Filmes como este precisam de mais espaço. Histórias otimistas, onde o trágico não encontra lugar no desenvolvimento, podem e devem ser apreciadas. É possível contar histórias com leveza, esperança, expectativa de final feliz e conclusão positiva. Ao mostrar famílias acolhedoras, crescimento sadio e ambientes hospitaleiros, demonstra que os finais podem ser bons também. A emoção nesse filme vem ao perceber como o mundo seria um lugar melhor se as pessoas fossem boas, se não deixassem seus preconceitos tomarem sua mente ao destilar ódio gratuito.
Tenho lido muitas críticas e comentários a respeito do filme, e um comportamento me chamou a atenção no meio de tudo o que li. Aqueles que não gostaram do filme tem visto seus argumentos ou experiência serem reduzidos por aqueles que gostaram, em comentários como: "Esse filme é diferente da fórmula marvel, então se esperarem um filme típico do MCU, vão se decepcionar". E eu acredito que, nem de longe, esse seja o sentimento real de quem não gostou do filme.
Apesar da abordagem diferente tanto em narrativa quanto em filmografia, Eternos não conseguiu desenvolver um aspecto essencial quando se conta uma história, que é o desenvolvimento de suas temáticas. O filme tem um claro excesso de personagens e tramas, com os quais tenta lidar ao mesmo tempo que constrói uma atmosfera intimista e grandiosa. O grande erro foi não desenvolver os temas que elenca através de seus personagens e conflitos, fazendo com que estes temas sejam apenas citados. No começo do filme a Duende se disfarça de mulher adulta e flerta com um homem na balada, e esta cena não recebe qualquer significado até o momento no final, onde descobrimos que ela gostaria de ser humana. O seu desejo de experimentar e viver uma vida humana plena só é apresentado na conclusão do filme. Sua paixão pelo Ikaris não tem motivo ou propósito até que se faz conveniente no fim.
A relação do Ikaris e a Sersei é tomada de cenas bonitas e vazias, uma vez que não é possível entender o porquê deles se amarem. O que exatamente despertou na Sersei o amor por ele? Não há admiração, reconhecimento ou qualquer gatilho que dê para nós, espectadores, motivos para acreditar que eles se amam tanto a ponto de ficarem juntos por 5000 anos. O mesmo vale para ele em relação a Sersei. Quando ele diz que está apaixonado por ela, fiquei sem entender quando isso aconteceu, porque até aquele momento, não havia qualquer sugestão de interesse que fundamentasse o sentimento. O que o atraiu nela? Força? Resiliência? Sensibilidade? Beleza? Capacidade? Inteligência? Não sei. É impossível não comparar esse casal, a outro bem conhecido no cinema, Bela e Edward de Crepúsculo.
Apesar do acerto de não transformar aspectos comuns em grandes discussões, como a surdez da Makkari e a sexualidade do Phastos, temas importantes são levantados pelo filme e nunca aprofundados, entre eles a natureza dos Eternos, Deviantes e Celestiais, a relação entre criador e criatura, o livre-arbítrio da humanidade frente a interferência dos Eternos (que tem passagens como a do Druig controlando mentes para evitar conflitos, o Phastos acelerando o desenvolvimento tecnológico humano, o sacrifício da humanidade para o nascimento de um celestial e por ai vai), os Deviantes e Eternos e seu antagonismo e os conflitos pessoais dos Eternos frente a sua existência maquinada.
Por fim, a motivação do Ikaris em impedir o plano dos outros não tem nenhuma explicação. Ele é fiel ao Celestial e apenas isso. Não há conflito entre sua personalidade (seja ela qual for), natureza, propósito ou vontade. É impossível para mim só aceitar essa lealdade sem qualquer motivo, ainda mais depois de descobrir o que isso significa e significou. A Ajak não tem função na história, assim como a doença da Thena e o vilão Deviante. Estes elementos existem única e exclusivamente para servir a uma narrativa que não se importa com eles. O único acerto deste filme, além da sua filmografia, é na subjetividade da relação entre Makkari e Druig, e Gilgamesh e Thena, e mesmo essas relações se baseiam mais no carisma dos atores, que o texto em si.
