Crítica necessária a hegemonia etarista atual. O filme é esteticamente lindo, cenário, fotografia e som encantam. Narra a saga de uma mulher em busca da realização do sonho de voar quando, apesar do discurso do "futuro ser para todos", ela se recusa a aceitar o destino reservado para si pelo governo. Essa frase de "sentença futurística", inclusive, se repete no filme e mostra como a possibilidade de desejar um futuro pode ser restrita ou determinada de forma alheia ao nosso desejo. A obra escolhe contrastar essa determinação com a rebeldia da protagonista, que opta por buscar realizar seus sonhos, mostrando que nunca é tarde pra isso. Filme rico em simbologias, cheio de animais e forte vinculação ao modo de vida amazônico, uma lindeza. Há cenas belíssimas de convivência e afeto entre personagens, principalmente na jornada de Tereza, navegando rumo ao seu sonho. O encontro final com Aurora tem cenas encantadoras. O filme mantém o mesmo ritmo, as vezes bate a sensação de que lhe falta uma virada (mas também pode ser apenas uma percepção etarista, fica a dica). Até porque o "tempo das águas" é o cerne do filme.
Um filme sobre o cotidiano que nos convida a enxergar o extraordinário dentro do ordinário. Trilha sonora e fotografia são lindas. Os dias perfeitos podem estar na sensibilidade ou disponibilidade para viver o inesperado ou encoberto, mesmo no mais superficial acontecimento.
Kleber consegue traduzir os vazios da História e de nossa memória, o filme provoca aquilo que cultivamos e que histórias, sejam individuais ou coletivas, são guardadas. Conhecer nossa história é fundamental. Como sempre, ele territorializa o filme, vivemos o lugar, cidade, espaço e tempo. Vemos o genuíno da brasilidade, seja no contraste entre vida e morte, violência, corrupção, amor, afeto e coletividade. A cultura brilha nas lendas e nos diálogos, com destaque para o nordeste num período onde no geral se costuma defender uma resistência centrada no sudeste. O roteiro é incrível, apresenta uma história que nos leva a buscar detalhes como se fosse baseado numa história real. Wagner está sublime, assim como todo elenco, em especial dona Tânia Maria. Favorito ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
Um filme de diálogos e perspectivas entre vida e morte, campo e cidade, ciência e saber popular, infância e vida adulta, razão e fantasia. A linda relação que se desenvolve entre as meninas sustenta e encanta o filme, mas a forma como se conheceram, e o contexto de aproximação de suas mães, soou forçado. Dificilmente seria possível algo do tipo no hospital. Ainda que reconheça algum realismo fantástico nesse processo, esse mote é a base do filme, o que leva a sensação de algumas peças soltas ou encaixadas de modo irregular. Ainda assim, louvável a demonstração de como o que pode nos parecer difícil pode encontrar conforto e acolhimento na experiência da infância.
Consegue construir outra narrativa abordando o mito de Shakespeare, fugindo dos clichês e criando um contexto onde poderia ter se formado o artista. Trilha e fotografia impecáveis, reforçam o drama. O contexto político a época, algo presente no texto original da peça, fica ausente no filme, algo que não sabemos se é pelo livro abrir mão disso ou pela diretora adotar essa escolha na adaptação. Agnes está brilhante no papel, além do próprio Hamnet. Uma guinada para protagonizar a força, sabedoria e complexidade feminina numa história sempre centrada na genialidade se um homem.
A obra consegue repercutir o impacto do conflito familiar e ausência paterna numa família, especialmente sobre as duas irmãs. Aliás, o filme aprofunda não o efeito da separação dos pais na forma como a relação das irmãs se construiu a partir desse evento. Ainda aque algumas cenas incomodem pela frieza escandinava em momentos onde a emoção poderia ter mais espaço, o filme é impactante. Várias interpretações magníficas, não a toa há três pessoas indicadas ao Oscar. Explora com maestria o cenário da casa, as sombras, os olhares e os silêncios, reforçando o drama familiar e ampliando nossa percepção do que é ou tem valor sentimental. Adoramos, mas não acreditamos, nem desejamos, que leve o Oscar d melhor filme estrangeiro.
