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Últimas opiniões enviadas

  • Adson

    Eu vivo reclamando que as produções britânicas estão obcecadas com Black Mirror e ficam tentando emular sua modernidade o tempo inteiro, com resultados cada vez mais capengas. Aí vem a Netflix e comprova isso da pior maneira possível com esse terceiro episódio absolutamente horroroso, que ofusca fatalmente os dois primeiros, o que é inadmissível e revoltante. Eu estava prestes a recomendar a série para amigos: atmosfera gótica convincente, um Drácula charmoso e irônico que não deveu muito ao Gary Oldman, diálogos deliciosamente sarcásticos e blasfêmicos, violência gráfica corajosa e gore na medida. Aí vem os diretores e simplesmente sepultam a série. Bram Stoker deve estar se revirando com essa tentativa desastrosa de dar uma roupagem nova a estória, como se isso não já tivesse sido feito antes. Até a brilhante sacada de trazer Dr. Van Helsing em uma personagem feminina tão original foi ofuscada com o Drácula usando... Tinder e dizendo "See you, later". Personagens sem aprofundamento algum enfiados na trama, falando em slut-shaming e direitos sociais... Já não basta o feminismo radical de Sabrina? Quem porra escreveu esse episódio tão lamentável? Primeira grande decepção do ano.

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  • Adson

    “Vejo-o sorrir, mas você está triste. Quer que lhe traga um pouco de palavras?”, diz o menino Albanês a um combalido e solitário Bruno Ganz, no papel de Alexander, um poeta doente que decide recapitular sua vida no leito de morte.

    Um filme com cenas tão belas, que quando me pego pensando nelas, os olhos põem-se a marejar – feito este que o grego Theo Angelopoulos já havia alcançado com Paisagem na Neblina, sua obra-prima. Eternidade e Um Dia é o tipo de filme que inevitavelmente eleva o nosso nível de exigência sobre cinema, porque fico refletindo como alguém por trás das câmeras consegue articular momentos visuais tão bonitos. Aqui, tanto o lendário Ganz, como o ator mirim, dão uma nota emocional muito forte ao filme. Este, um refugiado órfão; aquele, sem pátria. Um vive com a promessa do futuro em sua terra natal, o outro carrega nos ombros o peso do não pertencimento a lugar algum. Ambos estrangeiros de si mesmos, repletos de medos, vagueiam pelo filme em busca de algo, resgatando um ao outro.

    O filme tem muito de Morangos Silvestres, do Bergman. Na iminência da morte, inauditos, arrependidos e sozinhos, ambos protagonistas refletem sobre o passado e o caráter irremediável do tempo, o que poderia despencar num fatalismo autoindulgente e piegas, evitado pela inquestionável habilidade diretiva dos seus corifeus.

    “Meu único pesar, Anna... é não ter terminado nada. Deixei tudo como um rascunho, espalhando palavras lá e aqui.”. Como não lembrar de Elliott Smith? “Ninguém partiu seu coração, você mesmo o fez, porque nunca termina aquilo que começou”.

    Mas talvez um dos maiores trunfos do Angelopoulos é como ele consegue costurar a narrativa tão bem, num perfeito fluxo de memórias onde os escombros do passado se misturam e se fundem com os do presente. Com um olhar albatroziano dos espaços por onde seus personagens peregrinam, sempre os vemos em planos abertos, andando rumo ao desconhecido. As transições são igualmente brilhantes. Em uma cena, todas as pessoas vestem preto e caminham, indiferentes, na orla à beira-mar num dia cinza. Alexander caminha, pesaroso, e de repente estamos em um barco, numa tarde ensolarada, onde todos vestem branco e sorriem, exceto ele, que ainda está de preto. Estamos dentro de uma lembrança: o “um dia” do título, preso na eternidade de todos os outros dias.

    Na cena mais bonita do filme, Alexandre e o menino têm pouco tempo juntos e decidem vagar de ônibus pela madrugada, para descer no mesmo lugar de onde saíram. O que lhes sucede nesse efêmero passeio é um consolo para a alma. O que mais esperar de um filme cuja poesia nunca arrefece, mas só encandece? Arroubos e gratidão.

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  • Adson

    Esse filme foi ruim ao ponto de me enfurecer.

    Gostaria de dar um soco em todo mundo comparando esse filme água de chuchu a God’s Own Country ou Weekend. E, francamente, só tenho a lamentar porque o filme tinha muito potencial: 1. Zona rural finlandesa. 2. Cabana de madeira. 3. Faz-tudo barbudo-peludo-sírio. 4: Tensão sexual. Mas as atuações são horrorosas, a iluminação é malfeita, os diálogos insípidos e os dois personagens são bastante desinteressantes e chatos, especialmente o loiro – pretensioso, antipático e que maltrata o pai ao invés de aproveitar a experiência no mato para tentar alguma conexão com ele. O filme poderia ter mergulhado mais na relação entre eles, mas preferiu negligenciar e reduzir o patriarca a um estereótipo de xenófobo. Sem mencionar que tudo acontece muito rápido, então, quando aconteceu, não me impressionou.

    Cheguei à conclusão de que esse tipo de filme mais íntimo e contemplativo funciona melhor com pouco ou nenhum diálogo (Gradiente Luminoso, Havaí, A Colheita); portanto, se você quiser enfiar algumas falas, certifique-se de ser muito bom nisso porque, se não for, você vai matar a experiência. Eu não quero ouvir sobre pegações no Grindr, teses sobre sexismo e “performance” de gênero (revirando os olhos) em um filme ambientado no meio da porra da floresta escandinava. Obrigado.

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  • Ken
    Ken

    Obrigado :) vou pegar umas recomendações aqui também. Adorei o nick tb rs seja muito bem vindo

  • Rudy Souza
    Rudy Souza

    Por enquanto, só na plataforma paga Lumine (lumine.tv é o link), um serviço de streaming lançado recentemente, de interesse predominantemente católico, com filmes cristãos, o doc sobre Peterson estreou lá dia 26/10 agora. Posteriormente o doc ficará mais popular e acessível.

  • Zoé R.
    Zoé R.

    Lindo <3

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