Só não gostei que a questão política, tão presente na obra original ficou um tanto diluída e transformada aqui, algumas vezes substituída por uma visão mais espiritual/religiosa. No material original as personagens questionam por que não veio ajuda (se não me engano, as nações imperialistas haviam feito acordo com os invasores para que os países periféricos, o chamado 'terceiro mundo', servissem de sacrifício em troca de não oferecerem uma resistência coordenada em grupo). A série inova ao colocar a questão política principalmente referente ao trauma do conflito das Ilhas Malvinas, mas individualizando esse ponto a apenas algumas personagens (Juan Salvo, Rengo). A cerne da obra é uma defesa do espírito de coletividade, tanto dos sentimentos de temor quanto de ação cooperativa frente a uma adversidade. Individualizar o aspecto político meio que destoa um pouco da visão original de Oesterheld. Uma decisão acertada foi não revelarem de cara, como nos quadrinhos, o porquê do nome 'eternauta'.
Primeira temporada foi ok. Mas essa parece desleixada no texto. Mimetizam momentos chaves do game, mas sem uma construção dramática e a atmosfera condizente ao momento. A morte do Joel foi diluída dramaticamente pela invasão zumbi no segundo episódio, apenas para entregar mais cenas de ação. Ainda não sei o pensar sobre esse Tommy da série, que é bem diferente do material original. Os roteiristas parecem focar mais no senso de comunidade de Jackson que no aspecto humano das pessoas, que têm sentimentos extremos em situações extremas. Na série o Tommy prefere seguir as regras do grupo ao invés de se entregar a vingança pela morte do irmão. Vejo Last of Us (game) como um estudo sobre o círculo infinito de vinganças, e os traumas consequentes que modificam as pessoas que seguem essa trilha. Retirar o Tommy desse estudo me parece um erro. E esse terceiro episódio não me convenceu que a Ellie está transformada por essa sede de vingança. Aqui ela dissimula suas intenções, brinca, faz piadas, ao invés de estar flagrantemente obcecada por um objetivo. É muito diferente do material original, e tudo bem ser diferente, mas para mim está pior na temática da história.
Primeiro episódio apenas, mas achei que foi qualquer nota, sem inspiração. Nenhuma dinâmica ou diálogo interessante. Introdução corrida, narrativa conservadora, altamente expositiva. Visualmente faz uso de cenas com alguns planos abertos ou flashes enigmáticos para mostrar alguma grandiosidade ou mistério que remete aos filmes/livros, mas aquelas mais fechadas, onde a trama e os diálogos acontecem, carecem de um requinte ou criatividade (tem uma cena numa casa de show que me pareceu deslocada completamente da ambientação deste universo). Interessante ver cenas relacionadas ao Jihad Butleriano (infelizmente não a versão do Frank), ainda que muito rapidamente. Entretanto, a série vai lidar mais com as consequências do evento. Apesar do esforço, muita coisa parece ser uma cópia dos filmes. Desmond Hart, por exemplo, parece propositalmente aludir ao Duncan do Jason Mamoa (com algo do Duncan/Hayt ghola dos livros). Seus poderes e agenda, entretanto, indicam que ele é algo mais. Emily Watson e Olivia Williams parecem comprometidas, mas o texto não me convenceu muito. Pelo menos nesta introdução.
Lembro vagamente da série dos anos 80. Tentei ler o livro, mas nunca terminei. O autor, James Clavell, basicamente adaptou uma trama histórica real (a ascensão do Shogunato Tokugawa), focou no choque de cultura ocidente/oriente e tomou diversas liberdades "artísticas", ou seja, puro suco de orientalismo. Apesar disso, gostei desses dois episódios. Conseguiram filtrar essas falhas.
Uma mistura de Mundo Perdido com Solaris, em um estilo visual claramente inspirado em Moebius. Só achei que as ideias não se desenvolveram como esperava nesses nove episódios.
