Existem muitas coisas que são mesmo inexplicáveis. Uma dessas coisas é um personagem tão carismático e cativante como Lupin III, criado há quase 50 anos, ainda ser muito pouco conhecido no Ocidente. Lupin é muito famoso no Japão e na Itália, mas fora disso, é um personagem ainda obscuro em terras brasileiras. Tanto que, eu em pessoa, fã de obras animadas desde criança, sejam japonesas ou norte americanas, só fiquei a conhecer sobre Lupin através da obra O Castelo de Cagliostro, de Hayao Miyazaki. Uma descoberta praticamente aleatória no Netflix. E que descoberta! Ao assistir o Castelo de Cagliostro, me apaixonei instantaneamente por Lupin e seu universo de personagens. Miyazaki foi a porta para que eu fosse a traz de outros animes e filmes de Lupin - como O Segredo de Mamo (1978) e trabalhos mais modernos como Lupin Parte 4 - Italiano (2014) e Lupin Parte 5 (2018). Muitas vezes a vibe dos traços e das perseguições policiais que há no universo de Lupin me fez lembrar as Aventuras de Tintin, outra série antiga que aprecio, mas , que Hergé me perdoe - Lupin consegue a proeza de ser mais carismático que Tintin, por ser um protagonista anti-heroico e falho, por isso mesmo mais interessante e divertido de se acompanhar. Assim, me questiono: como pode um personagem como Lupin, que é por resumo aquele típico malandro e canalha com um bom coração, não ser um sucesso no Ocidente, uma vez que o Ocidente abraça fácil esses tipos de personagens? Uma pergunta que deixo aberta, pois como disse logo acima, há coisas que parecem não haver explicação. O filme O Castelo de Cagliostro é a mais despretensiosa obra de Miyazaki, certamente por ser seu primeiro trabalho. A história é muito simples e familiar de acompanhar, e em nenhum momento se torna cansativa. Miyazaki demonstra ser um bom diretor desde cedo. Apesar do filme seguir um ritmo mais frenético e de humor pastelão que foge à regra dos filmes mais clássicos de Miyazaki, existem momentos que notamos a mão Miyazakiana em O Castelo de Cagliostro - e como assisti a outros filmes e obras de Lupin, noto isso nitidamente - como por exemplo, no momento em que Lupin senta em um muro e fica observando a paisagem com um semblante sério e reflexivo, um sino distante tocando. Uma cena tranquila e parada, onde nada parece acontecer, o que é marca registrada de Miyazaki e que não são próprias de outras obras de Lupin III. Outras marcas Miyazakianas são o próprio Castelo de Cagliostro - sabemos que o diretor japonês é fissurado em Castelos -, cenas com máquinas aéreas e partes do castelo que se movimentam, personagens femininas bem construídas para a época, cabelos que se arrepiam quando sentem um calafrio ou desconforto, etc. A animação também contêm cenas de ação muito bem feitas, ao ponto de me arriscar a dizer que seja o melhor filme animado de ação que já vi na vida. A cena de inicio de perseguição de carro é tão boa que não fica atrás de muitos filmes de ação em carne osso. Outra parte excelente e marcante é quando Lupin leva um tiro no telhado do Castelo. Embora fãs mais fanáticos de Lupin III aleguem que o Lupin de Miyazaki não é fiel ào Lupin do mangá e dos animes, uma vez que nesse filme ele é mais cavalheiro e menos vicioso, O Castelo de Cagliostro é provavelmente a melhor obra introdutória ao personagem para quem nunca ouviu falar dele. Foi o meu caso e recomendo fortemente. O Castelo de Gagliostro já está no meu top 5 de favoritos do Miyazaki, sem duvida.
Um grande filme de Tarantino. Trilha sonora de primeira, senso de humor excelente, longos diálogos muito bem construídos que terminam em explosões de violência épicas e memoráveis. Resumindo: Tarantino. Dr. King Schultz de Christoph Waltz é provavelmente o melhor personagem de todo filme, com um carisma único e um sarcasmo sem igual. Os vilões também são um destaque à parte. Leonardo diCaprio brilha como Calvin Candie, trazendo a nós um vilão odioso, mas divertíssimo. No entanto o cara que para mim rouba a cena é Stephen, de Samuel L. Jackson, que de um aparentemente inofensivo "Preto da Casa" se revela surpreendentemete como o grande vilão da trama. Cinco estrelas muito merecidas.
Para mim a Temporada 4 é sem sombra de duvidas a melhor de todas. É o ponto mais alto de GOT até agora. Listo abaixo as melhores cenas que lembro de cabeça agora.
A cena inteira do casamento de Joffrey, desde a subida de Margaery ao altar até Joffrey agonizar até a morte, segundos esses que nos proporcionam um orgasmo visual/auditivo. Nunca antes o ultimo frame de um ep. de GOT deu tanta satisfação ao espectador.
Jon Snow lutando contra aquele cara lazarento que bebia vinho do crâneo de Mormont e liderava o bando dos traidores. Toda a sequencia com as filhas de Craster sendo finalmente libertadas dos abusos.
Ver Lysa Arryn perder definitivamente toda sua sanidade e quase matar Sansa, apenas para Littlefinger jogar na cara dela que a unica pessoa que ele amou foi Cat e empurrar a vaca doida pro precipicio/porta da lua.
A luta entre Oberyn e Montanha. Mas serio que alguem se surpreendeu com a morte dele? Serio, o cara entra na luta se achando o rei da cocada preta se exibindo desnecessariamente enquanto o Montanha permanecia na dele. Tava na cara que ia dar merda. O cara não soube calar a boca. “Você a estuprou, você a matou, matou os filhos dela” Ta bom, todos nós já sabemos Oberyn, apenas fecha a boca e mata o cara logo, caralho! Mas nããããão, deixou o cara ainda vivo pra papagaiar mais um pouco só pra morrer e ainda foder o Tyrion junto.
