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31 years São Paulo - (BRA)
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Não vejo minha vida sem os filmes.
Suspense, drama e ficção científica são meus gêneros favoritos.
Adoro odiar um clássico e, às vezes, adoro umas porcarias que ninguém mais gosta.

http://letterboxd.com/angelocordeiro/

https://www.youtube.com/channel/UCvZkq9vS_5SlCFwbIx_9jrg

Últimas opiniões enviadas

  • Angelo Antonio

    A primeira cena de A Lula e Baleia é emblemática e dá o tom do filme. Vemos pai e mãe jogando tênis com os dois filhos e, enquanto o pai diz ao mais velho como agir, ambos atacam de maneira agressiva seus oponentes.
    A princípio Noah Baumbach já nos joga em uma relação comprometida e prestes a sucumbir, o divórcio é questão de tempo e, quando chegar, irá dividir os quatro membros tal qual a partida de tênis da primeira cena.
    A construção e desconstrução dos personagens é magnífica, Baumbach é um roteirista que trata casos familiares com uma naturalidade incrível. As cenas de Walt no psicólogo e de Frank na biblioteca são tão reais, fortes e humanas que, conforme vemos os garotos em guarda conjunta, ora com o pai (Jeff Daniels fantástico) e ora com a mãe, entendemos porque eles são como são.
    É delicioso ver a maneira como Baumbach nos manipula (no bom sentido), também escolhemos ou nos identificamos com um lado, é natural, porém com o desenrolar da trama somos apresentados às verdades e, tal qual Walt na última cena, encaramos a lula e a baleia para, assim, darmos o nosso próprio passo.
    A ambientação oitentista é ótima, além de diversos links com aquela época, como a música Hey You, do Pink Floyd, e citações a filmes como Short Circuit e Blue Velvet.
    Por falar em anos 80, A Lula e a Baleia é um filme que o Oscar adoraria ter premiado naquela década, mas em 2006 eles estavam mais preocupados em premiar certo filme miserável.

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  • Angelo Antonio

    Eu sei, minha nota para O Rei do Show é péssima, típica de filmes mal produzidos, mal atuados e com histórias ridículas.

    Explicarei, mas antes contarei sobre meu sentimento em relação ao cinema para que possam compreender melhor o porquê de uma nota tão baixa.

    Quando me perguntam o que mais acho importante em um filme sempre penso demais e não consigo responder com facilidade, pois não é apenas o diretor, não é apenas o roteirista, não são apenas os atores e atrizes, não é apenas o produtor (mas geralmente escolho esse porque é quem tem a grana pra fazer tudo acontecer - sim, Hugh Jackman, a culpa é sua), enfim.

    Na realidade, o que mais acho importante em um filme é o sentimento que ele me traz, a conexão que crio com a história que está sendo contada, é mais ou menos como Viola Davis disse em seu discurso quando recebeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante por Fences: "ser ator é a única profissão que celebra o que significa viver uma vida". E eu adoro ver histórias que jamais conheceria sendo contadas.

    Claro, conforme assisto mais filmes e vou adquirindo mais bagagem, vou sendo mais crítico e avaliando outros elementos dos filmes, mas o meu lado afetivo para com a história sempre fala mais alto. E O Rei do Show me passa um ar manipulador que me incomoda demais.

    A forma com que P. T. Barnum é retratado é cretina. Tal qual Barnum maquiou seus truques durante toda a carreira, a produção de O Rei do Show também fez com sua história neste filme. De infância difícil, nada justifica o que ele fez na vida adulta: criou um circo de animais (aqui felizmente apenas digitais), usou aberrações para seu sucesso (personagens extremamente rasos, sem desenvolvimento nenhum), roubou documentos para receber dinheiro que não lhe pertencia, fora o que não é mostrado aqui, ou seja, uma pessoa sem moral e ética mas que o diretor Michael Gracey e os roteiristas Jenny Bicks e Bill Condon (tá explicado!!!) levam de uma maneira extremamente leve, sem julgar seus atos sem escrúpulos.

    Além disso, a trama é corrida, P. T. Barnum quase não enfrenta dificuldades em sua jornada, claro, a ideia de se fazer um musical é concebível e o diretor poderia evitar mostrar os dramas pelos quais Barnum passara, porém no início do filme vemos lampejos de um casamento com promessas de dificuldade entre Barnum e Charity (Michelle Williams), já que não era bem aceito pelos pais da moça e, após a criação de seu circo, tudo parece dar certo para ele, até mesmo o crítico de teatro que é colocado ali para criar certo confronto com Barnum é uma caricatura que mais parece um robô.

    Falta também noção de tempo, as coisas acontecem muito rápido e a história sofre saltos que não nos situa, fica a sensação de que tudo é muito fácil para Barnum.

    Dos coadjuvantes do circo apenas os personagens de Zac Efron e Zendaya tem mais tempo de tela, por dois claros motivos: formam um par romântico e são os menos bizarros da turma.

