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35 years, Belém-Pa (BRA)
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"Em Manhattan (Woody Allen, 1979) há uma cena muito bonita. O personagem se apaixona por uma garota mais nova, linda(...). Na história ele está deitado no sofá, sozinho, conversando consigo próprio e se questiona pelo que vale a pena viver. E começa a responder: vale a pena viver para ouvir o sax do Louis Armstrong, para ver o parque na primavera (...). Mas, prosseguindo, então, ele diz que vale a pena viver para ver o sorriso da Tracy, a garota pela qual ele é apaixonado. Vale a pena viver realmente por alguns momentos que são fantásticos, que ficam na memória. Mas certamente uma das coisas pelas quais vale a pena viver é para assistir a alguns desses filmes".

Hubert Alquéres, in Os filmes da Minha Vida. São Paulo: Imprensa Oficial, 2010. p. 43.

http://setimacritica.blogspot.com/

Últimas opiniões enviadas

  • Guilherme Piassa
    Guilherme Piassa

    Saudações, Dario.
    Caí no seu blog ao caçar alguns textos sobre o filme Lady Vingança e, devo dizer, achei bastante interessante não só o texto em questão, mas a sua redação como um todo.
    Estou te adicionando aqui para tê-lo como uma fonte de referências futuras; sinta-se a vontade para recusar.

  • Rodrigo Grillo
    Rodrigo Grillo

    Grande Dário, mestre, ualááá!!
    Primeiramente, muito obrigado pelos seus comentários, mas não acredito tanto quanto você no meu senso crítico a ponto de produzir literariamente sobre novas categorias cinematográficas, na pós-modernidade, tudo é múltiplo, tudo é líquido e as categorias, nos tomam a liberdade, sejamos tropicalistas.
    A categorização de alguns filmes relacionados a sua pessoa nada mais são do que observações e constatações advindas do seu gosto fílmico, algo direcionado ao cômico, ao divertimento dos seus pares cinéfilos, se tornam meias palavras para bons entendedores.

    Quanto a sua colocação, concordo, a maioria dos filmes até agora categorizados em "forever young", concordo, são dramédias. Conseguiste dar uma contribuição substancial a esta nova formulação. Entretanto, não posso deixar de observar também, que, "De repente 30", pode sim ser incluído nessa categoria, pois pode sim ser visto como uma dramédia, como não?! Uma menina na fase da puberdade, ou no início do período de latência ( para os mais científicos), que deseja crescer para fugir dos enormes problemas e dificuldades da adolescência, uma quase jovem angustiada com a sociedade na qual se vê inserida, incompreendida e não adaptada, um grande drama vivido por todo e qualquer adolescente que se de frente com um grande e aterrorizador momento de sua vida como o primeiro beijo... Como não considerar este um drama?!
    Claro, penso isso por uma ótica nada cartesiana do filme. É uma possibilidade de leitura, oxalá, possibilitada por toda forma e expressão artística, que se torna múltipla ainda mais na sétima arte. Ela é tão possível quanto sua leitura de "Triângulo amoroso", a qual vale a pena a transcrição:

    " Todo mundo sai se comendo sem em momento algum se importar com o outro. Ninguém possui qualquer preocupação imediata em ter seu "desvio" de conduta descoberto ou de se adequar a um padrão pré-estabelecido. As pessoas vão simplesmente dando..." (FAÇANHA, Dario, 2012, ?).

    Concordo quanto ao não aprofundamento dos personagens, porém, não se pode negar que o relacionamento entre eles é um fuga de problemas, frustrações, medos e até mesmo, o gosto pelo novo, pela aventura. Uma personagem múltipla com crise de meia idade com um marido distante, angustiado com a morte de sua mãe, seus problemas de saúde, a falta de apetite sexual com sua esposa... E a preocupação com o desvio de conduta realmente não existe, por não verem problema no que estavam a fazer, ali já estava posto a não adequação a um tipo de relacionamento e de vida, tanto que ficam junto no final, é o que pra eles se torna aceito, os satisfaz e os completa, independente de fugirem de um padrão de relacionamento socialmente estabelecido...

    No mais, "Os descendentes", dramédia 2012 total, sem dúvida nenhuma, se enquadra numa subcategoria "forever young", ou para evitar afirmações precipitadas, pelo menos se relaciona. Quer algo mais "forever young" do que terminar o filme com os personagens tomando sorvete no sofá e assistindo discovery é algo que na minha leitura se aproxima do falar num telefone de hambúguer (Juno, Reitman, 2007.

    Saudações Cordiais, Grande Dário.

  • Rodrigo Grillo
    Rodrigo Grillo

    Quanto as categorias fílmicas originárias a partir do teu gosto filmíco (peculiar, excêntrico, único), não se preocupe em estabelecer relações, em nenhum momento elas convergem. Filmes "forever young" são filmes, primeiramente, com cartazes felizes, cheio de cores e com atores fazendo caras e bocas, vide:
    http://filmow.com/jovens-adultos-t27811/
    http://filmow.com/de-repente-30-t2478/
    http://filmow.com/juno-t11/
    http://filmow.com/pequena-miss-sunshine-t3347/

    São filmes que no fundo trazem uma discussão, mas o excesso de cores, de felicidade e de diálogos descontraídos, tornam a discussão secundária, mas ainda assim, presente. Os mais atentos como tu, vão sempre colocá-la em primeiro plano ;)

    São filmes que eu diria que meus primos iriam gostar e quando vejo estão nos teus favoritos, hahahaha, não sei, uma categoria fílmica ainda em construção tal qual a categoria fílmica "filmes mais assim", essa categoria te explico pessoalmente ;)