Apesar de um tanto longo (o que leva a um pequeno cansaço natural para filmes com histórias muito trágicas, como este), o filme acerta com atuações excelentes e nada caricatas, um plot twist absurdo - porém verossímil - e uma lição para muitos que acham que só muçulmanos matam por religião.
A imagem de uma santa católica - não sei qual, não sigo essa religião - amarrada a um fuzil é uma das mais fortes (e corajosas) que ná vi num filme.
A gente aceita que um corpo saia de dentro do outro, como no filme. É o tal "poder" da tal substância. A gente já embarcou nessa ideia proposta. A gente também aceita que exista um monstro conforme surge na história.
Mas de repente a atriz que se incomoda insanamente com sua própria aparência é uma pedreira de mão cheia?! E como assim uma criatura como aquela chega da casa até o palco sem ser notada?
Tudo bem que a história é uma fantasia, mas até na fantasia há que haver uma plausibilidade de acontecimentos e ocorrências que façam sentido.
Não sei se, por não me lembrar da sequência correta dos acontecimentos, achei o filme um pouco aquém do que esperava. Clichê do começo ao fim, isso também contribuiu pra sensação de assistir algo que já vi vezes e vezes. Nem mesmo as atuações são dignas de alguma nota positiva.
Superestimado, porém melhor que outras sequências da franquia.
Horroroso. Poucas vezes vi tanta pretensão numa tela de cinema. Uma egotrip mal dirigida e pessimamente atuada com personagens canastrões e atores perdidos em seu ofício. Perdidos, porqueprovavelmente não se sabia se o diretor (que também é o "ator" principal do filme) queria fazer um filme de bromance, de gangster ou comédia. E o filme não convence em nenhum dos três gêneros. Assisti no festival de cinema italiano que ocorreu no Gacemss, em Volta Redonda.
O filme nos dá dicas de que a era em que se passa é entre 1600 e 1800, devido aos músicos e vestimentas do náufrago. Isso nos dá a ideia de que essa ilha poderia demorar um tanto ainda a ser descoberta ou reivindicada por alguma nação. Ou seja: O náufrago estava realmente isolado do resto do mundo. A tartaruga provavelmente não foi a responsável pelas destruiçôes das jangadas. Ela só foi vista na terceira vez, possivelmente por acaso, sendo então o alvo de toda a ira do náufrago. Ou se ela destruiu, então o fez por compaixão, sabendo que o náufrago não sobreviveria ao mar aberto. Toda a construção familiar que surgiu pós enlace homem-tartaruga é uma chance dada pela vida (ou tartaruga; ou Deus; ou a própria ilha - depende de cada interpretação) ao náufrago de não ter uma existência miserável.
O filme está no nível do que o diretor tem feito desde "A Vila": Enredo fraco; Roteiro idem; Direção de elenco canastrona; Suspense? Onde? Mas um mérito o diretor teve neste filme. Conseguiu criar um novo nicho:
Inevitável comparação a outros filmes com a mesma estrutura narrativa. No caso desse, um "Peppermint Candy" com menos sucesso na realização, mas igualmente interessante na narrativa.
Quando minha família comprou um video-cassete, lembro que o primeiro filme que aluguei foi UM TIRA DA PESADA 2. O segundo filme foi KOYAANISQATSI.
Eu devia ter entre 11 e 12 anos. Aluguei por causa da sinopse, mas principalmente pelas imagens da capa do VHS. E desde então, e até hoje, jamais vi um espetáculo audiovisual tão esplendoroso. O diretor consegue mesclar perfeitamente cenas quase banais e cotidianas, com outras tomadas de lugares históricos, mas sempre com uma sensação de que "algo está errado". A intenção é sempre de mostrar a ação humana durante seu tempo no planeta. As imagens simplesmente hipnotizam o espectador. A trilha sonora composta por Philip Glass é uma das peças musicais mais lindas que conheço. Gosto de pedalar em estradas de terra ouvindo música, e certamente esta trilha é uma das que mais ouço nesses momentos.
Se fosse pra escolher os 10 melhores filmes que já vi, KOYAANISQATSI estaria entre eles.
A ajuda do Paul ao assassino não faz sentido. O próprio assassino estar vivo, já que foi dito que na cena do crime na praia ele havia se matado. O personagem do jornalista que não existe, mas com quem todo mundo conversa, inclusive no seu "emprego". A submissão da atriz para como o diretor.
