Difícil descrever as tantas sensações que senti enquanto acompanhava as múltiplas histórias que esse filme apresenta.
Como pétalas, vai tirando uma a uma a cada cena, desmascarando aos poucos a dor de cada personagem, em uma busca quase que impossível por um amor que as preencha, ao mesmo tempo que essa busca desesperada pela necessidade em ser aceito, acaba seguindo de encontro a solidão.
Como um corpo lgbt, foi quase que impossível tentar camuflar a angústia que algumas cenas me causaram. Me fazendo lembrar das tantas vezes que só o que sentia era uma vontade imensa de gritar bem alto em direção ao silêncio, pra fazer a dor passar.
E de tantas regras furadas e preconceitos disfarçados de conselho que a vida nos apresenta, no fim entendemos que, tudo o que todo mundo precisa é de: amor.
Eu não tô chorando com umas ovelhas de CGI, vocês que tão.
Uma mistura de mistério com um toque de fábula. Comecei sem esperar muito do filme, e terminei abraçado com uma forte mensagem de saudade.
<spoiler>A morte do George acontece no início, mas sentimos a angústia que as ovelhas estão sentindo com a partida até o final do filme. Porém, o mistério as ocupa a mente no lugar da despedida, assim como ocupa a nossa. Para no final, todo o sentimento voltar à tona, nos fazendo sentir a angústia da despedida novamente, que havia ficado em pausa ao ser interrompida por um mistério.
Porém, com o sentimento já mais amadurecido, a angústia da despedida retorna como gratidão por tudo o que o George deixou, às ovelhas e a sua filha, que agora manterão o seu legado vivo. </spoiler>
Um filme bonito pra assistir em família, mas que também carrega muitos significados pra quem já passou por esse sentimento de perder alguém muito importante na vida, e que jamais será esquecida. 🐑
uma série que viveu o que exibiu. Ultrapassou a margem da interpretação pra trazer às telas a verdadeira representatividade. Quem dera se o mundo se transformasse num eterno clube Glee, onde o desfecho principal fosse sempre o amor e o respeito.
Como cantou Rachel Berry, "Isso que vivemos vou guardar para sempre." Amazing! 🖐🏻🖐🏼🖐🏽🖐🏾🖐🏿
"É sobre raça. Raça é o fator determinante. O racismo está enraizado no DNA dos EUA. E enquanto fecharmos os olhos para a dor de quem foi oprimido por isso, nunca escaparemos dessas origens. A única salvação que negros têm é a defesa, e nós nem damos isso a eles. Significa que a promessa de direitos civis não se cumpre. Devido às falhas do nosso judiciário, da Defensoria Pública em especial. Leis que tornam ilegal que brancos e negros sejam enterrados no mesmo cemitério, que categoriza pessoas em raças mistas, que pune negros por buscar ajuda em hospitais de brancos. Alguns afirmam que a escravidão acabou. Mas diga isto aos presos que estão em jaulas e que acreditam não ter nenhum direito. Meu cliente, e milhões de pessoas como ele, que são submetidos à subsistência nas prisões. Não há alternativa senão a justiça. Não há outra opção! Decidir contra meu requerente é escolher forrar os bolsos dos donos de prisões ao invés de prover defesa básica às pessoas que vivem lá. É neste país que esta Corte quer mesmo viver? Onde dinheiro é mais importante que humanidade? Onde criminalidade é confundida com saúde mental? A Sexta Emenda foi ratificada em 1791. Já se passaram 226 anos. Precisamos finalmente garantir estes direitos para todos."
Um discursinho básico de Annalise Keating, transmitido na TV em horário nobre americano. Pra alguns, foi apenas mais um ep de série de ficção. Pra muitos, é a pura realidade. ✊🏾
Que mensagem! QUANTA coisa aprendi com Mr. Robot. Elliot me fez acordar e enxergar o mundo de outra forma!
<spoiler>E no fim, o Elliot que conhecemos era também uma quarta personalidade para fazer com que o personagem conseguisse passar por todas as dores que a vida lhe causou. Quem não se identifica? Uma verdadeira mensagem sobre a mente humana e como ela se transforma. E a mensagem final, praticamente deixando o convite para que continuemos levando a mensagem de Mr. Robot adiante:
"E se mudar o mundo for apenas estar aqui, se impor, não importa o quanto nos digam que não é o nosso lugar, mantendo-se íntegros mesmo quando forçados a ser falsos? Acreditando em nós mesmos, mesmo quando nos dizem que somos muito diferentes? E se todos nós nos apegarmos a isso, se nos recusarmos a ceder e obedecer, se resistirmos por tempo suficiente, quem sabe... o mundo não possa mudar à nossa volta. Mesmo se partirmos é como Mr. Robot disse: Sempre seremos parte de Elliot Alderson. E seremos a melhor parte, porque somos a parte que se impôs. NÓS SOMOS A PARTE QUE FICOU."</spoiler>
Eu diria mais Elliot: Nós somos a parte que ACORDOU! Obrigado, Sam Esmail! ❤️
O mais incrível da série é que a gente começa achando o Jack o personagem central e mais incrível do mundo. E termina a temporada descobrindo que quem realmente nos conduziu a série inteira com toda sua grandiosidade foi na verdade a Rebecca, que soube manter vivo todo o passado com o Jack, conduzir o presente e deixar sementes para o futuro.
