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Últimas opiniões enviadas

  • Francisco Dantas

    "Não, não. Não. John Hughes não dirigiu minha vida".

    Sou traumatizado com isso até hoje. Se ele tivesse dirigido minha vida adolescente, teria sido melhor. rsrs.

    Esse é o filme que vejo cem vezes, e em todas elas eu vou conseguir rir. É bem simples, tem cenários e fotografia também muito bonitas - lembra o estilo de filme independente. A Emma Stone tem um timing para comédia inacreditável, e mesmo todo o elenco de "apoio" também se saíram ótimos. Os diálogos são excelentes e bem ácidos, os personagens são carismáticos e a trilha sonora não decepciona.

    Comédia leve, mas que acaba por ensinar bastante sobre como mulheres são objetificadas, na maneira como as tratam sexualmente, e de como grupos sociais julgam o comportamento feminino com mais facilidade. É algo que o filme faz você pensar através da Olive, especialmente se tratando do abuso que a personagem sofreu de seus colegas, e tudo começa pela "pressão" adolescente para perder a virgindade. A personagem acabou sendo tratada como objeto, e o pior: se ela não gostava do que diziam, reclamavam e falavam mal dela. Se ela agia de acordo com o personagem, reclamavam e falavam mal dela. Por isso que creio esse ser um filme que deve ser visto não apenas como comédia, mas como algo que representa como mulheres são transformadas em objeto e tem suas reputações destruídas, e ainda sobre o que pensamos sobre liberdade sexual e do corpo. Essas e outras temáticas podem ser bem vistas durante o longa e que poderiam gerar um bom debate.

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  • Francisco Dantas

    O típico filme sobre o mundo de Wall Street. A diferença é que ele ajuda o telespectador a entender o que seria um "Esquema Ponzi", por exemplo. O filme pega você pela mão, te mostra cada ato, cada personagem, mas sem subestimar sua inteligência... e a viagem é boa. A maior questão dele não é sobre economia, mas sobre o nível de sociopatia de um indivíduo.

    Eu fiquei absolutamente hipnotizado durante 2 horas. E não vou mentir: geralmente filmes com essa temática me deixam cansado, mas o ótimo ritmo de "The Wizard of Lies" em equilíbrio com os excelentes (e detestáveis) personagens fez com eu quisesse realmente saber quem é Bernie Madoff. Criar essa ponte de interesse na figura além do que se é representado é de extrema importância para qualquer tipo de cinebiografia.

    Só para fechar: O ROBERT DE NIRO É UM M-O-N-S-T-R-O!!!
    Minha opinião é suspeita pois eu amo o cara, mas a atuação dele me deixou de boca aberta. A sua interpretação de Bernie vai de pai cuidadoso à sociopata em questão de segundos, e o que mais gostei foram as câmeras no rosto captando uma ausência de emoção e de remorso pelas milhares de vítimas que fez, e tentando se convencer do próprio mundo de mentiras que criou. Ele entrou no personagem de maneira absurda, sendo realmente a melhor coisa de todo o filme.

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  • Francisco Dantas

    Triste, cruel, absurdo, forte. São palavras que servem para tentar descrever esse documentário.

    Talvez o maior ensinamento dele seja o de conseguir seguir em frente, mesmo quando você viu o maior nível de crueldade que uma pessoa pode cometer. Mas você não desiste, não desiste da vida. Os pais e amigos de Andrew não desistiram de lembra-lo, de continuar traçando suas memórias. Não desistiram do amor que tinham por ele. Não desistiram de viver.

    Chegando para o último ato do documentário, há uma revelação surpreendente, que mostra exatamente o quão cruel uma pessoa pode ser (no caso, a infeliz Shirley Turner). O ato dessa mulher é de um desespero, egoísmo e ausência de emoção que ultrapassa todos os limites possíveis. Ela é a verdadeira personificação do mal.

    Esse trabalho também alerta para a simplificação e descuidado do dever jurídico, a incompetência de ditos "especialistas", em suma, da parte do Estado que negligenciou os cuidados que Zachary precisava. Os avós acreditavam que em algum momento o sistema funcionaria, mas acabou por não acontecer.

    O documentário é bonito. Tem um tom diferenciado, e pode até não lhe prender no início, mas ao longo da apresentação dos processos, tudo vai ficando bem mais intrigante e, claro, revoltante. É sinceramente um verdadeiro misto de emoções. Mas isso é uma coisa boa. Triste mesmo é saber que existem pessoas no mundo capazes de tamanhas atrocidades.

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