Eu estava até relevando a frieza de pais que perdem o filho dessa forma e não derramam uma lágrima. Afinal, cada um lida com o luto a seu modo, como a trajetória do Jean mostra. Porém, a meu ver,a história confunde "deixar lacunas para o público preencher" com "excluir informações para dar a sensação de lacunas". Por exemplo, a questão da casa. Onde Maxime morava? Onde o pai dele morava? Para qual casa Jean leva Fabien? Fabien entra em qual casa e por que Jean está ali?
Essas questões destruíram minha imersão no filme.
A questão do pai que descobre outra face do filho (um tropo clássico) é até uma boa premissa, mas a condução é dúbia, sem muita emoção e sem evolução do protagonista.
No final de tudo, Jean apenas usou emocionalmente o pessoal da Bisou para ter um salto de superação do luto, trancou o armário desse capítulo da vida dele, escondeu com um lençol branco de "pureza" e seguiu a vida.
— "Slashr" ⭐⭐⭐: Acho que o principal trunfo é dar a entender que, em determinado momento, o curta tem vários caminhos disponíveis e me fazer acreditar nisso, deixando-me na dúvida sobre o que eu encontraria na cena seguinte. Gostei disso. Essa experiência é complementada pela mensagem de alerta para homens gays e os famosos aplicativos de pegação.
— "Father of The Bride" ⭐️⭐️⭐️⅓: Acho que foi uma das cenas mais constrangedoras que já vi reproduzidas em um filme. E foi intereporque levanta vários questionamentos sobre hipocrisia dentro do mundo masculino.
— "Bros Before" ⭐️⭐️½: A reflexão é importante, especialmente se considerarmos que até hoje tem muitas pessoas (inclusive, pessoas LGBTQIA+) que não entendem que o fato de a pessoa ser trans não tem nada a ver com a sexualidade dela. Porém, a execução está bem meia boca. As atuações até que passam sem problemas, mas a condução...
A reflexão é importante, especialmente se considerarmos que até hoje tem muitas pessoas (inclusive, pessoas LGBTQIA+) que não entendem que o fato de a pessoa ser trans não tem nada a ver com a sexualidade dela. Porém, a execução está bem meia boca. As atuações até que passam sem problemas, mas a condução...
Acho que foi uma das cenas mais constrangedoras que já vi reproduzidas em um filme. E foi intereporque levanta vários questionamentos sobre hipocrisia dentro do mundo masculino.
Acho que o principal trunfo é dar a entender que, em determinado momento, o curta tem vários caminhos disponíveis e me fazer acreditar nisso, deixando-me na dúvida sobre o que eu encontraria na cena seguinte. Gostei disso. Essa experiência é complementada pela mensagem de alerta para homens gays e os famosos aplicativos de pegação.
Creio que seja um curta-metragem para refletir sobre as várias faces da crueldade de nossa humanidade. Tal qual diz Orwell em "1985": "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros."
Que tapa na cara. Um curta-metragem que é inteligente ao nos fazer, depois de terminar, parar e pensar em tudo o que acabamos de assistir. Poderoso, important, triste. Uma punhalada absurda. Olhamos muito para os problemas dos outros, por vezes em intuito de sermos os "salvadores da pátria", e esquecemos que nós também precisamos ser salvos.
"Dominant Chord" ⭐⭐⭐ — Complicada situação. Muitos podem dizer que "é só agir por amor" ou que "as pessoas acabam aceitando", mas, no mundo real, fora das bolhas de redes sociais, nã é assim que funciona. Principalmente, em um meio tão machista e homofóbico como o country. Por isso que parei de julgar jogares de futebol, atores, cantores, etc. que permanecem sem se declararem LGBTQIA+. A sociedade que afaga nas redes sociais, é a mesma que joga pedras em nós.
"Petit Ami" ⭐⭐⭐½ — Triste, real e bem conduzido.
"Skin on Skin" ⭐⭐⭐⭐ — Reflito muito sobre como nós, homens gays, temos um repertório sexual vasto, mas um repertório emocional reduzido. Muito disso, acredito, vem do fato de crescermos presos, impedidos do toque, sem "namoradinhos", aprendendo primeiro a se esconder, depois a mentir, então, sobreviver, e só no final a amar. E isso é dilacerante. Não à toa, os índices de suicídio entre nós são elevados. Creio que "Skin to Skin" é um breve retrato disso, dessa fome emocional, vontade de, nem que seja em um encontro furtivo, ter uma prova de que existimos e de que temos alguém para nos abraçar.