Filme completamente vazio, vai do nada ao lugar nenhum. A protagonista não tem personalidade, só um estereótipo idiota de garota com grande coração. Não há qualquer discussão sobre os temas que são citados nele, e ficam só nisso mesmo. O design de produção e dos personagens é bonito, mas somente isto, totalmente mediano.
Achei o filme fraco, principalmente por vir após Soul, que é uma das melhores coisas já produzidas pela Pixar. Luca nunca chega a lugar algum, tem dificuldade em estabelecer conflitos, e os que consegue fazer são sem peso real. Acho que se dedicaram muito a boas composições, e esqueceram do que iriam contar com elas.
Os personagens são pouco ou nada criativos, não há sensação de perigo real e, as situações são desdobradas em simples aventuras que em nada avançam a historia. A animação é bonita, viva e vibrante, mas carece de narrativa e identidade própria. Lembra bastante O Bom Dinossauro nesse aspecto, com exceção de que este tem seu tema bem claro.
Ser lançado logo em seguida a Soul agrava a experiência, uma vez que Luca nem de longe è capaz de evocar a qualidade do seu antecessor. É uma pena, mas não foi dessa vez.
Arrogante, pedante, presunçoso e desleixado, tudo o de pior que o Nolan tem a oferecer. A vontade exagerada de demonstrar sua capacidade, fez com o que o diretor complexificasse desnecessariamente uma narrativa simples, deixando-a cansativa e enormemente desinteressante. Um grande desperdício do talento de seus atores, que se esforçam para entregar o pouco que receberam. A trilha sonora parece reciclada de suas outras obras, com nenhum impacto no público.
Tudo o que lhe restou foram as cenas de ação, que apesar de boas, acontecem em um contexto em que nada inspira apego ou significado ao observador, são pura e simplesmente demonstração da capacidade do diretor, que investiu mais em sua construção, que na relação dos seus personagens e a história em si. É uma pena que tenha se entregue a soberba, alguém com sua capacidade não precisa disso. Confiar em suas próprias capacidades é excelente, mas não ao ponto de destruir o que lhe faz bom.
Lembro que, em 2015, quando a série começou, flodei o primeiro episódio em todo lugar que pude, mesmo que em grupos que nada tinham a ver com a temática, ou pessoas que não se importavam com nada do que a série fala. Por fim, um amigo viu também, e passamos o restante da temporada discutindo episódio a episódio, o que foi a melhor experiência que tive com uma obra assim.
E então, veio a segunda temporada.
Muitos desistiram nela. Apesar de concordar com parte das críticas que a série recebia, principalmente por sua morosidade narrativa, ela ainda possuía um primor técnico tão grande, que era impossível para mim não continuar acompanhando. Embora a narrativa em si tenha sido prejudicada por algumas decisões, todo o restante permanecia impecável. A filmografia disfórica, a trilha sonora claustrofóbica e assertiva e, como não podia deixar de ser, a edição absolutamente primorosa. Lembro de uma sequência onde dois personagens lutam pelo controle, em que tudo funciona perfeitamente, desde a fotografia com enquadramentos cada vez mais experimentais, ao ritmo pulsante e entrecortado da edição. Mesmo entendendo quem desistiu nesse arco da história, não pude negar isso e fazer o mesmo.
Engraçado como que, ainda que mais madura, a terceira temporada parecia também mais tímida. Por mais que envolvesse elementos que escalonavam a narrativa, tudo dava a entender que o que acontecia ali era mais íntimo, fechado e com propósito mais definido que nunca. Deixando para trás a filmografia completamente intimista, o foco agora era em ampliar o escopo técnico e emocional, de todos os elementos apresentados até então. Era o Sam Esmail demonstrando que nunca perdeu o controle de sua criação, mesmo que, por um momento, tenhamos tido dúvidas de sua capacidade de contar uma história. Menos soturna e mais pessoal, a narrativa adentra a mente e consequências dos atos do Elliot, finalmente o reconhecendo e responsabilizando. O ponto alto, como não poderia deixar de ser, é o quinto episódio, todo feito em plano sequência (ou ao menos em um falso plano sequência), que não só ressalta a capacidade de direção e edição de Sam Esmail, como coloca a prova a nossa percepção do que é possível em uma série para a televisão.
E então temos, por fim, a quarta temporada.
