Anunciar um novo filme não é algo inesperado para qualquer diretor, mas a ousadia foi o gênero que Quentin Tarantino escolhera para sua nova produção, usando um cenário do velho oeste o diretor ainda reúne um elenco excelente, e cada um ali adiciona uma personalidade no personagem os transformando em verdadeiras obras primas.
Em Django Livre Jamie Foxx interpreta o protagonista Django, escravo que tentara fugir com sua esposa Broomhilda (Kerry Washington) de uma fazendo no sul dos EUA, quando pego foram castigados e postos a venda, separadamente. Quando comprado Django é levado por seus novos donos, comerciantes de escravos, até que esses são surpreendidos pelo Dr. King Shultz (Cristoph Waltz), dai pra frente a vida do escravo muda, vivendo quase que livremente entre caçar recompensas e resgatar sua esposa.
Jamie Foxx e Cristoph Waltz fazem um bom trabalho juntos, enquanto o primeiro encara a dura realidade daqueles tempos atuando com perfeição, o outro serve de contra peso, sendo um carismático caçador de recompensa, daqueles que conseguem tudo com algumas palavras e grandes sorrisos. Embora ambos tenham participado de grandes filmes, não devemos nos esquecer da ótima atuação de Foxx em O Solista, esse é sem dúvida um de seus melhores trabalhos, os personagens são interpretados de uma forma que até parece que os atores são daquele jeito, não deixa parecer que é apenas uma atuação.
Ainda podemos ver mais dois destaques no filme, um deles é Leonardo DiCaprio, nunca o vi se divertindo tanto em um filme, o ator que trabalhou em excelentes filmes se mostra revigorado aqui, tomando cenas em grande parte do longa assim que aparece, e como ele aparece, se isso fosse algo inesperado, se não rodasse todas essas informações antes do filme ganhar as telas, aquele olhar de DiCaprio em seu primeiro ato seria tomado com grande surpresa. O outro nome é Samuel L. Jackson, apresentando mais um grande trabalho o ator que vinha se acostumando a trabalhar ao lado de super heróis embala em um papel menos ambicioso mas executado com maestria, é uma grande visão vê-lo atuar nesse filme.
Tarantino conseguiu extrair uma atuação excelente de cada ator, não contente com isso ele prepara uma trilha sonora digna, colocando hip-hop no velho oeste de maneira aceitável e trabalhando em um cenário bem fiel aos filmes antigos, esses que são lembrados do começo ao fim. Cada acusação de preconceito sofrido durante a produção é de certa forma desnecessária, um filme se trata da escravidão de negros e dessa forma é descrito, se alguma palavra, como “nigger”, é usada frequentemente no filme, é por que fora usada na época, com isso, Django Livre é o que diz ser, só que muito mais divertido.
Devo dizer que houve uma certa dúvida a respeito de O Último Desafio, uma pulga atrás da orelha, já fazia um bom tempo que Arnold Schwarzenegger não aparecia nas telonas, então munido de todo o respeito que tenho pelo ator, fui encarar seu novo trabalho e aprendi do melhor jeito que não se deve julgar um ator do porte de Schwarzenegger pela idade.
Dirigido por Jee-woon Kim a trama segue o xerife Ray Owens (Arnold Schwarzenegger) em uma pequena cidade próxima ao Canyon, Owens é o cara mais durão da cidade e de um humor bem sério, ele possui uma carreira invejável cheia de méritos, mas buscou na nesta pequena cidade a tranquilidade. As coisas iam bem em sua folga, café da manhã na lanchonete, os comprimentos corriqueiros com os moradores e tudo oq ue aconteceria em um dia normal, porém a estadia de dois indivíduos suspeitos o deixa desconfiado, então é uma investigação rápida que ele vê tudo saindo dos trilhos.
Ver o Arnold Schwarzenegger atuando novamente, e ainda da maneira que o fez, é algo difícil de explicar, embora tenha sido atingido pela idade como qualquer outra pessoa, ele se mostra em forma para trabalhar em mais alguns filmes do gênero Além de muita ação e muitos tiros, o ator ainda acha espaço para, aqui e ali, encaixar boas piadas, parabéns aos roteiristas Andrew Knauer, George Nolfi e Jeffrey Nachmanoff que conseguiram pegar uma coisa muito usada e adicionar um bom divertimento para aumentar a qualidade.
A cenas engraçadas, essas que são constantes, são comandadas por Johnny Knoxville,a quele do Jackass, entrando em cena como um louco que acaba de ser tornar delegado, ele coloca seu capacete de samurai, prepara sua pistola sinalizadora e parte pra guerra, gerando muitas risadas no caminho. Luis Guzmán segue Knoxville no divertimento, ele partiria bem preparado para uma verdadeira guerra medieval se não fosse pela intervenção do xerife.
O filme experimenta um pouco de tudo, carros velozes fazendo manobras legais, muitos tiros e derramamento do sangue e as cenas engraçadas, só faltaria um pouco de romance se não fossem Rodrigo Santoro e Jaimie Alexander dão aquela pitada de paixão ao filme, ambos pouco aparecem, mas quando estão em cena fazem um bom trabalho.
Usando a mesma formula de Os Mercenários e adicionando apenas poucos elementos novos O Último Desafio se mostra um bom filme, bem dirigido e com boas atuações, segurado pelo divertimento o filme é uma boa obra para marcar o retorno de Arnold Schwarzenegger aos cinemas, e que ainda venham outros.
Jack Reacher – O Último Tiro é uma adaptação do livro de Lee Child dirigida por Christopher McQuarrie, mas a visão dos produtores é diferente, enquanto o personagem original é um ex-investigador militar, no longa ele vive um ex-militar que vive as escondidas esperando a próxima aventura. O potencial do personagem era grande, porém o roteiro um pouco forçado e a atuação de Tom Cruise seguindo o embalo o filme consegue ser bom, mas não passa muito disso.
O filme começa com uma ótima trilha sonora, e para pegar o ritmo um múltiplo atentado por um franco atirador, então em torno disso que a história se desenrola e mesmo o roteiro forçando em algumas partes ele cria teorias interessantes sobre o assunto, mostrando sempre mais do que podemos ver. Para manter o clichês de filmes do gênero não poderia faltar a advogada que tenta atingir o pai, essa é Helen Rodin, interpretada por Rosamund Pike, que contrata Jack após notar sua certa intimidade com o principal suspeito do atentado.
A base do filme é o dialogo, o que impede boas cenas de ação tipicas de filmes com Tom Cruise, mas que também boas tramas dos personagens mudando vez ou outra a visão de cada um deles sobre os fatos. Um dos acertos do diretor foi o desenvolvimento do vilão, andando por trás de todos os outros está Werner Herzog, como Zec, um verdadeiro vilão livre de tudo aquilo que é desnecessário pra ele, porém mantendo o seu amor pela própria vida.
Mesmo não sendo tudo o que poderia, com o ótimo trabalho do elenco o diretor Christopher McQuarrie monta uma boa história adicionando cenas engraçadas para manter o bom humor e aquele jeito sarcástico de Cruise, fazendo com que Jack Reacher – O Último Tiro alcance uma boa qualidade.
Finalmente a Disney terminou o tão aguardado filme sobre games, alguns esperam por isso desde a década de 1980, com “High Score”, mas foi só agora no fim de 2012 que o projeto ganhou as telas, intitulado Detona Ralph a animação mostra um Toy Story no mundo dos games.
Ralph é um vilão e sua função é destruir um prédio para outro personagem, o mocinho Félix, consertar, aquele tipico jogo, simples e viciante, mas a vida de vilão não é fácil, ainda mais quando se tem uma vida quando o fliperama fecha. Depois de trinta anos no mesmo lugar com as mesmas pessoas, Ralph fica insatisfeito com o fato de ser o que é, colocando medo só de olhar para outros personagens e quebrando tudo, então decide ser heróis ganhando uma medalha.
A animação ainda tem uma história que se encaixa no fim, para conseguir uma medalha e resolver seus problemas Ralph vai para o jogo “Missão de Herói” e mesmo conseguindo sua medalha vê as coisas darem erradas e acaba parando em um jogo de corrida, chamado “Corrida Doce”, onde conhece a irritante e fofa Vanellope, que mostra que por trás do vilão existe um cara bonzinho e um verdadeiro herói.
O roteiro foi desenvolvido por Jennifer Lee, Jim Reardon, Phil Johnston e um outro cara mais conhecido, se arriscando no cinema pela primeira vez, como roteirista e diretor, Rich Moore que já trabalhou em Os Simpsons e Futurama da ao filme um ar cômico e surpreendente, dando espaço para personagens clássicos como Sonic e M. Bison assim aumentando a qualidade, mesmo que os personagens não apareçam muitas vezes, o que é bom, pois o filme não é sobre eles.
Detona Ralph é algo diferente vindo da Disney, mesmo sem a Pixar a empresa mostra que sabe fazer uma ótima animação, uma história bem elaborada e interessante com um final emocionante.
No cinema podemos encontrar de tudo, não importa o dia, sempre tem aqueles filmes, alguns de terror que não assustam, ou comédias sem graça, tem também aqueles policiais iguais aos que foram exibidos nos anos anteriores. Vez ou outra nos é apresentado algo novo, filmes que não vemos aparecer todas as semanas, e uma semana antes do fim do ano nos surpreendemos com as estréias, se por um lado tivemos O Impossível que nos entrega bons efeitos especiais e um história emocionante, por outro tivemos As Aventuras de PI, essa que vai além da realidade, mostrando uma excelente fotografia, em uma história que quando é descoberta, e só depois disso, nos mostra o que é que assistimos.
Tudo isso começa com um nome, Ang Lee, muita coisa girou em torno do diretor quando o filme começou a ser anunciado, muito se esperava dele, o roteiro adaptado do livro de Yann Martel era de certa forma incrível uma história daquelas que pouco apareciam no cinema, ou apareciam e não eram bem aproveitadas, o fato é que ele precisava mudar isso, criar um cenário digno para um roteiro bem trabalhado, e foi o que ele fez.
No filme, o ator Irrfan Khan interpreta o protagonista em fase adulta e enquanto conta sua história entrega seu personagem para Suraj Sharma, enquanto um participou de filmes como O Espetacular Homem-Aranha e Nova York, Eu Te Amo, o outro encara seu primeiro trabalho, e desse muito foi cobrado. A maior parte do filme é tomada por Suraj Sharma, esse que vive uma das aventuras mais incríveis produzida pelo cinema, sua interpretação é bem feita, conseguindo passar cada sentimento para o publico, coisa inesperada para um primeiro trabalho. Sharma foi escolhido pelo diretor em uma seleção, assim que Lee bateu os olhos no garoto não queria saber de mais ninguém, escolha ousada essa, porém certeira.
A história tem um toque infantil, como aquelas que os pais contam para os filhos para ver se eles ficam quietos, um jovem garoto que sobrevive a um naufrago e em sua “Arca de PI” precisa conviver com alguns bichos perigosos e encarar situações que provaram sua fé em Deus.
As Aventuras de PI não é só um ótimo filme que mostra muito do que o cinema é capaz, é também uma ótima lição para aqueles que quiserem recebê-la, percebemos isso quando chega ao fim, quando os fatos são postos em conflito, e nessa hora que nos surpreendemos e vemos onde a história queria nos levar, e aquele livro que para muitos parecia inadaptável virou uma excelente experiencia cinematográfica.
Quando um fato real o posto em ação na produção de um longa a proximidade do publico com os personagens se torna maior do que de costume, quando esse fato é o que um dia parou o mundo e vidrou os olhos desse publico para um evento que nunca foi esperado no decorrer dos anos essa proximidade ser torna ainda maior, fazendo com que nós, expectadores, nos imaginamos em tal situação e nos questionamos sobre a força de cada ser em busca da sobrevivência, não só de si, mas de seus amados.
Dirigido por Juan Antonio Bayona, O Impossível recria o tsunami que atingiu o sudeste asiático em 2004, essa recriação foi feita com tamanha atenção que é incrível ver os cenários e efeitos especiais, isso que rendeu muitos elogios ao filme, claro que a situação que é mostrada é de certa forma embaraçosa, ver aquelas pessoas em estados irreversivelmente não é muito legal, mas quando levado em conta o fato de ser um reprodução do acidente natural, cada pessoa ali, desde o cara que está na maca é só aparece de relance até os protagonistas merecem os parabéns por remontar uma história tão dura de forma perfeita.
No drama segue a família Bennett que está passando as férias de fim de ano em um resort na asia, desde o começo o filme já da um impulso mostrando a qualidade de sua trilha sonora, composta por Fernando Velazquez, com um som ensurdecedor do oceano em um belo dia. Depois do natal em família Henry (Ewan McGregor) e Maria Bennett (Naomi Watts) se juntam aos filho Simon (Oaklee Pendergast), Thomas (Samuel Joslin) e Lucas (Tom Holland) para curtir o dia na piscina do resort cada um desses possui um papel especial, tomando uma parte na história eles carregam todo o drama em excelentes performances então o inimaginável acontece, eles são engolidos por um desastre natural e é ali que vemos como o cinema pode ser fantástico.
Depois do ocorrido a família se separa, Maria e Lucas são arrastados pela corrente, esse dois tomam a maior parte do filme, merecidamente, ver eles trabalhando juntos é uma experiencia difícil de descrever, tamanho o empenho que depositaram em seus personagens, cada gota de emoção passada por eles, é absorvida como um verdadeiro tsunami. Enquanto o pai e os outros dois filho ficam presos próximos ao resort então começa a incessante procura do pai que tenta encontrar o restante da família e da mãe e o outro filho que precisam urgentemente de ajuda.
