A reflexão é importante, especialmente se considerarmos que até hoje tem muitas pessoas (inclusive, pessoas LGBTQIA+) que não entendem que o fato de a pessoa ser trans não tem nada a ver com a sexualidade dela. Porém, a execução está bem meia boca. As atuações até que passam sem problemas, mas a condução...
Acho que foi uma das cenas mais constrangedoras que já vi reproduzidas em um filme. E foi intereporque levanta vários questionamentos sobre hipocrisia dentro do mundo masculino.
Acho que o principal trunfo é dar a entender que, em determinado momento, o curta tem vários caminhos disponíveis e me fazer acreditar nisso, deixando-me na dúvida sobre o que eu encontraria na cena seguinte. Gostei disso. Essa experiência é complementada pela mensagem de alerta para homens gays e os famosos aplicativos de pegação.
Creio que seja um curta-metragem para refletir sobre as várias faces da crueldade de nossa humanidade. Tal qual diz Orwell em "1985": "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros."
Que tapa na cara. Um curta-metragem que é inteligente ao nos fazer, depois de terminar, parar e pensar em tudo o que acabamos de assistir. Poderoso, important, triste. Uma punhalada absurda. Olhamos muito para os problemas dos outros, por vezes em intuito de sermos os "salvadores da pátria", e esquecemos que nós também precisamos ser salvos.
Reflito muito sobre como nós, homens gays, temos um repertório sexual vasto, mas um repertório emocional reduzido. Muito disso, acredito, vem do fato de crescermos presos, impedidos do toque, sem "namoradinhos", aprendendo primeiro a se esconder, depois a mentir, então, sobreviver, e só no final a amar. E isso é dilacerante. Não à toa, os índices de suicídio entre nós são elevados. Creio que "Skin to Skin" é um breve retrato disso, dessa fome emocional, vontade de, nem que seja em um encontro furtivo, ter uma prova de que existimos e de que temos alguém para nos abraçar.
Quase um manifesto pelo direito de encarar as consequências de usar o próprio corpo como produto sexual. Curioso como doze anos depois o assunto ainda permanece com as mesmas nuances de preconceito.
Creio que captou muito bem esse sentimento de descoberta de si, abertura de mente, libertação das amarras, reconhecimento de desejos. E o mais interessante foi fazer isso em formato de um diário, com um toque quase lírico.
Um filme que retrata com maestria esse vazio que reside em nós, uma incompletude sem nome, um desejo nunca alcançado. E para quem é LGBTQIA+, é o dilaceramento de, às vezes, termos diante de nós a pessoa que poderia nos impulsionar a outra vida com mais sentido, mas, devido ao preconceito, essa possibilidade nunca sai do mundo das ideias. Este é um curta-metragem triste, silencioso e terrivelmente atual.
Eu sempre insisto que um filme de temática LGBTQIA+ não necessariamente precisa ter um protagonista LGBTQIA+. Como este filme mostra, a questão é trazer dentro da temática do filme personagens LGBT que sejam tratados de forma natural, sem que a sexualidade seja um problema. E aqui em "Chin Up, Dude" o que nós temos é exatamente isso: um protagonista que não é LGBTQIA+, mas através do que ele percebe na relação com os pais, ele percebe como pode abrir sua mente e criar empatia. É maravilhoso.
A angústia de querer se entregar, mas sentir-se preso à essa entrega. Temos aqui o medo de um "e se" que nos corrói a ponto de pensarmos se não seria melhor nos livrarmos da pessoa que trouxe a possibilidade de mudança. O desespero final, filmado em um take de silêncio, é arrebatador.
Creio que o adjetivo "desolador" se encaixa aqui. Primeiro, pelo sentido do curta-metragem, que se torna sereno ao se afastar do lúdico e mostrar uma realidade ainda presente (mesmo em um país considerado avançado). Segundo, por ter conseguido ambientar essa desolação a cada cena. Há algo sereno em cada movimento deste filme.
Interessante por termos a oportunidade de ver um lado mais sujo da China, sem aquela "máscara de perfeição". Porém, a meu ver, acaba de forma muito estranha...
