mas que porra de relação esquisita pra caralho foi essa? ninguém está vendo isso não? galera? essa relação de um adulto e uma menor de idade está estranha demais.
Esse filme é espetacular, a cena da foto no jornal me faz chorar de tanto rir. O filme tem tudo: comédia, suspense, romance. Impossível não amar Roger Tornhill!
O filme é legalzinho, mas, por precaução, passei o filme inteiro tampando os ouvidos e cantando "eu sou um cordeirinho, e Jesus é meu pastor". Por sorte, existe um recurso cinematográfico incrível chamado legenda. Contudo, quando aquele símbolo aparecia, eu fechava os olhos. Ou seja, devo ter visto e ouvido 30% do filme. Ao fim, só por prevenção supersticiosa, acendi um incenso de palo santo e pedi proteção do universo. Gosto de filmes de terror, porém, cagona.
Esse filme é tão simples (e penso que esse seja o objetivo). Mas simples não é simplório, pelo contrário: nos aquece e faz com que terminemos o filme com um sorriso de orelha à orelha.
Um humor negro excelente, personagens super cativantes e uma das fotografias mais lindas do mestre Hitchcock. Filme descontraído, se assistido em família todos acharão engraçado e se pegarão rindo.
P.S.: Capitão Albert Wiles é um show à parte, que graça de personagem!
Esse filme é espetacularmente bem analisado diante do que Jung chama na Psicologia Analítica de Sombra e Persona. Ele denomina que a Persona é a nossa parcela social, aquilo que temos consciência, quem somos em nosso exterior, e Sombra é a nossa parcela que encontra-se naturalmente escondida e que não é conhecida conscientemente, podendo muitas vezes ser assustadora. Jung diz ainda que o problema não é possuirmos essa Sombra, já que ela é naturalmente parte de nós, o problema é negarmos ela, fugirmos e não refletimos sobre a tomada de consciência, pois quando conscientes, ela se torna parte integrativa de nossa psique, mas se ignorada, ela nos domina por completo, como as pessoas que surtam, descompensam e nem elas acreditam no que fizeram.
O filme marca isso muito bem, não somente quando há a "fuga" emocional da personagem da Lupita, mas como forma analítica a refletirmos sobre como TODOS os seres humanos simplesmente se negam a ver e aceitar essa Sombra, e isso só faz com que a mesma os domine, formando a corrente. Algo interessante pra notarmos sobre esse Duplo é que o Duplo Sombra pode parecer mais forte, mais ágil, mas ele é somente uma cópia daquilo que naturalmente já podemos fazer e só não temos consciência, como a Filha mostra muito bem quando assume a sombra daquela que mata sem pensar duas vezes pra salvar a mãe.
O quão próxima (e perigosa) está essa linha tênue que nos separa entre pacifistas e violentos. O filme mostra além do esteriótipo de violência do "homem mau", e talvez a maior lição está em mostrar que todos temos uma violência guardada: ou fingimos que ela não existe e uma hora ela vai precisar sair de uma forma ruim, ou tomamos consciência e não deixamos que ela nos domine.
Esse filme deve ser usado como um exemplo claro de que relacionamento não se trata da expectativa que você cria sobre as pessoas, mas sim sobre como você lida com a realidade.
E que não adianta você querer construir um ser humano com essa expectativa, moldar e tentar ter a perfeição, pois mais cedo ou mais tarde é a sua expectativa que te sabota e te derruba!
Só me faz pensar que requer muita coragem para que nós, depois de adultos, nos permitamos ver o mundo com os olhos inocentes, amáveis e inclusivos da Louise, uma reflexão diária pra mantermos o nosso lado infantil sempre apurado.
A cena dos gritos vindos diretamente da casa no momento em que a família está fora é uma das cenas mais assustadoras do cinema, e assusta justamente por se tratar de algo desconhecido.
"O número não é nada. É o significado. A sintaxe. É o que está entre os números."
Esse filme é perfeito para mostrar questões como genialidade, dedicação e obsessão, sendo que, separadas, as duas primeiras possuem resultado positivo, enquanto que a última, possui uma finalização negativa. E, quando juntos, corroboram para diversas questões de desvantagens.
A maneira como o personagem se constrói é de extremo amadurecimento, não apenas em sua busca, mas na desenvoltura de sua personalidade.
