Difícil descrever as tantas sensações que senti enquanto acompanhava as múltiplas histórias que esse filme apresenta.
Como pétalas, vai tirando uma a uma a cada cena, desmascarando aos poucos a dor de cada personagem, em uma busca quase que impossível por um amor que as preencha, ao mesmo tempo que essa busca desesperada pela necessidade em ser aceito, acaba seguindo de encontro a solidão.
Como um corpo lgbt, foi quase que impossível tentar camuflar a angústia que algumas cenas me causaram. Me fazendo lembrar das tantas vezes que só o que sentia era uma vontade imensa de gritar bem alto em direção ao silêncio, pra fazer a dor passar.
E de tantas regras furadas e preconceitos disfarçados de conselho que a vida nos apresenta, no fim entendemos que, tudo o que todo mundo precisa é de: amor.
Eu não tô chorando com umas ovelhas de CGI, vocês que tão.
Uma mistura de mistério com um toque de fábula. Comecei sem esperar muito do filme, e terminei abraçado com uma forte mensagem de saudade.
<spoiler>A morte do George acontece no início, mas sentimos a angústia que as ovelhas estão sentindo com a partida até o final do filme. Porém, o mistério as ocupa a mente no lugar da despedida, assim como ocupa a nossa. Para no final, todo o sentimento voltar à tona, nos fazendo sentir a angústia da despedida novamente, que havia ficado em pausa ao ser interrompida por um mistério.
Porém, com o sentimento já mais amadurecido, a angústia da despedida retorna como gratidão por tudo o que o George deixou, às ovelhas e a sua filha, que agora manterão o seu legado vivo. </spoiler>
Um filme bonito pra assistir em família, mas que também carrega muitos significados pra quem já passou por esse sentimento de perder alguém muito importante na vida, e que jamais será esquecida. 🐑
Que filme maluco, cheio de plot twist, que te prende do começo ao fim e traz cenas que a gente dificilmente vai esquecer.
O mais interessante é que começa no óbvio do romance gay, faz a gente cair direitinho nessa narrativa, e no fim nos entrega um filme carregado de tensão, com uma crítica às classes sociais (alguém mais reparou?) e um final inesperado de alguém disposto a qualquer coisa pra ascender.
O QUE? não pode ser, eu me apaixonei por um <spoiler>fantasma </spoiler> 🥲.
Filme lindo e absurdamente triste. Um romance gay que foge dos clichês e dá lugar à reflexões sobre solidão e que o amor pode ultrapassar a morte.
<spoiler>Fiquei num primeiro momento na dúvida se Harry sempre esteve morto, e o cheiro forte que Adam sentiu, de um corpo que deveria estar há dias ali em decomposição, me fez entender que sim. Fora a ligação entre ter morrido bêbado com ter batido na porta do Adam pela primeira vez bêbado me fez entender que a partir daquela rejeição inicial do Adam, Harry voltou pra casa se sentindo ainda mais rejeitado e sozinho e se suicidou por acidente, com a mistura de bebida e drogas.</spoiler>
Filme ousado e incrivelmente assustador, carregado de críticas políticas e sociais. Crítica disfarçada de comédia, ficção misturada com documentário, que por sua vez, expõe uma Alemanha que ainda carrega, mesmo que dormente, pensamentos preconceituosos (de alguns).
Sem dúvida, as partes mais assustadoras do filme são aquelas que, sutilmente, percebemos tratar-se da realidade, filmadas em público. O ator ri, enquanto alguns falam sério o que pensam. Os pensamentos de Hitler realmente deixaram de existir? A guerra acabou ou nos é mascarada por Hitlers da atualidade que nos empurram programas de culinária? Expor as feridas do país se torna cômico e aceitável, mas a morte de um cachorro na TV é mais assustadora? Sem contar a figura do jornalista estampada em um personagem bobo e influenciável, que ao descobrir a verdade e tentar expô-la, é pintado como louco. Manipuladores e manipulados.
E por fim, Hitler termina o filme expondo "o terror" pra sociedade atual, nas frases: "Você nunca se perguntou porque as pessoas me seguem? Porque, no fundo, ela são como eu (...). O mundo muda, mas as pessoas não." E finaliza: "nós somos o povo", afinal, Hitler era o que era. E os que o elegeram eram o que?
