Dor, esse sim é um filme de dor real. A voz de Hind Rajab tirou a minha voz, a minha paz, a minha esperança, porque o mais cruel dos inimigos sabe que quando um ser inocente clama, cessa-se fogo. Mas, o que esperar de senhores da guerra? E dos piores, daqueles que acham que crianças são inimigos futuros em potencial e se puder, extermine. Nada mais pode ser dito, o filme vai desde o horror da carnificina em Gaza até a impotência de salvação, isso tudo sem mostrar o sangue explícito, apenas a dor explícita e real do medo, do desespero, do clamor pela voz em busca de salvação. Direção competente, imagens e vozes se entrecruzam na realidade e na retratação fictícia desta , feita por ótimos intérpretes, sentimos a tensão, acreditamos que em tempo real tudo acontece de forma autêntica, triste, dilacerante.
Uma história cheia de dor, mas que não pude sentir, pois me pareceu forçada a isso, não soou espontânea. Fácil se identificar com perdas familiares, ausências, preconceitos, egoísmos, risos, dores, sacrifícios, tudo envolto a natureza, ao bruto, a solidão, ao abandono. Mulheres fortes, homens sensíveis, ou não. Mulheres generosas, homens egoístas, ou não. Tudo aqui, mas tudo sem profundidade.
Eu na onda das novelas Turcas fui nessa e descubro que tem a original do Japão, da Coreia, até da Espanha e todas trocentas vezes melhores que esta aqui. Mas, fui vendo, porque já tinha visto Minha Menina com a maravilhosa Beren e essa pequena atriz é um arraso. Só ela pra salvar esse desastre. Foi dose pra leão seguir até o fim, porque do episódio 40 em diante, as burrices só aumentavam, não havia lei, justiça, delegado, mãe, vó, advogada, dinheiro, porrada que desse jeito nas atrocidades do Cengiz(muito bem interpretado pelo Berkai) mas em doses cavalares de absurdo não toleráveis. Cansei demais. Cheguei a desejar que a Sule apanhasse mesmo, porque minha dose de feminismo me abandonou. Roteiro muito fraco, desastroso. Vai minhas duas estrelas pra Beren(Melek, Turna).
Ótima série com estilo novelinha. Sarah Snook se reafirma como excelente atriz de drama, dosando na medida certa a culpa, a tristeza, a raiva, o medo, a dúvida e a decisão. O elenco tá afiado, mas ela se destaca. O plot twist é ótimo sem ser pedante, a tensão é mantida até o fim, e nos importamos com todos ali, pro bem e pro mal.
A introdução deste filme é tão perfeita, tão agoniante, nostálgica e até engraçada ao mesmo tempo. Quando o carro atravessava a ponte na urbanidade do Recife ao som de If You Leave Me Now(Chicago), o arrepio imediato me teletransportou pra época e disse pra mim mesma, qualquer coisa que vier depois disso é lucro. Não, não foi só lucro, foi um filme maravilhoso mesmo, de ponta a ponta. O Kleber não decepciona, porque é um diretor que sabe o que quer e não deve mexer em nada que perca sua identidade, nem mesmo pra agradar bilheterias ou premiações. Sabe que o reconhecimento vem de quem entende de cinema. Ambientado nos anos 70, no furor ditatorial da época, da violência e sujeira, corrupção, do medo, da ganância dos poderosos, da solidariedade, irmandade, amor, empatia e doses de cultura pop, cult e popular, tudo é magnífico, detalhado, então, a história flui e saímos da sala de cinema com isso atravessado na alma. Wagner é ator demais, impressionante. E o elenco é um primor da espontaneidade, não tem nem o que dizer mais.
Esse subtítulo ruim brasileiro me fez pensar que o filme seria mais um jogo inspirado nos tantos outros filmes do gênero "arrumando um motivo para matar gente enquanto se diverte e deixa o público aflito com a carnificina". E não é que é muito diferente, só que com um detalhe, a longa caminhada produz uma boa sacada pra fazer bom cinema. Como as cenas e cenários acabam por serem similares ou bem repetitivos, como não poderia deixar de ser durante tantos Km e horas, as técnicas de som, imagem, câmera, atuações, diálogos, são ótimos e bem empregados neste filme. Tá, não é nenhum tratado filosófico genial, não é a intenção aqui, aliás, tudo é trivial, os jovens q ali estão não são de soltar pérolas que vão te fazer explodir a cabeça, mas vai gerar reflexão, mesmo naquilo que já estamos cansado de ouvir, sobre a vida, sobre os jovens, sobre os medos, os ódios, as decepções, as fraquezas e as forças de cada um, sobre sociedade, classes, poder, necessidades básicas e vitais do ser social. As cenas de violência são chocantes, os aspectos humanos da necessidade fisiológica, doenças, corpo, fluidos e tudo mais q nos torna essencialmente humanos ou fisicamente seres vivos estão explorados no trajeto. Os sons das passadas, o ofegar, o choro, e claro, sem querer desmerecer o elenco que tá ótimo, o olho do público se enternece com Peter e com Ray, afinadíssimos. Pode seguir o trajeto, é ótimo.
