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Data de lançamento
8 Dez. 1999Duração
Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susanna Kaysen foi diagnosticada como vítima de "Ordem Incerta de Personalidade" - uma aflição com sintomas tão ambíguos que qualquer garota adolescente pode ser enquadrada. Enviada para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos 2 anos seguintes, ela conhece um novo mundo, de jovens garotas sedutoras e transtornadas. Entre elas está Lisa, uma charmosa sociopata que organiza uma fuga com Susanna, Daisy e Polly, com o intuito de retomarem suas vidas.
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27.09.26 Casa
Que baita filmes, parece genérico quando tu começa a assistir e ao longo da trama voce está preso e curioso pra entender cada personagem.
A evolução da Susanna é o que mais me chamou atenção. No início, ela é retraída, questionadora e parece sempre tentar encontrar uma explicação externa para aquilo que está vivendo. Aos poucos, conforme se aproxima das outras pacientes, ela começa a se abrir e, principalmente, a encarar coisas sobre si mesma que antes preferia negar. Ela inicia o filme batendo na mesma tecla que nao, eu nao tentei tirar minha vida, e ao longo da trama ela aceita esse fardo e é ai que tudo começa a mudar.
E então temos Lisa. Angelina Jolie aqui esquece né, simplesmente absurda. Lisa rouba a cena para si, é intimidante, carismática e parece ser a pessoa mais lúcida e verdadeira daquele lugar. Tanto que nos como espectadores passamos a amá-la e admirar assim como Susanna que passa a enxergá-la quase como um espelho. Só que, conforme a história avança, percebemos que aquela postura de força e liberdade também esconde outras coisas. Lisa é fascinante justamente porque conseguimos gostar dela sem necessariamente concordar com ela.
Também achei interessante a discussão sobre a Susanna ser considerada “promíscua”. O filme não desenvolve isso tanto quanto poderia, mas acredito que o livro deva desenvolver esse tema muito mais, mas no oonga talves nao fosse sentido se estender tanto, então pros mimisentos nao ficarem reclamando, ai mais tinha isso no livro e nem citaram, eles adicionaram essa subtrama para desenvolver a personalidade da Susana e mostrar o quanto ela questiona os rótulos que colocam sobre ela e até os padrões diferentes aplicados a homens e mulheres.
E uma das minha observações é no começo e no final do filme, o mesmo motorista de táxi aparece nas duas pontas da história. No início, Susanna entra no carro retraída, sem sequer saber para onde sua vida está indo. No final, o motorista a reconhece e pergunta: “Para onde vamos?”. Dessa vez, ela sabe responder. O mundo exterior é praticamente o mesmo, o motorista é o mesmo, mas Susanna mudou. É um detalhe bem simples, mas que resume perfeitamente a jornada dela.
E pra fechar preciso citar atuação da Angelina Jolie que é uma voadora de pé junto no peito do espectador. E pesquisando sobre eu descobri agora que ela ganhou Oscar por essa atuação, eu relamente nao sabia e fiquei mega feliz em saber que ela foi reconhecida por isso. Lisa simplesmente rouba a cena sempre que aparece. E será minha personagem favorita da Jolie pra sempre.
Em fim, um filme sobre saúde mental, identidade e amadurecimento, que para mim, fala muito mais sobre aprender quem você é do que simplesmente descobrir o que há de errado com você.
Depois de muitos anos, reassisti a esta grande obra semana passada.
Impossível não comentar sobre como as atuações deste filme são poderosas, tanto de Winona, quanto de Angelina - que ganhou o Oscar e, também, a maravilhosa Whoopi Goldberg, que mesmo aparecendo pouco em tela, esbanja talento e dramaticidade.
Mas, tem uma outra participação neste longa que foi pouco comentada foi da saudosa Brittany Murphy, onde ela só não rouba mais a cena pelo hype colossal de Angelina Jolie à época.
Mas, reassistindo, sua atuação como a - obviamente, problemática Daisy, é espetacular.
Um dos grandes filmes do tema "saúde mental".
Garota, Interrompida é um drama intenso que aborda a saúde mental com sensibilidade, explorando as complexidades da mente humana e os limites entre normalidade e sofrimento psíquico. Winona Ryder conduz a narrativa com delicadeza, mas é Angelina Jolie quem rouba a cena em uma atuação magnética e inesquecível, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Com personagens complexas e um roteiro que privilegia os conflitos emocionais, o filme convida à reflexão sobre identidade, vulnerabilidade e o impacto das relações humanas no processo de recuperação.
É extremamente errado a forma como o borderline é retratado nesse filme. Eu me senti até ofendida com essa abordagem. O transtorno não se cura, aprende-se a lidar com ele. Ela não lida com as características dele, o TPB é complexo, é doloroso e não tem nada a ver com a interpretação da atriz.
Li o livro recentemente e resolvi revisitar essa obra que foi tão chocante para mim na minha pré-adolescência e a adolescência em si. Então, achei uma adaptação ok, nada mais que isso, que não faz jus ao livro. Principalmente na ambientação muito clean, deixou tudo muito limpo (não que deveriam estar na imundice, não é isso), mas não passou o ar do peso do livro e da história.
Vejam bem, é tudo muito empírico, pois o caos instalado nas mentes dessas meninas tem um dominador comum: patriarcado. Não dá para desvincular disso, todas ali têm suas dores e anseios inatos que se intensificam com o peso de ser mulher. Há muitas questões a serem discutidas, mas aqui não dá por conta do textão. É doloroso ler e sentir. Infelizmente não senti isso vendo o filme. Não acho que seja denso como dizem, acho apenas correto (e isso não é exatamente um elogio).
No mais, devo dizer que não curti tanto a atuação de Winona Ryder aqui e nem da Jolie, para ser sincero, e nem é por culpa dela. No livro, a Lisa é tempestiva por conta de sua condição, no filme, ficou muito mais como um capricho.