Além disso, o filme me marcou muito pela parte técnica: a trilha sonora é arrebatadora. O filme, solto e cru, poderia se tornar simplório, apesar de ter algumas cenas e diálogos maduros e marcantes. Entretanto, a maneira como as filmagens foram feitas e a trilha tornaram-no um filme com um clima de extrema tensão, de tirar o fôlego.
Confesso que fiquei extremamente apaixonada pela fotografia, tanto na qualidade, quanto no realce de sombras. Isso ajuda a mostrar a parte mais "psicopatológica" do personagem, corroborando para a tensão e o desgaste deste, onde muitas vezes me questionava sobre um estado paranoico, a obsessão e a genialidade.
Algo que eu achei genial foi a sacada de que não saber ou não mostrar que sabe algo pode ser, na grande parte das vezes, a coisa mais inteligente que o ser humano faz. A sensatez e o fato de ser reservado faz um ser humano ser inteligente. Achei legal como o filme mostra a matemática não apenas presente, mas "instigando" todos ramos da vida, como a religião.
Particularmente, precisei ver o filme mais de uma vez, não sei se fui a única. Mas na primeira vez eu senti pontos soltos, e que ficara melhor esclarecidos na segunda vez.
"Eu estou tão feliz por estar vivo, inteiro e partindo. Sim, estou num mundo atolado em merda. Mas estou vivo. E não estou com medo!"
O filme foi "crescendo", como se cada cena fosse lapidada cuidadosamente. Gostei muito da maneira como o Kubrick expressou questões como a dualidade, força (e não apenas física), e a maneira como o desconhecido é encarado.
A maneira como os personagens (em especial o Hilário) crescem é incrível, e me refuta à uma ideia de como o medo e coragem são camuflados.
O roteiro é incrível, e gostei muito da maneira como são realizadas as filmagens das cenas.
Este é, sem dúvida alguma, um dos melhores filmes de drama que já vi. Garantindo muita emoção, ele mostra com maestria o ápice da esquizofrenia, e como esta pode prejudicar a vida de qualquer um (até mesmo daqueles que menos imaginamos). O filme não é pra agradar um único público: quem gosta de matemática, gosta, de psicopatologias, gosta, de drama, gosta... e por aí vai.
Um detalhe são as atuações. Um show, em especial por parte do Paul Bettany e do Russel Crowe, que tanto me emocionam nesse filme.
Tenho reparado que as fotografias dos filmes do Tarkovsky são estonteantes e um deleite para os olhos. Não adentro nisto, porque concordo com todos os comentários que exploraram a fundo esse ponto. Mas algo que eu reparei é que o diretor usa a cor muito mais como um fator de arte comum: a cor não expressa sentimento, a cor É sentimento. As ambientações externas são magníficas.
A cena inicial já me fez querer desabar e engolir o filme. É uma explosão de sentimentos em coisas simples: natureza, voz e som.
A sonoplastia também é incrível. É impossível não captar sussurros, e, por que não dizer, ser empática com os personagens?! Eu consegui sentir dor, raiva, confusão... Gosto muito da maneira como Tarkovsky utiliza recursos simples, como a água e as árvores, dando uma representação simbólica grande de desabamento (água) e o velho e nostálgico (árvore).
Em suma, como qualquer outro filme do diretor, te leva a fazer uma reflexão, apontando todos os caminhos, mas sem te dar as ideias. Você constrói. É tanta melancolia, triste e lembrança, que a tragédia se torna bonita.
“E o que pode ser mais especial do que não haver limites?”
Ainda estou tentando assimilar a gama de informações desse filme: há tempos não via algo que me cativava tanto ao ponto de querer chorar junto, rir junto e comemorar junto. Pode parecer utópica a ideia de ter visto este filme como maravilhoso, mas pra mim, o fato de sempre ter conhecido apenas a teoria de Hawking fez com que a história pessoal tenha se tornado tão cativante. Não tenho nem muito a acrescentar acerca das atuações: Eddie Redmayne foi do céu ao inferno com essa atuação, soube interpretar muitas pessoas dentro de uma, muitos momentos em um único ser, então devo dizer que este foi um dos ápices pra mim.
Fotografia maravilhosa, diálogos bem construídos. Acho que a palavra perfeita para esse filme é proporcional: ele é verdadeiro, soube o melhor a mostrar em detalhes, não tornou-se cansativo, tampouco monótono. Muitas falas ficarão em minha cabeça, e, obviamente, esta não é uma referência direta ao filme, mas ao próprio Hawking, que torna-se muito mais do que um exemplo de físico ou cosmólogo, torna-se um exemplo de pessoa corajosa, que sabe tirar proveito de cada segundo da vida, e construir teoria baseada em temas que mais ninguém é ousado o suficiente para fazê-lo.