Amy. A garota de voz tão forte, mas de personalidade tão frágil. Como dito em algum momento do documentário, "Ela só precisava de alguém que dizesse não pra ela". E a sua maior felicidade que era cantar, acabou tornando-se o seu pior pesadelo. E ela, frágil desde o princípio, foi cansando de escutar "os poucos NÃOS" que tentavam salvá-la. Desistiu. Largou mão. Se apavorou. E no desespero, foi se escondendo atrás do vício, se cegando por um amor que a destruída, pais que não sabiam dizer o NÃO que ela desde pequena precisava ouvir, de empre$$$ários e uma mídia cruel.
Como disse Tony Bennett, se ela tivesse sobrevivido, o que teríamos dito era "vá com calma na vida Amy, você é importante demais". Será que escutando de um ídolo, ela acordaria do pesadelo? Nunca vamos saber. Mas de uma coisa temos certeza, Tony. Ela foi importante demais!
..."esta vai ser minha obra de arte". E Tarantino termina o filme com a frase que gostaríamos de dizer a ele após acabarmos de assistir, suponho eu. Sim, definidamente uma obra-prima. O que mais me intrigou foram os tamanhos das cenas, longas, porém na medida certa para criar todo o clima de tensão que o filme pede. É como se ficássemos literalmente numa plateia de uma cadeira elétrica. Sabemos o que vai acontecer: sangue vai rolar, é só esperar.
E com um elenco incrível, um Brad Pitt deixa de ser o queridinho das mulheres para nos trazer o final da Segunda Guerra que todos gostaríamos de assistir.
Como faz pra arrancar esse vazio que fica no estômago depois que o filme acaba? Logo na primeira cena já começamos a adorar o casal. Por horas nos irritamos com a instabilidade de Dex. Por outras com a insegurança de Em, e por muitas vezes, com a demora para que tudo acontecesse. E assim somos levados por 20 anos de espera junto com o casal até que...
a morte acontece! É inevitável não pensarmos no "como seria se eles estivessem realmente há 20 anos juntos? Ainda se amariam? Ainda teriam um ao outro? Teriam se cansado? Talvez toda essa espera e mudanças tenham sido necessárias para que chegassem 20 anos depois seguros de que foram feitos um para o outro, mas sem dúvidas, o "um pro outro" sempre existiu.
Muitas vezes a gente se pergunta se encontramos a pessoa certa para a nossa vida. E a resposta está neste filme: ele é seu (sua) melhor amigo (a)? Se a resposta for sim, aposte! Não importa a hora. Mas deixe acontecer...
Martin Scorsese, como não te amar? Sério. Confesso que comecei o filme um pouco tedioso, mas é preciso deixar se entregar à história pra compreender o filme. Chegou uma parte que até eu estava duvidando de "oh estão todos contra ele, vamos vencê-los e desvendar todo o mistério". Valeu Scorsese, você conseguiu. Agora pode trazer minhas pílulas porque estou completamente bugado.
para manter a ordem, é preciso que cada um exerça o seu papel. No caso, esteja em seu vagão. Se não, a "máquina" para.
Algumas coisas me incomodaram como o fato do filme ser longo demais e a escuridão exagerada do filme. Mas no final, consegui compreender que tudo isso foi bem pensado para nos causar exatamente isso: estranhamento.
Um filme de tirar o fôlego do começo ao fim. Nos deixa cara a cara com a realidade. Mães que deixam suas vidas para se dedicar a vida de outra família. Roteiro tão real que nos faz pensar: quantas Vals não existem por aí? E nós? Quantas pessoas já não tratamos como Val? Há quem plante desigualdade, há quem alimente, há quem discorde e há quem não faça nada pra mudar. Tantos perfis do dia a dia familiar, em um filme só.
Somos gratos por toda a entrega e dedicação a nós? E como retribuímos? "Não me acho melhor do que ninguém, só não me acho pior". Obrigado pela aula de realidade, Anna Muylaert. Precisávamos disso.
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O Filho de Mil Homens
4.1 191 Assista AgoraUm filme para ser sentido.
Difícil descrever as tantas sensações que senti enquanto acompanhava as múltiplas histórias que esse filme apresenta.
Como pétalas, vai tirando uma a uma a cada cena, desmascarando aos poucos a dor de cada personagem, em uma busca quase que impossível por um amor que as preencha, ao mesmo tempo que essa busca desesperada pela necessidade em ser aceito, acaba seguindo de encontro a solidão.