Não tem um fio de meada pra seguir. O final é simplesmente jogado na tela sem ter uma explicação razoável. O filme poderia servir como uma homenagem ao teatro, mas duvido que diretores e atores se sentiriam bem representados pelo autor das peças e por seus atores, todos vistos como loucos ou antiéticos.
Ele queria criticar e frisar que estávamos lá pela violência gráfica, que queríamos apenas ver o sangue, a agressão. Só que eu odiei a experiência justamente porque não queria nem mesmo ter visto a sugestão da violência envolvida, já que não a temos de forma explícita na tela. Confesso que não sei porque assisti a esse longa, já que nunca gostei de filmes com elementos de tortura e agressão pesada. Nunca gostei, mesmo, de ver a morte violenta causada de propósito e com sadismo na tela do cinema.
Sendo assim fico sem saber como analisá-lo. Se por um lado odiei TUDO o que se passou na tela, por outro lado é absolutamente genial que essa história tenha sido contada dessa maneira. E jamais irei querer assisti-lo novamente.
Tom Wilkinson é uma força da natureza. Em todas as vezes que atua (mesmo só sua voz) ele rouba a cena.
O filme mostra uma situação simplificada de uma grande corporação fazendo o que faz de melhor: obter seus lucros em cima da exploração e literal envenenamento de recursos naturais e alimentícios. Provavelmente uma crítica bem clara a Monsanto e outras empresas que são eticamente - e criminalmente - condenáveis.
Mas não é exatamente sobre isso. É sobre o background dos personagens. As motivações e o que os separa de ser um profissional ou um humano. Nos seus ramos de atuação profissional nem sempre ética, verdade ou moral estão sempre com o mesmo peso. Os três personagens principais estão cada um na sua própria balança entre a conduta profissional e a humanidade dos atos. E passamos de um filme que estuda até onde vai o limite de uma conduta profissional para um tratado crítico humanitário que envolve dramas pessoais entre vícios e epifanias.
Há menos de um ano terminei o livro "A Sexta Extinção - Uma História Não Natural", de Elizabeth Kolbert. O livro recebeu, entre outras premiações, o Pulitzer de não-ficção de 2015. A autora sugeria que, desde que o primeiro humano migrou de continente o planeta já passava a vivenciar o período antropoceno.
Com muito menos explicações científicas, mas com o advento de imagens - belíssimas, por sinal - o documentário "Antropoceno - A Era Humana" causa comoção semelhante. O filme, diferente do livro, não busca solução ou mesmo criar conscientização a quem o assiste. Mas assusta com tantas imagens que o livro, por limitações óbvias, não tem condições de mostrar. O filme ainda cita a superpopulação de grandes áreas urbanas como um dos agentes causadores de parte dessa condição atual do planeta, coisa que o livro não faz. Embora no livro haja excelente e detalhada pesquisa, e explicações embasadas de como chegamos a esse momento.
Se quiséssemos - como humanos conscientes de que vivemos num planeta de recursos finitos - uma mudança significativa nessa rota de destruição inevitável já teríamos que ter mudado de postura há pelo menos uma geração atrás.
Mas agora a catástrofe é real e irremediável. E caminhando a passos cada vez mais largos. O cenário é altamente pessimista.
Tenho pena dos que nasceram há menos de 10 anos.
E acho que antes do capitalismo implodir, a raça humana vai ter que prestar contas ao planeta de forma muito, muito cara.
Para ver no cinema, assim como tantos outros filmes em que a experiência só faz sentido se for vivida no ambiente adequado, com tela grande e som de qualidade. Na tela de um computador - ou mesmo na TV - ele dificilmente terá impacto.
Quando assisto um filme, uma parte de mim quer um roteiro impecável, com explicações plausíveis e resoluções críveis para cada cena e/ou cada fala. Dou espaço para subjetivismos e simbolismos, porém não deve ser simplesmente um amontoado de referências pobres ou mal construídas. Há que se montar uma história capaz de me explicar e convencer as motivações dos personagens, e que as situações sejam verossímeis com suas idiossincrasias e com a história proposta.