Uma atuação impecável de um artista disruptivo e à frente de seu tempo. Apesar da cinebiografia centrada na cronologia, que as vezes aparenta que apenas o Ney artista existe, há cenas lindíssimas onde sua profundidade e visceralidade aparecem. A corporalidade de Ney é retratada de forma brilhante, o olhar anuncia que há um bicho ali em busca de liberdade. O filme sacramenta uma carreira imensa onde a liberdade rompeu padrões e estereótipos num período histórico de muita repressão.
Um filme que convoca o sensível. Trata do laço familiar e os conflitos que carregam de uma forma profunda. Ainda que trate da surdez, não a romantiza, apresenta ordinário e extraordinário compondo de forma sóbria e bela. Trilha sonora especial. Fala sobre vínculo, separação, liberdade, tempo, dependência e, acima de tudo, o amor. Amor pela música, amor pela vida, amor pelo singelo ato de descobrir. Os personagens tem densidade e a protagonista, pelo lugar que ocupa na família e na trama, reúne inocência, alegria, tristeza e maturidade de forma surpreendente e complexa.
Mostra as diversas formas de lidar com o luto e como ele pode ativar memórias, alimentar conflitos e/ou conciliações. Obra intimista, convoca o respeito à própria história e alerta que a vida, mesmo em família, pode não mostrar tudo que somos, vivemos e sofremos de forma transparente.
Filme instigante, com várias reviravoltas inclusive entre os personagens. O cenário e fotografia mantem o suspense, consegue escapar ao cliche do circo. Interessante como associa a subjetividade contida na psicologia e a telepatia de forma a nos interrogar sobre o quanto acreditamos no que queremos. A primeira parte destoa da segunda, alguns personagens poderiam ser mantidos e aprofundados. Um final irônico e perfeito com elenco de peso. Demora um pouco a contar alguns detalhes, mas vale uma sessão de sábado à noite.
Filme que mantém o ritmo e apresenta um final melancólico, porém profundo e brilhante. Consegue produzir identificação com a personagem e sua desesperada busca por uma mudança de vida. A variação de gêneros e cenários é interessante, mas não achamos cômico, fica um tanto exagerado. Poderia aprofundar mais no universo das trabalhadoras do sexo. Em alguns momentos, parece uma obra feita pra alfinetar os russos. Atuação da protagonista é boa especialmente nos momentos em que ela não tem falas.
Uma obra atemporal que nos deixa sem palavras. A comunhão feminina é marcante num enredo social protagonizado pelas mulheres. Apresenta a miséria humana de forma complexa e avassaladora, num contexto de guerra e trauma (social). Atuação impactante da protagonista, numa convivência entre a precariedade, a dor e a frieza que vão explicando o que parece ser inaceitável. A construção da civilização é um processo penoso.
Um filme com tensão do inicio ao fim. Ainda que tente trazer o tesão, poderia entregar mais de seus personagens. Coloca um quadrado amoroso interessante, apresentando o esporte como uma relação, algo extremamente instigante. Jogo de câmeras e trilha sonora bem conectados com o filme, ajudam a contar a história.
Uma linda história que mostra como um encontro pode ser precioso e mudar a vida. Mesmo com diferentes futuros, há destinos compartilhados e conexões entre as personagens. Ensina que, acima de tudo, cada pessoa que passa pela nossa vida deixa marcas imensuráveis e há encontros que precisam acontecer.
Um filme que divide opiniões, ela odiou e eu amei. Brilhante associação com o livro, retrata com profundidade assustadora e angustiante a experiência de sofrimento possível à obesidade mórbida. Brendan Fraser justifica o Oscar que recebeu sem qualquer ressalva. Em alguns momentos força o drama, mas mobiliza do início ao fim do filme.
Um período trágico, que quase foi repetido como farsa, em nossa história, contado de uma perspectiva singular. Retrata a violência sem clichê, mantém uma angústia do início ao fim e faz pensar sobre as várias repercussões e diferentes maneiras como a ditadura impactou o povo brasileiro, mesmo se tratando de um recorte social. Fernanda brilha demais, vale o mínimo da indicação a todos prêmios.
Um intrigante suspense onde a singular sensibilidade de uma garota a permite descobrir o processo de constituição de sua própria família a partir da chegada de sua tia. Mesmo com uma ou outra "ponta solta", sustenta uma boa trama atravessada pela interseccionalidade. Cenário e fotografia belíssimos.
