Melhor personagem: Taystee Mais badass: Frieda Mais engraçada: Red em speed Mais trouxa: Boo Mais fdp: Piscatela Melhor relação: Caputo e Figueroa Merecia aparecer mais: familiares dos presos Merecia aparecer menos: O amor tedioso de Alex e Max Cena mais filosófica: Suzanne falando para o espelho Cena mais pertubadora: Leanne cheirando cola em um balde ao lado de um defunto Personagem mais odiada: Angie
Final justo: Humps Final injusto: Judy King Final Realista: 5ª temporada
Obs: O único momento que sou capaz de gostar de uma nazi é quando ela dá um soco na cara de um policial
Me senti traído. Penny Dreadful para mim tinha o potencial de ser una verdadeira obra de arte para a televisão. Era excelente nos diálogos, na performancee na fotografia e até certo momento, a sua temporada final demonstra esta excelência. Me diga un episódio de qualquer série atual superior ao quarto episódio da terceira temporada?
No entanto, claramente o seu roteiro foi antecipado, perdendo muito em tudo, sobretudo no final. Personagens novos e interessantes ficaram sem desenvolvimento, o que não seria ruim se fossem expandidos na sequência, mas não... A série acabou por deixá-los inacabados com um prematuro THE END, para deixar claro que não haverá continuidade.
Mas, isto tudo é perdoável, a traição foi o que fizeram com Vanessa Ives. O suicídio apareceu como uma resposta desde a primeira temporada, mas ele foi rejeitado. A personagem de Eva Green sempre batalhou e continuou lutando apesar de todo o sofrimento, por isso era uma mulher tão admirável. Ela nunca se resignou, mesmo diante ao gigantismo de seu inimigos, ela bravava epicamente "Sou uma folha de grama, mas eu sou". Por isso, Vanessa foi uma verdadeira heroína, dotada de coragem e fé apesar de todas as calamidades que passavam.
Eu aceitaria um fim trágico para a série, mas não uma conclusão tão desesperançosa, apostando na própria impotência de um futuro melhor. Não foi apenas Vanessa que se resignou, foi Lily, Dorian, dr. Frankenstein... Um final tão decepcionado quanto decepcionante.
Fico imaginando se esta desistência espelharia um diretor genial que se viu obrigado a abandonar seu projeto por pressões da produção? Mais uma resposta não respondida pela série.
Depois desse 4º episódio... Como não amar esse monstro Frankstein? Este sujeito sem nome, sofrendo no passado pela impotência e pela pobreza e, no presente, perseguido como pária, escrutinado pela aparência... Esta criatura, a única figura monstruosa, mas sem dúvida nenhuma, o personagem mais humano da série. Choro muito e sorrio por esse monstro, porque este anônimo não pede nome: não é monstro, nem Frankstein, nem John Claire... Que nome dar a esse personagem? Ele é apenas uma pessoa, singular como todo sujeito e universal como qualquer ser humano. Aquele que nunca saberemos o nome, mas que, mesmo assim, dá carinho e amor. Aquele olhar e aquele abraço que, mesmo de um desconhecido e de um ignorado, vale mais que um mundo. Este personagem único se tornou, nesse beijo amigável, mais forte e poderoso que o par de nomes próprios, Lúcifer e Drácula. É essa criatura, que, parafraseando Vanessa: "É nada. É nada mais que uma lámina de grama. Mas, ele é/ existe". O anônimo, o pária, o insignificante, o minúsculo, a escória; esse sujeito, menos que todos socialmente, encontra sua redenção no amor e transcende qualquer horror que esse mundo possa criar. Esse ser sem nome, o único que acompanha e não abandona Vanessa, mesmo que abandonada no abismo. Esse ser sem nome que só aparece em um gesto de carinho. Esse ser que personifica o amor, que existe e protege os miseráveis. Aquele que mesmo depois da morte, mesmo depois de crucificado pela sociedade, retorna e expõe, para o horror dos "bons olhos", que é mais pessoa que qualquer outro homem ou mulher da alta classe. Que nome dar a esse herói sem nome? Uma sugestão: por que não Deus?
"Fui muito temido e odiado em minha vida. Pelo meu povo, pelo seu. Estas marcas significam que fui um mercador de escravos. É um pecado com que preciso viver. Mas, nesta casa, encontrei bondade entre os que não são bons... como você também encontrou"
"In this house, I've found kindness among the unkind. So have you".