Não existem mais dúvidas da capacidade técnica, ou da narrativa, só o que resta agora, é a hesitação de que, se isso será suficiente para uma conclusão a altura de tudo o que nos foi oferecido até então. E a resposta? Bem, a resposta é sim. Ainda que houvesse demonstrado exaustivamente o quanto dominava a história que estava contando, Sam Esmail, como o bom anfitrião que é, guardou o melhor para o final. Em uma série de episódios experimentais, onde cada personagem recebia a conclusão que merecia, sem nunca esquecer a responsabilidade que era o fechamento desses arcos, a série deixava claro que tudo, absolutamente tudo até aqui, fora cuidadosamente planejado. As referências, tão fortes ao longo de todo o show, estão agora ainda mais intensas, mesmo que igualmente mais sutis. Perguntas que nunca careceram de respostas, continuaram assim. O que era a máquina de Whiterose? Não importa. Tudo o que precisamos saber, é que aqueles personagens podem, enfim, tomar o controle, e que nossa participação chegou ao fim, não precisamos mais testemunhar ou validar nada, está na hora de tomarmos o controle de nossas vidas de volta.
Filme feito por brancos para que outros brancos não se sintam mal ao pensar no quão racistas são, afinal, eles ainda podem mudar. Esse filme quando não me fazia sentir raiva do quão imbecil é, me fazia sentir vergonha de sua existência.
Eu adoro esse filme, mas ele me deixa mais triste que feliz em seu decorrer. Nenhum profissional deveria ter que escolher entre fazer bem seu trabalho e sua vida pessoal. A ideia romântica de um professor que se sacrifica em três empregos para conseguir lecionar é algo assustador, principalmente vendo como o estado não está nem ai para seus esforços, e que seus colegas podem te sabotar por puro egoísmo e teimosia.
De longe minha animação favorita. A jornada de crescimento do Kenai é tão sensível que me arrepio só de lembrar. Coerente narrativa e tematicamente, com bons coadjuvantes e uma trilha sonora excepcional. Não me canso de rever. Sem defeito algum.
Visualmente deslumbrante, canções belíssimas e um apuro narrativo incrível. Impossível não se conectar com a mensagem do filme, afinal todos já perdemos alguém.
A cena em que a Jyn desmorona vendo a mensagem do pai é linda, assim como todo o filme é. Transformar a missão em um personagem é louvável, sem defeitos.
Esse é tranquilamente o melhor filme sobre um super heroi já feito. Tudo aqui funciona, desde a abertura incrível com desenhos do Alex Ross, ao tema sensivelmente abordado. É a melhor representação do Aranha e de todos os outros personagens. A fala da Tia May sobre o significado de ser um heroi continua tocante e funcional. Todos os arcos encontram um fim pra lá de digno. Embora muitos não gostem, o Tobey Maguire tem uma forma de interpretar que me toca profundamente. Um filme sobre valores hoje ausentes. E as sequências de ação não envelheceram nada. Não há nos filmes de heroi desde então, nenhuma cena que resuma tão bem um personagem quanto a do Aranha parando o trem.
A discussão sobre a ética de se consumir carne é vaga, mesmo que graficamente violenta e impactante. Perderam a chance de serem relevantes com esses personagens insuportáveis.
Lembro quando vi esse filme. Ele me fez pensar em muita coisa a respeito da minha vida e como me relaciono com a solidão. Talvez precise rever, mas acho sensacional.
Corações Jovens
4.2 79 Assista AgoraFilmes como este precisam de mais espaço. Histórias otimistas, onde o trágico não encontra lugar no desenvolvimento, podem e devem ser apreciadas. É possível contar histórias com leveza, esperança, expectativa de final feliz e conclusão positiva. Ao mostrar famílias acolhedoras, crescimento sadio e ambientes hospitaleiros, demonstra que os finais podem ser bons também. A emoção nesse filme vem ao perceber como o mundo seria um lugar melhor se as pessoas fossem boas, se não deixassem seus preconceitos tomarem sua mente ao destilar ódio gratuito.
Eternos
3.4 1,1K Assista AgoraTenho lido muitas críticas e comentários a respeito do filme, e um comportamento me chamou a atenção no meio de tudo o que li. Aqueles que não gostaram do filme tem visto seus argumentos ou experiência serem reduzidos por aqueles que gostaram, em comentários como: "Esse filme é diferente da fórmula marvel, então se esperarem um filme típico do MCU, vão se decepcionar". E eu acredito que, nem de longe, esse seja o sentimento real de quem não gostou do filme.
