A lição de vida que Hirayama dá nesse filme sem quase nem falar está nos pequenos detalhes. O filme é incrível, lindo, sensível, simples, assim como a forma de lidar com todo entorno da vida, nem sempre é simples, mas a gente tenta, basta ser humano, basta ser empático, basta se envolver na medida certa. O que o ator Kōji Yakusho faz aqui é talento desmedido, singular, expressivo no cotidiano de seu personagem, quase sempre de bem, feliz, as vezes com uma dor que pulsa, mas não toma mais espaço do que deveria.
Nenhuma história se sustenta só num bom vilão, esses produtores deveriam saber disso ao querer mexer com uma obra como Cabo do Medo. Tem que ter contraponto e contra-ataque, tem que ter gente sustentando bem as motivações do vilão do outro lado e rebatendo a altura. Não aconteceu aqui, simplesmente porque a família é insuportável, e cada um deles são irritantes. Javier faz o que pode, porque se der um roteiro pra ele interpretar uma árvore falante num filme ruim, essa árvore vai ser frutífera. Concordo que a embalagem é bem bonita, a direção capricha, os elementos de cor, trilha, câmera são instigantes, mas o medo cedeu lugar a raiva.
Digo que não vejo mais filmes de super heróis, mas tem alguns que não me deixam parar, claro que é o Aranha. É o mais humanizado e próximo da minha vida, é uma simpatia, é master na luta e nos voos de teias acrobáticas. A história é simples, mas não é simplória, a vida nova e madura deste Homem Aranha ganha um toque especial em meios aos conflitos pessoais, perdas, solidão, é...aqui Peter teve que aprender a lidar com os desfalques da mente, da alma e do corpo. E, ainda por cima juntar o Justiceiro foi uma sacada de encaixe perfeito, que dupla! Além, de podermos ver MJ e Ned voltarem pra vida do Peter devagar, mas com uma esperança daquelas. E, ainda tem o "vilão" que a priori dá um medo dos poderes imparáveis, mas logo vamos descobrindo a charada. Bom demais.
Cena que me fez chorar, aquela que ele é enganado no amor, pela esperança perdida do fundo do coração. E que me fez sorrir, a que a esperança volta.
Já faz um tempo que vi, mas vou aproveitar que hoje fiz meus pareceres não especializados por aí e dizer, Backrooms tinha tudo pra ser ótimo, mas na segunda metade do filme resolveram dar palco pra dilemas dos personagens nas vias do terror psicológico e ficou meio enfadonho.
Precisava de um roteiro que fosse além das salas? Acho que sim, acho que num longa de terror é desejável colocar seus personagens em foco, fazer estudo deles, não necessariamente colocá-los em uma trama toda certinha, mas pelo menos mais envolvente e menos enigmática por tanto tempo. Deixa o enigma pras salas, estas de fato são melhores quando mantem-se o mistério, quando o barato é essa sensação de bizarrice, de estranheza, de claustrofobia, de significados subjetivos e claro, um susto aqui e outro acolá com a criatura que nunca se sabe muito bem o que é.
No geral, o que me agradou no roteiro foi a deixa de que o maior fantasma num quarto escuro é sua mente, então tudo que é visto não é a criatura, mas sim é criação sua. Passar a eternidade preso a isso é horrível e então, backrooms se torna mais interessante pra papear com os amigos por aí, do que pra assistir. Vou ver os curtas.
Não posso trair meus princípios de dar nota só para o saudosismo. Fui uma criança que viu o primeiro episódio do He-Man estrear(véinha sim) e não perdia um episódio e repetia episódios, aliás, foi assim com muitos desenhos na grade infantil dos anos 80 e 90. Mas, o filme não produz o mesmo efeito, não só por ser adulta e cobrar mais, mas porque é bem galhofa. Me diverti com cenas com algumas piadas, em rever os personagens e suas roupagens, gostei das atuações, zoei com a zoeira do esqueleto, mas não é suficiente pra vibrar.
Fui esperando ver Nolan e saí com vibe de Nolan. A Odisseia me deixou mais pensativa e maravilhada que emocionada, porém, não parei um segundo de apreciar, focar, imergir no filme. Eu gosto do que parece ser natural mesmo sendo fantástico e esse é um ponto forte do filme. Atuações afinadíssimas, mas Anne ganhou um prêmio, talvez por ser o auge das emoções q são mais contidas nos outros personagens. Eu achei A Odisseia memorável e isso é um super elogio, sobretudo pela licença poética ao poema de Homero, por adaptar da forma que precisava e danem-se opiniões tendenciosas.
Um filme bem bom, não acho que seja a altura de uma comédia dialógica de autoconhecimento, crítica social e conflitosa estilo Allen, nem mesmo de humor ácido como costumo gostar, mas no geral, traz boas reflexões sobre vida de casado, especialmente a etapa em que nos tornamos amigos no casamento e inimigos de convivência típica de muitos anos juntos. A carapuça serviu pra mim em partes e acho que pra muitos. Aliás, quem sentiu-se envergonhado tem a ver com a pudorização hipócrita e com as carapuças, não tem problema, mas o filme tá aí pra fazer encarar também e rir, pensar. As atuações são ótimas, excelente elenco, Penélope lindíssima, Olivia uma graça, Norton e Seth no encaixe, enfim, bem bom.