Como um corpo lgbt, foi quase que impossível tentar camuflar a angústia que algumas cenas me causaram. Me fazendo lembrar das tantas vezes que só o que sentia era uma vontade imensa de gritar bem alto em direção ao silêncio, pra fazer a dor passar.
E de tantas regras furadas e preconceitos disfarçados de conselho que a vida nos apresenta, no fim entendemos que, tudo o que todo mundo precisa é de: amor.
Obrigado por isso, Daniel Rezende.
As Ovelhas Detetives
3.8 176 Assista AgoraEu não tô chorando com umas ovelhas de CGI, vocês que tão.
Uma mistura de mistério com um toque de fábula. Comecei sem esperar muito do filme, e terminei abraçado com uma forte mensagem de saudade.
<spoiler>A morte do George acontece no início, mas sentimos a angústia que as ovelhas estão sentindo com a partida até o final do filme. Porém, o mistério as ocupa a mente no lugar da despedida, assim como ocupa a nossa. Para no final, todo o sentimento voltar à tona, nos fazendo sentir a angústia da despedida novamente, que havia ficado em pausa ao ser interrompida por um mistério.
Porém, com o sentimento já mais amadurecido, a angústia da despedida
retorna como gratidão por tudo o que o George deixou, às ovelhas e a sua filha, que agora manterão o seu legado vivo. </spoiler>
Um filme bonito pra assistir em família, mas que também carrega muitos significados pra quem já passou por esse sentimento de perder alguém muito importante na vida, e que jamais será esquecida. 🐑
Saltburn
3.5 935Que filme maluco, cheio de plot twist, que te prende do começo ao fim e traz cenas que a gente dificilmente vai esquecer.
O mais interessante é que começa no óbvio do romance gay, faz a gente cair direitinho nessa narrativa, e no fim nos entrega um filme carregado de tensão, com uma crítica às classes sociais (alguém mais reparou?) e um final inesperado de alguém disposto a qualquer coisa pra ascender.
Palmas para Barry Keoghan 👏👏👏
Todos Nós Desconhecidos
3.8 261 Assista AgoraO QUE? não pode ser, eu me apaixonei por um <spoiler>fantasma </spoiler> 🥲.
Filme lindo e absurdamente triste. Um romance gay que foge dos clichês e dá lugar à reflexões sobre solidão e que o amor pode ultrapassar a morte.
<spoiler>Fiquei num primeiro momento na dúvida se Harry sempre esteve morto, e o cheiro forte que Adam sentiu, de um corpo que deveria estar há dias ali em decomposição, me fez entender que sim. Fora a ligação entre ter morrido bêbado com ter batido na porta do Adam pela primeira vez bêbado me fez entender que a partir daquela rejeição inicial do Adam, Harry voltou pra casa se sentindo ainda mais rejeitado e sozinho e se suicidou por acidente, com a mistura de bebida e drogas.</spoiler>
Ele Está de Volta
3.8 682Filme ousado e incrivelmente assustador, carregado de críticas políticas e sociais. Crítica disfarçada de comédia, ficção misturada com documentário, que por sua vez, expõe uma Alemanha que ainda carrega, mesmo que dormente, pensamentos preconceituosos (de alguns).
Sem dúvida, as partes mais assustadoras do filme são aquelas que, sutilmente, percebemos tratar-se da realidade, filmadas em público. O ator ri, enquanto alguns falam sério o que pensam. Os pensamentos de Hitler realmente deixaram de existir? A guerra acabou ou nos é mascarada por Hitlers da atualidade que nos empurram programas de culinária? Expor as feridas do país se torna cômico e aceitável, mas a morte de um cachorro na TV é mais assustadora? Sem contar a figura do jornalista estampada em um personagem bobo e influenciável, que ao descobrir a verdade e tentar expô-la, é pintado como louco. Manipuladores e manipulados.
E por fim, Hitler termina o filme expondo "o terror" pra sociedade atual, nas frases: "Você nunca se perguntou porque as pessoas me seguem? Porque, no fundo, ela são como eu (...). O mundo muda, mas as pessoas não." E finaliza: "nós somos o povo", afinal, Hitler era o que era. E os que o elegeram eram o que?
Vale a reflexão, e o chute no estômago!
