A lição de vida que Hirayama dá nesse filme sem quase nem falar está nos pequenos detalhes. O filme é incrível, lindo, sensível, simples, assim como a forma de lidar com todo entorno da vida, nem sempre é simples, mas a gente tenta, basta ser humano, basta ser empático, basta se envolver na medida certa. O que o ator Kōji Yakusho faz aqui é talento desmedido, singular, expressivo no cotidiano de seu personagem, quase sempre de bem, feliz, as vezes com uma dor que pulsa, mas não toma mais espaço do que deveria.
Digo que não vejo mais filmes de super heróis, mas tem alguns que não me deixam parar, claro que é o Aranha. É o mais humanizado e próximo da minha vida, é uma simpatia, é master na luta e nos voos de teias acrobáticas. A história é simples, mas não é simplória, a vida nova e madura deste Homem Aranha ganha um toque especial em meios aos conflitos pessoais, perdas, solidão, é...aqui Peter teve que aprender a lidar com os desfalques da mente, da alma e do corpo. E, ainda por cima juntar o Justiceiro foi uma sacada de encaixe perfeito, que dupla! Além, de podermos ver MJ e Ned voltarem pra vida do Peter devagar, mas com uma esperança daquelas. E, ainda tem o "vilão" que a priori dá um medo dos poderes imparáveis, mas logo vamos descobrindo a charada. Bom demais.
Cena que me fez chorar, aquela que ele é enganado no amor, pela esperança perdida do fundo do coração. E que me fez sorrir, a que a esperança volta.
Já faz um tempo que vi, mas vou aproveitar que hoje fiz meus pareceres não especializados por aí e dizer, Backrooms tinha tudo pra ser ótimo, mas na segunda metade do filme resolveram dar palco pra dilemas dos personagens nas vias do terror psicológico e ficou meio enfadonho.
Precisava de um roteiro que fosse além das salas? Acho que sim, acho que num longa de terror é desejável colocar seus personagens em foco, fazer estudo deles, não necessariamente colocá-los em uma trama toda certinha, mas pelo menos mais envolvente e menos enigmática por tanto tempo. Deixa o enigma pras salas, estas de fato são melhores quando mantem-se o mistério, quando o barato é essa sensação de bizarrice, de estranheza, de claustrofobia, de significados subjetivos e claro, um susto aqui e outro acolá com a criatura que nunca se sabe muito bem o que é.
No geral, o que me agradou no roteiro foi a deixa de que o maior fantasma num quarto escuro é sua mente, então tudo que é visto não é a criatura, mas sim é criação sua. Passar a eternidade preso a isso é horrível e então, backrooms se torna mais interessante pra papear com os amigos por aí, do que pra assistir. Vou ver os curtas.
Não posso trair meus princípios de dar nota só para o saudosismo. Fui uma criança que viu o primeiro episódio do He-Man estrear(véinha sim) e não perdia um episódio e repetia episódios, aliás, foi assim com muitos desenhos na grade infantil dos anos 80 e 90. Mas, o filme não produz o mesmo efeito, não só por ser adulta e cobrar mais, mas porque é bem galhofa. Me diverti com cenas com algumas piadas, em rever os personagens e suas roupagens, gostei das atuações, zoei com a zoeira do esqueleto, mas não é suficiente pra vibrar.
Fui esperando ver Nolan e saí com vibe de Nolan. A Odisseia me deixou mais pensativa e maravilhada que emocionada, porém, não parei um segundo de apreciar, focar, imergir no filme. Eu gosto do que parece ser natural mesmo sendo fantástico e esse é um ponto forte do filme. Atuações afinadíssimas, mas Anne ganhou um prêmio, talvez por ser o auge das emoções q são mais contidas nos outros personagens. Eu achei A Odisseia memorável e isso é um super elogio, sobretudo pela licença poética ao poema de Homero, por adaptar da forma que precisava e danem-se opiniões tendenciosas.
Um filme bem bom, não acho que seja a altura de uma comédia dialógica de autoconhecimento, crítica social e conflitosa estilo Allen, nem mesmo de humor ácido como costumo gostar, mas no geral, traz boas reflexões sobre vida de casado, especialmente a etapa em que nos tornamos amigos no casamento e inimigos de convivência típica de muitos anos juntos. A carapuça serviu pra mim em partes e acho que pra muitos. Aliás, quem sentiu-se envergonhado tem a ver com a pudorização hipócrita e com as carapuças, não tem problema, mas o filme tá aí pra fazer encarar também e rir, pensar. As atuações são ótimas, excelente elenco, Penélope lindíssima, Olivia uma graça, Norton e Seth no encaixe, enfim, bem bom.
Eu gostei demais. Não sei se gosto tanto de rir em meio ao terror, mas quando isso é feito de forma a não quebrar o ritmo, saem pérolas. Jordan Peele, Zach Cregger são ótimos nisso e agora, com Obsessão, temos o jovem Curry Barker.