Duas primeira temporadas foram boas, a terceira regular e essa última, meu Deus, me salva dessa mania de mesmo entendendo que a série tá uma m$rda, querer completar o ciclo. Foi escrita por um menino de 10 anos, foi?
Eu gostei demais. Não sei se gosto tanto de rir em meio ao terror, mas quando isso é feito de forma a não quebrar o ritmo, saem pérolas. Jordan Peele, Zach Cregger são ótimos nisso e agora, com Obsessão, temos o jovem Curry Barker.
O terror quando traz o desconforto numa boa história é ótimo, mas quando ainda traz o principal que é o medo, fica excelente. Esse filme consegue isso, e além disso introduz elementos novos, ousa na criação, o escuro, por exemplo, usualmente esconde o feio, faz o mistério, mas aqui ele simboliza a alma perdida da moça, numa silhueta escura e que a gente tenta ver mais, porém, dicotomicamente com medo de ver o pior.
Os movimentos bizarros, a câmera revelando o comportamento à distância da Nikki em várias situações q deixam a gente assustado com a mudança progressiva dela. Sustos bem empregados, tem um que ó, dei pulo. Aliás, essa atriz, Indi, é colossal.
Não vou me meter a falar de como o Bear é babaca, já tem gente demais falando disso, e claro, é um ponto essencial pra história fazer sentido nos novos tempos, e relações sociais, românticas e gerar discussões que vão além do horror metafísico. Mas, o que me pegou mesmo no filme foi a ousadia e a criação. Amo originalidade.
Final foi digno demais. A temporada foi ótima como as outras, só perdendo pra primeira e segunda que são excelentes. O Homelander teve a máscara caída da melhor forma possível, no último nível de quem ele de fato é, um covarde patético que só não é pior que o Deep, porque era poderosíssimo. A série não teve medo de mergulhar nisso, mesmo que desagradasse algum fandom. As piadas funcionaram no nível ácido de sempre, pró ridicularização dos disfuncionais, revoltados, justiceiros e claros, fascistoides sociais dos últimos tempos e de todos os tempos também. É uma série ótima, com atuações muito boas, principalmente do Antony e do Karl.
Dor, esse sim é um filme de dor real. A voz de Hind Rajab tirou a minha voz, a minha paz, a minha esperança, porque o mais cruel dos inimigos sabe que quando um ser inocente clama, cessa-se fogo. Mas, o que esperar de senhores da guerra? E dos piores, daqueles que acham que crianças são inimigos futuros em potencial e se puder, extermine. Nada mais pode ser dito, o filme vai desde o horror da carnificina em Gaza até a impotência de salvação, isso tudo sem mostrar o sangue explícito, apenas a dor explícita e real do medo, do desespero, do clamor pela voz em busca de salvação. Direção competente, imagens e vozes se entrecruzam na realidade e na retratação fictícia desta , feita por ótimos intérpretes, sentimos a tensão, acreditamos que em tempo real tudo acontece de forma autêntica, triste, dilacerante.
Uma história cheia de dor, mas que não pude sentir, pois me pareceu forçada a isso, não soou espontânea. Fácil se identificar com perdas familiares, ausências, preconceitos, egoísmos, risos, dores, sacrifícios, tudo envolto a natureza, ao bruto, a solidão, ao abandono. Mulheres fortes, homens sensíveis, ou não. Mulheres generosas, homens egoístas, ou não. Tudo aqui, mas tudo sem profundidade.
Eu na onda das novelas Turcas fui nessa e descubro que tem a original do Japão, da Coreia, até da Espanha e todas trocentas vezes melhores que esta aqui. Mas, fui vendo, porque já tinha visto Minha Menina com a maravilhosa Beren e essa pequena atriz é um arraso. Só ela pra salvar esse desastre. Foi dose pra leão seguir até o fim, porque do episódio 40 em diante, as burrices só aumentavam, não havia lei, justiça, delegado, mãe, vó, advogada, dinheiro, porrada que desse jeito nas atrocidades do Cengiz(muito bem interpretado pelo Berkai) mas em doses cavalares de absurdo não toleráveis. Cansei demais. Cheguei a desejar que a Sule apanhasse mesmo, porque minha dose de feminismo me abandonou. Roteiro muito fraco, desastroso. Vai minhas duas estrelas pra Beren(Melek, Turna).
Ótima série com estilo novelinha. Sarah Snook se reafirma como excelente atriz de drama, dosando na medida certa a culpa, a tristeza, a raiva, o medo, a dúvida e a decisão. O elenco tá afiado, mas ela se destaca. O plot twist é ótimo sem ser pedante, a tensão é mantida até o fim, e nos importamos com todos ali, pro bem e pro mal.