Gostei mais desses episódios bônus que da série em si. Especialmente 'Um Sonho de Mil Gatos', uma das mais celebradas histórias curtas de Sandman. Aliás, teria sido melhor se a série toda tivesse sido feita em animação, até para adaptar melhor certas esquisitices e delírios visuais que se perderam na transição da arte da HQ para o audiovisual.
Difícil comparar com Breaking Bad (até por que faz algum tempo que a assisti pela última vez), mas pelo menos em desenvolvimento de personagens penso que Better Call Saul supera o da série antecessora. Episódio final é lindo e melancólico, com cenas memoráveis, especialmente a do último encontro entre Jimmy e Kim (detalhe para a chama colorida do cigarro evocando que ainda existe algo entre eles). De algum modo esse final é uma revisitação de A Christmas Carol, onde Saul/Jimmy personaliza sua versão de Ebenezer Scrooge.
Tem séries que crescem com o passar das temporadas, e tem aquelas que começam tão bem que as temporadas subsequentes tendem a ser decepcionantes não tanto pela qualidade da produção, mas pela expectativa criada. Como na terceira temporada esta também começa muito bem, levantando ideias interessantes de serem exploradas, mas acabam não entregando ao espectador nada de muito memorável.
Arco de Caleb e Frankie decepcionante. Era para ter alguma carga emocional, mas o modo como foi conduzido o desfecho não me criou qualquer impacto. Ainda assim tem colocações interessantes. Frankie está se encontrando com o seu pai ou uma projeção do que ele poderia ter sido? O próprio Cal dá sua opinião sobre isso.
A próxima temporada será a última, segundo declarações de Ed Harris. O que implica dizer que o Homem de Preto poderá voltar de alguma maneira. Agora no Sublime.
Prefiro não acreditar no final de Maeve. Até por que não vemos sua pérola sendo destruída. Provavelmente também estará no Sublime.
A série é ruim, mas não pelos motivos de alguns fãs chorões que falam em emasculamento do personagem principal e outras bobajadas. É por que é muito mal escrita mesmo.
Interessante que neste terceiro episódio usaram o caso real do financiamento com armas e narcotráfico dos Contras pelo governo norte-americano durante a presidência de Reagan. The Boys é de longe a melhor série de "super-herói", com aspas mesmo. Usa o gênero para mostrar a farsa por trás dos discursos de governos e mega-empresas com políticas supostamente inclusivas, mas que só interessam mesmo pelo capital e poder.
Dois episódios muito bons: O já aclamado "Jibaro", tecnicamente impressionante e com uma história multifacetada de diálogo, e "O Mesmo Pulso da Máquina", que me lembrou muito Solaris do Stanisław Lem, mais conhecido pela adaptação para o cinema de Andrei Tarkovski. "Viagem Ruim" também está acima da média, ainda que tematicamente em seu viés de horror lovecraftiano não me traga nada de muito memorável. Noite dos Minimortos é uma bem humorada visão sobre nossa insignificância, mas só. O resto é mediano para baixo, sendo "Matança em Grupo" o pior de todos.
Definitivamente não dá para tentar replicar a estética e linguagem do anime/manga em live-action. Não sem alterar a dinâmica e narrativa na adaptação. Além disso, fazer uma obra diferente do material original pode irritar os fãs que não entendem essa dinâmica diferente entre as mídias. Problemático. A adaptação falha em tentar reproduzir o que o anime tem de melhor, a união de seres com passados traumáticos tentando tocar a vida pra frente onde o passado dita seus atos, mas não fazem do vocabulário para uma conexão. Tenta compensar isso com a repetição de signos e elementos do material original, incluído aqui a famosa abertura ao som da música de Yoko Kanno, mas não é o suficiente para convencer em seus 10 episódios.
Tem quase nada a ver com os livros. Mas também é quase impossível adaptar essa obra para um público geral sem mudar bastante coisa, isto é, mais ação, romance, etc. Pelo que li vão adotar mais as ideias propostas pelo Asimov que a trama em si. Até agora apenas ok.
