“Nós somos as nossas memórias e você, Nathália, é a minha memória.”
Sabe quando você se sente inadequado diante de uma conversa; imerso em uma intimidade alheia que faz você se apequenar perante a beleza daquela cena? Foi como eu me senti aqui. É tão genuíno, delicado, sensível, empático, que fiquei hipnotizado. Que homenagem bonita e mais ainda por serem elas contando a própria história. Inspirador.
Em “novos tempos” de tantos ruídos na comunicação, tanto exagero, “influencers” sem conteúdo, ídolos vazios, gritos, berros e tolices midiáticas, Fernanda Montenegro e Nathália Timberg são de uma serenidade que conforta.
Mais ainda, nestes tempos de “quinze minutos de fama”, ambas mostram que saber quem se é, seguir uma vocação, ter convicção, mergulhar em autoconhecimento é o que nos faz chegar mais longe.
Assisti a todos os episódios da série "Tributo" lançados até hoje (abr/2024) e, na minha opinião fecal, terminar essa maratona com este episódio foi um fechar inspirador. Para mim, por um motivo simples: Maneco, sendo um autor, é a fonte primordial de todos os outros homenageados. Claro, há os talentos, a grandeza das atuações, a força cultura, social e histórica, porém, um grande ator, uma grande atriz, não existe sem um grande papel, né? Nesse sentido, este "Tributo - Manoel Carlos" me levou a lugares de muita imersão e silêncio, uma aula para quem tem pretensões de melhorar na escrita criativa. Manoel Carlos e suas novelas sobre a vida, sobre a família, faz muita falta neste Brasil dos anos 2020 em que a população anda tão violenta, apática e polarizada.
Emocionante. Laura Cardoso tem uma força no olhar. É incrível como nas pequenas cenas que mostraram vê-se as personagens, não a atriz. Incrível, incrível. E a emoção da Dira Paes passou para cá. Nossa, foi inspirador.
Que programa maravilhoso. Acredito que muito disso é fruto do talento de Marisa Orth, que conduz o "Dois em Cena" com leveza e emoção. Todos os programas trouxeram luz à essa arte tão bonita, ficando até difícil destacar um em especial. Mesmo assim, o do Caio Blat com o Othon Bastos foi maravilhoso e, claro, Léa Garcia e Clara Moneke foi arrebatador! Espero MUITO que tenha uma segunda temporada.
Gostei dos diálogos e do formato. Interessante forma de se comemorar: trazendo reflexões e até inspiração. Porém, pessoalmente, há algo de forçado ali. Não sei explicar qual sentimento foi esse, não consigo nomear, mas há. Tem certa hipocrisia, por exemplo, quando a Angélica fala sobre preocupações com a exposição dos filhos sendo que as crianças/adolescentes só vivem no programa do marido dela. Do mesmo modo, há algo de "pobre garota rica" ali. Claro que é legítimo tudo o que ela diz e, infelizmente, passou. O mundo da fama é uma grande hipocrisia, uma farsa. Mas ela tem muitos privilégios que ficam evidentes a cada episódio. Portanto, apesar de ter gostado do papo, foi meio impossível me desprender da realidade e entrar de cabeça nesse "mundinho" apresentado.
Até aqui, na minha opinião fecal, foi a edição mais consistente em relação ao canto e à imersão dos artistas em seus respectivos personagens. Acredito que assistir a um programa desse, feito para entreter e divertir, e esperar por preciosismo é querer demais. Além disso, o fato de o colega aqui abaixo mencionar, incomodadíssimo, a "lacração" LGBTQ+ mostra a importância de programas assim trazerem essas pautas. Algumas coisas são exageradas? Sim, são. Porém, entre o exagero e a completa invisibilidade, eu fico com o primeiro.
Algo que não entendi foram as críticas ao Leandro Hassum, dizendo que ele estava "apagado" e coisas do gênero. O que queriam que ele fizesse? Ficasse fazendo piadinhas enquanto os participantes se estressavam na cozinha? Fizesse um stand up no meio da cozinha? As pessoas não se tocaram que sim, é um comediante, mas ele estava ali como um apresentador. E, diante disso, teve sim boas tiradas e creio que conduziu o programa bem.
