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Últimas opiniões enviadas

  • Ana Júlia

    Eu faço psicologia e tenho interesse/estudo o sistema carcerário brasileiro. Eu estudo egressos e, portanto, estudo o próprio sistema em si. Quando eu vi esse filme, eu vi ali todos os motivos porque eu amo e quero estudar isso. Eu vejo muitas pessoas querendo achar vilões e heróis dentro desse filme. Tem aqueles que exaltam a polícia e tem aqueles que a demonizam. E o que eu mais amei nele, foi que ele não faz nenhum dos dois, até porque NÃO TEM como fazer nenhum dos dois. A polícia é corrupta, é violenta, não diferencia em quem atira, não mata apenas traficante, muitas vezes age movida apenas pelo ódio contra aquela população. A polícia tortura. Assistindo o treinamento para entrar no BOPE, é possível visualizar a reprodução/criação do discurso de ódio contra aquela população. Mas isso não é culpa deles. Eles estão apenas reproduzindo uma ideia que já existe socialmente e utilizando isso no próprio trabalho. Eles estão apenas achando um meio de conseguir realizar o trabalho deles sem serem corroídos pelo remorso (algo inaceitável, como o próprio Nascimento diz). Eles estão apenas cumprindo o trabalho que foi incumbido a eles. Eles não apenas desumanizam o morador do morro, mas também se desumanizam no processo. Assim como o morador do morro que mantêm o tráfico não tem culpa disso. O traficante, muitas vezes, protege aquele morador de um sistema que o odeia por ser pobre e majoritariamente negro/pardo. O tráfico permite que esse morador tenha uma renda que não conseguiria de outra forma devido ao preconceito. Não existem vilões e mocinho, não existe a dicotomia bem-mal nessa realidade. Você não pode culpabilizar o traficante e o morador do morro por reagirem a um sistema que os exclui e a um Estado que não garante seus direitos fundamentais e você também não pode culpabilizar a polícia por reproduzir um discurso que TODOS NÓS reproduzimos de alguma maneira: a criminalização da pobreza. Com relação ao bando de burguês safado, não nego que fiquei com raiva. Porque a maneira que a classe média reage a essa guerra me deixa absurdamente puta. É basicamente o discurso "eu contribuo com o tráfico, mas faço parte de uma ONG, olha como eu sou legal". Amigos, não é assim. Uma coisa não anula a outra. Não tem como minimizar os danos de mortes causadas com essa situação. Entendo também que ela apenas está reproduzindo o discurso que aprendeu, mas não consigo fechar os olhos para essa situação. E a passeata para alguém da classe média que faleceu, enquanto pessoas mais pobres morrem diariamente, a naturalização da morte desses últimos e a exaltação da morte daqueles, me deixa absurdamente incomodada e é algo completamente compatível com a realidade.

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  • Ana Júlia

    Leveza. Esse é o sentimento que permaneceu em mim durante as duas horas do filme. Não porque o tema seja leve ou a situação seja leve. Mas porque a maneira como foi tratado o romance, todo o sentimento, o processo de se apaixonar, transmitiu uma leveza típica daquele tipo de amor que nós sabemos que não vai durar mas queremos nos entregar mesmo assim. É um adolescente se apaixonando. É um adolescente se decepcionando e se magoando. Mas não de uma maneira clichê do tipo felizes para sempre, mas de uma maneira real. No primeiro beijos dos dois eu queria pular na tela e abraçar eles de tanto amor e felicidade que eles transmitiram. Não vou mencionar a fotografia, a trilha sonora e as atuações (que pelo amor, que obra de arte). Porque, para mim, esse filme transcende críticas técnicas. É um filme sobre amor real, que cumpre o que promete. E tudo isso incluso em um contexto em que os próprios personagens acham que o amor que sentem é errado (não que seja muito diferente de atualmente, mas, ainda assim, de uma maneira um pouco mais acentuada). Eu terminei o filme sentindo todo o amor que eles tiveram e toda a tristeza de saber que acabou. De novo: eu senti completa leveza.
    OBS: e aquele diálogo no finalzinho com o pai??????????? Que cena foi essa, que fala foi essa?????????????

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  • Ana Júlia

    Só queria fazer um comentário à parte de toda a metáfora relacionada à Bíblia: a casa é a mãe, a mulher. Todos invadem o seu corpo, todos querem deixar sua marca ali e tirar tudo o que for possível. A mãe terra e a mulher: ambas objetificadas, utilizados para que o ser humano (em específico o homem) possa retirar tudo o que for de seu agrado, tudo o que quiser, usar como se não fosse algo vivo. O corpo da mulher é estuprado assim como a Terra. A mulher, como sempre, vista fora da sua individualidade, fora da sua especificidade: ele deve ser utilizada para qualquer fim que todo mundo quiser. Não importa quanto grite, quanto chore, o corpo da mulher é quase público. Assim como a Terra. E isso, como a renovação da Terra, é um ciclo que por mais que tente ser quebrado (com a "rebeldia" da mother ao chegar ao ponto de queimar o próprio corpo para acabar com aquela violação) prossegue, atingindo outras mulheres.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Marcell's
    Marcell's

    oooi