Apesar da abordagem diferente tanto em narrativa quanto em filmografia, Eternos não conseguiu desenvolver um aspecto essencial quando se conta uma história, que é o desenvolvimento de suas temáticas. O filme tem um claro excesso de personagens e tramas, com os quais tenta lidar ao mesmo tempo que constrói uma atmosfera intimista e grandiosa. O grande erro foi não desenvolver os temas que elenca através de seus personagens e conflitos, fazendo com que estes temas sejam apenas citados. No começo do filme a Duende se disfarça de mulher adulta e flerta com um homem na balada, e esta cena não recebe qualquer significado até o momento no final, onde descobrimos que ela gostaria de ser humana. O seu desejo de experimentar e viver uma vida humana plena só é apresentado na conclusão do filme. Sua paixão pelo Ikaris não tem motivo ou propósito até que se faz conveniente no fim.
A relação do Ikaris e a Sersei é tomada de cenas bonitas e vazias, uma vez que não é possível entender o porquê deles se amarem. O que exatamente despertou na Sersei o amor por ele? Não há admiração, reconhecimento ou qualquer gatilho que dê para nós, espectadores, motivos para acreditar que eles se amam tanto a ponto de ficarem juntos por 5000 anos. O mesmo vale para ele em relação a Sersei. Quando ele diz que está apaixonado por ela, fiquei sem entender quando isso aconteceu, porque até aquele momento, não havia qualquer sugestão de interesse que fundamentasse o sentimento. O que o atraiu nela? Força? Resiliência? Sensibilidade? Beleza? Capacidade? Inteligência? Não sei. É impossível não comparar esse casal, a outro bem conhecido no cinema, Bela e Edward de Crepúsculo.
Apesar do acerto de não transformar aspectos comuns em grandes discussões, como a surdez da Makkari e a sexualidade do Phastos, temas importantes são levantados pelo filme e nunca aprofundados, entre eles a natureza dos Eternos, Deviantes e Celestiais, a relação entre criador e criatura, o livre-arbítrio da humanidade frente a interferência dos Eternos (que tem passagens como a do Druig controlando mentes para evitar conflitos, o Phastos acelerando o desenvolvimento tecnológico humano, o sacrifício da humanidade para o nascimento de um celestial e por ai vai), os Deviantes e Eternos e seu antagonismo e os conflitos pessoais dos Eternos frente a sua existência maquinada.
Por fim, a motivação do Ikaris em impedir o plano dos outros não tem nenhuma explicação. Ele é fiel ao Celestial e apenas isso. Não há conflito entre sua personalidade (seja ela qual for), natureza, propósito ou vontade. É impossível para mim só aceitar essa lealdade sem qualquer motivo, ainda mais depois de descobrir o que isso significa e significou. A Ajak não tem função na história, assim como a doença da Thena e o vilão Deviante. Estes elementos existem única e exclusivamente para servir a uma narrativa que não se importa com eles. O único acerto deste filme, além da sua filmografia, é na subjetividade da relação entre Makkari e Druig, e Gilgamesh e Thena, e mesmo essas relações se baseiam mais no carisma dos atores, que o texto em si.
Matrix Resurrections
2.8 1,3K Assista AgoraUma completa perda de tempo e desperdício de internet.
Não Olhe para Cima
3.7 1,9K Assista AgoraBacaninha.
Encanto
3.8 817Filme completamente vazio, vai do nada ao lugar nenhum. A protagonista não tem personalidade, só um estereótipo idiota de garota com grande coração. Não há qualquer discussão sobre os temas que são citados nele, e ficam só nisso mesmo. O design de produção e dos personagens é bonito, mas somente isto, totalmente mediano.
Não Olhe para Cima
3.7 1,9K Assista AgoraBacaninha.
Loki (1ª Temporada)
4.0 497 Assista AgoraPerda de tempo, assim como todas as outras séries da Marvel e metade dos filmes.