Em 2010 Clint Eastwood mostrou partes desse desastre em Além da Vida, mas dessa vez é diferente, com mais intensidade O Impossível relata a história real da família espanhola Belon, dando um show de efeitos especiais bem feitos e com um elenco que merece cada elogio que lhes foi dado. Se o diretor Juan Antonio Bayona surpreendeu em seu primeiro trabalho, O Orfanato (2007), voltou a fazê-lo depois de cinco anos, mas dessa vez de uma forma contraditoriamente agradável.
Peter Jackson dedicou oito anos de sua vida para criar uma verdadeira obra prima, O Senhor dos Anéis que lhe rendeu alguns Oscars durante a trilogia, levando o mundo fantástico descrito por J. R. R. Tolkien as telonas do cinema, desde aquele tempo já surgia a ideia de recriar, também no cinema, a história que da inicio a imponente Sociedade do Anel, então, nessa última sexta feira (14) estreou o longa metragem, com direito a 48 quadros por segundo, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, esse que até o momento vem colecionando uma multidão de fãs, quase todos insatisfeitos.
Após chamarem a minha atenção para alguns detalhes fui assistir o filme uma segunda vez, dessa vez a versão 2D, desta vez menos empolgado e mais atencioso, com isso notei como é difícil assistir ao filme depois de tudo o que foi visto em O Senhor dos Anéis, aquelas três horas que pareceram trinta minutos no dia da estreia, nesta segunda vez foram mais longas, em algumas entrevistas para revistas, jornais e sites, Jackson disse que iria explorar mais o mundo criado por Tolkien, embora ele não deveria ter tal direito, foi feito. Como também foi dito por ele que O Hobbit precisaria de uma maior obscuridade para chegar mais próximo da trilogia, além de um maior desenvolvimento em cada aventura, trocando o certo pelo duvidoso e agora pagando o preço.
O tiro certeiro do filme foi a contratação de Martin Freeman para interpretar o pequeno Bilbo Bolseiro, mas um hobbit é pequeno demais para salvar um filme. Ainda temos dois coadjuvantes que ganham destaque no longa, um deles é Richard Armitage, como o líder dos anões Thorin, esse que recebe um roteiro genérico de Aragorn, interpretado por Viggo Mortensen em O Senhor dos Anéis, além dele temos, mais uma vez interpretado por Ian McKellen, o mago Gandalf, fazendo as mesmas coisas que fazia na trilogia, como se tivesse recebido o mesmo script. Uma coisa que jamais poderia ter mudado, jamais, é o fato dos capuzes de cada anão, tenho certeza que com eles sendo usados como no livro, o filme ficaria bem mais agradável, já que seria fácil de identificar cada anão.
Mesmo com todas essas adversidades o filme mantém uma fotografia excelente com cenários bem trabalhados, peca em alguns efeitos especiais e surpreende em outros, mas ainda assim fica longe do que é O Senhor dos Anéis.
Para quem tiver a oportunidade, recomendo que assista a versão IMAX 3D em 48 quadros, é uma ótima experiência.
Dirigido por Mark Tonderai, A Última Casa da Rua é mais um suspense do que o prometido terror, com uma boa atuação da mais nova descoberta do cinema Jennifer Lawrence, de Jogos Vorazes, que acaba salvando o filme em diversas vezes, e uma ideia quase que nova para a história, o filme monta uma boa trama só pecando em diálogos chatos e desnecessários.
No longa, Lawrence é Elissa, a mais nova garota da cidade que mudou junto a sua mãe para o lado de uma casa “assombrada” onde uma jovem menina matou os próprios pais, embora pareça uma história familiar e previsível, muitas vezes somos surpreendidos, Elissa conhece Ryan Jacobson, interpretado por Max Thieriot, o outro filho da família morta e o único sobrevivente da casa ao lado, e, talvez por um instinto que existe em algumas pessoas que quererem ajudar os outros, ela tenta se aproximar do rapaz. Está tudo correndo bem, mesmo sabendo que a garota assassina virou uma lenda urbana que para alguns não é somente uma lenda, Elissa decide romper essa fronteira entre Ryan e o mundo, até descobrir a verdade por trás de tudo.
Mesmo que o filme não seja digno de um Oscar, devemos parabenizar os roteiristas, David Loucka e Jonathan Mostow, que se esforçaram bastante para criar algo novo e se não fosse pelos diálogos clichês e desnecessários teriam conseguido desenvolver uma excelente história. Rompendo a fronteira de casas assombradas eles nos enganam durante a maior parte do filme, algumas vezes fiquei perdido e me perguntando se era aquilo mesmo que eles queriam, mas no fim percebi que era.
É em meio a reviravoltas que A Última Casa da Rua se desenrola, com uma boa atuação de Jennifer Lawrence contracenando com Thieriot e um roteiro bem feito, mas nada além disso, mas era tudo o que podíamos esperar, vendo o gênero decair a cada ano.
O roteiro adaptado do livro I, Alex Cross por James Patterson, Kerry Williamson, Marc Moss em A Sombra do Inimigo pode ser visto em diversos outros longas, como Beijos que Matam (1997) e Na Teia da Aranha (2001), além de muitos outros onde um policial psicólogo precisa lutar contra um psicopata. Com a direção de Rob Cohen e protagonizado por Tyler Perry, que comparado a Freeman atuou horrivelmente, o filme monta uma trama sem graça e previsível.
Na historia, o policial e psicólogo Alex Cross e seu parceiro, interpretado por Edward Burns, são afrontado por um psicopata depois de impedir que ele matasse um de seus alvos. O psicopata interpretado por Matthew Fox decide interferir na vida dos policiais e quando faz Cross ser dominado pela raiva, a briga entre os dois fica mais série, e as coisas mudam para pior quando uma descoberta chega a chocar o policial.
A maior parte das cenas focam Tyler Perry ou Matthew Fox, a atuação de Perry é quase que totalmente sem graça, em um momento quando ele esta descrevendo o criminoso da até vontade de abandonar a sessão, enquanto Mathew Fox trabalha de modo mediano, comparado ao restando do elenco ele é quem melhor atua. Edward Burns pouco aparece, enquanto Rachel Nichols, também parceira de Cross, entra no filme só para alavancar a raiva do policial contra o psicopata.
É difícil escrever sobre um filme onde pouco acontece, se resumindo basicamente em cenas forçadas e conspirações previsíveis A Sombra do Inimigo nada mais é que um policial pronto para estrelar a “sessão da tarde”.
Quando se ouve falar de um novo filme nacional, muitos fazem cara feia e criticam antes mesmo de assisti-lo, esses não podem ser culpados por uma coisa que é, quase sempre, mal aproveitada, em Os Penetras o diretor Andrucha Waddington tenta apresentar algo mais do que aquelas cenas onde a imoralidade acaba dando créditos ao filme, e isso quase funcionou, se não fosse um roteiro tão usado e fosse um pouco mais inovador, teríamos um bom filme para assistir, mas ainda assim, estamos no caminho certo.
No filme Marcelo Adnet é Marco Polo, um legitimo figurão das ruas do Rio de Janeiro, passa seus dias aproveitando da ingenuidade dos outros até arrancar-lhes um bom dinheiro, mas é em uma de suas investidas que ele conhece Beto, Eduardo Sterblitch, um cara problemático que teve o coração partido. Ao perceber o quanto de dinheiro que Beto tem, Marco parte para mais uma das suas ideias, porém ele acaba se vendo preso a Beto quando conhece Laura, Mariana Ximenes, é então que os dois se unem para aproveitar o que há de melhor da “cidade maravilhosa”.
O longa nacional é carregado de cenas engraçadas, todas elas resumidas a clichês muito usados em filme do gênero, como os policiais que ficam amigos dos presos depois de uma noite muito louca, essa parte é realmente engraçada, e a confusão amorosa que é levada durante todo filme pelos protagonistas. No fim notamos que o filme é montado em cima de tudo o que já foi feito no cinema, nada de inovação, apenas um roteiro fraco mas com bons trabalhos de atuação em cima, o que o deixa um pouco mais agradável.
Podemos, facilmente, encontrar um dos grandes erros do filme, o pecado de Waddington, que também participou do desenvolvimento do roteiro e é produtor do longa, foi menosprezar seu próprio trabalho, ao invés de criar uma boa história, ele manteve o foco no uso de atores adorados na atualidade, no caso Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch, deixando parecer uma ideia de pra que um bom roteiro se temos pessoas famosas e queridas, mas isso funcionou, Os Penetras vem atraindo um bom publico aos cinemas, e se o caso for mesmo o elenco, é uma pena.
Os Penetras apresenta uma história um pouco diferente do que estamos acostumados no cinema nacional e ainda se mostra muito divertido, o único erro do filme é mesmo a falta de inovação, isso faz com que noventa e sete minutos pareçam trinta, e é um problema com o qual Andrucha Waddington não precisa mais se preocupar já que a produção está lucrando bem, porém perde a chance de apresentar algo ótimo, para apresentar um apenas “bom”.
Dirigido por Lee Toland Krieger, Celeste e Jesse Para Sempre conta a história de um casal de amigos que não se desgrudavam, e como um erro que acontece frequentemente em muitas histórias parecidas, eles decidem se casar e quando o filme começa, já estão enfrentando, com uma estranha felicidade, um divórcio.
A produção traz em seus papéis principais Rashida Jones, como Celeste, e Andy Samberg, como Jesse, ambos atuam competentemente, dando o ponto certo na comédia e no drama sempre que necessário. Jones ganha o maior trabalho do filme, é ela quem embala nas melhores cenas dramáticas com uma atuação incrível, é bom ver uma atriz que consegue mudar de um ritmo para o outro sem dar aquele ar de perdição entre as cenas. Mas Samberg não fica para trás, mostrando tudo o que sabe sobre uma boa comédia, ele faz piadas “engraçadamente sem graça” arrancando risos de quem estiver disposto a tal coisa.
Além disso, os dois mostram com bastante naturalismo o papel de melhores amigos, e só quem tem um sabe como do que eles estão falando, brincadeiras que só eles entendem e estranhamente imorais, ainda aquelas mentiras de “estou bem” para que o outro consiga seguir em frente, são essas coisas que diferenciam um “amigo” de um “melhor amigo”, e no filme temos uma boa aula sobre o assunto.
O longa ainda apresenta Will McCormack, interpretando o traficante Skillz, o tipo de cara que sempre está por perto mas que nunca quer fazer nada, em alguma cenas ele chega a ser engraçado, em também faz um ótimo trabalho. Também temos Elijah Wood, o amigo de trabalho de Celeste, seu papel é de um gay que as vezes exagera na piada, sua participação é irrelevante, porém não atrapalha em nada no filme. Para fechar o grupo de atores principais temos Emma Roberts, com o papel de pop star também tem pouca participação, embora no começo nos faça pensar que fará todo o inferno que poderia fazer, ela atua maravilhosamente em boas cenas de drama.
Celeste e Jesse Para Sempre não é um filme comum para o gênero, ele possui algo mais, algo como a realidade, não é difícil de imaginar isso tudo acontecendo com qualquer um, muitos de nós temos melhores amigos, e na maioria das vezes os com quem contamos sempre são do sexo oposto, então essa foi uma boa sacada do diretor Lee Toland Krieger, que pegou algo real e bons atores para criar um ótimo filme.
Quando vemos o nome Brad Pitt em algum filme sempre ostentamos boas expectativas, ele raramente decepciona, então, junto com o diretor e roteirista Andrew Dominik, que trabalhou junto com o ator em O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (2007), o protagonista, Pitt, embarca em um EUA em crise e rixas da máfia dos carteados, onde tudo o que ele precisa fazer é por fim nessa segunda situação, isso tudo com muito papo furado.
Baseado no livro de George Higgins, o filme traz Brad Pitt interpretando o matador de aluguel Jackie Cogan, contratado por membros de uma certa máfia para descobrir quem roubou uma de suas casas de pôquer, nada tão difícil para quem já está acostumado no ramo, porém adversidades deixam sua missão ainda mais complicada, onde Cogan precisa enfrentar conhecidos de diversas formas, deixando bem claro que tudo não passa de negócios.
A crise dos EUA durante o confronto entre os presidentes Obama e Bush faz parte da história, com discursos e acontecimentos sobre o assunto rolando a todo momento, seja no rádio ou na TV, até os matadores de aluguel sentem a crise e ela é ressaltada em alguns momentos, toda aquela situação fazia com que o dinheiro valesse mais, isso aumenta a busca pelos ladrões e diminui a salário dos matadores, o que gera boas negociações durante o filme.
Um dos recursos usados sem economia foi a famosa câmera lenta, algumas vezes dando boas sequencia, algumas outras bem chatas, quando vemos Pitt matando seus alvos e podemos ver em câmera lenta o movimento da arma e as balas caindo para o chão notamos o bom uso do recurso, isso ainda carregado de estouros ensurdecedores, daria um bom IMAX para quem gostaria de ficar surdo.
Como todos os outros filmes, em O Homem da Máfia existem coisas boas e ruins, uma das boas é o cenário, um pouco acinzentado dando aquele ar frio e decadente, onde sempre está chovendo e um momento clássico para se fumar um cigarro, porém os diálogos, que muitas vezes são desnecessários, deixam o longa um pouco cansativo e você quase que se perde em temas que não têm nada a ver com a história, mas as cenas boas fazem você esquecer tudo isso.
O Homem da Máfia é um filme diferente, superando alguns outros queridos do gênero, nele vemos personagens bem preparados e mostrando um ótimo trabalho, trilha sonora competente e interessante em um cenário bem utilizado, isso devido ao bom trabalho de Dominik, que assim como em 2007 mostra que não está para brincadeira.
