Um dos mais bem capacitados diretores de filmes de ação dos últimos tempos, Zack Snyder conquistou seus fãs com as excelentes adaptações de 300 e Watchmen, e gerou toda uma expectativa com relação ao seu primeiro projeto original. Com Sucker Punch, Zack deixa evidente uma coisa: em seqüências de ação ele é no momento um mestre incomparável, mas na arte de contar estórias e compor o roteiro, deixa muito a desejar. Sucker Punch conta a história de Babydoll (Emily Browning), uma garota que é injustamente internada em um sanatório pelo padrasto. Agora presa, e a poucos dias de sofrer uma lobotomização, ela encontra um meio de conquistar a liberdade: Deve conseguir quatro itens que lhe permitiriam fugir do local, mas tudo isso passando por várias fases – literalmente – dentro de sua mente, e para isso conta com a ajuda de suas novas amigas: Rocket (Jena Malone), Blondie ( Vanessa Hudgens), Sweet Pea ( Abbie Cornish) e Amber ( Jamie Chung). O filme que até então é uma incógnita – pois ninguém entendia a idéia de Zack – começa com uma cena dramática e arrebatadora: A jovem Babydoll se encontra numa mansão gótica, abalada pela morte dos pais, e acaba presenciando o assassinato de sua própria irmã, quando parte para fazer justiça com as próprias mãos, tudo isso sob o som de uma excelente Sweet Dreams – versão cantada pela própria atriz. Seqüência perfeita para prender a atenção do expectador, e criar os laços de amor / ódio com a personagem e o vilão, porém ao término da sessão, você fica se perguntando o que aconteceu, e a até então magnífica abertura, perde toda a sua alma. Todo e qualquer peso intelectual – se é que Zack tentou passar mesmo essa idéia – se perde ao longo da trama, que mostra um plano de fuga simples e medíocre perpetrado por Babydoll e suas amigas na busca pela liberdade, e uma estranha reviravolta no final que não revira tanta coisa assim. O roteiro é fraquíssimo, e tenta vender a idéia que quatro itens são as chaves para liberdade – uma vez que são quatro itens relativamente comuns de se encontrar – necessitando de um momento e um modo certo de obtê-los – o que torna a coisa ainda mais maçante. Mas com um roteiro tão estranho e simplório, o que faz de Sucker Punch um filme tão comentado, e discutido nos fóruns do momento? Sem dúvida nenhuma, os efeitos visuais. As cenas de ação são alucinantes e ousadas, e estão entre umas das melhores seqüências de ação dos últimos anos. Na mente de Babydoll ela e suas amigas, se tornam guerreiras implacáveis, e em meio a cenários orientais, steampunk, e futuristas, dão um verdadeiro show marcial, se você já se impressionou com as sangrentas batalhas de 300, espere para ver as acrobacias, tiroteios, e as porradas protagonizadas pelas garotas – tudo isso repletos de takes vertiginosos, característicos de Zack. Bom é esse o resultado do estranho projeto saído da mente de Zack Snyder, uma mistura mal feita de filme de ação, com um filme de drama, no qual mesmo com uma excelente trilha sonora, não consegue passar tanta emoção, e as cenas de ação existem alheias à trama tosca e cheia de pontas soltas. A idéia que dá é que Zack tentou misturar água e óleo, enquanto poderia muito bem ter trabalhado duro em cima de um filme de ação Sci-Fi / Steampunk que poderia ter entrado para a história. Sucker Punch, não abala a carreira de Zack como diretor, pelo contrário fica evidente que na hora de dar vida a um universo, e imaginar cenas de batalha ele tem um estilo único – não é a toa que fez tanto sucesso adaptando obras já existentes – porém não acertou a mão na hora de criar a sua própria história, e acabou fazendo de Sucker Punch, uma coisa bela, porém desconexa e insípida.
A vida é composta de várias fases e desafios, que temos que passar em busca de amadurecimento, para obtermos nossos objetivos. São muitas as dificuldades, seja na infância, na vida adulta, e na tão conturbada adolescência. Agora imagine sua vida, com pontuação, bônus, vidas extras e continues? Baseado na HQ homônima que foi sucesso de criticas, o filme dirigido pelo excelente Edgar Wright – responsável por duas das melhores comédias dos últimos tempos: Todo Mundo Quase Morto e o estupendo Chumbo Grosso – adapta de forma perfeita – e até melhor – a versão escrita, contando com muita cultura pop, e efeitos maravilhosos e originais. O único contra do filme foram as bilheterias, que ficaram a baixo do esperado, seja pela péssima distribuição do filme – aqui na minha cidade, ficou apenas uma semana em cartaz – ou pela incapacidade do grande público de absorver filmes bons de verdade – explicando o sucesso do lixo Crepúsculo, e o anonimato do próprio Chumbo Grosso! Lógico que os créditos pela excelente história devem ir para Bryan Lee O’Malley, o criador dessa magnífica HQ, mas a verdade é que Edgar Wright deu um show na sua adaptação – fato muito raro de acontecer em adaptações. Apesar do visual cômico, e cenas hilárias, Scott Pilgrim Contra o Mundo não chega a ser um filme de comédia, mas uma miscelânea entre vários estilos, mantendo a originalidade não só no visual mas também no teor da história, provando que apesar de Wright não lucrar alto nas bilheterias, tem uma alma especial para rodar seus filmes! Scott Pilgrim(Michael Cera), é um típico adolescente nerd, membro de uma banda de Indie Rock, que tenta se recuperar uma desilusão amorosa. O seu mundo começa a girar quando conhece Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead), uma garota impulsiva que vai contra tudo o que Pilgrim conhece. Arrebatado pela moça - e ainda preso pelo seu relacionamento atual - Scott terá que passar por uma singular tarefa para ficar com ela: enfrentar e vencer todos os “sete ex-namorados malignos” de Ramona! Apesar de ser uma adaptação de HQ, e não de um Game, Scott Pilgrim Contra o Mundo é de longe um dos melhores filmes sobre o tema já feitos. As batalhas contra os “ex-namorados malignos”, são semelhantes as fases de um vídeo game, com pontuação e tudo, e aqui que fica evidente o ponto alto do filme: os efeitos especiais. Os efeitos presentes no filme estão sublimes, e tudo gira a favor para que tudo pareça um grande jogo, dando ao filme um visual extremamente original. Durante as batalhas, efeitos sonoros clássicos da era 16-bits estão completamente presentes, seja através dos narradores clássicos de games de luta – “VS”, “ROUND 01, FIGHT” “2 PLAYER MODE” “K.O” – ou através de continues, vidas, e os inimigos que viram moedas quando são destruídos, isso sem falar na constante presença de onomatopéias gráficas ao longo do filme: “DING DONG”, “CRASH”, “KABUM”. Com essa carga visual e sonora, é impossível não se lembrar de Street Fighter ou Super Mário World, e perceber que estamos diante de um dos filmes mais originais – tanto pelo roteiro, como pela estética – dos últimos tempos. Mas mesmo com tantos efeitos, o que rouba a cena mesmo é o enredo, e esse não seria tão envolvente senão fosse pelos atores. Aqui até o mais coadjuvante personagem, é verossímil e cada um se encaixa dentro da história de alguma forma. Os destaques vão obviamente para: Michael Cera que mesmo interpretando alguém que está em busca da própria identidade dá um show e começa a se despontar como uma das promessas de Hollywood; Mary Elizabeth Winstead cai como uma luva na inconstante Ramona; e Ellen Wong que é Knives Chau a ex namorada de Pilgrim, que funciona como um “o outro ponto de vista” da desilusão amorosa sofrida por ele. Para quem não viu o filme – ou viu a ainda não sacou – e só leu a critica, uma coisa deve ser esclarecida: Scott Pilgrim Contra o Mundo não é um filme sobre um jogo de vídeo game, e não o personagem não tem poderes. Toda a estética, e efeitos visuais não passam de uma grande metáfora sobre a vida. As batalhas contra os “Bosses”, as fases e tudo aquilo, não passa de uma fábula sobre o amadurecimento, pela busca do auto conhecimento. A longa batalha jogada por Pilgrim, é na verdade a mesma batalha pela qual todo adolescente passa na fase mais conturbada da vida, a batalha pela própria identidade – a cena da auto estima, que é retratada como uma espada, cheia de bônus extras, é simplesmente sublime! Pode não ter faturado alto nas bilheterias, mas Scott Pilgrim é de fato uma das melhores adaptações de uma HQ, e uma das melhores histórias sobre o amadurecimento já escritas.
Fúria de Titãs é um remake de um filme clássico da década de 80, mas como eu não assisti tal filme - e na boa, nem sou tão fã de filmes antigos – vou falar só o que achei desse Fúria de Titãs, do atual, do que esta passando agora, no seu cinema, corra lá e assista – ou não.
Perseu ostentando a cabeça da Medusa Um dos filmes mais esperados dessa temporada pela maior parte do público, é também um dos mais broxantes – um dos melhores trailers do ano, rendendo um dos piores filmes - Fúria de Titãs conta a história de Perseu - interpretado por Sam Worthington, e mal interpretado diga-se de passagem – um herói da mitologia grega, filho de Zeus que na trama tem que destruir o Kraken – um monstro marinho colossal criado pelos deuses – para salvar a vida da princesa Andrômeda, que seria oferecida como sacrifício para o monstro. O filme começa mostrando o nosso herói como um pobre pescador forasteiro e quando você menos espera, ele já está dentro do palácio de Argos, no meio de uma legião de guerreiros, recusando uma taça de vinho da própria princesa. O roteiro ruim e mal trabalhado não termina aí, você ainda verá um Perseu inexperiente, partindo em uma aventura épica como figura principal, isso sem nunca ter segurado uma espada nem nunca ter lutado – e não, a desculpa que ele é um semideus, não cola nesse aspecto – e no fim das contas estará a plena, soltando mortais duplos, e cambalhotas – sério, que porra foi essa??? Personagens muito mal desenvolvidos são uma constante no longa, a começar pelo nosso insípido herói, passando por Draco (Mads Mikkelsen) líder da legião e que não sorria nunca, uma dupla de caçadores que apesar da força para serem engraçados, são no mínimo dispensáveis na trama. E destacando – negativamente – a dupla feminina do filme: Io (Gemma Arterton), uma humana – imortal – que aparece simplesmente do nada... e continua aparecendo até que quando você menos espera, está fazendo parte do grupo de Perseu guiando os nossos heróis em sua jornada e Andrômeda (Alexa Davalos) - do ponto de vista da lenda, uma das personagens principais – que tem uma participação ínfima no filme: participando de duas cenas apenas ela acaba por ser rejeitada pelo nosso herói – tipo, ele fez aquilo tudo e nem para comer ela? Fail. Outro que teve uma participação no mínimo mal aproveitada foi o Kraken (Equipe de Efeitos Especiais), com toda sinceridade um dos monstros mais interessantes do cinema: colossal, devastador, monstruoso, imponente, mas que teve uma participação muito breve e pouco empolgante – os ataques do Kraken de Piratas do Caribe 2 eram muito mais empolgantes. A propósito se teve um ponto alto no filme foram os monstros: a medusa, os escorpiões gigantes, o Pégaso, e o Kraken são dignos de qualquer filme de fantasia que já passou ou ainda está por vir – aquele que era para ser um dos maiores blockbusters do ano, tinha a obrigação de ser visualmente satisfatório – mas faltou uma participação mais efetiva dos monstros, ou talvez até mais monstros – o que tem de mais legal na mitologia do que suas criaturas?
O Kraken é um dos maiores monstros do cinema mas não tem uma participação realmente boa. O roteiro num peca só com os personagens, o próprio desenrolar da trama é chato e flutuante, com algumas forçadas de barra como: uma espada mágica que se materializa aos pés de nosso herói, o pégaso que simplesmente aparece quando mais se precisa dele, e uma travessia tosca e monótona por um dos lugares mais interessantes da mitologia: o rio Aqueronte e seu não menos famoso barqueiro Caronte – os dois são praticamente ignorados. As cenas de ação que foram o único ponto elogiado pela crítica, também não me agradaram – com exceção ao covil da Medusa que teve uma seqüência interessante – batalhas rápidas, escassas e que não encheram meus olhos. Enfim é isso, um filme que tinha tudo para ser uma das grandes atrações do ano, não passou de um filme chato e muito mal aproveitado. Uma pena, acho que a mitologia grega ainda fica esperando um representante da sétima arte, que valorize toda sua grandiosidade e imponência. Não foi dessa vez, quem sabe um dia God Of War não consiga essa façanha – gostem ou não, o Kratos é o personagem mitológico mais legal que existe!