A introdução deste filme é tão perfeita, tão agoniante, nostálgica e até engraçada ao mesmo tempo. Quando o carro atravessava a ponte na urbanidade do Recife ao som de If You Leave Me Now(Chicago), o arrepio imediato me teletransportou pra época e disse pra mim mesma, qualquer coisa que vier depois disso é lucro. Não, não foi só lucro, foi um filme maravilhoso mesmo, de ponta a ponta. O Kleber não decepciona, porque é um diretor que sabe o que quer e não deve mexer em nada que perca sua identidade, nem mesmo pra agradar bilheterias ou premiações. Sabe que o reconhecimento vem de quem entende de cinema. Ambientado nos anos 70, no furor ditatorial da época, da violência e sujeira, corrupção, do medo, da ganância dos poderosos, da solidariedade, irmandade, amor, empatia e doses de cultura pop, cult e popular, tudo é magnífico, detalhado, então, a história flui e saímos da sala de cinema com isso atravessado na alma. Wagner é ator demais, impressionante. E o elenco é um primor da espontaneidade, não tem nem o que dizer mais.
Esse subtítulo ruim brasileiro me fez pensar que o filme seria mais um jogo inspirado nos tantos outros filmes do gênero "arrumando um motivo para matar gente enquanto se diverte e deixa o público aflito com a carnificina". E não é que é muito diferente, só que com um detalhe, a longa caminhada produz uma boa sacada pra fazer bom cinema. Como as cenas e cenários acabam por serem similares ou bem repetitivos, como não poderia deixar de ser durante tantos Km e horas, as técnicas de som, imagem, câmera, atuações, diálogos, são ótimos e bem empregados neste filme. Tá, não é nenhum tratado filosófico genial, não é a intenção aqui, aliás, tudo é trivial, os jovens q ali estão não são de soltar pérolas que vão te fazer explodir a cabeça, mas vai gerar reflexão, mesmo naquilo que já estamos cansado de ouvir, sobre a vida, sobre os jovens, sobre os medos, os ódios, as decepções, as fraquezas e as forças de cada um, sobre sociedade, classes, poder, necessidades básicas e vitais do ser social. As cenas de violência são chocantes, os aspectos humanos da necessidade fisiológica, doenças, corpo, fluidos e tudo mais q nos torna essencialmente humanos ou fisicamente seres vivos estão explorados no trajeto. Os sons das passadas, o ofegar, o choro, e claro, sem querer desmerecer o elenco que tá ótimo, o olho do público se enternece com Peter e com Ray, afinadíssimos. Pode seguir o trajeto, é ótimo.
Eu dou 2 estrelas pra essa série porque ainda instiga um mistério e a direção é razoável, mas mesmo eu gostando de personagens Non sense, é meio duro de engolir a Dorothy. Aliás, é bem duro de engolir todos os personagens comprando a nóia dela como se fosse uma criança, bem, é isso que alimenta a história. Aliás, o Kebbell se especializa em fazer o cara que tá sempre apertado com suas mulheres, lhe cai bem o tom preocupado e esquentado ao mesmo tempo. Rupert divide a palhaçada, a atriz q faz a Leanne mantém o tom misterioso mas cansativo, a série é bagunçada, esquenta e esfria, roda, roda e não sai do canto, enfim, ainda assim, é menos ruim que muita coisa que está no streaming. Continuemos.
É impressionante o quanto estou cansada de filmes de heróis, já não vou mais ao cinema ver, mas o Superman me atrai num tanto, esse ET, imigrante, Kryptoniano perfeito demais pra um homem, tendo até que colocar o Super na frente rs. Este é um filme ótimo, apesar de na primeira metade um tanto desorganizado, as vezes maçante, mas depois vai fluindo com todo o charme, beleza e paixão que tem esse personagem mais humano que a maioria dos humanos. A turma da liga da justiça, tão disfuncional, mas que exatamente por isso funciona ali contrabalanceando a bondade e justiça irretocável do personagem central, do contrário, uma surra no criminoso não seria possível, e neste sentido, viva o super cão, que lava a alma de quem não tem paciência pra ver Luthor se gabando de ser "superior". Até chorei ao final, o que não é comum em minha mente calejada de ver o bem vencendo o mal em fantasias. Mas, é uma esperança.
Argentinos fazem filmes de todo gênero maravilhosos. Esse, trabalha um romance autista de forma tão natural, emocionante, engraçado e real. Dá gosto de ver. As interpretações são ótimas. Vai fundo.