O terror quando traz o desconforto numa boa história é ótimo, mas quando ainda traz o principal que é o medo, fica excelente. Esse filme consegue isso, e além disso introduz elementos novos, ousa na criação, o escuro, por exemplo, usualmente esconde o feio, faz o mistério, mas aqui ele simboliza a alma perdida da moça, numa silhueta escura e que a gente tenta ver mais, porém, dicotomicamente com medo de ver o pior.
Os movimentos bizarros, a câmera revelando o comportamento à distância da Nikki em várias situações q deixam a gente assustado com a mudança progressiva dela. Sustos bem empregados, tem um que ó, dei pulo. Aliás, essa atriz, Indi, é colossal.
Não vou me meter a falar de como o Bear é babaca, já tem gente demais falando disso, e claro, é um ponto essencial pra história fazer sentido nos novos tempos, e relações sociais, românticas e gerar discussões que vão além do horror metafísico. Mas, o que me pegou mesmo no filme foi a ousadia e a criação. Amo originalidade.
Dor, esse sim é um filme de dor real. A voz de Hind Rajab tirou a minha voz, a minha paz, a minha esperança, porque o mais cruel dos inimigos sabe que quando um ser inocente clama, cessa-se fogo. Mas, o que esperar de senhores da guerra? E dos piores, daqueles que acham que crianças são inimigos futuros em potencial e se puder, extermine. Nada mais pode ser dito, o filme vai desde o horror da carnificina em Gaza até a impotência de salvação, isso tudo sem mostrar o sangue explícito, apenas a dor explícita e real do medo, do desespero, do clamor pela voz em busca de salvação. Direção competente, imagens e vozes se entrecruzam na realidade e na retratação fictícia desta , feita por ótimos intérpretes, sentimos a tensão, acreditamos que em tempo real tudo acontece de forma autêntica, triste, dilacerante.
Uma história cheia de dor, mas que não pude sentir, pois me pareceu forçada a isso, não soou espontânea. Fácil se identificar com perdas familiares, ausências, preconceitos, egoísmos, risos, dores, sacrifícios, tudo envolto a natureza, ao bruto, a solidão, ao abandono. Mulheres fortes, homens sensíveis, ou não. Mulheres generosas, homens egoístas, ou não. Tudo aqui, mas tudo sem profundidade.
A introdução deste filme é tão perfeita, tão agoniante, nostálgica e até engraçada ao mesmo tempo. Quando o carro atravessava a ponte na urbanidade do Recife ao som de If You Leave Me Now(Chicago), o arrepio imediato me teletransportou pra época e disse pra mim mesma, qualquer coisa que vier depois disso é lucro. Não, não foi só lucro, foi um filme maravilhoso mesmo, de ponta a ponta. O Kleber não decepciona, porque é um diretor que sabe o que quer e não deve mexer em nada que perca sua identidade, nem mesmo pra agradar bilheterias ou premiações. Sabe que o reconhecimento vem de quem entende de cinema. Ambientado nos anos 70, no furor ditatorial da época, da violência e sujeira, corrupção, do medo, da ganância dos poderosos, da solidariedade, irmandade, amor, empatia e doses de cultura pop, cult e popular, tudo é magnífico, detalhado, então, a história flui e saímos da sala de cinema com isso atravessado na alma. Wagner é ator demais, impressionante. E o elenco é um primor da espontaneidade, não tem nem o que dizer mais.
Esse subtítulo ruim brasileiro me fez pensar que o filme seria mais um jogo inspirado nos tantos outros filmes do gênero "arrumando um motivo para matar gente enquanto se diverte e deixa o público aflito com a carnificina". E não é que é muito diferente, só que com um detalhe, a longa caminhada produz uma boa sacada pra fazer bom cinema. Como as cenas e cenários acabam por serem similares ou bem repetitivos, como não poderia deixar de ser durante tantos Km e horas, as técnicas de som, imagem, câmera, atuações, diálogos, são ótimos e bem empregados neste filme. Tá, não é nenhum tratado filosófico genial, não é a intenção aqui, aliás, tudo é trivial, os jovens q ali estão não são de soltar pérolas que vão te fazer explodir a cabeça, mas vai gerar reflexão, mesmo naquilo que já estamos cansado de ouvir, sobre a vida, sobre os jovens, sobre os medos, os ódios, as decepções, as fraquezas e as forças de cada um, sobre sociedade, classes, poder, necessidades básicas e vitais do ser social. As cenas de violência são chocantes, os aspectos humanos da necessidade fisiológica, doenças, corpo, fluidos e tudo mais q nos torna essencialmente humanos ou fisicamente seres vivos estão explorados no trajeto. Os sons das passadas, o ofegar, o choro, e claro, sem querer desmerecer o elenco que tá ótimo, o olho do público se enternece com Peter e com Ray, afinadíssimos. Pode seguir o trajeto, é ótimo.