Todas as histórias são desprezíveis e confesso que não tenho estômago para manter os olhos na tela durante todo o filme. É nojento, mas cada episódio traz histórias que de fato refletem sobre a vida. O filme pode ser desagradável, mas até que ponto nossos desejos não são assim? Vá em qualquer site pornográfico e verá os fetiches mais repulsivos e que também são os mais populares. Quem nós somos para julgar? O filme mostra de forma maravilhosa já no primeiro episódio como um mesmo objeto é usado para se banhar, para comer, para lavar roupa, para preparar o jantar, para matar, para morrer e para nascer. E até que ponto o primogênito não é de fato um verdadeiro desportista? Quantos atletas também não destroem e deformam o próprio corpo, tentando chegar dois segundos antes? E quantos que não se vangloriam de ter um corpo perfeito, como se o físico compensasse por qualquer falha no caráter? O que o filme nos mostra e nos dá repulsa é a própria vida. Agora, o trabalho da arte é mostrar o feio, o doente e nojento e revelar a beleza onde até então nunca nos demos o trabalho de ver. O trágico está que muitos morrem para que, de fato, possamos admirá-los.
PRECISAMOS FALAR SOBRE Talvez as reações mais esperadas a um filme violento é: primeiro, uma empatia com o sofrimento das vítimas, no caso dos dramas; segundo, um medo ou tensão diante do ato, no caso de thrillers e suspenses e; por último, um desgosto no caso de imagens demasiadas explícitas. Porém, Relatos Selvagens exibe histórias de vingança, assassinato, luta, crime e traição e as transforma em comédias, sem meramente parodiar, caricaturizar ou diminuir cada tragédia. Cada episódio é bastante verossímil, ele parte de pessoas comuns em situações cotidianas - dialogando neste aspecto com crônicas literárias - que, por acaso, recorrem a seu lado mais irracional e agressivo. Cada narrativa têm enorme potencial para se tornar um filme ao estilo Hitchcock, mas a filmagem de Szifrón inspira gargalhadas e não medo. A maior parte da crítica explica o riso diante do filme a partir de uma função catártica da imagem: fetichizamos abraçar nossos desejos selvagens e sentimos prazer quando vemos os personagens superar suas repressões e concretizar suas pulsões de morte.
A final, quem não gostaria de fazer como Pasternak, botar todos seus inimigos em avião e derrubá-lo?
. Eu pessoalmente gosto de outra explicação: há algo de ridículo ao sucumbimos a nossas pulsões, não só por parte dos agressores, mas também das vítimas. As pessoas atacadas no filme são sujeitos arrogantes, presunçosos e que recorrem a uma sobriedade no discurso para evitar responder por suas agressões cotidianas, acusando os violentadores de agir de forma desproporcional. No entanto, nestes momentos de barbaridade, eles também demonstram sua impotência diante da situação e que, mesmo com todos os esforços, simplesmente não conseguem manter o controle depois que o caos já foi instalado.
Isto ocorre sobretudo no final do penúltimo episódio, na qual, depois de mais de vinte minutos de uma longa negociação em que um pai rico “compra” a inocência de seu filho criminoso, todo o plano é desfeito pela machadada irada de outro pai, o da vítima. Ou, ao contrário, apesar de acusar que a destruição à seu carro é loucura, o motorista no segmento "El más fuerte" recorre a uma violência maior quando provocado: assassinar o oponente.
Szifrón consegue romper com uma dicotomia entre vítima e violador e denuncia pelo humor uma sociedade que torna sujeitos impotentes pela desigualdade econômica, pela mercantilização da vida, pela corrupção política e pela burocracia sistêmica. Ele mostra que, neste mundo em que nossa vida é sugada de qualquer singularidade e nossas queixas são silenciadas pela sistema "racional", às vezes é pela violência que podemos conquistar algum reconhecimento como indivíduos. Na perversa sociedade capitalista pós-moderna, onde qualquer ato violento se torna um tabu, Relatos Selvagens parece relembrar que não somos seres racionais e precisamos discutir violência com um olhar mais indagativo e menos condenatório. A final, o filme mostra que todos reservamos um lado selvagem, seja o bem sucedido ou o fracassado, o rico ou o pobre, homem ou mulher, jovem ou idoso, personagem ou espectador...