Um filme eletrizante, mantém o suspense até o fim. Muitas cores e sons, experiência sensorial inesperada. A redenção de Fábio Assunção. Cenário inusitado de um Brasil profundo (e raso), é sexy sem ser vulgar, mostra a força do desejo de viver, prazer e violência que nos compõe. Os diálogos finais soam um tanto descolado da construção dos personagens, mas vale a aposta no cinema brasileiro.
Proposta estética que amplia a narrativa e radicaliza a crítica sobre a cultura da objetificação do corpo da mulher. Um retrato da violência da cultura. Atuações impecáveis (e surpreendentes). Apesar do final questionável o filme consegue tornar o trash interessante. Achamos que a consciência entre o "eu" e sua "melhor versão" poderia ser melhor definida, mas não compromete a experiência, que faz parar, olhar, escutar e pensar pelo exagero.
Violência, poesia e beleza num retrato impressionante do adolescer a partir do olhar de uma garota costa riquenha que sonha em morar com seu pai, aspirante à poeta, emocionalmente frágil e violento. Complexo como a vida. Angustiante como a adolescência.
Um filme que lança luz sobre o cotidiano ordinário de uma mulher aparentemente desinteressante. Entretanto, o inesperado encontro com um recém chegado (e curioso) colega repercute em sua vida de forma extraordinária. Mostra como toda pessoa, ainda que, eventualmente, deseje deixar de existir e/ou não ter existido, pode ser preciosa.
O Último Azul
3.7 225 Assista AgoraCrítica necessária a hegemonia etarista atual. O filme é esteticamente lindo, cenário, fotografia e som encantam. Narra a saga de uma mulher em busca da realização do sonho de voar quando, apesar do discurso do "futuro ser para todos", ela se recusa a aceitar o destino reservado para si pelo governo. Essa frase de "sentença futurística", inclusive, se repete no filme e mostra como a possibilidade de desejar um futuro pode ser restrita ou determinada de forma alheia ao nosso desejo. A obra escolhe contrastar essa determinação com a rebeldia da protagonista, que opta por buscar realizar seus sonhos, mostrando que nunca é tarde pra isso. Filme rico em simbologias, cheio de animais e forte vinculação ao modo de vida amazônico, uma lindeza. Há cenas belíssimas de convivência e afeto entre personagens, principalmente na jornada de Tereza, navegando rumo ao seu sonho. O encontro final com Aurora tem cenas encantadoras. O filme mantém o mesmo ritmo, as vezes bate a sensação de que lhe falta uma virada (mas também pode ser apenas uma percepção etarista, fica a dica). Até porque o "tempo das águas" é o cerne do filme.
Dias Perfeitos
4.2 632 Assista AgoraUm filme sobre o cotidiano que nos convida a enxergar o extraordinário dentro do ordinário. Trilha sonora e fotografia são lindas. Os dias perfeitos podem estar na sensibilidade ou disponibilidade para viver o inesperado ou encoberto, mesmo no mais superficial acontecimento.
O Agente Secreto
3.9 1,1K Assista AgoraKleber consegue traduzir os vazios da História e de nossa memória, o filme provoca aquilo que cultivamos e que histórias, sejam individuais ou coletivas, são guardadas. Conhecer nossa história é fundamental. Como sempre, ele territorializa o filme, vivemos o lugar, cidade, espaço e tempo. Vemos o genuíno da brasilidade, seja no contraste entre vida e morte, violência, corrupção, amor, afeto e coletividade. A cultura brilha nas lendas e nos diálogos, com destaque para o nordeste num período onde no geral se costuma defender uma resistência centrada no sudeste. O roteiro é incrível, apresenta uma história que nos leva a buscar detalhes como se fosse baseado numa história real. Wagner está sublime, assim como todo elenco, em especial dona Tânia Maria. Favorito ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
A Natureza das Coisas Invisíveis
3.8 36 Assista AgoraUm filme de diálogos e perspectivas entre vida e morte, campo e cidade, ciência e saber popular, infância e vida adulta, razão e fantasia. A linda relação que se desenvolve entre as meninas sustenta e encanta o filme, mas a forma como se conheceram, e o contexto de aproximação de suas mães, soou forçado. Dificilmente seria possível algo do tipo no hospital. Ainda que reconheça algum realismo fantástico nesse processo, esse mote é a base do filme, o que leva a sensação de algumas peças soltas ou encaixadas de modo irregular. Ainda assim, louvável a demonstração de como o que pode nos parecer difícil pode encontrar conforto e acolhimento na experiência da infância.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
4.1 487 Assista AgoraConsegue construir outra narrativa abordando o mito de Shakespeare, fugindo dos clichês e criando um contexto onde poderia ter se formado o artista. Trilha e fotografia impecáveis, reforçam o drama. O contexto político a época, algo presente no texto original da peça, fica ausente no filme, algo que não sabemos se é pelo livro abrir mão disso ou pela diretora adotar essa escolha na adaptação. Agnes está brilhante no papel, além do próprio Hamnet. Uma guinada para protagonizar a força, sabedoria e complexidade feminina numa história sempre centrada na genialidade se um homem.
