que o leve ao limite, então, vai ignorando ou se escondendo. Há sim um reflexo no espelho, ambos se reconhecem como menores, sem valor e a forma de atacar esses traumas e frustrações é de forma pessoal, diferente e, claro, bem errada. Episódios bem escritos, tensão minuto a minuto, um pouco de riso e muito de ansiedade, mas tudo muito palpável, mesmo que parecendo surreal pelos exageros, na verdade é real, possível e a escrita soube promover isso. Bebê Rena é dolorosamente adorável.
Corpos
3.7 109 Assista AgoraA série é ótima, boas atuações e eu só não dei 5 estrelas porque falta um desenvolvimento mais abrangente para a história ficar redondinha e satisfatória. Não precisa ser didático pra não infantilizar o roteiro, mas mistérios demais, sem pistas bem amarradas, podem gerar confusão e desestimular a gente. Mesmo que eu tenha deixado passar algo num ou noutro episódio, seria importante reiterar em outras passagens alguns dados importantes e que sejam cruciais para explicar a história, pois mesmo a história sendo simples, a gente quer montar quebra-cabeça sem faltar peças. A motivação do "vilão" é interessante, tendo em vista tanta gente em luta por poder e dinheiro e vaidades, lá vai o cara fazer tantas atrocidades por querer ser amado. Nada justifica, mas é interessante. Achei o final coerente com tudo apresentado, porque desde o início fixaram a ideia de imaturidade do Elias e de seus traumas, o que só poderia ser resolvido com algo clichê mesmo, um depoimento de si mesmo e um abraço de amor de mãe. Além disso, todos os detetives em arrependimento contribuíram e se sacrificaram para que houvesse uma chance de mudar o curso no final, inclusive o Dafae e seu corpo plantando a pista principal. Confesso que nunca entendo tudo, mas, em se tratando de uma série, já é legal refletir e se envolver com o mistério.
Yellowjackets (1ª Temporada)
3.8 231 Assista AgoraEu poderia dizer que essa série é um perfeito Clickbait. Eu fui na intenção do elenco, depois o primeiro episódio despertou curiosidade pelo horror, pelo mistério e pelas personas, mas quando foi se passando a história, vemos que é um roteiro pífio, personagens mal desenvolvidas, caricatas, só consigo rir com a Misty, pq afinal, ela é engraçada. Como desenvolver simpatia ou empatia? Raso demais e enrolado pra parecer mais cult do que é. Duas estrelas, porque a trilha sonora é demais.
A Queda da Casa de Usher
3.9 311 Assista AgoraNão foi fácil me acostumar com os extensos, vagarosos diálogos que envolvem as obras de Flanagan, mas sempre deixei claro que dependendo do contexto e desenvolvimento de uma boa trama, isso passa até despercebido, como por exemplo, em A Missa da meia noite, obra excelente e de diálogos que soavam como música. A Queda da Casa de Usher é um exemplo de ótima série, mas não considero os episódios tão bem costurados e a maioria dos diálogos são longos e cansativos, não são tão instigantes como em outros trabalhos. Além disso, a originalidade(aquilo que mais aprecio) deu prioridade a homenagem com vários elementos dos contos de Poe. Mas, por outro lado, as referências a todo universo do terror desse autor estão lá, em seus momentos mais tensos e inevitáveis, uma bela homenagem que pegará os fãs. É bonito, é assombroso, tem ótimas atuações e Flanagan, mesmo não sendo perfeito aqui, é sempre um trabalho a ser apreciado.
O Jardim de Bronze (1ª Temporada)
4.0 42 Assista AgoraNão dava nada por esta série e o encaixe comigo foi perfeito. Pensei que era só mais uma série de investigar desaparecimento de alguém e foi muito mais longe, porque a construção entre os personagens é natural, o drama é comedido, a ação(que é muito boa) não sobrepõe a história, cada episódio tem uma pista, um desenlace, uma curiosidade e repito, tudo soa natural(lugares, diálogos, pessoas, sentimentos) e isso é que me cativou. Atuações não são esplendorosas, mas cumprem no carisma, além disso, bonito e talentoso o Joaquin Furriel. Ah, ressalto o personagem detetive Doberti, a gente fica de olho nele desde a primeira aparição em diante e é cativante em cada cena, o ator Luis Luque é ótimo. Os argentinos são muito bons.
Fear the Walking Dead (6ª Temporada)
3.4 81Essa série continua ruim desde a primeira temporada. Só a temporada 3 eu reclamei menos, porque o resto, pode jogar no lixo. Sai daí, Morgan. Tua vibe é de TWD e não de spin off falido.
Fear the Walking Dead (7ª Temporada)
2.7 65A filosofia desse filhote de série é pra gente meio burra entender. Que desperdício não termos a qualidade excepcional das 5 primeiras temporadas de TWD. Esse spin off nunca engrenou.
Cangaço Novo (1ª Temporada)
4.4 227 Assista AgoraFaz duas semanas que terminei de ver Cangaço Novo e ainda não consegui colocar em palavras meus sentimentos. É um estrondo luminoso com as cores do sertão nordestino, desde o primeiro minuto até o último, nem nos momentos de drama ela deixa de explodir com tanta realidade emoldurada na ficção. Violência como arte, mas explicada historicamente, sociologicamente e contextualmente. A conjuntura técnica tá excelente, direção certeira, roteiro simples e genial ao mesmo tempo, atuações viscerais...oxente, aplausos a toda equipe de Cangaço Novo e que vale salientar, tem preponderância num elenco norte rio grandense.Alice, o quê que é isso?