É impressionante o quanto estou cansada de filmes de heróis, já não vou mais ao cinema ver, mas o Superman me atrai num tanto, esse ET, imigrante, Kryptoniano perfeito demais pra um homem, tendo até que colocar o Super na frente rs. Este é um filme ótimo, apesar de na primeira metade um tanto desorganizado, as vezes maçante, mas depois vai fluindo com todo o charme, beleza e paixão que tem esse personagem mais humano que a maioria dos humanos. A turma da liga da justiça, tão disfuncional, mas que exatamente por isso funciona ali contrabalanceando a bondade e justiça irretocável do personagem central, do contrário, uma surra no criminoso não seria possível, e neste sentido, viva o super cão, que lava a alma de quem não tem paciência pra ver Luthor se gabando de ser "superior". Até chorei ao final, o que não é comum em minha mente calejada de ver o bem vencendo o mal em fantasias. Mas, é uma esperança.
Argentinos fazem filmes de todo gênero maravilhosos. Esse, trabalha um romance autista de forma tão natural, emocionante, engraçado e real. Dá gosto de ver. As interpretações são ótimas. Vai fundo.
Fui assistir a Um Completo Desconhecido ontem e que filme FODA. Amo Bob Dylan e estava com medo de vir mais uma cinebiografia pautada em sensacionalismo barato sobre um personagem famoso da vida real, mas não, a sensação que tive é de que saí do filme entendendo o Dylan como já o entendia antes, um gênio da música, um poeta com letras que permeavam filosofia, política, amor, nada de lugar comum, mas, ainda assim desconhecido, no sentido de não facilmente penetrável em sua personalidade. Que ótimo. Mostrou naturalmente o mistério da persona, a simplicidade e conflitos normais, sem forçar nenhum problema pessoal dramático como a gente vê na maioria das biografias de artistas por aí. Bob não precisa de enfeite, ele é interessante por si mesmo. A gente ouve uma música atrás da outra e não cansa, o figurino e o cenário consegue nos transportar para os anos 60 com vigor. E o Chalamet hein? Eu disse que não aguentava mais ele e seus olhinhos caídos em filmes gigantes por aí, mas volto atrás, encarnou o personagem com tanto capricho, com camadas, com respeito e honrou Dylan. Perfeito. Além de todo o elenco, fiquei arrebatada com o Norton, me diverti como Holdbrook, me encantei por Monica e Elle e me emocionei com cada cena.
Eu defendo muito o cinema nacional, tem coisas esplendorosas de boas, mas esse é ruim que dói. Já vamos com um pé atrás quando se fala de true crime, porque a tendência a inverdade sensacionalista é certa, mas este aqui é sem impacto nem pro lado do maníaco e nem pro lado das vítimas, não contou uma história mínima de nada, não desenvolveu personagem nenhum, caricaturou a premissa jornalística para servir de suporte e no fim piorou mais. Faltou coragem total para assumir o monstro como monstro e as vítimas como realmente caíram no horror de suas vidas. A gente torce por um documentário bem produzido sobre um dos casos mais sinistros de serial killer no Brasil da próxima vez.
Quem imaginaria que Coringa 2 seria o julgamento de Arthur Fleck? Ou, mesmo musicado antes de sabermos disso pela mídia, claro? Bom, o pior do filme não é o fato de ser musical(confesse, você achava isso), pois apesar de ter músicas demais em situações não condizentes, a cada instante de diálogos simplórios e as vezes até vazios, talvez algumas boas canções sirvam para distração da falta de inspiração de Todd Phillips, ou mesmo de uma suposta provocação de Todd como já disseram por aí, que ele queria desconstruir a falácia sobre o primeiro filme, de que Coringa era o herói, a vítima social, mas se foi isso, errou de novo, pois aqui Coringa continua sendo vítima social e até vítima de uma mulher maluca, oportunista, enfim, não é assim que se pinta o quadro dos chamados incels? Lady Gaga atua razoavelmente bem, mas não tem muito o que fazer com seu roteiro senão cantar, e como sabe fazer isso. Tudo está perdido ao meu ver? Não, eu acredito que mesmo este Coringa sendo um filme capenga, visualmente é bonito, descartando metade das músicas se aproveita o musical. Nada impactante de fato, com exceção dos devaneios de Arthur com o seu alter ego, seja massacrando gente ou dançando e cantando. Aliás, Joaquin é de fato um excelente ator, também não tem culpa, tem talento. Deixemos tudo de lado, o filme é entretenimento bom? Não, nem isso. O filme não empolga, mesmo que ignorássemos todas as outras desqualificações, o filme é morto, mortinho, é como se pegássemos a melancolia do primeiro(que funcionou excelentemente bem) e colocássemos um roteiro pífio e músicas encaixadas.
Ah, esse é muito bom. Não por ser uma big história, mas por ser uma fantasia original, ter personagens notáveis, piadas simples mas, criativas. Enfim, Michael Keaton como Beetlejuice é memorável, a gótica Winona, a inocência de Geena e Alec, sei lá, é muita nostalgia. E sim, o que fica mais no universo de Tim Burton é a plástica, cenário, maquiagem, enfim.