Não sou jogadora de nada, nem de dama, mas como série TLOU é bem boa de se acompanhar. A primeira temporada foi bem melhor mesmo, não há o que se discutir. A história é bem contada de maneira a ser compreendida por todos, dosada no drama, na ação, no humor, nos efeitos e apresentou personagens interessantes e texto coerente e nada óbvio. Os infectados são maravilhosos. Já esta segunda temporada faltou quase tudo que citei, dosou mal o drama, o humor, não apresentou muito bem os personagens, não deu carisma a nenhum deles, a Bella pouco pode fazer com a Ellie que não evoluiu tanto quanto eu esperava e não é culpa da atriz, ótima por sinal, fez o que pôde.. O núcleo jovem não teve um contraponto com o núcleo mais velho e acho isso um erro, já que perdemos o Joel(aliás, Pedro, que falta) e ele era o equilíbrio neste aspecto. Efeitos e cenas de ação muito aquém da primeira temporada e história irregular. Foi uma temporada de transição, tá na cara, mas pela espera de 2 anos, acho absurdo. Não faço questão de engolir a história da Abby depois da sua vingança de ódio e desproporcional, ela que volte a fazer vilania com o vinagre de maçã lá. Desse um tiro explodindo a cabeça do Joel, mas não, tinha que torturar na frente da Ellie. 😜
Fui assistir a Um Completo Desconhecido ontem e que filme FODA. Amo Bob Dylan e estava com medo de vir mais uma cinebiografia pautada em sensacionalismo barato sobre um personagem famoso da vida real, mas não, a sensação que tive é de que saí do filme entendendo o Dylan como já o entendia antes, um gênio da música, um poeta com letras que permeavam filosofia, política, amor, nada de lugar comum, mas, ainda assim desconhecido, no sentido de não facilmente penetrável em sua personalidade. Que ótimo. Mostrou naturalmente o mistério da persona, a simplicidade e conflitos normais, sem forçar nenhum problema pessoal dramático como a gente vê na maioria das biografias de artistas por aí. Bob não precisa de enfeite, ele é interessante por si mesmo. A gente ouve uma música atrás da outra e não cansa, o figurino e o cenário consegue nos transportar para os anos 60 com vigor. E o Chalamet hein? Eu disse que não aguentava mais ele e seus olhinhos caídos em filmes gigantes por aí, mas volto atrás, encarnou o personagem com tanto capricho, com camadas, com respeito e honrou Dylan. Perfeito. Além de todo o elenco, fiquei arrebatada com o Norton, me diverti como Holdbrook, me encantei por Monica e Elle e me emocionei com cada cena.
Não à toa que quando assisti The Batman o que me atraiu mais no filme foram os arredores do Pinguim. Então, me vem o que considero a melhor série do ano, quando eu já estava há alguns anos irritada e cansada de filmes e séries de heróis e nem queria saber nada deste universo. Bom, assim se revela um personagem, um vilão, quando a preocupação é contar uma boa história e ao mesmo tempo abrir o psicológico do sujeito nas suas interações com outros personagens, suas ações reveladoras e sem complicar. Aliás, a série é muito clara sem ser banal, é fácil de digerir os episódios e ver os acontecimentos lógicos e bem montados, os diálogos bem explanados, enfim, uma explosão de cenas incríveis. Que maravilha de atuação do Farrell, da Milioti e grande elenco, uma entrega. E a produção, designer, direção, fotografia de encher os olhos e a alma, trilha sonora(UAU). Aqui não tem que passar a mão na cabeça de vilão não, não tem que transformá-lo em anti-herói nem qualquer desespero pela simpatia do público, aqui se mostra o que ele é, mesmo que tenha sido a cria de um contexto desde a infância e tenha um super carisma, Pinguim é um vilãozão bem próximo da realidade.
Faltava o último episódio e o assisti agora. Difícil digerir. Ainda mais eu que passo as vezes por volta dessa Igreja e não tem como ignorar o massacre de crianças cruel e desesperador que ali ocorreu. Gostei da série, porque escolheu abordar a humanização dos seres invisíveis que moram nas ruas, seus sentimentos, sonhos, qualidades, defeitos, suas relações entre diversos grupos, inclusive aqueles que não fazem parte do seu mundo e corriqueiramente os sugam como vampiros, e os normalizam naquela situação, ou pior, desejam que ali estejam para poder exercer poderes sobre eles. Injustiças sociais são projetos de uma camada que quer ficar por cima e dane-se o alto índice de criminalidade, pois essa se resolve criando presídios ou fazendo chacinas. A série não razoabiliza nada, não deixa de mostrar a crueldade e casca dura já internalizada nestes jovens e como o crime afeta a todos, porém, ao dar um capítulo a cada um desses personagens, ao conhecermos melhor o que poderiam ter sido se tivessem chance de viver uma vida decente e justa, entende-se o quanto se perdeu matando crianças nesse crime horrendo. E as atuações desses jovens, meu Deus! Perfeita.
Dias Perfeitos
4.2 632 Assista AgoraA lição de vida que Hirayama dá nesse filme sem quase nem falar está nos pequenos detalhes. O filme é incrível, lindo, sensível, simples, assim como a forma de lidar com todo entorno da vida, nem sempre é simples, mas a gente tenta, basta ser humano, basta ser empático, basta se envolver na medida certa. O que o ator Kōji Yakusho faz aqui é talento desmedido, singular, expressivo no cotidiano de seu personagem, quase sempre de bem, feliz, as vezes com uma dor que pulsa, mas não toma mais espaço do que deveria.