Quem adaptou a obra do Lemire deve realmente odiar a HQ. Retirou quase tudo que era interessante e funcionava bem na obra original, substituindo por alternativas mais palatáveis ao gosto comum. Posso citar desde a forma narrativa, mais lenta, revelando aos poucos os segredos da história, ou o diálogo que obra original faz entre ciência e misticismo (cultura inuit), que aqui é quase completamente eclipsado ou vagamente insinuado (nem sei se vão realmente por esse caminho). Personagens que eram fortes, marcantes e complexos se perdem em formas mais binárias de caráter. Mudança drástica de eventos e background de alguns personagens, tal como a Becky, parecem querer atenuar alguns aspectos mais pesados para não chocar parte dos espectadores e colocar a série em uma classificação mais baixa. Nesse aspecto também inclui violência menos gráfica, que não é essencial, mas daria um tom mais brutal dessa distopia. Design dos personagens foram refeitos para algo mais visualmente afável: os híbridos mais parecem as crianças do comercial da Parmalat. Não sou contra mudanças. Afinal, é uma adaptação para uma outra mídia. Mas me chateia quando mudam aspectos essenciais e não acrescentam algo de bom, ausente na obra original. Sinceramente, acho que não vou ter paciência para a segunda temporada.
A série funciona mais como aperitivo para o vasto material do livro Pavões Misteriosos, do próprio André Barcinski. Os episódio são curtos e não dá para aprofundar muito no conteúdo, mas é bastante eficaz na narrativa e muito divertido acompanhar as histórias dos loucos anos 70 e 80. Vi um pequeno erro de crédito no episódio 5. "Concerto para uma voz", que Jessé fez versão: não é do Bach, mas do francês Saint-Preux, composta em 1969. Quem nasceu nos anos 70 deve ter ouvido muito essa música.
Muito da história e personagens desse docudrama é bem conhecido pelos aficcionados de livros, animes, games e filmes japoneses. São personagens e eventos que hoje se revestem de áurea mítica, que foram e continuam sendo reverberados na cultura pop. O documentário, no entanto, procura se manter fiel a história através de depoimentos de alguns historiadores, ainda que seja um tanto problemática nisso também (mais a seguir). Tais cenas de depoimentos são contrabalanceadas por uma dramatização que muitas vezes peca em atuações exageradas, mas razoáveis nas cenas de batalha. Apesar de tentar ser historicamente fiel, pelo menos uma vez vi que um fato não comprovado é mostrado como se fosse histórico: a remoção do olho doente pelas próprias mãos de Date Masamune. Talvez por que seja a versão mais interessante dentre outras suposições. Neste sentido, senti falta de controvérsias históricas, comuns entre historiadores dessa época. Parece-me que eles tentaram manter uma versão comum nos depoimentos desses historiadores para que a história fosse assimilada mais facilmente pelo público. No geral é uma série interessante pelo tema, mas que ao final parece ser mais um produto de rápido consumo que realmente uma obra de alguma relevância. Achei estranho que, ainda que tenha dois ou três historiadores japoneses, a produção é totalmente ocidental.
O conceito dessa série é muito bom. Gosto mais dos curtas que dos longas da Pixar. Ainda que sofram também de uma certa previsibilidade narrativa, a inventividade se sobrepõe.