Pense num cineasta plástico bom, é o Tim Burton. Eu não curto tanto as histórias, porque de fato não sabe contar, não é envolvente. Então, acho que ele funciona bem para memórias infantis, exatamente. Os Fantasmas se divertem para mim é uma excelente memória da infância(vi em tempo real lá nos anos 80) e ficou na mente tanto quanto Edward Mãos de Tesoura, mas revendo adulta, é só um passatempo. Beetlejuice 2 acabei de ver no cinema numa sala solitária, só tinha eu na sessão, vai ficar na memória de novo, mas só como reforço daquilo que já era lembrança boa. Cheio de referências e também algumas cenas icônicas como da Delores se remendando ao som de Tragedy, ou do besouro suco narrando em italiano sua história, não é pra se levar tão a sério(como o primeiro), é uma curtição rever Beetlejuice(gosto desse patife imortalizado por Keaton).
Eu sou boa em assistir filmes de tudo quanto é natureza, sou fãzaça de David Lynch, por exemplo, cujo roteiro tem quem não aguente 20 minutos. Mas, apesar de reconhecer algumas qualidades cinematográficas em Longlegs, como a direção, interpretações, fotografia, maquiagem e uma certa atmosfera de terror psicológico, além de simbolismos discretos para contar a história(sim, reconheço), para mim a atmosfera de terror é mais melancólica que assustadora ou mesmo nem chegou a ser desconfortável e angustiante como costumo apreciar nesse tipo de filme. Confesso que com 30 minutos eu dormi, é...dormi e acordei com um jump scare que pelo menos, cutucou minha adrenalina e me fez voltar. Se espera desvendar o mistério, ou pelo menos parte dele, mas já não causava mais o impacto. É isso, talvez outros tenham o envolvimento, em mim não foi.
Shyamalan, que bom seria ter só sua direção nas obras. Deixa o roteiro para quem tem a mente mais adulta, homem. Eu sempre vejo os filmes dele, porque gosto da ideia central e sei que ele coloca as vezes sua marca e elementos interessantes, mas entre um filme razoável e um bom, vem outro fraco. Trap me fez ficar quase 2 horas vendo copia indiana da Taylor Swift e seus fãs cantarem num show e só agradeço por algumas risadas que dei com o Josh e seu personagem carniceiro açougueiro zombeteiro. Enfim, obra ingênua demais, assim como fez em Tempo, a impressão é que o velho Shya tá nos tachando de crianças.
Ai, que medo bom! Alvarez tem o poder de transformar um filme inteiro em cenas de terror interessantes, ainda que pareçam previsíveis, nunca são. Romulus é Alien raiz, bebe da fonte certa do suspense, ação e horror. Além disso, filme bonito demais, bichos tão feios de bonitos e agonizantes. Prazer em ver no telão.
Fui assistir sabendo que era uma bomba. No primeiro ato do filme, estava mudando de ideia, apesar de algumas caricaturas de personagens como a mãe e a família do marido, a personagem central da Kely me parecia focada. Depois que entrou na jogada o Trevante eu disse: vai ter sexo selvagem e ele é lindo, mas aí é que tudo começou a ficar desafinado. O tom do filme mudou e o roteiro foi simplesmente ruim demais. Enfim, vale se quiser passar o tempo esperando algo sensual e um suspense por trás, mas não espere nenhum desenvolvimento decente, aliás, que ato final capenga do caramba.
Eu sou véia mesmo, em 85 me lembro de papai chamando todo mundo pra sala e ver numa TV pequenina os astros da música cantando We Are The World como se fosse O EVENTO. Eu era um pingo de gente, mas ficou marcado, e ele citando o nome de praticamente todo mundo. Enfim, assim cresci em meio a esse tipo de gente maravilhosa da música, adorando tudo isso. Então, agora vendo esse documentário, posso dizer que além de suas curiosidades e relatos emocionantes traz muito saudosismo pra mim. Lionel e Michael fizeram acontecer, seguraram as pontas da bagunça. Claro, não posso deixar passar que a partir de agora, sempre que eu estiver deslocada ou confusa, usarei a frase, tô mais perdida que Bob Dylan na gravação de We are the world.
