Heated Rivalry parte de um roteiro familiar ao gênero do romance, mas se destaca pela forma como eleva essa estrutura a um nível raramente visto na televisão. Desde o episódio piloto, a série estabelece uma relação marcada por desejo, rivalidade e contenção emocional, deixando claro que o desastre é menos uma possibilidade e mais um caminho inevitável. Ilya e Shane funcionam como forças opostas: de um lado, o pragmatismo emocional e a sobrevivência de um atleta moldado por pressões familiares e sociais; do outro, a descoberta gradual, idealizada e vulnerável de alguém que aprende a existir dentro do próprio desejo. É nesse contraste que a série encontra sua força. Ao longo de torneios e encontros fragmentados, os personagens constroem e derrubam barreiras internas impostas tanto por si mesmos quanto pelo ambiente hostil do esporte. Esse cuidado narrativo se estende às subtramas, com destaque para Scott e Kip, cuja trajetória breve, mas profundamente humana, culmina em um dos momentos mais emocionantes da temporada. Com ritmo seguro, trilha sonora precisa e um quinto episódio próximo da perfeição, Heated Rivalry transforma clichês em excelência e entrega um romance intenso, corajoso e profundamente humano — especial justamente por não tentar agradar a todos.
"IT: Bem-Vindos a Derry" — Veredito Final: Uma premissa de patamar cósmico fomentada em uma construção de mundo bárbara.
Com um primeiro episódio primoroso e um 8º capítulo absurdamente engenhoso, "IT: Bem-Vindos A Derry" se estabelece como uma das maiores séries de 2025 — e não só do gênero, mas de todo o rol de lançamentos do ano. Elaborada de forma magistral e construída fio a fio, tecida com eventos do passado, presente e futuro, englobando tanto os filmes de 2017 e 2019 quanto parte do macroverso fantástico criado por Stephen King, a criação de Andy e Barbara Muschietti é um acerto em cheio, um produto que se provou de alto valor para os fãs e necessário para quem aprecia a magnum opus do autor. A série não expande apenas o material apresentado nos cinemas, ela vai muito além: explora e complementa as pequenas lacunas de toda a lore existente no material original, o livro de 1986. É grandiosa, sangrenta e emocionante, fortalecida por um elenco mirim tão talentoso em suas representações e tão humano em seus dramas pessoais que se tornou impossível, com o decorrer da série, não se apegar um pouco a cada criança — e mais impossível ainda não sentir a dor a cada perda. Até mesmo a subtrama dos militares, na tentativa clichê de controlar aquilo que está muito fora do alcance de qualquer arma humana, é interessante. E é interessante por um motivo muito específico: Dick Hallorann. É de arrepiar toda a condução ao redor do personagem e do dom (ou seria maldição?) que ele possui, e ainda não controla. Surpreende todos os pequenos fios que ligam esse mundo à "O Iluminado", mundo este que também solidificaria King como a voz mais poderosa da literatura moderna do horror estadunidense. "IT: Bem-Vindos A Derry" é uma espiral violenta que nos leva direto à boca da Coisa, mas sem nos tirar totalmente a esperança de que há, sim, um mundo pelo qual vale a pena lutar pelas crianças, um mundo no qual a escuridão não as toque completamente — seja a escuridão de uma entidade cósmica, seja a escuridão daqueles que perderam a humanidade. Rich, nosso gentleman, ainda que a sua morte tenha partido o coração dos fãs, a sua cena final acalentou um pouco esse mesmo coração quebrado. ❤️🩹
Absurdamente chocante esse piloto. Banho de sangue muito propício para o universo da Coisa, subvertendo as expectativas e elevando a régua para os próximos episódios que virão. Novamente a HBO torna as noites de domingo menos monótonas, salvando-as por 8 semanas.
Assim como em GoT não havia assunto para a 8ª temporada — aliás, havia, mas não sabiam como abordar e encaixar todas as peças — assim ocorre na segunda temporada de Ninguém Quer. A falta de ritmo reverbera em todos os bons momentos, prejudicando até a trilha sonora, que na primeira temporada tornava tudo mais fluido e colaborava com o drama do casal e dos personagens secundários. O desenvolvimento da Joanne é um dos mais esdrúxulos que já vi na tela, e o desenvolvimento do personagem do Brody é afogado pelas frequentes ações infantis e inconsequentes da contraparte dele em cena. Um desperdício, e vários culpados, tendo em vista que o roteiro e direção de cada um dos 10 episódios são feitos por muitas mãos diferentes, e isso sem dúvidas pode ter prejudicado a visão de cada responsável pelo todo. Assim sendo, se a primeira temporada faz sorrir, essa faz revirar os olhos.