A cena inteira do julgamento de Tyrion, e a cena de Tyrion degolando Shae e matando Tywin. Foram tres momentos fortes, mas eu destaco a brutal luta com Shae, que nao teve nenhum dialogo mas foi muito intenso. Foi interessante ver Tyrion sujando as mãos e mostrando ter um lado mais Dark. A atuação de Peter Dinklage nessas cenas foram magistrais. Ele transmitiu só pelo olhar todo o odio visceral misturado com o desespero e o remorso que Tyrion sentia enquanto matava a mulher que amava.
Eu nunca li os livros, só assisto a série, então minha opinião é baseada unicamente na série.
O que eu acho? É uma boa temporada, os unicos pontos negativos é que ela se sente um pouco lenta e arrastada e com poucas cenas de ação, e isso pode ser chato e desanimador para iniciantes. Embora eu compreendo que isso foi necessário para apresentar os personagens, eu senti que a história só começa mesmo a mostrar a que veio à partir do episódio 7. Assim, a Temporada 1 cumpre seu papel de apresentar os personagens e o universo de GoT, e ainda traz mortes que surpreendem, mas não é a melhor de GoT na minha opinião.
Para os marinheiros de primeira viagem, é bom ter algo em mente: GOT é uma história muito densa, hora com um ritmo bem lento que pode dar sono mas com informações cruciais no meio, hora com cenas de ação impactantes. São muitos personagens, muitos rostos parecidos que podem confundir, muitos nomes, muitos lugares, muitos dialogos longos porém importantes que passam facilmente batido pra quem nao presta atenção. É por isso que para quem está começando, é dificil se situar na história e lembrar quem é quem ou de quem os personagens estão falando. É provavel que de primeira voce ignore varios personagens secundários que ganharão destaque nas temporadas seguintes, e que você só vai lembrar que eles estavam na Temporada 1 quando você reassistir a série - isso aconteceu comigo. Para quem deseja se aventurar a conhecer GOT, eu dou um conselho: assista a temporada 1 e 2 ao lado de algum conhecido seu que conheça a série como a palma da mão dele, pois voce vai precisar de ajuda para lembrar de varios personagens e de dicas p/ não se perder.
Achei criativa a idéia de varios papai noéis através dos tempos que vão passando seu posto de pai para filho. A personagem Bryony me conquistou, ela é a personagem feminina que mais aparece, mas nao se encaixa no nosso padrão de beleza e não é um interesse amoroso do protagonista. 2 estrelinhas só por isso. O filme aborda o conflito existente entre nossos dias modernos e tecnologicos onde o velho espírito natalino acaba ficando de lado. Só achei o tom da historia excessivamente bobinho, por isso me deu sono em alguns momentos.... Não é uma obra-prima, mas é legal.
Quando a primeira cena de um filme é um mastro em riste, a gente já fica imediatamente ciente do que nos espera. O filme é apenas um pornô com história com respingos de violência. Ha quem considere isso uma arte; pra mim foi um porre.
Prof. Girafales: "Essa representação teatral foi montada e dirigida pelo Sr. Madruga, mas por favor não caçoem dele. Talvez para voces o trabalho dele pareça tolo, inútil, comum, vulgar... sim, concordo! Mas é que devem levar em conta que se trata de um individuo sem nenhum preparo. De um pobre diabo que nem sequer concluiu o primário. De um pobre infeliz que mal aprendeu a ler e a escrever. De um reles... **Seu Madruga fazendo sinal para ele parar** Prof. Girafales: "Deixe-me continuar Seu Madruga. De um joão ninguém... Seu Madruga: "Professor...Já chega... Prof. Girafales: "Eu nao terminei ainda Seu Madruga..." Seu Madruga: "Por isso mesmo, é que eu não gosto de ser elogiado em publico.."
Esse é do meu tempo... Passava na TV cultura. Parece historia infantil, mas tem um roteiro bem pé no chão e pesado. Personagens morrem e das formas mais tristes possiveis. É uma historia que mostra para a criança que a natureza nao é só feita de beleza e alegria.
A Grande Família foi por muito tempo um seriado de altissimo nivel e o meu seriado favorito, mas reconheço que houve tropeços no meio do caminho. Foi uma imensa infelicidade o seriado perder Seu Floriano tão cedo. Ele era um dos personagens mais engraçados e era o unico que sabia colocar o Agostinho em seu devido lugar. Porém, a qualidade e a graça ainda mantiveram-se de pé por várias temporadas mesmo após a morte de Seu Flor. Tivemos muitos momentos marcantes, como Bebel e Agostinho se mudando para a casa ao lado, a chegada da lendária Marilda - a melhor personagem mulher da série, na minha opinião - e a gravidez da Bebel. As temporadas de 2002 à 2007 foram as que eu mais acompanhava e foram os episódios que mais me marcaram. Infelizmente nunca gostei do filho da Bebel e do Agostinho. Talvez por que durante a gravidez a criança era pra ser uma menina, mas eles decidiram trazer outro menino pra homenagear o seu Floriano. Sei que a intenção era bonita, mas acompanhei toda a gravidez da Bebel, e me acostumei com a ideia e achava mais engraçado e interessante o Agostinho ser pai de uma menina. No entanto, foi a partir da saída da Marilda e da estréia da temporada 12 que a Grande Família decaiu na qualidade e sofreu uma grave crise de identidade. Personagens foram descaracterizados e as histórias ficaram com um clima muito pesado e dramático, que em nada lembravam os anos dourados do seriado. O filho crescido do Agostinho, na minha opiniao era péssimo, nao combinava com a família e não tinha a menor graça, o que me fez desaprovar ainda mais o personagem.