Estou cansado de vários relembrando que não é um filme de terror genérico. Só precisa dez minutos no Google para entender isso. Deixa de ignorância. Vamos ver A Bruxa como um filme artístico e não uma Premonição 15. Agora, entendido isto, o que mais me surpreende é o esforço sensível do diretor em tentar ser fiel, não à história, mas a forma como os próprios personagens, como às próprias pessoas da época entendiam o mundo. Tomando como base escritos verdadeiros do século XVII, o filme não mostra à nossa interpretação contemporânea dos fatos, mas sim como os colonos viam o mundo. Ele faz isso de inúmeras formas, inclusive na fotografia: em mais de uma vez, há cenas muito escuras, tornando difícil reconhecer o que exatamente é filmado. Me incomodou no começo até que entendi que tem um propósito: respeitar a própria luz da época, como as noites eram iluminadas apenas por velas. O ambiente é extremamente realista neste sentido e o jogo de câmeras tenta muitas vezes respeitar a perspectiva dos personagens: o que vemos é o que as pessoas que estavam naquele cenário veriam, Aqui está o exercício máximo da potência do cinema materializado: mostrar não a realidade, mas o imaginário de sujeitos. Não é necessário ver o Diabo ou um feitiço para acreditarmos que o Diabo existe - recorrendo a efeitos especiais do terror comercial, apenas basta ouvirmos vozes e sentirmos medo para acusarmos que tudo é obra de alguma bruxa. Agora, isto também não quer dizer que o filme é acrítico: a bruxaria foi a justificativa de talvez o maior feminicídio sistemático da história e o diretor seria simplesmente irresponsável se não posicionar sobre isto.
Perceba que Thomasin é a única que se reconhece como pecadora desde o início. Como o pai afirma: "Todos nascemos do pecado e somos marcados por ele", mas ele não assume seu orgulho, assim como a mãe não assume sua descrença, o irmão, sua luxúria e os gêmeos, sua desobediência. Thomasin é a única honesta e que, em suas orações, pede perdão pelos seus pecados na sequência inicial e é exatamente isto que a torna uma bruxa: Não o fato de ser uma pecadora maior que os demais, mas por ser aquela que escolhe conviver com suas falhas ao invés de mergulhar na hipocrisia dos puritanos que, contraditoriamente renegam e relembram constantemente sua existência pecaminosa.
O que a torna uma bruxa não é sua natureza pecadora, mas, justamente, ser a mais cristã de todas./
Marvel e Netflix conseguiram fazer aquilo que sempre foi proposto, mas nunca nenhuma produtora teve a coragem: uma história com uma super heroína sem ser hipersexualixada, sem abusar de uma violência coreografada ou de efeitos especiais baratos. Se você quer ver esses clichês, vá ver os idiotas de roupa colorida de Arrow e Flash, porque esta é uma séria para discutir gênero e feminismo.
Não consigo deixar de pensar que a maioria das críticas negativas desta obra aqui são por parte de homens, decepcionados por verem protagonistas mulheres poderosas e independentes, lutando contra um estuprador. O debate de gênero aparece no sub drama o divórcio de uma homessexual, que não é nem idealizada nem estereotipada e também nas cenas de sexo, com um homem grande sarado ficando por baixo de uma pequena mulher. Mas, o mais genial e o mais sútil esta na ficção científica: o poder de Killgrave é uma analogia para relações abusivas, na forma como a pessoa se sente invadida e sem controle da própria vida. A temporada inteira é na verdade a história de como uma mulher tenta seguir depois da traumática experiência de relacionar-se a um machista sociopata. Uma história comum para milhares de mulheres no mundo, mas transformada em um épico confronto de heroína contra vilão. A série também não arrisca dizer que depois do clímax, tudo é superado e Jessica viverá feliz para sempre. Olhe a última cena e a primeira cena: a série começa e termina com a porta do escritório destruída, sugerindo que as cicatrizes da experiência de Jéssica ainda persistem mesmo depois de vencer seu nêmesis e, provavelmente vão a marcar para todo o sempre. Mas, essa é minha análise de homem interessado em gênero, o que as mulheres do filmow acham dessa minha interpretação?
Consegue ficar a par com SouthPark em termos de humor. mas, enquanto o primeiro talvez o humor seja mais idiota, porém fazendo críticas inteligentes sobre temas mais específicos e recentes, Rick and Morty é muito mais sútil e levanta questões muito profundas sobre nossa existência. Nada melhor que uma comédia niilista na televisão para animar nossas vidas insignificantes.