Filmes de ação em geral têm como principal objetivo entreter o público com cenas de ação desenfreadas e ousadas – algumas vezes ignorando a história, ou exibindo roteiros pífios e extremamente clichês – sem se preocupar com a reação dos críticos e cinéfilos de plantão – que são, na grande maioria esmagadora das vezes, um bando de chatos saudosistas. Muitas vezes – ainda mais com o avanço dos efeitos especiais – eles forçam tanto as cenas, que além de impossíveis, chegam a ser cômicas. Mas algumas vezes, eles ultrapassam esse limite criando seqüências tão “viajantes” que elas passam a fazer parte da alma do filme, tornando-se indispensáveis para colocar o público dentro daquele mundo fictício – quem até hoje não se lembra do impacto causado por um jovem de, sobretudo, esquivando de balas, e espancando agentes engomadinhos as centenas? Pois espera para ver a Angelina Jolie fazendo um disparo de 360º... O Procurado não é um filme de ação revolucionário como Matrix, mas tem lá sua originalidade. Carros que dão saltos mortais, efeitos em slow motion, balas que fazem curvas e se chocam no ar são a grande atração do filme. Mas não pense que se trata de um filme exclusivamente clichê, o roteiro que a principio parece bem simples, acaba surpreendendo e tem lá seu charme, com reviravoltas e muitas cenas e frases de impacto. Wesley Gibson (James McAvoy) é um perdedor em potencial, do tipo que paga a camisinha que a namorada vai usar para traí-lo, agüenta humilhação no trabalho, sofre de hipocondria, essas coisas. Até que uma gostosíssima Fox (Angelina Jolie) aparece e lhe revela que na verdade ele é filho e herdeiro de um dos maiores assassinos do mundo. Pronto, a vida de Wesley acabou de ser revirada de pernas para o ar. Em busca de descobrir sua verdadeira identidade ele entra para uma irmandade de assassinos, comandada por Sloan (Morgan Freeman) e começa um treinamento para matar o assassino de seu pai. Até aí, todo mundo sabe que Wesley se tornará um cara fodão, a coisa muda quando ele finalmente executa o algoz de seu progenitor, dando uma virada muito interessante no roteiro. Além de um enredo interessante, o filme ainda conta com algumas divagações existencialistas, e conceitos religiosos – como o tear que define quem deve morrer, agindo como a Mão de Deus – e ainda é narrado em primeira pessoa pelo próprio Wesley Gibson, que conta com muito vigor sua história, desenvolvimento e desfecho – como foi feito em 300. As seqüências de ação são o grande chamariz do filme que segue num ritmo frenético cheio de tiroteios, explosões, perseguições, mal dando tempo do espectador respirar. Os efeitos especiais são de encher os olhos: se você ficou boquiaberto com o tiro de Fox – ou odiou – espere para ver a cena final e desfecho do filme... Enfim, com toda essa produção, cenas bombásticas, frases de impacto, e roteiro interessante, “O Procurado” se torna um dos melhores filmes de ação lançados ultimamente – vai ser odiado por muitos – e que você deve ter na sua coleção. Vale lembrar que é baseado em uma HQ, mas não tem muita coisa haver com a obra.
Filmes de zumbis, em geral não são nem de longe o ramo mais lucrativo do cinema, não costumam ser um primor de produção – grandes pérolas desse tema são filmes bastante undergrounds – e quase sempre contam com a mesma linha narrativa: um bando de pessoas tentando sobreviver a qualquer custo. O clima carregado, roteiro inexorável e uma quantidade “singela” de sangue e vísceras, afasta o “grande público”, mas por outro lado arrasta uma verdadeira legião de fãs fiéis ao estilo. Zumbilândia acerta em cheio ao vir na contramão. Com uma produção digna de um bom filme de ação, Zumbilândia usa do bom humor para conquistar a platéia e se transformar no filme de zumbi mais lucrativo de todos os tempos, conseguindo algo um tanto quanto improvável: um blockbuster zumbi de comédia. A grande diferença do roteiro de Zumbilândia, para ao roteiros de filmes de zumbis tradicionais é que ao invés de mostrar pessoas desesperadas para sobreviver em meio a um apocalipse Z, ele mostra pessoas na mesma situação mas não tão desesperadas assim, que querem saber mesmo é de se divertir. Tenha bom preparo físico; atire duas vezes; cuidado nos banheiros; use cinto de segurança, são essas as quatro lições básicas para quem quer sobreviver a uma infestação de zumbis segundo o protagonista Columbus (Jesse Eisenberg), e é com a explicação de cada uma delas – narradas pelo próprio Columbus – seguido de um clipe sanguinolento, de From Whom Bell Tolls do Metallica, que tem início o empolgante Zumbilândia. Columbus é um adolescente virgem – que na primeira vez que foi comer alguém, quase foi comido pela garota – que fica sozinho no mundo devastado, e assolado pelos seres putrefatos, seu maior desejo é encontrar uma namorada, mas ele não tem mais essa esperança, até que... ele topa com Tallahassee (Woody Harrelson). Não, Tallahassee não é uma garota, pelo contrário, é um cara durão que num tem medo de nada, e agora vive simplesmente pelo prazer de exterminar zumbis. Os dois continuam sua jornada em companhia um do outro, ambos em busca dos seus objetivos – o de Tallahassee, é comer pelo menos mais uma vez da sua rosquinha predileta, que parece ter sido extinta junto com a humanidade – até que topam com mais duas pessoas: Wichita (Emma Stone) e sua irmãzinha Little Rock (Abigail Breslin) – que de indefesas não tem nada. Zumbilândia é um filme a parte na filmografia dos zumbis, mas não decepciona em momento algum, faz bonito pelo gênero – além de contar com uma participação especial muito engraçada de Bill Murray, impagável – e passa uma aura de otimismo muito agradável de se ver, afinal de contas é como diz o ditado: Ta no inferno? Abraça o capeta ou Ta num apocalipse Z? Abraça o zumbi... melhor não!
Imagine que você e seus amigos vão passar suas férias de inverno em uma estação de esqui isolada. Imaginou? Agora imagine você e seus amigos isolados numa região dessas infestada por zumbis. Pronto? E que tal você e seus amigos cercados por nazistas assassinos? Foda né. Agora imagine que você e seus amigos vão passar as férias de inverno em uma estação de esqui isolada infestada por zumbis nazistas assassinos... Fail para vocês! É justamente esse o enredo de Dead Snow: um grupo de adolescentes vão passar as férias numa estação de esqui isolada, e encontram um tesouro escondido no local. Nesse exato momento eles começam a ser perseguidos pelos verdadeiros donos do tesouro: nazistas amaldiçoados, que foram transformados em zumbis e não vão sossegar até reunir todo o tesouro. Você pode achar que esse é só mais um filme gore qualquer... e realmente ele é, mas é um filme gore com zumbis nazistas. Não tem muito segredo, os monstros saem matando um por um os “ladrões”, e o filme te proporciona cenas no mínimo épicas. Snowmobile com metralhadora giratória; uma foice e martelo sendo usados como arma – o que num deixa de ser uma sátira ao comunismo; a boa e velha serra elétrica fatiando geral; as viceras de um zumbi usadas como corda; e muito, muito sangue. Mas muito sangue mesmo. Sério, tem muito sangue! Enfim é isso, não tem muito segredo, mas as cenas épicas, cômicas, nojentas, e os lendários “Zumbis Nazistas, fazem desse filme um filme simplesmente excelente para quem curte o estilo. Não deixe de assistir. Sério cara, tem muito sangue!
Quentin Tarantino é um capítulo a parte da história do cinema. Aclamado por uns e odiado por outros, Tarantino tem um jeito único de fazer filmes. Altamente influenciado pelo cinema clássico, com uma pitada de humor negro, violência e ironia, ele transforma seus filmes numa verdadeira miscigenagem de nostalgia com modernidade. Bastardos Inglórios senão o seu melhor filme é pelo menos, o mais maduro! Uma das marcas registradas do roteiro de Tarantino é narrar separadamente vários trechos da história e juntando-os com o desenvolver do enredo – técnica usada primorosamente bem em Cães de Aluguel, e no fantástico Pulp Fiction. E assim começa o filme mostrando como Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), consegue escapar do sádico Coronel Hans Landa (Christoph Waltz), que está na França à caça aos judeus refugiados. Por outro lado o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), organiza um grupo de soldados judeus americanos que tem um único objetivo: matar nazistas. Esse é o eixo central do filme que no desenrolar da trama tem a agente secreta Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger), se unindo a Aldo Raine num plano ousado para matar os líderes do Terceiro Reich. O que ninguém sabe é que Shosanna sob a falsa identidade de Emmanuelle Mimieux traça seu próprio plano de vingança contra os nazistas... Tarantino impõe sua personalidade ao filme por meio da trilha sonora, jogada de fotografia, texto espetacular, um detalhismo simplesmente impressionante nos diálogos, sem falar na dose - característica de seus filmes – cavalar de violência. Outro ponto alto do filme foi a escolha do elenco: Tarantino é um mestre na arte de dirigir e exigir uma boa atuação dos atores, assim sendo cada personagem do filme desempenha excelentemente seu papel, – o Hitler ficou muito engraçado – mas o destaque especial vai para: Brad Pitt que interpreta um Aldo Raine sarcástico, com um sotaque americano bastante engraçado, e Christoph Waltz – vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante – que realmente dá um show no papel de Hans Landa, sádico, insensível, cômico e despreocupado, que teve sua atuação comparada à de Heath Ledger – o Coringa de Batman: O Cavaleiro das Trevas – que foi estrondosamente comentada na temporada passada. O filme se passa numa França ocupada pelos Nazistas, mas não podemos deixar de notar uma série de elementos americanos embutidos no filme: o Sargento Donny Donowitz (Eli Roth) conhecido como “Urso Judeu” mata seus inimigos com um bastão de beisebol; a marca registrada dos “Bastardos” é o escalpelamento, técnica imortalizada pelos apaches norte – americanos. Esses são só os dois principais fatores que deixam evidente o forte patriotismo dos americanos no roteiro. Em Bastardos Inglórios, Tarantino cria uma história fictícia mas com muita identidade, se tornando uma verdadeiro fábula sobre a segunda guerra. E como é comum em filmes sobre o nazismo, você sempre torcer para algo que você sabe que nunca vai dar certo, assista até o fim... O sadismo de Tarantino vai fazer você vibrar!
Filmes baseados em jogos geralmente, têm por costume serem um fiasco, seja pela falta de interação – que só um jogo oferece – seja pelo pouco conteúdo original do jogo presente – afastando os fãs – e justamente pela falta desses dois quesitos não agrada também ao grande público. Felizmente, Terror em Silent Hill, é uma das raras obras que ensinam como unir a sétima à décima arte com muita eficiência. O filme conta a história de Rose (Radha Mitchel) e Christopher ( Sean Bean), pais de Sharon (Jodelle Ferland), uma menina sonâmbula que pronuncia o nome Silent Hill em seus devaneios. Rose descobre que existe uma cidade fantasma riscada do mapa, com o mesmo nome. Rose decide visitar a cidade em busca de respostas, e leva a filha junto. Chegando lá, Sharon desaparece e Rose começa uma busca desesperada pela filha, numa cidade no mínimo diabólica, sem saber que Sharon tem algo em comum com a história funesta da cidade. Mas nem tudo são flores em Silent Hill, o roteiro não é um primor de qualidade, - que tipo de mãe leva um filho para uma cidade fantasma??? – a argumentação também é um tanto quanto fraca, e o filme oscila: por hora parece querer explicar demais e outras vezes parece meio confuso – principalmente para quem num jogou o game. Mas no fim das contas o filme caminha bem com as próprias pernas.
Alessa O ponto alto do filme foi a transposição fantástica da cidade de Silent Hill para a telona. O diretor e a equipe de arte conseguiram igualar ao jogo e criar um cenário: medonho, insano, claustrofóbico e doentio. Todas as principais características do jogo foram fielmente utilizadas: A neblina – famosa neblina que tinha como objetivo principal cobrir as falhas gráficas do PS1, e acabou imortalizando o game – está lá, e é explicada como sendo as cinzas, do subterrâneo da cidade que queima eternamente – sinistro; a sirene que toca sempre que a cidade vai se transformar numa manifestação terrena do próprio Inferno, ficaram excelentes no filme; os monstros também ficaram fielmente adaptados, gerando asco, repugnância e medo – Pyramid Head com certeza encheu os olhos dos fãs; e o final que poderia vacilar acaba sendo surpreendentemente maligno e sanguinário – vai agradar fãs e não fãs com certeza... pelo menos os que tiverem estômago! Enfim , Silent Hill não é o melhor filme de terror da história do cinema, mas é um excelente filme de terror, além de ser talvez a adaptação mais fiel de um jogo de vídeo game. Perfeito? Não sei. Magnífico? Talvez. Competente? Com toda absoluta certeza!!!
Se você coloca num filme: Um carinha fodão que usa sobretudo preto e odeia pessoas que não dão seta; um inimigo gordinho, que usa óculos e é ligeiramente sádico; uma prostituta bem gostosa; muito humor e sarcasmo; trilha sonora heavy metal; tiroteio desenfreado do início ao fim; e cenouras – sem piadinhas capciosas, heim? – o que você tem? Um filme debochado? Talvez, mas um filme debochado muito bom!
Smith (Clive Owen) está sentado comendo sua cenoura tranquilamente, quando uma mulher grávida passa fugindo de uns perseguidores do mal. Smith não vê outra alternativa a não ser ajudar a pobre mulher, que acaba levando um tiro na cabeça. Em meio a um alucinante tiroteio, Smith foge levando a criança... a partir desse momento ele fará parte de uma perseguição sem limites! Hertz (Paul Giamatti) é um assassino contratado para matar a criança e fará de tudo para consegui-lo inclusive matar quem estiver no caminho. Dona Quintano (Mônica Bellucci) é uma prostituta que acaba se tornando a mãe adotiva. Não tem muito mais a comentar, o resto é tiroteio até o final, com cenas absurdamente mentirosas, mas altamente empolgantes e engraçadas – ahh, e o bebê curte heavy metal!
Mandando Bala não é um filme pretensioso, que vai encher os olhos dos críticos, mas tem um humor escrachado e cenas de ação muito boas, e acabou sendo um sucesso maior que o esperado. O filme bebe das fontes das HQ’s, e tem sim o seu charme, muito melhor do que muito filme de ação por aí – Velozes e Furiosos que o diga.
Se você não gosta desse tipo de filme, é melhor nem tentar assistir, pois ele não mudará sua opinião a respeito, mas se você é daqueles que gosta de fugir da realidade um pouco, e descansar na sua poltrona para ver um filme bem descolado, Mandando Bala é uma excelente pedida!