Rodrigo Lombardi estava perfeito na pele de Alex. O cara fez um vilão excelente mesmo. Eu morri de odio dele do inicio até o final. O que a Angel fazia com a mãe era repugnante, mas eu nao conseguia odiá-la, pois o autor humanizou ela até o penultimo episódio. No ultimo episodio, ela virou Devil. Essa novela teve um fim brutal, surpreendente e perturbador. Drica Moraes e Grazi Massafera brilharam na pele de Carolina e Larissa. Marieta Severo também fez um grande retorno às novelas com sua personagem Fanny. Um novelão.
"O Pai da Noiva" é aquele tipico filme família de sessão da tarde dos anos 90. A historia tem um humor bem inocente e leve comparado àos dias de hoje. Mas eu confesso que adoro esse filme. A historia mostra com humor e sensibilidade como é o relacionamento de pais e filhas quando elas crescem e enfim se casam. Steve Martin tem uma boa atuação e encarna com perfeição as reações que qualquer pai teria. Todo homem que tem filha já passou ou vai passar pelas mesmas situações que George Banks. O personagem gay desse filme (que nao me lembro o nome) é uma comédia também...
Esse filme é a explicação do por que pessoas que não entendem porra nenhuma de games nunca devem fazer um filme sobre personagens de videogames, para começar. Na verdade, "Super Mario Bros." não deveria ter saído sequer do papel por um motivo muito simples: Mario nunca vai funcionar com atores reais. Mario e Luigi são personagens cartoonescos em um universo colorido e bonitinho. Eles foram criados assim e é assim que devem permanecer. Querer encarná-los num filme sombrio com atores de carne e osso é apenas uma péssima idéia.
Sou fã da Disney, mas pra mim essa é a sequencia da Disney mais inutil de todos os tempos. Sim, ao contrário das outras sequencias esse tem uma bonita animação, mas mesmo assim, a historia nao tem nenhum propósito relevante que justifique existir. Mesmo o primeiro Bambi já não tinha lá muita história interessante pra contar. Sim, eu sei que Bambi de 1942 é um clássico, mas eu sempre o vi mais como uma obra de experimentação do estúdio. Mas em questão de história, é meio... Meh.
Meu Deus, esse eu assisti no cinema com meu pai, e o pior é que eu nem era criança, ja tinha 14 anos já kkkkkkk Naquela epoca eu nao tinha o habito de ler resenhas de um filme antes de assisti-lo, eu so chegava no cinema e ia pelo cartaz. So que eu nem me toquei que o filme era tão infantil, alem disso fomos no trem do oba oba do 3D. Perdemos 1 hora e meia de nossas vidas que nunca mais poderemos recuperar.
Sim, As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl é trash, e a mim me passa uma forte sensação de Jetix e Fox Kids. Ele nao deveria ter ido aos cinemas, ele deveria ter sido lançado direto para aqueles canais (hoje extintos).
Não é segredo que Moore possui uma visão politica voltada à esquerda, e vejo algumas criticas voltadas nesse sentido, dizendo que esse documentário peca por ser politicamente tendecioso. Claro, esse documentário é tendecioso, mas o que as pessoas precisam entender é que nao existe documentario 100% imparcial. Em cada obra seu diretor sempre deixará uma parcela de seu ponto de vista politico ou ideologico, seja isso escancarado ou nas entrelinhas. Mas Moore não se limita ào simples mantra "diga não às armas, desarmamento já". Claro, existem esses momentos, especialmente na tocante sequencia onde Moore, junto a duas vitimas sobreviventes do ataque de Columbine, vão até a empresa que vende as balas que atingiram eles, para protestar pacificamente para seu proibimento. Moore vai muito mais a fundo na raiz do problema. Ele compara o EUA a outros países, com destaque ao Canadá, cuja população também possui fácil acesso à armas, mas onde atentados e mortes com armas de fogo é radicalmente menor. Então, o que faz os norte-americanos tão violentos e tão agressivos comparados ao resto do mundo diante das armas? Moore faz diversas vezes essa pergunta para si mesmo, para todas as muitas pessoas que entrevista e para o espectador, nos forçando uma reflexão pessoal. Uma entrevista que eu acho fantástica é a do rockeiro Marilyn Manson, que, com seu visual "porra-louca", realmente nos surpreende ao proferir as palavras mais sábias e sensatas dentre todos os entrevistados, cabendo com perfeição no ensinamento: "jamais julgue alguém apenas pela sua aparência".
Assim, Michael Moore sugere que a violencia norte-americana não é causada pelo numero de armas ou facil acesso destas na população, e sim pela cultura do medo fomentada pela midia, que todo dia bombardeia na população noticias pessimistas e violentas. Embora a violencia exista e deva ser enfrentada, a mídia alimenta a violencia de modo sensacionalista e doentio, criando um ciclo vicioso onde ao invés da politica focar em melhorias sociais que trabalhem com racionalidade as raizes da violencia, a resposta da sociedade é, ao contrário, puramente instintiva e emotiva, com atos de mais opressão e violencia. Embrenhando-se nesse assunto, Moore comenta sobre o racismo que existe em solo americano, onde a bandidagem muitas vezes é pintada pela midia como um homem de pele negra, o que contribui para o agravante do racismo. Ele também faz ácidas criticas à hipocrisia existente nos adultos de querer ensinar a seus filhos que fazer chacinas em escolasé errado, ao mesmo tempo em que estes mesmos adultos apóiam as guerras e chacinas que sua nação faz ao redor do mundo. Nesse documentario, Moore realmente toca na ferida aberta dos EUA, sendo que em muitas dessas feridas nós podemos fazer paralelo com nosso problemas em terras brasileiras; o medo, a violencia, o sensacionalismo bombardeado pela midia e o racismo são exemplos.