Dias Perfeitos
4.2 632 Assista AgoraA lição de vida que Hirayama dá nesse filme sem quase nem falar está nos pequenos detalhes. O filme é incrível, lindo, sensível, simples, assim como a forma de lidar com todo entorno da vida, nem sempre é simples, mas a gente tenta, basta ser humano, basta ser empático, basta se envolver na medida certa. O que o ator Kōji Yakusho faz aqui é talento desmedido, singular, expressivo no cotidiano de seu personagem, quase sempre de bem, feliz, as vezes com uma dor que pulsa, mas não toma mais espaço do que deveria.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 393Digo que não vejo mais filmes de super heróis, mas tem alguns que não me deixam parar, claro que é o Aranha. É o mais humanizado e próximo da minha vida, é uma simpatia, é master na luta e nos voos de teias acrobáticas. A história é simples, mas não é simplória, a vida nova e madura deste Homem Aranha ganha um toque especial em meios aos conflitos pessoais, perdas, solidão, é...aqui Peter teve que aprender a lidar com os desfalques da mente, da alma e do corpo. E, ainda por cima juntar o Justiceiro foi uma sacada de encaixe perfeito, que dupla! Além, de podermos ver MJ e Ned voltarem pra vida do Peter devagar, mas com uma esperança daquelas. E, ainda tem o "vilão" que a priori dá um medo dos poderes imparáveis, mas logo vamos descobrindo a charada. Bom demais.
Cena que me fez chorar, aquela que ele é enganado no amor, pela esperança perdida do fundo do coração. E que me fez sorrir, a que a esperança volta.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 466 Assista AgoraJá faz um tempo que vi, mas vou aproveitar que hoje fiz meus pareceres não especializados por aí e dizer, Backrooms tinha tudo pra ser ótimo, mas na segunda metade do filme resolveram dar palco pra dilemas dos personagens nas vias do terror psicológico e ficou meio enfadonho.
Precisava de um roteiro que fosse além das salas? Acho que sim, acho que num longa de terror é desejável colocar seus personagens em foco, fazer estudo deles, não necessariamente colocá-los em uma trama toda certinha, mas pelo menos mais envolvente e menos enigmática por tanto tempo. Deixa o enigma pras salas, estas de fato são melhores quando mantem-se o mistério, quando o barato é essa sensação de bizarrice, de estranheza, de claustrofobia, de significados subjetivos e claro, um susto aqui e outro acolá com a criatura que nunca se sabe muito bem o que é.
No geral, o que me agradou no roteiro foi a deixa de que o maior fantasma num quarto escuro é sua mente, então tudo que é visto não é a criatura, mas sim é criação sua. Passar a eternidade preso a isso é horrível e então, backrooms se torna mais interessante pra papear com os amigos por aí, do que pra assistir. Vou ver os curtas.
Mestres do Universo
3.2 462 Assista AgoraNão posso trair meus princípios de dar nota só para o saudosismo. Fui uma criança que viu o primeiro episódio do He-Man estrear(véinha sim) e não perdia um episódio e repetia episódios, aliás, foi assim com muitos desenhos na grade infantil dos anos 80 e 90. Mas, o filme não produz o mesmo efeito, não só por ser adulta e cobrar mais, mas porque é bem galhofa. Me diverti com cenas com algumas piadas, em rever os personagens e suas roupagens, gostei das atuações, zoei com a zoeira do esqueleto, mas não é suficiente pra vibrar.
A Odisseia
4.2 588Fui esperando ver Nolan e saí com vibe de Nolan. A Odisseia me deixou mais pensativa e maravilhada que emocionada, porém, não parei um segundo de apreciar, focar, imergir no filme. Eu gosto do que parece ser natural mesmo sendo fantástico e esse é um ponto forte do filme. Atuações afinadíssimas, mas Anne ganhou um prêmio, talvez por ser o auge das emoções q são mais contidas nos outros personagens. Eu achei A Odisseia memorável e isso é um super elogio, sobretudo pela licença poética ao poema de Homero, por adaptar da forma que precisava e danem-se opiniões tendenciosas.
O Convite
3.9 339 Assista AgoraUm filme bem bom, não acho que seja a altura de uma comédia dialógica de autoconhecimento, crítica social e conflitosa estilo Allen, nem mesmo de humor ácido como costumo gostar, mas no geral, traz boas reflexões sobre vida de casado, especialmente a etapa em que nos tornamos amigos no casamento e inimigos de convivência típica de muitos anos juntos. A carapuça serviu pra mim em partes e acho que pra muitos. Aliás, quem sentiu-se envergonhado tem a ver com a pudorização hipócrita e com as carapuças, não tem problema, mas o filme tá aí pra fazer encarar também e rir, pensar. As atuações são ótimas, excelente elenco, Penélope lindíssima, Olivia uma graça, Norton e Seth no encaixe, enfim, bem bom.
Obsessão
3.9 942 Assista AgoraEu gostei demais. Não sei se gosto tanto de rir em meio ao terror, mas quando isso é feito de forma a não quebrar o ritmo, saem pérolas. Jordan Peele, Zach Cregger são ótimos nisso e agora, com Obsessão, temos o jovem Curry Barker.
O terror quando traz o desconforto numa boa história é ótimo, mas quando ainda traz o principal que é o medo, fica excelente. Esse filme consegue isso, e além disso introduz elementos novos, ousa na criação, o escuro, por exemplo, usualmente esconde o feio, faz o mistério, mas aqui ele simboliza a alma perdida da moça, numa silhueta escura e que a gente tenta ver mais, porém, dicotomicamente com medo de ver o pior.