Luca
4.1 782Achei o filme fraco, principalmente por vir após Soul, que é uma das melhores coisas já produzidas pela Pixar. Luca nunca chega a lugar algum, tem dificuldade em estabelecer conflitos, e os que consegue fazer são sem peso real. Acho que se dedicaram muito a boas composições, e esqueceram do que iriam contar com elas.
Os personagens são pouco ou nada criativos, não há sensação de perigo real e, as situações são desdobradas em simples aventuras que em nada avançam a historia. A animação é bonita, viva e vibrante, mas carece de narrativa e identidade própria. Lembra bastante O Bom Dinossauro nesse aspecto, com exceção de que este tem seu tema bem claro.
Ser lançado logo em seguida a Soul agrava a experiência, uma vez que Luca nem de longe è capaz de evocar a qualidade do seu antecessor. É uma pena, mas não foi dessa vez.
Tenet
3.4 1,3K Assista AgoraArrogante, pedante, presunçoso e desleixado, tudo o de pior que o Nolan tem a oferecer. A vontade exagerada de demonstrar sua capacidade, fez com o que o diretor complexificasse desnecessariamente uma narrativa simples, deixando-a cansativa e enormemente desinteressante. Um grande desperdício do talento de seus atores, que se esforçam para entregar o pouco que receberam. A trilha sonora parece reciclada de suas outras obras, com nenhum impacto no público.
Tudo o que lhe restou foram as cenas de ação, que apesar de boas, acontecem em um contexto em que nada inspira apego ou significado ao observador, são pura e simplesmente demonstração da capacidade do diretor, que investiu mais em sua construção, que na relação dos seus personagens e a história em si. É uma pena que tenha se entregue a soberba, alguém com sua capacidade não precisa disso. Confiar em suas próprias capacidades é excelente, mas não ao ponto de destruir o que lhe faz bom.
Mr. Robot (4ª Temporada)
4.6 370Eu tô quebrado.
Lembro que, em 2015, quando a série começou, flodei o primeiro episódio em todo lugar que pude, mesmo que em grupos que nada tinham a ver com a temática, ou pessoas que não se importavam com nada do que a série fala. Por fim, um amigo viu também, e passamos o restante da temporada discutindo episódio a episódio, o que foi a melhor experiência que tive com uma obra assim.
E então, veio a segunda temporada.
Muitos desistiram nela. Apesar de concordar com parte das críticas que a série recebia, principalmente por sua morosidade narrativa, ela ainda possuía um primor técnico tão grande, que era impossível para mim não continuar acompanhando. Embora a narrativa em si tenha sido prejudicada por algumas decisões, todo o restante permanecia impecável. A filmografia disfórica, a trilha sonora claustrofóbica e assertiva e, como não podia deixar de ser, a edição absolutamente primorosa. Lembro de uma sequência onde dois personagens lutam pelo controle, em que tudo funciona perfeitamente, desde a fotografia com enquadramentos cada vez mais experimentais, ao ritmo pulsante e entrecortado da edição. Mesmo entendendo quem desistiu nesse arco da história, não pude negar isso e fazer o mesmo.
Engraçado como que, ainda que mais madura, a terceira temporada parecia também mais tímida. Por mais que envolvesse elementos que escalonavam a narrativa, tudo dava a entender que o que acontecia ali era mais íntimo, fechado e com propósito mais definido que nunca. Deixando para trás a filmografia completamente intimista, o foco agora era em ampliar o escopo técnico e emocional, de todos os elementos apresentados até então. Era o Sam Esmail demonstrando que nunca perdeu o controle de sua criação, mesmo que, por um momento, tenhamos tido dúvidas de sua capacidade de contar uma história. Menos soturna e mais pessoal, a narrativa adentra a mente e consequências dos atos do Elliot, finalmente o reconhecendo e responsabilizando. O ponto alto, como não poderia deixar de ser, é o quinto episódio, todo feito em plano sequência (ou ao menos em um falso plano sequência), que não só ressalta a capacidade de direção e edição de Sam Esmail, como coloca a prova a nossa percepção do que é possível em uma série para a televisão.
E então temos, por fim, a quarta temporada.