Um filme simples, sem longos monólogos, sem uma grande trilha sonora, sem jogos de câmera surpreendentes, sem uma conclusão totalmente inesperada. Por isso mesmo é um dos filmes mais bonitos que já vi, chorei no cinema. A sensibilidade, a sutileza, os diálogos vão revitalizar uma discussão antiga, talvez até banal no mundo de hoje, que o que significa ser pai, a ganância contra o amor, o sucesso profissional contra o carinho familiar.
Uma pegada crítica e diferente da Condessa Barthory. A diretora poderia simplesmente rejeitar seus crimes e torná-los invenções de seus opositores, no entanto, ela busca preservar a ambiguidade do episódio medieval, levantando questões sobre o contexto da época, o uso político da história e a ideologia machista por trás do mito da Condessa Sangrenta. Não sou historiador para saber até que ponto o filme é historicamente fiel, mas o admirei por pelo menos levantar mostrar estas reflexões sociais, ao contrário de outros filmes biográficos. Sua deficiencia está, não na verosimilhança, mas na psicologia. Os personagens são muito rasos, sem nenhuma exceção, inclusive o narrador e a protagonista. O que me decepciona porque a perversidade de Barthory é fascinante, mas foi reduzida a apenas uma desilusão amorosa no filme. Alejandra Pizarnik e Santiago Caruso já vão fazer uma representação mais atenta a essa dimensão psíquica do caso de Barthory, no livro a Condessa Sangrenta, com uma bela publicação no Brasil pela Editora Tordsilhas.
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Orange Is the New Black (5ª Temporada)
4.2 430A melhor temporada! Já estou selecionando minhas favoritas!
Melhor personagem: Taystee
Mais badass: Frieda
Mais engraçada: Red em speed
Mais trouxa: Boo
Mais fdp: Piscatela
Melhor relação: Caputo e Figueroa
Merecia aparecer mais: familiares dos presos
Merecia aparecer menos: O amor tedioso de Alex e Max
Cena mais filosófica: Suzanne falando para o espelho
Cena mais pertubadora: Leanne cheirando cola em um balde ao lado de um defunto
Personagem mais odiada: Angie
Final justo: Humps
Final injusto: Judy King
Final Realista: 5ª temporada
Obs: O único momento que sou capaz de gostar de uma nazi é quando ela dá um soco na cara de um policial
Sense8 (2ª Temporada)
4.3 893 Assista AgoraAMANITA, CASA COMIGO! Não tem sesorium que supera essa sapien.
Penny Dreadful (3ª Temporada)
4.2 642 Assista AgoraMe senti traído. Penny Dreadful para mim tinha o potencial de ser una verdadeira obra de arte para a televisão. Era excelente nos diálogos, na performancee na fotografia e até certo momento, a sua temporada final demonstra esta excelência. Me diga un episódio de qualquer série atual superior ao quarto episódio da terceira temporada?
No entanto, claramente o seu roteiro foi antecipado, perdendo muito em tudo, sobretudo no final. Personagens novos e interessantes ficaram sem desenvolvimento, o que não seria ruim se fossem expandidos na sequência, mas não... A série acabou por deixá-los inacabados com um prematuro THE END, para deixar claro que não haverá continuidade.
Mas, isto tudo é perdoável, a traição foi o que fizeram com Vanessa Ives. O suicídio apareceu como uma resposta desde a primeira temporada, mas ele foi rejeitado. A personagem de Eva Green sempre batalhou e continuou lutando apesar de todo o sofrimento, por isso era uma mulher tão admirável. Ela nunca se resignou, mesmo diante ao gigantismo de seu inimigos, ela bravava epicamente "Sou uma folha de grama, mas eu sou". Por isso, Vanessa foi uma verdadeira heroína, dotada de coragem e fé apesar de todas as calamidades que passavam.
Eu aceitaria um fim trágico para a série, mas não uma conclusão tão desesperançosa, apostando na própria impotência de um futuro melhor. Não foi apenas Vanessa que se resignou, foi Lily, Dorian, dr. Frankenstein... Um final tão decepcionado quanto decepcionante.
Fico imaginando se esta desistência espelharia um diretor genial que se viu obrigado a abandonar seu projeto por pressões da produção? Mais uma resposta não respondida pela série.