Valor Sentimental
3.9 403 Assista AgoraA obra consegue repercutir o impacto do conflito familiar e ausência paterna numa família, especialmente sobre as duas irmãs. Aliás, o filme aprofunda não o efeito da separação dos pais na forma como a relação das irmãs se construiu a partir desse evento. Ainda aque algumas cenas incomodem pela frieza escandinava em momentos onde a emoção poderia ter mais espaço, o filme é impactante. Várias interpretações magníficas, não a toa há três pessoas indicadas ao Oscar. Explora com maestria o cenário da casa, as sombras, os olhares e os silêncios, reforçando o drama familiar e ampliando nossa percepção do que é ou tem valor sentimental. Adoramos, mas não acreditamos, nem desejamos, que leve o Oscar d melhor filme estrangeiro.
Homem com H
4.2 535 Assista AgoraUma atuação impecável de um artista disruptivo e à frente de seu tempo. Apesar da cinebiografia centrada na cronologia, que as vezes aparenta que apenas o Ney artista existe, há cenas lindíssimas onde sua profundidade e visceralidade aparecem. A corporalidade de Ney é retratada de forma brilhante, o olhar anuncia que há um bicho ali em busca de liberdade. O filme sacramenta uma carreira imensa onde a liberdade rompeu padrões e estereótipos num período histórico de muita repressão.
A Música e o Silêncio
3.7 19Um filme que convoca o sensível. Trata do laço familiar e os conflitos que carregam de uma forma profunda. Ainda que trate da surdez, não a romantiza, apresenta ordinário e extraordinário compondo de forma sóbria e bela. Trilha sonora especial. Fala sobre vínculo, separação, liberdade, tempo, dependência e, acima de tudo, o amor. Amor pela música, amor pela vida, amor pelo singelo ato de descobrir. Os personagens tem densidade e a protagonista, pelo lugar que ocupa na família e na trama, reúne inocência, alegria, tristeza e maturidade de forma surpreendente e complexa.
As Três Filhas
3.6 73 Assista AgoraMostra as diversas formas de lidar com o luto e como ele pode ativar memórias, alimentar conflitos e/ou conciliações. Obra intimista, convoca o respeito à própria história e alerta que a vida, mesmo em família, pode não mostrar tudo que somos, vivemos e sofremos de forma transparente.
O Beco do Pesadelo
3.5 523 Assista AgoraFilme instigante, com várias reviravoltas inclusive entre os personagens. O cenário e fotografia mantem o suspense, consegue escapar ao cliche do circo. Interessante como associa a subjetividade contida na psicologia e a telepatia de forma a nos interrogar sobre o quanto acreditamos no que queremos. A primeira parte destoa da segunda, alguns personagens poderiam ser mantidos e aprofundados. Um final irônico e perfeito com elenco de peso. Demora um pouco a contar alguns detalhes, mas vale uma sessão de sábado à noite.
Anora
3.4 1,2K Assista AgoraFilme que mantém o ritmo e apresenta um final melancólico, porém profundo e brilhante. Consegue produzir identificação com a personagem e sua desesperada busca por uma mudança de vida. A variação de gêneros e cenários é interessante, mas não achamos cômico, fica um tanto exagerado. Poderia aprofundar mais no universo das trabalhadoras do sexo. Em alguns momentos, parece uma obra feita pra alfinetar os russos. Atuação da protagonista é boa especialmente nos momentos em que ela não tem falas.