Esse é o meu documentário "favorito" sobre o 11 de setembro. Os outros documentários fazem analises mais distantes, frias, racionais e contestadoras sobre os ataques, e tem sua grande importancia, claro, mas esse aqui é 100% imersivo, pois ele é todo contado do ponto de vista de quem sentiu o terror na pele. Ele passa a sensação de medo, confusão e perplexidade que as pessoas proximas estavam a sentir, e por isso ele te transporta para aquelas horas. Voce que assiste tem a plena sensação que também estava lá sofrendo com a galera. Documentário muito impressionante e impactante.
BvsS custa a engrenar e são tantas historias que o diretor quis contar num unico filme que achei confuso e senti que perdeu o foco. Tambem achei o tom da historia melodramático, pomposo e pretensioso demais. Um filme de super-heroi se levar tão a sério assim chega a ser até engraçado. Os vilões foram bem caricatos. Não gostei não.
Esse filme me traumatizou na infancia. Na epoca eu acreditei q tudo era real e passei semanas dormindo com a luz acesa. A Bruxa de Blair retrata muito bem o desespero de 3 pessoas totalmente perdidas numa floresta escura. Quem ou o que esta fazendo aqueles barulhos? Quem construiu aqueles galhos esquisitos? Quem esta perseguindo eles? O que aconteceu com eles? Não sabemos e é isso que dá medo nesse filme. É um terror psicologico, que começa lento, e a medida que o tempo passa a situaçao vai ficando mais e mais tensa e insuportável. Os ultimos 5 minutos desse filme são o inferno na Terra. Eu so assisti esse filme uma vez ha muito tempo e aquela cena ficou gravada na minha memoria ate hoje.
Um dos melhores filmes sobre Nativos Americanos já feito. Diferente de muitos filmes faroeste onde os Indios são geralmente os vilões ou simples coadjuvantes, em "Dança com Lobos" eles recebem o protagonismo que merecem. Se você é apaixonado pela cultura indígena norte americana, então irá se deleitar com Dança com Lobos. Eu me pergunto, por quê existem tão poucos filmes como Dança com Lobos? A história é um tanto longa e lenta em alguns momentos, mas nada é fora do lugar. Você se pegará admirando as belas paisagens, e admirando aquele povo indígena, sua vida, seu dia-dia e sua cultura.
Você termina o filme sentindo aquela vontade de deixar sua casa e sua cidade para trás, mudar seu nome para algo relacionado à natureza e virar um Indio assim como aconteceu com o soldado protagonista.
Claro, o tom da história é bem romanceada. Os vilões e mocinhos seguem bem aquela idéia do Mau x Bem ("homens brancos muito maus" Versus "Os nobres e bons selvagens"). Além disso, o romance de Dança com Lobos (Kevin Costner) com Christine, uma mulher branca criada pelos indios, é bem conservador. Por quê John Dunbar não poderia ter se apaixonado por uma nativa? Ok, o filme é de 1990, mas penso que o casal romântico poderia ter sido mais ousado. De qualquer forma, esse é um filme muito sólido e um grande clássico, indispensável para quem é fã de westerns.
Filme bem esquecível. Sim, o filme é pipoca e dá pra passar o tempo, mas no final é só mais outro filme com grandes efeitos especiais mas sem nenhum personagem marcante. A história é basicamente o campones simples e heroico que conhece a princesa que quer ser livre, e eles se apaixonam e ele vira um rei no final, ja vimos isso muitas vezes. Nao se preocupem, isso nao é spoiler. Voce ja sabe que isso acontecerá nos 3 primeiros minutos do filme. E Isabelle é a unica personagem mulher do filme e ela faz o papel de donzela em perigo. Não consegui gostar de nenhum personagem - todos são unidimensionais - então, quando um cara é morto lá no meio do filme e há uma espécie de funeral simbólico a ele, eu não poderia me importar menos. E eu acho que voce que está lendo provavelmente nao se importará emocionalmente com esses personagens. Em um determinado ponto, eu não estava nem aí se o heroi e a mocinha fossem devorados pelos gigantes, eu só torcia para o filme terminar logo. E os gigantes? Todos são esteriótipos preguiçosos de criaturas grandalhonas violentas e incivilizadas. E o que dizer daquele rip-off de Gollum de duas cabeças? Era pra ser engraçado? Era pra ser assustador? E por que não há gigantes mulheres? Como eles se reproduzem? Como surgiu aquela sociedade de gigantes? Por que nao ha crianças gigantes? Se eles decidiram nos mostrar um filme com vários gigantes, isso é o mínimo que o filme poderia nos elucidar. Mas não. O filme é tão genérico e superficial que nem isso explicam. Crianças, que não costumam se atentar a esses "pequenos detalhes", devem apreciar isso, eu penso (embora esqueçam a historia 5 horas depois, como eu disse, é um filme esquecivel), mas adultos provavelmente vão se aborrecer com a história.
O Castelo de Cagliostro
4.0 149Existem muitas coisas que são mesmo inexplicáveis.
Uma dessas coisas é um personagem tão carismático e cativante como Lupin III, criado há quase 50 anos, ainda ser muito pouco conhecido no Ocidente. Lupin é muito famoso no Japão e na Itália, mas fora disso, é um personagem ainda obscuro em terras brasileiras. Tanto que, eu em pessoa, fã de obras animadas desde criança, sejam japonesas ou norte americanas, só fiquei a conhecer sobre Lupin através da obra O Castelo de Cagliostro, de Hayao Miyazaki. Uma descoberta praticamente aleatória no Netflix. E que descoberta!