"Follow Me" ⭐⭐⭐½ — Quando a esperança se dobra à realidade das máscaras. Quantos grandes amores não foram impedidos pela hipocrisia?
O que achei mais bonito é que o filme é muito consistente: os personagens funcionam, os conflitos são apresentados e resolvidos, a condução é serena. Algo diferenciado é que a mensagem é óbvia, sim, mas não veio de forma piegas, boba. Há uma serenidade aqui que conforta e vai acalentando ao longo do filme — e muito disso vem graças à química natural entre Lilia Cabral e Giulia Bertolli. Claro que tem o fato de serem mãe e filha, mas vai além dessa questão familiar. Ambas têm um brilho no olhar que passou para mim. E Lília Cabral... Uau. Dá vontade de ficar escutando, escutando, escutando... Belo filme. Aconchegante.
Reflito muito sobre como nós, homens gays, temos um repertório sexual vasto, mas um repertório emocional reduzido. Muito disso, acredito, vem do fato de crescermos presos, impedidos do toque, sem "namoradinhos", aprendendo primeiro a se esconder, depois a mentir, então, sobreviver, e só no final a amar. E isso é dilacerante. Não à toa, os índices de suicídio entre nós são elevados. Creio que "Skin to Skin" é um breve retrato disso, dessa fome emocional, vontade de, nem que seja em um encontro furtivo, ter uma prova de que existimos e de que temos alguém para nos abraçar.
No começo, confesso que eu estava até com sono. Mas aí começaram a acontecer várias coisas, a vida foi se desenrolando, fatos surgiram, eu comecei a ser tragado para as intimidades dessa família. De repente, lá estava eu naquele tribunal tecendo minhas próprias teorias e, assim como o Daniel, fazendo uma escolha. "Anatomía de uma queda" me pegou nesse ponto: ela não é conclusivo. Pelo contrário, mostra exatamente o que é a vida: escolhas. É um filme incômodo por deixar no ar uma pergunta tola, mas dilacerante: e se?
Quase um manifesto pelo direito de encarar as consequências de usar o próprio corpo como produto sexual. Curioso como doze anos depois o assunto ainda permanece com as mesmas nuances de preconceito.
Creio que captou muito bem esse sentimento de descoberta de si, abertura de mente, libertação das amarras, reconhecimento de desejos. E o mais interessante foi fazer isso em formato de um diário, com um toque quase lírico.
Um filme que retrata com maestria esse vazio que reside em nós, uma incompletude sem nome, um desejo nunca alcançado. E para quem é LGBTQIA+, é o dilaceramento de, às vezes, termos diante de nós a pessoa que poderia nos impulsionar a outra vida com mais sentido, mas, devido ao preconceito, essa possibilidade nunca sai do mundo das ideias. Este é um curta-metragem triste, silencioso e terrivelmente atual.
Eu sempre insisto que um filme de temática LGBTQIA+ não necessariamente precisa ter um protagonista LGBTQIA+. Como este filme mostra, a questão é trazer dentro da temática do filme personagens LGBT que sejam tratados de forma natural, sem que a sexualidade seja um problema. E aqui em "Chin Up, Dude" o que nós temos é exatamente isso: um protagonista que não é LGBTQIA+, mas através do que ele percebe na relação com os pais, ele percebe como pode abrir sua mente e criar empatia. É maravilhoso.
"Spiral" ⭐️⭐️⭐️½: Bizarro, macabro e estranhamente plausível se pensarmos de forma metafórica sobre o que foi apresentado.
"Floating Melon" ⭐️⭐️½: Interessante por termos a oportunidade de ver um lado mais sujo da China, sem aquela "máscara de perfeição". Porém, a meu ver, acaba de forma muito estranha...
"Poof" ⭐️⭐️⭐️½: Creio que o adjetivo "desolador" se encaixa aqui. Primeiro, pelo sentido do curta-metragem, que se torna sereno ao se afastar do lúdico e mostrar uma realidade ainda presente (mesmo em um país considerado avançado). Segundo, por ter conseguido ambientar essa desolação a cada cena. Há algo sereno em cada movimento deste filme.