Imaginem todo o imaginário de uma criança reunido em um único lugar, essa é a proposta de A Origem dos Guardiões, desenvolvido pela DreamWorks a animação é dirigida por Peter Ramsey e William Joyce, ambos pouco conhecido no meio, mas que apresentaram um bom trabalho.
Quando o Bicho Papão decide transformar os sonhos das crianças em terríveis pesadelos, Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e Sandman se unem para combater esse mal, e as surpresas já quando um novo membro é selecionado para esse grupo de guardiões, ele é Jack Frost, o “jovem” rapaz que diverte as crianças com neve e pistas de gelo. O filme transmite duas histórias, uma delas é a luta dos guardiões contra o mal, enquanto o outro é a luta de Frost contra ele mesmo, em busca de saber quem é.
A DreamWorks sempre apresenta bons trabalhos, esse é mais um deles, com boas animações e um excelente roteiro nos deparamos com um filme bem comum, só que com um toque de personalidade que o faz ser um pouco, mesmo que bem pouco, diferente. Essa formula de menino rebelde que busca saber quem é já foi muito usado em animações, não custar usar uma vez mais desde que seja do modo certo, e os produtores de A Origem dos Guardiões acharam esse modo em cenas extremamente engraçadas e dramas bem colocados.
O filme conta com muitas referencias, já podemos notar certa semelhança com o filme Os Vingadores assim que o grupo se une para combater o mal, mas se prestarmos mais atenção podemos ver ainda mais cenas parecidas com o filme, que não vou contar para na perder a graça. Porém, nem tudo é copia, as cenas mais engraçadas que são bem feitas e criativas e se visto em 3D a sensação é ainda melhor.
A Origem dos Guardiões pode não se dar bem no quesito inovação, mas no diversão supera qualquer barreira que pudesse ser imposta ao filme, com um clima divertido encaramos uma luta do bem contra o mal com personagens diferentemente conhecidos. É, sem dúvida, um excelente filme para assistir com a família.
Os roteiristas Brian Klugman e Lee Sternthal, que trabalharam juntos em Tron – O Legado (2010), uniram – se novamente, e além de desenvolver o roteiro de As Palavras ainda dirigiram o filme. O filme passa uma ideia simples e interessante, porém, nem um pouco inovadora, mas com diálogos fracos e clichês desnecessários prejudicam muito o que poderia ser uma boa produção.
As Palavras segue Rory Jasen (Bradley Cooper), escritor frustrado que busca publicar algum de seus livros, recém-casado com Dora Jasen (Zoë Saldana) ele recebe um presente durante sua lua de mel, presente esse que muda a sua falta de sorte com a literatura, onde a escolha errada desencadeia uma atormentada dor psicológica, e ele só percebe isso quando um senhor (Jeremy Irons) chega para abrir seus olhos.
Podemos dizer que Bradley Cooper já tem uma personalidade formada para filmes, depois de Sem Limites (2011) ele foi a melhor escolha para o papel, mais uma vez ele encara um escritor que não consegue escrever, sua atuação não é regular, não foge do que era esperado. Um dos maiores erros do filme foi colocar Dennis Quaid, como Clay Hammond, relatando o filme, em apenas uma cena já no final do filme essa atuação vale a pena, fora isso, é totalmente desnecessária.
Mas alguém ali merece destaque, esse alguém é Jeremy Irons, mesmo participando pouco do filme ele aproveita bem suas cenas, essas que foram as melhores, se os outros atores estivessem no ritmo dele, sem dúvida, teríamos mais um bom filme para colocar na prateleira.
No fim, As Palavras não passa de uma lição de moral, mas o jeito em que ela é apresentado por Jeremy Irons faz com que essa lição seja realmente boa. Os diretores/roteiristas ainda tentam, em vão, introduzir um pouco de romance na produção, porém não conseguem atingir o objetivo, com isso não temos nada além de um bom filme.
Muitos acreditavam que Curvas da Vida seria dirigido pelo próprio Clint Eastwood, não faltam motivos para crer em tal fato, mas dessa vez ele ficou com o cobiçado papel de protagonista, mas como podemos notar durante cada cena, tem um toque dele em todo lugar, é claro, ele fez parte da equipe de produção.
A direção ficou para Robert Lorenz, depois de ter produzido bons filmes junto com Eastwood ele ganhou sua chance como diretor, e pelo que vimos, fez um excelente trabalho, digamos que teve um ótimo professor. E as novidades não param, o roteiro foi desenvolvido por Randy Brown e esse foi o seu primeiro, não é nada tão genial, poda o baseball está ganhando cada vez mais espaço no cinema, mas foi bem trabalhado por toda a equipe, montando uma boa história.
Em Curvas da Vida, Clint Eastwood interpreta Gus, um olheiro que está ficando cego mas parece ser orgulhoso demais para admitir isso, porém sua filha Mickey (Amy Adams, Na Estrada) não o deixa esquecer da realidade das coisas. Gus precisa achar um novo jogador para o Atlanta Braves então embarca para Carolina do Norte em busca da nova estrela, logo depois Mickey vai ao seu encontro para ajudá-lo, contra a sua vontade, nessa difícil empreitada. Lá eles encontram Johnny (Justin Timberlake, O Preço do Amanhã), um ex-jogador descoberto por Gus que após perder seu dom virou olheiro do Red Sox. Embora as coisas estejam contra Gus, ele mostra, triunfalmente, que ainda tem muito a ensinar para a nova geração de olheiros, que resumem suas experiências em estatísticas no computador.
O longa não se mostra só mais um filme de esporte, talvez a ideia real dele nem seja essa, se pararmos pra pensar podemos notar que há mais um conflito de experiências e respeito do que um simples relato do esporte, nisso ver a Amy Adams atuando foi uma grande experiência, mostrando como certas adversidades devem ser encaradas, já no caso do Timberlake, pouco lhe foi pedido, mas cada vez que entrava em cena se encaixava perfeitamente em seu lugar.
Ver Eastwood nas telonas depois de tanto tempo é algo para ser apreciado, ainda com uma ótima atuação, tanto dele como dos outros atores, o filme fica mais agradável, mesmo com alguns clichês que podemos dizer “necessários” a qualidade do longa é excelente, mais um bom filme com o nome de um dos melhores diretores, merecidamente, do cinema, e me parece que o baseball está ganhando espaço novamente nos cinemas e isso pode ser bem aproveitado se for entregue as pessoas certas como foi feito dessa vez.
Amanhacer – Parte 2 veio para finalizar a saga Crepúsculo, dirigido por Bill Condon e estrelado por Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner e retrata os capítulos finais do best-seller Amanhecer, escrito pela americana Stephenie Meyer.
Logo de cara se nota que o filme, assim como todos da saga, é exclusivamente voltado para o público feminino, com todo aquele romance meloso característico da série. Verdade seja dita, é um belo filme, no sentindo de apresentar belas imagens ao espectador, um trabalho de câmera bem feito e investimento pesado em efeitos especiais, proporcionam uma bela experiência visual. Quanto a história, deixa a desejar, como já acontecera antes nos primeiros filmes, porém o final surpreende, apesar de ser um grande balde de água fria.
Vale a pena se e somente se, você for fã da saga ou gostar de romances mornos, caso o contrário as chances de sairdecepcionado, são grandes.
“Estou sentado em minha cama tomando meu café pra fumar.
Trancado dentro de mim mesmo eu sou um canceriano sem lar.”
Esta frase foi retirada de uma das canções de Raul e diz bastante sobre o que eu vi no filme “Raul Seixas – O início, o fim e o meio“, do diretor Walter Carvalho, que estreiou dia 23/03 em todos os cinemas do país. Filme obrigatório para ver a história de um brasileiro baiano-intergalático.
O MEIO
O filme conta a trajetória de Raul desde o início de sua carreira, com suas várias primeiras bandas e termina com sua morte, sozinho, acompanhado de todos os seus anjos e demônios. O grande Walter Carvalho e sua equipe fazem o longa ser perfeito em suas duas horas do documentário.
A sensação de que tudo pode ir por água abaixo ao contar a história de um mito genuinamente brasileiro, com milhares de passagens geniais e ricas, existe até você constatar que Walter fez uma pesquisa de imagens minuciosa, a fim de preencher seu filme com material que pouca gente conhece. As entrevistas são outro ponto forte do filme, não falta ninguém. Estão lá os parceiros mais influentes, como Paulo Coelho, Cláudio Roberto e Marcelo Nova, a família na presença do irmão e da mãe, as mulheres (amantes, esposas e filhas) e os amigos, tão importantes para Raul. E claro, no documentário há música. Música de Raul que toca alto!
O FIM
Mesmo não conhecendo muito o mundo dos documentários percebi que este é muito completo, muito bem contado e construído. Lá para o fim, na parte que conta o último ano de Raul entre os vivos, senti falta de uma canção da fase final, do disco “Panela do Diabo”. Mas isso não impede de que o longa seja incrível.
Então não deixe de ver no cinema a história de um dos nossos poucos heróis brasileiros.
Imaginem só nascer e crescer em uma pequena cidade no interior de algum lugar, mas ter dentro de si aquele impulso que te faz querer muito mais que isso, essa é a ideia de Jovens Adultos, unindo mais uma vez o diretor Jason Reitman com a roteirista Diablo Cody, que como em Juno, produzem um excelente filme.
A história segue a escritora Mavis Gary (Charlize Theron, Hancock), depois que termina o colegial vai para a cidade grande onde escreve a série Jovens Adultos, quando está tentando escrever o ultimo livro é surpreendida por um convite que a faz voltar para a cidade natal. Mavis é convidada para o batizado da filha de Buddy Slade (Patrick Wilson, Esquadrão Classe A), seu ex-namorado, o que dificulta sua situação, já que ela descobre que ainda é apaixonada por ele.
Quando chega à cidade, Mavis é surpreendida por Matt Freehauf (Patton Oswalt, O Desinformante), um cara que não era muito popular no colégio e mesmo seu armário sendo ao lado do de Mavis, ele nunca conseguiu a atenção que queria, mas ganha toda essa atenção agora. O plano de Mavis é simples, ou deveria ser, tudo o que ela quer é reconquistar o ex-namorado e voltar para a cidade grande com ele, mas Buddy não facilita essa tarefa implementando um bom drama ao filme.
O filme atinge seu objetivo, uma comédia simples e funcional, com cenas muito engraçadas. O trabalho de Charlize Theron é muito bem feito, dando destaque também a Patton Oswalt que contracena com a protagonista muitas vezes. O que chama atenção também é a introdução da realidade ao filme, mostrando como é duro voltar ao passado depois de ter deixado tudo para trás e mostrando que ser bonita nem sempre é o suficiente para conquistar o que quer.
A união de Jason Reitman com Diablo Cody se mostrou mais uma vez objetiva, com um roteiro bem elaborado, proporcionando diálogos e acontecimentos pelos quais podemos passar em algum dia qualquer e sendo bem explorado pelo diretor. Jovens Adultos merece ser visto, mostrando que mesmo quando tudo parece perdido, só o que você precisar fazer é jogar tudo pro alto novamente.
12 Horas é o primeiro filme do brasileiro Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo, 2007 e À Deriva, 2009) em Hollywood, e embora a produção não seja lá essas coisas, é o que faz o filme perder quase toda a qualidade, a história é boa e bem trabalhada, com a protagonista Amanda Seyfried (O Preço do Amanhã, 2011) fazendo uma excelente atuação.
A história me lembrou aqueles filmes alá Tela Quente, recheado de bons clichês e uma boa trama. É simples, Jill (Amanda Seyfried) havia sido sequestrada a cerca de um ano atrás, conseguiu fugir sozinha, em um parque florestal gigante, após busca para achar o cativeiro, e fracassando nisso, a policia decide que é tudo da cabeça dela e a interna. Agora Jill é uma garçonete comum, mas tudo muda quando sua irmã decide morar com ela e certa noite desaparece, Jill vai a policia e conta tudo que sabe e, mais uma vez, é julgada como louca. Dessa vez ela agi por si só, sem confiar em ninguém, sai a procura da irmã, sabendo que o sequestrador está de volta e do que é capaz, já que o numero de vitimas continuou crescendo depois do seu caso, mas nessa teoria, somente ela acreditava.
O filme se mostra empolgante nessas horas, com a policia seguindo Jill e ela correndo por lugares imprevisíveis, a gente nunca sabe o que vai acontecer e até começamos a desconfiar de todos. Como eu já disse, a estrutura do filme deixa a desejar, mas o trabalho do elenco faz o filme valer, Seyfried faz aquele papel de durona e deprimente, que enfrenta qualquer coisa, mérito de Dhalia que trabalha bem a atriz, sabendo aproveitar bem os cenários para nos passar um pouco mais a situação da personagem.
12 Horas é um bom suspense, carrega uma história interessante e nos prende até o fim, e quando pensamos que resolvemos o mistério, descobrimos que não sabemos nada, o jeito é esperar o final, surpreendente. Quem estiver a fim de assistir, deve fazê-lo, não se arrependerá, só insisto em dizer que a qualidade da filmagem não é das melhoras, mas a história vale a pena.
Dirigido por Joe Carnahan (Contatos de 4º Grau, 2009 e ator em O Esquadrão Classe A, 2010), A Perseguição é um drama carregado de emoção, com Liam Neeson (O Esquadrão Classe A, 2010) no elenco, que atua de forma formidável, nos fazendo entender muito bem o propósito do personagem e sentir toda a angustia que é estar aonde ele esta.