A Garota da Agulha
4.0 299 Assista AgoraUma obra atemporal que nos deixa sem palavras. A comunhão feminina é marcante num enredo social protagonizado pelas mulheres. Apresenta a miséria humana de forma complexa e avassaladora, num contexto de guerra e trauma (social). Atuação impactante da protagonista, numa convivência entre a precariedade, a dor e a frieza que vão explicando o que parece ser inaceitável. A construção da civilização é um processo penoso.
Rivais
3.6 580 Assista AgoraUm filme com tensão do inicio ao fim. Ainda que tente trazer o tesão, poderia entregar mais de seus personagens. Coloca um quadrado amoroso interessante, apresentando o esporte como uma relação, algo extremamente instigante. Jogo de câmeras e trilha sonora bem conectados com o filme, ajudam a contar a história.
Look Back
3.8 80 Assista AgoraUma linda história que mostra como um encontro pode ser precioso e mudar a vida. Mesmo com diferentes futuros, há destinos compartilhados e conexões entre as personagens. Ensina que, acima de tudo, cada pessoa que passa pela nossa vida deixa marcas imensuráveis e há encontros que precisam acontecer.
A Baleia
4.0 1,2K Assista AgoraUm filme que divide opiniões, ela odiou e eu amei. Brilhante associação com o livro, retrata com profundidade assustadora e angustiante a experiência de sofrimento possível à obesidade mórbida. Brendan Fraser justifica o Oscar que recebeu sem qualquer ressalva. Em alguns momentos força o drama, mas mobiliza do início ao fim do filme.
Ainda Estou Aqui
4.5 1,5K Assista AgoraUm período trágico, que quase foi repetido como farsa, em nossa história, contado de uma perspectiva singular. Retrata a violência sem clichê, mantém uma angústia do início ao fim e faz pensar sobre as várias repercussões e diferentes maneiras como a ditadura impactou o povo brasileiro, mesmo se tratando de um recorte social. Fernanda brilha demais, vale o mínimo da indicação a todos prêmios.
Os Cinco Diabos
3.8 57 Assista AgoraUm intrigante suspense onde a singular sensibilidade de uma garota a permite descobrir o processo de constituição de sua própria família a partir da chegada de sua tia. Mesmo com uma ou outra "ponta solta", sustenta uma boa trama atravessada pela interseccionalidade. Cenário e fotografia belíssimos.
Motel Destino
3.4 192 Assista AgoraUm filme eletrizante, mantém o suspense até o fim. Muitas cores e sons, experiência sensorial inesperada. A redenção de Fábio Assunção. Cenário inusitado de um Brasil profundo (e raso), é sexy sem ser vulgar, mostra a força do desejo de viver, prazer e violência que nos compõe. Os diálogos finais soam um tanto descolado da construção dos personagens, mas vale a aposta no cinema brasileiro.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraProposta estética que amplia a narrativa e radicaliza a crítica sobre a cultura da objetificação do corpo da mulher. Um retrato da violência da cultura. Atuações impecáveis (e surpreendentes). Apesar do final questionável o filme consegue tornar o trash interessante. Achamos que a consciência entre o "eu" e sua "melhor versão" poderia ser melhor definida, mas não compromete a experiência, que faz parar, olhar, escutar e pensar pelo exagero.
Tenho Sonhos Elétricos
3.5 20Violência, poesia e beleza num retrato impressionante do adolescer a partir do olhar de uma garota costa riquenha que sonha em morar com seu pai, aspirante à poeta, emocionalmente frágil e violento. Complexo como a vida. Angustiante como a adolescência.
Às Vezes Quero Sumir
3.5 73Um filme que lança luz sobre o cotidiano ordinário de uma mulher aparentemente desinteressante. Entretanto, o inesperado encontro com um recém chegado (e curioso) colega repercute em sua vida de forma extraordinária. Mostra como toda pessoa, ainda que, eventualmente, deseje deixar de existir e/ou não ter existido, pode ser preciosa.