Eu dou 2 estrelas pra essa série porque ainda instiga um mistério e a direção é razoável, mas mesmo eu gostando de personagens Non sense, é meio duro de engolir a Dorothy. Aliás, é bem duro de engolir todos os personagens comprando a nóia dela como se fosse uma criança, bem, é isso que alimenta a história. Aliás, o Kebbell se especializa em fazer o cara que tá sempre apertado com suas mulheres, lhe cai bem o tom preocupado e esquentado ao mesmo tempo. Rupert divide a palhaçada, a atriz q faz a Leanne mantém o tom misterioso mas cansativo, a série é bagunçada, esquenta e esfria, roda, roda e não sai do canto, enfim, ainda assim, é menos ruim que muita coisa que está no streaming. Continuemos.
É impressionante o quanto estou cansada de filmes de heróis, já não vou mais ao cinema ver, mas o Superman me atrai num tanto, esse ET, imigrante, Kryptoniano perfeito demais pra um homem, tendo até que colocar o Super na frente rs. Este é um filme ótimo, apesar de na primeira metade um tanto desorganizado, as vezes maçante, mas depois vai fluindo com todo o charme, beleza e paixão que tem esse personagem mais humano que a maioria dos humanos. A turma da liga da justiça, tão disfuncional, mas que exatamente por isso funciona ali contrabalanceando a bondade e justiça irretocável do personagem central, do contrário, uma surra no criminoso não seria possível, e neste sentido, viva o super cão, que lava a alma de quem não tem paciência pra ver Luthor se gabando de ser "superior". Até chorei ao final, o que não é comum em minha mente calejada de ver o bem vencendo o mal em fantasias. Mas, é uma esperança.
Argentinos fazem filmes de todo gênero maravilhosos. Esse, trabalha um romance autista de forma tão natural, emocionante, engraçado e real. Dá gosto de ver. As interpretações são ótimas. Vai fundo.
Não sou jogadora de nada, nem de dama, mas como série TLOU é bem boa de se acompanhar. A primeira temporada foi bem melhor mesmo, não há o que se discutir. A história é bem contada de maneira a ser compreendida por todos, dosada no drama, na ação, no humor, nos efeitos e apresentou personagens interessantes e texto coerente e nada óbvio. Os infectados são maravilhosos. Já esta segunda temporada faltou quase tudo que citei, dosou mal o drama, o humor, não apresentou muito bem os personagens, não deu carisma a nenhum deles, a Bella pouco pode fazer com a Ellie que não evoluiu tanto quanto eu esperava e não é culpa da atriz, ótima por sinal, fez o que pôde.. O núcleo jovem não teve um contraponto com o núcleo mais velho e acho isso um erro, já que perdemos o Joel(aliás, Pedro, que falta) e ele era o equilíbrio neste aspecto. Efeitos e cenas de ação muito aquém da primeira temporada e história irregular. Foi uma temporada de transição, tá na cara, mas pela espera de 2 anos, acho absurdo. Não faço questão de engolir a história da Abby depois da sua vingança de ódio e desproporcional, ela que volte a fazer vilania com o vinagre de maçã lá. Desse um tiro explodindo a cabeça do Joel, mas não, tinha que torturar na frente da Ellie. 😜
Fui assistir a Um Completo Desconhecido ontem e que filme FODA. Amo Bob Dylan e estava com medo de vir mais uma cinebiografia pautada em sensacionalismo barato sobre um personagem famoso da vida real, mas não, a sensação que tive é de que saí do filme entendendo o Dylan como já o entendia antes, um gênio da música, um poeta com letras que permeavam filosofia, política, amor, nada de lugar comum, mas, ainda assim desconhecido, no sentido de não facilmente penetrável em sua personalidade. Que ótimo. Mostrou naturalmente o mistério da persona, a simplicidade e conflitos normais, sem forçar nenhum problema pessoal dramático como a gente vê na maioria das biografias de artistas por aí. Bob não precisa de enfeite, ele é interessante por si mesmo. A gente ouve uma música atrás da outra e não cansa, o figurino e o cenário consegue nos transportar para os anos 60 com vigor. E o Chalamet hein? Eu disse que não aguentava mais ele e seus olhinhos caídos em filmes gigantes por aí, mas volto atrás, encarnou o personagem com tanto capricho, com camadas, com respeito e honrou Dylan. Perfeito. Além de todo o elenco, fiquei arrebatada com o Norton, me diverti como Holdbrook, me encantei por Monica e Elle e me emocionei com cada cena.
Não à toa que quando assisti The Batman o que me atraiu mais no filme foram os arredores do Pinguim. Então, me vem o que considero a melhor série do ano, quando eu já estava há alguns anos irritada e cansada de filmes e séries de heróis e nem queria saber nada deste universo. Bom, assim se revela um personagem, um vilão, quando a preocupação é contar uma boa história e ao mesmo tempo abrir o psicológico do sujeito nas suas interações com outros personagens, suas ações reveladoras e sem complicar. Aliás, a série é muito clara sem ser banal, é fácil de digerir os episódios e ver os acontecimentos lógicos e bem montados, os diálogos bem explanados, enfim, uma explosão de cenas incríveis. Que maravilha de atuação do Farrell, da Milioti e grande elenco, uma entrega. E a produção, designer, direção, fotografia de encher os olhos e a alma, trilha sonora(UAU). Aqui não tem que passar a mão na cabeça de vilão não, não tem que transformá-lo em anti-herói nem qualquer desespero pela simpatia do público, aqui se mostra o que ele é, mesmo que tenha sido a cria de um contexto desde a infância e tenha um super carisma, Pinguim é um vilãozão bem próximo da realidade.