O filme segue um grupo de operários que extraem petróleo no Alasca, o protagonista Ottway (Liam Neeson) é um atirador que mantém os lobos longe dos outros trabalhadores, e frequentemente é perturbado pela perda de sua esposa. Quando os operários estão voltando a civilização, em meio a tempestade, o avião cai e poucos sobrevivem, nessa parte já começa o drama onde os sobreviventes são obrigados a consolar um dos companheiros enquanto ele morre. Imediatamente Ottway assume a liderança do grupo e começa a bolar planos para que todos sobrevivam, mas os lobos se mostram mais ferozes e vão derrubando um por um.
No roteiro também segue alguns “subdramas” falando um pouco de cada personagem, típico daqueles filmes onde todos os caras tem filhos para quem voltar. A cada morte Ottway se mostra frio, sempre querendo seguir em frente, pensando em quem ainda está vivo, o que valoriza ainda mais o trabalho de Neeson. Os lobos pouco aparecem, mas os mais atentos irão perceber assim que eles forem anunciados, mesmo antes dos uivos, que serão muitos e atormentadores, com o áudio bem trabalhado, podemos notar a chegada das criaturas, que são gigantes, logo quando se aproximam pelas florestas.
Uma das coisas que eu gostei foi a trilha do filme, por vezes dando aquela pausa dramática tirando todo o som da cena e de repente voltando com aquela batida pulsante que te faz entrar de novo no clima aterrador de um ataque de lobos. Outra coisa é a fotografia, excelente, cenários bem preparados e os personagens bem posicionados, dando mais vida ao filme.
O filme é mais um redenção para o protagonista do que uma luta com lobos, Ottway vê que a sobrevivência é necessária, mesmo que ele não a deseje. Com certeza o longa atingiu o que esperava, um bom filme com bons diálogos, momentos de comédia para “quebrar o gelo” e ação, é assustador ver como os lobos atacam cada um que cai. Só uma dica, leve um casaco para o cinema, você vai se sentir tão dentro do filme, que vai esfriar.
O filme O Diário de um Jornalista Bêbado é adaptado de um romance de Hunter S. Thompson, que passou em suas palavras, alguma experiência que viveu em Porto Rico em 1960, onde trabalhou como repórter. A adaptação é dirigida por Bruce Robinson, com Johnny Depp no elenco, que introduziu um pouco do seu sarcasmo, que lembra um pouco sua atuação em Piratas do Caribe, para esse romântico drama.
Johnny Depp é Paul Kemp, jornalista alcoólatra que chega em Porto Rico para trabalhar em um jornal local, mas o que ele consegue não á nada do que esperava, chega em um editorial rumo a falência para escrever horóscopos. O cenário que vê é o povo revoltado e os norte americanos dominando a situação financeira do lugar, e Kemp segue sua rotina de beber todos os dias, o dia inteiro. Por causa desse vicio, ele vê sua situação piorar cada vez mais, perdendo o hotel de luxo onde se hospedava e indo morar com dois amigos de trabalho, Bob Sala (Michael Rispoli, Kick Ass – Quebrando Tudo) fotografo que vive em brigas de galos para “ganhar por fora” e Moburg (Giovanni Ribisi, Avatar) outro alcoólatra que “trabalha” no jornal, mas só tarbalha por que não pode ser mandado embora.
O romance entra em cena quando Kemp conhece Chenault (Amber Heard, Zumbilândia) enquanto flutua dom um pedalinho pela praia, paixão a primeira vista. Na sequencia ele conhece um dos magnatas da cidade, Sanderson (Aaron Eckhart, Batman – O Cavaleiro das Trevas) um empreendedor, que resumidamente explora a cidade e, além disso, é noivo de Chenault. Sanderson faz uma proposta para Kemp, para um negócio ilegal que acaba desencadeando diversas consequências negativas, ou talvez seja mesmo o fato da nova paixão de Kemp que o deixa meio desnorteado.
Não importa qual o gênero, Johnny Depp sempre introduz um pouco do seu lado cômico aos filmes, deixando o longa sempre mais agradável, para não ficar tão cansativo, o trabalho dele contracenando com Michael Rispoli é excelente, gerando cenas engraçadas e empolgantes, como quando usam um tipo de colírio cedido por Moburg, fazendo com que eles tenham alucinações estranhas e até dando inspiração para Kemp escrever mais um livro, digo de novo, fora o seu novo romance com Chenault.
Nos últimos meses, as adaptações de livros para o cinema veem ganhando muito espaço, e quase sempre surpreendem, essa não é uma daquelas que nos faz sair do cinema dizendo: “Que filme magnífico”, mas é, sem duvida, uma boa obra, bem elaborada e executada, se ainda não viu, vale muito a pena, não vai deixar de se divertir.
Estou esperando isso a muito tempo, não desde quando o filme foi anunciado, mas desde quando li histórias em quadrinhos como “Guerra Civil”, mostrando todo o poder dos Vingadores, uma força implacável, foi sem duvida um grande fardo do diretor Joss Whedon, como levar as telonas um dos grupos de super heróis mais queridos dos quadrinhos, mas ele conseguiu, e não foi só isso, além de conseguir um excelente filme, ele também elevou o que chamávamos de “cinema 3D”, o mais difícil é descrever tudo o que eu vi na telona, mas vamos tentar.
Já sabemos qual o enredo, Loki (Tom Hiddleston) é o irmão do mal de Thor (Chris Hemsworth) e quer dominar terra, não só para governá-la, mas também como uma forma de vingar-se de seu irmão e é então que Nick Fury (Samuel L. Jackson) mostra o porquê de ter aparecido nos outros filmes. Whedon foi à escolha certa, não tenha duvida, ele soube unir, de forma coerente, personagens com habilidades e pontos de vista diferentes e mantendo algumas referencias dos filmes anteriores de cada herói, fazendo como se fosse uma série, segue-se muitos personagens além dos principais, como a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e alguns outros agentes da S.H.I.E.L.D. que possuem, mesmo que passem despercebidos, papéis importantes no longa.
Tudo bem se você não gosta de explosões, tiros e homens voando, com a presença de Tony Stark (Robert Downey Jr.) não vai faltar comédia, você vai manter um sorriso estampado no rosto toda vez que ela aparece, mesmo quando as coisas estão difíceis ele faz sua piada, fazendo valer o ditado: “Ele perde a guerra, mas não perde a piada”. O gráfico 3D impressiona, é muito melhor do que o esperado, se mostra muito empolgante na invasão, com naves voando para fora da tela e ainda os super heróis lutando de maneira incrível.
O começo do filme se resume basicamente em discussões dos protagonistas, onde Steve Rogers (Chris Evans), Tony Stark e Thor não concordam em nada, o que dá origem a primeira grande luta do filme, mas a maior discussão é gerada pelo discreto Bruce Banner (Mark Ruffalo), ou se preferir Hulk, mas é melhor deixar o Dr. Banner mesmo, formando uma discussão para ajudar no propósito da equipe. Nessa hora o filme embala em cenas de ação utilizando muito bem o gráfico 3D, é quando tudo começa e todos os personagens entram em cena. O filme é uma mistura de ação, comédia, drama, suspense, enfim, uma mistura de tudo, nos fazendo ter todo tipo de reação enquanto assistimos, sentimentos impulsivos que se a galera que estiver no cinema entrar no clima, poderá facilmente ser exprimido em alto e bom som.
Uma das cenas mais importantes, e muito vão concordar comigo, não é interpretada por nenhum dos protagonistas, mas pelo Agente Coulson (Clark Gregg), personagem criado para o filme, e se você prestar bem atenção é como se fosse um fã boy de Os Vingadores, levando o entusiasmo de nós, fãs, para junto do filme. Existem ainda outros personagens que participam pouco como o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), sua participação é curta, porém bem encaixada no grupo e também a agente Maria Hill (Cobie Smulders) que é a braço direito de Fury e o ajuda em muita coisa. Daí pra frente é só guerra, uma invasão incontrolável, mostra a confiança que o Capitão América é capaz de passar, uma brutalidade controlável de Hulk, a força de Thor e o sarcasmo do Homem de Ferro, mas não se deixe enganar, Tony Stark é como se fosse à peça chave.
Desde quando o cinema foi inventado, a evolução não parou, sempre algo a mais ia acontecendo e Os Vingadores mostra a maior evolução dos últimos tempos, para quem quer saber sobre 3D esse é o filme. Os Vingadores é um filme único, por vezes pode parecer meio confuso já que trata de vários personagens, mas Whedon não é qualquer diretorzinho, ele consegue esse mistura de uma maneira incrível, assistir ao filme só uma vez não é suficiente, aquela empolgação em quanto à tela grande vai mudando de cena em cena continua dentro de você até… Bom, ainda não sei dizer.
Um retrato realista de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, é disso que Uma Vida Melhor se trata, a dura realidade de pessoas que só querem viver bem em um lugar que pode lhes dar a oportunidade para tal coisa. Dirigido por Eric Eason que soube retratar bem esses fatos no longa, deixando o drama de alguma forma, diferente de outros que abordam o mesmo assunto.
O protagonista é Carlos Riquelme, interpretado de forma incrível por Demián Bichir, o ator que viveu Fidel Castro no filme Che mostra que tem muito talento para o drama, ele vive um imigrante ilegal que busca ser legalizado no país, trabalha como jardineiro e mora com seu filho em uma humilde casa. A realidade é relata a todo momento, mostrando dificuldades de se viver nos EUA, tanto para Carlos que chega perto de perder seu emprego e vive perigosamente para mantê-lo, quanto para seu filho, já que todos os garotos imigrantes fazem parte de gangues e ele é levado para esse lado por não ter outra alternativa.
Na verdade, se pensarmos bem, sempre há alternativa, Carlos mesmo com as dificuldades vistas pela ausência de direitos, já que sua estadia no país é ilegal, ele ainda não pode contar muito com a sorte, mas com o caráter digno de um homem de boa índole, ele segue fazendo o que acha ser certo, o que adiciona o drama no filme de uma forma espetacular, confesso que não gostei muito da participação dele em Che, mas vendo esse novo trabalho, vejo que o cara tem mesmo um ator dentro dele, existem filmes que as pessoas certas nasceram para atuar neles, e esse foi feito para Demián Bichir.
Mas nem tudo nessa realidade é sofrimento, Carlos passa todos os seus princípios éticos para seu filho, mesmo não sendo legalizado no país não significa que não pode trabalhar e lutar pra futuramente ter o direito de alguma coisa, e isso é o que o move, o que faz Carlos querer seguir adiante e mostra que vale a pena quando seu filho toma um rumo diferente do que é previsto para pessoas que passam pelas mesmas coisas que ele.
Não é aquele filme inovador, cheio de efeitos especiais e com clichês engraçados, é um retrato cru e frio vivido por imigrantes ilegais, embora seja um tema já muito usado, o diretor Chris Weitz conseguiu dar um toque a mais fazendo com que o filme ficasse mais chamativo, o roteiro é excelente e o trabalho dos atores bem feito, é um filme que merece ser assistido.
Eu sempre protesto quando vejo algumas traduções de títulos para português (BR), mas dessa vez eu chego a agradecer, o que era Get The Gringo, virou Plano de Fuga aqui no Brasil e dessa vez tenho que dizer: Parabéns pra nós. Dirigido por Steven Rosenblum, esse é seu primeiro filme, e com Mel Gibson no elenco, mas se issofor o que te motiva a ver o filme, não veja.
Sinceramente eu não queria escrever essa crítica, não que o filme seja de todo ruim, a atuação de Gibson é bem feita, como sempre, mas ele trabalha em um roteiro limitado e é uma pena o ver apelar pra isso, mas é o que acontece quando a vida pessoal interfere na profissional. Mel Gibson vive Gringo, que vai para a terras mexicanas logo após roubar um banco, e assim que chega já é preso e levado para uma cidade presídio, onde os policias e chefões do crime trabalham juntos, enquanto Gibson só observa tudo a sua volta em busca de um modo para fugir.
Então surge um garoto com toda uma história, sim, o garoto está na prisão, e como já era de se esperar, Gibson se apaixona por uma mulher, o filme não segura muitos mistérios, na verdade o único presente se desenrola de uma maneira tão chata que quando você descobre já perdeu todo o entusiasmo em saber. O diretor Steven Rosenblum acertou em uma coisa, já que trabalha com um roteiro infestado de falhas o jeito era colocar muita ação todas as vezes que pudesse, e o faz, as sequencias de tiroteio são bem exploradas e trabalhadas, já que estão em um presídio sem regras, armas é o que não falta.
O final é um pouco chato, mas bem humorado, como todo o filme, os diálogos de Mel Gibson são, na maioria das vezes, irônicos e engraçados, o que ajuda a quebrar aquele clima pesado que o filme deixa.
Por ser Mel Gibson eu esperava mais, não que a atuação dele tenha sido ruim, o que deixa a desejar mesmo é o roteiro, limitado e nada criativo, é um daqueles filmes que vamos ver toda semana na sessão da tarde, mas pra quem tá afim de pegar um cineminha no final de semana pode aproveitar para rir um pouco com o filme.
Django Livre
4.4 5,8K Assista AgoraAnunciar um novo filme não é algo inesperado para qualquer diretor, mas a ousadia foi o gênero que Quentin Tarantino escolhera para sua nova produção, usando um cenário do velho oeste o diretor ainda reúne um elenco excelente, e cada um ali adiciona uma personalidade no personagem os transformando em verdadeiras obras primas.
Em Django Livre Jamie Foxx interpreta o protagonista Django, escravo que tentara fugir com sua esposa Broomhilda (Kerry Washington) de uma fazendo no sul dos EUA, quando pego foram castigados e postos a venda, separadamente. Quando comprado Django é levado por seus novos donos, comerciantes de escravos, até que esses são surpreendidos pelo Dr. King Shultz (Cristoph Waltz), dai pra frente a vida do escravo muda, vivendo quase que livremente entre caçar recompensas e resgatar sua esposa.
