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Últimas opiniões enviadas

  • Eric Campi

    Steven Soderbergh é um cara que costuma alternar entre “filme comercial” e “filme de festival”. Esse acaba sendo uma mistura dos dois: um filme de assalto com humor absurdo, mas dirigido de um jeito “cult”.

    O longa acompanha os irmãos Logan (Chaning Tatum e Adam Driver), dois caipirões de West Virginia, na tentativa de assaltar o cofre de um autódromo. Pra isso, eles precisam da ajuda do especialista em explosivos vivido por Daniel Craig. O brilho do filme é esse trio. Todos estão hilários ao assumir verdadeiras caricaturas do modo de ser do interior americano. Destaque pro Daniel Craig que deixa a pompa e o sotaque inglês pra assumir uma personalidade explosiva, de voz fina e sotaque carregado. Os três fazem rir o tempo inteiro.

    A estrutura narrativa é bem parecida com a de 11 Homens e Um Segredo, também dirigido pelo Soderbergh. Mas, em vez de focar no luxo dos golpistas ricos, o foco é nas classes mais baixas. Sobram alguns comentários sociais sobre a pobreza e o capitalismo, mas esse não é o foco principal do filme.

    A direção, como de costume, é cirúrgica, seca, com planos estáticos precisos. Mas, nem sempre consegue acompanhar o timing cômico dos atores. Por essa proposta “cult”, o filme se arrasta em alguns momentos, possui tempos mortos mais do que o necessário, mas nada que comprometa o divertido roteiro.

    O terceiro ato revela um pequeno twist que pode incomodar grande parte dos espectadores, mas na verdade amarra a temática do filme perfeitamente, sendo corajoso ao praticamente mudar o gênero a que se filia, abandonando as piadas e focando no drama e na investigação policial.

    A melhor descrição sobre o filme é feita por ele mesmo: é uma espécie Ocean’s Seven-Eleven (ou Onze homens e um segredo do mercadinho das classes baixas). Nota 4/5

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  • Eric Campi

    Depois da comédia de humor negro O Lagosta, o grego Yorgos Lanthimos continua desfilando sua misantropia por aí, só que dessa vez filiado ao suspense atmosférico, ecoando O Iluminado, inclusive nos planos de steadycam em corredores compridos.

    O filme mostra a história de uma família aparentemente funcional que começa a colapsar quando algo do passado do patriarca (vivido por Colin Farrel) volta na figura de Martin (Barry Kheogan). O trio principal é completado pela Anna de Nicole Kidman. Todos os atores continuam recitando suas falas de modo monocórdico e sem (aparente) emoção, e é aí que o elenco brilha, ao transmitir essa emoção mesmo que os personagens não o façam. E esse tipo de interpretação é essencial tematicamente para o filme: ao demonstrar que sempre há podridão escondida embaixo das aparências perfeitas (tema que acaba ressoando também a filmografia de David Lynch). O filme discute o senso de justiça e poder, inclusive divinos, e por isso o diretor mantém as câmeras no nível do teto, como se mostrasse que um ser superior está sempre a espreita, recurso que também colabora pra que os personagens pareçam sempre pequenos nos ambientes.

    Como de costume na filmografia de Lanthimos, o roteiro traz diversas situações fantasiosas e a falta de explicações pode incomodar os mais céticos. Mesmo que ainda traga pitadas de humor (muito) negro, o filme não brilha com os sarcasmo e ironia de The Lobster, por exemplo, e a misantropia acaba sendo representada mesmo pelo suspense e por imagens chocantes, visual ou metaforicamente. O terceiro ato é de uma tensão crescente que te faz querer fechar os olhos várias vezes durante o clímax. A podridão daquela família, e daquele mundo, demonstra um ódio do diretor perante a sociedade que em alguns momentos pode parecer puro exagero, mas não dá pra negar que é uma ótima incursão do grego no suspense. Nota 4/5

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  • Eric Campi

    O filme reconta a partida de tênis entre Billie Jean King e Bobby Riggs que, em meio à reivindicações por salários igualitários para as mulheres, tomou ares de disputa entre os gêneros. Como o resultado da partida pode ser encontrado facilmente na internet, o roteiro acertadamente foca nas relações de cada um dos dois protagonistas, interpretados por Emma Stone e Steve Carrel. Ambos se saem bem mas, apesar de ter menos tempo em tela, Steve Carrel se destaca. O personagem dele é mais complexo, usa o machismo para se promover mesmo sem necessariamente acreditar no que fala, ainda mais por ser sustentado pela esposa. Para Stone, resta a parte panfletária do longa, que exagera com frases prontas e clichês “progressistas”.

    O filme se perde um pouco em um triângulo amoroso, ao não desenvolver direito os personagens envolvidos, assim como também não desenvolve alguns personagens que possuem peso na trama, caso do estilista de King.

    A direção de Valerie Faris e Jonathan Dayton (Pequena Miss Sunshine) é concisa mas carece de grandes momentos, e o roteiro também não se arrisca. O filme empolga mesmo no ato final, ao filmar de maneira competente o duelo entre os dois, que parece mostrar os próprios atores jogando tênis.

    Mesmo com uma discussão importante e momentos divertidos, Battle of the Sexes se mantém superficial. Nota 3/5

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/