Eu tendo a gostar muito de animações que falam sobre um tipo de mundo dos mortos e a relação com o mundo dos vivos ( Noiva Cadaver, Estranho mundo de Jack, O mundo de Coraline). No caso de Coco a referencia foi o dia dos mortos dentro da cultura mexicana ( que eu acho fantástica inclusive) mas quanto a história eu não sei, fiquei pensando que a ideia foi boa mas que ficou faltando algo. Gostaria que de fato o Ernesto de la Cruz fosse parente do Miguel, pq traria uma complexidade maior pra história e a partir disso outros desfechos que talvez tornassem a história mais interessante ao meu ver.
Que filmão! Achei excelente a abordagem sobre a organização do grupo e sem romantizar as discordâncias homéricas que havia dentro. O romance entre o Sean e o Natan não me pareceu destoar e nem sair do foco da narrativa, ao contrário, foi importante para que além da esfera politica e organizacional da Act Up pudéssemos acompanhar uma perspectiva mais individualizada de alguém que vivia com a AIDS. Como professora de história vou usar como material para debates em sala de aula, a cena onde eles fazem uma manifestação numa escola é muito boa. Em época de escola sem partido falar sobre sexo e uso da camisinha continua sendo fundamental.
Filmão! Foge do previsível ao mesmo tempo em que debate alguns temas importantes como racismo, machismo e impunidade de feminicídios. É interessante perceber o quanto naquela cidade pequena a " honra" atacada do xerife diante dos outdoors incomoda mais que o fato da Mildred ter tido a sua filha assassinada. E que Senhora atuação da Frances McDormand, aplaudindo de pé!
Filme maravilhoso! A narrativa pode parecer arrastada mas creio ser de forma proposital e que combina muito bem com a ambientação ( que eu amei) e a rotina dos dias de verão que o Elio vinha levando até a chegada do Oliver.O personagem do Elio é encantador, alguém que vive fortes emoções sem a necessidade de fazer barulho e alarde dos seus sentimentos, a interpretação do Chalamet foi cativante. Outro ponto alto é a relação do Elio e com seus pais, permeada de cumplicidade e carinho.A personagem do Oliver nao me convenceu muito talvez por conta da atuação por vezes apática do Hammer. No mais, o filme deixa em aberto o debate sobre o fato de homens gays ou bissexuais serem em alguns casos desonestos para com as mulheres com quem se relacionam. Esperei um diálogo franco entre o Elio e a Mariza por exemplo.
Essa média alta do filme aqui no Filmow me espanta. Terminei de ver o filme agora e o achei muito ruim, uma história sem sal com personagens em que eu pelo menos não gostei de nenhum, uma protagonista que não dá vontade de torcer por ela, enfim acho que a ideia era de usar uma fórmula batida pra fazer um filme diferente sobre a adolescência do ponto de vista de uma garota que mora numa cidade pequena e que vê ( assim como vários outros filmes sobre adolescentes americanos) a entrada na faculdade como um momento de vida nova. Só que o filme não emociona em nada e me sinto muito incomodada com a repetição do clichê da " amiga gorda", isso já deu.
Temporada inferior a primeira, muito arrastada e com uma fórmula que para além de ser continuidade da primeira temporada me soou como uma repetição de vários aspectos. Menção honrosa para a interpretação do garoto que faz o Will e para o bom desenvolvimento do Steve, que ao contrário dos personagens novos que entraram não agregaram muito na temporada ao meu ver.
Gostei da série, cumpre bem o seu papel de entretenimento de qualidade para o público infanto juvenil e adulto tb. Após ver a primeira temporada com um certo afastamento temporal de quem viu na época de lançamento e portanto distante da euforia que se criou em torno da série, achei que existe uma exaltação exagerada em torno da produção que é boa, mas não tem uma grande história e se o o elenco principal não fosse coeso e cativante talvez a série virasse um fiasco.