Penny Dreadful (3ª Temporada)
4.2 642 Assista AgoraDepois desse 4º episódio... Como não amar esse monstro Frankstein? Este sujeito sem nome, sofrendo no passado pela impotência e pela pobreza e, no presente, perseguido como pária, escrutinado pela aparência... Esta criatura, a única figura monstruosa, mas sem dúvida nenhuma, o personagem mais humano da série. Choro muito e sorrio por esse monstro, porque este anônimo não pede nome: não é monstro, nem Frankstein, nem John Claire... Que nome dar a esse personagem? Ele é apenas uma pessoa, singular como todo sujeito e universal como qualquer ser humano. Aquele que nunca saberemos o nome, mas que, mesmo assim, dá carinho e amor. Aquele olhar e aquele abraço que, mesmo de um desconhecido e de um ignorado, vale mais que um mundo. Este personagem único se tornou, nesse beijo amigável, mais forte e poderoso que o par de nomes próprios, Lúcifer e Drácula. É essa criatura, que, parafraseando Vanessa: "É nada. É nada mais que uma lámina de grama. Mas, ele é/ existe". O anônimo, o pária, o insignificante, o minúsculo, a escória; esse sujeito, menos que todos socialmente, encontra sua redenção no amor e transcende qualquer horror que esse mundo possa criar. Esse ser sem nome, o único que acompanha e não abandona Vanessa, mesmo que abandonada no abismo. Esse ser sem nome que só aparece em um gesto de carinho. Esse ser que personifica o amor, que existe e protege os miseráveis. Aquele que mesmo depois da morte, mesmo depois de crucificado pela sociedade, retorna e expõe, para o horror dos "bons olhos", que é mais pessoa que qualquer outro homem ou mulher da alta classe. Que nome dar a esse herói sem nome? Uma sugestão: por que não Deus?
Penny Dreadful (2ª Temporada)
4.5 617 Assista Agora"Fui muito temido e odiado em minha vida. Pelo meu povo, pelo seu. Estas marcas significam que fui um mercador de escravos. É um pecado com que preciso viver. Mas, nesta casa, encontrei bondade entre os que não são bons... como você também encontrou"
"In this house, I've found kindness among the unkind. So have you".
Taxidermia: Histórias Grotescas
3.4 349Todas as histórias são desprezíveis e confesso que não tenho estômago para manter os olhos na tela durante todo o filme. É nojento, mas cada episódio traz histórias que de fato refletem sobre a vida. O filme pode ser desagradável, mas até que ponto nossos desejos não são assim? Vá em qualquer site pornográfico e verá os fetiches mais repulsivos e que também são os mais populares. Quem nós somos para julgar? O filme mostra de forma maravilhosa já no primeiro episódio como um mesmo objeto é usado para se banhar, para comer, para lavar roupa, para preparar o jantar, para matar, para morrer e para nascer. E até que ponto o primogênito não é de fato um verdadeiro desportista? Quantos atletas também não destroem e deformam o próprio corpo, tentando chegar dois segundos antes? E quantos que não se vangloriam de ter um corpo perfeito, como se o físico compensasse por qualquer falha no caráter? O que o filme nos mostra e nos dá repulsa é a própria vida. Agora, o trabalho da arte é mostrar o feio, o doente e nojento e revelar a beleza onde até então nunca nos demos o trabalho de ver. O trágico está que muitos morrem para que, de fato, possamos admirá-los.
A Cama
3.7 2Esse curta me pareceu a encarnação em filme do que foi o espírito dos anos 60.
Relatos Selvagens
4.4 2,9K Assista AgoraPRECISAMOS FALAR SOBRE
Talvez as reações mais esperadas a um filme violento é: primeiro, uma empatia com o sofrimento das vítimas, no caso dos dramas; segundo, um medo ou tensão diante do ato, no caso de thrillers e suspenses e; por último, um desgosto no caso de imagens demasiadas explícitas. Porém, Relatos Selvagens exibe histórias de vingança, assassinato, luta, crime e traição e as transforma em comédias, sem meramente parodiar, caricaturizar ou diminuir cada tragédia. Cada episódio é bastante verossímil, ele parte de pessoas comuns em situações cotidianas - dialogando neste aspecto com crônicas literárias - que, por acaso, recorrem a seu lado mais irracional e agressivo. Cada narrativa têm enorme potencial para se tornar um filme ao estilo Hitchcock, mas a filmagem de Szifrón inspira gargalhadas e não medo.