Como seria se realmente existisse algum super herói no mundo real? Seria algo como Hancock? E se esse super herói, não tivesse nenhum super poder?Algo como Batman, ou Homem de Ferro? E se ele não fosse multimilionário? Humm, Justiceiro? Capitão Nascimento? Ta... E se ele não tivesse super poder, não fosse milionário, não tivesse nenhum tipo de habilidade especial ou treinamento? Ahaa, esse é o Kick Ass.
É com essa premissa que Mark Millar, escreveu a HQ que virou sucesso de crítica, e agora foi competentemente adaptada para o cinema. Dave (Aaron Johnson) é um nerd típico, e um verdadeiro perdedor, mas quando menos se espera, ele resolve comprar um uniforme – via internet - e pagar uma de super herói no combate ao crime – você até deve se lembrar de uma história similar, mas como o próprio Dave descreve no filme: ...sem a aranha radioativa. O fato é que sobre a alcunha de Kick Ass, Dave se torna o mais novo combatente ao crime da cidade, só que... ele continua sendo um nerd perdedor: vai ser espancado, humilhado, hospitalizado, até que se envolve numa briga e tem o vídeo divulgado no Youtube, o que faz com que fique famoso. Agora Kick Ass é um herói nacionalmente famoso, que podia esperar tudo, menos topar com duas figuras no mínimo excêntricas: Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha Hit Girl (Chloe Moretz) – uma menina de 11 anos, que literalmente retalha seus inimigos – ambos “super heróis”, nada politicamente corretos, e completamente mortais. A partir daí não se tem muito a acrescentar, os 3 são perseguidos pela máfia, e segue-se assim até o desfecho do filme, que contém, muito sangue, cenas de ação, e boas reviravoltas, contendo um final bastante legal, se não for no mínimo épico.
Como todo filme típico de super herói, o roteiro não é ousado, mas pelo menos é competente e se mantém bastante agradável. O que poderia ser considerado um filme clichê qualquer, tem o seu diferencial na história escrita por Millar - um dos melhores roteiristas da atualidade – no qual ele conduz uma boa história em quadrinho, usando fatores que fogem da mesmice: o nerd protagonista sem nenhum tipo de poder, um cenário bastante real, e a Hit Girl, que é a encarnação de toda a violência retratada na HQ.
Enfim, Kick Ass pode até não ser o melhor filme de ação do ano, mas é um filme bastante bem adaptado, com um roteiro agradável, final carismático, e ação desenfreada com um pingo de humor negro. Na minha humilde opinião, acertou como um dos melhores filmes do ano!
Martin Scorcese é considerado por muitos um dos maiores cineastas da história, e não é para menos, Scorcese é um gênio, que consegue levar para ao espectador, elementos chave do cinema – muito esquecidos, ou banalizados em filmes atuais. Scorcese é muito famoso por seus filme de drama e gangsters, mas em Ilha do Medo, ele penetra em terreno desconhecido: suspense sobrenatural, e o resultado? O cara é o Martin Scorcese!!! A Ilha do Medo, conta a história do detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo), que são chamados para resolver um caso no Hospital Psiquiátrico Ashecliffe: Rachel Solando, acusada de matar os próprios filhos, desapareceu de sua cela, trancada e vigiada, sem deixar vestígios. Teddy Daniels conduz a investigação, mas encontra uma singela dificuldade: ninguém quer colaborar. Ninguém viu nem sinais da paciente, e Daniels desconfia veemente que todos estão conspirando em prol desse desaparecimento. Se não bastasse isso, os próprios diretores do hospital não colaboram com a investigação, não fornecendo a lista de pacientes e nem de médicos. Vários mistérios se desenrolam na trama: A estrutura do hospital que tem um aspecto praticamente militar, quem está na ala reservada para os mais perigosos pacientes?, porque o ultimo doutor a cuidar de Raquel foi autorizado sair da ilha?, que é o Paciente 67 – título original do livro – que remete o bilhete de Raquel Solando, sendo que o hospital só tem 66 pacientes? Em meio a esses mistérios, Daniels começa a ser vítima de seus próprios medos e pesadelos: a chacina que ele presenciou num campo de concentração na época da guerra, parece não ter saído de seu consciente, e o assassinato de sua mulher pelas mãos de um incendiário o perturbam cada vez mais. Somando tudo isso a inevitáveis dores de cabeça, mais mistérios vêem a tona: O assassino de sua mulher – Laeddis (Elias Koteas) – estaria internado no hospital? Que relação teria Daniels com Raquel? Ele próprio estaria sendo drogado? O que aconteceu com seu parceiro? O Farol é mesmo reservado para experiências sádicas? E assim se desenrola a trama do excelente Ilha do Medo que caminha sobre duas vertentes: Daniels é louco? ou todos estão mentindo para ele? A atuação de Daniels é digna de Leonardo DiCaprio – um dos melhores atores do cinema – que consegue passar para tela todo o suspense vivido pelo protagonista: medo, desconfiança, insanidade, e tudo o mais que é exigido dele. Todas as cenas maravilhosas presentes no livro, são levadas a tela com eximia cautela por parte de Scorcese: a tempestade, toda a umidade presente no local, os pacientes, o hospício, os muros e grades, tudo. A fotografia do filme é excelente, e somada a trilha sonora consegue transmitir toda a tristeza e pesar da história, fazendo do filme mais uma pérola de Scorcese. Scorcese adapta o livro de Denis Lehane com extrema habilidade – uma adaptação perfeita no meu conceito – criando todo o clima e atmosfera de tensão presente do início ao fim, reforçando aquilo que todo mundo já sabe: a combinação, Scorcese / DiCaprio, é extremamente competente, e vitoriosa, e Ilha do Medo é mais um desses clássicos que você tem que assistir. Recomendado!
Enquanto Edward brilha na luz do sol, e Jacob desfila pela tela com sua barriga tanquinho sarada, Lawrence Talbot se esconde desesperado na mansão de sua família, com o sangue derramado na noite anterior em suas mãos. Essa seria uma boa forma de colocar como O Lobisomem se contrasta com o cenário do cinema atual, ultimamente a telona foi invadida por uma legião de monstros bonzinhos, e liderados por Crepúsculo, aparece uma porção de filmes e séries que colocam criaturas das trevas, como os mocinhos da história. Em O Lobisomem acontece o oposto, com uma boa produção e mantendo o pé na estrutura dos clássicos, Joe Johnston resgata a imagem dessas criaturas, que foram meio apagadas nos últimos anos. Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), é um ator, que retorna a sua casa depois de vários anos de ausência, para investigar o desaparecimento do irmão, e chegando lá, descobre coisas terríveis sobre um possível monstro rondando o lugar. Sondado pela presença confortável de sua cunhada Gwen (Emily Blunt), e pela figura misteriosa e opressora de seu pai Sir John Talbot (Anthony Hopkins), Lawrence começa a descobrir coisas do seu passado, que podem mudar sua vida para sempre. Nessa relação áspera com o pai, Lawrence passa a ser investigado pelo Inspetor Abberline (Hugo Weaving), que desconfia que Lawrence seja louco e pode ter matado o próprio irmão. O roteiro dividiu bastante a critica, mas de uma forma ou de outra acertou em não inovar demais. Apostando na boa e velha receita, se mantém nos trilhos como um bom filme de terror tradicional - anterior à era do horror oriental – e não falha nesse aspecto. O filme tem uma dosagem alta de violência, membros retalhados, e vitimas dilaceradas são uma constante no filme, que em momento algum tem medo de espantar o grande público, com demonstrações bastante gore. Muitas controvérsias surgiram sobre o roteiro, sobre a trama batida, sobre os personagens bem ou mal desenvolvidos, enfim... mas não podemos deixar de comentar o ponto alto do filme: a ambientação. Muitos problemas surgiram perto do lançamento do filme, o que deixou muita gente apreensiva, mas no fim das contas o que se viu foi um filme perfeitamente bem finalizado. O cenário é soberbo, e tudo contribui para passar a alma gótica da história ao espectador: a velha mansão dos Talbot, a floresta sombria, Londres e sua eterna neblina, e a lua cheia... Tudo isso contribui para o universo abordado no filme, com os ataques noturnos da criatura sendo algo memorável. Outro ponto que o filme acerta em ir contra a maré, foi em optar em não usar CGI para construir o monstro. A CGI é a técnica usada pela maioria dos filmes atuais, na concepção de criaturas, mas em O Lobisomem, Joe Johnston, preferiu usar a clássica maquiagem, e o efeito foi surpreendente: a criatura realmente parece real, tanto na locomoção, quanto nas expressões faciais, e passam todo o horror, medo e insanidade vividos pelo personagem. O Lobisomem pode não ser um filme que vai entrar para a história, mas grava seu nome, justamente por ousar em não ser ousado. Bom saber que em tempos que lobisomens e vampiros arrancam suspiros enamorados de adolescentes no cinema, monstros ainda podem arrancar cabeças!
“Volta às Origens”, tem sido essa a fórmula usada no remake de muitos filmes atualmente. Sempre que uma franquia alcança certo sucesso, é quase certeza que ela terá uma continuação, e muitas vezes os produtores, com medo de fazer algo repetitivo e maçante, e com a intenção de atrair novos fãs, acabam inovando tanto o enredo dessas franquias, que acaba fazendo com que percam a identidade. Com o Predador não foi diferente, depois de uma renomada fama, direcionada a um público alvo, os Predadores galgaram o mainstream, protagonizando duas seqüências ao lado de outro famoso alienígena: O Alien – que para mim, é uma profanação na carreira do monstro. Os filmes conseguiram levar o grande público ao cinema, mas de fato não eram bons, então mais uma vez os produtores, optaram pelo caminho mais simples, mais rápido e mais fácil: o bom e velho retorno as origens. Predadores, conta a história de sete pessoas, que foram simplesmente transportadas do local que se encontravam, para uma selva remota e desconhecida. Perdidos e sem saber o que fazer, eles descobrem que na verdade se encontram em outro planeta, e que junto com eles outras criaturas foram deixadas lá. A trama se transforma em um sanguinário e violento jogo de gato e rato, e os sobreviventes farão de tudo para continuarem sobrevivendo. Eles precisam fazer de tudo para sobreviver e ainda conseguirem fugir do malfadado planeta, e podem contar com uma grande ajuda, ou não! O filme não é um primor de qualidade técnica, nem nada do tipo, os atores interpretam simplesmente o necessário: soldados seguidores do lema, “atire primeiro, pergunte depois”, e numa caçada onde só os melhores soldados foram escolhidos, você se pergunta o que um ou dois personagens estão fazendo na história. De resto você já conhece, já sabe quem são os Predadores, e suas armas e técnicas então nem se tem muito a comentar. Bom, é basicamente isso, não se tem muito mais a dizer. A ambientação ficou boa, as cenas de ação ficam dentro das expectativas, o roteiro é simples, como realmente tinha que ser. O filme é uma obra de arte ? Não, mas para quem é fã do monstrengo, é muito agradável de se ver. Nessa era de remakes, eu continuo a espera de um novo solo do Alien.
Antigamente, eram chamados de piratas, os assaltantes que singravam os mares para promover saques e pilhagens, simples malfeitores. A superstição muito comum entre os marujos, e personagens peculiares como Edward Teach, O Barba Negra, foram gerando muitas lendas com relação aos bucaneiros, e foi com A Ilha do Tesouro, livro lançado em 1883 por Robert Louis Stevenson, que os piratas chegaram ao seu estereótipo popular: aventureiros, com olho de vidro e perna de pau, viciados em rum, que enterravam tesouros e desenhavam um mapa para localizá-lo. A partir disso, os piratas viraram protagonistas típicos de aventuras em alto mar, e depois de vários anos sendo homenageados na literatura e no cinema, finalmente eles ganham a homenagem máxima, uma obra de arte em matéria de diversão e aventura: Piratas do Caribe. Um dos estúdios mais renomados dentro de Hollywood, a prestigiada Disney, consegue mais uma vez emplacar uma pérola, apostando numa aventura para toda família, sem mudar sua fórmula. Aproveitando tudo o que de melhor oferece o tema pirataria, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra, conta a história de Will Turner (Orlando Bloom), jovem que é encontrado perdido em alto mar, é salvo pela família de Elizabeth Swann (keira Knightley), por quem ele vem futuramente a se apaixonar. Infelizmente, o ferreiro de Port Royal, não é bom o bastante para a filha do governador, e Elizabeth acaba sendo prometida para o Comodoro Norrington (Jack Davenport). Mas o destino dos dois muda drásticamente com a chegada de um fantasma dos mares: o navio Pérola Negra, muito famoso nas lendas da região, ataca repentinamente a cidade, seqüestrando Elizabeth. Coincidentemente, chegava ao porto um dia antes do ataque, o notório pirata Jack Sparrow (Jhonny Depp), que depois de uma desavença resolve se unir a Turner no resgate de Elizabeth. Barbossa (Geoffrey Rush) é o capitão da tripulação amaldiçoada do Pérola, uma horda de zumbis imortais, que tem sua forma verdadeira revelada sob a luz da lua, e tem como objetivo reunir todo os medalhões astecas para se ver livre da maldição. Will Turner pretende salvar Elizabeth de seu captor, auxiliado por Sparrow que ambiciona rever seu velho navio. Correndo por fora Comodoro Norrington deseja salvar sal futura esposa, e prender o pirata condenado Jack Sparrow, e capturar o Pérola Negra. O filme pode apostar numa abordagem simples, com único intuito de arrecadar dinheiro e conquistar o grande público, mas é tão bem feito que acaba acertando em todos os detalhes. As travessias pelo oceano são fantásticas, revelando muitos lugares icônicos, como ilhas perdidas, paraísos piratas e tudo mais. O figurino é fantástico, e os efeitos especiais, as batalhas em alto mar, ficaram perfeitas. O roteiro é extremamente agradável, com reviravoltas e desafios gostosos de se ver. Mas o grande trunfo do filme está nos atores: Keira Knightley, interpreta uma típica burguesinha rebelde, que prefere uma vida de aventuras à ficar confinada num espartilho, e cai como uma luva no papel de “mocinha” do filme, o “mocinho” por sua vez é o corajoso Will Turner, interpretado por Orlando Bloom, que acabava de vir de um espetacular Legolas em O Senhor dos Anéis, e mesmo assim conseguiu criar um personagem com caráter e personalidade. Jack Davenport, não faz feio e se mantêm muito bem no papel de “vilão” coadjuvante. Quem brilha mesmo no elenco com maestria são os dois arquirrivais: Barbossa e Jack Sparrow. Geoffrey Rush (Barbossa), executa com maestria um pirata clássico, estereotipado ao máximo, com tudo o que tem direito, desde os maus modos, a vasta barba negra, e ao cativante macaco de estimação, mas o ponto alto no filme é a atuação absolutamente magistral de Jhonny Depp. A princípio, os produtores não aprovaram um Jack Sparrow, cômico e desajustado, queriam algo mais sério, o que seria um erro, pois foi justamente o pirata bêbado e excêntrico interpretado por Depp o grande ápice do filme, e que acabou se tornando um dos maiores personagens da Disney, senão da história do cinema. E essa é a Disney, que investindo nos efeitos especiais, numa trilha sonora cativantemente épica e visando agradar a todos, conseguiu criar a maior história sobre piratas da história, que acabou gerando duas seqüências, uma maravilhosa, outra...