Jamie Foxx e Cristoph Waltz fazem um bom trabalho juntos, enquanto o primeiro encara a dura realidade daqueles tempos atuando com perfeição, o outro serve de contra peso, sendo um carismático caçador de recompensa, daqueles que conseguem tudo com algumas palavras e grandes sorrisos. Embora ambos tenham participado de grandes filmes, não devemos nos esquecer da ótima atuação de Foxx em O Solista, esse é sem dúvida um de seus melhores trabalhos, os personagens são interpretados de uma forma que até parece que os atores são daquele jeito, não deixa parecer que é apenas uma atuação.
Ainda podemos ver mais dois destaques no filme, um deles é Leonardo DiCaprio, nunca o vi se divertindo tanto em um filme, o ator que trabalhou em excelentes filmes se mostra revigorado aqui, tomando cenas em grande parte do longa assim que aparece, e como ele aparece, se isso fosse algo inesperado, se não rodasse todas essas informações antes do filme ganhar as telas, aquele olhar de DiCaprio em seu primeiro ato seria tomado com grande surpresa. O outro nome é Samuel L. Jackson, apresentando mais um grande trabalho o ator que vinha se acostumando a trabalhar ao lado de super heróis embala em um papel menos ambicioso mas executado com maestria, é uma grande visão vê-lo atuar nesse filme.
Tarantino conseguiu extrair uma atuação excelente de cada ator, não contente com isso ele prepara uma trilha sonora digna, colocando hip-hop no velho oeste de maneira aceitável e trabalhando em um cenário bem fiel aos filmes antigos, esses que são lembrados do começo ao fim. Cada acusação de preconceito sofrido durante a produção é de certa forma desnecessária, um filme se trata da escravidão de negros e dessa forma é descrito, se alguma palavra, como “nigger”, é usada frequentemente no filme, é por que fora usada na época, com isso, Django Livre é o que diz ser, só que muito mais divertido.
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O Último Desafio
3.4 841 Assista AgoraDevo dizer que houve uma certa dúvida a respeito de O Último Desafio, uma pulga atrás da orelha, já fazia um bom tempo que Arnold Schwarzenegger não aparecia nas telonas, então munido de todo o respeito que tenho pelo ator, fui encarar seu novo trabalho e aprendi do melhor jeito que não se deve julgar um ator do porte de Schwarzenegger pela idade.
Dirigido por Jee-woon Kim a trama segue o xerife Ray Owens (Arnold Schwarzenegger) em uma pequena cidade próxima ao Canyon, Owens é o cara mais durão da cidade e de um humor bem sério, ele possui uma carreira invejável cheia de méritos, mas buscou na nesta pequena cidade a tranquilidade. As coisas iam bem em sua folga, café da manhã na lanchonete, os comprimentos corriqueiros com os moradores e tudo oq ue aconteceria em um dia normal, porém a estadia de dois indivíduos suspeitos o deixa desconfiado, então é uma investigação rápida que ele vê tudo saindo dos trilhos.
Ver o Arnold Schwarzenegger atuando novamente, e ainda da maneira que o fez, é algo difícil de explicar, embora tenha sido atingido pela idade como qualquer outra pessoa, ele se mostra em forma para trabalhar em mais alguns filmes do gênero Além de muita ação e muitos tiros, o ator ainda acha espaço para, aqui e ali, encaixar boas piadas, parabéns aos roteiristas Andrew Knauer, George Nolfi e Jeffrey Nachmanoff que conseguiram pegar uma coisa muito usada e adicionar um bom divertimento para aumentar a qualidade.
A cenas engraçadas, essas que são constantes, são comandadas por Johnny Knoxville,a quele do Jackass, entrando em cena como um louco que acaba de ser tornar delegado, ele coloca seu capacete de samurai, prepara sua pistola sinalizadora e parte pra guerra, gerando muitas risadas no caminho. Luis Guzmán segue Knoxville no divertimento, ele partiria bem preparado para uma verdadeira guerra medieval se não fosse pela intervenção do xerife.
O filme experimenta um pouco de tudo, carros velozes fazendo manobras legais, muitos tiros e derramamento do sangue e as cenas engraçadas, só faltaria um pouco de romance se não fossem Rodrigo Santoro e Jaimie Alexander dão aquela pitada de paixão ao filme, ambos pouco aparecem, mas quando estão em cena fazem um bom trabalho.
Usando a mesma formula de Os Mercenários e adicionando apenas poucos elementos novos O Último Desafio se mostra um bom filme, bem dirigido e com boas atuações, segurado pelo divertimento o filme é uma boa obra para marcar o retorno de Arnold Schwarzenegger aos cinemas, e que ainda venham outros.
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Jack Reacher: O Último Tiro
3.4 903Jack Reacher – O Último Tiro é uma adaptação do livro de Lee Child dirigida por Christopher McQuarrie, mas a visão dos produtores é diferente, enquanto o personagem original é um ex-investigador militar, no longa ele vive um ex-militar que vive as escondidas esperando a próxima aventura. O potencial do personagem era grande, porém o roteiro um pouco forçado e a atuação de Tom Cruise seguindo o embalo o filme consegue ser bom, mas não passa muito disso.
O filme começa com uma ótima trilha sonora, e para pegar o ritmo um múltiplo atentado por um franco atirador, então em torno disso que a história se desenrola e mesmo o roteiro forçando em algumas partes ele cria teorias interessantes sobre o assunto, mostrando sempre mais do que podemos ver. Para manter o clichês de filmes do gênero não poderia faltar a advogada que tenta atingir o pai, essa é Helen Rodin, interpretada por Rosamund Pike, que contrata Jack após notar sua certa intimidade com o principal suspeito do atentado.
A base do filme é o dialogo, o que impede boas cenas de ação tipicas de filmes com Tom Cruise, mas que também boas tramas dos personagens mudando vez ou outra a visão de cada um deles sobre os fatos. Um dos acertos do diretor foi o desenvolvimento do vilão, andando por trás de todos os outros está Werner Herzog, como Zec, um verdadeiro vilão livre de tudo aquilo que é desnecessário pra ele, porém mantendo o seu amor pela própria vida.
Mesmo não sendo tudo o que poderia, com o ótimo trabalho do elenco o diretor Christopher McQuarrie monta uma boa história adicionando cenas engraçadas para manter o bom humor e aquele jeito sarcástico de Cruise, fazendo com que Jack Reacher – O Último Tiro alcance uma boa qualidade.
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Detona Ralph
3.9 2,6K Assista AgoraFinalmente a Disney terminou o tão aguardado filme sobre games, alguns esperam por isso desde a década de 1980, com “High Score”, mas foi só agora no fim de 2012 que o projeto ganhou as telas, intitulado Detona Ralph a animação mostra um Toy Story no mundo dos games.
Ralph é um vilão e sua função é destruir um prédio para outro personagem, o mocinho Félix, consertar, aquele tipico jogo, simples e viciante, mas a vida de vilão não é fácil, ainda mais quando se tem uma vida quando o fliperama fecha. Depois de trinta anos no mesmo lugar com as mesmas pessoas, Ralph fica insatisfeito com o fato de ser o que é, colocando medo só de olhar para outros personagens e quebrando tudo, então decide ser heróis ganhando uma medalha.
A animação ainda tem uma história que se encaixa no fim, para conseguir uma medalha e resolver seus problemas Ralph vai para o jogo “Missão de Herói” e mesmo conseguindo sua medalha vê as coisas darem erradas e acaba parando em um jogo de corrida, chamado “Corrida Doce”, onde conhece a irritante e fofa Vanellope, que mostra que por trás do vilão existe um cara bonzinho e um verdadeiro herói.
O roteiro foi desenvolvido por Jennifer Lee, Jim Reardon, Phil Johnston e um outro cara mais conhecido, se arriscando no cinema pela primeira vez, como roteirista e diretor, Rich Moore que já trabalhou em Os Simpsons e Futurama da ao filme um ar cômico e surpreendente, dando espaço para personagens clássicos como Sonic e M. Bison assim aumentando a qualidade, mesmo que os personagens não apareçam muitas vezes, o que é bom, pois o filme não é sobre eles.
Detona Ralph é algo diferente vindo da Disney, mesmo sem a Pixar a empresa mostra que sabe fazer uma ótima animação, uma história bem elaborada e interessante com um final emocionante.
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As Aventuras de Pi
3.9 4,4K Assista AgoraNo cinema podemos encontrar de tudo, não importa o dia, sempre tem aqueles filmes, alguns de terror que não assustam, ou comédias sem graça, tem também aqueles policiais iguais aos que foram exibidos nos anos anteriores. Vez ou outra nos é apresentado algo novo, filmes que não vemos aparecer todas as semanas, e uma semana antes do fim do ano nos surpreendemos com as estréias, se por um lado tivemos O Impossível que nos entrega bons efeitos especiais e um história emocionante, por outro tivemos As Aventuras de PI, essa que vai além da realidade, mostrando uma excelente fotografia, em uma história que quando é descoberta, e só depois disso, nos mostra o que é que assistimos.
Tudo isso começa com um nome, Ang Lee, muita coisa girou em torno do diretor quando o filme começou a ser anunciado, muito se esperava dele, o roteiro adaptado do livro de Yann Martel era de certa forma incrível uma história daquelas que pouco apareciam no cinema, ou apareciam e não eram bem aproveitadas, o fato é que ele precisava mudar isso, criar um cenário digno para um roteiro bem trabalhado, e foi o que ele fez.
No filme, o ator Irrfan Khan interpreta o protagonista em fase adulta e enquanto conta sua história entrega seu personagem para Suraj Sharma, enquanto um participou de filmes como O Espetacular Homem-Aranha e Nova York, Eu Te Amo, o outro encara seu primeiro trabalho, e desse muito foi cobrado. A maior parte do filme é tomada por Suraj Sharma, esse que vive uma das aventuras mais incríveis produzida pelo cinema, sua interpretação é bem feita, conseguindo passar cada sentimento para o publico, coisa inesperada para um primeiro trabalho. Sharma foi escolhido pelo diretor em uma seleção, assim que Lee bateu os olhos no garoto não queria saber de mais ninguém, escolha ousada essa, porém certeira.
A história tem um toque infantil, como aquelas que os pais contam para os filhos para ver se eles ficam quietos, um jovem garoto que sobrevive a um naufrago e em sua “Arca de PI” precisa conviver com alguns bichos perigosos e encarar situações que provaram sua fé em Deus.
As Aventuras de PI não é só um ótimo filme que mostra muito do que o cinema é capaz, é também uma ótima lição para aqueles que quiserem recebê-la, percebemos isso quando chega ao fim, quando os fatos são postos em conflito, e nessa hora que nos surpreendemos e vemos onde a história queria nos levar, e aquele livro que para muitos parecia inadaptável virou uma excelente experiencia cinematográfica.
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O Impossível
4.1 3,1K Assista AgoraQuando um fato real o posto em ação na produção de um longa a proximidade do publico com os personagens se torna maior do que de costume, quando esse fato é o que um dia parou o mundo e vidrou os olhos desse publico para um evento que nunca foi esperado no decorrer dos anos essa proximidade ser torna ainda maior, fazendo com que nós, expectadores, nos imaginamos em tal situação e nos questionamos sobre a força de cada ser em busca da sobrevivência, não só de si, mas de seus amados.
Dirigido por Juan Antonio Bayona, O Impossível recria o tsunami que atingiu o sudeste asiático em 2004, essa recriação foi feita com tamanha atenção que é incrível ver os cenários e efeitos especiais, isso que rendeu muitos elogios ao filme, claro que a situação que é mostrada é de certa forma embaraçosa, ver aquelas pessoas em estados irreversivelmente não é muito legal, mas quando levado em conta o fato de ser um reprodução do acidente natural, cada pessoa ali, desde o cara que está na maca é só aparece de relance até os protagonistas merecem os parabéns por remontar uma história tão dura de forma perfeita.
No drama segue a família Bennett que está passando as férias de fim de ano em um resort na asia, desde o começo o filme já da um impulso mostrando a qualidade de sua trilha sonora, composta por Fernando Velazquez, com um som ensurdecedor do oceano em um belo dia. Depois do natal em família Henry (Ewan McGregor) e Maria Bennett (Naomi Watts) se juntam aos filho Simon (Oaklee Pendergast), Thomas (Samuel Joslin) e Lucas (Tom Holland) para curtir o dia na piscina do resort cada um desses possui um papel especial, tomando uma parte na história eles carregam todo o drama em excelentes performances então o inimaginável acontece, eles são engolidos por um desastre natural e é ali que vemos como o cinema pode ser fantástico.
Depois do ocorrido a família se separa, Maria e Lucas são arrastados pela corrente, esse dois tomam a maior parte do filme, merecidamente, ver eles trabalhando juntos é uma experiencia difícil de descrever, tamanho o empenho que depositaram em seus personagens, cada gota de emoção passada por eles, é absorvida como um verdadeiro tsunami. Enquanto o pai e os outros dois filho ficam presos próximos ao resort então começa a incessante procura do pai que tenta encontrar o restante da família e da mãe e o outro filho que precisam urgentemente de ajuda.