Eu gostei da dinâmica das provas e dos desafios. Para um domingo a tarde, nesse horário pós-almoço, dia moroso ao extremo, ter um programa que diverte sem ser exagerado (Alô "Pipoca com Ivete"!, Alô "Zig Zag Arena"!, aprendam) é um ganho. A edição é legal, o uso dos efeitos sonoros é simples, mas inteligente, Paola e João Diamante têm uma dinâmica boa. As caras da Poela, então, são maravilhosas.
É um programa que me agradou e abraçou. Aconchegante.
Para o que foi proposto, numa faixa de horário tão complicada, curti bastante. Espero pela segunda temporada.
Histórias que tragam o Nordeste são importantes para que pensamentos como o do sujeito abaixo (Wesley) sejam combatidos e execrados. De fato, falando em relação ao roteiro, foi esticada demais e ficou cansativa. Porém, a representatividade, a engenhosidade, a diversidade, compensaram. A cena da aparição de Nossa Senhora, por exemplo, foi estonteante. Isso sem contar a cena final e (para mim, a cereja do bolo) os cantadores ao final de cada episódio. Maravilhosa novela. Só me senti assim, recentemente, com o remake de "Éramos Seis". "Mar do Sertão" não é perfeita, mas abraçou e mostrou a força que o Nordeste tem. Viva o povo nordestino, nós, que mesmo com sotaque e desconhecidos, fazemos sim a diferença.
Texto extremamente necessário e que me fez refletir bastante sobre a clássica frase "é como se fosse da família". Quantas "é como se fosse da família" não estão por aí, invisibilizadas em seus parentescos forjados por uma aura de desconstrução? Muito, muito impactante média-metratem. Isabel e Luellem, uau!, que atuações estapeantes. A entrega, a dor, a raiva, o choro, o ar de mescla entre decepção e redescoberta do próprio corpo, da própria identidade. Não devemos apagar certas manchas.
Muito mais dinâmico que a primeira temporada. Adorei o fato de mudarem os cenários de episódio para episódio. As mudanças que fizeram no jogo deixaram o programa bem mais interessante. Sorri, torci, fiquei agoniado... Valeu a pena. Espero que se fizerem uma nova temporada continuem trazendo novos elementos - e que não vire um "Mandou Bem" da vida, que virou mais do mesmo.
Maravilhoso média-metragem. É uma crítica importante e que nossa sociedade se.recusa a parar para pensar. O elenco é muito bom e o roteiro diverte. Quem for esperando dar gargalhadas de cair da cadeira, desista. É um humor sutil, delicado e nada estereotipado. Valeu a pena.
Domingos são dias estranhos, melancólicos, morosos... E aí, o "The Masked Singer" conseguiu ressignificar esse dia para mim. Não, não virei um fã dos domingos, mas sem dúvida o dia se tornou mais palatável. O bonito do programa é como envolve as pessoas com sentimentos trazidos por essas fantasias. Não é sobre o artista, o "famoso", a quantidade de fãs que a pessoa tenha; não é sobre exposição ou exibição ou ostentação. O programa é sobre encantar através das emoções. E só. Numa sociedade que me parece cada vez mais apática e distante de certos sentimentos simples, instintivos, chegando mesmo a rejeitar muitos deles, essa segunda temporada foi um sorriso, um abraço. O programa não salva as pessoas da beira do abismo, porém, deixa uma mensagem de que você pode se afastar um pouco de todo esse caos.
Bem diferente dos outros. De fato, como os jurados disseram, é um programa "que vai além da culinária". Foi bem divertido e emocionante. Espero que tenha outra temporada.
O legal de assistir a esse tipo de reality é a oportunidade que temos de ver a cultura de um outro país na sua essência, pelas pessoas, as famílias, o lar. Eu me diverti muito. Conhecer cada casa, a rotina, as brigas, as piadas, as emoções... tudo incrível. Nadja, Zoe, Rosemary e Giorgio são um quarteto maravilhoso de apresentadoras / juradas. Aprendi MUITO. Já sinto até saudade. :D Só prejudicou a dublagem que em certos episódios simplesmente sumia. Muito, muito mal feita. Tirando esse detalhe, "The Big Family Cooking Showdown" é um passatempo que ensina e deixa algo de bom no peito.