Normalmente quando um filme faz muito sucesso, logo uma seqüência é lançada para aproveitar o nome do filme, e criar uma franquia, e Piratas do Caribe, depois do sucesso que foi, não iria ficar de fora dessa. Mais dois filmes – rodados juntos – foram gravados para dar seqüência ao enredo, e pelo menos esse que é o segundo filme da franquia, não faz feio.
Davy Jones A história continua em altíssimo nível com Piratas do Caribe: O Baú da Morte, se da primeira vez Barba Negra serviu como molde para Barbossa, dessa vez outro pirata lendário – esse realmente lendário – foi escolhido para ser o vilão da trama, mantendo o tom sobrenatural do primeiro filme, Davy Jones (Bill Nighy) o capitão do navio fantasma Holandês Voador, vem cobrar uma dívida que Jack Sparrow tinha para com ele. Jack estará amaldiçoado a trabalhar no Holandês durante 100 anos, a menos que consiga pegar a chave e encontrar o baú que guarda o coração de Davy Jones. Mas Jack não é o único atrás do baú, Will Turner é coagido a procurar o baú pelo diretor da Companhia das Índias Orientais: Lord Cutler Beckett (Tom Hollander), que aprisiona Elizabeth e chantageia Will. Outro que parecia perdido resolve dar as caras e vai atrás também do baú, o ex Comodoro Norrington agora é um desempregado, e anseia em conseguir o seu posto de volta.
Kraken afundando navio Piratas do Caribe: O Baú da Morte, não se atreve a ousar demais no roteiro, e mantêm a mesma proposta do primeiro filme, com cenas de ação em alto mar de tirar o fôlego. O grau de aventura é alucinante, e o filme não deixa o espectador respirar nenhuma vez com cenas hora emocionantes e hora hilárias. A seqüência com os canibais é um dos melhores momentos do filme. Mas a grande sensação do filme é o mascote de Davy Jones: O Kraken. O monstrengo é gigantesco, e ataca com seus tentáculos, destruindo alguns navios ao longo do filme. Bill Nighy também interpreta muito bem o seu Davy Jones, fazendo do antagonista um verdadeiro vilão dos mares. A reintegração de Norrington à trama caiu como uma luva, e tem no ápice de sua participação a batalha tripla na qual ele, Jack e Will duelam para ver quem ficará com a chave e consequentemente com o coração de Jones. A trama tem um fim inesperado, culminando com a morte de uns protagonistas, mas não é um final definitivo, o filme acaba com o ressurgimento de alguém que deixou saudades no primeiro filme, e joga muita expectativa para o terceiro e ultimo filme da trilogia.
O primeiro Piratas do Caribe foi um sucesso, com um roteiro interessante, cenas de ação maravilhosas, personagens inesquecíveis e uma excelente trilha sonora, o filme foi um expoente máximo no tema: piratas. A sua seqüência foi ainda melhor, usando efeitos especiais ainda mais inovadores, ele trouxe de volta todo universo criado no primeiro filme, com ainda mais profundidade, apostando num roteiro cheio de reviravoltas e cenas de ação, teria sido perfeito se não fosse um detalhe: ele não tem final, ele termina em aberto deixando para o terceiro filme finalizar a trilogia, esse é o problema, o terceiro filme... Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, simplesmente se perde. Ao invés de manter a formula dos primeiros filmes, ele tenta ser ousar em terreno desconhecido, tentando passar uma aura mais sombria para a série, além de se ver obrigado a fechar a trilogia explicando tudo o que não foi explicado, e aí que aparecem os problemas. Agora o diretor da Companhia das Índias Orientais, Lord Cutler Beckett (Tom Hollander), depois de ter conquistado o coração de Davy Jones( Bill Nighy), usa o Holandês Voador para o extermínio de piratas. Para combater isso, os piratas resolvem reunir novamente “Os Nove Lordes da Corte da Irmandade”, que basicamente seria a reunião de todos os piratas existentes. Para conseguir isso, eles precisam trazer de volta a vida, um dos membros que havia sucumbido perante o Kraken: Jack Sparrow. Essa missão fica a cargo de Barbossa, Will e Elizabeth, que vão até Cingapura, ter com o Capitão Sao Feng (Yun-Fat CHow), um dos membros da irmandade, a espera da obtenção de mapas secretos, que levariam até o fim do mundo. Paralelos a isso tudo, tem a Deusa Calypso, encarnada em Tia Dalma (Naomie Harris), que pode ser a chave para o desfecho da história. Ta, a idéia até que é interessante, mas já é confusa por si só, e nessa miríade de detalhes, que o roteiro se perde e se arrasta melancolicamente. O maior trunfo dos dois primeiros filmes, era a comédia e aventura em alta dosagem, mas em No Fim do Mundo, isso não existe, pois ao deixar a trama mais sombria, poucas cenas de comédia são vistas, e somando isso pouca ação, o filme se torna longo e tedioso. Outros fatores não passam despercebidos: Onde foi parar o grande monstro, e sensação do segundo filme? Isso mesmo, o Kraken, não tem participação nenhuma em No Fim do Mundo, se alguém esperava ver ele destruindo ou no mínimo sua destruição, tem que se contentar com a cena em que ele aparece morto jogado numa praia. O ritual de ressurreição de Jack Sparrow que tinha tudo para ser algo inovador, num passa de uma viagem chata e melancólica por águas geladas, o que vai fazer o espectador usar o fast – foward sem pensar duas vezes, culminando num dialogo pseudo-intelectual, entrevários Jack Sparrow’s o que vai deixar o publico no mínimo se perguntando o que seria aquilo. O par romântico da série, Elizabeth e Will, praticamente deixam o romance de lado, perdendo todo o seu peso na história, e acreditem o público não vai gostar do desfecho disso. Norrington, que era um excelente vilão nos dois últimos filmes, entra para a lista de exclusão ao lado do Kraken, e não tem participação efetiva no filme. Davy Jones, o demônio dos mares, passa a ser um cão mandado de Cutler, que em o Baú da Morte, não se impunha em momento continua o mesmo, mas no papel de vilão do filme? E qual o motivo de reunir “Os Nove Lordes da Corte da Irmandade” se eles simplesmente não participaram de nenhuma batalha? E Calypso? O que aconteceu com a chave para o desfecho da história? Tudo isso contribui para Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, ser um fiasco – apesar da excelente bilheteria – mas não por conta de uma história batida, mas por única responsabilidade de seus produtores, não se pode aceitar depois de dois ótimos filmes, trazer um roteiro desses para a tela. Enfim, a sorte é que o rótulo Piratas do Caribe, se mantêm no topo, pelas suas primeiras impressões causadas, e pelo sempre excelente Jack Sparrow. O quarto filme está em produção, e agora depois disso leva muita pouca expectativa, ainda mais com a ausência de alguns personagens. Piratas do Caribe entrou para a história, sendo uma trilogia extremamente bem rentável, e com um final desprezível, agora resta a saber se ainda tem forças para sobreviver. Particularmente, eu torço para que sim, desde que não aconteça coisas como essas listadas acima.
Batman, originalmente desenvolvido por Bob Kane e Bill Finger foi um personagem criado, para pegar carona nas ondas do sucesso que Super-homem galgava na época, e conseguiu. Batman ao lado do Super-Homem e Homem Aranha, é um dos três maiores heróis da indústria de quadrinhos. Baseado em personagens como “Drácula”, Batman vestia um uniforme negro e tinha como símbolo o morcego, mas só descobriu o lado sombrio de seu ser, depois que Frank Miller assumiu os roteiros e lançou o marco O Cavaleiro Das Trevas. A HQ, moldou uma nova personalidade para o personagem, sombria, um verdadeiro anti-herói, e é com essa mesma pegada que Christopher Nolan dirige o excelente Batman Begins. Bruce Wayne (Christian Bale) é um jovem milionário, herdeiro das indústrias Wayne. Depois de ter presenciado o assassinato dos pais ainda muito jovem, Wayne se tornou um playboy mesquinho e problemático. Com Gotham City mergulhada na sujeira e na podridão, Wayne se sentia deslocado, e descobriu do jeito difícil que a justiça não tinha poder nenhum sobre os mafiosos da região. Tentando encontrar seu lugar no mundo, Wayne dado como morto, viaja o mundo em busca de auto-realização. Essas viagens o leva até os confins da Terra, aonde ele é aceito em uma guilda de assassinos, onde aprende tudo sobre artes marciais, e como usar a maior arma de todas: o medo. Depois de discordar com as ideologias de seu “mestre” Ra’s Al Ghul, ele se rebela e volta para Gotham City, onde sobre alter-ego de Batman, vai finalmente combater o crime...mas a seu modo. Batman Begins é um assunto a parte em matéria de filmes de super heróis, pois o nível com que é apresentado ao público vai muito além das HQ’s. Christopher Nolan, detalha meticulosamente com muito realismo toda a transfomação do insípido Bruce Wayne, no homem morcego. O cinto de utilidades foi substituído por um verdadeiro uniforme High – Tech, onde as pistolas de corda, foram substituídas por um kit realista de rapel e montanhismo – fugindo dos clichês das HQ’s. Sonares para atrair morcegos, e óculos de visão especiais, fazem parte do arsenal do “herói”. Mas todo esse realismo não tirou a imagem de Batman, pelo contrário, realçou ainda mais a personalidade indigesta de quem não faz questão de ser simpático. As aparições e “desaparições” de Batman ao longo do filme, são colocadas de tal forma a supor que sua existência seja algo mitológico, e o modo como o homem morcego, usa o medo das suas vítimas contra elas próprias, é fantástico. Christian Bale, um dos nomes do momento de Hollywood, executa com maestria o papel do irresponsável playboy Bruce Wayne, e sua antítese Batman, sério, reservado que parece levar o peso do mundo nas costas. Katie Holmes e Cillian Murphy, trabalham com eficiência em seus papéis como a mocinha do filme Raquel Dawes e o vilão Espantalho – que na visão atual de Nolan, ficou bastante interessante. Personagens míticos do mundo de Batman, o mordomo Alfred (Michael Caine) e Jim Gordon (Gary Oldman) são maravilhosamente bem interpretados, o elenco ainda conta com Morgan Freeman, que age como um conselheiro do homem morcego. Os efeitos especiais, são condizentes com o tamanho e importância do filme, e fica o destaque para a cena de perseguição ao batmóvel – aqui um tanque especial modificado. A visão de Nolan é fantástica, e somando isso ao clima noturno e quase cyberpunk de Gotham, mais a atuação eximia dos atores, transforma um filme num clássico, o filme mais maduro já feito sobre um super-herói, senão o melhor!
Space Jam: O Jogo do Século
3.3 794 Assista AgoraNa infância foi implacável!
Sucker Punch: Mundo Surreal
3.4 3,1K Assista AgoraUm dos mais bem capacitados diretores de filmes de ação dos últimos tempos, Zack Snyder conquistou seus fãs com as excelentes adaptações de 300 e Watchmen, e gerou toda uma expectativa com relação ao seu primeiro projeto original. Com Sucker Punch, Zack deixa evidente uma coisa: em seqüências de ação ele é no momento um mestre incomparável, mas na arte de contar estórias e compor o roteiro, deixa muito a desejar.
Sucker Punch conta a história de Babydoll (Emily Browning), uma garota que é injustamente internada em um sanatório pelo padrasto. Agora presa, e a poucos dias de sofrer uma lobotomização, ela encontra um meio de conquistar a liberdade: Deve conseguir quatro itens que lhe permitiriam fugir do local, mas tudo isso passando por várias fases – literalmente – dentro de sua mente, e para isso conta com a ajuda de suas novas amigas: Rocket (Jena Malone), Blondie ( Vanessa Hudgens), Sweet Pea ( Abbie Cornish) e Amber ( Jamie Chung).