A maior parte da crítica explica o riso diante do filme a partir de uma função catártica da imagem: fetichizamos abraçar nossos desejos selvagens e sentimos prazer quando vemos os personagens superar suas repressões e concretizar suas pulsões de morte.
A final, quem não gostaria de fazer como Pasternak, botar todos seus inimigos em avião e derrubá-lo?
Eu pessoalmente gosto de outra explicação: há algo de ridículo ao sucumbimos a nossas pulsões, não só por parte dos agressores, mas também das vítimas. As pessoas atacadas no filme são sujeitos arrogantes, presunçosos e que recorrem a uma sobriedade no discurso para evitar responder por suas agressões cotidianas, acusando os violentadores de agir de forma desproporcional. No entanto, nestes momentos de barbaridade, eles também demonstram sua impotência diante da situação e que, mesmo com todos os esforços, simplesmente não conseguem manter o controle depois que o caos já foi instalado.
Isto ocorre sobretudo no final do penúltimo episódio, na qual, depois de mais de vinte minutos de uma longa negociação em que um pai rico “compra” a inocência de seu filho criminoso, todo o plano é desfeito pela machadada irada de outro pai, o da vítima. Ou, ao contrário, apesar de acusar que a destruição à seu carro é loucura, o motorista no segmento "El más fuerte" recorre a uma violência maior quando provocado: assassinar o oponente.
Szifrón consegue romper com uma dicotomia entre vítima e violador e denuncia pelo humor uma sociedade que torna sujeitos impotentes pela desigualdade econômica, pela mercantilização da vida, pela corrupção política e pela burocracia sistêmica. Ele mostra que, neste mundo em que nossa vida é sugada de qualquer singularidade e nossas queixas são silenciadas pela sistema "racional", às vezes é pela violência que podemos conquistar algum reconhecimento como indivíduos.
Na perversa sociedade capitalista pós-moderna, onde qualquer ato violento se torna um tabu, Relatos Selvagens parece relembrar que não somos seres racionais e precisamos discutir violência com um olhar mais indagativo e menos condenatório. A final, o filme mostra que todos reservamos um lado selvagem, seja o bem sucedido ou o fracassado, o rico ou o pobre, homem ou mulher, jovem ou idoso, personagem ou espectador...
A Bruxa
3.6 3,5K Assista AgoraEstou cansado de vários relembrando que não é um filme de terror genérico. Só precisa dez minutos no Google para entender isso. Deixa de ignorância. Vamos ver A Bruxa como um filme artístico e não uma Premonição 15. Agora, entendido isto, o que mais me surpreende é o esforço sensível do diretor em tentar ser fiel, não à história, mas a forma como os próprios personagens, como às próprias pessoas da época entendiam o mundo. Tomando como base escritos verdadeiros do século XVII, o filme não mostra à nossa interpretação contemporânea dos fatos, mas sim como os colonos viam o mundo. Ele faz isso de inúmeras formas, inclusive na fotografia: em mais de uma vez, há cenas muito escuras, tornando difícil reconhecer o que exatamente é filmado. Me incomodou no começo até que entendi que tem um propósito: respeitar a própria luz da época, como as noites eram iluminadas apenas por velas. O ambiente é extremamente realista neste sentido e o jogo de câmeras tenta muitas vezes respeitar a perspectiva dos personagens: o que vemos é o que as pessoas que estavam naquele cenário veriam, Aqui está o exercício máximo da potência do cinema materializado: mostrar não a realidade, mas o imaginário de sujeitos. Não é necessário ver o Diabo ou um feitiço para acreditarmos que o Diabo existe - recorrendo a efeitos especiais do terror comercial, apenas basta ouvirmos vozes e sentirmos medo para acusarmos que tudo é obra de alguma bruxa. Agora, isto também não quer dizer que o filme é acrítico: a bruxaria foi a justificativa de talvez o maior feminicídio sistemático da história e o diretor seria simplesmente irresponsável se não posicionar sobre isto.
Perceba que Thomasin é a única que se reconhece como pecadora desde o início. Como o pai afirma: "Todos nascemos do pecado e somos marcados por ele", mas ele não assume seu orgulho, assim como a mãe não assume sua descrença, o irmão, sua luxúria e os gêmeos, sua desobediência. Thomasin é a única honesta e que, em suas orações, pede perdão pelos seus pecados na sequência inicial e é exatamente isto que a torna uma bruxa: Não o fato de ser uma pecadora maior que os demais, mas por ser aquela que escolhe conviver com suas falhas ao invés de mergulhar na hipocrisia dos puritanos que, contraditoriamente renegam e relembram constantemente sua existência pecaminosa.