Faltava o último episódio e o assisti agora. Difícil digerir. Ainda mais eu que passo as vezes por volta dessa Igreja e não tem como ignorar o massacre de crianças cruel e desesperador que ali ocorreu. Gostei da série, porque escolheu abordar a humanização dos seres invisíveis que moram nas ruas, seus sentimentos, sonhos, qualidades, defeitos, suas relações entre diversos grupos, inclusive aqueles que não fazem parte do seu mundo e corriqueiramente os sugam como vampiros, e os normalizam naquela situação, ou pior, desejam que ali estejam para poder exercer poderes sobre eles. Injustiças sociais são projetos de uma camada que quer ficar por cima e dane-se o alto índice de criminalidade, pois essa se resolve criando presídios ou fazendo chacinas. A série não razoabiliza nada, não deixa de mostrar a crueldade e casca dura já internalizada nestes jovens e como o crime afeta a todos, porém, ao dar um capítulo a cada um desses personagens, ao conhecermos melhor o que poderiam ter sido se tivessem chance de viver uma vida decente e justa, entende-se o quanto se perdeu matando crianças nesse crime horrendo. E as atuações desses jovens, meu Deus! Perfeita.
Eu defendo muito o cinema nacional, tem coisas esplendorosas de boas, mas esse é ruim que dói. Já vamos com um pé atrás quando se fala de true crime, porque a tendência a inverdade sensacionalista é certa, mas este aqui é sem impacto nem pro lado do maníaco e nem pro lado das vítimas, não contou uma história mínima de nada, não desenvolveu personagem nenhum, caricaturou a premissa jornalística para servir de suporte e no fim piorou mais. Faltou coragem total para assumir o monstro como monstro e as vítimas como realmente caíram no horror de suas vidas. A gente torce por um documentário bem produzido sobre um dos casos mais sinistros de serial killer no Brasil da próxima vez.
Quem imaginaria que Coringa 2 seria o julgamento de Arthur Fleck? Ou, mesmo musicado antes de sabermos disso pela mídia, claro? Bom, o pior do filme não é o fato de ser musical(confesse, você achava isso), pois apesar de ter músicas demais em situações não condizentes, a cada instante de diálogos simplórios e as vezes até vazios, talvez algumas boas canções sirvam para distração da falta de inspiração de Todd Phillips, ou mesmo de uma suposta provocação de Todd como já disseram por aí, que ele queria desconstruir a falácia sobre o primeiro filme, de que Coringa era o herói, a vítima social, mas se foi isso, errou de novo, pois aqui Coringa continua sendo vítima social e até vítima de uma mulher maluca, oportunista, enfim, não é assim que se pinta o quadro dos chamados incels? Lady Gaga atua razoavelmente bem, mas não tem muito o que fazer com seu roteiro senão cantar, e como sabe fazer isso. Tudo está perdido ao meu ver? Não, eu acredito que mesmo este Coringa sendo um filme capenga, visualmente é bonito, descartando metade das músicas se aproveita o musical. Nada impactante de fato, com exceção dos devaneios de Arthur com o seu alter ego, seja massacrando gente ou dançando e cantando. Aliás, Joaquin é de fato um excelente ator, também não tem culpa, tem talento. Deixemos tudo de lado, o filme é entretenimento bom? Não, nem isso. O filme não empolga, mesmo que ignorássemos todas as outras desqualificações, o filme é morto, mortinho, é como se pegássemos a melancolia do primeiro(que funcionou excelentemente bem) e colocássemos um roteiro pífio e músicas encaixadas.
Ah, esse é muito bom. Não por ser uma big história, mas por ser uma fantasia original, ter personagens notáveis, piadas simples mas, criativas. Enfim, Michael Keaton como Beetlejuice é memorável, a gótica Winona, a inocência de Geena e Alec, sei lá, é muita nostalgia. E sim, o que fica mais no universo de Tim Burton é a plástica, cenário, maquiagem, enfim.
Pense num cineasta plástico bom, é o Tim Burton. Eu não curto tanto as histórias, porque de fato não sabe contar, não é envolvente. Então, acho que ele funciona bem para memórias infantis, exatamente. Os Fantasmas se divertem para mim é uma excelente memória da infância(vi em tempo real lá nos anos 80) e ficou na mente tanto quanto Edward Mãos de Tesoura, mas revendo adulta, é só um passatempo. Beetlejuice 2 acabei de ver no cinema numa sala solitária, só tinha eu na sessão, vai ficar na memória de novo, mas só como reforço daquilo que já era lembrança boa. Cheio de referências e também algumas cenas icônicas como da Delores se remendando ao som de Tragedy, ou do besouro suco narrando em italiano sua história, não é pra se levar tão a sério(como o primeiro), é uma curtição rever Beetlejuice(gosto desse patife imortalizado por Keaton).