"Passée l’aube" ⭐️⭐️⭐️⭐️½: A angústia de querer se entregar, mas sentir-se preso à essa entrega. Temos aqui o medo de um "e se" que nos corrói a ponto de pensarmos se não seria melhor nos livrarmos da pessoa que trouxe a possibilidade de mudança. O desespero final, filmado em um take de silêncio, é arrebatador.
"Night of Love" ⭐️⭐️⭐️⭐️: Levanta uma questão peculiar e que suscita muitos debates. Achei interessante como foi tratada e somada aos anseios do Yonatan. Aqui, uma jornada por autodescoberta, descoberta do mundo, sexualidade, entrega, gostos, prazeres, família, conflitos. É guerra externa, guerra interna. Crucifixo e gozo. Doença do corpo, doença social. Sorriso. Bonito curta. Intrigante.
A angústia de querer se entregar, mas sentir-se preso à essa entrega. Temos aqui o medo de um "e se" que nos corrói a ponto de pensarmos se não seria melhor nos livrarmos da pessoa que trouxe a possibilidade de mudança. O desespero final, filmado em um take de silêncio, é arrebatador.
Creio que o adjetivo "desolador" se encaixa aqui. Primeiro, pelo sentido do curta-metragem, que se torna sereno ao se afastar do lúdico e mostrar uma realidade ainda presente (mesmo em um país considerado avançado). Segundo, por ter conseguido ambientar essa desolação a cada cena. Há algo sereno em cada movimento deste filme.
Interessante por termos a oportunidade de ver um lado mais sujo da China, sem aquela "máscara de perfeição". Porém, a meu ver, acaba de forma muito estranha...
Shiba San e Meow Chan
3.5 1 Assista AgoraUma história que fala muito sobre o que um astro da mídia carrega por trás dos holofotes e quais monstros enftrenta enquanto sorri diante das câmeras.
7 Minutos
2.2 8Eu estava até relevando a frieza de pais que perdem o filho dessa forma e não derramam uma lágrima. Afinal, cada um lida com o luto a seu modo, como a trajetória do Jean mostra. Porém, a meu ver,a história confunde "deixar lacunas para o público preencher" com "excluir informações para dar a sensação de lacunas". Por exemplo, a questão da casa. Onde Maxime morava? Onde o pai dele morava? Para qual casa Jean leva Fabien? Fabien entra em qual casa e por que Jean está ali?
Essas questões destruíram minha imersão no filme.
A questão do pai que descobre outra face do filho (um tropo clássico) é até uma boa premissa, mas a condução é dúbia, sem muita emoção e sem evolução do protagonista.
No final de tudo, Jean apenas usou emocionalmente o pessoal da Bisou para ter um salto de superação do luto, trancou o armário desse capítulo da vida dele, escondeu com um lençol branco de "pureza" e seguiu a vida.
A frieza imperou.
The Gay Agenda 38
3.0 1— "Slashr" ⭐⭐⭐: Acho que o principal trunfo é dar a entender que, em determinado momento, o curta tem vários caminhos disponíveis e me fazer acreditar nisso, deixando-me na dúvida sobre o que eu encontraria na cena seguinte. Gostei disso. Essa experiência é complementada pela mensagem de alerta para homens gays e os famosos aplicativos de pegação.
— "Father of The Bride" ⭐️⭐️⭐️⅓: Acho que foi uma das cenas mais constrangedoras que já vi reproduzidas em um filme. E foi intereporque levanta vários questionamentos sobre hipocrisia dentro do mundo masculino.
— "Bros Before" ⭐️⭐️½: A reflexão é importante, especialmente se considerarmos que até hoje tem muitas pessoas (inclusive, pessoas LGBTQIA+) que não entendem que o fato de a pessoa ser trans não tem nada a ver com a sexualidade dela. Porém, a execução está bem meia boca. As atuações até que passam sem problemas, mas a condução...
Bros Before
2.5 1A reflexão é importante, especialmente se considerarmos que até hoje tem muitas pessoas (inclusive, pessoas LGBTQIA+) que não entendem que o fato de a pessoa ser trans não tem nada a ver com a sexualidade dela. Porém, a execução está bem meia boca. As atuações até que passam sem problemas, mas a condução...
Father of the bride
3.5 1Acho que foi uma das cenas mais constrangedoras que já vi reproduzidas em um filme. E foi intereporque levanta vários questionamentos sobre hipocrisia dentro do mundo masculino.