Em 2010 Clint Eastwood mostrou partes desse desastre em Além da Vida, mas dessa vez é diferente, com mais intensidade O Impossível relata a história real da família espanhola Belon, dando um show de efeitos especiais bem feitos e com um elenco que merece cada elogio que lhes foi dado. Se o diretor Juan Antonio Bayona surpreendeu em seu primeiro trabalho, O Orfanato (2007), voltou a fazê-lo depois de cinco anos, mas dessa vez de uma forma contraditoriamente agradável.
http://frequenciaglobal.com.br/cinema/critica-o-impossivel/
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
4.1 4,7K Assista AgoraPeter Jackson dedicou oito anos de sua vida para criar uma verdadeira obra prima, O Senhor dos Anéis que lhe rendeu alguns Oscars durante a trilogia, levando o mundo fantástico descrito por J. R. R. Tolkien as telonas do cinema, desde aquele tempo já surgia a ideia de recriar, também no cinema, a história que da inicio a imponente Sociedade do Anel, então, nessa última sexta feira (14) estreou o longa metragem, com direito a 48 quadros por segundo, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, esse que até o momento vem colecionando uma multidão de fãs, quase todos insatisfeitos.
Após chamarem a minha atenção para alguns detalhes fui assistir o filme uma segunda vez, dessa vez a versão 2D, desta vez menos empolgado e mais atencioso, com isso notei como é difícil assistir ao filme depois de tudo o que foi visto em O Senhor dos Anéis, aquelas três horas que pareceram trinta minutos no dia da estreia, nesta segunda vez foram mais longas, em algumas entrevistas para revistas, jornais e sites, Jackson disse que iria explorar mais o mundo criado por Tolkien, embora ele não deveria ter tal direito, foi feito. Como também foi dito por ele que O Hobbit precisaria de uma maior obscuridade para chegar mais próximo da trilogia, além de um maior desenvolvimento em cada aventura, trocando o certo pelo duvidoso e agora pagando o preço.
O tiro certeiro do filme foi a contratação de Martin Freeman para interpretar o pequeno Bilbo Bolseiro, mas um hobbit é pequeno demais para salvar um filme. Ainda temos dois coadjuvantes que ganham destaque no longa, um deles é Richard Armitage, como o líder dos anões Thorin, esse que recebe um roteiro genérico de Aragorn, interpretado por Viggo Mortensen em O Senhor dos Anéis, além dele temos, mais uma vez interpretado por Ian McKellen, o mago Gandalf, fazendo as mesmas coisas que fazia na trilogia, como se tivesse recebido o mesmo script. Uma coisa que jamais poderia ter mudado, jamais, é o fato dos capuzes de cada anão, tenho certeza que com eles sendo usados como no livro, o filme ficaria bem mais agradável, já que seria fácil de identificar cada anão.
Mesmo com todas essas adversidades o filme mantém uma fotografia excelente com cenários bem trabalhados, peca em alguns efeitos especiais e surpreende em outros, mas ainda assim fica longe do que é O Senhor dos Anéis.
Para quem tiver a oportunidade, recomendo que assista a versão IMAX 3D em 48 quadros, é uma ótima experiência.
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A Última Casa da Rua
3.0 1,6K Assista AgoraDirigido por Mark Tonderai, A Última Casa da Rua é mais um suspense do que o prometido terror, com uma boa atuação da mais nova descoberta do cinema Jennifer Lawrence, de Jogos Vorazes, que acaba salvando o filme em diversas vezes, e uma ideia quase que nova para a história, o filme monta uma boa trama só pecando em diálogos chatos e desnecessários.
No longa, Lawrence é Elissa, a mais nova garota da cidade que mudou junto a sua mãe para o lado de uma casa “assombrada” onde uma jovem menina matou os próprios pais, embora pareça uma história familiar e previsível, muitas vezes somos surpreendidos, Elissa conhece Ryan Jacobson, interpretado por Max Thieriot, o outro filho da família morta e o único sobrevivente da casa ao lado, e, talvez por um instinto que existe em algumas pessoas que quererem ajudar os outros, ela tenta se aproximar do rapaz. Está tudo correndo bem, mesmo sabendo que a garota assassina virou uma lenda urbana que para alguns não é somente uma lenda, Elissa decide romper essa fronteira entre Ryan e o mundo, até descobrir a verdade por trás de tudo.
Mesmo que o filme não seja digno de um Oscar, devemos parabenizar os roteiristas, David Loucka e Jonathan Mostow, que se esforçaram bastante para criar algo novo e se não fosse pelos diálogos clichês e desnecessários teriam conseguido desenvolver uma excelente história. Rompendo a fronteira de casas assombradas eles nos enganam durante a maior parte do filme, algumas vezes fiquei perdido e me perguntando se era aquilo mesmo que eles queriam, mas no fim percebi que era.
É em meio a reviravoltas que A Última Casa da Rua se desenrola, com uma boa atuação de Jennifer Lawrence contracenando com Thieriot e um roteiro bem feito, mas nada além disso, mas era tudo o que podíamos esperar, vendo o gênero decair a cada ano.
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A Sombra do Inimigo
2.7 239 Assista AgoraO roteiro adaptado do livro I, Alex Cross por James Patterson, Kerry Williamson, Marc Moss em A Sombra do Inimigo pode ser visto em diversos outros longas, como Beijos que Matam (1997) e Na Teia da Aranha (2001), além de muitos outros onde um policial psicólogo precisa lutar contra um psicopata. Com a direção de Rob Cohen e protagonizado por Tyler Perry, que comparado a Freeman atuou horrivelmente, o filme monta uma trama sem graça e previsível.
Na historia, o policial e psicólogo Alex Cross e seu parceiro, interpretado por Edward Burns, são afrontado por um psicopata depois de impedir que ele matasse um de seus alvos. O psicopata interpretado por Matthew Fox decide interferir na vida dos policiais e quando faz Cross ser dominado pela raiva, a briga entre os dois fica mais série, e as coisas mudam para pior quando uma descoberta chega a chocar o policial.
A maior parte das cenas focam Tyler Perry ou Matthew Fox, a atuação de Perry é quase que totalmente sem graça, em um momento quando ele esta descrevendo o criminoso da até vontade de abandonar a sessão, enquanto Mathew Fox trabalha de modo mediano, comparado ao restando do elenco ele é quem melhor atua. Edward Burns pouco aparece, enquanto Rachel Nichols, também parceira de Cross, entra no filme só para alavancar a raiva do policial contra o psicopata.
É difícil escrever sobre um filme onde pouco acontece, se resumindo basicamente em cenas forçadas e conspirações previsíveis A Sombra do Inimigo nada mais é que um policial pronto para estrelar a “sessão da tarde”.
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Os Penetras
2.6 1,1K Assista AgoraQuando se ouve falar de um novo filme nacional, muitos fazem cara feia e criticam antes mesmo de assisti-lo, esses não podem ser culpados por uma coisa que é, quase sempre, mal aproveitada, em Os Penetras o diretor Andrucha Waddington tenta apresentar algo mais do que aquelas cenas onde a imoralidade acaba dando créditos ao filme, e isso quase funcionou, se não fosse um roteiro tão usado e fosse um pouco mais inovador, teríamos um bom filme para assistir, mas ainda assim, estamos no caminho certo.
No filme Marcelo Adnet é Marco Polo, um legitimo figurão das ruas do Rio de Janeiro, passa seus dias aproveitando da ingenuidade dos outros até arrancar-lhes um bom dinheiro, mas é em uma de suas investidas que ele conhece Beto, Eduardo Sterblitch, um cara problemático que teve o coração partido. Ao perceber o quanto de dinheiro que Beto tem, Marco parte para mais uma das suas ideias, porém ele acaba se vendo preso a Beto quando conhece Laura, Mariana Ximenes, é então que os dois se unem para aproveitar o que há de melhor da “cidade maravilhosa”.
O longa nacional é carregado de cenas engraçadas, todas elas resumidas a clichês muito usados em filme do gênero, como os policiais que ficam amigos dos presos depois de uma noite muito louca, essa parte é realmente engraçada, e a confusão amorosa que é levada durante todo filme pelos protagonistas. No fim notamos que o filme é montado em cima de tudo o que já foi feito no cinema, nada de inovação, apenas um roteiro fraco mas com bons trabalhos de atuação em cima, o que o deixa um pouco mais agradável.
Podemos, facilmente, encontrar um dos grandes erros do filme, o pecado de Waddington, que também participou do desenvolvimento do roteiro e é produtor do longa, foi menosprezar seu próprio trabalho, ao invés de criar uma boa história, ele manteve o foco no uso de atores adorados na atualidade, no caso Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch, deixando parecer uma ideia de pra que um bom roteiro se temos pessoas famosas e queridas, mas isso funcionou, Os Penetras vem atraindo um bom publico aos cinemas, e se o caso for mesmo o elenco, é uma pena.
Os Penetras apresenta uma história um pouco diferente do que estamos acostumados no cinema nacional e ainda se mostra muito divertido, o único erro do filme é mesmo a falta de inovação, isso faz com que noventa e sete minutos pareçam trinta, e é um problema com o qual Andrucha Waddington não precisa mais se preocupar já que a produção está lucrando bem, porém perde a chance de apresentar algo ótimo, para apresentar um apenas “bom”.
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Celeste e Jesse Para Sempre
3.6 481 Assista AgoraDirigido por Lee Toland Krieger, Celeste e Jesse Para Sempre conta a história de um casal de amigos que não se desgrudavam, e como um erro que acontece frequentemente em muitas histórias parecidas, eles decidem se casar e quando o filme começa, já estão enfrentando, com uma estranha felicidade, um divórcio.
A produção traz em seus papéis principais Rashida Jones, como Celeste, e Andy Samberg, como Jesse, ambos atuam competentemente, dando o ponto certo na comédia e no drama sempre que necessário. Jones ganha o maior trabalho do filme, é ela quem embala nas melhores cenas dramáticas com uma atuação incrível, é bom ver uma atriz que consegue mudar de um ritmo para o outro sem dar aquele ar de perdição entre as cenas. Mas Samberg não fica para trás, mostrando tudo o que sabe sobre uma boa comédia, ele faz piadas “engraçadamente sem graça” arrancando risos de quem estiver disposto a tal coisa.
Além disso, os dois mostram com bastante naturalismo o papel de melhores amigos, e só quem tem um sabe como do que eles estão falando, brincadeiras que só eles entendem e estranhamente imorais, ainda aquelas mentiras de “estou bem” para que o outro consiga seguir em frente, são essas coisas que diferenciam um “amigo” de um “melhor amigo”, e no filme temos uma boa aula sobre o assunto.
O longa ainda apresenta Will McCormack, interpretando o traficante Skillz, o tipo de cara que sempre está por perto mas que nunca quer fazer nada, em alguma cenas ele chega a ser engraçado, em também faz um ótimo trabalho. Também temos Elijah Wood, o amigo de trabalho de Celeste, seu papel é de um gay que as vezes exagera na piada, sua participação é irrelevante, porém não atrapalha em nada no filme. Para fechar o grupo de atores principais temos Emma Roberts, com o papel de pop star também tem pouca participação, embora no começo nos faça pensar que fará todo o inferno que poderia fazer, ela atua maravilhosamente em boas cenas de drama.
Celeste e Jesse Para Sempre não é um filme comum para o gênero, ele possui algo mais, algo como a realidade, não é difícil de imaginar isso tudo acontecendo com qualquer um, muitos de nós temos melhores amigos, e na maioria das vezes os com quem contamos sempre são do sexo oposto, então essa foi uma boa sacada do diretor Lee Toland Krieger, que pegou algo real e bons atores para criar um ótimo filme.
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O Homem da Máfia
3.1 599 Assista AgoraQuando vemos o nome Brad Pitt em algum filme sempre ostentamos boas expectativas, ele raramente decepciona, então, junto com o diretor e roteirista Andrew Dominik, que trabalhou junto com o ator em O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (2007), o protagonista, Pitt, embarca em um EUA em crise e rixas da máfia dos carteados, onde tudo o que ele precisa fazer é por fim nessa segunda situação, isso tudo com muito papo furado.
Baseado no livro de George Higgins, o filme traz Brad Pitt interpretando o matador de aluguel Jackie Cogan, contratado por membros de uma certa máfia para descobrir quem roubou uma de suas casas de pôquer, nada tão difícil para quem já está acostumado no ramo, porém adversidades deixam sua missão ainda mais complicada, onde Cogan precisa enfrentar conhecidos de diversas formas, deixando bem claro que tudo não passa de negócios.
A crise dos EUA durante o confronto entre os presidentes Obama e Bush faz parte da história, com discursos e acontecimentos sobre o assunto rolando a todo momento, seja no rádio ou na TV, até os matadores de aluguel sentem a crise e ela é ressaltada em alguns momentos, toda aquela situação fazia com que o dinheiro valesse mais, isso aumenta a busca pelos ladrões e diminui a salário dos matadores, o que gera boas negociações durante o filme.
Um dos recursos usados sem economia foi a famosa câmera lenta, algumas vezes dando boas sequencia, algumas outras bem chatas, quando vemos Pitt matando seus alvos e podemos ver em câmera lenta o movimento da arma e as balas caindo para o chão notamos o bom uso do recurso, isso ainda carregado de estouros ensurdecedores, daria um bom IMAX para quem gostaria de ficar surdo.
Como todos os outros filmes, em O Homem da Máfia existem coisas boas e ruins, uma das boas é o cenário, um pouco acinzentado dando aquele ar frio e decadente, onde sempre está chovendo e um momento clássico para se fumar um cigarro, porém os diálogos, que muitas vezes são desnecessários, deixam o longa um pouco cansativo e você quase que se perde em temas que não têm nada a ver com a história, mas as cenas boas fazem você esquecer tudo isso.
O Homem da Máfia é um filme diferente, superando alguns outros queridos do gênero, nele vemos personagens bem preparados e mostrando um ótimo trabalho, trilha sonora competente e interessante em um cenário bem utilizado, isso devido ao bom trabalho de Dominik, que assim como em 2007 mostra que não está para brincadeira.