A série é bem ruim. Mas, vamos falar sobre roteiro, uma penca de personagens péssimos onde o culpado por um crime culposo é o melhor ser humano disso tudo. Sim, a escrita falhou demais. O vento tinha que ser mais forte e levar esses mínions tudo pro buraco do inferno.
Eu sou boa em assistir filmes de tudo quanto é natureza, sou fãzaça de David Lynch, por exemplo, cujo roteiro tem quem não aguente 20 minutos. Mas, apesar de reconhecer algumas qualidades cinematográficas em Longlegs, como a direção, interpretações, fotografia, maquiagem e uma certa atmosfera de terror psicológico, além de simbolismos discretos para contar a história(sim, reconheço), para mim a atmosfera de terror é mais melancólica que assustadora ou mesmo nem chegou a ser desconfortável e angustiante como costumo apreciar nesse tipo de filme. Confesso que com 30 minutos eu dormi, é...dormi e acordei com um jump scare que pelo menos, cutucou minha adrenalina e me fez voltar. Se espera desvendar o mistério, ou pelo menos parte dele, mas já não causava mais o impacto. É isso, talvez outros tenham o envolvimento, em mim não foi.
Shyamalan, que bom seria ter só sua direção nas obras. Deixa o roteiro para quem tem a mente mais adulta, homem. Eu sempre vejo os filmes dele, porque gosto da ideia central e sei que ele coloca as vezes sua marca e elementos interessantes, mas entre um filme razoável e um bom, vem outro fraco. Trap me fez ficar quase 2 horas vendo copia indiana da Taylor Swift e seus fãs cantarem num show e só agradeço por algumas risadas que dei com o Josh e seu personagem carniceiro açougueiro zombeteiro. Enfim, obra ingênua demais, assim como fez em Tempo, a impressão é que o velho Shya tá nos tachando de crianças.
Ai, que medo bom! Alvarez tem o poder de transformar um filme inteiro em cenas de terror interessantes, ainda que pareçam previsíveis, nunca são. Romulus é Alien raiz, bebe da fonte certa do suspense, ação e horror. Além disso, filme bonito demais, bichos tão feios de bonitos e agonizantes. Prazer em ver no telão.
O fato, acho eu, é que as pessoas gostam de assistir coisas que falem de dores existenciais e aquilo que se identificam. Sim, pode parecer chocante(e é), mas não deixa de ser uma parte de nós o fato de estarmos afinados nas dores de Donny e também em Marta. Em normalidade, não saímos por aí expurgando tudo como a antagonista, mas decerto, pensamos horrores, julgamos. Então, as atitudes extremistas de ambas as partes(sim, ela explode violência através do ódio) e ele reluta em atacar o inimigo até que o leve ao limite, então, vai ignorando ou se escondendo. Há sim um reflexo no espelho, ambos se reconhecem como menores, sem valor e a forma de atacar esses traumas e frustrações é de forma pessoal, diferente e, claro, bem errada. Episódios bem escritos, tensão minuto a minuto, um pouco de riso e muito de ansiedade, mas tudo muito palpável, mesmo que parecendo surreal pelos exageros, na verdade é real, possível e a escrita soube promover isso. Bebê Rena é dolorosamente adorável.
A série é ótima, boas atuações e eu só não dei 5 estrelas porque falta um desenvolvimento mais abrangente para a história ficar redondinha e satisfatória. Não precisa ser didático pra não infantilizar o roteiro, mas mistérios demais, sem pistas bem amarradas, podem gerar confusão e desestimular a gente. Mesmo que eu tenha deixado passar algo num ou noutro episódio, seria importante reiterar em outras passagens alguns dados importantes e que sejam cruciais para explicar a história, pois mesmo a história sendo simples, a gente quer montar quebra-cabeça sem faltar peças. A motivação do "vilão" é interessante, tendo em vista tanta gente em luta por poder e dinheiro e vaidades, lá vai o cara fazer tantas atrocidades por querer ser amado. Nada justifica, mas é interessante. Achei o final coerente com tudo apresentado, porque desde o início fixaram a ideia de imaturidade do Elias e de seus traumas, o que só poderia ser resolvido com algo clichê mesmo, um depoimento de si mesmo e um abraço de amor de mãe. Além disso, todos os detetives em arrependimento contribuíram e se sacrificaram para que houvesse uma chance de mudar o curso no final, inclusive o Dafae e seu corpo plantando a pista principal. Confesso que nunca entendo tudo, mas, em se tratando de uma série, já é legal refletir e se envolver com o mistério.