Superior à morna primeira temporada, mas ainda assim parece não deslanchar completamente. O problema nem parece estar nas mudanças da história original, algumas até interessantes, mas na direção, na condução e no tom dos eventos. Os atores são ótimos, mas a adaptação de algumas cenas importantes do livro aqui perdem a força e tensão, tal qual, por exemplo, aquela com Lee Scoresby. É uma produção bem feita, mas que deixa a impressão que não aproveitou melhor o potencial da obra de Philip Pullman
Nos anos 60 os Beatles intencionavam estrelar um filme inspirado no Senhor do Anéis. Já tinham até os papeis definidos: Paul interpretaria Frodo, Ringo seria seu aliado e amigo Sam, George seria Gandalf e John o Sméagol/Gollum. E o mais incrível: a direção seria do Stanley Kubrick! Um projeto que queria muito ter visto, mas que poderia dar muito errado também. Não aconteceu, o próprio Tolkien foi contra, mas agora essa relação com o mundo da Terra Média está indiretamente relacionada com esse novo trabalho do Peter Jackson.
Confesso que não esperava por esse final. Finaliza o arco e ainda deu um belo agrado pra quem não gostou da última trilogia. O CGI, no entanto, ainda é um pouco desconcertante. A tecnologia para rostos ainda é algo a ser melhor aperfeiçoada. Jon Favreau evitou uma dor de cabeça ao não colocar Boba Fett na cena final (não contando com o epílogo).
O Eternauta (1ª Temporada)
3.7 165 Assista AgoraSó não gostei que a questão política, tão presente na obra original ficou um tanto diluída e transformada aqui, algumas vezes substituída por uma visão mais espiritual/religiosa. No material original as personagens questionam por que não veio ajuda (se não me engano, as nações imperialistas haviam feito acordo com os invasores para que os países periféricos, o chamado 'terceiro mundo', servissem de sacrifício em troca de não oferecerem uma resistência coordenada em grupo). A série inova ao colocar a questão política principalmente referente ao trauma do conflito das Ilhas Malvinas, mas individualizando esse ponto a apenas algumas personagens (Juan Salvo, Rengo). A cerne da obra é uma defesa do espírito de coletividade, tanto dos sentimentos de temor quanto de ação cooperativa frente a uma adversidade. Individualizar o aspecto político meio que destoa um pouco da visão original de Oesterheld. Uma decisão acertada foi não revelarem de cara, como nos quadrinhos, o porquê do nome 'eternauta'.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraPrimeira temporada foi ok. Mas essa parece desleixada no texto. Mimetizam momentos chaves do game, mas sem uma construção dramática e a atmosfera condizente ao momento. A morte do Joel foi diluída dramaticamente pela invasão zumbi no segundo episódio, apenas para entregar mais cenas de ação. Ainda não sei o pensar sobre esse Tommy da série, que é bem diferente do material original. Os roteiristas parecem focar mais no senso de comunidade de Jackson que no aspecto humano das pessoas, que têm sentimentos extremos em situações extremas. Na série o Tommy prefere seguir as regras do grupo ao invés de se entregar a vingança pela morte do irmão. Vejo Last of Us (game) como um estudo sobre o círculo infinito de vinganças, e os traumas consequentes que modificam as pessoas que seguem essa trilha. Retirar o Tommy desse estudo me parece um erro. E esse terceiro episódio não me convenceu que a Ellie está transformada por essa sede de vingança. Aqui ela dissimula suas intenções, brinca, faz piadas, ao invés de estar flagrantemente obcecada por um objetivo. É muito diferente do material original, e tudo bem ser diferente, mas para mim está pior na temática da história.
Duna: A Profecia (1ª Temporada)
3.6 73 Assista AgoraPrimeiro episódio apenas, mas achei que foi qualquer nota, sem inspiração. Nenhuma dinâmica ou diálogo interessante. Introdução corrida, narrativa conservadora, altamente expositiva. Visualmente faz uso de cenas com alguns planos abertos ou flashes enigmáticos para mostrar alguma grandiosidade ou mistério que remete aos filmes/livros, mas aquelas mais fechadas, onde a trama e os diálogos acontecem, carecem de um requinte ou criatividade (tem uma cena numa casa de show que me pareceu deslocada completamente da ambientação deste universo). Interessante ver cenas relacionadas ao Jihad Butleriano (infelizmente não a versão do Frank), ainda que muito rapidamente. Entretanto, a série vai lidar mais com as consequências do evento. Apesar do esforço, muita coisa parece ser uma cópia dos filmes. Desmond Hart, por exemplo, parece propositalmente aludir ao Duncan do Jason Mamoa (com algo do Duncan/Hayt ghola dos livros). Seus poderes e agenda, entretanto, indicam que ele é algo mais. Emily Watson e Olivia Williams parecem comprometidas, mas o texto não me convenceu muito. Pelo menos nesta introdução.