Slashr
2.8 1Acho que o principal trunfo é dar a entender que, em determinado momento, o curta tem vários caminhos disponíveis e me fazer acreditar nisso, deixando-me na dúvida sobre o que eu encontraria na cena seguinte. Gostei disso. Essa experiência é complementada pela mensagem de alerta para homens gays e os famosos aplicativos de pegação.
Skin on Skin
3.1 2Creio que seja um curta-metragem para refletir sobre as várias faces da crueldade de nossa humanidade. Tal qual diz Orwell em "1985": "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros."
Blackout
4.8 1Que tapa na cara. Um curta-metragem que é inteligente ao nos fazer, depois de terminar, parar e pensar em tudo o que acabamos de assistir. Poderoso, important, triste. Uma punhalada absurda. Olhamos muito para os problemas dos outros, por vezes em intuito de sermos os "salvadores da pátria", e esquecemos que nós também precisamos ser salvos.
TRIO
3.0 1Premissa interessante, especialmente por mesclar a discussão filosófica sobre Ética com a vida dos personagens.
The Gay Agenda 29
3.5 1"Dominant Chord" ⭐⭐⭐ — Complicada situação. Muitos podem dizer que "é só agir por amor" ou que "as pessoas acabam aceitando", mas, no mundo real, fora das bolhas de redes sociais, nã é assim que funciona. Principalmente, em um meio tão machista e homofóbico como o country. Por isso que parei de julgar jogares de futebol, atores, cantores, etc. que permanecem sem se declararem LGBTQIA+. A sociedade que afaga nas redes sociais, é a mesma que joga pedras em nós.
"Petit Ami" ⭐⭐⭐½ — Triste, real e bem conduzido.
"Skin on Skin" ⭐⭐⭐⭐ — Reflito muito sobre como nós, homens gays, temos um repertório sexual vasto, mas um repertório emocional reduzido. Muito disso, acredito, vem do fato de crescermos presos, impedidos do toque, sem "namoradinhos", aprendendo primeiro a se esconder, depois a mentir, então, sobreviver, e só no final a amar. E isso é dilacerante. Não à toa, os índices de suicídio entre nós são elevados. Creio que "Skin to Skin" é um breve retrato disso, dessa fome emocional, vontade de, nem que seja em um encontro furtivo, ter uma prova de que existimos e de que temos alguém para nos abraçar.
"Follow Me" ⭐⭐⭐½ — Quando a esperança se dobra à realidade das máscaras. Quantos grandes amores não foram impedidos pela hipocrisia?
A Lista
3.5 6O que achei mais bonito é que o filme é muito consistente: os personagens funcionam, os conflitos são apresentados e resolvidos, a condução é serena. Algo diferenciado é que a mensagem é óbvia, sim, mas não veio de forma piegas, boba. Há uma serenidade aqui que conforta e vai acalentando ao longo do filme — e muito disso vem graças à química natural entre Lilia Cabral e Giulia Bertolli. Claro que tem o fato de serem mãe e filha, mas vai além dessa questão familiar. Ambas têm um brilho no olhar que passou para mim. E Lília Cabral... Uau. Dá vontade de ficar escutando, escutando, escutando... Belo filme. Aconchegante.
Follow Me
2.6 8Quando a esperança se dobra à realidade das máscaras. Quantos grandes amores não foram impedidos pela hipocrisia?
Skin to Skin
4.0 1 Assista AgoraReflito muito sobre como nós, homens gays, temos um repertório sexual vasto, mas um repertório emocional reduzido. Muito disso, acredito, vem do fato de crescermos presos, impedidos do toque, sem "namoradinhos", aprendendo primeiro a se esconder, depois a mentir, então, sobreviver, e só no final a amar. E isso é dilacerante. Não à toa, os índices de suicídio entre nós são elevados. Creio que "Skin to Skin" é um breve retrato disso, dessa fome emocional, vontade de, nem que seja em um encontro furtivo, ter uma prova de que existimos e de que temos alguém para nos abraçar.
Anatomia de uma Queda
4.0 992 Assista AgoraNo começo, confesso que eu estava até com sono. Mas aí começaram a acontecer várias coisas, a vida foi se desenrolando, fatos surgiram, eu comecei a ser tragado para as intimidades dessa família. De repente, lá estava eu naquele tribunal tecendo minhas próprias teorias e, assim como o Daniel, fazendo uma escolha. "Anatomía de uma queda" me pegou nesse ponto: ela não é conclusivo. Pelo contrário, mostra exatamente o que é a vida: escolhas. É um filme incômodo por deixar no ar uma pergunta tola, mas dilacerante: e se?