Com altos e baixos, a beleza de alguns episódios e a cadeia de eventos frenética de outros torna 'O Gabinete de Curiosidades de Guillermo Del Toro' um evento interessante a se apreciar. - Avaliação episódio por episódio. Lote 36 ⭐⭐⭐⭐ Ratos de Cemitério ⭐⭐⭐ A Autópsia ⭐⭐⭐⭐⭐ Por Fora ⭐⭐⭐⭐⭐ Modelo de Pickman ⭐⭐⭐⭐ Sonhos na Casa da Bruxa ⭐⭐⭐ A Inspeção ⭐⭐ O Murmúrio ⭐⭐⭐
E vamos de MONSTER — A HISTÓRIA DE ED GEIN. 💀 🩸 Li em setembro alguns artigos, a biografia e a HQ inspirada na biografia, para ter maior noção da história retratada. Tanto material, tanto conteúdo, e conseguiram distorcer e criar uma fantasia totalmente mirabolante, nada verossímil. Única coisa bem aproveitada é a repercussão do caso na arte, mencionando as adaptações posteriores de Psicose, O Massacre da Serra-Elétrica, etc. Mas, tendo em vista que a série devia ter como foco Ed Gein, deixou muito a desejar. . Se elencarmos ponto a ponto cada mentira da série, sobra pouca coisa. Segue, em suma, a mais contundente: Ed Gein não era um sujeito manipulador, sádico e maligno conforme retratado na série. Muito do contrário: as análises posteriores à prisão, no instituto mental, demonstravam alguém que agia por agir, de acordo com a criação materna e sem ciência de que a visão de mundo estava distorcida. Ele nunca namorou, nunca sequer transou. Não teve outra na sua vida a não ser a mãe — tinha medo de mulheres. Na época, os jornalistas desesperados por aumentar a história — que já era perturbadora o suficiente por si só —, entrevistaram uma mulher que dizia ter sido namorada do Gein. Após pressão de muitos lados, ela admitiu que tudo que contou havia sido mentira e nunca havia cruzado com ele: a história foi construída por repórteres famintos. A parte sexual era importante no desenrolar das coisas, mas no geral tudo girava em torno da mãe. Ele tinha o objetivo de recriar ela. Os ataques, tanto às duas vítimas assassinadas quanto aos corpos roubados dos túmulos, eram pela necessidade de suprir a presença física dela, após a morte. Ed era bem visto pela comunidade local, contratado de "babá" pelos vizinhos porque, dizem, se dava melhor com as crianças do que com os adultos — que viviam caçoando dele pelo jeito "diferente" e bobo. A questão da necrofilia, fisicamente falando, o ato em si, é controverso. Ele admitiu não ter feito porque o "cheiro era desagradável demais". Assim sendo, considero a versão ficcional apresentada muito alheia aos fatos. ☠️ Em contrapartida, considero válido o esmero em relacionar o impacto dos acontecimentos com tudo que viria depois, tendo em vista que até então o 'monstro' apresentado na arte, na literatura, enfim, nas histórias em geral, era um invasor, um intruso, algo de fora, externo, alheio a normalidade, e com Ed Gein notou-se que o verdadeiro monstro pode estar mais perto do que fazemos ideia.
Interessantemente superior, em narrativa e personagens cativantes, ao comparar com a primeira temporada. Aqui até as subtramas funcionam muito bem e o elenco de apoio é fantástico, com destaque claro à excelente adição da Agnes.
Começo promissor e eletrizante apresentado nos dois episódios lançados. Os fãs de sci-fi de qualidade e da própria franquia - como eu - terão satisfação em acompanhar o desenrolar. Em algum momento, os aliens teriam que vir para a Terra e a correlação entre híbridos/sintéticos/humanos devia ser maior explorada, e nada melhor do que termos esse desenvolvimento em uma série televisiva. Grandes expectativas.
No geral, ainda que careça do primor absoluto das duas temporadas iniciais, é bom termos mais dessa animação alucinógena, com histórias mirabolantes e gatos in-crí-veis.
Que venha mais.