Os movimentos bizarros, a câmera revelando o comportamento à distância da Nikki em várias situações q deixam a gente assustado com a mudança progressiva dela. Sustos bem empregados, tem um que ó, dei pulo. Aliás, essa atriz, Indi, é colossal.
Não vou me meter a falar de como o Bear é babaca, já tem gente demais falando disso, e claro, é um ponto essencial pra história fazer sentido nos novos tempos, e relações sociais, românticas e gerar discussões que vão além do horror metafísico. Mas, o que me pegou mesmo no filme foi a ousadia e a criação. Amo originalidade.
Ataque Brutal
2.2 135 Assista AgoraSe dependesse de mim, a grávida já tinha virado comida de tubarão desde o início. Tô dizendo, humpf
A Voz de Hind Rajab
4.2 147 Assista AgoraDor, esse sim é um filme de dor real. A voz de Hind Rajab tirou a minha voz, a minha paz, a minha esperança, porque o mais cruel dos inimigos sabe que quando um ser inocente clama, cessa-se fogo. Mas, o que esperar de senhores da guerra? E dos piores, daqueles que acham que crianças são inimigos futuros em potencial e se puder, extermine. Nada mais pode ser dito, o filme vai desde o horror da carnificina em Gaza até a impotência de salvação, isso tudo sem mostrar o sangue explícito, apenas a dor explícita e real do medo, do desespero, do clamor pela voz em busca de salvação. Direção competente, imagens e vozes se entrecruzam na realidade e na retratação fictícia desta , feita por ótimos intérpretes, sentimos a tensão, acreditamos que em tempo real tudo acontece de forma autêntica, triste, dilacerante.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 487 Assista AgoraUma história cheia de dor, mas que não pude sentir, pois me pareceu forçada a isso, não soou espontânea. Fácil se identificar com perdas familiares, ausências, preconceitos, egoísmos, risos, dores, sacrifícios, tudo envolto a natureza, ao bruto, a solidão, ao abandono. Mulheres fortes, homens sensíveis, ou não. Mulheres generosas, homens egoístas, ou não. Tudo aqui, mas tudo sem profundidade.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraA introdução deste filme é tão perfeita, tão agoniante, nostálgica e até engraçada ao mesmo tempo. Quando o carro atravessava a ponte na urbanidade do Recife ao som de If You Leave Me Now(Chicago), o arrepio imediato me teletransportou pra época e disse pra mim mesma, qualquer coisa que vier depois disso é lucro. Não, não foi só lucro, foi um filme maravilhoso mesmo, de ponta a ponta. O Kleber não decepciona, porque é um diretor que sabe o que quer e não deve mexer em nada que perca sua identidade, nem mesmo pra agradar bilheterias ou premiações. Sabe que o reconhecimento vem de quem entende de cinema. Ambientado nos anos 70, no furor ditatorial da época, da violência e sujeira, corrupção, do medo, da ganância dos poderosos, da solidariedade, irmandade, amor, empatia e doses de cultura pop, cult e popular, tudo é magnífico, detalhado, então, a história flui e saímos da sala de cinema com isso atravessado na alma. Wagner é ator demais, impressionante. E o elenco é um primor da espontaneidade, não tem nem o que dizer mais.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 376 Assista AgoraEsse subtítulo ruim brasileiro me fez pensar que o filme seria mais um jogo inspirado nos tantos outros filmes do gênero "arrumando um motivo para matar gente enquanto se diverte e deixa o público aflito com a carnificina". E não é que é muito diferente, só que com um detalhe, a longa caminhada produz uma boa sacada pra fazer bom cinema. Como as cenas e cenários acabam por serem similares ou bem repetitivos, como não poderia deixar de ser durante tantos Km e horas, as técnicas de som, imagem, câmera, atuações, diálogos, são ótimos e bem empregados neste filme. Tá, não é nenhum tratado filosófico genial, não é a intenção aqui, aliás, tudo é trivial, os jovens q ali estão não são de soltar pérolas que vão te fazer explodir a cabeça, mas vai gerar reflexão, mesmo naquilo que já estamos cansado de ouvir, sobre a vida, sobre os jovens, sobre os medos, os ódios, as decepções, as fraquezas e as forças de cada um, sobre sociedade, classes, poder, necessidades básicas e vitais do ser social. As cenas de violência são chocantes, os aspectos humanos da necessidade fisiológica, doenças, corpo, fluidos e tudo mais q nos torna essencialmente humanos ou fisicamente seres vivos estão explorados no trajeto. Os sons das passadas, o ofegar, o choro, e claro, sem querer desmerecer o elenco que tá ótimo, o olho do público se enternece com Peter e com Ray, afinadíssimos. Pode seguir o trajeto, é ótimo.