Ao assistir o Castelo de Cagliostro, me apaixonei instantaneamente por Lupin e seu universo de personagens. Miyazaki foi a porta para que eu fosse a traz de outros animes e filmes de Lupin - como O Segredo de Mamo (1978) e trabalhos mais modernos como Lupin Parte 4 - Italiano (2014) e Lupin Parte 5 (2018). Muitas vezes a vibe dos traços e das perseguições policiais que há no universo de Lupin me fez lembrar as Aventuras de Tintin, outra série antiga que aprecio, mas , que Hergé me perdoe - Lupin consegue a proeza de ser mais carismático que Tintin, por ser um protagonista anti-heroico e falho, por isso mesmo mais interessante e divertido de se acompanhar.
Assim, me questiono: como pode um personagem como Lupin, que é por resumo aquele típico malandro e canalha com um bom coração, não ser um sucesso no Ocidente, uma vez que o Ocidente abraça fácil esses tipos de personagens? Uma pergunta que deixo aberta, pois como disse logo acima, há coisas que parecem não haver explicação.
O filme O Castelo de Cagliostro é a mais despretensiosa obra de Miyazaki, certamente por ser seu primeiro trabalho. A história é muito simples e familiar de acompanhar, e em nenhum momento se torna cansativa. Miyazaki demonstra ser um bom diretor desde cedo. Apesar do filme seguir um ritmo mais frenético e de humor pastelão que foge à regra dos filmes mais clássicos de Miyazaki, existem momentos que notamos a mão Miyazakiana em O Castelo de Cagliostro - e como assisti a outros filmes e obras de Lupin, noto isso nitidamente - como por exemplo, no momento em que Lupin senta em um muro e fica observando a paisagem com um semblante sério e reflexivo, um sino distante tocando. Uma cena tranquila e parada, onde nada parece acontecer, o que é marca registrada de Miyazaki e que não são próprias de outras obras de Lupin III. Outras marcas Miyazakianas são o próprio Castelo de Cagliostro - sabemos que o diretor japonês é fissurado em Castelos -, cenas com máquinas aéreas e partes do castelo que se movimentam, personagens femininas bem construídas para a época, cabelos que se arrepiam quando sentem um calafrio ou desconforto, etc.
A animação também contêm cenas de ação muito bem feitas, ao ponto de me arriscar a dizer que seja o melhor filme animado de ação que já vi na vida. A cena de inicio de perseguição de carro é tão boa que não fica atrás de muitos filmes de ação em carne osso. Outra parte excelente e marcante é quando Lupin leva um tiro no telhado do Castelo.
Embora fãs mais fanáticos de Lupin III aleguem que o Lupin de Miyazaki não é fiel ào Lupin do mangá e dos animes, uma vez que nesse filme ele é mais cavalheiro e menos vicioso, O Castelo de Cagliostro é provavelmente a melhor obra introdutória ao personagem para quem nunca ouviu falar dele.
Foi o meu caso e recomendo fortemente. O Castelo de Gagliostro já está no meu top 5 de favoritos do Miyazaki, sem duvida.
Django Livre
4.4 5,8K Assista AgoraUm grande filme de Tarantino. Trilha sonora de primeira, senso de humor excelente, longos diálogos muito bem construídos que terminam em explosões de violência épicas e memoráveis. Resumindo: Tarantino. Dr. King Schultz de Christoph Waltz é provavelmente o melhor personagem de todo filme, com um carisma único e um sarcasmo sem igual. Os vilões também são um destaque à parte. Leonardo diCaprio brilha como Calvin Candie, trazendo a nós um vilão odioso, mas divertíssimo. No entanto o cara que para mim rouba a cena é Stephen, de Samuel L. Jackson, que de um aparentemente inofensivo "Preto da Casa" se revela surpreendentemete como o grande vilão da trama. Cinco estrelas muito merecidas.
Game of Thrones (4ª Temporada)
4.6 1,5K Assista AgoraPara mim a Temporada 4 é sem sombra de duvidas a melhor de todas. É o ponto mais alto de GOT até agora. Listo abaixo as melhores cenas que lembro de cabeça agora.
A cena inteira do casamento de Joffrey, desde a subida de Margaery ao altar até Joffrey agonizar até a morte, segundos esses que nos proporcionam um orgasmo visual/auditivo. Nunca antes o ultimo frame de um ep. de GOT deu tanta satisfação ao espectador.
Jon Snow lutando contra aquele cara lazarento que bebia vinho do crâneo de Mormont e liderava o bando dos traidores. Toda a sequencia com as filhas de Craster sendo finalmente libertadas dos abusos.
Ver Lysa Arryn perder definitivamente toda sua sanidade e quase matar Sansa, apenas para Littlefinger jogar na cara dela que a unica pessoa que ele amou foi Cat e empurrar a vaca doida pro precipicio/porta da lua.
A luta entre Oberyn e Montanha. Mas serio que alguem se surpreendeu com a morte dele? Serio, o cara entra na luta se achando o rei da cocada preta se exibindo desnecessariamente enquanto o Montanha permanecia na dele. Tava na cara que ia dar merda. O cara não soube calar a boca. “Você a estuprou, você a matou, matou os filhos dela” Ta bom, todos nós já sabemos Oberyn, apenas fecha a boca e mata o cara logo, caralho! Mas nããããão, deixou o cara ainda vivo pra papagaiar mais um pouco só pra morrer e ainda foder o Tyrion junto.
A morte de Ygritte pelas mãos de fucking Olly (um pouco previsível, mas mesmo assim foi triste).
A cena inteira do julgamento de Tyrion, e a cena de Tyrion degolando Shae e matando Tywin. Foram tres momentos fortes, mas eu destaco a brutal luta com Shae, que nao teve nenhum dialogo mas foi muito intenso. Foi interessante ver Tyrion sujando as mãos e mostrando ter um lado mais Dark. A atuação de Peter Dinklage nessas cenas foram magistrais. Ele transmitiu só pelo olhar todo o odio visceral misturado com o desespero e o remorso que Tyrion sentia enquanto matava a mulher que amava.