Nunca liguei muito pra Miley - ciente apenas das polêmicas - e mordi a lingua: é um show OK com uma cantora de verdade - e todo ao vivo e bem animado. A versão de "Jolene" da Dolly Parton foi uma surpresa junto ao cover de "Hey Ya!" (um dos pontos altos do show). Miley não entra na minha lista de musicas, mas vai sim para a galeria de bons e competentes artistas.
Além das músicas, da capacidade da banda dominar o palco ou do clima nostálgico, esse show é um registro de uma época onda a frase "curtir o show" era real, longe de celulares e câmeras, com o público atento ao artista ao invés de preocupado com os botões e o wi-fi para a postagem...
Não sou um grande conhecedor da carreira da Madonna "pré-Confessions...", mas assistindo a esse show compreendo porque sempre ouvi que este é o melhor show da carreira: é grandioso, sim, mas o destaque não é a pirotecnia, os efeitos ou as polêmicas, e sim a própria cantora com pleno domínio vocal e corporal, contagiando tanto a plateia presente ali quanto quem assisti posteriormente. De cair o queixo, realmente.
O excesso de informações visuais prejudica muito a "degustação". O que era para ser um registro à la "Confessions Tour" acaba sendo um emaranhado de cenas confusas com fundo musical. Ainda bem que do meio para o fim - coincidentemente com menos músicas do M.D.N.A - as coisas ficam mais tranquilas e menos "explosivas" - especialmente o grande momento com "Like a Virgin" e "Love Spent" acústicas, além da apoteose impressionante em "Like a Prayer".
Ao fim, Madonna reitera o respeito que tem como uma grande artista e, principalmente, com o momento acústico em meio à todo o colorido coreografado, mostra que pode surpreender sem precisar de todos esses efeitos - encantando com o que importa: a voz e o olhar.
Apesar de ser um grande fã do Coldplay - de comprar CDs, DVDs, acompanhar, viajar para os shows, etc - esse especial me decepcionou muito. A premissa do "intimismo" se perdecom tanto efeito e, na minha opinião fecal, quando um show se destaca mais pelos efeitos visuais do que pela música em si, há um equívoco. Se fosse todo filmado ao estilo de "Another's Armas" e "Oceans" teria o aprofundamento ideal para as mensagens das músicas. Afinal, ao menos pra mim, o que importa é a banda, o talento e o significado de cada canção e com tanta luz e efeitos muito disso se perde, infelizmente.
Daqueles shows impressionantes do começo ao fim. Não é a toa que ganhou vários prêmios pela tecnologia de entretenimento usada e pelo conjunto da performance.
Um dos melhores shows de todos os "Rock In Rio", mostrando a força e capacidade do Coldplay no palco, tanto com belas e marcantes canções quanto com a energia cativante do Chris Martin.
Show fantástico de um artista de grandes qualidades, mas, infelizmente, meio ignorado pelo público. Com letras tão relevantes e um cuidado extremo com arranjos e estrutura, o Jay Vaquer merece um reconhecimento maior pelo trabalho que faz e este DVD é uma prova de tudo isso!
Fernanda e Nathalia - Amigas de uma Vida
4.2 1“Nós somos as nossas memórias e você, Nathália, é a minha memória.”
Sabe quando você se sente inadequado diante de uma conversa; imerso em uma intimidade alheia que faz você se apequenar perante a beleza daquela cena? Foi como eu me senti aqui. É tão genuíno, delicado, sensível, empático, que fiquei hipnotizado. Que homenagem bonita e mais ainda por serem elas contando a própria história. Inspirador.
Em “novos tempos” de tantos ruídos na comunicação, tanto exagero, “influencers” sem conteúdo, ídolos vazios, gritos, berros e tolices midiáticas, Fernanda Montenegro e Nathália Timberg são de uma serenidade que conforta.