Esse filme se mostrou tão cheio e rico que nem sei por onde começar haha. Algo que me chamou a atenção, dentro da parte técnica, foi a fotografia e os cenários. Passam um misto de lentidão, calma, e até mesmo melancolia. Mas seria uma melancolia bonita. Na verdade, os cenários foram totalmente apaixonantes pra mim, ao mesmo tempo que passavam serenidade, mostravam-se ricos e fortes.
O filme me passou uma ideia de realidade extremamente grande, principalmente no que diz respeito ao físico e a metafórico, e Tarkovsky é gênio ao contextualizar esses dois pontos.
"Porque o que consideram paixão, a realidade, não é energia espiritual, mas apenas fricção entre a alma e o mundo externo."
Essa frase me marcou, justamente por não retratar a paixão no modo de vista convencional, mas como um o fantástico, mas também, físico. Talvez o que mais chame a atenção seja a maneira com o ambiente em que os personagens estão inseridos influenciam diretamente na formação desse pensamento.
"Quando o homem nasce, é fraco e flexível, quando morre, é impassível e duro. Quando uma árvore cresce, é tenra e flexível, quando se torna seca e dura, ela morre. A dureza e a força são atributos da morte. Flexibilidade e a fraqueza são a frescura do ser. Por isso, quem endurece nunca vencerá."
Acredito que o impasse seja justamente o sentido da vida, onde há essa busca incansável pelo palpável, mas pela esperança também, e o mais é legal é a forma como os diálogos vão se construindo, como no trecho acima. Parece-me que os personagens falam “sem pensar”, porque não há o que pensar, refletir... apenas se expressam, uma vez que a expressão é uma das únicas coisas que sobrou-lhes.
A cena em que o Stalker (Aleksandr Kajdanovsky) fala sobre o local com extrema emoção me cativou. E há tempos eu não sentia a emoção que senti ao ouvir ele falando que aquele era um lugar em que restara a esperança, e implorando para que não lhe fosse tirado o pouco que sobrara. Essa cena me destruiu!
Apesar de ser um filme um pouco longo, eu me prendi por completo, justamente por trazer em seu bojo uma massificação de sentimentos expressos: raiva, ambição, o desconhecido, altruísmo, tristeza, falta de esperança. Acho que essa analogia com o que temos na sociedade fez do filme ao mesmo tempo que, pautado em uma possível serenidade, sincrônico e um pouco perverso
Acredito que não haja filme que faça a unção mais perfeita de todas as questões que teimam em não unir: humanas e exatas, principalmente no que diz respeito à fé e esperança.
"Melhor uma felicidade amarga do que uma vida apagada, triste." Essa frase e a cena final me destruíram. Acho que vou precisar de um tempo pra assimilar tudo que acabei de ver.
À grosso modo, percebo que não há uma verdade absoluta, apenas a nossa verdade, e esta se concretiza como tal. As cenas do filme mostram-se em cor opaca, tristes, melancólicas, enquanto que esta cena final demonstre quase um ápice de cor e esperança em algo simples.
Não Fale o Mal
3.3 653só digo uma coisa:
O MOLEQUE É FODA!
Post Mortem
2.7 73 Assista Agoramas que porra de relação esquisita pra caralho foi essa? ninguém está vendo isso não? galera? essa relação de um adulto e uma menor de idade está estranha demais.
Cinema Paradiso
4.5 1,5K Assista Agorameu Deus do céu, como eu estou triste.
Intriga Internacional
4.1 357 Assista AgoraEsse filme é espetacular, a cena da foto no jornal me faz chorar de tanto rir.
O filme tem tudo: comédia, suspense, romance. Impossível não amar Roger Tornhill!
O Reino dos Gatos
3.9 411 Assista AgoraA amizade da Haru com a Yuki. <3
Elas descobrindo que salvaram a vida uma da outra... Apenas lágrimas e coraçõezinhos nos olhos.
Embora esse seja um filme mais simples, os personagens são muito encantadores. Quero ser amiga do Moon Muta.