O título é certeiro, as atuações do Taofique Folarin e do Ben Aldridge são estupendas — cara, como faz diferença ter atores LGBTQIA+em papéis LGBTQIA+! O silêncio da historia, a emoção, o olhar de empatia, as cores, a reflexão, o poder informativo... Filmaço! (Ou Curtaço, sei lá 😅😅😅). Sério, encantador. E terminei sorrindo, entregue, liberto. Ganhei o dia.
Como Nina Simone dizia: "Aprenda a sair da mesa quando o amor parar de ser servido." A história deste curta-metragem é simples, sim, mas cheia de significado em um ambiente onde o "dar-se ao respeito" é sinônimo de "seja discreto" e muitas pessoas acham elogio dizer que alguém "não parece gay" — especialmente, muitos homens gays imersos em estereótipos de masculinidade. No final das contas, é sobre encontrar o lugar onde podemos existir.
Reitero o que eu disse há dois anos e aumento as estrelinhas:
Eu AMO o cinema francês porque não há pudores como acontece por aqui. E "Tapette" foi refrescante. É o que posso dizer. Eu sorri, eu refleti, eu me deixei levar. Maravilhoso. E A metáfora ao final, de abraçar as coisas, abraçar o medo, parar de correr dele, é algo universal e louvável. Lindo curta-metragem.
Shiba San e Meow Chan
3.5 1 Assista AgoraUma história que fala muito sobre o que um astro da mídia carrega por trás dos holofotes e quais monstros enftrenta enquanto sorri diante das câmeras.
Bros Before
2.5 1A reflexão é importante, especialmente se considerarmos que até hoje tem muitas pessoas (inclusive, pessoas LGBTQIA+) que não entendem que o fato de a pessoa ser trans não tem nada a ver com a sexualidade dela. Porém, a execução está bem meia boca. As atuações até que passam sem problemas, mas a condução...
Father of the bride
3.5 1Acho que foi uma das cenas mais constrangedoras que já vi reproduzidas em um filme. E foi intereporque levanta vários questionamentos sobre hipocrisia dentro do mundo masculino.
Slashr
2.8 1Acho que o principal trunfo é dar a entender que, em determinado momento, o curta tem vários caminhos disponíveis e me fazer acreditar nisso, deixando-me na dúvida sobre o que eu encontraria na cena seguinte. Gostei disso. Essa experiência é complementada pela mensagem de alerta para homens gays e os famosos aplicativos de pegação.
Skin on Skin
3.1 2Creio que seja um curta-metragem para refletir sobre as várias faces da crueldade de nossa humanidade. Tal qual diz Orwell em "1985": "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros."
Blackout
4.8 1Que tapa na cara. Um curta-metragem que é inteligente ao nos fazer, depois de terminar, parar e pensar em tudo o que acabamos de assistir. Poderoso, important, triste. Uma punhalada absurda. Olhamos muito para os problemas dos outros, por vezes em intuito de sermos os "salvadores da pátria", e esquecemos que nós também precisamos ser salvos.
TRIO
3.0 1Premissa interessante, especialmente por mesclar a discussão filosófica sobre Ética com a vida dos personagens.
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2.6 8Quando a esperança se dobra à realidade das máscaras. Quantos grandes amores não foram impedidos pela hipocrisia?
Skin to Skin
4.0 1 Assista AgoraReflito muito sobre como nós, homens gays, temos um repertório sexual vasto, mas um repertório emocional reduzido. Muito disso, acredito, vem do fato de crescermos presos, impedidos do toque, sem "namoradinhos", aprendendo primeiro a se esconder, depois a mentir, então, sobreviver, e só no final a amar. E isso é dilacerante. Não à toa, os índices de suicídio entre nós são elevados. Creio que "Skin to Skin" é um breve retrato disso, dessa fome emocional, vontade de, nem que seja em um encontro furtivo, ter uma prova de que existimos e de que temos alguém para nos abraçar.
Far from Water
2.6 1 Assista AgoraA princípio, a duração estranha. Mas quando penso na captura de um momento, de um fragmento de vida, o curta-metragem ganha outros tons.
Putito
2.5 1Quase um manifesto pelo direito de encarar as consequências de usar o próprio corpo como produto sexual. Curioso como doze anos depois o assunto ainda permanece com as mesmas nuances de preconceito.