Far from Water
2.6 1 Assista AgoraA princípio, a duração estranha. Mas quando penso na captura de um momento, de um fragmento de vida, o curta-metragem ganha outros tons.
Putito
2.5 1Quase um manifesto pelo direito de encarar as consequências de usar o próprio corpo como produto sexual. Curioso como doze anos depois o assunto ainda permanece com as mesmas nuances de preconceito.
Angel
3.1 1Creio que captou muito bem esse sentimento de descoberta de si, abertura de mente, libertação das amarras, reconhecimento de desejos. E o mais interessante foi fazer isso em formato de um diário, com um toque quase lírico.
My Father's Son
2.5 1Tradição versus realidade.
Incomplete
3.4 1 Assista AgoraUm filme que retrata com maestria esse vazio que reside em nós, uma incompletude sem nome, um desejo nunca alcançado. E para quem é LGBTQIA+, é o dilaceramento de, às vezes, termos diante de nós a pessoa que poderia nos impulsionar a outra vida com mais sentido, mas, devido ao preconceito, essa possibilidade nunca sai do mundo das ideias. Este é um curta-metragem triste, silencioso e terrivelmente atual.
Chin Up, Dude!
2.8 3Eu sempre insisto que um filme de temática LGBTQIA+ não necessariamente precisa ter um protagonista LGBTQIA+. Como este filme mostra, a questão é trazer dentro da temática do filme personagens LGBT que sejam tratados de forma natural, sem que a sexualidade seja um problema. E aqui em "Chin Up, Dude" o que nós temos é exatamente isso: um protagonista que não é LGBTQIA+, mas através do que ele percebe na relação com os pais, ele percebe como pode abrir sua mente e criar empatia. É maravilhoso.
The Male Gaze: Nocturnal Instincts
1.9 2"Spiral" ⭐️⭐️⭐️½: Bizarro, macabro e estranhamente plausível se pensarmos de forma metafórica sobre o que foi apresentado.
"Floating Melon" ⭐️⭐️½: Interessante por termos a oportunidade de ver um lado mais sujo da China, sem aquela "máscara de perfeição". Porém, a meu ver, acaba de forma muito estranha...
"Poof" ⭐️⭐️⭐️½: Creio que o adjetivo "desolador" se encaixa aqui. Primeiro, pelo sentido do curta-metragem, que se torna sereno ao se afastar do lúdico e mostrar uma realidade ainda presente (mesmo em um país considerado avançado). Segundo, por ter conseguido ambientar essa desolação a cada cena. Há algo sereno em cada movimento deste filme.
"Passée l’aube" ⭐️⭐️⭐️⭐️½: A angústia de querer se entregar, mas sentir-se preso à essa entrega. Temos aqui o medo de um "e se" que nos corrói a ponto de pensarmos se não seria melhor nos livrarmos da pessoa que trouxe a possibilidade de mudança. O desespero final, filmado em um take de silêncio, é arrebatador.
"Night of Love" ⭐️⭐️⭐️⭐️: Levanta uma questão peculiar e que suscita muitos debates. Achei interessante como foi tratada e somada aos anseios do Yonatan. Aqui, uma jornada por autodescoberta, descoberta do mundo, sexualidade, entrega, gostos, prazeres, família, conflitos. É guerra externa, guerra interna. Crucifixo e gozo. Doença do corpo, doença social. Sorriso. Bonito curta. Intrigante.
Depois Do Amanhecer
4.5 1A angústia de querer se entregar, mas sentir-se preso à essa entrega. Temos aqui o medo de um "e se" que nos corrói a ponto de pensarmos se não seria melhor nos livrarmos da pessoa que trouxe a possibilidade de mudança. O desespero final, filmado em um take de silêncio, é arrebatador.
Poof
2.8 4Creio que o adjetivo "desolador" se encaixa aqui. Primeiro, pelo sentido do curta-metragem, que se torna sereno ao se afastar do lúdico e mostrar uma realidade ainda presente (mesmo em um país considerado avançado). Segundo, por ter conseguido ambientar essa desolação a cada cena. Há algo sereno em cada movimento deste filme.
Floating Melon
2.5 1 Assista AgoraInteressante por termos a oportunidade de ver um lado mais sujo da China, sem aquela "máscara de perfeição". Porém, a meu ver, acaba de forma muito estranha...