Ataque Brutal
2.2 113 Assista AgoraSe dependesse de mim, a grávida já tinha virado comida de tubarão desde o início. Tô dizendo, humpf
A Voz de Hind Rajab
4.2 129 Assista AgoraDor, esse sim é um filme de dor real. A voz de Hind Rajab tirou a minha voz, a minha paz, a minha esperança, porque o mais cruel dos inimigos sabe que quando um ser inocente clama, cessa-se fogo. Mas, o que esperar de senhores da guerra? E dos piores, daqueles que acham que crianças são inimigos futuros em potencial e se puder, extermine. Nada mais pode ser dito, o filme vai desde o horror da carnificina em Gaza até a impotência de salvação, isso tudo sem mostrar o sangue explícito, apenas a dor explícita e real do medo, do desespero, do clamor pela voz em busca de salvação. Direção competente, imagens e vozes se entrecruzam na realidade e na retratação fictícia desta , feita por ótimos intérpretes, sentimos a tensão, acreditamos que em tempo real tudo acontece de forma autêntica, triste, dilacerante.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 430 Assista AgoraUma história cheia de dor, mas que não pude sentir, pois me pareceu forçada a isso, não soou espontânea. Fácil se identificar com perdas familiares, ausências, preconceitos, egoísmos, risos, dores, sacrifícios, tudo envolto a natureza, ao bruto, a solidão, ao abandono. Mulheres fortes, homens sensíveis, ou não. Mulheres generosas, homens egoístas, ou não. Tudo aqui, mas tudo sem profundidade.
Mãe
3.6 9Eu na onda das novelas Turcas fui nessa e descubro que tem a original do Japão, da Coreia, até da Espanha e todas trocentas vezes melhores que esta aqui. Mas, fui vendo, porque já tinha visto Minha Menina com a maravilhosa Beren e essa pequena atriz é um arraso. Só ela pra salvar esse desastre. Foi dose pra leão seguir até o fim, porque do episódio 40 em diante, as burrices só aumentavam, não havia lei, justiça, delegado, mãe, vó, advogada, dinheiro, porrada que desse jeito nas atrocidades do Cengiz(muito bem interpretado pelo Berkai) mas em doses cavalares de absurdo não toleráveis. Cansei demais. Cheguei a desejar que a Sule apanhasse mesmo, porque minha dose de feminismo me abandonou. Roteiro muito fraco, desastroso. Vai minhas duas estrelas pra Beren(Melek, Turna).
Tudo Culpa Dela
4.1 309 Assista AgoraÓtima série com estilo novelinha. Sarah Snook se reafirma como excelente atriz de drama, dosando na medida certa a culpa, a tristeza, a raiva, o medo, a dúvida e a decisão. O elenco tá afiado, mas ela se destaca. O plot twist é ótimo sem ser pedante, a tensão é mantida até o fim, e nos importamos com todos ali, pro bem e pro mal.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraA introdução deste filme é tão perfeita, tão agoniante, nostálgica e até engraçada ao mesmo tempo. Quando o carro atravessava a ponte na urbanidade do Recife ao som de If You Leave Me Now(Chicago), o arrepio imediato me teletransportou pra época e disse pra mim mesma, qualquer coisa que vier depois disso é lucro. Não, não foi só lucro, foi um filme maravilhoso mesmo, de ponta a ponta. O Kleber não decepciona, porque é um diretor que sabe o que quer e não deve mexer em nada que perca sua identidade, nem mesmo pra agradar bilheterias ou premiações. Sabe que o reconhecimento vem de quem entende de cinema. Ambientado nos anos 70, no furor ditatorial da época, da violência e sujeira, corrupção, do medo, da ganância dos poderosos, da solidariedade, irmandade, amor, empatia e doses de cultura pop, cult e popular, tudo é magnífico, detalhado, então, a história flui e saímos da sala de cinema com isso atravessado na alma. Wagner é ator demais, impressionante. E o elenco é um primor da espontaneidade, não tem nem o que dizer mais.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 352 Assista AgoraEsse subtítulo ruim brasileiro me fez pensar que o filme seria mais um jogo inspirado nos tantos outros filmes do gênero "arrumando um motivo para matar gente enquanto se diverte e deixa o público aflito com a carnificina". E não é que é muito diferente, só que com um detalhe, a longa caminhada produz uma boa sacada pra fazer bom cinema. Como as cenas e cenários acabam por serem similares ou bem repetitivos, como não poderia deixar de ser durante tantos Km e horas, as técnicas de som, imagem, câmera, atuações, diálogos, são ótimos e bem empregados neste filme. Tá, não é nenhum tratado filosófico genial, não é a intenção aqui, aliás, tudo é trivial, os jovens q ali estão não são de soltar pérolas que vão te fazer explodir a cabeça, mas vai gerar reflexão, mesmo naquilo que já estamos cansado de ouvir, sobre a vida, sobre os jovens, sobre os medos, os ódios, as decepções, as fraquezas e as forças de cada um, sobre sociedade, classes, poder, necessidades básicas e vitais do ser social. As cenas de violência são chocantes, os aspectos humanos da necessidade fisiológica, doenças, corpo, fluidos e tudo mais q nos torna essencialmente humanos ou fisicamente seres vivos estão explorados no trajeto. Os sons das passadas, o ofegar, o choro, e claro, sem querer desmerecer o elenco que tá ótimo, o olho do público se enternece com Peter e com Ray, afinadíssimos. Pode seguir o trajeto, é ótimo.