O filme que até então é uma incógnita – pois ninguém entendia a idéia de Zack – começa com uma cena dramática e arrebatadora: A jovem Babydoll se encontra numa mansão gótica, abalada pela morte dos pais, e acaba presenciando o assassinato de sua própria irmã, quando parte para fazer justiça com as próprias mãos, tudo isso sob o som de uma excelente Sweet Dreams – versão cantada pela própria atriz. Seqüência perfeita para prender a atenção do expectador, e criar os laços de amor / ódio com a personagem e o vilão, porém ao término da sessão, você fica se perguntando o que aconteceu, e a até então magnífica abertura, perde toda a sua alma.
Todo e qualquer peso intelectual – se é que Zack tentou passar mesmo essa idéia – se perde ao longo da trama, que mostra um plano de fuga simples e medíocre perpetrado por Babydoll e suas amigas na busca pela liberdade, e uma estranha reviravolta no final que não revira tanta coisa assim. O roteiro é fraquíssimo, e tenta vender a idéia que quatro itens são as chaves para liberdade – uma vez que são quatro itens relativamente comuns de se encontrar – necessitando de um momento e um modo certo de obtê-los – o que torna a coisa ainda mais maçante.
Mas com um roteiro tão estranho e simplório, o que faz de Sucker Punch um filme tão comentado, e discutido nos fóruns do momento? Sem dúvida nenhuma, os efeitos visuais. As cenas de ação são alucinantes e ousadas, e estão entre umas das melhores seqüências de ação dos últimos anos. Na mente de Babydoll ela e suas amigas, se tornam guerreiras implacáveis, e em meio a cenários orientais, steampunk, e futuristas, dão um verdadeiro show marcial, se você já se impressionou com as sangrentas batalhas de 300, espere para ver as acrobacias, tiroteios, e as porradas protagonizadas pelas garotas – tudo isso repletos de takes vertiginosos, característicos de Zack.
Bom é esse o resultado do estranho projeto saído da mente de Zack Snyder, uma mistura mal feita de filme de ação, com um filme de drama, no qual mesmo com uma excelente trilha sonora, não consegue passar tanta emoção, e as cenas de ação existem alheias à trama tosca e cheia de pontas soltas.
A idéia que dá é que Zack tentou misturar água e óleo, enquanto poderia muito bem ter trabalhado duro em cima de um filme de ação Sci-Fi / Steampunk que poderia ter entrado para a história. Sucker Punch, não abala a carreira de Zack como diretor, pelo contrário fica evidente que na hora de dar vida a um universo, e imaginar cenas de batalha ele tem um estilo único – não é a toa que fez tanto sucesso adaptando obras já existentes – porém não acertou a mão na hora de criar a sua própria história, e acabou fazendo de Sucker Punch, uma coisa bela, porém desconexa e insípida.
Sucker Punch: Mundo Surreal
3.4 3,1K Assista AgoraÉ melhor o Zack só continuar dirigindo adaptações!
Sucker Punch: Mundo Surreal
3.4 3,1K Assista AgoraTrilha Sonora e Cenas de Ação 5 estrelas, o roteiro e o enredo 1 !
Tudo Por Ela
3.5 89Fraco! A idéia é boa, mas muiiito fraquinho!!! Esperava algo mais intrincado!!! Vou ver o 72 Horas agora e ver no que dá!
Terra dos Mortos
3.0 299Pra quem gosta de zumbis e é fã de Romero é um prato cheio! Mas realmente, zumbis inteligentes é algo meio tenso!
Scott Pilgrim Contra o Mundo
3.9 3,2KA vida é composta de várias fases e desafios, que temos que passar em busca de amadurecimento, para obtermos nossos objetivos. São muitas as dificuldades, seja na infância, na vida adulta, e na tão conturbada adolescência. Agora imagine sua vida, com pontuação, bônus, vidas extras e continues?
Baseado na HQ homônima que foi sucesso de criticas, o filme dirigido pelo excelente Edgar Wright – responsável por duas das melhores comédias dos últimos tempos: Todo Mundo Quase Morto e o estupendo Chumbo Grosso – adapta de forma perfeita – e até melhor – a versão escrita, contando com muita cultura pop, e efeitos maravilhosos e originais. O único contra do filme foram as bilheterias, que ficaram a baixo do esperado, seja pela péssima distribuição do filme – aqui na minha cidade, ficou apenas uma semana em cartaz – ou pela incapacidade do grande público de absorver filmes bons de verdade – explicando o sucesso do lixo Crepúsculo, e o anonimato do próprio Chumbo Grosso!
Lógico que os créditos pela excelente história devem ir para Bryan Lee O’Malley, o criador dessa magnífica HQ, mas a verdade é que Edgar Wright deu um show na sua adaptação – fato muito raro de acontecer em adaptações. Apesar do visual cômico, e cenas hilárias, Scott Pilgrim Contra o Mundo não chega a ser um filme de comédia, mas uma miscelânea entre vários estilos, mantendo a originalidade não só no visual mas também no teor da história, provando que apesar de Wright não lucrar alto nas bilheterias, tem uma alma especial para rodar seus filmes!
Scott Pilgrim(Michael Cera), é um típico adolescente nerd, membro de uma banda de Indie Rock, que tenta se recuperar uma desilusão amorosa. O seu mundo começa a girar quando conhece Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead), uma garota impulsiva que vai contra tudo o que Pilgrim conhece. Arrebatado pela moça - e ainda preso pelo seu relacionamento atual - Scott terá que passar por uma singular tarefa para ficar com ela: enfrentar e vencer todos os “sete ex-namorados malignos” de Ramona!
Apesar de ser uma adaptação de HQ, e não de um Game, Scott Pilgrim Contra o Mundo é de longe um dos melhores filmes sobre o tema já feitos. As batalhas contra os “ex-namorados malignos”, são semelhantes as fases de um vídeo game, com pontuação e tudo, e aqui que fica evidente o ponto alto do filme: os efeitos especiais.
Os efeitos presentes no filme estão sublimes, e tudo gira a favor para que tudo pareça um grande jogo, dando ao filme um visual extremamente original. Durante as batalhas, efeitos sonoros clássicos da era 16-bits estão completamente presentes, seja através dos narradores clássicos de games de luta – “VS”, “ROUND 01, FIGHT” “2 PLAYER MODE” “K.O” – ou através de continues, vidas, e os inimigos que viram moedas quando são destruídos, isso sem falar na constante presença de onomatopéias gráficas ao longo do filme: “DING DONG”, “CRASH”, “KABUM”. Com essa carga visual e sonora, é impossível não se lembrar de Street Fighter ou Super Mário World, e perceber que estamos diante de um dos filmes mais originais – tanto pelo roteiro, como pela estética – dos últimos tempos.
Mas mesmo com tantos efeitos, o que rouba a cena mesmo é o enredo, e esse não seria tão envolvente senão fosse pelos atores. Aqui até o mais coadjuvante personagem, é verossímil e cada um se encaixa dentro da história de alguma forma. Os destaques vão obviamente para: Michael Cera que mesmo interpretando alguém que está em busca da própria identidade dá um show e começa a se despontar como uma das promessas de Hollywood; Mary Elizabeth Winstead cai como uma luva na inconstante Ramona; e Ellen Wong que é Knives Chau a ex namorada de Pilgrim, que funciona como um “o outro ponto de vista” da desilusão amorosa sofrida por ele.
Para quem não viu o filme – ou viu a ainda não sacou – e só leu a critica, uma coisa deve ser esclarecida: Scott Pilgrim Contra o Mundo não é um filme sobre um jogo de vídeo game, e não o personagem não tem poderes. Toda a estética, e efeitos visuais não passam de uma grande metáfora sobre a vida. As batalhas contra os “Bosses”, as fases e tudo aquilo, não passa de uma fábula sobre o amadurecimento, pela busca do auto conhecimento. A longa batalha jogada por Pilgrim, é na verdade a mesma batalha pela qual todo adolescente passa na fase mais conturbada da vida, a batalha pela própria identidade – a cena da auto estima, que é retratada como uma espada, cheia de bônus extras, é simplesmente sublime!
Pode não ter faturado alto nas bilheterias, mas Scott Pilgrim é de fato uma das melhores adaptações de uma HQ, e uma das melhores histórias sobre o amadurecimento já escritas.
O Legado Valdemar II: A Sombra Proibida
2.6 81Alguém achou pra baixar?
O Legado Valdemar
3.3 117O melhor que eu vi sobre Lovecraft até agora!!! NUm vejo a hora de sair pelo menos o trailer de Nas Montanhas da Loucura de Del Toro!
Fúria de Titãs
3.0 2,2K Assista Agora[spoiler]
Fúria de Titãs é um remake de um filme clássico da década de 80, mas como eu não assisti tal filme - e na boa, nem sou tão fã de filmes antigos – vou falar só o que achei desse Fúria de Titãs, do atual, do que esta passando agora, no seu cinema, corra lá e assista – ou não.
Perseu ostentando
a cabeça da Medusa
Um dos filmes mais esperados dessa temporada pela maior parte do público, é também um dos mais broxantes – um dos melhores trailers do ano, rendendo um dos piores filmes - Fúria de Titãs conta a história de Perseu - interpretado por Sam Worthington, e mal interpretado diga-se de passagem – um herói da mitologia grega, filho de Zeus que na trama tem que destruir o Kraken – um monstro marinho colossal criado pelos deuses – para salvar a vida da princesa Andrômeda, que seria oferecida como sacrifício para o monstro. O filme começa mostrando o nosso herói como um pobre pescador forasteiro e quando você menos espera, ele já está dentro do palácio de Argos, no meio de uma legião de guerreiros, recusando uma taça de vinho da própria princesa. O roteiro ruim e mal trabalhado não termina aí, você ainda verá um Perseu inexperiente, partindo em uma aventura épica como figura principal, isso sem nunca ter segurado uma espada nem nunca ter lutado – e não, a desculpa que ele é um semideus, não cola nesse aspecto – e no fim das contas estará a plena, soltando mortais duplos, e cambalhotas – sério, que porra foi essa???
Personagens muito mal desenvolvidos são uma constante no longa, a começar pelo nosso insípido herói, passando por Draco (Mads Mikkelsen) líder da legião e que não sorria nunca, uma dupla de caçadores que apesar da força para serem engraçados, são no mínimo dispensáveis na trama. E destacando – negativamente – a dupla feminina do filme: Io (Gemma Arterton), uma humana – imortal – que aparece simplesmente do nada... e continua aparecendo até que quando você menos espera, está fazendo parte do grupo de Perseu guiando os nossos heróis em sua jornada e Andrômeda (Alexa Davalos) - do ponto de vista da lenda, uma das personagens principais – que tem uma participação ínfima no filme: participando de duas cenas apenas ela acaba por ser rejeitada pelo nosso herói – tipo, ele fez aquilo tudo e nem para comer ela? Fail. Outro que teve uma participação no mínimo mal aproveitada foi o Kraken (Equipe de Efeitos Especiais), com toda sinceridade um dos monstros mais interessantes do cinema: colossal, devastador, monstruoso, imponente, mas que teve uma participação muito breve e pouco empolgante – os ataques do Kraken de Piratas do Caribe 2 eram muito mais empolgantes. A propósito se teve um ponto alto no filme foram os monstros: a medusa, os escorpiões gigantes, o Pégaso, e o Kraken são dignos de qualquer filme de fantasia que já passou ou ainda está por vir – aquele que era para ser um dos maiores blockbusters do ano, tinha a obrigação de ser visualmente satisfatório – mas faltou uma participação mais efetiva dos monstros, ou talvez até mais monstros – o que tem de mais legal na mitologia do que suas criaturas?
O Kraken é um dos maiores monstros do cinema
mas não tem uma participação realmente boa.
O roteiro num peca só com os personagens, o próprio desenrolar da trama é chato e flutuante, com algumas forçadas de barra como: uma espada mágica que se materializa aos pés de nosso herói, o pégaso que simplesmente aparece quando mais se precisa dele, e uma travessia tosca e monótona por um dos lugares mais interessantes da mitologia: o rio Aqueronte e seu não menos famoso barqueiro Caronte – os dois são praticamente ignorados. As cenas de ação que foram o único ponto elogiado pela crítica, também não me agradaram – com exceção ao covil da Medusa que teve uma seqüência interessante – batalhas rápidas, escassas e que não encheram meus olhos.
Enfim é isso, um filme que tinha tudo para ser uma das grandes atrações do ano, não passou de um filme chato e muito mal aproveitado. Uma pena, acho que a mitologia grega ainda fica esperando um representante da sétima arte, que valorize toda sua grandiosidade e imponência. Não foi dessa vez, quem sabe um dia God Of War não consiga essa façanha – gostem ou não, o Kratos é o personagem mitológico mais legal que existe!
O Procurado
3.4 1,5K Assista AgoraFilmes de ação em geral têm como principal objetivo entreter o público com cenas de ação desenfreadas e ousadas – algumas vezes ignorando a história, ou exibindo roteiros pífios e extremamente clichês – sem se preocupar com a reação dos críticos e cinéfilos de plantão – que são, na grande maioria esmagadora das vezes, um bando de chatos saudosistas. Muitas vezes – ainda mais com o avanço dos efeitos especiais – eles forçam tanto as cenas, que além de impossíveis, chegam a ser cômicas. Mas algumas vezes, eles ultrapassam esse limite criando seqüências tão “viajantes” que elas passam a fazer parte da alma do filme, tornando-se indispensáveis para colocar o público dentro daquele mundo fictício – quem até hoje não se lembra do impacto causado por um jovem de, sobretudo, esquivando de balas, e espancando agentes engomadinhos as centenas? Pois espera para ver a Angelina Jolie fazendo um disparo de 360º...