1. Can't Stop... 2/5 2. Minicontatos imediatos... 4.5/5 ⭐ 3. Spider Rose... 4/5 4. Os caras do 400... 3.5/5 5. A outra coisa grande... 4.5/5 ⭐ 6. Gólgota... 3.5/5 7. O grito do Tiranossauro... 4/5 8. Como Zeke entendeu a religião... 3.5/5 9. Dispositivos inteligentes, donos idiotas... 5/5 ⭐ 10. Pois ele se move sorrateiramente... 4.5/5 ⭐
Primeiro episódio interessante demais, magnético, questionador. Episódio final eletrizante, uma sequência que não sabíamos ser necessária, até assistir. . Entre início e fim, temos um segundo episódio que é um primor da criatividade, usando elementos de matéria quântica; um terceiro episódio que é chatíssimo, maçante ao extremo; um quarto episódio, quase sequência do filme, muito bem elaborado, mas que é finalizado quando a coisa toda está ficando interessante; e um quinto episódio tão chato e tosco quanto o terceiro. . Apesar dos pesares, a qualidade das premissas apresentadas nos episódios 1, 2, 4 e 6 torna positivo o saldo da sétima temporada de Black Mirror.
Creio que, por ser tão recente o caso, ainda há muito a acontecer e esclarecer. Logo, entregando apenas o que já sabemos por matérias jornalísticas, é um documentário fraquinho.
Percebi que não posso ler a obra original antes de ver a adaptação, em caso de suspenses. Ainda que Amy Adams e Patricia Clarkson brilhem, saber o desfecho por ter lido o livro é um anticlímax total.
Aos olhos dos pais, todo filho é perfeito. Em 'Disclaimer', ainda que esse filho seja uma aberração. Incrível como nós, espectadores, julgamos até o último episódio, quando a outra face da moeda vêm à luz. Interessante demais, suspense maravilhosamente bem orquestrado pelo Cuarón. Preciso ler o livro urgentemente.
Mesclando personagens incríveis (com os quais não há como não simpatizar) e uma trilha sonora frenética, Comando das Criaturas é mais uma contribuição fantástica de James Gunn ao universo da DC.
Phoebe Waller-Bridge é maravilhosa. Por que levei tanto tempo para assistir Fleabag?! Divertida demais a série, e o bônus é a Olivia Colman em um papel 10000% detestável.
Michael Schur é a mente por trás de alguns episódios de The Office (versão EUA, cocriador também) e pela inteligentíssima The Good Place, uma das melhores séries da Netlix. Não podia dar outra: Um Espião Infiltrado é ouro.
Diferentemente da primeira temporada que, precisamos ser francos, foi um evento, a segunda leva três episódios para fluir e, quando flui, acaba. Agora, se considerarmos esses 7 episódios como intermédio para um terceiro ato - e final - que deve ser insano, até que está ok.
São muitos, muitos, muitos personagens, e isso causa um problemão, porque não consegue se aprofundar realmente em grande parte deles. Num geral, é uma série "ok", ainda que com muitos pontos baixos.
Depois das últimas entregas duvidosas em "American Horror Story", aqui em American Sports Story volta-se a acertar a mão com um drama titânico, grande parte nos ombros largos do Josh Rivera. É inevitável o pensamento quando terminamos: poderia ter sido tudo tão diferente, e se... e se. Mas não foi, e por isso lamento.
Rivalidade Ardente (1ª Temporada)
4.3 127 Assista AgoraHeated Rivalry parte de um roteiro familiar ao gênero do romance, mas se destaca pela forma como eleva essa estrutura a um nível raramente visto na televisão. Desde o episódio piloto, a série estabelece uma relação marcada por desejo, rivalidade e contenção emocional, deixando claro que o desastre é menos uma possibilidade e mais um caminho inevitável.
Ilya e Shane funcionam como forças opostas: de um lado, o pragmatismo emocional e a sobrevivência de um atleta moldado por pressões familiares e sociais; do outro, a descoberta gradual, idealizada e vulnerável de alguém que aprende a existir dentro do próprio desejo. É nesse contraste que a série encontra sua força.
Ao longo de torneios e encontros fragmentados, os personagens constroem e derrubam barreiras internas impostas tanto por si mesmos quanto pelo ambiente hostil do esporte. Esse cuidado narrativo se estende às subtramas, com destaque para Scott e Kip, cuja trajetória breve, mas profundamente humana, culmina em um dos momentos mais emocionantes da temporada.
