Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.

filmow.com/usuario/angelovoorhees/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > angelovoorhees
32 years São Paulo - (BRA)
Usuário desde Fevereiro de 2010
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Não vejo minha vida sem os filmes.
Suspense, drama e ficção científica são meus gêneros favoritos.
Adoro odiar um clássico e, às vezes, adoro umas porcarias que ninguém mais gosta.

http://letterboxd.com/angelocordeiro/

https://www.youtube.com/channel/UCvZkq9vS_5SlCFwbIx_9jrg

Últimas opiniões enviadas

  • Angelo Antonio

    Depois de Dente Canino, O Lagosta, O Sacrifício do Cervo Sagrado e uma indicação ao Oscar de roteiro original era questão de tempo para que o grego Yorgos Lanthimos se rendesse a Hollywood.

    Premiado pelo júri em Veneza, A Favorita é sua primeira grande aventura em um terreno mais comum ao grande público. De início temos um elenco principal chamativo: a já oscarizada Emma Stone, a sempre segura Rachel Weisz, Olivia Colman de The Crown e o jovem Fera dos X-Men, Nicholas Hoult.

    A premissa de A Favorita também é bastante habitual e poderia facilmente cair nos velhos clichês do gênero. O filme se passa no século Século XVIII, num período de guerra entre Inglaterra e França. A rainha Anne (Olivia Colman) move as peças desta guerra sempre dando ouvidos à sua conselheira mais próxima: Lady Marlborough (Rachel Weisz). Com a chegada da charmosa serva Abgail (Emma Stone), uma prima distante de Lady Marlborough, uma série de intrigas e jogos de poder irão ocorrer.

    Diferindo-se de seus demais filmes que continham atuações frias e calculistas, aqui Lanthimos traz uma subversão refrescante como poucas vezes vistas em filmes sobre a realeza.

    É justamente essa inversão e esculhambação que mais nos impressiona e envolve. Não deixa de ser divertido ver uma corrida de patos, uma rainha que cria coelhos, um homem nu que leva tomatadas, diálogos excêntricos sobre sexo e abuso, entre outras maluquices muito mais bizarras que os fãs de Lanthimos já estão acostumados.

    Embora algumas vezes as disputas entre o trio feminino pareçam óbvias, na verdade Lanthimos sempre está um passo à nossa frente, são diversas as reviravoltas que ele é capaz de inserir à trama, enquanto as mulheres jogam entre si, ele joga conosco, fazendo uso de uma câmera inteligentíssima - como há muito tempo não via - e que espiona cada canto deste incomum palácio, tornando a experiência cada vez mais espontânea.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Angelo Antonio

    Afinal, o primeiro homem a pisar na lua foi ou não um herói?

    Com a câmera na mão, Damien Chazelle cria um clima bastante intimista para mostrar que Neil Armstrong pode carregar os louros desta glória, mas chegar ao nosso satélite natural não foi tarefa fácil.

    É a subversão do herói. Armstrong não vive o sonho americano da propaganda de margarina, ele é dispensado de seu trabalho de engenheiro civil, sofre um grande trauma na família e se vê obrigado a tentar virar um astronauta da NASA. Consegue. Mas nem estando lá tudo ocorre às mil maravilhas.

    Depois dos excelentes Whiplash e La La Land fica até injusto dizer que Chazelle fez algo menor em O Primeiro Homem. Já digo de antemão que não é um filme ruim, tampouco decepcionante, na verdade, o filme mostra que Chazelle é um diretor extremamente flexível capaz de ir do esteticamente super elaborado ao realismo super cru em três filmes completamente distintos.

    Já nos primeiros minutos de O Primeiro Homem vivemos uma experiência claustrofóbica dentro de um cockpit acompanhados de Ryan Gosling (pra quem não entender muito bem o que ele estava fazendo ali indico que assistam o ótimo Os Eleitos de 1983, que conta como foram os primeiros anos do projeto espacial norte-americano).

    Pode-se dizer que O Primeiro Homem tem semelhanças com o filme de Philip Kaufman, principalmente por Chazelle reconstituir uma época onde - e aqui cito as sábias palavras da personagem de Clare Foy - "homens brincavam com caixas de madeira".