O Procurado não é um filme de ação revolucionário como Matrix, mas tem lá sua originalidade. Carros que dão saltos mortais, efeitos em slow motion, balas que fazem curvas e se chocam no ar são a grande atração do filme. Mas não pense que se trata de um filme exclusivamente clichê, o roteiro que a principio parece bem simples, acaba surpreendendo e tem lá seu charme, com reviravoltas e muitas cenas e frases de impacto.
Wesley Gibson (James McAvoy) é um perdedor em potencial, do tipo que paga a camisinha que a namorada vai usar para traí-lo, agüenta humilhação no trabalho, sofre de hipocondria, essas coisas. Até que uma gostosíssima Fox (Angelina Jolie) aparece e lhe revela que na verdade ele é filho e herdeiro de um dos maiores assassinos do mundo. Pronto, a vida de Wesley acabou de ser revirada de pernas para o ar. Em busca de descobrir sua verdadeira identidade ele entra para uma irmandade de assassinos, comandada por Sloan (Morgan Freeman) e começa um treinamento para matar o assassino de seu pai. Até aí, todo mundo sabe que Wesley se tornará um cara fodão, a coisa muda quando ele finalmente executa o algoz de seu progenitor, dando uma virada muito interessante no roteiro.
Além de um enredo interessante, o filme ainda conta com algumas divagações existencialistas, e conceitos religiosos – como o tear que define quem deve morrer, agindo como a Mão de Deus – e ainda é narrado em primeira pessoa pelo próprio Wesley Gibson, que conta com muito vigor sua história, desenvolvimento e desfecho – como foi feito em 300.
As seqüências de ação são o grande chamariz do filme que segue num ritmo frenético cheio de tiroteios, explosões, perseguições, mal dando tempo do espectador respirar. Os efeitos especiais são de encher os olhos: se você ficou boquiaberto com o tiro de Fox – ou odiou – espere para ver a cena final e desfecho do filme...
Enfim, com toda essa produção, cenas bombásticas, frases de impacto, e roteiro interessante, “O Procurado” se torna um dos melhores filmes de ação lançados ultimamente – vai ser odiado por muitos – e que você deve ter na sua coleção.
Vale lembrar que é baseado em uma HQ, mas não tem muita coisa haver com a obra.
Zumbilândia
3.7 2,5K Assista AgoraFilmes de zumbis, em geral não são nem de longe o ramo mais lucrativo do cinema, não costumam ser um primor de produção – grandes pérolas desse tema são filmes bastante undergrounds – e quase sempre contam com a mesma linha narrativa: um bando de pessoas tentando sobreviver a qualquer custo. O clima carregado, roteiro inexorável e uma quantidade “singela” de sangue e vísceras, afasta o “grande público”, mas por outro lado arrasta uma verdadeira legião de fãs fiéis ao estilo. Zumbilândia acerta em cheio ao vir na contramão.
Com uma produção digna de um bom filme de ação, Zumbilândia usa do bom humor para conquistar a platéia e se transformar no filme de zumbi mais lucrativo de todos os tempos, conseguindo algo um tanto quanto improvável: um blockbuster zumbi de comédia.
A grande diferença do roteiro de Zumbilândia, para ao roteiros de filmes de zumbis tradicionais é que ao invés de mostrar pessoas desesperadas para sobreviver em meio a um apocalipse Z, ele mostra pessoas na mesma situação mas não tão desesperadas assim, que querem saber mesmo é de se divertir.
Tenha bom preparo físico; atire duas vezes; cuidado nos banheiros; use cinto de segurança, são essas as quatro lições básicas para quem quer sobreviver a uma infestação de zumbis segundo o protagonista Columbus (Jesse Eisenberg), e é com a explicação de cada uma delas – narradas pelo próprio Columbus – seguido de um clipe sanguinolento, de From Whom Bell Tolls do Metallica, que tem início o empolgante Zumbilândia.
Columbus é um adolescente virgem – que na primeira vez que foi comer alguém, quase foi comido pela garota – que fica sozinho no mundo devastado, e assolado pelos seres putrefatos, seu maior desejo é encontrar uma namorada, mas ele não tem mais essa esperança, até que... ele topa com Tallahassee (Woody Harrelson). Não, Tallahassee não é uma garota, pelo contrário, é um cara durão que num tem medo de nada, e agora vive simplesmente pelo prazer de exterminar zumbis. Os dois continuam sua jornada em companhia um do outro, ambos em busca dos seus objetivos – o de Tallahassee, é comer pelo menos mais uma vez da sua rosquinha predileta, que parece ter sido extinta junto com a humanidade – até que topam com mais duas pessoas: Wichita (Emma Stone) e sua irmãzinha Little Rock (Abigail Breslin) – que de indefesas não tem nada.
Zumbilândia é um filme a parte na filmografia dos zumbis, mas não decepciona em momento algum, faz bonito pelo gênero – além de contar com uma participação especial muito engraçada de Bill Murray, impagável – e passa uma aura de otimismo muito agradável de se ver, afinal de contas é como diz o ditado: Ta no inferno? Abraça o capeta ou Ta num apocalipse Z? Abraça o zumbi... melhor não!
Zumbis na Neve
2.9 317Imagine que você e seus amigos vão passar suas férias de inverno em uma estação de esqui isolada. Imaginou? Agora imagine você e seus amigos isolados numa região dessas infestada por zumbis. Pronto? E que tal você e seus amigos cercados por nazistas assassinos? Foda né. Agora imagine que você e seus amigos vão passar as férias de inverno em uma estação de esqui isolada infestada por zumbis nazistas assassinos... Fail para vocês!
É justamente esse o enredo de Dead Snow: um grupo de adolescentes vão passar as férias numa estação de esqui isolada, e encontram um tesouro escondido no local. Nesse exato momento eles começam a ser perseguidos pelos verdadeiros donos do tesouro: nazistas amaldiçoados, que foram transformados em zumbis e não vão sossegar até reunir todo o tesouro.
Você pode achar que esse é só mais um filme gore qualquer... e realmente ele é, mas é um filme gore com zumbis nazistas. Não tem muito segredo, os monstros saem matando um por um os “ladrões”, e o filme te proporciona cenas no mínimo épicas. Snowmobile com metralhadora giratória; uma foice e martelo sendo usados como arma – o que num deixa de ser uma sátira ao comunismo; a boa e velha serra elétrica fatiando geral; as viceras de um zumbi usadas como corda; e muito, muito sangue. Mas muito sangue mesmo.
Sério, tem muito sangue!
Enfim é isso, não tem muito segredo, mas as cenas épicas, cômicas, nojentas, e os lendários “Zumbis Nazistas, fazem desse filme um filme simplesmente excelente para quem curte o estilo. Não deixe de assistir.
Sério cara, tem muito sangue!
Bastardos Inglórios
4.4 4,9K Assista AgoraQuentin Tarantino é um capítulo a parte da história do cinema. Aclamado por uns e odiado por outros, Tarantino tem um jeito único de fazer filmes. Altamente influenciado pelo cinema clássico, com uma pitada de humor negro, violência e ironia, ele transforma seus filmes numa verdadeira miscigenagem de nostalgia com modernidade. Bastardos Inglórios senão o seu melhor filme é pelo menos, o mais maduro!
Uma das marcas registradas do roteiro de Tarantino é narrar separadamente vários trechos da história e juntando-os com o desenvolver do enredo – técnica usada primorosamente bem em Cães de Aluguel, e no fantástico Pulp Fiction. E assim começa o filme mostrando como Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), consegue escapar do sádico Coronel Hans Landa (Christoph Waltz), que está na França à caça aos judeus refugiados. Por outro lado o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt), organiza um grupo de soldados judeus americanos que tem um único objetivo: matar nazistas. Esse é o eixo central do filme que no desenrolar da trama tem a agente secreta Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger), se unindo a Aldo Raine num plano ousado para matar os líderes do Terceiro Reich. O que ninguém sabe é que Shosanna sob a falsa identidade de Emmanuelle Mimieux traça seu próprio plano de vingança contra os nazistas...
Tarantino impõe sua personalidade ao filme por meio da trilha sonora, jogada de fotografia, texto espetacular, um detalhismo simplesmente impressionante nos diálogos, sem falar na dose - característica de seus filmes – cavalar de violência.
Outro ponto alto do filme foi a escolha do elenco: Tarantino é um mestre na arte de dirigir e exigir uma boa atuação dos atores, assim sendo cada personagem do filme desempenha excelentemente seu papel, – o Hitler ficou muito engraçado – mas o destaque especial vai para: Brad Pitt que interpreta um Aldo Raine sarcástico, com um sotaque americano bastante engraçado, e Christoph Waltz – vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante – que realmente dá um show no papel de Hans Landa, sádico, insensível, cômico e despreocupado, que teve sua atuação comparada à de Heath Ledger – o Coringa de Batman: O Cavaleiro das Trevas – que foi estrondosamente comentada na temporada passada.
O filme se passa numa França ocupada pelos Nazistas, mas não podemos deixar de notar uma série de elementos americanos embutidos no filme: o Sargento Donny Donowitz (Eli Roth) conhecido como “Urso Judeu” mata seus inimigos com um bastão de beisebol; a marca registrada dos “Bastardos” é o escalpelamento, técnica imortalizada pelos apaches norte – americanos. Esses são só os dois principais fatores que deixam evidente o forte patriotismo dos americanos no roteiro.
Em Bastardos Inglórios, Tarantino cria uma história fictícia mas com muita identidade, se tornando uma verdadeiro fábula sobre a segunda guerra. E como é comum em filmes sobre o nazismo, você sempre torcer para algo que você sabe que nunca vai dar certo, assista até o fim... O sadismo de Tarantino vai fazer você vibrar!
Terror em Silent Hill
3.5 1,5K Assista AgoraFilmes baseados em jogos geralmente, têm por costume serem um fiasco, seja pela falta de interação – que só um jogo oferece – seja pelo pouco conteúdo original do jogo presente – afastando os fãs – e justamente pela falta desses dois quesitos não agrada também ao grande público. Felizmente, Terror em Silent Hill, é uma das raras obras que ensinam como unir a sétima à décima arte com muita eficiência.
O filme conta a história de Rose (Radha Mitchel) e Christopher ( Sean Bean), pais de Sharon (Jodelle Ferland), uma menina sonâmbula que pronuncia o nome Silent Hill em seus devaneios. Rose descobre que existe uma cidade fantasma riscada do mapa, com o mesmo nome. Rose decide visitar a cidade em busca de respostas, e leva a filha junto. Chegando lá, Sharon desaparece e Rose começa uma busca desesperada pela filha, numa cidade no mínimo diabólica, sem saber que Sharon tem algo em comum com a história funesta da cidade.
Mas nem tudo são flores em Silent Hill, o roteiro não é um primor de qualidade, - que tipo de mãe leva um filho para uma cidade fantasma??? – a argumentação também é um tanto quanto fraca, e o filme oscila: por hora parece querer explicar demais e outras vezes parece meio confuso – principalmente para quem num jogou o game. Mas no fim das contas o filme caminha bem com as próprias pernas.
Alessa
O ponto alto do filme foi a transposição fantástica da cidade de Silent Hill para a telona. O diretor e a equipe de arte conseguiram igualar ao jogo e criar um cenário: medonho, insano, claustrofóbico e doentio. Todas as principais características do jogo foram fielmente utilizadas: A neblina – famosa neblina que tinha como objetivo principal cobrir as falhas gráficas do PS1, e acabou imortalizando o game – está lá, e é explicada como sendo as cinzas, do subterrâneo da cidade que queima eternamente – sinistro; a sirene que toca sempre que a cidade vai se transformar numa manifestação terrena do próprio Inferno, ficaram excelentes no filme; os monstros também ficaram fielmente adaptados, gerando asco, repugnância e medo – Pyramid Head com certeza encheu os olhos dos fãs; e o final que poderia vacilar acaba sendo surpreendentemente maligno e sanguinário – vai agradar fãs e não fãs com certeza... pelo menos os que tiverem estômago!
Enfim , Silent Hill não é o melhor filme de terror da história do cinema, mas é um excelente filme de terror, além de ser talvez a adaptação mais fiel de um jogo de vídeo game. Perfeito? Não sei. Magnífico? Talvez. Competente? Com toda absoluta certeza!!!
Mandando Bala
3.0 567 Assista AgoraSe você coloca num filme: Um carinha fodão que usa sobretudo preto e odeia pessoas que não dão seta; um inimigo gordinho, que usa óculos e é ligeiramente sádico; uma prostituta bem gostosa; muito humor e sarcasmo; trilha sonora heavy metal; tiroteio desenfreado do início ao fim; e cenouras – sem piadinhas capciosas, heim? – o que você tem? Um filme debochado? Talvez, mas um filme debochado muito bom!
Smith (Clive Owen) está sentado comendo sua cenoura tranquilamente, quando uma mulher grávida passa fugindo de uns perseguidores do mal. Smith não vê outra alternativa a não ser ajudar a pobre mulher, que acaba levando um tiro na cabeça. Em meio a um alucinante tiroteio, Smith foge levando a criança... a partir desse momento ele fará parte de uma perseguição sem limites! Hertz (Paul Giamatti) é um assassino contratado para matar a criança e fará de tudo para consegui-lo inclusive matar quem estiver no caminho. Dona Quintano (Mônica Bellucci) é uma prostituta que acaba se tornando a mãe adotiva. Não tem muito mais a comentar, o resto é tiroteio até o final, com cenas absurdamente mentirosas, mas altamente empolgantes e engraçadas – ahh, e o bebê curte heavy metal!