Não existem mais dúvidas da capacidade técnica, ou da narrativa, só o que resta agora, é a hesitação de que, se isso será suficiente para uma conclusão a altura de tudo o que nos foi oferecido até então. E a resposta? Bem, a resposta é sim. Ainda que houvesse demonstrado exaustivamente o quanto dominava a história que estava contando, Sam Esmail, como o bom anfitrião que é, guardou o melhor para o final. Em uma série de episódios experimentais, onde cada personagem recebia a conclusão que merecia, sem nunca esquecer a responsabilidade que era o fechamento desses arcos, a série deixava claro que tudo, absolutamente tudo até aqui, fora cuidadosamente planejado. As referências, tão fortes ao longo de todo o show, estão agora ainda mais intensas, mesmo que igualmente mais sutis. Perguntas que nunca careceram de respostas, continuaram assim. O que era a máquina de Whiterose? Não importa. Tudo o que precisamos saber, é que aqueles personagens podem, enfim, tomar o controle, e que nossa participação chegou ao fim, não precisamos mais testemunhar ou validar nada, está na hora de tomarmos o controle de nossas vidas de volta.
Adeus, Elliot.
Green Book: O Guia
4.1 1,5K Assista AgoraFilme feito por brancos para que outros brancos não se sintam mal ao pensar no quão racistas são, afinal, eles ainda podem mudar. Esse filme quando não me fazia sentir raiva do quão imbecil é, me fazia sentir vergonha de sua existência.
Escritores da Liberdade
4.2 1,1K Assista AgoraEu adoro esse filme, mas ele me deixa mais triste que feliz em seu decorrer. Nenhum profissional deveria ter que escolher entre fazer bem seu trabalho e sua vida pessoal. A ideia romântica de um professor que se sacrifica em três empregos para conseguir lecionar é algo assustador, principalmente vendo como o estado não está nem ai para seus esforços, e que seus colegas podem te sabotar por puro egoísmo e teimosia.
X-Men: Apocalipse
3.5 2,1K Assista AgoraAbominação
Irmão Urso
3.9 637 Assista AgoraDe longe minha animação favorita. A jornada de crescimento do Kenai é tão sensível que me arrepio só de lembrar. Coerente narrativa e tematicamente, com bons coadjuvantes e uma trilha sonora excepcional. Não me canso de rever. Sem defeito algum.
Viva: A Vida é Uma Festa
4.5 2,6K Assista AgoraVisualmente deslumbrante, canções belíssimas e um apuro narrativo incrível. Impossível não se conectar com a mensagem do filme, afinal todos já perdemos alguém.
Divertida Mente
4.3 3,3K Assista AgoraA Pixar no seu auge, não tem como descrever como esse filme pode ser tão incrível.
Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraAbsolutamente tedioso
Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
4.2 2,2K Assista AgoraVocê já foi bom Tim Burton, e esse filme é a prova disso.
Rogue One: Uma História Star Wars
4.2 1,8K Assista AgoraA cena em que a Jyn desmorona vendo a mensagem do pai é linda, assim como todo o filme é. Transformar a missão em um personagem é louvável, sem defeitos.
Homem-Aranha 2
3.6 1,2K Assista AgoraEsse é tranquilamente o melhor filme sobre um super heroi já feito. Tudo aqui funciona, desde a abertura incrível com desenhos do Alex Ross, ao tema sensivelmente abordado. É a melhor representação do Aranha e de todos os outros personagens. A fala da Tia May sobre o significado de ser um heroi continua tocante e funcional. Todos os arcos encontram um fim pra lá de digno. Embora muitos não gostem, o Tobey Maguire tem uma forma de interpretar que me toca profundamente. Um filme sobre valores hoje ausentes. E as sequências de ação não envelheceram nada. Não há nos filmes de heroi desde então, nenhuma cena que resuma tão bem um personagem quanto a do Aranha parando o trem.
As Branquelas
3.7 3,1K Assista AgoraContinua engraçadíssimo
Okja
4.0 1,3K Assista AgoraA discussão sobre a ética de se consumir carne é vaga, mesmo que graficamente violenta e impactante. Perderam a chance de serem relevantes com esses personagens insuportáveis.
As Aventuras de Pi
3.9 4,4K Assista AgoraLembro quando vi esse filme. Ele me fez pensar em muita coisa a respeito da minha vida e como me relaciono com a solidão. Talvez precise rever, mas acho sensacional.
Avatar
3.6 4,5K Assista AgoraVisualmente maravilhoso, mas só isso também, completamente vazio