(Um exemplo: certo personagem nunca viveu ou sequer presenciou violência física. E então, numa situação limite, precisa matar ou ferir outro personagem para continuar sua saga. E na cena seguinte a isso já está fazendo piadas ou agindo como se nada diferente houvesse ocorrido. De uma hora pra outra se tornou um personagem praticamente diferente. Não vive o trauma, e a mudança que isso ocorreria no resto de sua vida torna a nova experiência vivida como algo trivial ou banal. Isso não se sustenta, não me convence. E o filme, nesse momento, já perdeu minha boa vontade).
Por outro lado eu também tenho vontade de ver algo "novo". A vontade de ter uma experiência cinematográfica que poucas vezes tive antes. Algo que tenha a marca do diretor, ou que a montagem e/ou a fotografia (ou figurino, efeitos sonoros/visuais, etc) sejam marcantes o suficiente pra serem consideradas partes intrínsecas e primordiais da história contada.
Fiz todo esse preâmbulo para tentar explicar o que senti ao assistir "O Farol". Saí do cinema com a sensação de "poderia ter sido melhor...". Mas durante os primeiros minutos após o filme, numa pizzaria, eu já estava procurando referências e explicações para as simbologias apresentadas no filme. Ao mesmo tempo que procurei explicações pra cada cena ou pra cada reação de cada personagem, eu acabei me dando conta que
o filme é centrado sob a perspectiva de apenas um dos personagens. Nada daquilo mostrado precisa necessariamente ter uma resolução verossímil ou crível, até porque à medida que a loucura toma posse dele, todo o resto é subjetivo e não carece de maiores explicações. A "realidade" passou a ser, ela mesma, em si própria, uma fantasia. A "verdade" que procuramos para nos dar a sensação de que vimos algo que faz sentido passa a ser supérflua. Apenas o que o personagem vive e reage deve fazer sentido
.
E isso é uma das principais razões pela qual vou ao cinema. Quando um filme me cativa a ponto de negar minhas próprias conclusões perante o que acabei de ver ("você acha que viu ISSO, mas na real a sua interpretação é apenas mais uma diante de várias outras que cada pessoa terá") eu dou o nome disso de ARTE.
E esse filme é uma obra de arte, mesmo eu tendo saído do cinema ontem dando uma nota 3 a ele. Que passou a ser 4 hoje. Talvez em breve eu possa considerá-lo 5 estrelas (e isso é algo perfeitamente normal, porque nunca somos as mesmas pessoas que éramos ontem. E amanhã seremos diferentes de hoje, graças às experiências vividas dia a dia).
Lady Vingança
4.0 473Grandíssima decepção.
Com recursos estilísticos exacerbados e gratuitos, o filme não serve nem pra nos deleitar com o prato frio da vingança.
as mortes das crianças são mais gráficas e têm mais atenção do que a morte do serial killer
Parece que o diretor ficou muito empolgado com a repercussão que OLDBOY teve e quis fazer uma aposta maior do que a que podia se garantir
Incêndios
4.5 2,0K Assista AgoraDilacerante.
Apesar de um tanto longo (o que leva a um pequeno cansaço natural para filmes com histórias muito trágicas, como este), o filme acerta com atuações excelentes e nada caricatas, um plot twist absurdo - porém verossímil - e uma lição para muitos que acham que só muçulmanos matam por religião.
A imagem de uma santa católica - não sei qual, não sigo essa religião - amarrada a um fuzil é uma das mais fortes (e corajosas) que ná vi num filme.
Os Fantasmas Ainda Se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice
3.4 588 Assista AgoraVergonha alheia.
Parei quando a Jenny Ortega conhece o
namoradinho na casa da árvore.
se regenera
Que preguiça. Precisava disso mesmo?
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraDica: Desliga o cérebro e se joga.
Como não consigo, dou 2 ¹/² estrelas pro filme.
A gente aceita que um corpo saia de dentro do outro, como no filme. É o tal "poder" da tal substância. A gente já embarcou nessa ideia proposta. A gente também aceita que exista um monstro conforme surge na história.
Mas de repente a atriz que se incomoda insanamente com sua própria aparência é uma pedreira de mão cheia?! E como assim uma criatura como aquela chega da casa até o palco sem ser notada?
Tudo bem que a história é uma fantasia, mas até na fantasia há que haver uma plausibilidade de acontecimentos e ocorrências que façam sentido.
