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Data de lançamento
23 Fev. 2020Duração
Em uma São Paulo de 1899, onze anos após a abolição da escravidão, fantasmas ainda caminham entre os vivos. As mulheres da família Soares, antigas proprietárias de terra, não abrem mão do que resta de seus privilégios. Já Iná Nascimento, mulher que viveu por muito tempo a escravidão, batalha para reunir seus familiares em um mundo ainda muito hostil. Cada uma dessas mulheres tentam construir um futuro próprio à sua maneira.
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Encontrei sem querer no catálogo da Globosat. Achei o filme interessante e também compartilho das opiniões anteriores a minha sobre a condução. Os diálogos soam declamações e o filme poderia ser ainda mais direto se optasse por uma sequência mais dinâmica e imersiva. De fato até aparecer o segundo sinal fiquei com a impressão de haver erro de produção e escolha de ambientes. Depois entendi. Ainda assim não vejo muita necessidade desse paralelo óbvio. Poderia ser melhor produzido, mas vale a pena assistir.
"Todos os Mortos" é um filme que se eu não tivesse procurado no catálogo do TeleCine eu provavelmente não teria ouvido falar.
O filme me pegou desprevenido em algumas escolhas de produção, que, quando assentaram eu entendi e gostei. Não considero isso um spoiler e, confesso que pra mim, o filme poderia ser, talvez, mais contundente na escolha, mas a primeira metade inteira ele se preocupa um pouco em parecer se passar de fato em 1899, mas na segunda metade ele escolhe mostrar aquele universo e aquelas pessoas do final dos anos 1800 na São Paulo do final dos anos 2010. E isso é crucial para entender o que o filme quer dizer.
Me incomodam um pouco os diálogos e a mixagem de som que às vezes me tira da imersão, mas o filme é belamente filmado e possui camadas às vezes muito na cara, mas em alguns momentos não tão óbvias de temas e discussões. A trilha sonora (tanto a diegética, quanto a não diegética) é belíssima e a forma com que ela participa das cenas é genial.
É um filme que sinto que faria bem ter um pouco mais de lapidação nos diálogos e até um pouco na estrutura do roteiro em si, mas ainda assim é necessário. É educativo e é incômodo quando se percebe que, como acabei de ler num comentário aqui mesmo, o ano de 1899 tá demorando demais acabar.
Razoável, tem aquele jeitinho brasileiro de fazer cinema, gostei da ambientação da mundança de século 19/20, de como as pessoas sonhavam com as linhas do meio de transporte público da época.. que as pessoas iriam se "interligar" mais... (toda mudança de seculo tem sonhos mentirosos para os mais velhos).
Poderiam ter focado na doença da Ana né, ela era médium para a época, mas esquiso para a nossa... e ficou muito vago na trama, da ligação entre as historias. (jeitinho brasileiro).
"Todos os Mortos" é uma jornada sinuosa pelas sombras do passado, onde fantasmas se misturam aos vivos em uma São Paulo do final do século XIX, assombrada pela recente abolição da escravidão. As mulheres da família Soares resistem à mudança, enquanto Iná Nascimento luta para unir sua família em um mundo hostil.
Neste cenário, Thaia Perez brilha com uma atuação monstruosa, enquanto Clarissa Kiste, como a freira Maria, deixa a desejar com uma interpretação mecânica. O filme, embora não seja terror, é um drama denso que ecoa questões sociais atuais.
Apesar de alguns tropeços na narrativa, é uma obra que sacode a consciência nacional, mergulhando nas camadas da decadência social pós-abolição. Uma experiência cinematográfica atmosférica e mórbida, que foge dos clichês melodramáticos, mas que ainda carece de clareza em sua mensagem.
Um olhar corajoso sobre um passado não tão distante, impregnado de tensão e reflexão.
Não achei que funcionou bem a forma como algumas cenas foram ambientadas em cenários atuais. Ficou nais parecendo erro da produção do que algo feito de forma proposital.