Gostei do filme por várias razões. A primeira delas diz respeito as protagonistas serem mulheres " comuns" que assim como tantas outras tem em comum o fato de vivenciarem experiencias e situações de machismo em seus cotidianos. Adorei tb a discussão trazida de que uma simples viagem para duas mulheres não é nunca apenas diversão por conta da eterna preocupação de assédios e estupros, sempre que assisto road movies protagonizados por homens penso que pra eles é sempre mais fácil. Demorei a gostar da Thelma, e não sei como a Louise tinha paciência rs, mas o feminismo é isso, ajudar até as mulheres que não se ajudam. O debate sobre o que uma estrutura opressora te leva a fazer foi muito bom tb, a Louise sabia que não iriam acreditar nelas ( nada de novo sob o sol). Torci por um fim diferente mas ainda assim achei simbólico e uma metáfora para a liberdade.
Passei mais da metade do filme refletindo que caso o Chris fosse uma mulher ( negra ou branca) ou um homem negro, não iria ter conseguido fazer metade do que fez pois iria sofrer em algum momento assédio sexual, ser barrado de primeira pela polícia ou não conseguir conquistar a simpatia e a confiança das pessoas com quem cruzou durante a sua jornada. No mais, o filme não me trouxe emoções, encanto e nem mesmo simpatia pelo sonho do Chris. Acho que o conflito familiar como único motivo pra viver into the wild sem dar notícias me soou muito fraco e vazio e bem estilo rebelde sem causa.
Filme bem mediano em alguns aspectos:Personagens principais pouco aprofundadas, trilha sonora lamentável e incoerente, falta de maior contextualização da história com a década de 1920. Não li o livro mas se caso a história do filme esteja próxima a obra original, não sentirei vontade de ler. O personagem principal é descrito como great mas a meu ver não passava de um novo rico inseguro e frustrado por não conseguir ter a mulher que idolatrava. O sentimento do Gatsby pela Daisy passa longe de ser amor, em uma das cenas ele força ela a dizer que nunca amou o marido para que ele concretizasse a sua fantasia de que ela continuou amando ele durante os 5 anos que estiveram longe. Da mesma forma que ele conseguia comprar tudo, ele também queria comprar uma história que só existiu dentro da cabeça dele.
Sem dúvida uma das melhores obras que já vi tratando sobre o processo de construção da masculinidade, dos efeitos danosos que isso acarreta na formação de meninos e homens e como isso está diretamente ligado com as violências cometidas contra as mulheres. Deu vontade de colocar todos os meus amigos homens numa sala e fazê-los assistir rs.
Nossa, me encantei com a Philomena e com as suas escolhas diante de descobertas dolorosas e medos vividos e guardados por anos a fios. O filme é muito sensível e ainda consegue ser leve e divertido mesmo tratando de um tema tão pesado. A personagem do Martin contrastando com as opiniões da Philomena no que tange a religião foi essencial para que a culpa da Igreja não fosse atenuada, e fiquei pensando no quanto um discurso que culpa e pune as mulheres por terem prazer ainda é forte, não apenas dentro do campo da religião.
Que bom constatar que a maior parte da crítica aclamou o filme e que no geral o público tb gostou. Essa boa recepção provavelmente vai estimular que outros filmes protagonizados por heroínas sejam mais produzidos. Mas representatividade a parte, eu não gostei do filme, achei a história fraca e pouco convincente, romance demais, lutas e cenas de ação de menos ( a melhor luta é a das Amazonas na praia) e um vilão mais do mesmo.
Muito bom! Mas esperei ver um pouco mais de politização, sobretudo num contexto em que pessoas continuam sendo mortas por serem travestis. Mas mesmo sem isso vale muito a pena conferir filme.