Xógum: A Gloriosa Saga do Japão (1ª Temporada)
4.1 181 Assista AgoraLembro vagamente da série dos anos 80. Tentei ler o livro, mas nunca terminei. O autor, James Clavell, basicamente adaptou uma trama histórica real (a ascensão do Shogunato Tokugawa), focou no choque de cultura ocidente/oriente e tomou diversas liberdades "artísticas", ou seja, puro suco de orientalismo. Apesar disso, gostei desses dois episódios. Conseguiram filtrar essas falhas.
Planeta dos Abutres (1ª Temporada)
4.4 68 Assista AgoraUma mistura de Mundo Perdido com Solaris, em um estilo visual claramente inspirado em Moebius. Só achei que as ideias não se desenvolveram como esperava nesses nove episódios.
Sandman (1ª Temporada)
4.1 614 Assista AgoraGostei mais desses episódios bônus que da série em si. Especialmente 'Um Sonho de Mil Gatos', uma das mais celebradas histórias curtas de Sandman. Aliás, teria sido melhor se a série toda tivesse sido feita em animação, até para adaptar melhor certas esquisitices e delírios visuais que se perderam na transição da arte da HQ para o audiovisual.
Better Call Saul (6ª Temporada)
4.6 430 Assista AgoraDifícil comparar com Breaking Bad (até por que faz algum tempo que a assisti pela última vez), mas pelo menos em desenvolvimento de personagens penso que Better Call Saul supera o da série antecessora. Episódio final é lindo e melancólico, com cenas memoráveis, especialmente a do último encontro entre Jimmy e Kim (detalhe para a chama colorida do cigarro evocando que ainda existe algo entre eles). De algum modo esse final é uma revisitação de A Christmas Carol, onde Saul/Jimmy personaliza sua versão de Ebenezer Scrooge.
Westworld (4ª Temporada)
3.6 123Tem séries que crescem com o passar das temporadas, e tem aquelas que começam tão bem que as temporadas subsequentes tendem a ser decepcionantes não tanto pela qualidade da produção, mas pela expectativa criada. Como na terceira temporada esta também começa muito bem, levantando ideias interessantes de serem exploradas, mas acabam não entregando ao espectador nada de muito memorável.
Arco de Caleb e Frankie decepcionante. Era para ter alguma carga emocional, mas o modo como foi conduzido o desfecho não me criou qualquer impacto. Ainda assim tem colocações interessantes. Frankie está se encontrando com o seu pai ou uma projeção do que ele poderia ter sido? O próprio Cal dá sua opinião sobre isso.
A próxima temporada será a última, segundo declarações de Ed Harris. O que implica dizer que o Homem de Preto poderá voltar de alguma maneira. Agora no Sublime.
Prefiro não acreditar no final de Maeve. Até por que não vemos sua pérola sendo destruída. Provavelmente também estará no Sublime.
Star Wars: Obi-Wan Kenobi
3.4 316 Assista AgoraA série é ruim, mas não pelos motivos de alguns fãs chorões que falam em emasculamento do personagem principal e outras bobajadas. É por que é muito mal escrita mesmo.
The Boys (3ª Temporada)
4.2 580 Assista AgoraInteressante que neste terceiro episódio usaram o caso real do financiamento com armas e narcotráfico dos Contras pelo governo norte-americano durante a presidência de Reagan. The Boys é de longe a melhor série de "super-herói", com aspas mesmo. Usa o gênero para mostrar a farsa por trás dos discursos de governos e mega-empresas com políticas supostamente inclusivas, mas que só interessam mesmo pelo capital e poder.