Com ritmo seguro, trilha sonora precisa e um quinto episódio próximo da perfeição, Heated Rivalry transforma clichês em excelência e entrega um romance intenso, corajoso e profundamente humano — especial justamente por não tentar agradar a todos.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 362 Assista Agora"IT: Bem-Vindos a Derry" — Veredito Final: Uma premissa de patamar cósmico fomentada em uma construção de mundo bárbara.
Com um primeiro episódio primoroso e um 8º capítulo absurdamente engenhoso, "IT: Bem-Vindos A Derry" se estabelece como uma das maiores séries de 2025 — e não só do gênero, mas de todo o rol de lançamentos do ano.
Elaborada de forma magistral e construída fio a fio, tecida com eventos do passado, presente e futuro, englobando tanto os filmes de 2017 e 2019 quanto parte do macroverso fantástico criado por Stephen King, a criação de Andy e Barbara Muschietti é um acerto em cheio, um produto que se provou de alto valor para os fãs e necessário para quem aprecia a magnum opus do autor.
A série não expande apenas o material apresentado nos cinemas, ela vai muito além: explora e complementa as pequenas lacunas de toda a lore existente no material original, o livro de 1986.
É grandiosa, sangrenta e emocionante, fortalecida por um elenco mirim tão talentoso em suas representações e tão humano em seus dramas pessoais que se tornou impossível, com o decorrer da série, não se apegar um pouco a cada criança — e mais impossível ainda não sentir a dor a cada perda.
Até mesmo a subtrama dos militares, na tentativa clichê de controlar aquilo que está muito fora do alcance de qualquer arma humana, é interessante. E é interessante por um motivo muito específico: Dick Hallorann. É de arrepiar toda a condução ao redor do personagem e do dom (ou seria maldição?) que ele possui, e ainda não controla. Surpreende todos os pequenos fios que ligam esse mundo à "O Iluminado", mundo este que também solidificaria King como a voz mais poderosa da literatura moderna do horror estadunidense.
"IT: Bem-Vindos A Derry" é uma espiral violenta que nos leva direto à boca da Coisa, mas sem nos tirar totalmente a esperança de que há, sim, um mundo pelo qual vale a pena lutar pelas crianças, um mundo no qual a escuridão não as toque completamente — seja a escuridão de uma entidade cósmica, seja a escuridão daqueles que perderam a humanidade.
Rich, nosso gentleman, ainda que a sua morte tenha partido o coração dos fãs, a sua cena final acalentou um pouco esse mesmo coração quebrado. ❤️🩹
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 362 Assista AgoraAbsurdamente chocante esse piloto. Banho de sangue muito propício para o universo da Coisa, subvertendo as expectativas e elevando a régua para os próximos episódios que virão.
Novamente a HBO torna as noites de domingo menos monótonas, salvando-as por 8 semanas.
Ninguém Quer (2ª Temporada)
3.3 51Assim como em GoT não havia assunto para a 8ª temporada — aliás, havia, mas não sabiam como abordar e encaixar todas as peças — assim ocorre na segunda temporada de Ninguém Quer.
A falta de ritmo reverbera em todos os bons momentos, prejudicando até a trilha sonora, que na primeira temporada tornava tudo mais fluido e colaborava com o drama do casal e dos personagens secundários.
O desenvolvimento da Joanne é um dos mais esdrúxulos que já vi na tela, e o desenvolvimento do personagem do Brody é afogado pelas frequentes ações infantis e inconsequentes da contraparte dele em cena.
Um desperdício, e vários culpados, tendo em vista que o roteiro e direção de cada um dos 10 episódios são feitos por muitas mãos diferentes, e isso sem dúvidas pode ter prejudicado a visão de cada responsável pelo todo.
Assim sendo, se a primeira temporada faz sorrir, essa faz revirar os olhos.
O Gabinete de Curiosidades de Guillermo del Toro (1ª Temporada)
3.5 260 Assista AgoraCom altos e baixos, a beleza de alguns episódios e a cadeia de eventos frenética de outros torna 'O Gabinete de Curiosidades de Guillermo Del Toro' um evento interessante a se apreciar.
-
Avaliação episódio por episódio.