Amy
4.4 1,0K Assista AgoraAmy. A garota de voz tão forte, mas de personalidade tão frágil. Como dito em algum momento do documentário, "Ela só precisava de alguém que dizesse não pra ela". E a sua maior felicidade que era cantar, acabou tornando-se o seu pior pesadelo. E ela, frágil desde o princípio, foi cansando de escutar "os poucos NÃOS" que tentavam salvá-la. Desistiu. Largou mão. Se apavorou. E no desespero, foi se escondendo atrás do vício, se cegando por um amor que a destruída, pais que não sabiam dizer o NÃO que ela desde pequena precisava ouvir, de empre$$$ários e uma mídia cruel.
Como disse Tony Bennett, se ela tivesse sobrevivido, o que teríamos dito era "vá com calma na vida Amy, você é importante demais". Será que escutando de um ídolo, ela acordaria do pesadelo? Nunca vamos saber. Mas de uma coisa temos certeza, Tony. Ela foi importante demais!
Bastardos Inglórios
4.4 4,9K Assista Agora..."esta vai ser minha obra de arte". E Tarantino termina o filme com a frase que gostaríamos de dizer a ele após acabarmos de assistir, suponho eu. Sim, definidamente uma obra-prima. O que mais me intrigou foram os tamanhos das cenas, longas, porém na medida certa para criar todo o clima de tensão que o filme pede. É como se ficássemos literalmente numa plateia de uma cadeira elétrica. Sabemos o que vai acontecer: sangue vai rolar, é só esperar.
E com um elenco incrível, um Brad Pitt deixa de ser o queridinho das mulheres para nos trazer o final da Segunda Guerra que todos gostaríamos de assistir.
Um Dia
3.9 3,5K Assista AgoraComo faz pra arrancar esse vazio que fica no estômago depois que o filme acaba? Logo na primeira cena já começamos a adorar o casal. Por horas nos irritamos com a instabilidade de Dex. Por outras com a insegurança de Em, e por muitas vezes, com a demora para que tudo acontecesse. E assim somos levados por 20 anos de espera junto com o casal até que...
a morte acontece! É inevitável não pensarmos no "como seria se eles estivessem realmente há 20 anos juntos? Ainda se amariam? Ainda teriam um ao outro? Teriam se cansado? Talvez toda essa espera e mudanças tenham sido necessárias para que chegassem 20 anos depois seguros de que foram feitos um para o outro, mas sem dúvidas, o "um pro outro" sempre existiu.
Muitas vezes a gente se pergunta se encontramos a pessoa certa para a nossa vida. E a resposta está neste filme: ele é seu (sua) melhor amigo (a)? Se a resposta for sim, aposte! Não importa a hora. Mas deixe acontecer...
Ilha do Medo
4.2 4,1K Assista AgoraMartin Scorsese, como não te amar? Sério. Confesso que comecei o filme um pouco tedioso, mas é preciso deixar se entregar à história pra compreender o filme. Chegou uma parte que até eu estava duvidando de "oh estão todos contra ele, vamos vencê-los e desvendar todo o mistério". Valeu Scorsese, você conseguiu. Agora pode trazer minhas pílulas porque estou completamente bugado.
Expresso do Amanhã
3.5 1,3K Assista grátisMetáforas, como as amo. Achei tudo muito bem pensado. Resumir classes sociais e nos deixar com o pensamento do conceito de,
para manter a ordem, é preciso que cada um exerça o seu papel. No caso, esteja em seu vagão. Se não, a "máquina" para.
Se com 2 horas de filme me incomodei com o tempo e a escuridão, me imagino passando 18 anos dentro de um trem comendo baratas.
Resumindo, um filme que faz bem o seu papel. Nos apresenta a sociedade em outras "esferas" e ainda nos deixa a "esperança" de uma "nova era".
Dois sobreviventes que, provavelmente colocarão as suas regras para que a ordem se mantenha. Não tenho dúvidas disso. :)
Que Horas Ela Volta?
4.3 3,0K Assista AgoraUm filme de tirar o fôlego do começo ao fim. Nos deixa cara a cara com a realidade. Mães que deixam suas vidas para se dedicar a vida de outra família. Roteiro tão real que nos faz pensar: quantas Vals não existem por aí? E nós? Quantas pessoas já não tratamos como Val? Há quem plante desigualdade, há quem alimente, há quem discorde e há quem não faça nada pra mudar. Tantos perfis do dia a dia familiar, em um filme só.
Somos gratos por toda a entrega e dedicação a nós? E como retribuímos? "Não me acho melhor do que ninguém, só não me acho pior". Obrigado pela aula de realidade, Anna Muylaert. Precisávamos disso.