Alien: Romulus
3.7 757 Assista AgoraNão sei se, por não me lembrar da sequência correta dos acontecimentos, achei o filme um pouco aquém do que esperava. Clichê do começo ao fim, isso também contribuiu pra sensação de assistir algo que já vi vezes e vezes. Nem mesmo as atuações são dignas de alguma nota positiva.
Superestimado, porém melhor que outras sequências da franquia.
Pisque Duas Vezes
3.5 662 Assista AgoraO terceiro ato estraga o filme como poucas vezes vi antes.
A Odisseia De Enéias
2.1 3 Assista AgoraHorroroso.
Poucas vezes vi tanta pretensão numa tela de cinema. Uma egotrip mal dirigida e pessimamente atuada com personagens canastrões e atores perdidos em seu ofício. Perdidos, porqueprovavelmente não se sabia se o diretor (que também é o "ator" principal do filme) queria fazer um filme de bromance, de gangster ou comédia. E o filme não convence em nenhum dos três gêneros. Assisti no festival de cinema italiano que ocorreu no Gacemss, em Volta Redonda.
Coerência
4.0 1,4K Assista AgoraUma boa premissa para um filme tecnicamente fraquíssimo, mal elaborado e mal atuado. Direção e atores sofríveis.
A Tartaruga Vermelha
4.1 400 Assista AgoraSobre cada ato do filme. Não considero essa parte spoiler, mas escondo mesmo assim caso estejam vendo o filme "no escuro", sem saber do enredo:
O primeiro ato do filme me causou enorme tensão.
No segundo eu me diverti e me joguei na fantasia.
No terceiro ato o filme me derrubou em lágrimas.
Tudo permeado por uma fotografia deslumbrante e uma natureza exuberante. Isso chamo de excelente experiência cinematográfica!
Sobre o que analisei:
O filme nos dá dicas de que a era em que se passa é entre 1600 e 1800, devido aos músicos e vestimentas do náufrago. Isso nos dá a ideia de que essa ilha poderia demorar um tanto ainda a ser descoberta ou reivindicada por alguma nação. Ou seja: O náufrago estava realmente isolado do resto do mundo. A tartaruga provavelmente não foi a responsável pelas destruiçôes das jangadas. Ela só foi vista na terceira vez, possivelmente por acaso, sendo então o alvo de toda a ira do náufrago. Ou se ela destruiu, então o fez por compaixão, sabendo que o náufrago não sobreviveria ao mar aberto. Toda a construção familiar que surgiu pós enlace homem-tartaruga é uma chance dada pela vida (ou tartaruga; ou Deus; ou a própria ilha - depende de cada interpretação) ao náufrago de não ter uma existência miserável.
Batem à Porta
3.1 671 Assista AgoraO filme está no nível do que o diretor tem feito desde "A Vila":
Enredo fraco;
Roteiro idem;
Direção de elenco canastrona;
Suspense? Onde?
Mas um mérito o diretor teve neste filme. Conseguiu criar um novo nicho:
O filme LGBTQIA+ Cristão
Parece que o diretor já não está nem aí. Já deu de Shyamalan. Não tento mais.
Cities of Last Things
3.4 35 Assista AgoraInevitável comparação a outros filmes com a mesma estrutura narrativa.
No caso desse, um "Peppermint Candy" com menos sucesso na realização, mas igualmente interessante na narrativa.
Koyaanisqatsi - Uma Vida Fora de Equilíbrio
4.4 237 Assista AgoraQuando minha família comprou um video-cassete, lembro que o primeiro filme que aluguei foi UM TIRA DA PESADA 2. O segundo filme foi KOYAANISQATSI.
Eu devia ter entre 11 e 12 anos. Aluguei por causa da sinopse, mas principalmente pelas imagens da capa do VHS. E desde então, e até hoje, jamais vi um espetáculo audiovisual tão esplendoroso. O diretor consegue mesclar perfeitamente cenas quase banais e cotidianas, com outras tomadas de lugares históricos, mas sempre com uma sensação de que "algo está errado". A intenção é sempre de mostrar a ação humana durante seu tempo no planeta. As imagens simplesmente hipnotizam o espectador. A trilha sonora composta por Philip Glass é uma das peças musicais mais lindas que conheço. Gosto de pedalar em estradas de terra ouvindo música, e certamente esta trilha é uma das que mais ouço nesses momentos.
Se fosse pra escolher os 10 melhores filmes que já vi, KOYAANISQATSI estaria entre eles.
