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"Todo script é diferente e cada personagem é diferente ... e sempre olho como - é como um mapa do tesouro, e cada pequeno detalhe nele, você olha isso para obter informações e isso o indica na direção certa, para onde você precisa ir. Você começa com algumas escolhas, obviamente - eu preciso aprender clarinete ou preciso aprender violoncelo, ou preciso aprender a ficar embaixo da água sem entrar em pânico - mas é como pintar, de certa forma, que, em certo ponto, a pintura começa a dizer-lhe o que fazer. E com a atuação, é a mesma coisa - com a atuação no cinema, de qualquer maneira - em um certo ponto, o que você já colocou na tela começa a ditar-lhe onde você precisa ir, e então ele simplesmente começa a se criar de uma maneira. E o que eu tento fazer é encontrar um fio de mim mesma, tão diferente quanto eu posso sentir o caráter, eu sempre tento achar essa parte de mim. E então, você se baseia nisso, porque é uma maneira de manter a conexão. E você nunca quer perder essa conexão. Sempre há algum tipo de paralelo do que está acontecendo na minha própria vida, e assim você pode usá-lo para, você sabe, trazer fechamento, talvez, para certas coisas que você não tem. Uma cura, uma reconexão. E eu acredito nisso. Eu acredito nisso."

Michelle Pfeiffer.

Últimas opiniões enviadas

  • Amanda

    Daqueles filmes que vc passa, repassa, assiste, pensa, pesquisa sobre, mas nunca, jamais deixa de se chocar. Pra mim esse foi o efeito de Elle. Embora já tenha comentado sobre ele aqui, acho sempre válido comentar as impressões que se tem sobre uma obra tão complexa como essa.

    Primeiramente, a estrela aqui, a essência de tudo é a Huppert. A mulher arrebenta, e acho muito difícil que o filme funcionasse sem ela (ainda bem que as outras atrizes não aceitaram o papel, amém). Isabelle é o tipo de atriz que nos choca pela credibilidade que passa em suas atuações. É tão boa no que faz, que nos passa a impressão de que ela é a própria personagem (seria a Isabelle uma grande psicopata incubada? vejo muitas pessoas que questionam isso, rs). Quem conhece um pouco o seu repertório de filmes pode até se assustar ou atribuir isso a sua personalidade (a mulher só interpreta gente descompensada, rs), mas quem conhece mais a fundo a carreira dela pode perceber que a Isabelle é uma pessoa bem comum e tranquila, com uma vida privada (que ela sempre afastou ao máximo da mídia) bem estável. O que ocorre é que ela tem uma ousadia maior de interpretar o que ninguém quer interpretar, e faz uma linha bem blasé pro que a crítica ou o público vão achar dos filmes que participa, sendo na maioria dos casos seduzida não pelo personagem mas pelos diretores com quem quer trabalhar (Paul, Haneke, Chabrol e etc). Como ela sempre fala nas entrevistas "eu não tenho absolutamente nada a ver com esses personagens ... eu não sou essas pessoas... são completos estrangeiros pra mim". Eu faço questão de aplaudir de pé tudo que essa mulher faz. A filha da puta é foda.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Sobre o filme, cada vez que vejo descubro ou interpreto algo novo. Aqui temos uma caixa de pandora. Tudo pode acontecer. É tanta mentira e dissimulação que até vc próprio se sente manipulado pela Michèle. E por falar nela, gente o que é essa Michèle? Não sei se atiro ou me apaixono rs, se odeio ou sinto pena. Michèle consegue nos despertar tantos múltiplos sentimentos que até difícil dizer. Ora dá nojo, ora da pena, ora da vontade de meter a mão na cara, ora da vontade de abraçar, ora dá um tesão louco (destaque para a cena da janela, que a bicha se masturba feito louca ao observar o estuprador - que até então a mesma não sabia o ser).
    O filme já começa dando uma pancada na gente. A cena do estupro é tensa, agoniante e difícil de assistir (até o gatinho merecia uma indicação ao Oscar, rs). Mas daí, do nada passamos a observar a controversa atitude da protagonista, agindo como se nada tivesse acontecido (limpa tudo, toma banho, pede sushi). É de ficar abismado.
    Passamos a seguir então a controversa vida e rotina dessa mulher (que desde o início nos mostra seus traços latentes de psicopatia, por exemplo, batendo no carro do ex-marido sem motivação nenhuma, perguntando sem nenhum pudor para o mesmo se é apertada para uma mulher da sua idade, ou contando sobre o fatídico episódio durante jantar com amigos, transando a rodo com o marido da sua melhor amiga e por aí vai). Michèle não tem um pingo de pudor e moralidade, isso é perceptível. Ela é tudo, ela é nada, a figura bem representada da mulher bem sucedida do século XXI. Dominadora, dona de uma empresa de video-game, chefe de uma equipe de homens, rica, classuda, sexy (abrindo um parentese de como mesmo com 64 anos - a época do filme - Huppert consegue passar tanta sensualidade e consegue ser tão atraente ao ponto de despertar um certo "tesão" até no expectador, impressionante) e tudo mais. Mas ao longo do filme vamos conhecendo suas faces nefastas e as doentias e depreciadas relações que ela tem.