Servant (2ª Temporada)
3.5 99Eu dou 2 estrelas pra essa série porque ainda instiga um mistério e a direção é razoável, mas mesmo eu gostando de personagens Non sense, é meio duro de engolir a Dorothy. Aliás, é bem duro de engolir todos os personagens comprando a nóia dela como se fosse uma criança, bem, é isso que alimenta a história. Aliás, o Kebbell se especializa em fazer o cara que tá sempre apertado com suas mulheres, lhe cai bem o tom preocupado e esquentado ao mesmo tempo. Rupert divide a palhaçada, a atriz q faz a Leanne mantém o tom misterioso mas cansativo, a série é bagunçada, esquenta e esfria, roda, roda e não sai do canto, enfim, ainda assim, é menos ruim que muita coisa que está no streaming. Continuemos.
Superman
3.6 916 Assista AgoraÉ impressionante o quanto estou cansada de filmes de heróis, já não vou mais ao cinema ver, mas o Superman me atrai num tanto, esse ET, imigrante, Kryptoniano perfeito demais pra um homem, tendo até que colocar o Super na frente rs. Este é um filme ótimo, apesar de na primeira metade um tanto desorganizado, as vezes maçante, mas depois vai fluindo com todo o charme, beleza e paixão que tem esse personagem mais humano que a maioria dos humanos. A turma da liga da justiça, tão disfuncional, mas que exatamente por isso funciona ali contrabalanceando a bondade e justiça irretocável do personagem central, do contrário, uma surra no criminoso não seria possível, e neste sentido, viva o super cão, que lava a alma de quem não tem paciência pra ver Luthor se gabando de ser "superior". Até chorei ao final, o que não é comum em minha mente calejada de ver o bem vencendo o mal em fantasias. Mas, é uma esperança.
Goyo
3.4 28Argentinos fazem filmes de todo gênero maravilhosos. Esse, trabalha um romance autista de forma tão natural, emocionante, engraçado e real. Dá gosto de ver. As interpretações são ótimas. Vai fundo.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraNão sou jogadora de nada, nem de dama, mas como série TLOU é bem boa de se acompanhar. A primeira temporada foi bem melhor mesmo, não há o que se discutir. A história é bem contada de maneira a ser compreendida por todos, dosada no drama, na ação, no humor, nos efeitos e apresentou personagens interessantes e texto coerente e nada óbvio. Os infectados são maravilhosos. Já esta segunda temporada faltou quase tudo que citei, dosou mal o drama, o humor, não apresentou muito bem os personagens, não deu carisma a nenhum deles, a Bella pouco pode fazer com a Ellie que não evoluiu tanto quanto eu esperava e não é culpa da atriz, ótima por sinal, fez o que pôde.. O núcleo jovem não teve um contraponto com o núcleo mais velho e acho isso um erro, já que perdemos o Joel(aliás, Pedro, que falta) e ele era o equilíbrio neste aspecto. Efeitos e cenas de ação muito aquém da primeira temporada e história irregular. Foi uma temporada de transição, tá na cara, mas pela espera de 2 anos, acho absurdo. Não faço questão de engolir a história da Abby depois da sua vingança de ódio e desproporcional, ela que volte a fazer vilania com o vinagre de maçã lá. Desse um tiro explodindo a cabeça do Joel, mas não, tinha que torturar na frente da Ellie. 😜
Um Completo Desconhecido
3.5 235 Assista AgoraFui assistir a Um Completo Desconhecido ontem e que filme FODA. Amo Bob Dylan e estava com medo de vir mais uma cinebiografia pautada em sensacionalismo barato sobre um personagem famoso da vida real, mas não, a sensação que tive é de que saí do filme entendendo o Dylan como já o entendia antes, um gênio da música, um poeta com letras que permeavam filosofia, política, amor, nada de lugar comum, mas, ainda assim desconhecido, no sentido de não facilmente penetrável em sua personalidade. Que ótimo. Mostrou naturalmente o mistério da persona, a simplicidade e conflitos normais, sem forçar nenhum problema pessoal dramático como a gente vê na maioria das biografias de artistas por aí. Bob não precisa de enfeite, ele é interessante por si mesmo. A gente ouve uma música atrás da outra e não cansa, o figurino e o cenário consegue nos transportar para os anos 60 com vigor. E o Chalamet hein? Eu disse que não aguentava mais ele e seus olhinhos caídos em filmes gigantes por aí, mas volto atrás, encarnou o personagem com tanto capricho, com camadas, com respeito e honrou Dylan. Perfeito. Além de todo o elenco, fiquei arrebatada com o Norton, me diverti como Holdbrook, me encantei por Monica e Elle e me emocionei com cada cena.
Pinguim (1ª Temporada)
4.4 293 Assista AgoraNão à toa que quando assisti The Batman o que me atraiu mais no filme foram os arredores do Pinguim. Então, me vem o que considero a melhor série do ano, quando eu já estava há alguns anos irritada e cansada de filmes e séries de heróis e nem queria saber nada deste universo.
Bom, assim se revela um personagem, um vilão, quando a preocupação é contar uma boa história e ao mesmo tempo abrir o psicológico do sujeito nas suas interações com outros personagens, suas ações reveladoras e sem complicar. Aliás, a série é muito clara sem ser banal, é fácil de digerir os episódios e ver os acontecimentos lógicos e bem montados, os diálogos bem explanados, enfim, uma explosão de cenas incríveis. Que maravilha de atuação do Farrell, da Milioti e grande elenco, uma entrega. E a produção, designer, direção, fotografia de encher os olhos e a alma, trilha sonora(UAU). Aqui não tem que passar a mão na cabeça de vilão não, não tem que transformá-lo em anti-herói nem qualquer desespero pela simpatia do público, aqui se mostra o que ele é, mesmo que tenha sido a cria de um contexto desde a infância e tenha um super carisma, Pinguim é um vilãozão bem próximo da realidade.