Cabo do Medo
3.4 93 Assista AgoraNenhuma história se sustenta só num bom vilão, esses produtores deveriam saber disso ao querer mexer com uma obra como Cabo do Medo. Tem que ter contraponto e contra-ataque, tem que ter gente sustentando bem as motivações do vilão do outro lado e rebatendo a altura. Não aconteceu aqui, simplesmente porque a família é insuportável, e cada um deles são irritantes. Javier faz o que pode, porque se der um roteiro pra ele interpretar uma árvore falante num filme ruim, essa árvore vai ser frutífera. Concordo que a embalagem é bem bonita, a direção capricha, os elementos de cor, trilha, câmera são instigantes, mas o medo cedeu lugar a raiva.
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 393Digo que não vejo mais filmes de super heróis, mas tem alguns que não me deixam parar, claro que é o Aranha. É o mais humanizado e próximo da minha vida, é uma simpatia, é master na luta e nos voos de teias acrobáticas. A história é simples, mas não é simplória, a vida nova e madura deste Homem Aranha ganha um toque especial em meios aos conflitos pessoais, perdas, solidão, é...aqui Peter teve que aprender a lidar com os desfalques da mente, da alma e do corpo. E, ainda por cima juntar o Justiceiro foi uma sacada de encaixe perfeito, que dupla! Além, de podermos ver MJ e Ned voltarem pra vida do Peter devagar, mas com uma esperança daquelas. E, ainda tem o "vilão" que a priori dá um medo dos poderes imparáveis, mas logo vamos descobrindo a charada. Bom demais.
Cena que me fez chorar, aquela que ele é enganado no amor, pela esperança perdida do fundo do coração. E que me fez sorrir, a que a esperança volta.
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 466 Assista AgoraJá faz um tempo que vi, mas vou aproveitar que hoje fiz meus pareceres não especializados por aí e dizer, Backrooms tinha tudo pra ser ótimo, mas na segunda metade do filme resolveram dar palco pra dilemas dos personagens nas vias do terror psicológico e ficou meio enfadonho.
Precisava de um roteiro que fosse além das salas? Acho que sim, acho que num longa de terror é desejável colocar seus personagens em foco, fazer estudo deles, não necessariamente colocá-los em uma trama toda certinha, mas pelo menos mais envolvente e menos enigmática por tanto tempo. Deixa o enigma pras salas, estas de fato são melhores quando mantem-se o mistério, quando o barato é essa sensação de bizarrice, de estranheza, de claustrofobia, de significados subjetivos e claro, um susto aqui e outro acolá com a criatura que nunca se sabe muito bem o que é.
No geral, o que me agradou no roteiro foi a deixa de que o maior fantasma num quarto escuro é sua mente, então tudo que é visto não é a criatura, mas sim é criação sua. Passar a eternidade preso a isso é horrível e então, backrooms se torna mais interessante pra papear com os amigos por aí, do que pra assistir. Vou ver os curtas.
Mestres do Universo
3.2 462 Assista AgoraNão posso trair meus princípios de dar nota só para o saudosismo. Fui uma criança que viu o primeiro episódio do He-Man estrear(véinha sim) e não perdia um episódio e repetia episódios, aliás, foi assim com muitos desenhos na grade infantil dos anos 80 e 90. Mas, o filme não produz o mesmo efeito, não só por ser adulta e cobrar mais, mas porque é bem galhofa. Me diverti com cenas com algumas piadas, em rever os personagens e suas roupagens, gostei das atuações, zoei com a zoeira do esqueleto, mas não é suficiente pra vibrar.
A Odisseia
4.2 588Fui esperando ver Nolan e saí com vibe de Nolan. A Odisseia me deixou mais pensativa e maravilhada que emocionada, porém, não parei um segundo de apreciar, focar, imergir no filme. Eu gosto do que parece ser natural mesmo sendo fantástico e esse é um ponto forte do filme. Atuações afinadíssimas, mas Anne ganhou um prêmio, talvez por ser o auge das emoções q são mais contidas nos outros personagens. Eu achei A Odisseia memorável e isso é um super elogio, sobretudo pela licença poética ao poema de Homero, por adaptar da forma que precisava e danem-se opiniões tendenciosas.
O Convite
3.9 340 Assista AgoraUm filme bem bom, não acho que seja a altura de uma comédia dialógica de autoconhecimento, crítica social e conflitosa estilo Allen, nem mesmo de humor ácido como costumo gostar, mas no geral, traz boas reflexões sobre vida de casado, especialmente a etapa em que nos tornamos amigos no casamento e inimigos de convivência típica de muitos anos juntos. A carapuça serviu pra mim em partes e acho que pra muitos. Aliás, quem sentiu-se envergonhado tem a ver com a pudorização hipócrita e com as carapuças, não tem problema, mas o filme tá aí pra fazer encarar também e rir, pensar. As atuações são ótimas, excelente elenco, Penélope lindíssima, Olivia uma graça, Norton e Seth no encaixe, enfim, bem bom.
