filmow.com/usuario/felipebosobrida/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > felipebosobrida
34 years Catanduva - (BRA)
Usuário desde Janeiro de 2013
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Últimas opiniões enviadas

  • Felipe

    Um grande documentário britânico para quem gosta de corridas de carro, com 100% de resgate histórico em fotos e vídeos antigos da Scuderia Ferrari competindo na Fórmula 1. Mostra a trajetória da equipe com foco nos anos 50, apelidado de “A década mais mortal da História do Automobilismo”, uma época marcada por tragédias nas pistas do mundo inteiro - logo no início do filme vemos o pior desastre automobilístico já registrado, ocorrido em junho de 1955 no torneio das 24 Horas de Le Mans, quando um efeito cascata culminou com carros explodindo e partes dos motores voando até as arquibancadas; morreram 83 espectadores e o piloto francês Pierre Levegh, além de ter deixado 120 pessoas feridas. Desse triste fato muito comentado na época surgem outros para recontar as façanhas de pilotos que morreram defendo a Ferrari, como Eugenio Castellotti (1930-1957), Alfonso de Portago (1928-1957) e Luigi Musso (1924-1958), intercalando imagens raras restauradas das corridas, locuções esportivas da época e depoimentos atuais de familiares e amigos dos pilotos vítimas dos acidentes fatais.
    Nesse mundo próprio destacou-se a figura de Enzo Ferrari, patriarca da marca, a quem o filme homenageia. Era um competidor nato que brigava por recordes dos seus possantes, um homem odiado por uns, elogiado por outros, responsável por revolucionar as corridas. Também dá enfoque na amizade dos pilotos Peter Collins e Mike Hawthorn, ambos falecidos em acidentes de carro.
    Um filme marcante, sombrio, que nos leva a refletir sobre o limite entre o homem e a máquina, de competidores dispostos a tudo, que viviam numa linha tênue entre a vida e a morte, dentro de carros engenhosos superando a velocidade.

    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Felipe

    Um delicado drama de temática gay muito bem construído, com destaque para o bom trabalho do ator principal, o britânico criado na França Finnegan Oldfield, que interpreta com sinceridade o garoto-título do filme - e pelo papel concorreu ao Cesar. Mistura fatos recentes, do rapaz nos palcos do teatro, e memórias, do protagonista quando pequeno (interpretado por outro bom ator, Jules Porier), e em ambos os tempos os problemas que cercaram Marvin, de bullying e desprezo por ser homossexual. Nascido no interior, ele vivia fugindo da escola por apanhar e ser ridicularizado pelos alunos mais velhos. Em casa o pai o condenava com olhares fulminantes, havia a ausência da mãe e tinha medo do irmão violento. Ficou sozinho em quase todos os momentos da vida, até que na juventude, por meio do teatro, aproximou-se de pessoas que mudariam sua trajetória, como uma diretora da escola recém-empossada, um mentor que o encoraja a contar sua vida nos palcos e por fim a atriz Isabelle Huppert (que faz ela mesma).
    Marvin vira um exemplo comum de vidas massacradas pelos abusos físicos e psicológicos, uma das vítimas das várias formas de intolerância que se arrastam pelo mundo afora. Mesmo com dificuldades, como se estivesse numa prisão eterna, amenizou os tormentos da alma ao lado de pessoas solidárias e compreensivas (ainda resta uma salvação!?).
    Veja e se emocione! Um filme independente da diretora e roteirista Anne Fontaine (que também foi atriz), uma grande realizadora de dramas femininos com personagens mulheres de impacto em seus filmes, como “Nathalia X” (2003), “A garota de Mônaco” (2008), “Coco antes de Chanel” (2009), “Gemma Bovery – A vida imita a arte” (2014) e o melhor de seus trabalhos, “Agnus Dei” (2016) - em “Marvin”, com roteiro dela junto de Pierre Trividic, percebemos sua mão feminina na composição das cenas, do enredo e dos personagens.
    Ganhador do Queer Lion no Festival de Cinema de Veneza, onde também concorreu a melhor filme no Venice Horizons. Foi exibido ainda no festival Varilux de Cinema de 2017.
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Felipe

    Impossível não se emocionar (e se apaixonar) por esse clássico romântico que marcou época, muito exibido na TV aberta. Foi o terceiro trabalho de Christopher Reeve no cinema, dois anos depois de ficar eternizado como o Superman no filme homônimo de Richard Donner, de 1978. Ele é o charme dessa história de um amor que supera qualquer barreira do tempo. Reeve foi um ator versátil que atuou em drama, suspense, ficção científica, muitos filmes de romances e infelizmente teve a carreira interrompida após um trágico acidente em 1995, quando caiu de um cavalo numa cavalgada; ficou tetraplégico por uma década, até falecer aos 52 anos em 2004, vítima de infarto. Reeve tinha 28 quando participou dessa produção fazendo par com Jane Seymour, atriz duas vezes ganhadora do Globo de Ouro (carinhosamente lembrada no Brasil pela série dos anos 90 “Dra Quinn – A mulher que cura”). Eles interpretam com sensibilidade a dupla romântica no passado, quando o protagonista masculino faz uma auto-hipnose num velho hotel para retornar ao mesmo lugar 70 anos antes, em 1912. A viagem é uma minuciosa investigação para descobrir quem é uma estranha mulher que deu a ele um mimo no tempo presente. A viagem será para de puro autoconhecimento, um retorno ao seu próprio antepassado/origem.
    O filme sintetiza uma metáfora sobre reencarnação e a busca pelo amor sagrado, de uma maneira romântica, chorosa e com ótima reconstituição de época (uma velha Chicago do início do século XX).
    Recebeu indicação ao Oscar de melhor figurino e ao Globo de Ouro de trilha sonora, realmente um trabalho lindíssimo, memorável, assinada pelo falecido John Barry, cinco vezes ganhador do Oscar, o mesmo compositor de “Entre dois amores” e “Dança com lobos”.
    Baseado no romance de Richard Matheson (autor de livros como “Eu sou a lenda” e roteirista de vários filmes dos anos 60 e 70), com roteiro adaptado por ele mesmo, conta com uma direção adequada de Jeannot Szwarc, da continuação do clássico “Tubarão” (parte 2, de 1978).
    O filme teve péssima recepção da crítica na época, no entanto virou cult e ganhou o coração dos apaixonados. Vale rever essa riqueza de filme, relançado há poucos meses em DVD pela Universal Pictures com uma capa preto-e-branca, numa edição comemorativa do Dia dos Namorados (saiu junto com “Anna Karenina” e outros filmes românticos).
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.

Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.