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Últimas opiniões enviadas

  • carol

    aqui vai uma crítica honesta, de uma pessoa que leu o livro, e que carrega uma tonelada de decepções com o filme (e juro que não é por frescura):

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    quando li ''o mau exemplo de cameron post'', no início desse ano, me apaixonei quase que imediatamente por cameron. a obra cativa por vários prismas. desde como a história é conduzida, personagens detalhados e bem escritos, enredo interessante, e a adaptação parece ter omitido justamente tudo que faz o livro ser tão peculiar e especial.

    não deram ênfase na relação de cameron com coley, o que deixou uma baita de uma ponta solta, porque no final das contas, parecia apenas uma relação superficial. não deram ênfase na relação de cameron e seus pais mortos, e como o luto também a assombrava durante a trama inteira. não deram ênfase no ambiente dos anos 90 em que cameron cresceu, numa cidade interiorana dos EUA, com sua vó e sua tia. tampouco mostraram a primeira parte do livro, na pré-adolescência de cameron, onde ela tem sua primeira experiência homossexual e começa a indagar sobre sua prórpia sexualidade; além de tantas outras coisas, afinal, o livro tem mais de 400 páginas.

    de qualquer jeito, seria irrealista esperar que o roteiro cobrisse 100% da história original, mas o ponto nevrálgico é que o processo de auto-aceitação e descoberta dela sobre a vida em si era mágico e lindo, e isso quase não aparece, pelo recorte drástico que fizeram.

    é como se cameron não tivesse um passado e antecedentes que a levaram pr'aquele lugar. parece que apenas jogaram uma adolescente de 16/17 anos num acampamento terapia e conversão, sem ao menos ela sofrer ou relutar contra aquilo. o que mais me chateou foi como minimizaram a cameron a apenas uma mera adolescente genérica, quando na verdade ela é uma personalidade completa, cheia de camadas e complexidades.

    faltou a sensibilidade para tratar de temas tão delicados.

    a questão que fica é: valeu a pena ir ao cinema assistir? valeu. mas deixa aquele gostinho de ''poderia ser excelente, foi no máximo bom''. valeu pela representatividade!

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  • carol

    eu poderia listar tantos motivos por ter amado esse filme, mas eis que citarei o que mais me pegou:

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    antes de assisti-lo, achei que "disobedience" trataria sobre um romance proibido numa comunidade judaica-ortodoxa, apenas. que o filme apoiaria neste recurso para desenrolar a trama, e por mim, já era um bom motivo pra atrair minha atenção. eis que, sim, o romance é, irrefutavelmente, lindo, e ambas as rachels roubam a cena, com cada olhar, cada toque, sútil, proibido, cauteloso, tudo minuciosamente pensado, demonstrando a fragilidade daquele amor.

    e por mais que eu torça para que esti e ronit ficassem juntas no final, pra mim, conclui que o filme é muito mais sobre isso. é desobedecer no sentido de amar quem você quer amar, mas desobedecer pra ser o que você quer ser. era isso que ronit representava para esti. quando elas estavam juntas, esti projetava tudo aquilo que sua vida poderia ser se ela saísse da bolha em que vivia até então. ronit era um espírito livre, rebelde, desapegado. esti era conservadora, dependente, melancólica, e ronit ajudou essa mulher perdida e sem propósito a se achar.

    no final, é lindo ver e pensar em tudo aquilo que a personagem da mcadams se tornaria quando se libertasse de tudo aquilo, finalmente. e que este amor, este romance, foi o grande motivador de tudo isso. e acho que é isso que o amor representa. causar um impacto tão grande na vida da pessoa a ponto dela querer crescer e se tornar alguém maior e melhor.

    bom, de qualquer jeito:

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    AS DUAS VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE SIM E NINGUÉM PODE ME DIZER O CONTRÁRIO

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  • carol

    ninguém pediu, mas vamo lá

    minhas duas interpretações do filme + final:

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    a primeira é uma das mais claras e um tanto quanto fácil de digerir. lavoisier, químico famoso, que inclusive é objeto de estudo na química pela sua grande maioria pela lei da conservação de massa, foi responsável pela famosa frase: "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." aonde isso se aplica no contexto do filme é claro; uma das primeiras cenas mostra a lena falando sobre células, e ela mesma diz que todas as células foram criadas a partir de uma célula, onde um se torna dois, dois tornam quatro, quatro tornam oito, e assim sucessivamente numa progressão geométrica.

    no final do filme, a dr. ventress se torna uma espécie de matéria indenterminada, que se materializa numa espécie de ser humano, e que se torna o simulacro da personagem da natalie portman. tudo foi se transformando. outro sinal de transformação é a josie se "dissolvendo" e virando flor, quase no final. radek mudou de forma, mas não de essência. a mesma coisa acontece com a sheppard, que é comida por um lobo. apesar dela ter morrido, sua voz continua "dentro" da criatura.

    além disso, até o DNA dos personagens que foram substituídos por outro, mostram que biologicamente eles estão diferente, mas no exterior, aparentam ser os mesmos, com diferentes personalidades, entretanto, as mesmas "pessoas". nessa interpretação, o chamado Brilho, nada mais é que o cosmos e suas maneiras de manifestação.

    e fica a questão: se estavam em constante mudança, é possível dizer que eles são os mesmos mesmo depois de todas essas mutações?

    bom, a segunda:

    a palavra-chave aqui é autodestruição.

    todos os grupos militares que entraram no Brilho, de alguma forma misteriosa, sumiram e não deixaram precedentes sobre o sumiço. isso era uma missão suicída? não necessariamente, mas ninguém da missão entrou nisso com 100% de certeza que iriam voltar.

    o ser humano tem uma natureza autodestrutiva, desde o fato das nossas células fazerem autólise, processo que seria um "suícidio celular" quando algum tecidi defeituoso é detectado pelo corpo, até quando se trata de literalmente, mutilação.

    na conversa de lena com a sheppard, ela conta que cada uma das mulheres que estavam naquela missão não estavam em perfeita harmonia com suas vidas. anya fazia uso de drogas no passado, se autodestruindo, assim como josie, que se mutilava para se sentir viva (e a missão também daria a ela essa mesma sensação), ventress, que estava doente, e sheppard que já não tinha mais próposito depois da morte de sua filha. na própria sequência do farol, a dr. ventress demonstra que para criar algo novo, é preciso destruir, por isso ela se torna pó, e depois se torna algo novo. josie também, se tornando parte do Brilho e virando uma flor. entretanto, lena não, ela tinha um propósito para voltar, propósito esse que a impulsionou a ir nessa missão também.

    mas, o que fez com que o kane fosse na missão? provavelmente, o fato de que ele estava infeliz com seu casamento já que a sua esposa estava sendo infiel à ele, como um ato de destruição de uma relação também, e ele havia descoberto, o que o feriu e o impulsionou (mais um traço de impulsos destruitivos) a deixar tudo pra trás e viver uma loucura. quando a cópia de kane volta do Brilho, lena vê uma segunda chance de recomeçar sua história com seu marido, já que ele não tinha consciência da traição. a destruição do chamado Brilho mostra a destruição da antiga lena com os antigos hábitos destrutivos, marcando o recomeço de sua vida, e por isso dos olhos brilhantes no final do filme.

    apesar dela ter células novas em seu corpo, ela continua sendo ela mesma, mas recomeçando do zero, como uma célula nova.

    que trilha sonora é aquela nos últimos vinte minutos do filme? boa demais, puta que pariu!

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  • camila
    camila

    olha eu tenho um twitter ainda, mas eu só uso pra ficar olhando o que ta acontecendo no mundo mesmokkk mas eu sempre tô lá, o user @juggunki (se quiser eu te explico depois....), a gente se segue e conversa pode ser?

  • thaline
    thaline

    oi, te amo infinito.

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

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