Origem (4ª Temporada)
3.4 121 Assista AgoraDuas primeira temporadas foram boas, a terceira regular e essa última, meu Deus, me salva dessa mania de mesmo entendendo que a série tá uma m$rda, querer completar o ciclo. Foi escrita por um menino de 10 anos, foi?
Obsessão
3.9 942 Assista AgoraEu gostei demais. Não sei se gosto tanto de rir em meio ao terror, mas quando isso é feito de forma a não quebrar o ritmo, saem pérolas. Jordan Peele, Zach Cregger são ótimos nisso e agora, com Obsessão, temos o jovem Curry Barker.
O terror quando traz o desconforto numa boa história é ótimo, mas quando ainda traz o principal que é o medo, fica excelente. Esse filme consegue isso, e além disso introduz elementos novos, ousa na criação, o escuro, por exemplo, usualmente esconde o feio, faz o mistério, mas aqui ele simboliza a alma perdida da moça, numa silhueta escura e que a gente tenta ver mais, porém, dicotomicamente com medo de ver o pior.
Os movimentos bizarros, a câmera revelando o comportamento à distância da Nikki em várias situações q deixam a gente assustado com a mudança progressiva dela. Sustos bem empregados, tem um que ó, dei pulo. Aliás, essa atriz, Indi, é colossal.
Não vou me meter a falar de como o Bear é babaca, já tem gente demais falando disso, e claro, é um ponto essencial pra história fazer sentido nos novos tempos, e relações sociais, românticas e gerar discussões que vão além do horror metafísico. Mas, o que me pegou mesmo no filme foi a ousadia e a criação. Amo originalidade.
The Boys (5ª Temporada)
2.9 316 Assista AgoraFinal foi digno demais. A temporada foi ótima como as outras, só perdendo pra primeira e segunda que são excelentes. O Homelander teve a máscara caída da melhor forma possível, no último nível de quem ele de fato é, um covarde patético que só não é pior que o Deep, porque era poderosíssimo. A série não teve medo de mergulhar nisso, mesmo que desagradasse algum fandom. As piadas funcionaram no nível ácido de sempre, pró ridicularização dos disfuncionais, revoltados, justiceiros e claros, fascistoides sociais dos últimos tempos e de todos os tempos também. É uma série ótima, com atuações muito boas, principalmente do Antony e do Karl.
Ataque Brutal
2.2 135 Assista AgoraSe dependesse de mim, a grávida já tinha virado comida de tubarão desde o início. Tô dizendo, humpf
A Voz de Hind Rajab
4.2 147 Assista AgoraDor, esse sim é um filme de dor real. A voz de Hind Rajab tirou a minha voz, a minha paz, a minha esperança, porque o mais cruel dos inimigos sabe que quando um ser inocente clama, cessa-se fogo. Mas, o que esperar de senhores da guerra? E dos piores, daqueles que acham que crianças são inimigos futuros em potencial e se puder, extermine. Nada mais pode ser dito, o filme vai desde o horror da carnificina em Gaza até a impotência de salvação, isso tudo sem mostrar o sangue explícito, apenas a dor explícita e real do medo, do desespero, do clamor pela voz em busca de salvação. Direção competente, imagens e vozes se entrecruzam na realidade e na retratação fictícia desta , feita por ótimos intérpretes, sentimos a tensão, acreditamos que em tempo real tudo acontece de forma autêntica, triste, dilacerante.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 487 Assista AgoraUma história cheia de dor, mas que não pude sentir, pois me pareceu forçada a isso, não soou espontânea. Fácil se identificar com perdas familiares, ausências, preconceitos, egoísmos, risos, dores, sacrifícios, tudo envolto a natureza, ao bruto, a solidão, ao abandono. Mulheres fortes, homens sensíveis, ou não. Mulheres generosas, homens egoístas, ou não. Tudo aqui, mas tudo sem profundidade.
Mãe
3.6 9Eu na onda das novelas Turcas fui nessa e descubro que tem a original do Japão, da Coreia, até da Espanha e todas trocentas vezes melhores que esta aqui. Mas, fui vendo, porque já tinha visto Minha Menina com a maravilhosa Beren e essa pequena atriz é um arraso. Só ela pra salvar esse desastre. Foi dose pra leão seguir até o fim, porque do episódio 40 em diante, as burrices só aumentavam, não havia lei, justiça, delegado, mãe, vó, advogada, dinheiro, porrada que desse jeito nas atrocidades do Cengiz(muito bem interpretado pelo Berkai) mas em doses cavalares de absurdo não toleráveis. Cansei demais. Cheguei a desejar que a Sule apanhasse mesmo, porque minha dose de feminismo me abandonou. Roteiro muito fraco, desastroso. Vai minhas duas estrelas pra Beren(Melek, Turna).