Superman
3.6 933 Assista AgoraÉ impressionante o quanto estou cansada de filmes de heróis, já não vou mais ao cinema ver, mas o Superman me atrai num tanto, esse ET, imigrante, Kryptoniano perfeito demais pra um homem, tendo até que colocar o Super na frente rs. Este é um filme ótimo, apesar de na primeira metade um tanto desorganizado, as vezes maçante, mas depois vai fluindo com todo o charme, beleza e paixão que tem esse personagem mais humano que a maioria dos humanos. A turma da liga da justiça, tão disfuncional, mas que exatamente por isso funciona ali contrabalanceando a bondade e justiça irretocável do personagem central, do contrário, uma surra no criminoso não seria possível, e neste sentido, viva o super cão, que lava a alma de quem não tem paciência pra ver Luthor se gabando de ser "superior". Até chorei ao final, o que não é comum em minha mente calejada de ver o bem vencendo o mal em fantasias. Mas, é uma esperança.
Goyo
3.4 29Argentinos fazem filmes de todo gênero maravilhosos. Esse, trabalha um romance autista de forma tão natural, emocionante, engraçado e real. Dá gosto de ver. As interpretações são ótimas. Vai fundo.
Um Completo Desconhecido
3.5 238 Assista AgoraFui assistir a Um Completo Desconhecido ontem e que filme FODA. Amo Bob Dylan e estava com medo de vir mais uma cinebiografia pautada em sensacionalismo barato sobre um personagem famoso da vida real, mas não, a sensação que tive é de que saí do filme entendendo o Dylan como já o entendia antes, um gênio da música, um poeta com letras que permeavam filosofia, política, amor, nada de lugar comum, mas, ainda assim desconhecido, no sentido de não facilmente penetrável em sua personalidade. Que ótimo. Mostrou naturalmente o mistério da persona, a simplicidade e conflitos normais, sem forçar nenhum problema pessoal dramático como a gente vê na maioria das biografias de artistas por aí. Bob não precisa de enfeite, ele é interessante por si mesmo. A gente ouve uma música atrás da outra e não cansa, o figurino e o cenário consegue nos transportar para os anos 60 com vigor. E o Chalamet hein? Eu disse que não aguentava mais ele e seus olhinhos caídos em filmes gigantes por aí, mas volto atrás, encarnou o personagem com tanto capricho, com camadas, com respeito e honrou Dylan. Perfeito. Além de todo o elenco, fiquei arrebatada com o Norton, me diverti como Holdbrook, me encantei por Monica e Elle e me emocionei com cada cena.
Maníaco do Parque
2.4 355 Assista AgoraEu defendo muito o cinema nacional, tem coisas esplendorosas de boas, mas esse é ruim que dói. Já vamos com um pé atrás quando se fala de true crime, porque a tendência a inverdade sensacionalista é certa, mas este aqui é sem impacto nem pro lado do maníaco e nem pro lado das vítimas, não contou uma história mínima de nada, não desenvolveu personagem nenhum, caricaturou a premissa jornalística para servir de suporte e no fim piorou mais. Faltou coragem total para assumir o monstro como monstro e as vítimas como realmente caíram no horror de suas vidas. A gente torce por um documentário bem produzido sobre um dos casos mais sinistros de serial killer no Brasil da próxima vez.
Coringa: Delírio a Dois
2.5 925 Assista AgoraQuem imaginaria que Coringa 2 seria o julgamento de Arthur Fleck? Ou, mesmo musicado antes de sabermos disso pela mídia, claro? Bom, o pior do filme não é o fato de ser musical(confesse, você achava isso), pois apesar de ter músicas demais em situações não condizentes, a cada instante de diálogos simplórios e as vezes até vazios, talvez algumas boas canções sirvam para distração da falta de inspiração de Todd Phillips, ou mesmo de uma suposta provocação de Todd como já disseram por aí, que ele queria desconstruir a falácia sobre o primeiro filme, de que Coringa era o herói, a vítima social, mas se foi isso, errou de novo, pois aqui Coringa continua sendo vítima social e até vítima de uma mulher maluca, oportunista, enfim, não é assim que se pinta o quadro dos chamados incels? Lady Gaga atua razoavelmente bem, mas não tem muito o que fazer com seu roteiro senão cantar, e como sabe fazer isso. Tudo está perdido ao meu ver? Não, eu acredito que mesmo este Coringa sendo um filme capenga, visualmente é bonito, descartando metade das músicas se aproveita o musical. Nada impactante de fato, com exceção dos devaneios de Arthur com o seu alter ego, seja massacrando gente ou dançando e cantando. Aliás, Joaquin é de fato um excelente ator, também não tem culpa, tem talento. Deixemos tudo de lado, o filme é entretenimento bom? Não, nem isso. O filme não empolga, mesmo que ignorássemos todas as outras desqualificações, o filme é morto, mortinho, é como se pegássemos a melancolia do primeiro(que funcionou excelentemente bem) e colocássemos um roteiro pífio e músicas encaixadas.