Foi definitivamente uma das séries mais bem construídas e emocionantes que já assisti. Obrigado pela viagem TÃO real, Big Three! 😭
Que filme maluco, cheio de plot twist, que te prende do começo ao fim e traz cenas que a gente dificilmente vai esquecer.
O mais interessante é que começa no óbvio do romance gay, faz a gente cair direitinho nessa narrativa, e no fim nos entrega um filme carregado de tensão, com uma crítica às classes sociais (alguém mais reparou?) e um final inesperado de alguém disposto a qualquer coisa pra ascender.
Triste o quanto essa série foi se perdendo. Desde que boa parte do elenco inicial saiu, a série não foi mais a mesma.
Porém, reconheço o mérito de conseguirem manter a série até aqui e, mesmo com um roteiro fraco atrás do outro, destaque para os atores que conseguiram tornar seus papéis memoráveis.
Posso não gostar da quarta temporada em diante, mas consigo lembrar de praticamente todos os personagens e o papel de cada um na trama. Deixarão saudades.
O QUE? não pode ser, eu me apaixonei por um <spoiler>fantasma </spoiler> 🥲.
Filme lindo e absurdamente triste. Um romance gay que foge dos clichês e dá lugar à reflexões sobre solidão e que o amor pode ultrapassar a morte.
<spoiler>Fiquei num primeiro momento na dúvida se Harry sempre esteve morto, e o cheiro forte que Adam sentiu, de um corpo que deveria estar há dias ali em decomposição, me fez entender que sim. Fora a ligação entre ter morrido bêbado com ter batido na porta do Adam pela primeira vez bêbado me fez entender que a partir daquela rejeição inicial do Adam, Harry voltou pra casa se sentindo ainda mais rejeitado e sozinho e se suicidou por acidente, com a mistura de bebida e drogas.</spoiler>
E a danada da Netflix conseguiu consertar a série com essa última temporada e dar um sentido pras últimas seasons ruins.
Sempre foi uma série sobre abuso, porém aos poucos foram caindo pro lado da ficção, colocando meio que a culpa “nas mulheres”, pintando elas também de loucas, sendo que o problema sempre foi ele e a série começou sua primeira temporada abordando um tema sério.
Que bom que a Netflix teve consciência e consertou isso há tempo, principalmente com esse final, dando uma leve indireta pra todas as pessoas que assistiram e se sentiram atraídas pelo personagem.
E a danada da Netflix conseguiu consertar a série com essa última temporada e dar um sentido pras últimas seasons ruins.
Sempre foi uma série sobre abuso, porém aos poucos foram caindo pro lado da ficção, colocando meio que a culpa “nas mulheres”, pintando elas também de loucas, sendo que o problema sempre foi ele e a série começou sua primeira temporada abordando um tema sério.
Que bom que a Netflix teve consciência e consertou isso há tempo, principalmente com esse final, dando uma leve indireta pra todas as pessoas que assistiram e se sentiram atraídas pelo personagem.
<spoiler>Foi dolorido ver a morte do 456. Mas diante dos caminhos que foram levando nessa segunda e terceira parte, era infelizmente o único caminho possível, já que mesmo acabando com o jogo, ele jamais voltaria a ser quem era antes de tanto que o jogo mexeu com a mente dele. </spoiler>
Visto tudo, preferia que tivesse se mantido só na primeira temporada. Ou que tivesse uma segunda temporada com novos personagens, um novo jogador campeão. Sei lá. Teria sido menos forçação de barra. Afinal, já sabíamos desde o ep 1 da segunda temporada que o 456 sobreviveria pelo menos até o último capítulo. Previsível.
E dentro desse contexto do previsível, arranjaram várias mortes e “passagens de fase” no jogo que abusaram da nossa inteligência. Esse final das três torres, pelo amor de Deus. Sem comentários.
Enfim, apesar das frustrações com a história, o que fica no final é ao menos um gostinho de felicidade por ver uma produção coreana ganhar tamanha visibilidade e fãs pelo mundo todo.
Furos de roteiro à parte, achei a história bem triste e fiquei com dó do Elmer.
<spoiler> No fim, ele é um menino que vive aprisionado na própria doença (causado pela própria mãe num acidente), preso no interesse da mãe de o manter doente pra ganhar dinheiro e até mesmo no final da série, é usado até pela primeira e única pessoa que ele já sentiu algo na vida, que também volta só interessada no “trabalho” dele. No fim ele não tem ninguém. </spoiler>
Richard Gadd, você é completamente perturbado. E eu amo. Uma série difícil de digerir do início ao fim. Um Romeu e Julieta dos tempos modernos, revelando masculinidade tóxica, homofobia, dependência emocional e tantas outras camadas que não tem nem como mensurar. Cada um sente a série de um jeito também, a partir das suas vivências. O final era previsível, mas assisti-lo foi impactante da mesma forma.
Na cena final, senti que ambos se olham pela última vez, já com saudades um do outro. Pois ambos já sabiam o final da história e que não tinham como evitar.
Campeões lendários para uma primeira temporada lendária! Fazia tempo que eu não perdia tanto o fôlego com um reality show como perdi com Legendary. A cada ep era coração na boca, choro, vibração. Acho que a principal mensagem do reality pra mim é união, é estender a mão. O que vi foram vários grupos de minorias tentando competir entre si, mas principalmente ganhando confiança pessoal e mostrando pra si próprios de que são bons e merecedores igual a qualquer um, mesmo que a sociedade te diga o contrário. Sem dúvida alguma Legendary já mora aqui: <3
E no fim, o Elliot que conhecemos era também uma quarta personalidade para fazer com que o personagem conseguisse passar por todas as dores que a vida lhe causou. Quem não se identifica? Uma verdadeira mensagem sobre a mente humana e como ela se transforma.