Jessica Jones (1ª Temporada)
4.1 1,1K Assista AgoraMarvel e Netflix conseguiram fazer aquilo que sempre foi proposto, mas nunca nenhuma produtora teve a coragem: uma história com uma super heroína sem ser hipersexualixada, sem abusar de uma violência coreografada ou de efeitos especiais baratos. Se você quer ver esses clichês, vá ver os idiotas de roupa colorida de Arrow e Flash, porque esta é uma séria para discutir gênero e feminismo.
Não consigo deixar de pensar que a maioria das críticas negativas desta obra aqui são por parte de homens, decepcionados por verem protagonistas mulheres poderosas e independentes, lutando contra um estuprador. O debate de gênero aparece no sub drama o divórcio de uma homessexual, que não é nem idealizada nem estereotipada e também nas cenas de sexo, com um homem grande sarado ficando por baixo de uma pequena mulher. Mas, o mais genial e o mais sútil esta na ficção científica: o poder de Killgrave é uma analogia para relações abusivas, na forma como a pessoa se sente invadida e sem controle da própria vida. A temporada inteira é na verdade a história de como uma mulher tenta seguir depois da traumática experiência de relacionar-se a um machista sociopata. Uma história comum para milhares de mulheres no mundo, mas transformada em um épico confronto de heroína contra vilão. A série também não arrisca dizer que depois do clímax, tudo é superado e Jessica viverá feliz para sempre. Olhe a última cena e a primeira cena: a série começa e termina com a porta do escritório destruída, sugerindo que as cicatrizes da experiência de Jéssica ainda persistem mesmo depois de vencer seu nêmesis e, provavelmente vão a marcar para todo o sempre. Mas, essa é minha análise de homem interessado em gênero, o que as mulheres do filmow acham dessa minha interpretação?
Rick e Morty (2ª Temporada)
4.6 244 Assista AgoraChega logo, terceira temporada!
Rick e Morty (1ª Temporada)
4.5 415 Assista AgoraConsegue ficar a par com SouthPark em termos de humor. mas, enquanto o primeiro talvez o humor seja mais idiota, porém fazendo críticas inteligentes sobre temas mais específicos e recentes, Rick and Morty é muito mais sútil e levanta questões muito profundas sobre nossa existência. Nada melhor que uma comédia niilista na televisão para animar nossas vidas insignificantes.
Os Bórgias (3ª Temporada)
4.4 133 Assista AgoraIndignado por não ter uma quarta temporada
A Família Bélier
4.2 434Um HighSchool musical francês e totalmente desrespeitoso à deficientes auditivos.
Pais e Filhos
4.3 220 Assista AgoraUm filme simples, sem longos monólogos, sem uma grande trilha sonora, sem jogos de câmera surpreendentes, sem uma conclusão totalmente inesperada. Por isso mesmo é um dos filmes mais bonitos que já vi, chorei no cinema. A sensibilidade, a sutileza, os diálogos vão revitalizar uma discussão antiga, talvez até banal no mundo de hoje, que o que significa ser pai, a ganância contra o amor, o sucesso profissional contra o carinho familiar.
A Condessa
3.6 104Uma pegada crítica e diferente da Condessa Barthory. A diretora poderia simplesmente rejeitar seus crimes e torná-los invenções de seus opositores, no entanto, ela busca preservar a ambiguidade do episódio medieval, levantando questões sobre o contexto da época, o uso político da história e a ideologia machista por trás do mito da Condessa Sangrenta. Não sou historiador para saber até que ponto o filme é historicamente fiel, mas o admirei por pelo menos levantar mostrar estas reflexões sociais, ao contrário de outros filmes biográficos. Sua deficiencia está, não na verosimilhança, mas na psicologia. Os personagens são muito rasos, sem nenhuma exceção, inclusive o narrador e a protagonista. O que me decepciona porque a perversidade de Barthory é fascinante, mas foi reduzida a apenas uma desilusão amorosa no filme. Alejandra Pizarnik e Santiago Caruso já vão fazer uma representação mais atenta a essa dimensão psíquica do caso de Barthory, no livro a Condessa Sangrenta, com uma bela publicação no Brasil pela Editora Tordsilhas.