Mais ainda, nestes tempos de “quinze minutos de fama”, ambas mostram que saber quem se é, seguir uma vocação, ter convicção, mergulhar em autoconhecimento é o que nos faz chegar mais longe.
Estou encantado, silencioso, sereno e feliz.
Tributo - Manoel Carlos
4.1 11Assisti a todos os episódios da série "Tributo" lançados até hoje (abr/2024) e, na minha opinião fecal, terminar essa maratona com este episódio foi um fechar inspirador. Para mim, por um motivo simples: Maneco, sendo um autor, é a fonte primordial de todos os outros homenageados. Claro, há os talentos, a grandeza das atuações, a força cultura, social e histórica, porém, um grande ator, uma grande atriz, não existe sem um grande papel, né? Nesse sentido, este "Tributo - Manoel Carlos" me levou a lugares de muita imersão e silêncio, uma aula para quem tem pretensões de melhorar na escrita criativa. Manoel Carlos e suas novelas sobre a vida, sobre a família, faz muita falta neste Brasil dos anos 2020 em que a população anda tão violenta, apática e polarizada.
Tributo - Laura Cardoso
4.5 1Emocionante. Laura Cardoso tem uma força no olhar. É incrível como nas pequenas cenas que mostraram vê-se as personagens, não a atriz. Incrível, incrível. E a emoção da Dira Paes passou para cá. Nossa, foi inspirador.
Tributo - Zezé Motta
4.4 2Arrepiante!
Dois em Cena - Encontro de Gerações
4.8 2Que programa maravilhoso. Acredito que muito disso é fruto do talento de Marisa Orth, que conduz o "Dois em Cena" com leveza e emoção. Todos os programas trouxeram luz à essa arte tão bonita, ficando até difícil destacar um em especial. Mesmo assim, o do Caio Blat com o Othon Bastos foi maravilhoso e, claro, Léa Garcia e Clara Moneke foi arrebatador! Espero MUITO que tenha uma segunda temporada.
Angélica: 50 & Tanto
3.9 9Gostei dos diálogos e do formato. Interessante forma de se comemorar: trazendo reflexões e até inspiração. Porém, pessoalmente, há algo de forçado ali. Não sei explicar qual sentimento foi esse, não consigo nomear, mas há. Tem certa hipocrisia, por exemplo, quando a Angélica fala sobre preocupações com a exposição dos filhos sendo que as crianças/adolescentes só vivem no programa do marido dela. Do mesmo modo, há algo de "pobre garota rica" ali. Claro que é legítimo tudo o que ela diz e, infelizmente, passou. O mundo da fama é uma grande hipocrisia, uma farsa. Mas ela tem muitos privilégios que ficam evidentes a cada episódio. Portanto, apesar de ter gostado do papo, foi meio impossível me desprender da realidade e entrar de cabeça nesse "mundinho" apresentado.
The Masked Singer Brasil (3ª Temporada)
3.2 3Até aqui, na minha opinião fecal, foi a edição mais consistente em relação ao canto e à imersão dos artistas em seus respectivos personagens. Acredito que assistir a um programa desse, feito para entreter e divertir, e esperar por preciosismo é querer demais. Além disso, o fato de o colega aqui abaixo mencionar, incomodadíssimo, a "lacração" LGBTQ+ mostra a importância de programas assim trazerem essas pautas. Algumas coisas são exageradas? Sim, são. Porém, entre o exagero e a completa invisibilidade, eu fico com o primeiro.
Minha Mãe Cozinha Melhor Que a Sua
3.2 3Algo que não entendi foram as críticas ao Leandro Hassum, dizendo que ele estava "apagado" e coisas do gênero. O que queriam que ele fizesse? Ficasse fazendo piadinhas enquanto os participantes se estressavam na cozinha? Fizesse um stand up no meio da cozinha? As pessoas não se tocaram que sim, é um comediante, mas ele estava ali como um apresentador. E, diante disso, teve sim boas tiradas e creio que conduziu o programa bem.
