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Data de lançamento
21 Set. 2012Duração
Uma adolescente (Jennifer Lawrence) se muda com sua mãe (Elisabeth Shue) para uma nova cidade e descobre que a casa vizinha foi a cena do crime de um duplo assassinato. A situação se complica quando a adolescente faz amizade com o único sobrevivente do massacre (Max Thieriot).
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A Última Casa da Rua começa com uma premissa capaz de sustentar um suspense psicológico bastante interessante: uma adolescente se muda para uma casa aparentemente tranquila e descobre que o imóvel vizinho esconde um passado perturbador. O problema é que o filme parece mais interessado em esconder informações do que em desenvolver personagens e construir uma tensão verdadeiramente consistente.
A história acompanha Elissa, uma adolescente que se muda com sua mãe, Sarah, para uma pequena cidade em busca de uma vida mais tranquila após a separação dos pais. Pouco depois da mudança, elas descobrem que a casa ao lado foi palco de um crime brutal: uma jovem assassinou os próprios pais e desapareceu, deixando o imóvel cercado por rumores e medo. O único morador da residência é Ryan, irmão da garota responsável pelo crime. Apesar da desconfiança dos moradores, Elissa começa a se aproximar dele e percebe que existe muito mais naquela casa do que as pessoas estão dispostas a contar. Enquanto a relação entre os dois se desenvolve, a jovem passa a investigar o passado da família e descobre que a versão conhecida pela cidade pode não corresponder à realidade. Ao mesmo tempo, sua mãe tenta reconstruir a própria vida e estabelecer limites para a filha, sem perceber completamente os perigos que cercam a vizinhança. A narrativa utiliza essa situação para construir um mistério baseado em segredos familiares, aparências enganosas e uma ameaça que parece estar muito mais próxima do que Elissa imagina. Conforme as peças começam a se encaixar, o filme tenta transformar a curiosidade da protagonista em uma luta pela própria sobrevivência.
O roteiro possui uma ideia interessante ao brincar com a percepção do espectador sobre quem é vítima e quem representa uma ameaça. Entretanto, a construção do suspense é irregular, e algumas revelações parecem mais preocupadas em surpreender do que em desenvolver o conflito. A tensão existe, mas nem sempre é sustentada com a mesma eficiência.
Jennifer Lawrence entrega uma atuação convincente como Elissa, transmitindo curiosidade, insegurança e determinação. Max Thieriot consegue despertar empatia como Ryan, enquanto Elisabeth Shue funciona bem no papel da mãe. O problema está menos nas atuações e mais na construção dos personagens, que nem sempre recebem profundidade.
O filme tem uma atmosfera de mistério que funciona em determinados momentos, especialmente quando explora o isolamento da casa e o passado perturbador da família. Porém, a direção não consegue transformar esse potencial em uma experiência consistentemente angustiante. Algumas situações parecem previsíveis, e o suspense perde força quando o roteiro começa a revelar suas cartas.
No fim, A Última Casa da Rua é um thriller que possui uma boa ideia central, mas não consegue aproveitá-la completamente. A tentativa de manipular a percepção do espectador é válida, e Jennifer Lawrence ajuda a manter o interesse, mas a narrativa carece de maior profundidade e de uma tensão mais bem construída. É um filme razoável para quem procura um mistério simples, porém está longe de ser uma experiência realmente marcante.
Nota: 8,2
Um suspense psicológico que oscila entre o clichê e o acerto. A história tem aquela vibe comercial de filme adolescente, mas o enredo desenrola bem. O ponto alto fica por conta do bom ritmo e das reviravoltas na reta final que dão uma bela movimentada na trama. No balanço geral, entrega um passatempo satisfatório.
Gostei, tem muito suspense e jump scares, mas achei previsível. Talvez eu esteja ficando muito acostumada com o gênero. Enfim, bom filme.
Poderia dizer ser um suspense tipico de um "super cine". Nada de surpreendente. O filme começa de uma forma muito devagar até começar a se desenrolar. Mas ainda assim, é um filme bom. Quando vc muda sua percepção sobre a trama, adiante perceberá que estaria errado. Não é uma grande atuação da Jennifer Lawrence, e o roteiro não é aquelas coisas, mas em vista do que tem saído ultimamente, VALE A PENA SIM.
suspense legalzinho