    Sobrou até para a cantora Jenny Lind (Rebecca Ferguson quase uma Céline Dion nos palcos), que dizem nunca ter tido relação afetiva com Barnum, mas que aqui é tratada como um suposto affair dele, mais uma vez para alça-lo ao posto de bom homem de família.

    Para não falar mal de tudo, destaco os números musicais, muito bem coreografados e com boas canções, mas peraí, para um filme nesse estilo por que músicas tão modernas? Não vejo muito sentido, pois não há conexão entre a época (anos 50) e o estilo das músicas, mesmo que sejam boas. É, nem o que eu elogiei fugiu de uma crítica.

    Por fim, O Rei do Show é realmente um embuste, assim como dito no filme. Não comprei a ideia e não me senti bem durante a sessão, uma pena, pois muitos musicais me encantaram, e vê-los no cinema é sempre um deleite, mas não com esse.

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  • Angelo Antonio

    James Wan talvez seja o grande nome do terror na atualidade. Desde 2004, com o sucesso de Jogos Mortais, Wan se envolveu em mais três franquias: Sobrenatural (não confundir com o seriado Supernatural, o nome original é Insidious), Invocação do Mal (The Conjuring) e Annabelle.

    Sobrenatural teve sua primeira parte lançada em 2011, e desde lá ganhou mais três capítulos, sendo o mais recente este Sobrenatural: A Última Chave.

    Assim como nas demais franquias ligadas ao nome de Wan, existe um trabalho cuidadoso em Sobrenatural que interliga os filmes, sempre respeitando os personagens e dando continuidade à história deles, sem inserir outros personagens em continuações desnecessárias e caça-níqueis como os slashers faziam.

    James Wan produz a quarta parte desta franquia que teve altos e baixos e, sinceramente, não sei como conseguiu chegar tão longe. Apesar de um ótimo primeiro filme, as sequências se perderam em um humor bobo e histórias genéricas que pareciam pequenas cópias do original de 2011.

    Em Sobrenatural: A Última Chave, seguimos os passos da médium Elise (a ótima Lin Shaye da franquia Ouija), mais uma vez contando com a ajuda dos trapalhões Specs (Leigh Whannell de Jogos Mortais e que dirigiu o capítulo 3 de Sobrenatural) e Tucker (Angus Sampson, presente desde o início da franquia), agora enfrentando um mal que assola a casa na qual ela passou a infância.

    O filme começa muito bem, mostrando uma Elise ainda criança com sua família, composta pelo irmão medroso, a boa mãe e o pai opressor. Elise já é atormentada por fantasmas e apresenta o poder da mediunidade, até que somos levados aos dias atuais com a Elise já mais velha recebendo um pedido de ajuda que a princípio ela recusa, mas logo muda de ideia.

    Esta abertura serve para coletarmos informações que servirão futuramente para o desenrolar e conclusão da trama, mostrando que este filme não é apenas mais um “filme-situação”, ele realmente traz algo que agrega à franquia e a seus personagens, com foco em Elise.

    O humor, um grande problema nas partes 2 e 3, principalmente com a dupla Specs e Tucker, neste aqui está mais contido, ainda que tenha uma ou outra cena mais boba, há uma evolução ao saber a hora de se fazer graça: nunca durante momentos tensos.

    O diretor Adam Robitel (A Possessão de Deborah Logan) não apela tanto para os sustos, o que é um alívio para quem não gosta deles ou uma pena para quem adora se assustar – mas eles estão presentes.

    Medo é uma coisa muito subjetiva, e é incrível como um elemento - antes amedrontador - que descobrimos no terceiro ato do longa, junto de Elise, consegue elevar Sobrenatural: A Última Chave a outro patamar, não que o torne excelente ou uma obra-prima do terror, mas é uma fuga dos clichês do gênero e que vem muito bem a calhar, livrando a história de ser apenas mais um terror genérico e deixa-lo atrás apenas do filme de 2011 na franquia.

    Porém, Sobrenatural: A Última Chave também tem falhas. Mesmo que consiga escapar de ser um filme sem identidade, Robitel e o roteirista Leigh Whannell seguem por caminhos óbvios diversas vezes – claro, já estamos na quarta parte de uma franquia onde conhecemos muito bem os três personagens principais, com isso, o filme falha exatamente ao inserir novos personagens, que só servem para causar momentos de sustos esperados, flertes desnecessários e ações estúpidas. Fica a questão: há necessidade deles? Não é apenas um artifício para que a franquia renda mais continuações?

    Algumas atitudes deus ex-machina de Elise também são meio non-sense, mas a grandiosa Lin Shaye parece se divertir fazendo isso, então tá valendo. Apesar do fôlego da veterana, não sei se ainda resta tanto assim para a franquia.

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  • Marcelo
    Marcelo

    ola, onde esta que não aparece no grupo de cinema AMANTES DA SÉTIMA ARTE do face............apareçaaaaaaaaaaaaaa

  • Isabella
    Isabella

    pois é

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/