A série é necessária pois é uma das poucas que trata sobre as variadas formas com que o racismo e as pessoas racistas se manifestam. O formato de episódios mais curtos fez com que alguns dos temas ( colorismo, afetividade da mulher negra e do homem gay negro) e personagens não fossem tão bem desenvolvidos e nem tivessem ganhado o espaço merecido na série ( gostaria que a Coco ou o Lionel tivessem sido um dos protagonistas no lugar da Sam). O reforço de alguns estereótipos ( ainda que com a intenção de ser didático) me incomodou um pouco e não sei se o uso do tom de comédia ou ironia deram certo 100%. Mas no geral é uma série boa que apesar de se chamar Cara gente branca, tem o intuito de fazer uma crítica a certas posturas dos militantes negros e negras tb.
Então, para mim o grande mérito e ponto alto da série foi o fato de ter abordado sobre a violência contra as mulheres ( violência doméstica e sexual), as cenas em que a personagem da Nicole Kidman se consulta sozinha com a psicologa cumpre um serviço social muito importante para as outras mulheres que estejam passando pela mesma situação. Tirando isso e a história da Jane, o resto todo me soou como um white people problems, a narrativa lenta e alguns diálogos meio vazios tb não me fizeram ter maior empatia com a série. Tanto que o " mistério" me pareceu tão previsível que apostei no marido da Madeline como abusador em pele de cordeiro ( inclusive tb achei que ele teria uma relação abusiva com a enteada) e que o verdadeiro agressor da filha da Renata seria o próprio pai. Achei que a série fosse entrar nessa pegada mais complexa mas ficou no meio do caminho.
2 horas e meia de um filme sofrível! O enredo diz uma coisa mas o desenvolvimento descamba pra uma completa falta de coesão. Uma estrela pelo Dane Dehaan.
A série foi muito feliz na forma como explorou o quanto uma caso de duplo homicídio foi engolido por outras questões tangentes na época ( e ainda hoje). A sensação que tive vendo as cenas do julgamento é que o O.J parecia uma testemunha ao invés de acusado. O machismo com que a Marcia foi atacada e a forma com que as denúncias de espancamento sofridas pela Nicole foram minimizadas( achei muito pertinente terem mostrado que o John, advogado que lutava contra o racismo agredia a ex-mulher), me deixou com a sensação de que mais que a questão racial foi o machismo e a misoginia que pesaram na decisão do júri em absolver um culpado. Uma outra hipótese tb me ocorreu, de que houve uma especie de conta por parte do júri, que entre 2 brancos assassinado versus a quantidade de pessoas negras que a polícia de Los Angeles já tinha matado, ter um negro culpado solto soava como um especie de " vitória". Atuação maravilhosa da Sarah Paulson! Vou pensar nessa série por muito tempo...
O filme é muito bom! As críticas ao racismo são feitas tanto de forma crua e fácil de serem detectadas como de maneira mais sútil as vezes. Para a maior parte dos negros o racismo é um terror que faz parte de suas rotinas e um verdadeiro perigo para as suas vidas. Durante o filme várias questões referente a forma como os negros são discriminados e estereotipados vão surgindo: a ideia de superioridade física e aptidão para certas práticas esportivas, mito da potência sexual entre outros. Tudo isso numa atmosfera de crescente suspense.A única coisa que me incomoda é que o filme está sendo vendido como terror mas é muito mais um suspense.
Viva: A Vida é Uma Festa
4.5 2,6K Assista AgoraEu tendo a gostar muito de animações que falam sobre um tipo de mundo dos mortos e a relação com o mundo dos vivos ( Noiva Cadaver, Estranho mundo de Jack, O mundo de Coraline). No caso de Coco a referencia foi o dia dos mortos dentro da cultura mexicana ( que eu acho fantástica inclusive) mas quanto a história eu não sei, fiquei pensando que a ideia foi boa mas que ficou faltando algo. Gostaria que de fato o Ernesto de la Cruz fosse parente do Miguel, pq traria uma complexidade maior pra história e a partir disso outros desfechos que talvez tornassem a história mais interessante ao meu ver.