Angel
3.1 1Creio que captou muito bem esse sentimento de descoberta de si, abertura de mente, libertação das amarras, reconhecimento de desejos. E o mais interessante foi fazer isso em formato de um diário, com um toque quase lírico.
My Father's Son
2.5 1Tradição versus realidade.
Incomplete
3.4 1 Assista AgoraUm filme que retrata com maestria esse vazio que reside em nós, uma incompletude sem nome, um desejo nunca alcançado. E para quem é LGBTQIA+, é o dilaceramento de, às vezes, termos diante de nós a pessoa que poderia nos impulsionar a outra vida com mais sentido, mas, devido ao preconceito, essa possibilidade nunca sai do mundo das ideias. Este é um curta-metragem triste, silencioso e terrivelmente atual.
Chin Up, Dude!
2.8 3Eu sempre insisto que um filme de temática LGBTQIA+ não necessariamente precisa ter um protagonista LGBTQIA+. Como este filme mostra, a questão é trazer dentro da temática do filme personagens LGBT que sejam tratados de forma natural, sem que a sexualidade seja um problema. E aqui em "Chin Up, Dude" o que nós temos é exatamente isso: um protagonista que não é LGBTQIA+, mas através do que ele percebe na relação com os pais, ele percebe como pode abrir sua mente e criar empatia. É maravilhoso.
Depois Do Amanhecer
4.5 1A angústia de querer se entregar, mas sentir-se preso à essa entrega. Temos aqui o medo de um "e se" que nos corrói a ponto de pensarmos se não seria melhor nos livrarmos da pessoa que trouxe a possibilidade de mudança. O desespero final, filmado em um take de silêncio, é arrebatador.
Poof
2.8 4Creio que o adjetivo "desolador" se encaixa aqui. Primeiro, pelo sentido do curta-metragem, que se torna sereno ao se afastar do lúdico e mostrar uma realidade ainda presente (mesmo em um país considerado avançado). Segundo, por ter conseguido ambientar essa desolação a cada cena. Há algo sereno em cada movimento deste filme.
Floating Melon
2.5 1 Assista AgoraInteressante por termos a oportunidade de ver um lado mais sujo da China, sem aquela "máscara de perfeição". Porém, a meu ver, acaba de forma muito estranha...
Spiral
3.5 1Bizarro, macabro e estranhamente plausível se pensarmos de forma metafórica sobre o que foi apresentado.
Plantonic
3.3 2Aquele tipo de história que entende o poder dos silêncios. Melancólica, sim, mas também lúdica e singela. Bonito curta-metragem.
Dreaming Like Louis
3.7 1Surreal, erótico, esteanho, assustador, bizarro, realista...
Thrive
3.9 2O título é certeiro, as atuações do Taofique Folarin e do Ben Aldridge são estupendas — cara, como faz diferença ter atores LGBTQIA+em papéis LGBTQIA+! O silêncio da historia, a emoção, o olhar de empatia, as cores, a reflexão, o poder informativo... Filmaço! (Ou Curtaço, sei lá 😅😅😅). Sério, encantador. E terminei sorrindo, entregue, liberto. Ganhei o dia.
One Night Only
3.6 4Como Nina Simone dizia: "Aprenda a sair da mesa quando o amor parar de ser servido." A história deste curta-metragem é simples, sim, mas cheia de significado em um ambiente onde o "dar-se ao respeito" é sinônimo de "seja discreto" e muitas pessoas acham elogio dizer que alguém "não parece gay" — especialmente, muitos homens gays imersos em estereótipos de masculinidade. No final das contas, é sobre encontrar o lugar onde podemos existir.
Tapette
4.5 4 Assista AgoraReitero o que eu disse há dois anos e aumento as estrelinhas:
Eu AMO o cinema francês porque não há pudores como acontece por aqui. E "Tapette" foi refrescante. É o que posso dizer. Eu sorri, eu refleti, eu me deixei levar. Maravilhoso. E A metáfora ao final, de abraçar as coisas, abraçar o medo, parar de correr dele, é algo universal e louvável. Lindo curta-metragem.