Marcas da Maldição
3.2 249 Assista AgoraO filme é legalzinho, mas, por precaução, passei o filme inteiro tampando os ouvidos e cantando "eu sou um cordeirinho, e Jesus é meu pastor". Por sorte, existe um recurso cinematográfico incrível chamado legenda. Contudo, quando aquele símbolo aparecia, eu fechava os olhos. Ou seja, devo ter visto e ouvido 30% do filme. Ao fim, só por prevenção supersticiosa, acendi um incenso de palo santo e pedi proteção do universo. Gosto de filmes de terror, porém, cagona.
Nota 2, porque me fez gastar muita energia.
La Bamba
3.6 302 Assista AgoraChorei mais do que bebê.
Definição de "queria proteger do mundo".
Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe (Histórias Novas e Selecionadas)
3.4 257 Assista AgoraO Adam Sandler vendo os filmes da guria foi o ponto alto do filme. Adoro um constrangimento.
Durante a Tormenta
3.9 937 Assista AgoraQuando eu pensei que havia entendido, percebi que não entendi foi nada.
Meu Amigo Totoro
4.3 1,3K Assista AgoraEsse filme é tão simples (e penso que esse seja o objetivo). Mas simples não é simplório, pelo contrário: nos aquece e faz com que terminemos o filme com um sorriso de orelha à orelha.
O Terceiro Tiro
3.6 152 Assista AgoraUm humor negro excelente, personagens super cativantes e uma das fotografias mais lindas do mestre Hitchcock. Filme descontraído, se assistido em família todos acharão engraçado e se pegarão rindo.
P.S.: Capitão Albert Wiles é um show à parte, que graça de personagem!
A Marca do Demônio
1.3 154 Assista AgoraMinha parte favorita era o patriarca puto por interromperem ele montando o quebra-cabeça. haha
Nós
3.8 2,4K Assista AgoraEsse filme é espetacularmente bem analisado diante do que Jung chama na Psicologia Analítica de Sombra e Persona. Ele denomina que a Persona é a nossa parcela social, aquilo que temos consciência, quem somos em nosso exterior, e Sombra é a nossa parcela que encontra-se naturalmente escondida e que não é conhecida conscientemente, podendo muitas vezes ser assustadora. Jung diz ainda que o problema não é possuirmos essa Sombra, já que ela é naturalmente parte de nós, o problema é negarmos ela, fugirmos e não refletimos sobre a tomada de consciência, pois quando conscientes, ela se torna parte integrativa de nossa psique, mas se ignorada, ela nos domina por completo, como as pessoas que surtam, descompensam e nem elas acreditam no que fizeram.
O filme marca isso muito bem, não somente quando há a "fuga" emocional da personagem da Lupita, mas como forma analítica a refletirmos sobre como TODOS os seres humanos simplesmente se negam a ver e aceitar essa Sombra, e isso só faz com que a mesma os domine, formando a corrente.
Algo interessante pra notarmos sobre esse Duplo é que o Duplo Sombra pode parecer mais forte, mais ágil, mas ele é somente uma cópia daquilo que naturalmente já podemos fazer e só não temos consciência, como a Filha mostra muito bem quando assume a sombra daquela que mata sem pensar duas vezes pra salvar a mãe.
Relatos Selvagens
4.4 2,9K Assista AgoraO quão próxima (e perigosa) está essa linha tênue que nos separa entre pacifistas e violentos. O filme mostra além do esteriótipo de violência do "homem mau", e talvez a maior lição está em mostrar que todos temos uma violência guardada: ou fingimos que ela não existe e uma hora ela vai precisar sair de uma forma ruim, ou tomamos consciência e não deixamos que ela nos domine.
Ruby Sparks - A Namorada Perfeita
3.8 1,4KEsse filme deve ser usado como um exemplo claro de que relacionamento não se trata da expectativa que você cria sobre as pessoas, mas sim sobre como você lida com a realidade.
E que não adianta você querer construir um ser humano com essa expectativa, moldar e tentar ter a perfeição, pois mais cedo ou mais tarde é a sua expectativa que te sabota e te derruba!
O Sol É Para Todos
4.3 424 Assista AgoraSó me faz pensar que requer muita coragem para que nós, depois de adultos, nos permitamos ver o mundo com os olhos inocentes, amáveis e inclusivos da Louise, uma reflexão diária pra mantermos o nosso lado infantil sempre apurado.
A Casa das Almas Perdidas
3.4 172A cena dos gritos vindos diretamente da casa no momento em que a família está fora é uma das cenas mais assustadoras do cinema, e assusta justamente por se tratar de algo desconhecido.