Love, Death & Robots (Volume 3)
4.1 351Dois episódios muito bons: O já aclamado "Jibaro", tecnicamente impressionante e com uma história multifacetada de diálogo, e "O Mesmo Pulso da Máquina", que me lembrou muito Solaris do Stanisław Lem, mais conhecido pela adaptação para o cinema de Andrei Tarkovski. "Viagem Ruim" também está acima da média, ainda que tematicamente em seu viés de horror lovecraftiano não me traga nada de muito memorável. Noite dos Minimortos é uma bem humorada visão sobre nossa insignificância, mas só. O resto é mediano para baixo, sendo "Matança em Grupo" o pior de todos.
Cowboy Bebop (1ª Temporada)
3.2 111Definitivamente não dá para tentar replicar a estética e linguagem do anime/manga em live-action. Não sem alterar a dinâmica e narrativa na adaptação. Além disso, fazer uma obra diferente do material original pode irritar os fãs que não entendem essa dinâmica diferente entre as mídias. Problemático. A adaptação falha em tentar reproduzir o que o anime tem de melhor, a união de seres com passados traumáticos tentando tocar a vida pra frente onde o passado dita seus atos, mas não fazem do vocabulário para uma conexão. Tenta compensar isso com a repetição de signos e elementos do material original, incluído aqui a famosa abertura ao som da música de Yoko Kanno, mas não é o suficiente para convencer em seus 10 episódios.
Twin Peaks (3ª Temporada)
4.4 623 Assista AgoraTudo que Dark queria ser, mas não conseguiu.
Round 6 (1ª Temporada)
4.0 1,3K Assista AgoraPremissa interessante, ainda que não tenha muita originalidade. Mas se perde no caminho. Não entendi o hype.
Fundação (1ª Temporada)
3.8 140 Assista AgoraTem quase nada a ver com os livros. Mas também é quase impossível adaptar essa obra para um público geral sem mudar bastante coisa, isto é, mais ação, romance, etc. Pelo que li vão adotar mais as ideias propostas pelo Asimov que a trama em si. Até agora apenas ok.
Lovecraft Country (1ª Temporada)
4.1 404 Assista AgoraDepois do "cancelamento" do escritor Lovecraft, a série Lovecraft Country também é cancelada para segunda temporada.
Sweet Tooth (1ª Temporada)
4.0 295Quem adaptou a obra do Lemire deve realmente odiar a HQ. Retirou quase tudo que era interessante e funcionava bem na obra original, substituindo por alternativas mais palatáveis ao gosto comum. Posso citar desde a forma narrativa, mais lenta, revelando aos poucos os segredos da história, ou o diálogo que obra original faz entre ciência e misticismo (cultura inuit), que aqui é quase completamente eclipsado ou vagamente insinuado (nem sei se vão realmente por esse caminho). Personagens que eram fortes, marcantes e complexos se perdem em formas mais binárias de caráter. Mudança drástica de eventos e background de alguns personagens, tal como a Becky, parecem querer atenuar alguns aspectos mais pesados para não chocar parte dos espectadores e colocar a série em uma classificação mais baixa. Nesse aspecto também inclui violência menos gráfica, que não é essencial, mas daria um tom mais brutal dessa distopia. Design dos personagens foram refeitos para algo mais visualmente afável: os híbridos mais parecem as crianças do comercial da Parmalat. Não sou contra mudanças. Afinal, é uma adaptação para uma outra mídia. Mas me chateia quando mudam aspectos essenciais e não acrescentam algo de bom, ausente na obra original. Sinceramente, acho que não vou ter paciência para a segunda temporada.