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A Origem dos Guardiões
4.0 1,5K Assista AgoraImaginem todo o imaginário de uma criança reunido em um único lugar, essa é a proposta de A Origem dos Guardiões, desenvolvido pela DreamWorks a animação é dirigida por Peter Ramsey e William Joyce, ambos pouco conhecido no meio, mas que apresentaram um bom trabalho.
Quando o Bicho Papão decide transformar os sonhos das crianças em terríveis pesadelos, Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e Sandman se unem para combater esse mal, e as surpresas já quando um novo membro é selecionado para esse grupo de guardiões, ele é Jack Frost, o “jovem” rapaz que diverte as crianças com neve e pistas de gelo. O filme transmite duas histórias, uma delas é a luta dos guardiões contra o mal, enquanto o outro é a luta de Frost contra ele mesmo, em busca de saber quem é.
A DreamWorks sempre apresenta bons trabalhos, esse é mais um deles, com boas animações e um excelente roteiro nos deparamos com um filme bem comum, só que com um toque de personalidade que o faz ser um pouco, mesmo que bem pouco, diferente. Essa formula de menino rebelde que busca saber quem é já foi muito usado em animações, não custar usar uma vez mais desde que seja do modo certo, e os produtores de A Origem dos Guardiões acharam esse modo em cenas extremamente engraçadas e dramas bem colocados.
O filme conta com muitas referencias, já podemos notar certa semelhança com o filme Os Vingadores assim que o grupo se une para combater o mal, mas se prestarmos mais atenção podemos ver ainda mais cenas parecidas com o filme, que não vou contar para na perder a graça. Porém, nem tudo é copia, as cenas mais engraçadas que são bem feitas e criativas e se visto em 3D a sensação é ainda melhor.
A Origem dos Guardiões pode não se dar bem no quesito inovação, mas no diversão supera qualquer barreira que pudesse ser imposta ao filme, com um clima divertido encaramos uma luta do bem contra o mal com personagens diferentemente conhecidos. É, sem dúvida, um excelente filme para assistir com a família.
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As Palavras
3.6 668Os roteiristas Brian Klugman e Lee Sternthal, que trabalharam juntos em Tron – O Legado (2010), uniram – se novamente, e além de desenvolver o roteiro de As Palavras ainda dirigiram o filme. O filme passa uma ideia simples e interessante, porém, nem um pouco inovadora, mas com diálogos fracos e clichês desnecessários prejudicam muito o que poderia ser uma boa produção.
As Palavras segue Rory Jasen (Bradley Cooper), escritor frustrado que busca publicar algum de seus livros, recém-casado com Dora Jasen (Zoë Saldana) ele recebe um presente durante sua lua de mel, presente esse que muda a sua falta de sorte com a literatura, onde a escolha errada desencadeia uma atormentada dor psicológica, e ele só percebe isso quando um senhor (Jeremy Irons) chega para abrir seus olhos.
Podemos dizer que Bradley Cooper já tem uma personalidade formada para filmes, depois de Sem Limites (2011) ele foi a melhor escolha para o papel, mais uma vez ele encara um escritor que não consegue escrever, sua atuação não é regular, não foge do que era esperado. Um dos maiores erros do filme foi colocar Dennis Quaid, como Clay Hammond, relatando o filme, em apenas uma cena já no final do filme essa atuação vale a pena, fora isso, é totalmente desnecessária.
Mas alguém ali merece destaque, esse alguém é Jeremy Irons, mesmo participando pouco do filme ele aproveita bem suas cenas, essas que foram as melhores, se os outros atores estivessem no ritmo dele, sem dúvida, teríamos mais um bom filme para colocar na prateleira.
No fim, As Palavras não passa de uma lição de moral, mas o jeito em que ela é apresentado por Jeremy Irons faz com que essa lição seja realmente boa. Os diretores/roteiristas ainda tentam, em vão, introduzir um pouco de romance na produção, porém não conseguem atingir o objetivo, com isso não temos nada além de um bom filme.
Por: Tadeu Elias |
Curvas da Vida
3.5 377Muitos acreditavam que Curvas da Vida seria dirigido pelo próprio Clint Eastwood, não faltam motivos para crer em tal fato, mas dessa vez ele ficou com o cobiçado papel de protagonista, mas como podemos notar durante cada cena, tem um toque dele em todo lugar, é claro, ele fez parte da equipe de produção.
A direção ficou para Robert Lorenz, depois de ter produzido bons filmes junto com Eastwood ele ganhou sua chance como diretor, e pelo que vimos, fez um excelente trabalho, digamos que teve um ótimo professor. E as novidades não param, o roteiro foi desenvolvido por Randy Brown e esse foi o seu primeiro, não é nada tão genial, poda o baseball está ganhando cada vez mais espaço no cinema, mas foi bem trabalhado por toda a equipe, montando uma boa história.
Em Curvas da Vida, Clint Eastwood interpreta Gus, um olheiro que está ficando cego mas parece ser orgulhoso demais para admitir isso, porém sua filha Mickey (Amy Adams, Na Estrada) não o deixa esquecer da realidade das coisas. Gus precisa achar um novo jogador para o Atlanta Braves então embarca para Carolina do Norte em busca da nova estrela, logo depois Mickey vai ao seu encontro para ajudá-lo, contra a sua vontade, nessa difícil empreitada. Lá eles encontram Johnny (Justin Timberlake, O Preço do Amanhã), um ex-jogador descoberto por Gus que após perder seu dom virou olheiro do Red Sox. Embora as coisas estejam contra Gus, ele mostra, triunfalmente, que ainda tem muito a ensinar para a nova geração de olheiros, que resumem suas experiências em estatísticas no computador.
O longa não se mostra só mais um filme de esporte, talvez a ideia real dele nem seja essa, se pararmos pra pensar podemos notar que há mais um conflito de experiências e respeito do que um simples relato do esporte, nisso ver a Amy Adams atuando foi uma grande experiência, mostrando como certas adversidades devem ser encaradas, já no caso do Timberlake, pouco lhe foi pedido, mas cada vez que entrava em cena se encaixava perfeitamente em seu lugar.
Ver Eastwood nas telonas depois de tanto tempo é algo para ser apreciado, ainda com uma ótima atuação, tanto dele como dos outros atores, o filme fica mais agradável, mesmo com alguns clichês que podemos dizer “necessários” a qualidade do longa é excelente, mais um bom filme com o nome de um dos melhores diretores, merecidamente, do cinema, e me parece que o baseball está ganhando espaço novamente nos cinemas e isso pode ser bem aproveitado se for entregue as pessoas certas como foi feito dessa vez.
Por: Tadeu Elias |
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2
3.0 4,0K Assista AgoraAmanhacer – Parte 2 veio para finalizar a saga Crepúsculo, dirigido por Bill Condon e estrelado por Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner e retrata os capítulos finais do best-seller Amanhecer, escrito pela americana Stephenie Meyer.
Logo de cara se nota que o filme, assim como todos da saga, é exclusivamente voltado para o público feminino, com todo aquele romance meloso característico da série. Verdade seja dita, é um belo filme, no sentindo de apresentar belas imagens ao espectador, um trabalho de câmera bem feito e investimento pesado em efeitos especiais, proporcionam uma bela experiência visual. Quanto a história, deixa a desejar, como já acontecera antes nos primeiros filmes, porém o final surpreende, apesar de ser um grande balde de água fria.
Vale a pena se e somente se, você for fã da saga ou gostar de romances mornos, caso o contrário as chances de sairdecepcionado, são grandes.
Por: Lukas Almeida |
Raul - O Início, o Fim e o Meio
4.1 710INÍCIO
“Estou sentado em minha cama tomando meu café pra fumar.
Trancado dentro de mim mesmo eu sou um canceriano sem lar.”
Esta frase foi retirada de uma das canções de Raul e diz bastante sobre o que eu vi no filme “Raul Seixas – O início, o fim e o meio“, do diretor Walter Carvalho, que estreiou dia 23/03 em todos os cinemas do país. Filme obrigatório para ver a história de um brasileiro baiano-intergalático.
O MEIO
O filme conta a trajetória de Raul desde o início de sua carreira, com suas várias primeiras bandas e termina com sua morte, sozinho, acompanhado de todos os seus anjos e demônios. O grande Walter Carvalho e sua equipe fazem o longa ser perfeito em suas duas horas do documentário.
A sensação de que tudo pode ir por água abaixo ao contar a história de um mito genuinamente brasileiro, com milhares de passagens geniais e ricas, existe até você constatar que Walter fez uma pesquisa de imagens minuciosa, a fim de preencher seu filme com material que pouca gente conhece. As entrevistas são outro ponto forte do filme, não falta ninguém. Estão lá os parceiros mais influentes, como Paulo Coelho, Cláudio Roberto e Marcelo Nova, a família na presença do irmão e da mãe, as mulheres (amantes, esposas e filhas) e os amigos, tão importantes para Raul. E claro, no documentário há música. Música de Raul que toca alto!
O FIM
Mesmo não conhecendo muito o mundo dos documentários percebi que este é muito completo, muito bem contado e construído. Lá para o fim, na parte que conta o último ano de Raul entre os vivos, senti falta de uma canção da fase final, do disco “Panela do Diabo”. Mas isso não impede de que o longa seja incrível.
Então não deixe de ver no cinema a história de um dos nossos poucos heróis brasileiros.
Por: Roger Bezerra |
Jovens Adultos
3.0 876 Assista AgoraImaginem só nascer e crescer em uma pequena cidade no interior de algum lugar, mas ter dentro de si aquele impulso que te faz querer muito mais que isso, essa é a ideia de Jovens Adultos, unindo mais uma vez o diretor Jason Reitman com a roteirista Diablo Cody, que como em Juno, produzem um excelente filme.
A história segue a escritora Mavis Gary (Charlize Theron, Hancock), depois que termina o colegial vai para a cidade grande onde escreve a série Jovens Adultos, quando está tentando escrever o ultimo livro é surpreendida por um convite que a faz voltar para a cidade natal. Mavis é convidada para o batizado da filha de Buddy Slade (Patrick Wilson, Esquadrão Classe A), seu ex-namorado, o que dificulta sua situação, já que ela descobre que ainda é apaixonada por ele.
Quando chega à cidade, Mavis é surpreendida por Matt Freehauf (Patton Oswalt, O Desinformante), um cara que não era muito popular no colégio e mesmo seu armário sendo ao lado do de Mavis, ele nunca conseguiu a atenção que queria, mas ganha toda essa atenção agora. O plano de Mavis é simples, ou deveria ser, tudo o que ela quer é reconquistar o ex-namorado e voltar para a cidade grande com ele, mas Buddy não facilita essa tarefa implementando um bom drama ao filme.
O filme atinge seu objetivo, uma comédia simples e funcional, com cenas muito engraçadas. O trabalho de Charlize Theron é muito bem feito, dando destaque também a Patton Oswalt que contracena com a protagonista muitas vezes. O que chama atenção também é a introdução da realidade ao filme, mostrando como é duro voltar ao passado depois de ter deixado tudo para trás e mostrando que ser bonita nem sempre é o suficiente para conquistar o que quer.
A união de Jason Reitman com Diablo Cody se mostrou mais uma vez objetiva, com um roteiro bem elaborado, proporcionando diálogos e acontecimentos pelos quais podemos passar em algum dia qualquer e sendo bem explorado pelo diretor. Jovens Adultos merece ser visto, mostrando que mesmo quando tudo parece perdido, só o que você precisar fazer é jogar tudo pro alto novamente.
Por: Tadeu Elias |
12 Horas
3.2 998 Assista Agora12 Horas é o primeiro filme do brasileiro Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo, 2007 e À Deriva, 2009) em Hollywood, e embora a produção não seja lá essas coisas, é o que faz o filme perder quase toda a qualidade, a história é boa e bem trabalhada, com a protagonista Amanda Seyfried (O Preço do Amanhã, 2011) fazendo uma excelente atuação.
A história me lembrou aqueles filmes alá Tela Quente, recheado de bons clichês e uma boa trama. É simples, Jill (Amanda Seyfried) havia sido sequestrada a cerca de um ano atrás, conseguiu fugir sozinha, em um parque florestal gigante, após busca para achar o cativeiro, e fracassando nisso, a policia decide que é tudo da cabeça dela e a interna. Agora Jill é uma garçonete comum, mas tudo muda quando sua irmã decide morar com ela e certa noite desaparece, Jill vai a policia e conta tudo que sabe e, mais uma vez, é julgada como louca. Dessa vez ela agi por si só, sem confiar em ninguém, sai a procura da irmã, sabendo que o sequestrador está de volta e do que é capaz, já que o numero de vitimas continuou crescendo depois do seu caso, mas nessa teoria, somente ela acreditava.
O filme se mostra empolgante nessas horas, com a policia seguindo Jill e ela correndo por lugares imprevisíveis, a gente nunca sabe o que vai acontecer e até começamos a desconfiar de todos. Como eu já disse, a estrutura do filme deixa a desejar, mas o trabalho do elenco faz o filme valer, Seyfried faz aquele papel de durona e deprimente, que enfrenta qualquer coisa, mérito de Dhalia que trabalha bem a atriz, sabendo aproveitar bem os cenários para nos passar um pouco mais a situação da personagem.
12 Horas é um bom suspense, carrega uma história interessante e nos prende até o fim, e quando pensamos que resolvemos o mistério, descobrimos que não sabemos nada, o jeito é esperar o final, surpreendente. Quem estiver a fim de assistir, deve fazê-lo, não se arrependerá, só insisto em dizer que a qualidade da filmagem não é das melhoras, mas a história vale a pena.
Por: Tadeu Elias |
A Perseguição
3.2 853 Assista AgoraDirigido por Joe Carnahan (Contatos de 4º Grau, 2009 e ator em O Esquadrão Classe A, 2010), A Perseguição é um drama carregado de emoção, com Liam Neeson (O Esquadrão Classe A, 2010) no elenco, que atua de forma formidável, nos fazendo entender muito bem o propósito do personagem e sentir toda a angustia que é estar aonde ele esta.