Ela
4.2 5,8K Assista AgoraLembra-me os amores líquidos de Bauman: uma contemporaneidade líquida, onde tudo é tão líquido que corre pelos dedos e se esvai.
Pi
3.8 770"O número não é nada. É o significado. A sintaxe. É o que está entre os números."
Esse filme é perfeito para mostrar questões como genialidade, dedicação e obsessão, sendo que, separadas, as duas primeiras possuem resultado positivo, enquanto que a última, possui uma finalização negativa. E, quando juntos, corroboram para diversas questões de desvantagens.
A maneira como o personagem se constrói é de extremo amadurecimento, não apenas em sua busca, mas na desenvoltura de sua personalidade.
Além disso, o filme me marcou muito pela parte técnica: a trilha sonora é arrebatadora. O filme, solto e cru, poderia se tornar simplório, apesar de ter algumas cenas e diálogos maduros e marcantes. Entretanto, a maneira como as filmagens foram feitas e a trilha tornaram-no um filme com um clima de extrema tensão, de tirar o fôlego.
Confesso que fiquei extremamente apaixonada pela fotografia, tanto na qualidade, quanto no realce de sombras. Isso ajuda a mostrar a parte mais "psicopatológica" do personagem, corroborando para a tensão e o desgaste deste, onde muitas vezes me questionava sobre um estado paranoico, a obsessão e a genialidade.
Algo que eu achei genial foi a sacada de que não saber ou não mostrar que sabe algo pode ser, na grande parte das vezes, a coisa mais inteligente que o ser humano faz. A sensatez e o fato de ser reservado faz um ser humano ser inteligente. Achei legal como o filme mostra a matemática não apenas presente, mas "instigando" todos ramos da vida, como a religião.
Particularmente, precisei ver o filme mais de uma vez, não sei se fui a única. Mas na primeira vez eu senti pontos soltos, e que ficara melhor esclarecidos na segunda vez.
Nascido Para Matar
4.3 1,2K Assista Agora"Eu estou tão feliz por estar vivo, inteiro e partindo. Sim, estou num mundo atolado em merda. Mas estou vivo. E não estou com medo!"
O filme foi "crescendo", como se cada cena fosse lapidada cuidadosamente. Gostei muito da maneira como o Kubrick expressou questões como a dualidade, força (e não apenas física), e a maneira como o desconhecido é encarado.
A maneira como os personagens (em especial o Hilário) crescem é incrível, e me refuta à uma ideia de como o medo e coragem são camuflados.
O roteiro é incrível, e gostei muito da maneira como são realizadas as filmagens das cenas.
Uma Mente Brilhante
4.3 1,7K Assista AgoraEste é, sem dúvida alguma, um dos melhores filmes de drama que já vi. Garantindo muita emoção, ele mostra com maestria o ápice da esquizofrenia, e como esta pode prejudicar a vida de qualquer um (até mesmo daqueles que menos imaginamos). O filme não é pra agradar um único público: quem gosta de matemática, gosta, de psicopatologias, gosta, de drama, gosta... e por aí vai.
Um detalhe são as atuações. Um show, em especial por parte do Paul Bettany e do Russel Crowe, que tanto me emocionam nesse filme.
Nostalgia
4.3 194 Assista AgoraTenho reparado que as fotografias dos filmes do Tarkovsky são estonteantes e um deleite para os olhos. Não adentro nisto, porque concordo com todos os comentários que exploraram a fundo esse ponto. Mas algo que eu reparei é que o diretor usa a cor muito mais como um fator de arte comum: a cor não expressa sentimento, a cor É sentimento. As ambientações externas são magníficas.
A cena inicial já me fez querer desabar e engolir o filme. É uma explosão de sentimentos em coisas simples: natureza, voz e som.
A sonoplastia também é incrível. É impossível não captar sussurros, e, por que não dizer, ser empática com os personagens?! Eu consegui sentir dor, raiva, confusão... Gosto muito da maneira como Tarkovsky utiliza recursos simples, como a água e as árvores, dando uma representação simbólica grande de desabamento (água) e o velho e nostálgico (árvore).
Em suma, como qualquer outro filme do diretor, te leva a fazer uma reflexão, apontando todos os caminhos, mas sem te dar as ideias. Você constrói. É tanta melancolia, triste e lembrança, que a tragédia se torna bonita.