Os Fantasmas Se Divertem
3.9 1,8K Assista AgoraAh, esse é muito bom. Não por ser uma big história, mas por ser uma fantasia original, ter personagens notáveis, piadas simples mas, criativas. Enfim, Michael Keaton como Beetlejuice é memorável, a gótica Winona, a inocência de Geena e Alec, sei lá, é muita nostalgia. E sim, o que fica mais no universo de Tim Burton é a plástica, cenário, maquiagem, enfim.
Os Fantasmas Ainda Se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice
3.4 592 Assista AgoraPense num cineasta plástico bom, é o Tim Burton. Eu não curto tanto as histórias, porque de fato não sabe contar, não é envolvente. Então, acho que ele funciona bem para memórias infantis, exatamente. Os Fantasmas se divertem para mim é uma excelente memória da infância(vi em tempo real lá nos anos 80) e ficou na mente tanto quanto Edward Mãos de Tesoura, mas revendo adulta, é só um passatempo. Beetlejuice 2 acabei de ver no cinema numa sala solitária, só tinha eu na sessão, vai ficar na memória de novo, mas só como reforço daquilo que já era lembrança boa. Cheio de referências e também algumas cenas icônicas como da Delores se remendando ao som de Tragedy, ou do besouro suco narrando em italiano sua história, não é pra se levar tão a sério(como o primeiro), é uma curtição rever Beetlejuice(gosto desse patife imortalizado por Keaton).
Longlegs: Vínculo Mortal
3.2 945 Assista AgoraEu sou boa em assistir filmes de tudo quanto é natureza, sou fãzaça de David Lynch, por exemplo, cujo roteiro tem quem não aguente 20 minutos. Mas, apesar de reconhecer algumas qualidades cinematográficas em Longlegs, como a direção, interpretações, fotografia, maquiagem e uma certa atmosfera de terror psicológico, além de simbolismos discretos para contar a história(sim, reconheço), para mim a atmosfera de terror é mais melancólica que assustadora ou mesmo nem chegou a ser desconfortável e angustiante como costumo apreciar nesse tipo de filme. Confesso que com 30 minutos eu dormi, é...dormi e acordei com um jump scare que pelo menos, cutucou minha adrenalina e me fez voltar. Se espera desvendar o mistério, ou pelo menos parte dele, mas já não causava mais o impacto. É isso, talvez outros tenham o envolvimento, em mim não foi.
Armadilha
2.7 881 Assista AgoraShyamalan, que bom seria ter só sua direção nas obras. Deixa o roteiro para quem tem a mente mais adulta, homem. Eu sempre vejo os filmes dele, porque gosto da ideia central e sei que ele coloca as vezes sua marca e elementos interessantes, mas entre um filme razoável e um bom, vem outro fraco. Trap me fez ficar quase 2 horas vendo copia indiana da Taylor Swift e seus fãs cantarem num show e só agradeço por algumas risadas que dei com o Josh e seu personagem carniceiro açougueiro zombeteiro. Enfim, obra ingênua demais, assim como fez em Tempo, a impressão é que o velho Shya tá nos tachando de crianças.
Alien: Romulus
3.7 769 Assista AgoraAi, que medo bom! Alvarez tem o poder de transformar um filme inteiro em cenas de terror interessantes, ainda que pareçam previsíveis, nunca são. Romulus é Alien raiz, bebe da fonte certa do suspense, ação e horror. Além disso, filme bonito demais, bichos tão feios de bonitos e agonizantes. Prazer em ver no telão.
Mea Culpa
2.1 69 Assista AgoraFui assistir sabendo que era uma bomba. No primeiro ato do filme, estava mudando de ideia, apesar de algumas caricaturas de personagens como a mãe e a família do marido, a personagem central da Kely me parecia focada. Depois que entrou na jogada o Trevante eu disse: vai ter sexo selvagem e ele é lindo, mas aí é que tudo começou a ficar desafinado. O tom do filme mudou e o roteiro foi simplesmente ruim demais. Enfim, vale se quiser passar o tempo esperando algo sensual e um suspense por trás, mas não espere nenhum desenvolvimento decente, aliás, que ato final capenga do caramba.
A Noite que Mudou o Pop
4.2 188 Assista AgoraEu sou véia mesmo, em 85 me lembro de papai chamando todo mundo pra sala e ver numa TV pequenina os astros da música cantando We Are The World como se fosse O EVENTO. Eu era um pingo de gente, mas ficou marcado, e ele citando o nome de praticamente todo mundo. Enfim, assim cresci em meio a esse tipo de gente maravilhosa da música, adorando tudo isso. Então, agora vendo esse documentário, posso dizer que além de suas curiosidades e relatos emocionantes traz muito saudosismo pra mim. Lionel e Michael fizeram acontecer, seguraram as pontas da bagunça. Claro, não posso deixar passar que a partir de agora, sempre que eu estiver deslocada ou confusa, usarei a frase, tô mais perdida que Bob Dylan na gravação de We are the world.