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Últimas opiniões enviadas

  • Francisco Dantas

    Aquele romance bastante humano. Gostei bastante da interação entre os dois personagens, que estavam entre questionamentos, aproximações e distanciamentos. É um filme com um tom diferente do que eu esperava, mas também me deixou felizmente surpreso.

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  • Francisco Dantas

    Sense8 não é apenas mais uma série para preencher uma lacuna num serviço de streaming, ou simplesmente para o efeito do lucro. Sense8 é uma representação sobre a celebração do amor, do encontro entre sensibilidades e também funciona perfeitamente como uma feliz comemoração à diversidade cultural.

    Vários dos meus preconceitos e das minhas barreiras em relação ao entendimento do mundo foram derrubadas devido aos ensinamentos dessa série, devido aos diálogos que nos faziam querer sentir intensamente o universo fora da ficção, e da união dos personagens que, mesmo em diferentes locais do mundo, mostravam que não existem limites para o ato de amar, de cuidar, de estar presente para o outro quando ele precisa.

    Sim, claro, é uma obra de ficção. Mas ela nos deixa um ensinamento sobre humanidade que, em tempos de indiferenças e práticas de ódio, é mais do que necessário: a prova de que o simples amor - em suas diferentes formas - e a amizade que nasce dele são respostas para curar um mundo doente pela intolerância e pelo medo.

    O amor existe em vários tamanhos, formas, cores... ele é diverso porque nós somos diversos. Ele se transforma, enquanto nos transforma. É a arte de compartilhar todos os momentos, de captura-los e vive-los intensamente com alguém. E nesse ponto, Sense8 celebra, também, toda a comunidade LGBTq, mostrando que não importa se você é gay, bi, lésbica ou trans, de que claramente não há nada de errado: errado seria simplesmente não amar. Errado é o ódio a qual essas pessoas são vítimas dia após dia. E essa foi uma crítica social constante no roteiro desde a primeira temporada, e foi feliz em todos os momentos.

    Sinto que realmente aprendi muito com suas narrativas e seus personagens tão incríveis e lindos, o que me ajudou muito a desconstruir velhos conceitos, buscar e expandir novas visões. Afinal, não seria essa uma das finalidades da arte?

    O meu amor por Sense8 é anorme, e a considero como um dos grandes favores para a humanidade no campo artístico dos últimos anos.

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  • Francisco Dantas

    > COMENTÁRIO CONTÉM SPOILERS DA TEMPORADA
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    13 Reasons Why - Temporada 2 (2018), Netflix.

    Eu já havia comentado brevemente sobre a minha preocupação com relação à possível "espetacularização" que 13 Reasons Why faz sobre o suicídio - e também sobre outros assuntos igualmente espinhosos. Acontece que o segundo ano da série se mostrou mais cuidadoso e eu diria que até bem mais crítico com as temáticas expostas.

    Após algumas pesquisas, vi que após a estreia da 1ª temporada de 13RW, o Centro de Valorização da Vida (CVV) registrou mais de 400% nos pedidos de ajuda. Se isso teve relação direta com a série? Creio que sim. Falar sobre o suicídio não está exatamente entre os tópicos preferidos do modelo perfeito e mentiroso de nossa sociedade.

    Pois bem, crianças, meninos e meninas, adultos, senhoras e senhores... O SUICÍDIO EXISTE. ELE É REAL. ELE PRECISA SER EVITADO. AS PESSOAS PRECISAM DE AJUDA. (Vai em caixa alta mesmo)

    A segunda temporada deixou clara que o propósito da série não é fazer apologia ao estupro, à agressão verbal ou suicídio, mas sim denunciar algo que, os hipócritas tradicionais querendo ou não, está presente e provavelmente bem mais perto de você do que imagina. Já há notícias de pais querendo retirar a série do ar (faça-me rir um pouco, ao menos) devido a uma cena de estupro (que foi mostrada exatamente com o objetivo de impactar e dizer "olhem... isso existe na realidade de vocês e POUCOS FALAM SOBRE ISSO"). Vocês, pais, sabiam que existe uma coisa chamada "faixa-etária"? Se o seu filho(a) está vendo algo que não é para ele, a culpa é inteiramente sua pela falta de supervisão.