E a mensagem final, praticamente deixando o convite para que continuemos levando a mensagem de Mr. Robot adiante:
"E se mudar o mundo for apenas estar aqui, se impor, não importa o quanto nos digam que não é o nosso lugar, mantendo-se íntegros mesmo quando forçados a ser falsos? Acreditando em nós mesmos, mesmo quando nos dizem que somos muito diferentes? E se todos nós nos apegarmos a isso, se nos recusarmos a ceder e obedecer, se resistirmos por tempo suficiente, quem sabe... o mundo não possa mudar à nossa volta. Mesmo se partirmos é como Mr. Robot disse: Sempre seremos parte de Elliot Alderson. E seremos a melhor parte, porque somos a parte que se impôs. NÓS SOMOS A PARTE QUE FICOU."
Eu diria mais Elliot: Nós somos a parte que ACORDOU! Obrigado, Sam Esmail!
Como mensurar o quão maravilhosa foi essa primeira temporada?
Você começa assistindo com o teor de: ok, mais uma série adolescente. Afinal, ela tem todos os enredos que uma série adolescente tem: o gay enrustido, o grupinho arrogante da escola, a viciada em drogas, a que sofre bullying pelo peso/aparência, a menina desejada da escola que namora o cara do time de futebol, a outra que engravida e aborta, enfim. Porém, Euphoria vem com uma proposta diferente: a forma que resolvem contar o "mais do mesmo". Consigo imaginar a cabeça dos roteiristas: "Vamos fazer uma série adolescente? Vamos! Mas e se a gente pegasse tudo o que já existe e contasse de uma forma que ninguém nunca contou?" E fizeram: com uns cortes de cena ousados, uma edição rápida, uma cronologia meio maluca, uma trilha sonora incrível e sem pudor de contar a verdade de muitas coisas que acontecem numa mente adolescente.
A série conseguiu ser redonda já na primeira temporada, deixando uma mensagem principal no final: mostrando como é a vida adolescente, de como agimos por impulso, na euforia, e de como esses impulsos, muitas vezes, acabam decidindo a vida que teremos no futuro. No último ep,
a sensação que fica é de uma despedida do colégio, com cenas recortadas dos principais personagens, direcionando pra onde as últimas ações vividas na adolescência os levarão na vida adulta, levando assim, a segunda temporada pra um novo recorte da vida desses personagens.
Foi essa a mensagem que ficou pra mim...
E você? Qual ação/escolha feita na euforia da adolescência te levou para um caminho na vida adulta?
Não foi nem de longe o final que esperava pra série, mas aceitável. Afinal, difícil um roteiro que resista diante do escândalo (podre) causado por Kevin Spacey. 🤢 No mais, a última temporada deixa recadinhos: eleitores controlados por aplicativo, jornalismo ameaçado ao tentar dizer verdades, uma presidente idolatrada pela população por se fazer de sincerona e a frase de alerta: "Quando um tirano finge ser transparente, o país deve ficar alerta". (relaxem, não chega nem perto de ser um spoiler). De certa forma, valeu por me ensinarem como funciona a podridão da política nos últimos 6 anos, Underwoods. :)
Precisei parar pra falar de Nada Será Como Antes. É de se encantar a delicadeza com que a série cuida da fotografia, atuação, roteiro e romances. De uma sensibilidade impecável.
Enquanto assistia ao último capítulo, já sofria baixinho por ter que me despedir de tantos personagens que me apeguei, e na minha cabeça fiquei tentando me decidir quem teria sido o grande destaque em uma série cheia de protagonistas. Até que surge a cena de
Julia Queiroz (Leticia Colin) revivendo seu amor por Beatriz (Bruna Marquezine) no projetor! E então me decidi. Eram elas!
Em uma série rodeada de "monstros", atores que, de certa forma já sabíamos que iam arrasar, a forma como Bruna Marquezine eternizou Beatriz, me fez senti-la presente no último capítulo, mesmo sem estar. E Leticia Colin contribuiu pra deixar esse trio amoroso ainda mais forte.
E a sensibilidade e crítica com o nome da série? Nada Será Como Antes. Em um passado onde acreditava-se a TV como um novo futuro, nos dá o recado de que a TV chegou, junto com ela muitos avanços, mas a vida das personagens nos deixa claro que a sociedade ainda é a mesma, rodeada de suas hipocrisias, falsidades e preconceitos.
E dentre tantas opções feitas pelo audiovisual brasileiro pra TV aberta esse ano, terminei a série feliz por ter escolhido me aventurar nessa história. Como li em um dos comentários, "viciei acidentalmente" e acabei amando!
Que delicadeza de temporada! É inacreditavelmente nostálgica. Pra quem assistiu ao filme Psicose, a quarta temporada traz um gostinho ainda mais especial (dica: assistam!)
A forma como eles retomam a história do filme, é brilhante: a despedida de Norma no 9º episódio - que para muitos viria só na última temporada - é épica. A busca pelo corpo da mãe por Norman - e a arrepiante atuação de Vera Formiga até mesmo como um cadáver - faz essa temporada se tornar aquelas que permanecerão fixas na cabeça mesmo depois do fim da série. - Me fez relembrar a 4ª temporada de Dexter, com outra despedida de personagem tão arrepiante quanto!