TODAS AS CENAS com Arya e Cão juntos. Melhor dupla ever.
Game of Thrones (3ª Temporada)
4.6 1,9K Assista Agora— EU ARRUMO OUTRA!!!!
— Mãe.......
Game of Thrones (1ª Temporada)
4.6 2,3K Assista AgoraEu nunca li os livros, só assisto a série, então minha opinião é baseada unicamente na série.
O que eu acho? É uma boa temporada, os unicos pontos negativos é que ela se sente um pouco lenta e arrastada e com poucas cenas de ação, e isso pode ser chato e desanimador para iniciantes. Embora eu compreendo que isso foi necessário para apresentar os personagens, eu senti que a história só começa mesmo a mostrar a que veio à partir do episódio 7. Assim, a Temporada 1 cumpre seu papel de apresentar os personagens e o universo de GoT, e ainda traz mortes que surpreendem, mas não é a melhor de GoT na minha opinião.
Para os marinheiros de primeira viagem, é bom ter algo em mente:
GOT é uma história muito densa, hora com um ritmo bem lento que pode dar sono mas com informações cruciais no meio, hora com cenas de ação impactantes. São muitos personagens, muitos rostos parecidos que podem confundir, muitos nomes, muitos lugares, muitos dialogos longos porém importantes que passam facilmente batido pra quem nao presta atenção. É por isso que para quem está começando, é dificil se situar na história e lembrar quem é quem ou de quem os personagens estão falando. É provavel que de primeira voce ignore varios personagens secundários que ganharão destaque nas temporadas seguintes, e que você só vai lembrar que eles estavam na Temporada 1 quando você reassistir a série - isso aconteceu comigo.
Para quem deseja se aventurar a conhecer GOT, eu dou um conselho: assista a temporada 1 e 2 ao lado de algum conhecido seu que conheça a série como a palma da mão dele, pois voce vai precisar de ajuda para lembrar de varios personagens e de dicas p/ não se perder.
Os Incríveis 2
4.1 1,4K Assista AgoraCom Edna e Gelado de volta, minha vida estará completa.
Operação Presente
3.7 282 Assista AgoraAchei criativa a idéia de varios papai noéis através dos tempos que vão passando seu posto de pai para filho. A personagem Bryony me conquistou, ela é a personagem feminina que mais aparece, mas nao se encaixa no nosso padrão de beleza e não é um interesse amoroso do protagonista. 2 estrelinhas só por isso. O filme aborda o conflito existente entre nossos dias modernos e tecnologicos onde o velho espírito natalino acaba ficando de lado. Só achei o tom da historia excessivamente bobinho, por isso me deu sono em alguns momentos.... Não é uma obra-prima, mas é legal.
Calígula
3.1 512Quando a primeira cena de um filme é um mastro em riste, a gente já fica imediatamente ciente do que nos espera. O filme é apenas um pornô com história com respingos de violência. Ha quem considere isso uma arte; pra mim foi um porre.
Chaves (1ª Temporada)
4.6 791Prof. Girafales: "Essa representação teatral foi montada e dirigida pelo Sr. Madruga, mas por favor não caçoem dele. Talvez para voces o trabalho dele pareça tolo, inútil, comum, vulgar... sim, concordo! Mas é que devem levar em conta que se trata de um individuo sem nenhum preparo. De um pobre diabo que nem sequer concluiu o primário. De um pobre infeliz que mal aprendeu a ler e a escrever. De um reles...
**Seu Madruga fazendo sinal para ele parar**
Prof. Girafales: "Deixe-me continuar Seu Madruga. De um joão ninguém...
Seu Madruga: "Professor...Já chega...
Prof. Girafales: "Eu nao terminei ainda Seu Madruga..."
Seu Madruga: "Por isso mesmo, é que eu não gosto de ser elogiado em publico.."
Os Animais do Bosque dos Vinténs
4.5 33Esse é do meu tempo...
Passava na TV cultura. Parece historia infantil, mas tem um roteiro bem pé no chão e pesado.
Personagens morrem e das formas mais tristes possiveis. É uma historia que mostra para a criança que a natureza nao é só feita de beleza e alegria.
A Grande Família (1ª Temporada)
3.7 94 Assista AgoraA Grande Família foi por muito tempo um seriado de altissimo nivel e o meu seriado favorito, mas reconheço que houve tropeços no meio do caminho. Foi uma imensa infelicidade o seriado perder Seu Floriano tão cedo. Ele era um dos personagens mais engraçados e era o unico que sabia colocar o Agostinho em seu devido lugar. Porém, a qualidade e a graça ainda mantiveram-se de pé por várias temporadas mesmo após a morte de Seu Flor. Tivemos muitos momentos marcantes, como Bebel e Agostinho se mudando para a casa ao lado, a chegada da lendária Marilda - a melhor personagem mulher da série, na minha opinião - e a gravidez da Bebel. As temporadas de 2002 à 2007 foram as que eu mais acompanhava e foram os episódios que mais me marcaram. Infelizmente nunca gostei do filho da Bebel e do Agostinho. Talvez por que durante a gravidez a criança era pra ser uma menina, mas eles decidiram trazer outro menino pra homenagear o seu Floriano. Sei que a intenção era bonita, mas acompanhei toda a gravidez da Bebel, e me acostumei com a ideia e achava mais engraçado e interessante o Agostinho ser pai de uma menina. No entanto, foi a partir da saída da Marilda e da estréia da temporada 12 que a Grande Família decaiu na qualidade e sofreu uma grave crise de identidade. Personagens foram descaracterizados e as histórias ficaram com um clima muito pesado e dramático, que em nada lembravam os anos dourados do seriado. O filho crescido do Agostinho, na minha opiniao era péssimo, nao combinava com a família e não tinha a menor graça, o que me fez desaprovar ainda mais o personagem.