Mandando Bala não é um filme pretensioso, que vai encher os olhos dos críticos, mas tem um humor escrachado e cenas de ação muito boas, e acabou sendo um sucesso maior que o esperado. O filme bebe das fontes das HQ’s, e tem sim o seu charme, muito melhor do que muito filme de ação por aí – Velozes e Furiosos que o diga.
Se você não gosta desse tipo de filme, é melhor nem tentar assistir, pois ele não mudará sua opinião a respeito, mas se você é daqueles que gosta de fugir da realidade um pouco, e descansar na sua poltrona para ver um filme bem descolado, Mandando Bala é uma excelente pedida!
Kick-Ass: Quebrando Tudo
3.9 2,8KComo seria se realmente existisse algum super herói no mundo real? Seria algo como Hancock? E se esse super herói, não tivesse nenhum super poder?Algo como Batman, ou Homem de Ferro? E se ele não fosse multimilionário? Humm, Justiceiro? Capitão Nascimento? Ta... E se ele não tivesse super poder, não fosse milionário, não tivesse nenhum tipo de habilidade especial ou treinamento? Ahaa, esse é o Kick Ass.
É com essa premissa que Mark Millar, escreveu a HQ que virou sucesso de crítica, e agora foi competentemente adaptada para o cinema. Dave (Aaron Johnson) é um nerd típico, e um verdadeiro perdedor, mas quando menos se espera, ele resolve comprar um uniforme – via internet - e pagar uma de super herói no combate ao crime – você até deve se lembrar de uma história similar, mas como o próprio Dave descreve no filme: ...sem a aranha radioativa. O fato é que sobre a alcunha de Kick Ass, Dave se torna o mais novo combatente ao crime da cidade, só que... ele continua sendo um nerd perdedor: vai ser espancado, humilhado, hospitalizado, até que se envolve numa briga e tem o vídeo divulgado no Youtube, o que faz com que fique famoso. Agora Kick Ass é um herói nacionalmente famoso, que podia esperar tudo, menos topar com duas figuras no mínimo excêntricas: Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha Hit Girl (Chloe Moretz) – uma menina de 11 anos, que literalmente retalha seus inimigos – ambos “super heróis”, nada politicamente corretos, e completamente mortais. A partir daí não se tem muito a acrescentar, os 3 são perseguidos pela máfia, e segue-se assim até o desfecho do filme, que contém, muito sangue, cenas de ação, e boas reviravoltas, contendo um final bastante legal, se não for no mínimo épico.
Como todo filme típico de super herói, o roteiro não é ousado, mas pelo menos é competente e se mantém bastante agradável. O que poderia ser considerado um filme clichê qualquer, tem o seu diferencial na história escrita por Millar - um dos melhores roteiristas da atualidade – no qual ele conduz uma boa história em quadrinho, usando fatores que fogem da mesmice: o nerd protagonista sem nenhum tipo de poder, um cenário bastante real, e a Hit Girl, que é a encarnação de toda a violência retratada na HQ.
Enfim, Kick Ass pode até não ser o melhor filme de ação do ano, mas é um filme bastante bem adaptado, com um roteiro agradável, final carismático, e ação desenfreada com um pingo de humor negro. Na minha humilde opinião, acertou como um dos melhores filmes do ano!
Ilha do Medo
4.2 4,1K Assista AgoraMartin Scorcese é considerado por muitos um dos maiores cineastas da história, e não é para menos, Scorcese é um gênio, que consegue levar para ao espectador, elementos chave do cinema – muito esquecidos, ou banalizados em filmes atuais. Scorcese é muito famoso por seus filme de drama e gangsters, mas em Ilha do Medo, ele penetra em terreno desconhecido: suspense sobrenatural, e o resultado? O cara é o Martin Scorcese!!!
A Ilha do Medo, conta a história do detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo), que são chamados para resolver um caso no Hospital Psiquiátrico Ashecliffe: Rachel Solando, acusada de matar os próprios filhos, desapareceu de sua cela, trancada e vigiada, sem deixar vestígios. Teddy Daniels conduz a investigação, mas encontra uma singela dificuldade: ninguém quer colaborar. Ninguém viu nem sinais da paciente, e Daniels desconfia veemente que todos estão conspirando em prol desse desaparecimento. Se não bastasse isso, os próprios diretores do hospital não colaboram com a investigação, não fornecendo a lista de pacientes e nem de médicos. Vários mistérios se desenrolam na trama: A estrutura do hospital que tem um aspecto praticamente militar, quem está na ala reservada para os mais perigosos pacientes?, porque o ultimo doutor a cuidar de Raquel foi autorizado sair da ilha?, que é o Paciente 67 – título original do livro – que remete o bilhete de Raquel Solando, sendo que o hospital só tem 66 pacientes?
Em meio a esses mistérios, Daniels começa a ser vítima de seus próprios medos e pesadelos: a chacina que ele presenciou num campo de concentração na época da guerra, parece não ter saído de seu consciente, e o assassinato de sua mulher pelas mãos de um incendiário o perturbam cada vez mais. Somando tudo isso a inevitáveis dores de cabeça, mais mistérios vêem a tona: O assassino de sua mulher – Laeddis (Elias Koteas) – estaria internado no hospital? Que relação teria Daniels com Raquel? Ele próprio estaria sendo drogado? O que aconteceu com seu parceiro? O Farol é mesmo reservado para experiências sádicas? E assim se desenrola a trama do excelente Ilha do Medo que caminha sobre duas vertentes: Daniels é louco? ou todos estão mentindo para ele?
A atuação de Daniels é digna de Leonardo DiCaprio – um dos melhores atores do cinema – que consegue passar para tela todo o suspense vivido pelo protagonista: medo, desconfiança, insanidade, e tudo o mais que é exigido dele. Todas as cenas maravilhosas presentes no livro, são levadas a tela com eximia cautela por parte de Scorcese: a tempestade, toda a umidade presente no local, os pacientes, o hospício, os muros e grades, tudo. A fotografia do filme é excelente, e somada a trilha sonora consegue transmitir toda a tristeza e pesar da história, fazendo do filme mais uma pérola de Scorcese.
Scorcese adapta o livro de Denis Lehane com extrema habilidade – uma adaptação perfeita no meu conceito – criando todo o clima e atmosfera de tensão presente do início ao fim, reforçando aquilo que todo mundo já sabe: a combinação, Scorcese / DiCaprio, é extremamente competente, e vitoriosa, e Ilha do Medo é mais um desses clássicos que você tem que assistir. Recomendado!
O Lobisomem
2.9 1,0K Assista AgoraEnquanto Edward brilha na luz do sol, e Jacob desfila pela tela com sua barriga tanquinho sarada, Lawrence Talbot se esconde desesperado na mansão de sua família, com o sangue derramado na noite anterior em suas mãos. Essa seria uma boa forma de colocar como O Lobisomem se contrasta com o cenário do cinema atual, ultimamente a telona foi invadida por uma legião de monstros bonzinhos, e liderados por Crepúsculo, aparece uma porção de filmes e séries que colocam criaturas das trevas, como os mocinhos da história. Em O Lobisomem acontece o oposto, com uma boa produção e mantendo o pé na estrutura dos clássicos, Joe Johnston resgata a imagem dessas criaturas, que foram meio apagadas nos últimos anos.
Lawrence Talbot (Benicio Del Toro), é um ator, que retorna a sua casa depois de vários anos de ausência, para investigar o desaparecimento do irmão, e chegando lá, descobre coisas terríveis sobre um possível monstro rondando o lugar. Sondado pela presença confortável de sua cunhada Gwen (Emily Blunt), e pela figura misteriosa e opressora de seu pai Sir John Talbot (Anthony Hopkins), Lawrence começa a descobrir coisas do seu passado, que podem mudar sua vida para sempre. Nessa relação áspera com o pai, Lawrence passa a ser investigado pelo Inspetor Abberline (Hugo Weaving), que desconfia que Lawrence seja louco e pode ter matado o próprio irmão.
O roteiro dividiu bastante a critica, mas de uma forma ou de outra acertou em não inovar demais. Apostando na boa e velha receita, se mantém nos trilhos como um bom filme de terror tradicional - anterior à era do horror oriental – e não falha nesse aspecto. O filme tem uma dosagem alta de violência, membros retalhados, e vitimas dilaceradas são uma constante no filme, que em momento algum tem medo de espantar o grande público, com demonstrações bastante gore.
Muitas controvérsias surgiram sobre o roteiro, sobre a trama batida, sobre os personagens bem ou mal desenvolvidos, enfim... mas não podemos deixar de comentar o ponto alto do filme: a ambientação. Muitos problemas surgiram perto do lançamento do filme, o que deixou muita gente apreensiva, mas no fim das contas o que se viu foi um filme perfeitamente bem finalizado. O cenário é soberbo, e tudo contribui para passar a alma gótica da história ao espectador: a velha mansão dos Talbot, a floresta sombria, Londres e sua eterna neblina, e a lua cheia... Tudo isso contribui para o universo abordado no filme, com os ataques noturnos da criatura sendo algo memorável. Outro ponto que o filme acerta em ir contra a maré, foi em optar em não usar CGI para construir o monstro. A CGI é a técnica usada pela maioria dos filmes atuais, na concepção de criaturas, mas em O Lobisomem, Joe Johnston, preferiu usar a clássica maquiagem, e o efeito foi surpreendente: a criatura realmente parece real, tanto na locomoção, quanto nas expressões faciais, e passam todo o horror, medo e insanidade vividos pelo personagem.
O Lobisomem pode não ser um filme que vai entrar para a história, mas grava seu nome, justamente por ousar em não ser ousado. Bom saber que em tempos que lobisomens e vampiros arrancam suspiros enamorados de adolescentes no cinema, monstros ainda podem arrancar cabeças!
Predadores
3.0 920 Assista Agora“Volta às Origens”, tem sido essa a fórmula usada no remake de muitos filmes atualmente. Sempre que uma franquia alcança certo sucesso, é quase certeza que ela terá uma continuação, e muitas vezes os produtores, com medo de fazer algo repetitivo e maçante, e com a intenção de atrair novos fãs, acabam inovando tanto o enredo dessas franquias, que acaba fazendo com que percam a identidade. Com o Predador não foi diferente, depois de uma renomada fama, direcionada a um público alvo, os Predadores galgaram o mainstream, protagonizando duas seqüências ao lado de outro famoso alienígena: O Alien – que para mim, é uma profanação na carreira do monstro. Os filmes conseguiram levar o grande público ao cinema, mas de fato não eram bons, então mais uma vez os produtores, optaram pelo caminho mais simples, mais rápido e mais fácil: o bom e velho retorno as origens.
Predadores, conta a história de sete pessoas, que foram simplesmente transportadas do local que se encontravam, para uma selva remota e desconhecida. Perdidos e sem saber o que fazer, eles descobrem que na verdade se encontram em outro planeta, e que junto com eles outras criaturas foram deixadas lá. A trama se transforma em um sanguinário e violento jogo de gato e rato, e os sobreviventes farão de tudo para continuarem sobrevivendo. Eles precisam fazer de tudo para sobreviver e ainda conseguirem fugir do malfadado planeta, e podem contar com uma grande ajuda, ou não!
O filme não é um primor de qualidade técnica, nem nada do tipo, os atores interpretam simplesmente o necessário: soldados seguidores do lema, “atire primeiro, pergunte depois”, e numa caçada onde só os melhores soldados foram escolhidos, você se pergunta o que um ou dois personagens estão fazendo na história. De resto você já conhece, já sabe quem são os Predadores, e suas armas e técnicas então nem se tem muito a comentar.
Bom, é basicamente isso, não se tem muito mais a dizer. A ambientação ficou boa, as cenas de ação ficam dentro das expectativas, o roteiro é simples, como realmente tinha que ser. O filme é uma obra de arte ? Não, mas para quem é fã do monstrengo, é muito agradável de se ver. Nessa era de remakes, eu continuo a espera de um novo solo do Alien.
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
4.1 1,1K Assista AgoraAntigamente, eram chamados de piratas, os assaltantes que singravam os mares para promover saques e pilhagens, simples malfeitores. A superstição muito comum entre os marujos, e personagens peculiares como Edward Teach, O Barba Negra, foram gerando muitas lendas com relação aos bucaneiros, e foi com A Ilha do Tesouro, livro lançado em 1883 por Robert Louis Stevenson, que os piratas chegaram ao seu estereótipo popular: aventureiros, com olho de vidro e perna de pau, viciados em rum, que enterravam tesouros e desenhavam um mapa para localizá-lo. A partir disso, os piratas viraram protagonistas típicos de aventuras em alto mar, e depois de vários anos sendo homenageados na literatura e no cinema, finalmente eles ganham a homenagem máxima, uma obra de arte em matéria de diversão e aventura: Piratas do Caribe. Um dos estúdios mais renomados dentro de Hollywood, a prestigiada Disney, consegue mais uma vez emplacar uma pérola, apostando numa aventura para toda família, sem mudar sua fórmula.