Confesso que as primeiras temporadas pareceram, por vezes, arrastadas. Mas, que bom que acompanhamos até aqui! Ao recordarmos de Psicose, percebemos que a série acompanha o "ritmo" devagar e sombrio que as coisas acontecem, para então chegar ao momento em que o filme se passa. Aqui a série deixa de ser uma simples referência à obra de Hithcook, para se tornar um prólogo arrepiante, com um Freddie Highmore assustador!
Que venha a quinta temporada! Que venha então, Psicose!
Netflix entrando com tudo no ramo de séries musicais! Aqui, a música não está perdida, estilo aquelas séries que as pessoas estão conversando e do nada tudo vira canção no meio da rua. Não! Aqui a música tem história, tem contexto, tem força e MENSAGEM! Cada palavra cuidadosamente encaixada, para nos contar o passado de uma Nova Iorque banhada em preconceito, falta de oportunidades e um Hip Hop que vem para trazer esperança e sonhos, sem deixar de dizer verdades.
Uma mistura de música black, funk, disco, gospel, rap, grafite, uns cabelos black power, sonhos, indústria musical, romance, uns passinhos de baile charme, guangues de nova iorque, duelo musical e um grupo estilo beat boys + jackson five que nos faz ficar na dúvida se acompanhamos as legendas ou se levantamos e dançamos, formam uma série primorosa que acaba já te fazendo pedir por mais.
Definitivamente a Netflix não está pra brincadeira! <3
Filme ousado e incrivelmente assustador, carregado de críticas políticas e sociais. Crítica disfarçada de comédia, ficção misturada com documentário, que por sua vez, expõe uma Alemanha que ainda carrega, mesmo que dormente, pensamentos preconceituosos (de alguns).
Sem dúvida, as partes mais assustadoras do filme são aquelas que, sutilmente, percebemos tratar-se da realidade, filmadas em público. O ator ri, enquanto alguns falam sério o que pensam. Os pensamentos de Hitler realmente deixaram de existir? A guerra acabou ou nos é mascarada por Hitlers da atualidade que nos empurram programas de culinária? Expor as feridas do país se torna cômico e aceitável, mas a morte de um cachorro na TV é mais assustadora? Sem contar a figura do jornalista estampada em um personagem bobo e influenciável, que ao descobrir a verdade e tentar expô-la, é pintado como louco. Manipuladores e manipulados.
E por fim, Hitler termina o filme expondo "o terror" pra sociedade atual, nas frases: "Você nunca se perguntou porque as pessoas me seguem? Porque, no fundo, ela são como eu (...). O mundo muda, mas as pessoas não." E finaliza: "nós somos o povo", afinal, Hitler era o que era. E os que o elegeram eram o que?
Amy. A garota de voz tão forte, mas de personalidade tão frágil. Como dito em algum momento do documentário, "Ela só precisava de alguém que dizesse não pra ela". E a sua maior felicidade que era cantar, acabou tornando-se o seu pior pesadelo. E ela, frágil desde o princípio, foi cansando de escutar "os poucos NÃOS" que tentavam salvá-la. Desistiu. Largou mão. Se apavorou. E no desespero, foi se escondendo atrás do vício, se cegando por um amor que a destruída, pais que não sabiam dizer o NÃO que ela desde pequena precisava ouvir, de empre$$$ários e uma mídia cruel.
Como disse Tony Bennett, se ela tivesse sobrevivido, o que teríamos dito era "vá com calma na vida Amy, você é importante demais". Será que escutando de um ídolo, ela acordaria do pesadelo? Nunca vamos saber. Mas de uma coisa temos certeza, Tony. Ela foi importante demais!
..."esta vai ser minha obra de arte". E Tarantino termina o filme com a frase que gostaríamos de dizer a ele após acabarmos de assistir, suponho eu. Sim, definidamente uma obra-prima. O que mais me intrigou foram os tamanhos das cenas, longas, porém na medida certa para criar todo o clima de tensão que o filme pede. É como se ficássemos literalmente numa plateia de uma cadeira elétrica. Sabemos o que vai acontecer: sangue vai rolar, é só esperar.
E com um elenco incrível, um Brad Pitt deixa de ser o queridinho das mulheres para nos trazer o final da Segunda Guerra que todos gostaríamos de assistir.
O Filho de Mil Homens
4.1 191 Assista AgoraUm filme para ser sentido.
Difícil descrever as tantas sensações que senti enquanto acompanhava as múltiplas histórias que esse filme apresenta.
Como pétalas, vai tirando uma a uma a cada cena, desmascarando aos poucos a dor de cada personagem, em uma busca quase que impossível por um amor que as preencha, ao mesmo tempo que essa busca desesperada pela necessidade em ser aceito, acaba seguindo de encontro a solidão.
Como um corpo lgbt, foi quase que impossível tentar camuflar a angústia que algumas cenas me causaram. Me fazendo lembrar das tantas vezes que só o que sentia era uma vontade imensa de gritar bem alto em direção ao silêncio, pra fazer a dor passar.
E de tantas regras furadas e preconceitos disfarçados de conselho que a vida nos apresenta, no fim entendemos que, tudo o que todo mundo precisa é de: amor.