O Assassino em Mim
3.1 338A palavra DESPERDÍCIO deve ser colocada junta a qualquer outra que faça parte da produção de um filme, precedida pela preposição DE.
Navio Fantasma
2.8 840 Assista AgoraConstrangedor.
A Mulher Mais Assassinada do Mundo
2.9 33 Assista AgoraEu não sei o que esse roteirista bebeu. Mas devia estar estragado. O filme é muito ruim. Nada faz sentido.
A ajuda do Paul ao assassino não faz sentido. O próprio assassino estar vivo, já que foi dito que na cena do crime na praia ele havia se matado. O personagem do jornalista que não existe, mas com quem todo mundo conversa, inclusive no seu "emprego". A submissão da atriz para como o diretor.
Não tem um fio de meada pra seguir. O final é simplesmente jogado na tela sem ter uma explicação razoável. O filme poderia servir como uma homenagem ao teatro, mas duvido que diretores e atores se sentiriam bem representados pelo autor das peças e por seus atores, todos vistos como loucos ou antiéticos.
Peppermint Candy
4.0 24Fiquei tão impressionado com o filme, mas tão impressionado, que até fiquei preocupado.
Tempestade: Planeta em Fúria
2.7 608 Assista AgoraO Sharknado dos filmes de espaço sideral
Violência Gratuita
3.4 1,3K Assista AgoraEu entendi o filme. Ao menos considero que sim.
E o odiei, ao mesmo tempo que o considero genial.
Ele queria criticar e frisar que estávamos lá pela violência gráfica, que queríamos apenas ver o sangue, a agressão. Só que eu odiei a experiência justamente porque não queria nem mesmo ter visto a sugestão da violência envolvida, já que não a temos de forma explícita na tela. Confesso que não sei porque assisti a esse longa, já que nunca gostei de filmes com elementos de tortura e agressão pesada. Nunca gostei, mesmo, de ver a morte violenta causada de propósito e com sadismo na tela do cinema.
Sendo assim fico sem saber como analisá-lo. Se por um lado odiei TUDO o que se passou na tela, por outro lado é absolutamente genial que essa história tenha sido contada dessa maneira. E jamais irei querer assisti-lo novamente.
Fuga de Los Angeles
3.0 187 Assista AgoraPrêmio Fred Whately de filme mais niilista já visto.
Conduta de Risco
3.5 198FIL-MA-ÇO!
Tom Wilkinson é uma força da natureza. Em todas as vezes que atua (mesmo só sua voz) ele rouba a cena.
O filme mostra uma situação simplificada de uma grande corporação fazendo o que faz de melhor: obter seus lucros em cima da exploração e literal envenenamento de recursos naturais e alimentícios. Provavelmente uma crítica bem clara a Monsanto e outras empresas que são eticamente - e criminalmente - condenáveis.
Mas não é exatamente sobre isso. É sobre o background dos personagens. As motivações e o que os separa de ser um profissional ou um humano. Nos seus ramos de atuação profissional nem sempre ética, verdade ou moral estão sempre com o mesmo peso. Os três personagens principais estão cada um na sua própria balança entre a conduta profissional e a humanidade dos atos. E passamos de um filme que estuda até onde vai o limite de uma conduta profissional para um tratado crítico humanitário que envolve dramas pessoais entre vícios e epifanias.
A cena dos
cavalos
O final
apoteótico e redentor
Entra fácil na minha lista de 100 filmes preferidos de todos os tempos.
Através da Sombra
2.4 68 Assista AgoraO ator que faz o papel do Bento não foi creditado aqui: Chama-se Alexandre Varela.
Antropoceno: A Era Humana
4.1 12Há menos de um ano terminei o livro "A Sexta Extinção - Uma História Não Natural", de Elizabeth Kolbert. O livro recebeu, entre outras premiações, o Pulitzer de não-ficção de 2015. A autora sugeria que, desde que o primeiro humano migrou de continente o planeta já passava a vivenciar o período antropoceno.