Eu gostei da dinâmica das provas e dos desafios. Para um domingo a tarde, nesse horário pós-almoço, dia moroso ao extremo, ter um programa que diverte sem ser exagerado (Alô "Pipoca com Ivete"!, Alô "Zig Zag Arena"!, aprendam) é um ganho. A edição é legal, o uso dos efeitos sonoros é simples, mas inteligente, Paola e João Diamante têm uma dinâmica boa. As caras da Poela, então, são maravilhosas.
É um programa que me agradou e abraçou. Aconchegante.
Para o que foi proposto, numa faixa de horário tão complicada, curti bastante. Espero pela segunda temporada.
Mar do Sertão
3.9 10Histórias que tragam o Nordeste são importantes para que pensamentos como o do sujeito abaixo (Wesley) sejam combatidos e execrados. De fato, falando em relação ao roteiro, foi esticada demais e ficou cansativa. Porém, a representatividade, a engenhosidade, a diversidade, compensaram. A cena da aparição de Nossa Senhora, por exemplo, foi estonteante. Isso sem contar a cena final e (para mim, a cereja do bolo) os cantadores ao final de cada episódio. Maravilhosa novela. Só me senti assim, recentemente, com o remake de "Éramos Seis". "Mar do Sertão" não é perfeita, mas abraçou e mostrou a força que o Nordeste tem. Viva o povo nordestino, nós, que mesmo com sotaque e desconhecidos, fazemos sim a diferença.
Falas Femininas Apresenta Histórias (Im)possíveis
4.1 10Texto extremamente necessário e que me fez refletir bastante sobre a clássica frase "é como se fosse da família". Quantas "é como se fosse da família" não estão por aí, invisibilizadas em seus parentescos forjados por uma aura de desconstrução? Muito, muito impactante média-metratem. Isabel e Luellem, uau!, que atuações estapeantes. A entrega, a dor, a raiva, o choro, o ar de mescla entre decepção e redescoberta do próprio corpo, da própria identidade. Não devemos apagar certas manchas.
Jogo da Lava (2 Temporada)
3.5 11Muito mais dinâmico que a primeira temporada. Adorei o fato de mudarem os cenários de episódio para episódio. As mudanças que fizeram no jogo deixaram o programa bem mais interessante. Sorri, torci, fiquei agoniado... Valeu a pena. Espero que se fizerem uma nova temporada continuem trazendo novos elementos - e que não vire um "Mandou Bem" da vida, que virou mais do mesmo.
Manual prático da melhor idade
2.8 4Maravilhoso média-metragem. É uma crítica importante e que nossa sociedade se.recusa a parar para pensar. O elenco é muito bom e o roteiro diverte. Quem for esperando dar gargalhadas de cair da cadeira, desista. É um humor sutil, delicado e nada estereotipado. Valeu a pena.
The Masked Singer Brasil (2ª Temporada)
3.6 6 Assista AgoraDomingos são dias estranhos, melancólicos, morosos... E aí, o "The Masked Singer" conseguiu ressignificar esse dia para mim. Não, não virei um fã dos domingos, mas sem dúvida o dia se tornou mais palatável. O bonito do programa é como envolve as pessoas com sentimentos trazidos por essas fantasias. Não é sobre o artista, o "famoso", a quantidade de fãs que a pessoa tenha; não é sobre exposição ou exibição ou ostentação. O programa é sobre encantar através das emoções. E só. Numa sociedade que me parece cada vez mais apática e distante de certos sentimentos simples, instintivos, chegando mesmo a rejeitar muitos deles, essa segunda temporada foi um sorriso, um abraço. O programa não salva as pessoas da beira do abismo, porém, deixa uma mensagem de que você pode se afastar um pouco de todo esse caos.
Famílias Frente a Frente (1ª Temporada)
3.0 3Bem diferente dos outros. De fato, como os jurados disseram, é um programa "que vai além da culinária". Foi bem divertido e emocionante. Espero que tenha outra temporada.