Aproveitando tudo o que de melhor oferece o tema pirataria, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra, conta a história de Will Turner (Orlando Bloom), jovem que é encontrado perdido em alto mar, é salvo pela família de Elizabeth Swann (keira Knightley), por quem ele vem futuramente a se apaixonar. Infelizmente, o ferreiro de Port Royal, não é bom o bastante para a filha do governador, e Elizabeth acaba sendo prometida para o Comodoro Norrington (Jack Davenport). Mas o destino dos dois muda drásticamente com a chegada de um fantasma dos mares: o navio Pérola Negra, muito famoso nas lendas da região, ataca repentinamente a cidade, seqüestrando Elizabeth. Coincidentemente, chegava ao porto um dia antes do ataque, o notório pirata Jack Sparrow (Jhonny Depp), que depois de uma desavença resolve se unir a Turner no resgate de Elizabeth. Barbossa (Geoffrey Rush) é o capitão da tripulação amaldiçoada do Pérola, uma horda de zumbis imortais, que tem sua forma verdadeira revelada sob a luz da lua, e tem como objetivo reunir todo os medalhões astecas para se ver livre da maldição. Will Turner pretende salvar Elizabeth de seu captor, auxiliado por Sparrow que ambiciona rever seu velho navio. Correndo por fora Comodoro Norrington deseja salvar sal futura esposa, e prender o pirata condenado Jack Sparrow, e capturar o Pérola Negra.
O filme pode apostar numa abordagem simples, com único intuito de arrecadar dinheiro e conquistar o grande público, mas é tão bem feito que acaba acertando em todos os detalhes. As travessias pelo oceano são fantásticas, revelando muitos lugares icônicos, como ilhas perdidas, paraísos piratas e tudo mais. O figurino é fantástico, e os efeitos especiais, as batalhas em alto mar, ficaram perfeitas. O roteiro é extremamente agradável, com reviravoltas e desafios gostosos de se ver. Mas o grande trunfo do filme está nos atores: Keira Knightley, interpreta uma típica burguesinha rebelde, que prefere uma vida de aventuras à ficar confinada num espartilho, e cai como uma luva no papel de “mocinha” do filme, o “mocinho” por sua vez é o corajoso Will Turner, interpretado por Orlando Bloom, que acabava de vir de um espetacular Legolas em O Senhor dos Anéis, e mesmo assim conseguiu criar um personagem com caráter e personalidade. Jack Davenport, não faz feio e se mantêm muito bem no papel de “vilão” coadjuvante. Quem brilha mesmo no elenco com maestria são os dois arquirrivais: Barbossa e Jack Sparrow. Geoffrey Rush (Barbossa), executa com maestria um pirata clássico, estereotipado ao máximo, com tudo o que tem direito, desde os maus modos, a vasta barba negra, e ao cativante macaco de estimação, mas o ponto alto no filme é a atuação absolutamente magistral de Jhonny Depp. A princípio, os produtores não aprovaram um Jack Sparrow, cômico e desajustado, queriam algo mais sério, o que seria um erro, pois foi justamente o pirata bêbado e excêntrico interpretado por Depp o grande ápice do filme, e que acabou se tornando um dos maiores personagens da Disney, senão da história do cinema.
E essa é a Disney, que investindo nos efeitos especiais, numa trilha sonora cativantemente épica e visando agradar a todos, conseguiu criar a maior história sobre piratas da história, que acabou gerando duas seqüências, uma maravilhosa, outra...
Piratas do Caribe: O Baú da Morte
3.9 883 Assista AgoraNormalmente quando um filme faz muito sucesso, logo uma seqüência é lançada para aproveitar o nome do filme, e criar uma franquia, e Piratas do Caribe, depois do sucesso que foi, não iria ficar de fora dessa. Mais dois filmes – rodados juntos – foram gravados para dar seqüência ao enredo, e pelo menos esse que é o segundo filme da franquia, não faz feio.
Davy Jones
A história continua em altíssimo nível com Piratas do Caribe: O Baú da Morte, se da primeira vez Barba Negra serviu como molde para Barbossa, dessa vez outro pirata lendário – esse realmente lendário – foi escolhido para ser o vilão da trama, mantendo o tom sobrenatural do primeiro filme, Davy Jones (Bill Nighy) o capitão do navio fantasma Holandês Voador, vem cobrar uma dívida que Jack Sparrow tinha para com ele. Jack estará amaldiçoado a trabalhar no Holandês durante 100 anos, a menos que consiga pegar a chave e encontrar o baú que guarda o coração de Davy Jones. Mas Jack não é o único atrás do baú, Will Turner é coagido a procurar o baú pelo diretor da Companhia das Índias Orientais: Lord Cutler Beckett (Tom Hollander), que aprisiona Elizabeth e chantageia Will. Outro que parecia perdido resolve dar as caras e vai atrás também do baú, o ex Comodoro Norrington agora é um desempregado, e anseia em conseguir o seu posto de volta.
Kraken afundando navio
Piratas do Caribe: O Baú da Morte, não se atreve a ousar demais no roteiro, e mantêm a mesma proposta do primeiro filme, com cenas de ação em alto mar de tirar o fôlego. O grau de aventura é alucinante, e o filme não deixa o espectador respirar nenhuma vez com cenas hora emocionantes e hora hilárias. A seqüência com os canibais é um dos melhores momentos do filme. Mas a grande sensação do filme é o mascote de Davy Jones: O Kraken. O monstrengo é gigantesco, e ataca com seus tentáculos, destruindo alguns navios ao longo do filme. Bill Nighy também interpreta muito bem o seu Davy Jones, fazendo do antagonista um verdadeiro vilão dos mares. A reintegração de Norrington à trama caiu como uma luva, e tem no ápice de sua participação a batalha tripla na qual ele, Jack e Will duelam para ver quem ficará com a chave e consequentemente com o coração de Jones.
A trama tem um fim inesperado, culminando com a morte de uns protagonistas, mas não é um final definitivo, o filme acaba com o ressurgimento de alguém que deixou saudades no primeiro filme, e joga muita expectativa para o terceiro e ultimo filme da trilogia.
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo
3.8 968 Assista AgoraO primeiro Piratas do Caribe foi um sucesso, com um roteiro interessante, cenas de ação maravilhosas, personagens inesquecíveis e uma excelente trilha sonora, o filme foi um expoente máximo no tema: piratas. A sua seqüência foi ainda melhor, usando efeitos especiais ainda mais inovadores, ele trouxe de volta todo universo criado no primeiro filme, com ainda mais profundidade, apostando num roteiro cheio de reviravoltas e cenas de ação, teria sido perfeito se não fosse um detalhe: ele não tem final, ele termina em aberto deixando para o terceiro filme finalizar a trilogia, esse é o problema, o terceiro filme...
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, simplesmente se perde. Ao invés de manter a formula dos primeiros filmes, ele tenta ser ousar em terreno desconhecido, tentando passar uma aura mais sombria para a série, além de se ver obrigado a fechar a trilogia explicando tudo o que não foi explicado, e aí que aparecem os problemas.
Agora o diretor da Companhia das Índias Orientais, Lord Cutler Beckett (Tom Hollander), depois de ter conquistado o coração de Davy Jones( Bill Nighy), usa o Holandês Voador para o extermínio de piratas. Para combater isso, os piratas resolvem reunir novamente “Os Nove Lordes da Corte da Irmandade”, que basicamente seria a reunião de todos os piratas existentes. Para conseguir isso, eles precisam trazer de volta a vida, um dos membros que havia sucumbido perante o Kraken: Jack Sparrow. Essa missão fica a cargo de Barbossa, Will e Elizabeth, que vão até Cingapura, ter com o Capitão Sao Feng (Yun-Fat CHow), um dos membros da irmandade, a espera da obtenção de mapas secretos, que levariam até o fim do mundo. Paralelos a isso tudo, tem a Deusa Calypso, encarnada em Tia Dalma (Naomie Harris), que pode ser a chave para o desfecho da história.
Ta, a idéia até que é interessante, mas já é confusa por si só, e nessa miríade de detalhes, que o roteiro se perde e se arrasta melancolicamente. O maior trunfo dos dois primeiros filmes, era a comédia e aventura em alta dosagem, mas em No Fim do Mundo, isso não existe, pois ao deixar a trama mais sombria, poucas cenas de comédia são vistas, e somando isso pouca ação, o filme se torna longo e tedioso. Outros fatores não passam despercebidos: Onde foi parar o grande monstro, e sensação do segundo filme? Isso mesmo, o Kraken, não tem participação nenhuma em No Fim do Mundo, se alguém esperava ver ele destruindo ou no mínimo sua destruição, tem que se contentar com a cena em que ele aparece morto jogado numa praia. O ritual de ressurreição de Jack Sparrow que tinha tudo para ser algo inovador, num passa de uma viagem chata e melancólica por águas geladas, o que vai fazer o espectador usar o fast – foward sem pensar duas vezes, culminando num dialogo pseudo-intelectual, entrevários Jack Sparrow’s o que vai deixar o publico no mínimo se perguntando o que seria aquilo. O par romântico da série, Elizabeth e Will, praticamente deixam o romance de lado, perdendo todo o seu peso na história, e acreditem o público não vai gostar do desfecho disso. Norrington, que era um excelente vilão nos dois últimos filmes, entra para a lista de exclusão ao lado do Kraken, e não tem participação efetiva no filme. Davy Jones, o demônio dos mares, passa a ser um cão mandado de Cutler, que em o Baú da Morte, não se impunha em momento continua o mesmo, mas no papel de vilão do filme? E qual o motivo de reunir “Os Nove Lordes da Corte da Irmandade” se eles simplesmente não participaram de nenhuma batalha? E Calypso? O que aconteceu com a chave para o desfecho da história?
Tudo isso contribui para Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, ser um fiasco – apesar da excelente bilheteria – mas não por conta de uma história batida, mas por única responsabilidade de seus produtores, não se pode aceitar depois de dois ótimos filmes, trazer um roteiro desses para a tela. Enfim, a sorte é que o rótulo Piratas do Caribe, se mantêm no topo, pelas suas primeiras impressões causadas, e pelo sempre excelente Jack Sparrow.
O quarto filme está em produção, e agora depois disso leva muita pouca expectativa, ainda mais com a ausência de alguns personagens. Piratas do Caribe entrou para a história, sendo uma trilogia extremamente bem rentável, e com um final desprezível, agora resta a saber se ainda tem forças para sobreviver. Particularmente, eu torço para que sim, desde que não aconteça coisas como essas listadas acima.
Batman Begins
4.0 1,4K Assista AgoraBatman, originalmente desenvolvido por Bob Kane e Bill Finger foi um personagem criado, para pegar carona nas ondas do sucesso que Super-homem galgava na época, e conseguiu. Batman ao lado do Super-Homem e Homem Aranha, é um dos três maiores heróis da indústria de quadrinhos. Baseado em personagens como “Drácula”, Batman vestia um uniforme negro e tinha como símbolo o morcego, mas só descobriu o lado sombrio de seu ser, depois que Frank Miller assumiu os roteiros e lançou o marco O Cavaleiro Das Trevas. A HQ, moldou uma nova personalidade para o personagem, sombria, um verdadeiro anti-herói, e é com essa mesma pegada que Christopher Nolan dirige o excelente Batman Begins.
Bruce Wayne (Christian Bale) é um jovem milionário, herdeiro das indústrias Wayne. Depois de ter presenciado o assassinato dos pais ainda muito jovem, Wayne se tornou um playboy mesquinho e problemático. Com Gotham City mergulhada na sujeira e na podridão, Wayne se sentia deslocado, e descobriu do jeito difícil que a justiça não tinha poder nenhum sobre os mafiosos da região. Tentando encontrar seu lugar no mundo, Wayne dado como morto, viaja o mundo em busca de auto-realização. Essas viagens o leva até os confins da Terra, aonde ele é aceito em uma guilda de assassinos, onde aprende tudo sobre artes marciais, e como usar a maior arma de todas: o medo. Depois de discordar com as ideologias de seu “mestre” Ra’s Al Ghul, ele se rebela e volta para Gotham City, onde sobre alter-ego de Batman, vai finalmente combater o crime...mas a seu modo.
Batman Begins é um assunto a parte em matéria de filmes de super heróis, pois o nível com que é apresentado ao público vai muito além das HQ’s. Christopher Nolan, detalha meticulosamente com muito realismo toda a transfomação do insípido Bruce Wayne, no homem morcego. O cinto de utilidades foi substituído por um verdadeiro uniforme High – Tech, onde as pistolas de corda, foram substituídas por um kit realista de rapel e montanhismo – fugindo dos clichês das HQ’s. Sonares para atrair morcegos, e óculos de visão especiais, fazem parte do arsenal do “herói”. Mas todo esse realismo não tirou a imagem de Batman, pelo contrário, realçou ainda mais a personalidade indigesta de quem não faz questão de ser simpático. As aparições e “desaparições” de Batman ao longo do filme, são colocadas de tal forma a supor que sua existência seja algo mitológico, e o modo como o homem morcego, usa o medo das suas vítimas contra elas próprias, é fantástico.
Christian Bale, um dos nomes do momento de Hollywood, executa com maestria o papel do irresponsável playboy Bruce Wayne, e sua antítese Batman, sério, reservado que parece levar o peso do mundo nas costas. Katie Holmes e Cillian Murphy, trabalham com eficiência em seus papéis como a mocinha do filme Raquel Dawes e o vilão Espantalho – que na visão atual de Nolan, ficou bastante interessante. Personagens míticos do mundo de Batman, o mordomo Alfred (Michael Caine) e Jim Gordon (Gary Oldman) são maravilhosamente bem interpretados, o elenco ainda conta com Morgan Freeman, que age como um conselheiro do homem morcego.
Os efeitos especiais, são condizentes com o tamanho e importância do filme, e fica o destaque para a cena de perseguição ao batmóvel – aqui um tanque especial modificado.
A visão de Nolan é fantástica, e somando isso ao clima noturno e quase cyberpunk de Gotham, mais a atuação eximia dos atores, transforma um filme num clássico, o filme mais maduro já feito sobre um super-herói, senão o melhor!