Obrigado por isso, Daniel Rezende.
As Ovelhas Detetives
3.8 176 Assista AgoraEu não tô chorando com umas ovelhas de CGI, vocês que tão.
Uma mistura de mistério com um toque de fábula. Comecei sem esperar muito do filme, e terminei abraçado com uma forte mensagem de saudade.
<spoiler>A morte do George acontece no início, mas sentimos a angústia que as ovelhas estão sentindo com a partida até o final do filme. Porém, o mistério as ocupa a mente no lugar da despedida, assim como ocupa a nossa. Para no final, todo o sentimento voltar à tona, nos fazendo sentir a angústia da despedida novamente, que havia ficado em pausa ao ser interrompida por um mistério.
Porém, com o sentimento já mais amadurecido, a angústia da despedida
retorna como gratidão por tudo o que o George deixou, às ovelhas e a sua filha, que agora manterão o seu legado vivo. </spoiler>
Um filme bonito pra assistir em família, mas que também carrega muitos significados pra quem já passou por esse sentimento de perder alguém muito importante na vida, e que jamais será esquecida. 🐑
Glee (6ª Temporada)
4.0 305 Assista Agora"não vejo o mundo como é, mas como deveria ser".
uma série que viveu o que exibiu. Ultrapassou a margem da interpretação pra trazer às telas a verdadeira representatividade. Quem dera se o mundo se transformasse num eterno clube Glee, onde o desfecho principal fosse sempre o amor e o respeito.
Como cantou Rachel Berry, "Isso que vivemos vou guardar para sempre." Amazing! 🖐🏻🖐🏼🖐🏽🖐🏾🖐🏿
Como Defender um Assassino (4ª Temporada)
4.3 285 Assista AgoraSó pra deixar registrado o lacre dito no EP 13:
"É sobre raça. Raça é o fator determinante. O racismo está enraizado no DNA dos EUA. E enquanto fecharmos os olhos para a dor de quem foi oprimido por isso, nunca escaparemos dessas origens. A única salvação que negros têm é a defesa, e nós nem damos isso a eles. Significa que a promessa de direitos civis não se cumpre. Devido às falhas do nosso judiciário, da Defensoria Pública em especial. Leis que tornam ilegal que brancos e negros sejam enterrados no mesmo cemitério, que categoriza pessoas em raças mistas, que pune negros por buscar ajuda em hospitais de brancos. Alguns afirmam que a escravidão acabou. Mas diga isto aos presos que estão em jaulas e que acreditam não ter nenhum direito. Meu cliente, e milhões de pessoas como ele, que são submetidos à subsistência nas prisões. Não há alternativa senão a justiça. Não há outra opção! Decidir contra meu requerente é escolher forrar os bolsos dos donos de prisões ao invés de prover defesa básica às pessoas que vivem lá. É neste país que esta Corte quer mesmo viver? Onde dinheiro é mais importante que humanidade? Onde criminalidade é confundida com saúde mental? A Sexta Emenda foi ratificada em 1791. Já se passaram 226 anos. Precisamos finalmente garantir estes direitos para todos."
Um discursinho básico de Annalise Keating, transmitido na TV em horário nobre americano. Pra alguns, foi apenas mais um ep de série de ficção. Pra muitos, é a pura realidade. ✊🏾
Mr. Robot (4ª Temporada)
4.6 371Que mensagem! QUANTA coisa aprendi com Mr. Robot. Elliot me fez acordar e enxergar o mundo de outra forma!
<spoiler>E no fim, o Elliot que conhecemos era também uma quarta personalidade para fazer com que o personagem conseguisse passar por todas as dores que a vida lhe causou. Quem não se identifica? Uma verdadeira mensagem sobre a mente humana e como ela se transforma. E a mensagem final, praticamente deixando o convite para que continuemos levando a mensagem de Mr. Robot adiante:
"E se mudar o mundo for apenas estar aqui, se impor, não importa o quanto nos digam que não é o nosso lugar, mantendo-se íntegros mesmo quando forçados a ser falsos? Acreditando em nós mesmos, mesmo quando nos dizem que somos muito diferentes? E se todos nós nos apegarmos a isso, se nos recusarmos a ceder e obedecer, se resistirmos por tempo suficiente, quem sabe... o mundo não possa mudar à nossa volta. Mesmo se partirmos é como Mr. Robot disse: Sempre seremos parte de Elliot Alderson. E seremos a melhor parte, porque somos a parte que se impôs. NÓS SOMOS A PARTE QUE FICOU."</spoiler>
Eu diria mais Elliot: Nós somos a parte que ACORDOU! Obrigado, Sam Esmail! ❤️
This Is Us (6ª Temporada)
4.7 283 Assista AgoraO mais incrível da série é que a gente começa achando o Jack o personagem central e mais incrível do mundo. E termina a temporada descobrindo que quem realmente nos conduziu a série inteira com toda sua grandiosidade foi na verdade a Rebecca, que soube manter vivo todo o passado com o Jack, conduzir o presente e deixar sementes para o futuro.
Foi definitivamente uma das séries mais bem construídas e emocionantes que já assisti. Obrigado pela viagem TÃO real, Big Three! 😭
Saltburn
3.5 935Que filme maluco, cheio de plot twist, que te prende do começo ao fim e traz cenas que a gente dificilmente vai esquecer.