O filme segue um grupo de operários que extraem petróleo no Alasca, o protagonista Ottway (Liam Neeson) é um atirador que mantém os lobos longe dos outros trabalhadores, e frequentemente é perturbado pela perda de sua esposa. Quando os operários estão voltando a civilização, em meio a tempestade, o avião cai e poucos sobrevivem, nessa parte já começa o drama onde os sobreviventes são obrigados a consolar um dos companheiros enquanto ele morre. Imediatamente Ottway assume a liderança do grupo e começa a bolar planos para que todos sobrevivam, mas os lobos se mostram mais ferozes e vão derrubando um por um.
No roteiro também segue alguns “subdramas” falando um pouco de cada personagem, típico daqueles filmes onde todos os caras tem filhos para quem voltar. A cada morte Ottway se mostra frio, sempre querendo seguir em frente, pensando em quem ainda está vivo, o que valoriza ainda mais o trabalho de Neeson. Os lobos pouco aparecem, mas os mais atentos irão perceber assim que eles forem anunciados, mesmo antes dos uivos, que serão muitos e atormentadores, com o áudio bem trabalhado, podemos notar a chegada das criaturas, que são gigantes, logo quando se aproximam pelas florestas.
Uma das coisas que eu gostei foi a trilha do filme, por vezes dando aquela pausa dramática tirando todo o som da cena e de repente voltando com aquela batida pulsante que te faz entrar de novo no clima aterrador de um ataque de lobos. Outra coisa é a fotografia, excelente, cenários bem preparados e os personagens bem posicionados, dando mais vida ao filme.
O filme é mais um redenção para o protagonista do que uma luta com lobos, Ottway vê que a sobrevivência é necessária, mesmo que ele não a deseje. Com certeza o longa atingiu o que esperava, um bom filme com bons diálogos, momentos de comédia para “quebrar o gelo” e ação, é assustador ver como os lobos atacam cada um que cai. Só uma dica, leve um casaco para o cinema, você vai se sentir tão dentro do filme, que vai esfriar.
Por: Tadeu Elias |
Diário de um Jornalista Bêbado
3.0 774 Assista grátisO filme O Diário de um Jornalista Bêbado é adaptado de um romance de Hunter S. Thompson, que passou em suas palavras, alguma experiência que viveu em Porto Rico em 1960, onde trabalhou como repórter. A adaptação é dirigida por Bruce Robinson, com Johnny Depp no elenco, que introduziu um pouco do seu sarcasmo, que lembra um pouco sua atuação em Piratas do Caribe, para esse romântico drama.
Johnny Depp é Paul Kemp, jornalista alcoólatra que chega em Porto Rico para trabalhar em um jornal local, mas o que ele consegue não á nada do que esperava, chega em um editorial rumo a falência para escrever horóscopos. O cenário que vê é o povo revoltado e os norte americanos dominando a situação financeira do lugar, e Kemp segue sua rotina de beber todos os dias, o dia inteiro. Por causa desse vicio, ele vê sua situação piorar cada vez mais, perdendo o hotel de luxo onde se hospedava e indo morar com dois amigos de trabalho, Bob Sala (Michael Rispoli, Kick Ass – Quebrando Tudo) fotografo que vive em brigas de galos para “ganhar por fora” e Moburg (Giovanni Ribisi, Avatar) outro alcoólatra que “trabalha” no jornal, mas só tarbalha por que não pode ser mandado embora.
O romance entra em cena quando Kemp conhece Chenault (Amber Heard, Zumbilândia) enquanto flutua dom um pedalinho pela praia, paixão a primeira vista. Na sequencia ele conhece um dos magnatas da cidade, Sanderson (Aaron Eckhart, Batman – O Cavaleiro das Trevas) um empreendedor, que resumidamente explora a cidade e, além disso, é noivo de Chenault. Sanderson faz uma proposta para Kemp, para um negócio ilegal que acaba desencadeando diversas consequências negativas, ou talvez seja mesmo o fato da nova paixão de Kemp que o deixa meio desnorteado.
Não importa qual o gênero, Johnny Depp sempre introduz um pouco do seu lado cômico aos filmes, deixando o longa sempre mais agradável, para não ficar tão cansativo, o trabalho dele contracenando com Michael Rispoli é excelente, gerando cenas engraçadas e empolgantes, como quando usam um tipo de colírio cedido por Moburg, fazendo com que eles tenham alucinações estranhas e até dando inspiração para Kemp escrever mais um livro, digo de novo, fora o seu novo romance com Chenault.
Nos últimos meses, as adaptações de livros para o cinema veem ganhando muito espaço, e quase sempre surpreendem, essa não é uma daquelas que nos faz sair do cinema dizendo: “Que filme magnífico”, mas é, sem duvida, uma boa obra, bem elaborada e executada, se ainda não viu, vale muito a pena, não vai deixar de se divertir.
Por: Tadeu Elias |
Os Vingadores
4.0 6,9K Assista AgoraEstou esperando isso a muito tempo, não desde quando o filme foi anunciado, mas desde quando li histórias em quadrinhos como “Guerra Civil”, mostrando todo o poder dos Vingadores, uma força implacável, foi sem duvida um grande fardo do diretor Joss Whedon, como levar as telonas um dos grupos de super heróis mais queridos dos quadrinhos, mas ele conseguiu, e não foi só isso, além de conseguir um excelente filme, ele também elevou o que chamávamos de “cinema 3D”, o mais difícil é descrever tudo o que eu vi na telona, mas vamos tentar.
Já sabemos qual o enredo, Loki (Tom Hiddleston) é o irmão do mal de Thor (Chris Hemsworth) e quer dominar terra, não só para governá-la, mas também como uma forma de vingar-se de seu irmão e é então que Nick Fury (Samuel L. Jackson) mostra o porquê de ter aparecido nos outros filmes. Whedon foi à escolha certa, não tenha duvida, ele soube unir, de forma coerente, personagens com habilidades e pontos de vista diferentes e mantendo algumas referencias dos filmes anteriores de cada herói, fazendo como se fosse uma série, segue-se muitos personagens além dos principais, como a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e alguns outros agentes da S.H.I.E.L.D. que possuem, mesmo que passem despercebidos, papéis importantes no longa.
Tudo bem se você não gosta de explosões, tiros e homens voando, com a presença de Tony Stark (Robert Downey Jr.) não vai faltar comédia, você vai manter um sorriso estampado no rosto toda vez que ela aparece, mesmo quando as coisas estão difíceis ele faz sua piada, fazendo valer o ditado: “Ele perde a guerra, mas não perde a piada”. O gráfico 3D impressiona, é muito melhor do que o esperado, se mostra muito empolgante na invasão, com naves voando para fora da tela e ainda os super heróis lutando de maneira incrível.
O começo do filme se resume basicamente em discussões dos protagonistas, onde Steve Rogers (Chris Evans), Tony Stark e Thor não concordam em nada, o que dá origem a primeira grande luta do filme, mas a maior discussão é gerada pelo discreto Bruce Banner (Mark Ruffalo), ou se preferir Hulk, mas é melhor deixar o Dr. Banner mesmo, formando uma discussão para ajudar no propósito da equipe. Nessa hora o filme embala em cenas de ação utilizando muito bem o gráfico 3D, é quando tudo começa e todos os personagens entram em cena. O filme é uma mistura de ação, comédia, drama, suspense, enfim, uma mistura de tudo, nos fazendo ter todo tipo de reação enquanto assistimos, sentimentos impulsivos que se a galera que estiver no cinema entrar no clima, poderá facilmente ser exprimido em alto e bom som.
Uma das cenas mais importantes, e muito vão concordar comigo, não é interpretada por nenhum dos protagonistas, mas pelo Agente Coulson (Clark Gregg), personagem criado para o filme, e se você prestar bem atenção é como se fosse um fã boy de Os Vingadores, levando o entusiasmo de nós, fãs, para junto do filme. Existem ainda outros personagens que participam pouco como o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), sua participação é curta, porém bem encaixada no grupo e também a agente Maria Hill (Cobie Smulders) que é a braço direito de Fury e o ajuda em muita coisa. Daí pra frente é só guerra, uma invasão incontrolável, mostra a confiança que o Capitão América é capaz de passar, uma brutalidade controlável de Hulk, a força de Thor e o sarcasmo do Homem de Ferro, mas não se deixe enganar, Tony Stark é como se fosse à peça chave.
Desde quando o cinema foi inventado, a evolução não parou, sempre algo a mais ia acontecendo e Os Vingadores mostra a maior evolução dos últimos tempos, para quem quer saber sobre 3D esse é o filme. Os Vingadores é um filme único, por vezes pode parecer meio confuso já que trata de vários personagens, mas Whedon não é qualquer diretorzinho, ele consegue esse mistura de uma maneira incrível, assistir ao filme só uma vez não é suficiente, aquela empolgação em quanto à tela grande vai mudando de cena em cena continua dentro de você até… Bom, ainda não sei dizer.
Por: Tadeu Elias |
Uma Vida Melhor
3.6 159 Assista AgoraUm retrato realista de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, é disso que Uma Vida Melhor se trata, a dura realidade de pessoas que só querem viver bem em um lugar que pode lhes dar a oportunidade para tal coisa. Dirigido por Eric Eason que soube retratar bem esses fatos no longa, deixando o drama de alguma forma, diferente de outros que abordam o mesmo assunto.
O protagonista é Carlos Riquelme, interpretado de forma incrível por Demián Bichir, o ator que viveu Fidel Castro no filme Che mostra que tem muito talento para o drama, ele vive um imigrante ilegal que busca ser legalizado no país, trabalha como jardineiro e mora com seu filho em uma humilde casa. A realidade é relata a todo momento, mostrando dificuldades de se viver nos EUA, tanto para Carlos que chega perto de perder seu emprego e vive perigosamente para mantê-lo, quanto para seu filho, já que todos os garotos imigrantes fazem parte de gangues e ele é levado para esse lado por não ter outra alternativa.
Na verdade, se pensarmos bem, sempre há alternativa, Carlos mesmo com as dificuldades vistas pela ausência de direitos, já que sua estadia no país é ilegal, ele ainda não pode contar muito com a sorte, mas com o caráter digno de um homem de boa índole, ele segue fazendo o que acha ser certo, o que adiciona o drama no filme de uma forma espetacular, confesso que não gostei muito da participação dele em Che, mas vendo esse novo trabalho, vejo que o cara tem mesmo um ator dentro dele, existem filmes que as pessoas certas nasceram para atuar neles, e esse foi feito para Demián Bichir.
Mas nem tudo nessa realidade é sofrimento, Carlos passa todos os seus princípios éticos para seu filho, mesmo não sendo legalizado no país não significa que não pode trabalhar e lutar pra futuramente ter o direito de alguma coisa, e isso é o que o move, o que faz Carlos querer seguir adiante e mostra que vale a pena quando seu filho toma um rumo diferente do que é previsto para pessoas que passam pelas mesmas coisas que ele.
Não é aquele filme inovador, cheio de efeitos especiais e com clichês engraçados, é um retrato cru e frio vivido por imigrantes ilegais, embora seja um tema já muito usado, o diretor Chris Weitz conseguiu dar um toque a mais fazendo com que o filme ficasse mais chamativo, o roteiro é excelente e o trabalho dos atores bem feito, é um filme que merece ser assistido.
Por: Tadeu Elias |
Plano de Fuga
3.3 438Eu sempre protesto quando vejo algumas traduções de títulos para português (BR), mas dessa vez eu chego a agradecer, o que era Get The Gringo, virou Plano de Fuga aqui no Brasil e dessa vez tenho que dizer: Parabéns pra nós. Dirigido por Steven Rosenblum, esse é seu primeiro filme, e com Mel Gibson no elenco, mas se issofor o que te motiva a ver o filme, não veja.
Sinceramente eu não queria escrever essa crítica, não que o filme seja de todo ruim, a atuação de Gibson é bem feita, como sempre, mas ele trabalha em um roteiro limitado e é uma pena o ver apelar pra isso, mas é o que acontece quando a vida pessoal interfere na profissional. Mel Gibson vive Gringo, que vai para a terras mexicanas logo após roubar um banco, e assim que chega já é preso e levado para uma cidade presídio, onde os policias e chefões do crime trabalham juntos, enquanto Gibson só observa tudo a sua volta em busca de um modo para fugir.
Então surge um garoto com toda uma história, sim, o garoto está na prisão, e como já era de se esperar, Gibson se apaixona por uma mulher, o filme não segura muitos mistérios, na verdade o único presente se desenrola de uma maneira tão chata que quando você descobre já perdeu todo o entusiasmo em saber. O diretor Steven Rosenblum acertou em uma coisa, já que trabalha com um roteiro infestado de falhas o jeito era colocar muita ação todas as vezes que pudesse, e o faz, as sequencias de tiroteio são bem exploradas e trabalhadas, já que estão em um presídio sem regras, armas é o que não falta.
O final é um pouco chato, mas bem humorado, como todo o filme, os diálogos de Mel Gibson são, na maioria das vezes, irônicos e engraçados, o que ajuda a quebrar aquele clima pesado que o filme deixa.
Por ser Mel Gibson eu esperava mais, não que a atuação dele tenha sido ruim, o que deixa a desejar mesmo é o roteiro, limitado e nada criativo, é um daqueles filmes que vamos ver toda semana na sessão da tarde, mas pra quem tá afim de pegar um cineminha no final de semana pode aproveitar para rir um pouco com o filme.
Por: Tadeu Elias |