    Não vou culpar um programa de ficção por trabalhar com conteúdos que evitamos discutir. Se falássemos mais sobre eles, poderiam ser evitados. A questão é que a velha cultura do bullying está tão enraizada que para muitos um apelido pejorativo se torna "normal". As próprias escolas não falam sobre isso. Os próprios professores evitam o tema... e isso ainda em 2018. Acha que não? Pois faça uma pesquisa em sua cidade sobre isso. Saia perguntando aos profissionais responsáveis o que eles fazem quando veem um jovem em estado depressivo.

    Sem mais delongas... sobre a temporada em si: inicialmente, achei desnecessária. Mas a medida que a narrativa foi criando um corpo, vi que a personagem da Hannah estava ganhando outras facetas. Essa parte foi interessante porque na primeira temporada tivemos a perspectiva dela sobre todos os outros personagens, e agora é um outro lado tendo que lidar com o peso de suas decisões e expondo suas respectivas visões sobre a personagem. Nesse ponto, preciso destacar três personagens que se desenvolveram muito bem e criaram uma espécie de nova vida: Zack, Alex e Jessica. Eu diria que a temporada foi deles, pois em vários aspectos demonstraram coragem para enfrentar todos os demônios internos e externos.

    Tony está apagado, meio confuso e com medo - uma trama paralela que sinceramente é muito sem gosto. Clay está completamente destruído mentalmente, mostrando mais ainda da sua impotência, fragilidade e seus desequilíbrios por não conseguir esquecer a Hannah - por sinal, o personagem tem várias passagens bem machistas, o que o torna ainda mais irritante.

    A trama toda do tribunal me pareceu muito genérica, uma ambientação pouco crível, mas deixei esse aspecto pra lá por não ser o foco. A questão eram os depoimentos, o que eles diziam sobre a Hannah, e que as fitas não haviam falado. Por isso que dá para sentir várias outras dimensões de cada personagem.

    O que me irritou mais foi a impunidade. Bryce Walker, que é uma verdadeira representação de um estuprador, saiu ileso das acusações (3 meses em liberdade condicional não é nada), embora tenha violentado sexualmente três garotas - e isso é o que a narrativa expõe, porque o próprio Clay diz em um momento que pode sim existir várias outras garotas que passaram pelo mesmo.

    Eu estou discutindo um personagem. O Bryce é um personagem, mas... quantos "Bryces" não existem por aí? É aqui que o roteiro mostra mais força ao expor, no último episódio, uma série de personagens femininas expondo seus casos em que foram abusadas. E os pensamentos lhe ocorrem: você se pergunta quantas mais passam por isso diariamente e quantas mais serão vítimas da nossa cultura machista.

    Você pode não gostar de 13 Reasons Why, mas não pode dizer que ela não tem um efeito social importante: a trama nos oferece uma abertura para falar sobre essa cultura do estupro, sobre as agressões feitas de várias formas ao que é diferente, sobre o nosso infeliz machismo que tende a ainda querer reprimir a voz de uma mulher. Por finalmente: eu creio mesmo que essa série, ao falar sobre o suicídio, ao expor imagens e frases fortes, é também uma abertura para quem tem medo ou mesmo vergonha de pedir ajuda e falar sobre aquilo que sente.

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    - Os atores deixam claro que se você for menor de idade, que esteja acompanhado dos PAIS ou de algum responsável para assistir junto;
    - Outra coisa que eles falam: a série contém sim imagens fortes, e tem sim o objetivo de lhe impactar. Logo, se você está passando por um momento difícil, está com depressão ou não se sente bem... NÃO ASSISTA. Primeiro, procure ajuda (Ligue para o CVV: 188; procure conselhos profissionais e sempre mantenha seus amigos e sua família por perto).
    - Se você está lendo isso, e está passando por um momento difícil: você não está sozinho(a). Eu sei o que é. Infelizmente tive e ainda tenho um pouco da minha cota de pensamentos negativos. Mas lembre-se: valorize sua vida acima de tudo, pois você é importante para o mundo. E se você conhece alguém que esteja passando por algo, apenas estenda a mão: seja um amigo.

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