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120 Batimentos por Minuto
4.0 192Que filmão! Achei excelente a abordagem sobre a organização do grupo e sem romantizar as discordâncias homéricas que havia dentro. O romance entre o Sean e o Natan não me pareceu destoar e nem sair do foco da narrativa, ao contrário, foi importante para que além da esfera politica e organizacional da Act Up pudéssemos acompanhar uma perspectiva mais individualizada de alguém que vivia com a AIDS. Como professora de história vou usar como material para debates em sala de aula, a cena onde eles fazem uma manifestação numa escola é muito boa. Em época de escola sem partido falar sobre sexo e uso da camisinha continua sendo fundamental.
Três Anúncios Para um Crime
4.2 2,0K Assista AgoraFilmão! Foge do previsível ao mesmo tempo em que debate alguns temas importantes como racismo, machismo e impunidade de feminicídios. É interessante perceber o quanto naquela cidade pequena a " honra" atacada do xerife diante dos outdoors incomoda mais que o fato da Mildred ter tido a sua filha assassinada. E que Senhora atuação da Frances McDormand, aplaudindo de pé!
Me Chame Pelo Seu Nome
4.1 2,6KFilme maravilhoso! A narrativa pode parecer arrastada mas creio ser de forma proposital e que combina muito bem com a ambientação ( que eu amei) e a rotina dos dias de verão que o Elio vinha levando até a chegada do Oliver.O personagem do Elio é encantador, alguém que vive fortes emoções sem a necessidade de fazer barulho e alarde dos seus sentimentos, a interpretação do Chalamet foi cativante. Outro ponto alto é a relação do Elio e com seus pais, permeada de cumplicidade e carinho.A personagem do Oliver nao me convenceu muito talvez por conta da atuação por vezes apática do Hammer. No mais, o filme deixa em aberto o debate sobre o fato de homens gays ou bissexuais serem em alguns casos desonestos para com as mulheres com quem se relacionam. Esperei um diálogo franco entre o Elio e a Mariza por exemplo.
Lady Bird: A Hora de Voar
3.8 2,1K Assista AgoraEssa média alta do filme aqui no Filmow me espanta. Terminei de ver o filme agora e o achei muito ruim, uma história sem sal com personagens em que eu pelo menos não gostei de nenhum, uma protagonista que não dá vontade de torcer por ela, enfim acho que a ideia era de usar uma fórmula batida pra fazer um filme diferente sobre a adolescência do ponto de vista de uma garota que mora numa cidade pequena e que vê ( assim como vários outros filmes sobre adolescentes americanos) a entrada na faculdade como um momento de vida nova. Só que o filme não emociona em nada e me sinto muito incomodada com a repetição do clichê da " amiga gorda", isso já deu.
Stranger Things (2ª Temporada)
4.3 1,7KTemporada inferior a primeira, muito arrastada e com uma fórmula que para além de ser continuidade da primeira temporada me soou como uma repetição de vários aspectos. Menção honrosa para a interpretação do garoto que faz o Will e para o bom desenvolvimento do Steve, que ao contrário dos personagens novos que entraram não agregaram muito na temporada ao meu ver.
Stranger Things (1ª Temporada)
4.5 2,7K Assista AgoraGostei da série, cumpre bem o seu papel de entretenimento de qualidade para o público infanto juvenil e adulto tb. Após ver a primeira temporada com um certo afastamento temporal de quem viu na época de lançamento e portanto distante da euforia que se criou em torno da série, achei que existe uma exaltação exagerada em torno da produção que é boa, mas não tem uma grande história e se o o elenco principal não fosse coeso e cativante talvez a série virasse um fiasco.
Com Amor, Van Gogh
4.3 1,0K Assista AgoraTal como Van Gogh, precisamos e devemos sentir mais.
Thelma & Louise
4.2 995 Assista AgoraGostei do filme por várias razões. A primeira delas diz respeito as protagonistas serem mulheres " comuns" que assim como tantas outras tem em comum o fato de vivenciarem experiencias e situações de machismo em seus cotidianos. Adorei tb a discussão trazida de que uma simples viagem para duas mulheres não é nunca apenas diversão por conta da eterna preocupação de assédios e estupros, sempre que assisto road movies protagonizados por homens penso que pra eles é sempre mais fácil. Demorei a gostar da Thelma, e não sei como a Louise tinha paciência rs, mas o feminismo é isso, ajudar até as mulheres que não se ajudam. O debate sobre o que uma estrutura opressora te leva a fazer foi muito bom tb, a Louise sabia que não iriam acreditar nelas ( nada de novo sob o sol). Torci por um fim diferente mas ainda assim achei simbólico e uma metáfora para a liberdade.