Tudo Culpa Dela
4.1 325 Assista AgoraÓtima série com estilo novelinha. Sarah Snook se reafirma como excelente atriz de drama, dosando na medida certa a culpa, a tristeza, a raiva, o medo, a dúvida e a decisão. O elenco tá afiado, mas ela se destaca. O plot twist é ótimo sem ser pedante, a tensão é mantida até o fim, e nos importamos com todos ali, pro bem e pro mal.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraA introdução deste filme é tão perfeita, tão agoniante, nostálgica e até engraçada ao mesmo tempo. Quando o carro atravessava a ponte na urbanidade do Recife ao som de If You Leave Me Now(Chicago), o arrepio imediato me teletransportou pra época e disse pra mim mesma, qualquer coisa que vier depois disso é lucro. Não, não foi só lucro, foi um filme maravilhoso mesmo, de ponta a ponta. O Kleber não decepciona, porque é um diretor que sabe o que quer e não deve mexer em nada que perca sua identidade, nem mesmo pra agradar bilheterias ou premiações. Sabe que o reconhecimento vem de quem entende de cinema. Ambientado nos anos 70, no furor ditatorial da época, da violência e sujeira, corrupção, do medo, da ganância dos poderosos, da solidariedade, irmandade, amor, empatia e doses de cultura pop, cult e popular, tudo é magnífico, detalhado, então, a história flui e saímos da sala de cinema com isso atravessado na alma. Wagner é ator demais, impressionante. E o elenco é um primor da espontaneidade, não tem nem o que dizer mais.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
3.3 377 Assista AgoraEsse subtítulo ruim brasileiro me fez pensar que o filme seria mais um jogo inspirado nos tantos outros filmes do gênero "arrumando um motivo para matar gente enquanto se diverte e deixa o público aflito com a carnificina". E não é que é muito diferente, só que com um detalhe, a longa caminhada produz uma boa sacada pra fazer bom cinema. Como as cenas e cenários acabam por serem similares ou bem repetitivos, como não poderia deixar de ser durante tantos Km e horas, as técnicas de som, imagem, câmera, atuações, diálogos, são ótimos e bem empregados neste filme. Tá, não é nenhum tratado filosófico genial, não é a intenção aqui, aliás, tudo é trivial, os jovens q ali estão não são de soltar pérolas que vão te fazer explodir a cabeça, mas vai gerar reflexão, mesmo naquilo que já estamos cansado de ouvir, sobre a vida, sobre os jovens, sobre os medos, os ódios, as decepções, as fraquezas e as forças de cada um, sobre sociedade, classes, poder, necessidades básicas e vitais do ser social. As cenas de violência são chocantes, os aspectos humanos da necessidade fisiológica, doenças, corpo, fluidos e tudo mais q nos torna essencialmente humanos ou fisicamente seres vivos estão explorados no trajeto. Os sons das passadas, o ofegar, o choro, e claro, sem querer desmerecer o elenco que tá ótimo, o olho do público se enternece com Peter e com Ray, afinadíssimos. Pode seguir o trajeto, é ótimo.
Servant (2ª Temporada)
3.5 100Eu dou 2 estrelas pra essa série porque ainda instiga um mistério e a direção é razoável, mas mesmo eu gostando de personagens Non sense, é meio duro de engolir a Dorothy. Aliás, é bem duro de engolir todos os personagens comprando a nóia dela como se fosse uma criança, bem, é isso que alimenta a história. Aliás, o Kebbell se especializa em fazer o cara que tá sempre apertado com suas mulheres, lhe cai bem o tom preocupado e esquentado ao mesmo tempo. Rupert divide a palhaçada, a atriz q faz a Leanne mantém o tom misterioso mas cansativo, a série é bagunçada, esquenta e esfria, roda, roda e não sai do canto, enfim, ainda assim, é menos ruim que muita coisa que está no streaming. Continuemos.
Superman
3.6 933 Assista AgoraÉ impressionante o quanto estou cansada de filmes de heróis, já não vou mais ao cinema ver, mas o Superman me atrai num tanto, esse ET, imigrante, Kryptoniano perfeito demais pra um homem, tendo até que colocar o Super na frente rs. Este é um filme ótimo, apesar de na primeira metade um tanto desorganizado, as vezes maçante, mas depois vai fluindo com todo o charme, beleza e paixão que tem esse personagem mais humano que a maioria dos humanos. A turma da liga da justiça, tão disfuncional, mas que exatamente por isso funciona ali contrabalanceando a bondade e justiça irretocável do personagem central, do contrário, uma surra no criminoso não seria possível, e neste sentido, viva o super cão, que lava a alma de quem não tem paciência pra ver Luthor se gabando de ser "superior". Até chorei ao final, o que não é comum em minha mente calejada de ver o bem vencendo o mal em fantasias. Mas, é uma esperança.