Com muito menos explicações científicas, mas com o advento de imagens - belíssimas, por sinal - o documentário "Antropoceno - A Era Humana" causa comoção semelhante. O filme, diferente do livro, não busca solução ou mesmo criar conscientização a quem o assiste. Mas assusta com tantas imagens que o livro, por limitações óbvias, não tem condições de mostrar. O filme ainda cita a superpopulação de grandes áreas urbanas como um dos agentes causadores de parte dessa condição atual do planeta, coisa que o livro não faz. Embora no livro haja excelente e detalhada pesquisa, e explicações embasadas de como chegamos a esse momento.
Se quiséssemos - como humanos conscientes de que vivemos num planeta de recursos finitos - uma mudança significativa nessa rota de destruição inevitável já teríamos que ter mudado de postura há pelo menos uma geração atrás.
Mas agora a catástrofe é real e irremediável. E caminhando a passos cada vez mais largos. O cenário é altamente pessimista.
Tenho pena dos que nasceram há menos de 10 anos.
E acho que antes do capitalismo implodir, a raça humana vai ter que prestar contas ao planeta de forma muito, muito cara.
O Farol
3.8 1,7K Assista AgoraPara ver no cinema, assim como tantos outros filmes em que a experiência só faz sentido se for vivida no ambiente adequado, com tela grande e som de qualidade. Na tela de um computador - ou mesmo na TV - ele dificilmente terá impacto.
Quando assisto um filme, uma parte de mim quer um roteiro impecável, com explicações plausíveis e resoluções críveis para cada cena e/ou cada fala. Dou espaço para subjetivismos e simbolismos, porém não deve ser simplesmente um amontoado de referências pobres ou mal construídas. Há que se montar uma história capaz de me explicar e convencer as motivações dos personagens, e que as situações sejam verossímeis com suas idiossincrasias e com a história proposta.
(Um exemplo: certo personagem nunca viveu ou sequer presenciou violência física. E então, numa situação limite, precisa matar ou ferir outro personagem para continuar sua saga. E na cena seguinte a isso já está fazendo piadas ou agindo como se nada diferente houvesse ocorrido. De uma hora pra outra se tornou um personagem praticamente diferente. Não vive o trauma, e a mudança que isso ocorreria no resto de sua vida torna a nova experiência vivida como algo trivial ou banal. Isso não se sustenta, não me convence. E o filme, nesse momento, já perdeu minha boa vontade).
Por outro lado eu também tenho vontade de ver algo "novo". A vontade de ter uma experiência cinematográfica que poucas vezes tive antes. Algo que tenha a marca do diretor, ou que a montagem e/ou a fotografia (ou figurino, efeitos sonoros/visuais, etc) sejam marcantes o suficiente pra serem consideradas partes intrínsecas e primordiais da história contada.
Fiz todo esse preâmbulo para tentar explicar o que senti ao assistir "O Farol". Saí do cinema com a sensação de "poderia ter sido melhor...". Mas durante os primeiros minutos após o filme, numa pizzaria, eu já estava procurando referências e explicações para as simbologias apresentadas no filme. Ao mesmo tempo que procurei explicações pra cada cena ou pra cada reação de cada personagem, eu acabei me dando conta que
o filme é centrado sob a perspectiva de apenas um dos personagens. Nada daquilo mostrado precisa necessariamente ter uma resolução verossímil ou crível, até porque à medida que a loucura toma posse dele, todo o resto é subjetivo e não carece de maiores explicações. A "realidade" passou a ser, ela mesma, em si própria, uma fantasia. A "verdade" que procuramos para nos dar a sensação de que vimos algo que faz sentido passa a ser supérflua. Apenas o que o personagem vive e reage deve fazer sentido
E isso é uma das principais razões pela qual vou ao cinema. Quando um filme me cativa a ponto de negar minhas próprias conclusões perante o que acabei de ver ("você acha que viu ISSO, mas na real a sua interpretação é apenas mais uma diante de várias outras que cada pessoa terá") eu dou o nome disso de ARTE.
E esse filme é uma obra de arte, mesmo eu tendo saído do cinema ontem dando uma nota 3 a ele. Que passou a ser 4 hoje. Talvez em breve eu possa considerá-lo 5 estrelas (e isso é algo perfeitamente normal, porque nunca somos as mesmas pessoas que éramos ontem. E amanhã seremos diferentes de hoje, graças às experiências vividas dia a dia).
Watchmen: O Filme
4.0 2,8K Assista AgoraO único - seguramente o único - filme com temática de supereróis que eu gostei de assistir.
Apesar de não ser um filme SOBRE supereróis, que fique dito.