O mais interessante é que começa no óbvio do romance gay, faz a gente cair direitinho nessa narrativa, e no fim nos entrega um filme carregado de tensão, com uma crítica às classes sociais (alguém mais reparou?) e um final inesperado de alguém disposto a qualquer coisa pra ascender.
Palmas para Barry Keoghan 👏👏👏
Elite (8ª Temporada)
2.5 37 Assista AgoraTriste o quanto essa série foi se perdendo. Desde que boa parte do elenco inicial saiu, a série não foi mais a mesma.
Porém, reconheço o mérito de conseguirem manter a série até aqui e, mesmo com um roteiro fraco atrás do outro, destaque para os atores que conseguiram tornar seus papéis memoráveis.
Posso não gostar da quarta temporada em diante, mas consigo lembrar de praticamente todos os personagens e o papel de cada um na trama. Deixarão saudades.
Todos Nós Desconhecidos
3.8 261 Assista AgoraO QUE? não pode ser, eu me apaixonei por um <spoiler>fantasma </spoiler> 🥲.
Filme lindo e absurdamente triste. Um romance gay que foge dos clichês e dá lugar à reflexões sobre solidão e que o amor pode ultrapassar a morte.
<spoiler>Fiquei num primeiro momento na dúvida se Harry sempre esteve morto, e o cheiro forte que Adam sentiu, de um corpo que deveria estar há dias ali em decomposição, me fez entender que sim. Fora a ligação entre ter morrido bêbado com ter batido na porta do Adam pela primeira vez bêbado me fez entender que a partir daquela rejeição inicial do Adam, Harry voltou pra casa se sentindo ainda mais rejeitado e sozinho e se suicidou por acidente, com a mistura de bebida e drogas.</spoiler>
Você (5ª Temporada)
3.3 129 Assista AgoraE a danada da Netflix conseguiu consertar a série com essa última temporada e dar um sentido pras últimas seasons ruins.
Sempre foi uma série sobre abuso, porém aos poucos foram caindo pro lado da ficção, colocando meio que a culpa “nas mulheres”, pintando elas também de loucas, sendo que o problema sempre foi ele e a série começou sua primeira temporada abordando um tema sério.
Que bom que a Netflix teve consciência e consertou isso há tempo, principalmente com esse final, dando uma leve indireta pra todas as pessoas que assistiram e se sentiram atraídas pelo personagem.
Você (5ª Temporada)
3.3 129 Assista AgoraE a danada da Netflix conseguiu consertar a série com essa última temporada e dar um sentido pras últimas seasons ruins.
Sempre foi uma série sobre abuso, porém aos poucos foram caindo pro lado da ficção, colocando meio que a culpa “nas mulheres”, pintando elas também de loucas, sendo que o problema sempre foi ele e a série começou sua primeira temporada abordando um tema sério.
Que bom que a Netflix teve consciência e consertou isso há tempo, principalmente com esse final, dando uma leve indireta pra todas as pessoas que assistiram e se sentiram atraídas pelo personagem.
Round 6 (3ª Temporada)
3.2 317 Assista Agora<spoiler>Foi dolorido ver a morte do 456. Mas diante dos caminhos que foram levando nessa segunda e terceira parte, era infelizmente o único caminho possível, já que mesmo acabando com o jogo, ele jamais voltaria a ser quem era antes de tanto que o jogo mexeu com a mente dele. </spoiler>
Visto tudo, preferia que tivesse se mantido só na primeira temporada. Ou que tivesse uma segunda temporada com novos personagens, um novo jogador campeão. Sei lá. Teria sido menos forçação de barra. Afinal, já sabíamos desde o ep 1 da segunda temporada que o 456 sobreviveria pelo menos até o último capítulo. Previsível.
E dentro desse contexto do previsível, arranjaram várias mortes e “passagens de fase” no jogo que abusaram da nossa inteligência. Esse final das três torres, pelo amor de Deus. Sem comentários.
Enfim, apesar das frustrações com a história, o que fica no final é ao menos um gostinho de felicidade por ver uma produção coreana ganhar tamanha visibilidade e fãs pelo mundo todo.
O Jardineiro
3.1 51 Assista AgoraFuros de roteiro à parte, achei a história bem triste e fiquei com dó do Elmer.
<spoiler> No fim, ele é um menino que vive aprisionado na própria doença (causado pela própria mãe num acidente), preso no interesse da mãe de o manter doente pra ganhar dinheiro e até mesmo no final da série, é usado até pela primeira e única pessoa que ele já sentiu algo na vida, que também volta só interessada no “trabalho” dele. No fim ele não tem ninguém. </spoiler>
Pela Metade
4.1 112 Assista AgoraRichard Gadd, você é completamente perturbado. E eu amo. Uma série difícil de digerir do início ao fim. Um Romeu e Julieta dos tempos modernos, revelando masculinidade tóxica, homofobia, dependência emocional e tantas outras camadas que não tem nem como mensurar. Cada um sente a série de um jeito também, a partir das suas vivências.
O final era previsível, mas assisti-lo foi impactante da mesma forma.
Na cena final, senti que ambos se olham pela última vez, já com saudades um do outro. Pois ambos já sabiam o final da história e que não tinham como evitar.