Goyo
3.4 29Argentinos fazem filmes de todo gênero maravilhosos. Esse, trabalha um romance autista de forma tão natural, emocionante, engraçado e real. Dá gosto de ver. As interpretações são ótimas. Vai fundo.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraNão sou jogadora de nada, nem de dama, mas como série TLOU é bem boa de se acompanhar. A primeira temporada foi bem melhor mesmo, não há o que se discutir. A história é bem contada de maneira a ser compreendida por todos, dosada no drama, na ação, no humor, nos efeitos e apresentou personagens interessantes e texto coerente e nada óbvio. Os infectados são maravilhosos. Já esta segunda temporada faltou quase tudo que citei, dosou mal o drama, o humor, não apresentou muito bem os personagens, não deu carisma a nenhum deles, a Bella pouco pode fazer com a Ellie que não evoluiu tanto quanto eu esperava e não é culpa da atriz, ótima por sinal, fez o que pôde.. O núcleo jovem não teve um contraponto com o núcleo mais velho e acho isso um erro, já que perdemos o Joel(aliás, Pedro, que falta) e ele era o equilíbrio neste aspecto. Efeitos e cenas de ação muito aquém da primeira temporada e história irregular. Foi uma temporada de transição, tá na cara, mas pela espera de 2 anos, acho absurdo. Não faço questão de engolir a história da Abby depois da sua vingança de ódio e desproporcional, ela que volte a fazer vilania com o vinagre de maçã lá. Desse um tiro explodindo a cabeça do Joel, mas não, tinha que torturar na frente da Ellie. 😜
Um Completo Desconhecido
3.5 238 Assista AgoraFui assistir a Um Completo Desconhecido ontem e que filme FODA. Amo Bob Dylan e estava com medo de vir mais uma cinebiografia pautada em sensacionalismo barato sobre um personagem famoso da vida real, mas não, a sensação que tive é de que saí do filme entendendo o Dylan como já o entendia antes, um gênio da música, um poeta com letras que permeavam filosofia, política, amor, nada de lugar comum, mas, ainda assim desconhecido, no sentido de não facilmente penetrável em sua personalidade. Que ótimo. Mostrou naturalmente o mistério da persona, a simplicidade e conflitos normais, sem forçar nenhum problema pessoal dramático como a gente vê na maioria das biografias de artistas por aí. Bob não precisa de enfeite, ele é interessante por si mesmo. A gente ouve uma música atrás da outra e não cansa, o figurino e o cenário consegue nos transportar para os anos 60 com vigor. E o Chalamet hein? Eu disse que não aguentava mais ele e seus olhinhos caídos em filmes gigantes por aí, mas volto atrás, encarnou o personagem com tanto capricho, com camadas, com respeito e honrou Dylan. Perfeito. Além de todo o elenco, fiquei arrebatada com o Norton, me diverti como Holdbrook, me encantei por Monica e Elle e me emocionei com cada cena.
Pinguim
4.4 293 Assista AgoraNão à toa que quando assisti The Batman o que me atraiu mais no filme foram os arredores do Pinguim. Então, me vem o que considero a melhor série do ano, quando eu já estava há alguns anos irritada e cansada de filmes e séries de heróis e nem queria saber nada deste universo.
Bom, assim se revela um personagem, um vilão, quando a preocupação é contar uma boa história e ao mesmo tempo abrir o psicológico do sujeito nas suas interações com outros personagens, suas ações reveladoras e sem complicar. Aliás, a série é muito clara sem ser banal, é fácil de digerir os episódios e ver os acontecimentos lógicos e bem montados, os diálogos bem explanados, enfim, uma explosão de cenas incríveis. Que maravilha de atuação do Farrell, da Milioti e grande elenco, uma entrega. E a produção, designer, direção, fotografia de encher os olhos e a alma, trilha sonora(UAU). Aqui não tem que passar a mão na cabeça de vilão não, não tem que transformá-lo em anti-herói nem qualquer desespero pela simpatia do público, aqui se mostra o que ele é, mesmo que tenha sido a cria de um contexto desde a infância e tenha um super carisma, Pinguim é um vilãozão bem próximo da realidade.
Os Quatro da Candelária
3.9 47 Assista AgoraFaltava o último episódio e o assisti agora. Difícil digerir. Ainda mais eu que passo as vezes por volta dessa Igreja e não tem como ignorar o massacre de crianças cruel e desesperador que ali ocorreu. Gostei da série, porque escolheu abordar a humanização dos seres invisíveis que moram nas ruas, seus sentimentos, sonhos, qualidades, defeitos, suas relações entre diversos grupos, inclusive aqueles que não fazem parte do seu mundo e corriqueiramente os sugam como vampiros, e os normalizam naquela situação, ou pior, desejam que ali estejam para poder exercer poderes sobre eles. Injustiças sociais são projetos de uma camada que quer ficar por cima e dane-se o alto índice de criminalidade, pois essa se resolve criando presídios ou fazendo chacinas. A série não razoabiliza nada, não deixa de mostrar a crueldade e casca dura já internalizada nestes jovens e como o crime afeta a todos, porém, ao dar um capítulo a cada um desses personagens, ao conhecermos melhor o que poderiam ter sido se tivessem chance de viver uma vida decente e justa, entende-se o quanto se perdeu matando crianças nesse crime horrendo. E as atuações desses jovens, meu Deus! Perfeita.