    Nos anos 60 a tecnologia não era avançada, as missões espaciais eram suicidas, ou pelo menos de altíssimo risco, a corrida espacial era na verdade mais um capítulo da guerra fria contra a URSS, que já havia vencido pequenas batalhas: enviaram o primeiro homem ao espaço e o primeiro a orbitar a Terra. Cabia aos EUA levar o primeiro homem à lua.

    Mas Chazelle refuta essa abordagem heroica como a do filme de Kaufman. Ryan Gosling interpreta um Neil Armstrong machucado por dentro, cansado por fora e de poucos amigos. Nem mesmo sua relação com a esposa Janet (Foy) é repleta de afetos, há inclusive uma cena em que um abraço confortaria a ambos, mas um grande vidro os separa.

    Armstrong é isolado literalmente não só no espaço, na Terra também, são constantes as cenas em que vemos nosso herói em ambientes escuros com uma expressão retraída (que Gosling, a meu ver, fica devendo), e é preciso assistir ao filme para entendermos a grande dor e fardo daquele homem.

    O Primeiro Homem tem uma abordagem fora do convencional para filmes biográficos com fundo de ficção científica. Chazelle realiza um drama intimista sob a perspectiva de um protagonista que não é o herói que todos pensávamos que fosse, e isso é praticamente jogado na nossa cara no diálogo entre mãe e filho: "papai vai pra lua", eis que o filho responde, demonstrando pouquíssimo interesse: "tá, posso brincar lá fora?".

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Angelo Antonio

    A Rota Selvagem é um mix de coming of age com road movie que não se decide muito bem o que quer ser, aliás, quer ser os dois mas não consegue encantar em nenhum deles.

    O diretor Andrew Haigh que sempre conseguiu dar a sutileza necessária para histórias amargas (como no ótimo 45 Anos), aqui tem uma direção íntima e segura que traz muito significado à história do jovem Charley, de 15 anos, interpretado por Charlie Plummer que começa a se destacar em Hollywood e, em breve, pode fisgar alguma indicação ao Oscar. Creio que não será desta vez.

    Apesar de Plummer segurar as pontas como o garoto esforçado e corajoso que sai de casa em uma grande jornada pela qual passará por provações, paixões e dificuldades, faltam conflitos que nos mostrem que sua atuação foi realmente desafiadora. Ele caminha alguns dias no deserto mas não vemos esse abatimento, ele tem uma cena de choro ao final mas esconde seu rosto, esta ausência da entrega física do ator e das emoções do personagem podem deixar Plummer fora das indicações e premiações. No entanto, não é por isso que o filme perde em força.

    A segunda parte do longa está repleta de convenções que enfraquecem a jornada de Charley. Em um restaurante ele é pego saindo sem pagar, mas liberado por pena. Um personagem alheio à história lhe informa um endereço importante. Um emprego aparece com facilidade. São detalhes que fazem o roteiro parecer mais preguiçoso do que sutil.

    Além disso, se na primeira parte do longa Steve Buscemi e Travis Fimmel são dois coadjuvantes de luxo que, quando em cena, rendem ótimos diálogos e alavancam Plummer, falta exatamente este suporte no terço final do filme.

    Em suma, o título dado aqui no Brasil, A Rota Selvagem, diz muito sobre o que Charley encontrará em seu caminho, mas a sutileza do título original mostra que não é possível ir tão longe sozinho.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Veri
    Veri

    Ah, acontece! Eu gostei, mas não muito, haha... a coletiva foi um pouco desanimada, não se preocupe, não perdeu muita coisa. Slender Man eu vou perder, amanhã vou nos Jovens Titãs em Ação! =P Até!

  • Rafael Noleto
    Rafael Noleto

    Obrigado por ter aceitado a solicitação de amizade.
    Gosto bastante de suas resenhas. Já estou ansioso pela de Hereditário. :)

  • Cristiane
    Cristiane

    Poxa Angelo, Obrigada!! Adoro suas indicações, nunca me decepciono...vou ver todos!!