História Secreta do Pop Brasileiro
4.2 16A série funciona mais como aperitivo para o vasto material do livro Pavões Misteriosos, do próprio André Barcinski. Os episódio são curtos e não dá para aprofundar muito no conteúdo, mas é bastante eficaz na narrativa e muito divertido acompanhar as histórias dos loucos anos 70 e 80. Vi um pequeno erro de crédito no episódio 5. "Concerto para uma voz", que Jessé fez versão: não é do Bach, mas do francês Saint-Preux, composta em 1969. Quem nasceu nos anos 70 deve ter ouvido muito essa música.
O Conto da Aia (4ª Temporada)
4.3 438 Assista AgoraNão assisto mais essa série, mas fiquei curioso com Elisabeth Moss na direção.
A Guerra dos Samurais (1ª Temporada)
4.1 19Muito da história e personagens desse docudrama é bem conhecido pelos aficcionados de livros, animes, games e filmes japoneses. São personagens e eventos que hoje se revestem de áurea mítica, que foram e continuam sendo reverberados na cultura pop. O documentário, no entanto, procura se manter fiel a história através de depoimentos de alguns historiadores, ainda que seja um tanto problemática nisso também (mais a seguir). Tais cenas de depoimentos são contrabalanceadas por uma dramatização que muitas vezes peca em atuações exageradas, mas razoáveis nas cenas de batalha. Apesar de tentar ser historicamente fiel, pelo menos uma vez vi que um fato não comprovado é mostrado como se fosse histórico: a remoção do olho doente pelas próprias mãos de Date Masamune. Talvez por que seja a versão mais interessante dentre outras suposições. Neste sentido, senti falta de controvérsias históricas, comuns entre historiadores dessa época. Parece-me que eles tentaram manter uma versão comum nos depoimentos desses historiadores para que a história fosse assimilada mais facilmente pelo público. No geral é uma série interessante pelo tema, mas que ao final parece ser mais um produto de rápido consumo que realmente uma obra de alguma relevância. Achei estranho que, ainda que tenha dois ou três historiadores japoneses, a produção é totalmente ocidental.
SparkShorts (1ª Temporada)
4.1 3O conceito dessa série é muito bom. Gosto mais dos curtas que dos longas da Pixar. Ainda que sofram também de uma certa previsibilidade narrativa, a inventividade se sobrepõe.
His Dark Materials - Fronteiras do Universo (2ª Temporada)
4.1 80 Assista AgoraSuperior à morna primeira temporada, mas ainda assim parece não deslanchar completamente. O problema nem parece estar nas mudanças da história original, algumas até interessantes, mas na direção, na condução e no tom dos eventos. Os atores são ótimos, mas a adaptação de algumas cenas importantes do livro aqui perdem a força e tensão, tal qual, por exemplo, aquela com Lee Scoresby. É uma produção bem feita, mas que deixa a impressão que não aproveitou melhor o potencial da obra de Philip Pullman
The Beatles: Get Back
4.7 119 Assista AgoraNos anos 60 os Beatles intencionavam estrelar um filme inspirado no Senhor do Anéis. Já tinham até os papeis definidos: Paul interpretaria Frodo, Ringo seria seu aliado e amigo Sam, George seria Gandalf e John o Sméagol/Gollum. E o mais incrível: a direção seria do Stanley Kubrick! Um projeto que queria muito ter visto, mas que poderia dar muito errado também. Não aconteceu, o próprio Tolkien foi contra, mas agora essa relação com o mundo da Terra Média está indiretamente relacionada com esse novo trabalho do Peter Jackson.
O Mandaloriano: Star Wars (2ª Temporada)
4.5 448 Assista AgoraConfesso que não esperava por esse final. Finaliza o arco e ainda deu um belo agrado pra quem não gostou da última trilogia. O CGI, no entanto, ainda é um pouco desconcertante. A tecnologia para rostos ainda é algo a ser melhor aperfeiçoada. Jon Favreau evitou uma dor de cabeça ao não colocar Boba Fett na cena final (não contando com o epílogo).