Verdades Secretas
4.3 285Rodrigo Lombardi estava perfeito na pele de Alex. O cara fez um vilão excelente mesmo. Eu morri de odio dele do inicio até o final. O que a Angel fazia com a mãe era repugnante, mas eu nao conseguia odiá-la, pois o autor humanizou ela até o penultimo episódio. No ultimo episodio, ela virou Devil. Essa novela teve um fim brutal, surpreendente e perturbador. Drica Moraes e Grazi Massafera brilharam na pele de Carolina e Larissa. Marieta Severo também fez um grande retorno às novelas com sua personagem Fanny. Um novelão.
Moana: Um Mar de Aventuras
4.1 1,5KEu acho que esse filme vai popularizar o nome Moana assim como Frozen popularizou o nome Elsa... Prevejo várias Moanas nascendo nos proximos anos..
O Pai da Noiva
3.1 203"O Pai da Noiva" é aquele tipico filme família de sessão da tarde dos anos 90. A historia tem um humor bem inocente e leve comparado àos dias de hoje. Mas eu confesso que adoro esse filme. A historia mostra com humor e sensibilidade como é o relacionamento de pais e filhas quando elas crescem e enfim se casam. Steve Martin tem uma boa atuação e encarna com perfeição as reações que qualquer pai teria. Todo homem que tem filha já passou ou vai passar pelas mesmas situações que George Banks. O personagem gay desse filme (que nao me lembro o nome) é uma comédia também...
Super Mario Bros.
1.8 432Esse filme é a explicação do por que pessoas que não entendem porra nenhuma de games nunca devem fazer um filme sobre personagens de videogames, para começar. Na verdade, "Super Mario Bros." não deveria ter saído sequer do papel por um motivo muito simples: Mario nunca vai funcionar com atores reais. Mario e Luigi são personagens cartoonescos em um universo colorido e bonitinho. Eles foram criados assim e é assim que devem permanecer. Querer encarná-los num filme sombrio com atores de carne e osso é apenas uma péssima idéia.
Bambi 2
3.2 60 Assista AgoraSou fã da Disney, mas pra mim essa é a sequencia da Disney mais inutil de todos os tempos. Sim, ao contrário das outras sequencias esse tem uma bonita animação, mas mesmo assim, a historia nao tem nenhum propósito relevante que justifique existir. Mesmo o primeiro Bambi já não tinha lá muita história interessante pra contar. Sim, eu sei que Bambi de 1942 é um clássico, mas eu sempre o vi mais como uma obra de experimentação do estúdio. Mas em questão de história, é meio... Meh.
As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D
2.2 448 Assista AgoraMeu Deus, esse eu assisti no cinema com meu pai, e o pior é que eu nem era criança, ja tinha 14 anos já kkkkkkk Naquela epoca eu nao tinha o habito de ler resenhas de um filme antes de assisti-lo, eu so chegava no cinema e ia pelo cartaz. So que eu nem me toquei que o filme era tão infantil, alem disso fomos no trem do oba oba do 3D. Perdemos 1 hora e meia de nossas vidas que nunca mais poderemos recuperar.
Sim, As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl é trash, e a mim me passa uma forte sensação de Jetix e Fox Kids. Ele nao deveria ter ido aos cinemas, ele deveria ter sido lançado direto para aqueles canais (hoje extintos).
Tiros em Columbine
4.2 352Não é segredo que Moore possui uma visão politica voltada à esquerda, e vejo algumas criticas voltadas nesse sentido, dizendo que esse documentário peca por ser politicamente tendecioso. Claro, esse documentário é tendecioso, mas o que as pessoas precisam entender é que nao existe documentario 100% imparcial. Em cada obra seu diretor sempre deixará uma parcela de seu ponto de vista politico ou ideologico, seja isso escancarado ou nas entrelinhas. Mas Moore não se limita ào simples mantra "diga não às armas, desarmamento já". Claro, existem esses momentos, especialmente na tocante sequencia onde Moore, junto a duas vitimas sobreviventes do ataque de Columbine, vão até a empresa que vende as balas que atingiram eles, para protestar pacificamente para seu proibimento. Moore vai muito mais a fundo na raiz do problema. Ele compara o EUA a outros países, com destaque ao Canadá, cuja população também possui fácil acesso à armas, mas onde atentados e mortes com armas de fogo é radicalmente menor. Então, o que faz os norte-americanos tão violentos e tão agressivos comparados ao resto do mundo diante das armas? Moore faz diversas vezes essa pergunta para si mesmo, para todas as muitas pessoas que entrevista e para o espectador, nos forçando uma reflexão pessoal. Uma entrevista que eu acho fantástica é a do rockeiro Marilyn Manson, que, com seu visual "porra-louca", realmente nos surpreende ao proferir as palavras mais sábias e sensatas dentre todos os entrevistados, cabendo com perfeição no ensinamento: "jamais julgue alguém apenas pela sua aparência".
Assim, Michael Moore sugere que a violencia norte-americana não é causada pelo numero de armas ou facil acesso destas na população, e sim pela cultura do medo fomentada pela midia, que todo dia bombardeia na população noticias pessimistas e violentas. Embora a violencia exista e deva ser enfrentada, a mídia alimenta a violencia de modo sensacionalista e doentio, criando um ciclo vicioso onde ao invés da politica focar em melhorias sociais que trabalhem com racionalidade as raizes da violencia, a resposta da sociedade é, ao contrário, puramente instintiva e emotiva, com atos de mais opressão e violencia. Embrenhando-se nesse assunto, Moore comenta sobre o racismo que existe em solo americano, onde a bandidagem muitas vezes é pintada pela midia como um homem de pele negra, o que contribui para o agravante do racismo. Ele também faz ácidas criticas à hipocrisia existente nos adultos de querer ensinar a seus filhos que fazer chacinas em escolasé errado, ao mesmo tempo em que estes mesmos adultos apóiam as guerras e chacinas que sua nação faz ao redor do mundo. Nesse documentario, Moore realmente toca na ferida aberta dos EUA, sendo que em muitas dessas feridas nós podemos fazer paralelo com nosso problemas em terras brasileiras; o medo, a violencia, o sensacionalismo bombardeado pela midia e o racismo são exemplos.