Lote 36
⭐⭐⭐⭐
Ratos de Cemitério
⭐⭐⭐
A Autópsia
⭐⭐⭐⭐⭐
Por Fora
⭐⭐⭐⭐⭐
Modelo de Pickman
⭐⭐⭐⭐
Sonhos na Casa da Bruxa
⭐⭐⭐
A Inspeção
⭐⭐
O Murmúrio
⭐⭐⭐
Monstros (3ª Temporada) - A História de Ed Gein
3.2 210 Assista AgoraE vamos de MONSTER — A HISTÓRIA DE ED GEIN. 💀
🩸
Li em setembro alguns artigos, a biografia e a HQ inspirada na biografia, para ter maior noção da história retratada. Tanto material, tanto conteúdo, e conseguiram distorcer e criar uma fantasia totalmente mirabolante, nada verossímil. Única coisa bem aproveitada é a repercussão do caso na arte, mencionando as adaptações posteriores de Psicose, O Massacre da Serra-Elétrica, etc. Mas, tendo em vista que a série devia ter como foco Ed Gein, deixou muito a desejar.
.
Se elencarmos ponto a ponto cada mentira da série, sobra pouca coisa.
Segue, em suma, a mais contundente: Ed Gein não era um sujeito manipulador, sádico e maligno conforme retratado na série. Muito do contrário: as análises posteriores à prisão, no instituto mental, demonstravam alguém que agia por agir, de acordo com a criação materna e sem ciência de que a visão de mundo estava distorcida.
Ele nunca namorou, nunca sequer transou. Não teve outra na sua vida a não ser a mãe — tinha medo de mulheres.
Na época, os jornalistas desesperados por aumentar a história — que já era perturbadora o suficiente por si só —, entrevistaram uma mulher que dizia ter sido namorada do Gein. Após pressão de muitos lados, ela admitiu que tudo que contou havia sido mentira e nunca havia cruzado com ele: a história foi construída por repórteres famintos.
A parte sexual era importante no desenrolar das coisas, mas no geral tudo girava em torno da mãe. Ele tinha o objetivo de recriar ela. Os ataques, tanto às duas vítimas assassinadas quanto aos corpos roubados dos túmulos, eram pela necessidade de suprir a presença física dela, após a morte.
Ed era bem visto pela comunidade local, contratado de "babá" pelos vizinhos porque, dizem, se dava melhor com as crianças do que com os adultos — que viviam caçoando dele pelo jeito "diferente" e bobo.
A questão da necrofilia, fisicamente falando, o ato em si, é controverso. Ele admitiu não ter feito porque o "cheiro era desagradável demais".
Assim sendo, considero a versão ficcional apresentada muito alheia aos fatos.
☠️
Em contrapartida, considero válido o esmero em relacionar o impacto dos acontecimentos com tudo que viria depois, tendo em vista que até então o 'monstro' apresentado na arte, na literatura, enfim, nas histórias em geral, era um invasor, um intruso, algo de fora, externo, alheio a normalidade, e com Ed Gein notou-se que o verdadeiro monstro pode estar mais perto do que fazemos ideia.
Wandinha (2ª Temporada)
3.5 171 Assista AgoraInteressantemente superior, em narrativa e personagens cativantes, ao comparar com a primeira temporada. Aqui até as subtramas funcionam muito bem e o elenco de apoio é fantástico, com destaque claro à excelente adição da Agnes.
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 275 Assista AgoraComeço promissor e eletrizante apresentado nos dois episódios lançados. Os fãs de sci-fi de qualidade e da própria franquia - como eu - terão satisfação em acompanhar o desenrolar.
Em algum momento, os aliens teriam que vir para a Terra e a correlação entre híbridos/sintéticos/humanos devia ser maior explorada, e nada melhor do que termos esse desenvolvimento em uma série televisiva. Grandes expectativas.
Love, Death & Robots (Volume 4)
3.2 107No geral, ainda que careça do primor absoluto das duas temporadas iniciais, é bom termos mais dessa animação alucinógena, com histórias mirabolantes e gatos in-crí-veis.
Que venha mais.
1. Can't Stop... 2/5
2. Minicontatos imediatos... 4.5/5 ⭐
3. Spider Rose... 4/5
4. Os caras do 400... 3.5/5
5. A outra coisa grande... 4.5/5 ⭐
6. Gólgota... 3.5/5
7. O grito do Tiranossauro... 4/5
8. Como Zeke entendeu a religião... 3.5/5
9. Dispositivos inteligentes, donos idiotas... 5/5 ⭐
10. Pois ele se move sorrateiramente... 4.5/5 ⭐
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista AgoraPrimeiro episódio interessante demais, magnético, questionador.