Legendary (1ª Temporada)
4.5 103Campeões lendários para uma primeira temporada lendária! Fazia tempo que eu não perdia tanto o fôlego com um reality show como perdi com Legendary. A cada ep era coração na boca, choro, vibração. Acho que a principal mensagem do reality pra mim é união, é estender a mão. O que vi foram vários grupos de minorias tentando competir entre si, mas principalmente ganhando confiança pessoal e mostrando pra si próprios de que são bons e merecedores igual a qualquer um, mesmo que a sociedade te diga o contrário. Sem dúvida alguma Legendary já mora aqui: <3
Ps.: e adorei quem ganhou. Mostrou para uma próxima temporada que qualquer um pode ganhar, independente do caminho percorrido na temporada.
Mr. Robot (4ª Temporada)
4.6 371Que mensagem! QUANTA coisa aprendi com Mr. Robot. Elliot me fez acordar e enxergar o mundo de outra forma!
E no fim, o Elliot que conhecemos era também uma quarta personalidade para fazer com que o personagem conseguisse passar por todas as dores que a vida lhe causou. Quem não se identifica? Uma verdadeira mensagem sobre a mente humana e como ela se transforma.
"E se mudar o mundo for apenas estar aqui, se impor, não importa o quanto nos digam que não é o nosso lugar, mantendo-se íntegros mesmo quando forçados a ser falsos? Acreditando em nós mesmos, mesmo quando nos dizem que somos muito diferentes? E se todos nós nos apegarmos a isso, se nos recusarmos a ceder e obedecer, se resistirmos por tempo suficiente, quem sabe... o mundo não possa mudar à nossa volta. Mesmo se partirmos é como Mr. Robot disse: Sempre seremos parte de Elliot Alderson. E seremos a melhor parte, porque somos a parte que se impôs. NÓS SOMOS A PARTE QUE FICOU."
Eu diria mais Elliot: Nós somos a parte que ACORDOU! Obrigado, Sam Esmail!
Euphoria (1ª Temporada)
4.3 915Como mensurar o quão maravilhosa foi essa primeira temporada?
Você começa assistindo com o teor de: ok, mais uma série adolescente. Afinal, ela tem todos os enredos que uma série adolescente tem: o gay enrustido, o grupinho arrogante da escola, a viciada em drogas, a que sofre bullying pelo peso/aparência, a menina desejada da escola que namora o cara do time de futebol, a outra que engravida e aborta, enfim. Porém, Euphoria vem com uma proposta diferente: a forma que resolvem contar o "mais do mesmo". Consigo imaginar a cabeça dos roteiristas: "Vamos fazer uma série adolescente? Vamos! Mas e se a gente pegasse tudo o que já existe e contasse de uma forma que ninguém nunca contou?" E fizeram: com uns cortes de cena ousados, uma edição rápida, uma cronologia meio maluca, uma trilha sonora incrível e sem pudor de contar a verdade de muitas coisas que acontecem numa mente adolescente.
A série conseguiu ser redonda já na primeira temporada, deixando uma mensagem principal no final: mostrando como é a vida adolescente, de como agimos por impulso, na euforia, e de como esses impulsos, muitas vezes, acabam decidindo a vida que teremos no futuro. No último ep,
a sensação que fica é de uma despedida do colégio, com cenas recortadas dos principais personagens, direcionando pra onde as últimas ações vividas na adolescência os levarão na vida adulta, levando assim, a segunda temporada pra um novo recorte da vida desses personagens.
E você? Qual ação/escolha feita na euforia da adolescência te levou para um caminho na vida adulta?
House of Cards (6ª Temporada)
3.1 203 Assista AgoraNão foi nem de longe o final que esperava pra série, mas aceitável. Afinal, difícil um roteiro que resista diante do escândalo (podre) causado por Kevin Spacey. 🤢 No mais, a última temporada deixa recadinhos: eleitores controlados por aplicativo, jornalismo ameaçado ao tentar dizer verdades, uma presidente idolatrada pela população por se fazer de sincerona e a frase de alerta: "Quando um tirano finge ser transparente, o país deve ficar alerta". (relaxem, não chega nem perto de ser um spoiler). De certa forma, valeu por me ensinarem como funciona a podridão da política nos últimos 6 anos, Underwoods. :)
Nada Será Como Antes
3.9 30 Assista AgoraPrecisei parar pra falar de Nada Será Como Antes. É de se encantar a delicadeza com que a série cuida da fotografia, atuação, roteiro e romances. De uma sensibilidade impecável.
Enquanto assistia ao último capítulo, já sofria baixinho por ter que me despedir de tantos personagens que me apeguei, e na minha cabeça fiquei tentando me decidir quem teria sido o grande destaque em uma série cheia de protagonistas. Até que surge a cena de
Julia Queiroz (Leticia Colin) revivendo seu amor por Beatriz (Bruna Marquezine) no projetor! E então me decidi. Eram elas!
Em uma série rodeada de "monstros", atores que, de certa forma já sabíamos que iam arrasar, a forma como Bruna Marquezine eternizou Beatriz, me fez senti-la presente no último capítulo, mesmo sem estar. E Leticia Colin contribuiu pra deixar esse trio amoroso ainda mais forte.
E a sensibilidade e crítica com o nome da série? Nada Será Como Antes. Em um passado onde acreditava-se a TV como um novo futuro, nos dá o recado de que a TV chegou, junto com ela muitos avanços, mas a vida das personagens nos deixa claro que a sociedade ainda é a mesma, rodeada de suas hipocrisias, falsidades e preconceitos.