Sem Saída
3.3 793Filme mais irritante de todos os tempos. O final é de cair o cu da bunda.
102 Minutos que Mudaram o Mundo
4.2 22Esse é o meu documentário "favorito" sobre o 11 de setembro. Os outros documentários fazem analises mais distantes, frias, racionais e contestadoras sobre os ataques, e tem sua grande importancia, claro, mas esse aqui é 100% imersivo, pois ele é todo contado do ponto de vista de quem sentiu o terror na pele. Ele passa a sensação de medo, confusão e perplexidade que as pessoas proximas estavam a sentir, e por isso ele te transporta para aquelas horas. Voce que assiste tem a plena sensação que também estava lá sofrendo com a galera. Documentário muito impressionante e impactante.
Batman vs Superman: A Origem da Justiça
3.4 4,9K Assista AgoraBvsS custa a engrenar e são tantas historias que o diretor quis contar num unico filme que achei confuso e senti que perdeu o foco. Tambem achei o tom da historia melodramático, pomposo e pretensioso demais. Um filme de super-heroi se levar tão a sério assim chega a ser até engraçado. Os vilões foram bem caricatos. Não gostei não.
A Bruxa de Blair
3.1 1,7KEsse filme me traumatizou na infancia. Na epoca eu acreditei q tudo era real e passei semanas dormindo com a luz acesa. A Bruxa de Blair retrata muito bem o desespero de 3 pessoas totalmente perdidas numa floresta escura. Quem ou o que esta fazendo aqueles barulhos? Quem construiu aqueles galhos esquisitos? Quem esta perseguindo eles? O que aconteceu com eles? Não sabemos e é isso que dá medo nesse filme. É um terror psicologico, que começa lento, e a medida que o tempo passa a situaçao vai ficando mais e mais tensa e insuportável. Os ultimos 5 minutos desse filme são o inferno na Terra. Eu so assisti esse filme uma vez ha muito tempo e aquela cena ficou gravada na minha memoria ate hoje.
Dança com Lobos
4.0 497Um dos melhores filmes sobre Nativos Americanos já feito.
Diferente de muitos filmes faroeste onde os Indios são geralmente os vilões ou simples coadjuvantes, em "Dança com Lobos" eles recebem o protagonismo que merecem. Se você é apaixonado pela cultura indígena norte americana, então irá se deleitar com Dança com Lobos. Eu me pergunto, por quê existem tão poucos filmes como Dança com Lobos?
A história é um tanto longa e lenta em alguns momentos, mas nada é fora do lugar. Você se pegará admirando as belas paisagens, e admirando aquele povo indígena, sua vida, seu dia-dia e sua cultura.
Você termina o filme sentindo aquela vontade de deixar sua casa e sua cidade para trás, mudar seu nome para algo relacionado à natureza e virar um Indio assim como aconteceu com o soldado protagonista.
Além disso, o romance de Dança com Lobos (Kevin Costner) com Christine, uma mulher branca criada pelos indios, é bem conservador. Por quê John Dunbar não poderia ter se apaixonado por uma nativa? Ok, o filme é de 1990, mas penso que o casal romântico poderia ter sido mais ousado.
De qualquer forma, esse é um filme muito sólido e um grande clássico, indispensável para quem é fã de westerns.
Jack, o Caçador de Gigantes
3.0 898 Assista AgoraFilme bem esquecível. Sim, o filme é pipoca e dá pra passar o tempo, mas no final é só mais outro filme com grandes efeitos especiais mas sem nenhum personagem marcante.
A história é basicamente o campones simples e heroico que conhece a princesa que quer ser livre, e eles se apaixonam e ele vira um rei no final, ja vimos isso muitas vezes. Nao se preocupem, isso nao é spoiler. Voce ja sabe que isso acontecerá nos 3 primeiros minutos do filme. E Isabelle é a unica personagem mulher do filme e ela faz o papel de donzela em perigo.
Não consegui gostar de nenhum personagem - todos são unidimensionais - então, quando um cara é morto lá no meio do filme e há uma espécie de funeral simbólico a ele, eu não poderia me importar menos. E eu acho que voce que está lendo provavelmente nao se importará emocionalmente com esses personagens.
Em um determinado ponto, eu não estava nem aí se o heroi e a mocinha fossem devorados pelos gigantes, eu só torcia para o filme terminar logo.
E os gigantes? Todos são esteriótipos preguiçosos de criaturas grandalhonas violentas e incivilizadas. E o que dizer daquele rip-off de Gollum de duas cabeças? Era pra ser engraçado? Era pra ser assustador?
E por que não há gigantes mulheres? Como eles se reproduzem? Como surgiu aquela sociedade de gigantes? Por que nao ha crianças gigantes?
Se eles decidiram nos mostrar um filme com vários gigantes, isso é o mínimo que o filme poderia nos elucidar. Mas não. O filme é tão genérico e superficial que nem isso explicam.
Crianças, que não costumam se atentar a esses "pequenos detalhes", devem apreciar isso, eu penso (embora esqueçam a historia 5 horas depois, como eu disse, é um filme esquecivel), mas adultos provavelmente vão se aborrecer com a história.