Os Quatro da Candelária
3.9 46Faltava o último episódio e o assisti agora. Difícil digerir. Ainda mais eu que passo as vezes por volta dessa Igreja e não tem como ignorar o massacre de crianças cruel e desesperador que ali ocorreu. Gostei da série, porque escolheu abordar a humanização dos seres invisíveis que moram nas ruas, seus sentimentos, sonhos, qualidades, defeitos, suas relações entre diversos grupos, inclusive aqueles que não fazem parte do seu mundo e corriqueiramente os sugam como vampiros, e os normalizam naquela situação, ou pior, desejam que ali estejam para poder exercer poderes sobre eles. Injustiças sociais são projetos de uma camada que quer ficar por cima e dane-se o alto índice de criminalidade, pois essa se resolve criando presídios ou fazendo chacinas. A série não razoabiliza nada, não deixa de mostrar a crueldade e casca dura já internalizada nestes jovens e como o crime afeta a todos, porém, ao dar um capítulo a cada um desses personagens, ao conhecermos melhor o que poderiam ter sido se tivessem chance de viver uma vida decente e justa, entende-se o quanto se perdeu matando crianças nesse crime horrendo. E as atuações desses jovens, meu Deus! Perfeita.
Maníaco do Parque
2.4 351 Assista AgoraEu defendo muito o cinema nacional, tem coisas esplendorosas de boas, mas esse é ruim que dói. Já vamos com um pé atrás quando se fala de true crime, porque a tendência a inverdade sensacionalista é certa, mas este aqui é sem impacto nem pro lado do maníaco e nem pro lado das vítimas, não contou uma história mínima de nada, não desenvolveu personagem nenhum, caricaturou a premissa jornalística para servir de suporte e no fim piorou mais. Faltou coragem total para assumir o monstro como monstro e as vítimas como realmente caíram no horror de suas vidas. A gente torce por um documentário bem produzido sobre um dos casos mais sinistros de serial killer no Brasil da próxima vez.
Coringa: Delírio a Dois
2.5 925 Assista AgoraQuem imaginaria que Coringa 2 seria o julgamento de Arthur Fleck? Ou, mesmo musicado antes de sabermos disso pela mídia, claro? Bom, o pior do filme não é o fato de ser musical(confesse, você achava isso), pois apesar de ter músicas demais em situações não condizentes, a cada instante de diálogos simplórios e as vezes até vazios, talvez algumas boas canções sirvam para distração da falta de inspiração de Todd Phillips, ou mesmo de uma suposta provocação de Todd como já disseram por aí, que ele queria desconstruir a falácia sobre o primeiro filme, de que Coringa era o herói, a vítima social, mas se foi isso, errou de novo, pois aqui Coringa continua sendo vítima social e até vítima de uma mulher maluca, oportunista, enfim, não é assim que se pinta o quadro dos chamados incels? Lady Gaga atua razoavelmente bem, mas não tem muito o que fazer com seu roteiro senão cantar, e como sabe fazer isso. Tudo está perdido ao meu ver? Não, eu acredito que mesmo este Coringa sendo um filme capenga, visualmente é bonito, descartando metade das músicas se aproveita o musical. Nada impactante de fato, com exceção dos devaneios de Arthur com o seu alter ego, seja massacrando gente ou dançando e cantando. Aliás, Joaquin é de fato um excelente ator, também não tem culpa, tem talento. Deixemos tudo de lado, o filme é entretenimento bom? Não, nem isso. O filme não empolga, mesmo que ignorássemos todas as outras desqualificações, o filme é morto, mortinho, é como se pegássemos a melancolia do primeiro(que funcionou excelentemente bem) e colocássemos um roteiro pífio e músicas encaixadas.
Os Fantasmas Se Divertem
3.9 1,8K Assista AgoraAh, esse é muito bom. Não por ser uma big história, mas por ser uma fantasia original, ter personagens notáveis, piadas simples mas, criativas. Enfim, Michael Keaton como Beetlejuice é memorável, a gótica Winona, a inocência de Geena e Alec, sei lá, é muita nostalgia. E sim, o que fica mais no universo de Tim Burton é a plástica, cenário, maquiagem, enfim.
Os Fantasmas Ainda Se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice
3.4 591 Assista AgoraPense num cineasta plástico bom, é o Tim Burton. Eu não curto tanto as histórias, porque de fato não sabe contar, não é envolvente. Então, acho que ele funciona bem para memórias infantis, exatamente. Os Fantasmas se divertem para mim é uma excelente memória da infância(vi em tempo real lá nos anos 80) e ficou na mente tanto quanto Edward Mãos de Tesoura, mas revendo adulta, é só um passatempo. Beetlejuice 2 acabei de ver no cinema numa sala solitária, só tinha eu na sessão, vai ficar na memória de novo, mas só como reforço daquilo que já era lembrança boa. Cheio de referências e também algumas cenas icônicas como da Delores se remendando ao som de Tragedy, ou do besouro suco narrando em italiano sua história, não é pra se levar tão a sério(como o primeiro), é uma curtição rever Beetlejuice(gosto desse patife imortalizado por Keaton).