    Uma mãe extremamente irresponsável, e emocionalmente infantil (que o que pareceu era sustentada às expensas da própria Michèle) e vive uma vida de se envolver com gigolôs/Um filho bananão, ora agressivo (a ponto de quase meter o soco na própria mãe) e também extremamente infantil, que suga a mãe financeiramente e a seu tira-colo traz a namoradinha insuportável e manipuladora que lhe dita todas as regras a ponto de lhe empurrar guela abaixo um filho fruto de uma traição e o banana colocar na cabeça que é seu filho biológico/Um ex-marido fracassado profissionalmente que vive se arrastando aos seus pés em busca de aprovação, ao qual ela nutre um engraçado ciúme, com quem no passado (ao que parece, já que são dados poucos detalhes) mantinha um relacionamento de abuso físico e violência doméstica./ 2 funcionários com duplos sentimentos, um que a odeia publicamente a ponto de enfreta-lá na frente de uma equipe inteira e mostrar o tanto de desrespeito que tem pela patroa, o outro um nerd FDP que tem uma admiração/atração doentia pela patroa a ponto de fazer uma animação doentia da mesma sendo estuprada por um Orc./ Um amante (ora marido da amiga) escroto e nojento, tão destituído de moral a ponto de tentar uma relação sexual após a madame ter revelado o abuso que tinha sofrido./ Uma amiga/sócia que a aguenta a 20 e tantos anos, que aparentemente é a pessoa mais 'querida' do filme, Mas destituída de amor próprio visto que aceita cegamente o que a Michele faz com ela. Rapaz, que gente doida. E em resumo, ninguém presta nesse filme.

    Pontos de deixar com a pulga atrás da orelha:

    A morte da mãe é uma coisa de louco, e sempre me deixará muito intrigada . A bicha falou que a mataria a mãe caso a mesma pensasse em casar, e justamente após o anúncio a velha cai e tem o pire-paque. Sei não em, me pareceu muito estranho.

    Teria Michéle assassinado as todas aquelas pessoas e seu pai levado a culpa? É de se pensar.

    A última cena de estupro do filme (após o jantar na casa do Patrick) foi algo que tb me deixou bastante abismada. Michéle sabia que sofreria violência caso ficasse sozinha com ele, mas insiste nisso. Não entendi realmente o que aconteceu, mas ao que parece a mesma teve um tórrido orgasmo com toda aquela situação, o que deixou Patrick completamente desnorteado, afinal para um estuprador "o prazer só pode ser sentido por ele mesmo".

    Elle é uma visão do pior que o ser humano pode oferecer, bem como a sua pior versão. Caso vc não tenha estômago, meu querido esse não é pra vc.

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  • Amanda

    Daquele tipo de documentário que serve bem pra desmitificar a imagem que temos do artista. Nesse caso, da Isabelle, conhecida como Rainha do Gelo do cinema francês. Foi muito bom ver seu lado humano, a mulher além das câmeras, em ocasiões tão corriqueiras, seja passeando pelas ruas de Paris (até comprando pão gente hahahha), ou no parque com seu filho Angelo, nos ensaios, ou vagando pela praia. A Isa é uma fofa mesmo, tão gracinha e discreta, que é quase impossível acreditar que é a mesma mulher que interpreta A Professora de Piano. Doc fofo de ser ver. Só serviu pra confirmar o amor e veneração que eu tenho por essa mulher. Rainha mesmo, bicho. ♥♥♥

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  • Alex Gonçalves
    Alex Gonçalves

    Amanda, saudações cinéfilas!
    Como vai?

    Gostaria de convidar você para conhecer o meu canal no YouTube, Cine Resenhas, por Alex Gonçalves. Caso curta os vídeos, também faço o convite para se inscrever, pois o conteúdo é totalmente independente e o apoio vindo com as novas inscrições é essencial para mantê-lo.

    Link do canal: www.youtube.com/c/CineResenhas

    Obrigado pela atenção. ;-)

  • Isabelle
    Isabelle

    e a sua com a michelle, amo muito!!! vejo seus comentários por aí e te acho uma fofa

  • Alex Gonçalves
    Alex Gonçalves

    Olá, Amanda. Tudo bem, obrigado. E com você?

    Então, a foto foi tirada na vinda dela ao Brasil em uma das edições do Festival Varilux de Cinema Francês. Na ocasião, ela estava com dois filmes na programação. Não foi possível estabelecer uma interação, pois eu e outros fãs a abordaram na entrada de uma sala de cinema e ela já estava em cima da hora para abrir uma sessão. Ela é bem na dela, mas foi muito simpática com todos, até porque posou duas vezes pra tirar foto comigo. HAHAHA

    Bjs!