A Teoria de Tudo
4.1 3,4K“E o que pode ser mais especial do que não haver limites?”
Ainda estou tentando assimilar a gama de informações desse filme: há tempos não via algo que me cativava tanto ao ponto de querer chorar junto, rir junto e comemorar junto. Pode parecer utópica a ideia de ter visto este filme como maravilhoso, mas pra mim, o fato de sempre ter conhecido apenas a teoria de Hawking fez com que a história pessoal tenha se tornado tão cativante. Não tenho nem muito a acrescentar acerca das atuações: Eddie Redmayne foi do céu ao inferno com essa atuação, soube interpretar muitas pessoas dentro de uma, muitos momentos em um único ser, então devo dizer que este foi um dos ápices pra mim.
Fotografia maravilhosa, diálogos bem construídos. Acho que a palavra perfeita para esse filme é proporcional: ele é verdadeiro, soube o melhor a mostrar em detalhes, não tornou-se cansativo, tampouco monótono. Muitas falas ficarão em minha cabeça, e, obviamente, esta não é uma referência direta ao filme, mas ao próprio Hawking, que torna-se muito mais do que um exemplo de físico ou cosmólogo, torna-se um exemplo de pessoa corajosa, que sabe tirar proveito de cada segundo da vida, e construir teoria baseada em temas que mais ninguém é ousado o suficiente para fazê-lo.
“Não deve haver imite para o esforço humano.”
Stalker
4.3 527Esse filme se mostrou tão cheio e rico que nem sei por onde começar haha. Algo que me chamou a atenção, dentro da parte técnica, foi a fotografia e os cenários. Passam um misto de lentidão, calma, e até mesmo melancolia. Mas seria uma melancolia bonita. Na verdade, os cenários foram totalmente apaixonantes pra mim, ao mesmo tempo que passavam serenidade, mostravam-se ricos e fortes.
O filme me passou uma ideia de realidade extremamente grande, principalmente no que diz respeito ao físico e a metafórico, e Tarkovsky é gênio ao contextualizar esses dois pontos.
"Porque o que consideram paixão, a realidade, não é energia espiritual, mas apenas fricção entre a alma e o mundo externo."
Essa frase me marcou, justamente por não retratar a paixão no modo de vista convencional, mas como um o fantástico, mas também, físico. Talvez o que mais chame a atenção seja a maneira com o ambiente em que os personagens estão inseridos influenciam diretamente na formação desse pensamento.
"Quando o homem nasce, é fraco e flexível, quando morre, é impassível e duro. Quando uma árvore cresce, é tenra e flexível, quando se torna seca e dura, ela morre. A dureza e a força são atributos da morte. Flexibilidade e a fraqueza são a frescura do ser. Por isso, quem endurece nunca vencerá."
Acredito que o impasse seja justamente o sentido da vida, onde há essa busca incansável pelo palpável, mas pela esperança também, e o mais é legal é a forma como os diálogos vão se construindo, como no trecho acima. Parece-me que os personagens falam “sem pensar”, porque não há o que pensar, refletir... apenas se expressam, uma vez que a expressão é uma das únicas coisas que sobrou-lhes.
A cena em que o Stalker (Aleksandr Kajdanovsky) fala sobre o local com extrema emoção me cativou. E há tempos eu não sentia a emoção que senti ao ouvir ele falando que aquele era um lugar em que restara a esperança, e implorando para que não lhe fosse tirado o pouco que sobrara. Essa cena me destruiu!
Apesar de ser um filme um pouco longo, eu me prendi por completo, justamente por trazer em seu bojo uma massificação de sentimentos expressos: raiva, ambição, o desconhecido, altruísmo, tristeza, falta de esperança. Acho que essa analogia com o que temos na sociedade fez do filme ao mesmo tempo que, pautado em uma possível serenidade, sincrônico e um pouco perverso
Acredito que não haja filme que faça a unção mais perfeita de todas as questões que teimam em não unir: humanas e exatas, principalmente no que diz respeito à fé e esperança.
"Melhor uma felicidade amarga do que uma vida apagada, triste."
Essa frase e a cena final me destruíram. Acho que vou precisar de um tempo pra assimilar tudo que acabei de ver.
À grosso modo, percebo que não há uma verdade absoluta, apenas a nossa verdade, e esta se concretiza como tal. As cenas do filme mostram-se em cor opaca, tristes, melancólicas, enquanto que esta cena final demonstre quase um ápice de cor e esperança em algo simples.