The Big Family Cooking Showdown (1ª Temporada)
4.1 3O legal de assistir a esse tipo de reality é a oportunidade que temos de ver a cultura de um outro país na sua essência, pelas pessoas, as famílias, o lar. Eu me diverti muito. Conhecer cada casa, a rotina, as brigas, as piadas, as emoções... tudo incrível. Nadja, Zoe, Rosemary e Giorgio são um quarteto maravilhoso de apresentadoras / juradas. Aprendi MUITO. Já sinto até saudade. :D Só prejudicou a dublagem que em certos episódios simplesmente sumia. Muito, muito mal feita. Tirando esse detalhe, "The Big Family Cooking Showdown" é um passatempo que ensina e deixa algo de bom no peito.
Miley Cyrus: The Bangerz Tour
4.2 14Nunca liguei muito pra Miley - ciente apenas das polêmicas - e mordi a lingua: é um show OK com uma cantora de verdade - e todo ao vivo e bem animado. A versão de "Jolene" da Dolly Parton foi uma surpresa junto ao cover de "Hey Ya!" (um dos pontos altos do show). Miley não entra na minha lista de musicas, mas vai sim para a galeria de bons e competentes artistas.
Pinkpop Festival - Pearl Jam
4.8 19Além das músicas, da capacidade da banda dominar o palco ou do clima nostálgico, esse show é um registro de uma época onda a frase "curtir o show" era real, longe de celulares e câmeras, com o público atento ao artista ao invés de preocupado com os botões e o wi-fi para a postagem...
Madonna: Ciao, Italia! - Live From Italy
4.4 13Não sou um grande conhecedor da carreira da Madonna "pré-Confessions...", mas assistindo a esse show compreendo porque sempre ouvi que este é o melhor show da carreira: é grandioso, sim, mas o destaque não é a pirotecnia, os efeitos ou as polêmicas, e sim a própria cantora com pleno domínio vocal e corporal, contagiando tanto a plateia presente ali quanto quem assisti posteriormente. De cair o queixo, realmente.
MDNA World Tour
4.4 81O excesso de informações visuais prejudica muito a "degustação". O que era para ser um registro à la "Confessions Tour" acaba sendo um emaranhado de cenas confusas com fundo musical. Ainda bem que do meio para o fim - coincidentemente com menos músicas do M.D.N.A - as coisas ficam mais tranquilas e menos "explosivas" - especialmente o grande momento com "Like a Virgin" e "Love Spent" acústicas, além da apoteose impressionante em "Like a Prayer".
Ao fim, Madonna reitera o respeito que tem como uma grande artista e, principalmente, com o momento acústico em meio à todo o colorido coreografado, mostra que pode surpreender sem precisar de todos esses efeitos - encantando com o que importa: a voz e o olhar.
Coldplay: Ghost Stories
4.6 12Apesar de ser um grande fã do Coldplay - de comprar CDs, DVDs, acompanhar, viajar para os shows, etc - esse especial me decepcionou muito. A premissa do "intimismo" se perdecom tanto efeito e, na minha opinião fecal, quando um show se destaca mais pelos efeitos visuais do que pela música em si, há um equívoco. Se fosse todo filmado ao estilo de "Another's Armas" e "Oceans" teria o aprofundamento ideal para as mensagens das músicas. Afinal, ao menos pra mim, o que importa é a banda, o talento e o significado de cada canção e com tanta luz e efeitos muito disso se perde, infelizmente.
The Harem World Tour: Live from Las Vegas
4.8 3Daqueles shows impressionantes do começo ao fim. Não é a toa que ganhou vários prêmios pela tecnologia de entretenimento usada e pelo conjunto da performance.
Coldplay - Rock in Rio 2011
4.5 10Um dos melhores shows de todos os "Rock In Rio", mostrando a força e capacidade do Coldplay no palco, tanto com belas e marcantes canções quanto com a energia cativante do Chris Martin.
Jay Vaquer: Alive in Brazil
4.8 17Show fantástico de um artista de grandes qualidades, mas, infelizmente, meio ignorado pelo público. Com letras tão relevantes e um cuidado extremo com arranjos e estrutura, o Jay Vaquer merece um reconhecimento maior pelo trabalho que faz e este DVD é uma prova de tudo isso!
Elas Cantam Roberto Carlos
3.9 12Impecável!