Depois do Acidente (1ª Temporada)
2.8 34 Assista AgoraA série é bem ruim. Mas, vamos falar sobre roteiro, uma penca de personagens péssimos onde o culpado por um crime culposo é o melhor ser humano disso tudo. Sim, a escrita falhou demais. O vento tinha que ser mais forte e levar esses mínions tudo pro buraco do inferno.
Longlegs: Vínculo Mortal
3.2 938 Assista AgoraEu sou boa em assistir filmes de tudo quanto é natureza, sou fãzaça de David Lynch, por exemplo, cujo roteiro tem quem não aguente 20 minutos. Mas, apesar de reconhecer algumas qualidades cinematográficas em Longlegs, como a direção, interpretações, fotografia, maquiagem e uma certa atmosfera de terror psicológico, além de simbolismos discretos para contar a história(sim, reconheço), para mim a atmosfera de terror é mais melancólica que assustadora ou mesmo nem chegou a ser desconfortável e angustiante como costumo apreciar nesse tipo de filme. Confesso que com 30 minutos eu dormi, é...dormi e acordei com um jump scare que pelo menos, cutucou minha adrenalina e me fez voltar. Se espera desvendar o mistério, ou pelo menos parte dele, mas já não causava mais o impacto. É isso, talvez outros tenham o envolvimento, em mim não foi.
Armadilha
2.7 874 Assista AgoraShyamalan, que bom seria ter só sua direção nas obras. Deixa o roteiro para quem tem a mente mais adulta, homem. Eu sempre vejo os filmes dele, porque gosto da ideia central e sei que ele coloca as vezes sua marca e elementos interessantes, mas entre um filme razoável e um bom, vem outro fraco. Trap me fez ficar quase 2 horas vendo copia indiana da Taylor Swift e seus fãs cantarem num show e só agradeço por algumas risadas que dei com o Josh e seu personagem carniceiro açougueiro zombeteiro. Enfim, obra ingênua demais, assim como fez em Tempo, a impressão é que o velho Shya tá nos tachando de crianças.
Alien: Romulus
3.7 762 Assista AgoraAi, que medo bom! Alvarez tem o poder de transformar um filme inteiro em cenas de terror interessantes, ainda que pareçam previsíveis, nunca são. Romulus é Alien raiz, bebe da fonte certa do suspense, ação e horror. Além disso, filme bonito demais, bichos tão feios de bonitos e agonizantes. Prazer em ver no telão.
Bebê Rena
4.0 634 Assista AgoraO fato, acho eu, é que as pessoas gostam de assistir coisas que falem de dores existenciais e aquilo que se identificam. Sim, pode parecer chocante(e é), mas não deixa de ser uma parte de nós o fato de estarmos afinados nas dores de Donny e também em Marta. Em normalidade, não saímos por aí expurgando tudo como a antagonista, mas decerto, pensamos horrores, julgamos. Então, as atitudes extremistas de ambas as partes(sim, ela explode violência através do ódio) e ele reluta em atacar o inimigo até que o leve ao limite, então, vai ignorando ou se escondendo. Há sim um reflexo no espelho, ambos se reconhecem como menores, sem valor e a forma de atacar esses traumas e frustrações é de forma pessoal, diferente e, claro, bem errada. Episódios bem escritos, tensão minuto a minuto, um pouco de riso e muito de ansiedade, mas tudo muito palpável, mesmo que parecendo surreal pelos exageros, na verdade é real, possível e a escrita soube promover isso. Bebê Rena é dolorosamente adorável.
Corpos
3.7 107 Assista AgoraA série é ótima, boas atuações e eu só não dei 5 estrelas porque falta um desenvolvimento mais abrangente para a história ficar redondinha e satisfatória. Não precisa ser didático pra não infantilizar o roteiro, mas mistérios demais, sem pistas bem amarradas, podem gerar confusão e desestimular a gente. Mesmo que eu tenha deixado passar algo num ou noutro episódio, seria importante reiterar em outras passagens alguns dados importantes e que sejam cruciais para explicar a história, pois mesmo a história sendo simples, a gente quer montar quebra-cabeça sem faltar peças. A motivação do "vilão" é interessante, tendo em vista tanta gente em luta por poder e dinheiro e vaidades, lá vai o cara fazer tantas atrocidades por querer ser amado. Nada justifica, mas é interessante. Achei o final coerente com tudo apresentado, porque desde o início fixaram a ideia de imaturidade do Elias e de seus traumas, o que só poderia ser resolvido com algo clichê mesmo, um depoimento de si mesmo e um abraço de amor de mãe. Além disso, todos os detetives em arrependimento contribuíram e se sacrificaram para que houvesse uma chance de mudar o curso no final, inclusive o Dafae e seu corpo plantando a pista principal. Confesso que nunca entendo tudo, mas, em se tratando de uma série, já é legal refletir e se envolver com o mistério.