Episódio final eletrizante, uma sequência que não sabíamos ser necessária, até assistir.
.
Entre início e fim, temos um segundo episódio que é um primor da criatividade, usando elementos de matéria quântica; um terceiro episódio que é chatíssimo, maçante ao extremo; um quarto episódio, quase sequência do filme, muito bem elaborado, mas que é finalizado quando a coisa toda está ficando interessante; e um quinto episódio tão chato e tosco quanto o terceiro.
.
Apesar dos pesares, a qualidade das premissas apresentadas nos episódios 1, 2, 4 e 6 torna positivo o saldo da sétima temporada de Black Mirror.
Efeitos Colaterais (1ª Temporada)
4.4 40 Assista AgoraCriativo, envolvente, inteligente. "Efeitos Colaterais" é uma grata surpresa neste ano.
Luigi Mangione: O Assassino de CEO
2.5 16 Assista AgoraCreio que, por ser tão recente o caso, ainda há muito a acontecer e esclarecer. Logo, entregando apenas o que já sabemos por matérias jornalísticas, é um documentário fraquinho.
Objetos Cortantes
4.3 873 Assista AgoraPercebi que não posso ler a obra original antes de ver a adaptação, em caso de suspenses.
Ainda que Amy Adams e Patricia Clarkson brilhem, saber o desfecho por ter lido o livro é um anticlímax total.
Produção de Sonhos (1ª Temporada)
3.8 17Pífio, simplesmente.
Difamação
4.0 128 Assista AgoraAos olhos dos pais, todo filho é perfeito. Em 'Disclaimer', ainda que esse filho seja uma aberração. Incrível como nós, espectadores, julgamos até o último episódio, quando a outra face da moeda vêm à luz.
Interessante demais, suspense maravilhosamente bem orquestrado pelo Cuarón.
Preciso ler o livro urgentemente.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 870 Assista AgoraAbsolute masterpiece.
Criativa, aflitiva, tensa, inteligente.
Ficção científica da melhor qualidade.
Comando das Criaturas (1ª Temporada)
3.8 79Mesclando personagens incríveis (com os quais não há como não simpatizar) e uma trilha sonora frenética, Comando das Criaturas é mais uma contribuição fantástica de James Gunn ao universo da DC.
Fleabag (2ª Temporada)
4.7 912 Assista AgoraÉ engraçada de doer, em tantos sentidos... Como a vida é, exatamente como a vida é.
Fleabag (1ª Temporada)
4.4 642 Assista AgoraPhoebe Waller-Bridge é maravilhosa. Por que levei tanto tempo para assistir Fleabag?!
Divertida demais a série, e o bônus é a Olivia Colman em um papel 10000% detestável.
Um Espião Infiltrado (1ª Temporada)
4.0 31 Assista AgoraMichael Schur é a mente por trás de alguns episódios de The Office (versão EUA, cocriador também) e pela inteligentíssima The Good Place, uma das melhores séries da Netlix. Não podia dar outra: Um Espião Infiltrado é ouro.
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417 Assista AgoraDiferentemente da primeira temporada que, precisamos ser francos, foi um evento, a segunda leva três episódios para fluir e, quando flui, acaba.
Agora, se considerarmos esses 7 episódios como intermédio para um terceiro ato - e final - que deve ser insano, até que está ok.
The White Lotus (2ª Temporada)
4.2 401 Assista AgoraTanya é o puro suco do entretenimento. Uma lástima... Bem, vocês sabem.
Que venha a 3ª temporada.
Gotham (1ª Temporada)
4.1 753 Assista AgoraSão muitos, muitos, muitos personagens, e isso causa um problemão, porque não consegue se aprofundar realmente em grande parte deles. Num geral, é uma série "ok", ainda que com muitos pontos baixos.
American Sports Story: Aaron Hernandez (1ª Temporada)
3.7 10 Assista AgoraDepois das últimas entregas duvidosas em "American Horror Story", aqui em American Sports Story volta-se a acertar a mão com um drama titânico, grande parte nos ombros largos do Josh Rivera.
É inevitável o pensamento quando terminamos: poderia ter sido tudo tão diferente, e se... e se.
Mas não foi, e por isso lamento.