A Superfantástica História do Balão
4.0 44 Assista AgoraEu e Simony temos exatamente a mesma idade, na infância ela era meu referencial do que eu queria ser, no sentido de força e talento, até me achava parecida. Amava o Toby e quando ele saiu, por muito tempo tive raiva dele, como se ele tivesse querido deixar o balão, a ingenuidade da minha criança diante daquele universo fantástico e da falta de percepção que nem os adultos tinham de um ultra comércio na TV. Aí, fiquei prestando atenção no Toby durante este documentário inteiro e eis que me bateu uma tristeza e ao final senti que pra ele foi um alívio esse encontro. O sistema de exploração de imagens(inclusive, infantis) por grana, pelo capitalismo, consumo exacerbado, enfim, é algo que ainda choca, mesmo sendo nostálgico, mas coloca o dedo na ferida e isso é muito necessário pra conhecermos para além do balão colorido e fofinho. A musicalidade desse grupo era incrível, coisa de gênio mesmo, tendo em vista os artistas que estavam por trás, havia muito investimento e coerência. A apresentação dos 4 em forma de terapia, frente a frente em uma sala, acho que foi desabafo pra eles esse encontro, além de muito amor envolvido, muita saudade. O Mike continua com o dom da palavra e sem freios, sim, com alguma revolta, mas não guarda por muito tempo, solta. A Simony é a sensibilidade, força e talento, ela pode ter sofrido, mas é segura, sabe o que quer. O Toby, mesmo com alguns traumas visíveis, teve seu alento em algum ponto, em sua arte e trabalho e na sua desvinculação constante do passado, talvez tente sair de suas mágoas e medos. E o Jairzinho, pelo que podemos entender, como já brotou de um pai artista, talvez tenha tido mais oportunidade de não ficar preso ao balão. O formato da série é bem responsável e organizado, inteligível, as imagens sendo cortadas na transição de cenas, como se fosse uma tv com transmissão ruim , também foi algo que adorei, porque remete exatamente ao que acontecia no passado televisivo. Amei muito. Amo até hoje.
Desejo Obsessivo
2.5 65 Assista AgoraEssa faz Sexy Life parecer uma obra-prima. Nem punheteiro com cérebro de azeitona escreveria algo tão ruim.
The Last of Us (1ª Temporada)
4.4 1,2K Assista AgoraA série tem uma ótima qualidade de trama, desenvolvimento de personagens, montagem e nunca joguei nada, mas aprecio o audiovisual. Faltou só um equilíbrio de mais infectados e terror com estes, mais tensão em alguns episódios, mas, ainda assim, conseguiu atrair pela qualidade de interação entre os elementos do apocalipse, dramas, dilemas sociais, psicológicos e políticos e as emoções de personagens. Ellie e Joel ❤
Sex/Life (2ª Temporada)
3.1 39 Assista AgoraDei nota baixa pra primeira temporada, mas essa tá bem melhor, quando não estão transando, pelo menos estão tendo algum conteúdo, os personagens estão mais amadurecidos sem perder os dilemas. Aliás, muitos corpos lindos em diversidade de etnias. Vale 3 estrelinhas em se tratando de uma série erótica.
The White Lotus (2ª Temporada)
4.2 405 Assista AgoraEmbora tenha mais ação, essa temporada tem discussões mais repetitivas, mais triviais e menos profundas que a primeira, talvez por isso tenha feito tanto sucesso com quem gosta de novelas. Porém, eu continuo achando essa sacada ótima, as críticas são sutis, estão as vezes expressas, as vezes nas entrelinhas, as vezes é só prestar atenção na condição humana e refletir, algumas coisas intrigantes são mais para causar suspense e depois riso que propriamente uma trama criativa. Tem mais sexo que a primeira temporada, corpos nus e italianos, claro. Os sentimentos com relação aos casais eram tão mutáveis a todo tempo, isso eu achei legal. Uma hora eu dizia, mas essa moça tá falando coisas maravilhosas, ela tem toda razão. E outra hora eu dizia, mas olha lá, como é frígida e chata. A outra é fútil, fake, mas parece feliz, não abre um livro não é? Os homens tem mais tesão em competir seus status. Me instigou muito no início, depois eu cansei um pouco e no final eu adorei o conjunto da obra.
Tanya, aquele tipo que a gente ama, tem pena e odeia ao mesmo tempo. 🤍
The White Lotus (1ª Temporada)
3.9 456 Assista AgoraA série é basicamente uma comédia sarcásticas sobre indivíduos de todas as classes sociais e mostra o lado humano, bom ou ruim, de cada uma delas sem tomar partido. É sim uma crítica as classes sociais mais altas e a classe média em primeiro plano, vez que tratamos de um resort e os diálogos são mais empregados entre estes hóspedes, revelando o pensamento preconceituoso disfarçado de explicações fatalistas e que eximem suas culpas pelas misérias do mundo. Por outro lado, também critica aqueles menos favorecidos que convivem como trabalhadores, que são subordinado, amigo interesseiro, como os que buscam oportunidade no meio querendo se dar bem também, mas as vezes agindo da mesma forma de quem eles desdenham. Tem uma atmosfera de suspense, perseguição de gato e rato, Enfim, a série é engraçada pra quem consegue obter esse espírito. Eu amei.