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28 years, Belém - Pará (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Elizier Araujo

    Às vezes considero um certo risco assistir adaptações de livros que marcaram a minha vida. Mas, por considerá-los irretocáveis, acabo por aventurar-me nas trilhas de uma película em direção à obra literária. O problema reside no caminho inverso que, às vezes, algumas obras cinematográficas tomam, desconsiderando caminhos que se propuseram a percorrer enquanto adaptação.

    Este caso é meio que dividido na adaptação cinematográfica de “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector. Se por um lado fico extremamente embevecido e atônito com as pinceladas fiéis de Marcélia Cartaxo ao reviver Macabéa; por outro, fico um pouco decepcionado ao ver que a narrativa cinematográfica tomou certos caminhos equivocados na contramão do romance de Clarice. Uma pena. Porém, não foi o suficiente para tirar o brilho dos meus olhos ao ver, ou reviver, esta história – que tanto me acerta em cheio – projetada na telona.

    Suzana Amaral consegue transpor nesta película toda a sensibilidade e dramaticidade que a obra de Clarice contempla, além do humor simplório carregado de consternadas reflexões. E o que falar das atuações? Memoráveis! Marcélia Cartaxo e José Dumont incorporam brilhantemente suas personagens Macabéa e Olímpico, respectivamente. Vale ressaltar a icônica performance de Fernando Montenegro como Madame Carlota, a cartomante. Em suma: embora os pretextos e omissões – principalmente no desfecho – da narrativa fílmica demonstrarem leve descrédito em relação à obra, deixando a desejar, o filme conseguiu tatuar a essência de uma das obras mais imponentes de Clarice Lispector. Retificando meu discurso inicial: é preciso arriscar.

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  • Elizier Araujo

    "Um Domingo Maravilhoso" é o tipo de obra que reitera minha paixão pela sétima arte. Trata-se de uma película que nos olha ao mesmo tempo em que é olhada. Melhor: preenche-nos ao atravessar a tela com o espírito da vida e, como num golpe, rouba-nos, intrinsecamente, com a sua austera realidade.

    Aqui, Kurosowa apresenta um casal lutando para sobreviver a um Japão pós-Segunda Guerra. Entretanto, à medida que amor e os sonhos sobrepujam esta realidade, passa-se a encarar o mundo de outra maneira. Manifesto que Kurosawa transmite não só em relação à realidade fílmica vivida pelo diretor, mas à nossa própria condição humana, pois apesar das nossas dificuldades, não podemos deixar que silenciem nossos sonhos.

    Lírico e sincero. Atuações impecáveis de Isao Numasaki e Chieko Nakakita. A conclusão da obra é simplesmente sensacional: o poder dramático e poético que a cena no anfiteatro projeta arrebata e, como uma voz em uníssono, transporta-nos à trama, como espectadores ativos. A sinfonia inacabada de Schubert ainda ecoa em mim. Esta, sem dúvida, é uma obra-prima do mestre Akira Kurosawa.

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  • Elizier Araujo

    A princípio, não tinha nenhuma pretensão em escreve sobre "Elena", pois acredito piamente que o documentário/filme me proporcionou uma das experiências cinematográficas mais indescritíveis nesta minha cinefilia. Portanto, é deveras árduo tentar colocar neste espaço o que transcende o material, o concreto. Elena é, em essência, uma experiência indizível.

    Durante toda a projeção, já não me sentia mais numa sala de cinema, muito menos como espectador, mas, sim, como um ser de forte laço com a saudade que era fotografada em cada verso, fragmento e passagem de "Elena". Uma saudade que o meu 'eu' chamais esquecerá. Sinto que foi uma vivência poético-visual que me tirou de mim e me entregou aos braços da magnitude humana. E cabe dizer aqui como somos intensos, sonhadores; entretanto, também somos sensíveis, vulneráveis.

    "Elena" é um olhar extraposto sob a perda, sob a alma, é uma intimista manifestação das emoções que nos movem, inquietam, alimentam e dilaceram. Não consigo enxergar o amor declarado por Petra Costa e sua mãe se não for com os olhos do coração. Sentia-me mais envolvido quando carregava a saudade – e por que não a dor? – de olhares que buscam na memória uma forma de eternizar a existência de Elena.

    Entregava-me a cada silêncio que ecoava pela atmosfera, silêncio este que tocava minha alma numa poesia infinita que se perpetuava por todo o cinema. Silêncio composto por Elena. Silêncio composto por lembranças. Silêncio composto por poesia. Como diz um trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade: “a poesia deste momento inunda minha vida inteira”. E, assim, a poesia de Elena inundou o amor, inundou a vida, e me inundou.

    Poderia citar a bela direção de arte, fotografia e a forma como tudo foi contado – mérito notável deste documentário/filme –, mas me reservo unicamente a expressar minha concepção emocional acerca de "Elena". Compromisso sentimental que não dispenso, sobretudo por ser ele o catalizador de toda a obra, pois o que saltava da tela, sem sombra de dúvida, era a erudição lírica de uma miscelânea de recordações felizes e dolorosas, que atravessavam o meu peito e me deixavam sem fôlego.

    O desfecho é uma transcendência à parte. Fui levado pela força da emoção, acompanhando o ritmo da onírica dança nas águas de um rio de sentimentos, que a família de Elena poeticamente se entregava. Enxergava-me mais próximo de Elena, enxergava-me arrebatado pelo amor. Diante da profundidade das declarações, percebi o quão sou pequeno, meus braços já correspondiam à força de uma gravidade transcendental, avassaladora. E, no final da sessão, na imensa sala de cinema, observava todos comungando de uma mesma introspecção, entregando-se à fragilidade humana, às dores de Elena. Afinal, somos todos Elena.

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  • Pamela
    Pamela

    às vezes no silêncio da noite...

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Greta Garbo
    Greta Garbo

    Zi não pude ir no Olympia, desculpa.