Planeta dos Macacos: A Guerra
4.0 993 Assista AgoraFaltou a guerra e tudo indica que a continuação vai ser numa pegada Mogli.
Na Natureza Selvagem
4.3 4,6K Assista AgoraPassei mais da metade do filme refletindo que caso o Chris fosse uma mulher ( negra ou branca) ou um homem negro, não iria ter conseguido fazer metade do que fez pois iria sofrer em algum momento assédio sexual, ser barrado de primeira pela polícia ou não conseguir conquistar a simpatia e a confiança das pessoas com quem cruzou durante a sua jornada. No mais, o filme não me trouxe emoções, encanto e nem mesmo simpatia pelo sonho do Chris. Acho que o conflito familiar como único motivo pra viver into the wild sem dar notícias me soou muito fraco e vazio e bem estilo rebelde sem causa.
O Grande Gatsby
3.9 2,7K Assista AgoraFilme bem mediano em alguns aspectos:Personagens principais pouco aprofundadas, trilha sonora lamentável e incoerente, falta de maior contextualização da história com a década de 1920. Não li o livro mas se caso a história do filme esteja próxima a obra original, não sentirei vontade de ler. O personagem principal é descrito como great mas a meu ver não passava de um novo rico inseguro e frustrado por não conseguir ter a mulher que idolatrava. O sentimento do Gatsby pela Daisy passa longe de ser amor, em uma das cenas ele força ela a dizer que nunca amou o marido para que ele concretizasse a sua fantasia de que ela continuou amando ele durante os 5 anos que estiveram longe. Da mesma forma que ele conseguia comprar tudo, ele também queria comprar uma história que só existiu dentro da cabeça dele.
Eu Não Sou Seu Negro
4.5 140 Assista AgoraJames Baldwin, que texto! Atemporal e aterrador.
A Máscara em que Você Vive
4.5 200Sem dúvida uma das melhores obras que já vi tratando sobre o processo de construção da masculinidade, dos efeitos danosos que isso acarreta na formação de meninos e homens e como isso está diretamente ligado com as violências cometidas contra as mulheres. Deu vontade de colocar todos os meus amigos homens numa sala e fazê-los assistir rs.
Philomena
4.0 918 Assista AgoraNossa, me encantei com a Philomena e com as suas escolhas diante de descobertas dolorosas e medos vividos e guardados por anos a fios. O filme é muito sensível e ainda consegue ser leve e divertido mesmo tratando de um tema tão pesado. A personagem do Martin contrastando com as opiniões da Philomena no que tange a religião foi essencial para que a culpa da Igreja não fosse atenuada, e fiquei pensando no quanto um discurso que culpa e pune as mulheres por terem prazer ainda é forte, não apenas dentro do campo da religião.
A Incrível Jessica James
3.5 104 Assista AgoraUm bom exemplo de que se bem usadas e readaptadas, as velhas fórmulas de comédias românticas ainda podem gerar bons filmes como Jessica James.
Mulher-Maravilha
4.1 2,8KQue bom constatar que a maior parte da crítica aclamou o filme e que no geral o público tb gostou. Essa boa recepção provavelmente vai estimular que outros filmes protagonizados por heroínas sejam mais produzidos. Mas representatividade a parte, eu não gostei do filme, achei a história fraca e pouco convincente, romance demais, lutas e cenas de ação de menos ( a melhor luta é a das Amazonas na praia) e um vilão mais do mesmo.