E dentre tantas opções feitas pelo audiovisual brasileiro pra TV aberta esse ano, terminei a série feliz por ter escolhido me aventurar nessa história. Como li em um dos comentários, "viciei acidentalmente" e acabei amando!
Bates Motel (4ª Temporada)
4.4 724Que delicadeza de temporada! É inacreditavelmente nostálgica. Pra quem assistiu ao filme Psicose, a quarta temporada traz um gostinho ainda mais especial (dica: assistam!)
A forma como eles retomam a história do filme, é brilhante: a despedida de Norma no 9º episódio - que para muitos viria só na última temporada - é épica. A busca pelo corpo da mãe por Norman - e a arrepiante atuação de Vera Formiga até mesmo como um cadáver - faz essa temporada se tornar aquelas que permanecerão fixas na cabeça mesmo depois do fim da série. - Me fez relembrar a 4ª temporada de Dexter, com outra despedida de personagem tão arrepiante quanto!
Confesso que as primeiras temporadas pareceram, por vezes, arrastadas. Mas, que bom que acompanhamos até aqui! Ao recordarmos de Psicose, percebemos que a série acompanha o "ritmo" devagar e sombrio que as coisas acontecem, para então chegar ao momento em que o filme se passa. Aqui a série deixa de ser uma simples referência à obra de Hithcook, para se tornar um prólogo arrepiante, com um Freddie Highmore assustador!
Que venha a quinta temporada! Que venha então, Psicose!
The Get Down (1ª Temporada)
4.5 414 Assista AgoraNetflix entrando com tudo no ramo de séries musicais! Aqui, a música não está perdida, estilo aquelas séries que as pessoas estão conversando e do nada tudo vira canção no meio da rua. Não! Aqui a música tem história, tem contexto, tem força e MENSAGEM! Cada palavra cuidadosamente encaixada, para nos contar o passado de uma Nova Iorque banhada em preconceito, falta de oportunidades e um Hip Hop que vem para trazer esperança e sonhos, sem deixar de dizer verdades.
Uma mistura de música black, funk, disco, gospel, rap, grafite, uns cabelos black power, sonhos, indústria musical, romance, uns passinhos de baile charme, guangues de nova iorque, duelo musical e um grupo estilo beat boys + jackson five que nos faz ficar na dúvida se acompanhamos as legendas ou se levantamos e dançamos, formam uma série primorosa que acaba já te fazendo pedir por mais.
Definitivamente a Netflix não está pra brincadeira! <3
Ele Está de Volta
3.8 682Filme ousado e incrivelmente assustador, carregado de críticas políticas e sociais. Crítica disfarçada de comédia, ficção misturada com documentário, que por sua vez, expõe uma Alemanha que ainda carrega, mesmo que dormente, pensamentos preconceituosos (de alguns).
Sem dúvida, as partes mais assustadoras do filme são aquelas que, sutilmente, percebemos tratar-se da realidade, filmadas em público. O ator ri, enquanto alguns falam sério o que pensam. Os pensamentos de Hitler realmente deixaram de existir? A guerra acabou ou nos é mascarada por Hitlers da atualidade que nos empurram programas de culinária? Expor as feridas do país se torna cômico e aceitável, mas a morte de um cachorro na TV é mais assustadora? Sem contar a figura do jornalista estampada em um personagem bobo e influenciável, que ao descobrir a verdade e tentar expô-la, é pintado como louco. Manipuladores e manipulados.
E por fim, Hitler termina o filme expondo "o terror" pra sociedade atual, nas frases: "Você nunca se perguntou porque as pessoas me seguem? Porque, no fundo, ela são como eu (...). O mundo muda, mas as pessoas não." E finaliza: "nós somos o povo", afinal, Hitler era o que era. E os que o elegeram eram o que?
Vale a reflexão, e o chute no estômago!
Amy
4.4 1,0K Assista AgoraAmy. A garota de voz tão forte, mas de personalidade tão frágil. Como dito em algum momento do documentário, "Ela só precisava de alguém que dizesse não pra ela". E a sua maior felicidade que era cantar, acabou tornando-se o seu pior pesadelo. E ela, frágil desde o princípio, foi cansando de escutar "os poucos NÃOS" que tentavam salvá-la. Desistiu. Largou mão. Se apavorou. E no desespero, foi se escondendo atrás do vício, se cegando por um amor que a destruída, pais que não sabiam dizer o NÃO que ela desde pequena precisava ouvir, de empre$$$ários e uma mídia cruel.
Como disse Tony Bennett, se ela tivesse sobrevivido, o que teríamos dito era "vá com calma na vida Amy, você é importante demais". Será que escutando de um ídolo, ela acordaria do pesadelo? Nunca vamos saber. Mas de uma coisa temos certeza, Tony. Ela foi importante demais!
Bastardos Inglórios
4.4 4,9K Assista Agora..."esta vai ser minha obra de arte". E Tarantino termina o filme com a frase que gostaríamos de dizer a ele após acabarmos de assistir, suponho eu. Sim, definidamente uma obra-prima. O que mais me intrigou foram os tamanhos das cenas, longas, porém na medida certa para criar todo o clima de tensão que o filme pede. É como se ficássemos literalmente numa plateia de uma cadeira elétrica. Sabemos o que vai acontecer: sangue vai rolar, é só esperar.
E com um elenco incrível, um Brad Pitt deixa de ser o queridinho das mulheres para nos trazer o final da Segunda Guerra que todos gostaríamos de assistir.