Divinas Divas
4.3 136 Assista AgoraMuito bom! Mas esperei ver um pouco mais de politização, sobretudo num contexto em que pessoas continuam sendo mortas por serem travestis. Mas mesmo sem isso vale muito a pena conferir filme.
Cara Gente Branca (Volume 1)
4.3 304 Assista AgoraA série é necessária pois é uma das poucas que trata sobre as variadas formas com que o racismo e as pessoas racistas se manifestam. O formato de episódios mais curtos fez com que alguns dos temas ( colorismo, afetividade da mulher negra e do homem gay negro) e personagens não fossem tão bem desenvolvidos e nem tivessem ganhado o espaço merecido na série ( gostaria que a Coco ou o Lionel tivessem sido um dos protagonistas no lugar da Sam). O reforço de alguns estereótipos ( ainda que com a intenção de ser didático) me incomodou um pouco e não sei se o uso do tom de comédia ou ironia deram certo 100%. Mas no geral é uma série boa que apesar de se chamar Cara gente branca, tem o intuito de fazer uma crítica a certas posturas dos militantes negros e negras tb.
Big Little Lies (1ª Temporada)
4.6 1,1K Assista AgoraEntão, para mim o grande mérito e ponto alto da série foi o fato de ter abordado sobre a violência contra as mulheres ( violência doméstica e sexual), as cenas em que a personagem da Nicole Kidman se consulta sozinha com a psicologa cumpre um serviço social muito importante para as outras mulheres que estejam passando pela mesma situação. Tirando isso e a história da Jane, o resto todo me soou como um white people problems, a narrativa lenta e alguns diálogos meio vazios tb não me fizeram ter maior empatia com a série. Tanto que o " mistério" me pareceu tão previsível que apostei no marido da Madeline como abusador em pele de cordeiro ( inclusive tb achei que ele teria uma relação abusiva com a enteada) e que o verdadeiro agressor da filha da Renata seria o próprio pai. Achei que a série fosse entrar nessa pegada mais complexa mas ficou no meio do caminho.
Arqueiro (1ª Temporada)
4.1 897 Assista AgoraOliver Queen treinando sem camisa é a única motivação pra ver a série.
A Cura
3.0 728 Assista Agora2 horas e meia de um filme sofrível! O enredo diz uma coisa mas o desenvolvimento descamba pra uma completa falta de coesão. Uma estrela pelo Dane Dehaan.
American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson (1ª Temporada)
4.5 586 Assista AgoraA série foi muito feliz na forma como explorou o quanto uma caso de duplo homicídio foi engolido por outras questões tangentes na época ( e ainda hoje). A sensação que tive vendo as cenas do julgamento é que o O.J parecia uma testemunha ao invés de acusado. O machismo com que a Marcia foi atacada e a forma com que as denúncias de espancamento sofridas pela Nicole foram minimizadas( achei muito pertinente terem mostrado que o John, advogado que lutava contra o racismo agredia a ex-mulher), me deixou com a sensação de que mais que a questão racial foi o machismo e a misoginia que pesaram na decisão do júri em absolver um culpado. Uma outra hipótese tb me ocorreu, de que houve uma especie de conta por parte do júri, que entre 2 brancos assassinado versus a quantidade de pessoas negras que a polícia de Los Angeles já tinha matado, ter um negro culpado solto soava como um especie de " vitória". Atuação maravilhosa da Sarah Paulson! Vou pensar nessa série por muito tempo...
Corra!
4.2 3,7K Assista AgoraO filme é muito bom! As críticas ao racismo são feitas tanto de forma crua e fácil de serem detectadas como de maneira mais sútil as vezes. Para a maior parte dos negros o racismo é um terror que faz parte de suas rotinas e um verdadeiro perigo para as suas vidas. Durante o filme várias questões referente a forma como os negros são discriminados e estereotipados vão surgindo: a ideia de superioridade física e aptidão para certas práticas esportivas, mito da potência sexual entre outros. Tudo isso numa atmosfera de crescente suspense.A única coisa que me incomoda é que o filme está sendo vendido como terror mas é muito mais um suspense.