Ghost World me surpreendeu. E realmente, como posso perceber nos comentários, ele está no bom e polêmico saco dos filmes oito ou oitenta. Ou tu ama ou detesta. Eu fiquei apaixonado. Os personagens são muito bem definidos/caricatos e, de certa forma cativantes. É um filme sensível ao extremo, é quase que enfadonho julgá-lo somente pelo teu desgosto pessoal aos personagens relativamente insuportáveis; aliás, sério que tem gente que ainda leva pro lado pessoal o personagem ser detestável? Porque ser detestável é algo bom e marcante para o cinema. A protagonista é odiável. Sempre insatisfeita, reclamando e odiando tudo à sua volta. Ao meu ver, descrever e enfatizar essa personalidade ao personagem foi crucialmente extraordinário ao roteirista. Muitos adolescentes se identificam com essa fase. Todos nós temos fases odiáveis e insuportáveis. A adolescência é a que mais se engloba nisso. Nos tornamos mais intoleráveis e superficiais. Sem falar na ênfase à inquietação e à indecisão que o personagem nos passa. Além de ser um filme mais cru, denso e menos floreado por coisinhas bonitinhas e digestivas, como a maioria dos filmes voltados à adolescentes, Ghost World ainda sim é um filme voltado para o público jovem e não deixa de ser um filme inteligente, poético e alternativamente interessante. Pra mim é um filme que se destaca do gênero e que merece ser, particularmente, estudado e analisado pois ele abre uma extensa gama de interpretação e informação.
[/spoiler] Imagino que não seja uma surpresa (e para muitos, decepção) o fato do Dexter não ter morrido no último episódio. Pois bem, quem entende um pouco de linguagem cinematográfica compreende que o serial killer morreu, (simbolicamente, de forma subjetiva... como queiram chamar) eu digo que ele, literalmente, está morto. Vamos lá. Como disse anteriormente, quem conhece um pouco a linguagem cinematográfica e, principalmente, suas subliminaridades, entende que aqueles segundos de tela preta há mais depois da cena da Hanna indo tomar sorvete com o Harrison significa que para o diretor a série acaba ali. Mas desde os primórdios do cinema americano, não sei se muitos sabem, quem realmente manda (e banca) um filme/seriado é o produtor. Portanto, o que vem depois daquela cena da Hanna com o Harrison fica a cargo da produção (muitos culpam o pobre roteirista, direção e até mesmo os atores. Mas se esquecem que quem controla a engrenagem é a produção.). Darei um exemplo dessa "tela preta" num outro filme da década de 70: Taxi Driver. Se você está lendo essa crítica e ainda não viu Taxi Driver, por favor, lhe peço para que pare por aqui, pois o exemplo é um spoiler da cena final do filme. Em taxi Driver de Scorsese, na penúltima cena do longa o personagem Travis Bickle leva um tiro no pescoço e de forma inacreditável ele sobrevive. Para Scorsese, o filme acaba naquele famoso plano do De Niro mirando para a cabeça com o dedo encharcado de sangue. Cinematograficamente, subjetivamente, compreendemos que o personagem morre naquele sofá. Eis o produtor no meio novamente, eis a tela preta por alguns segundos e outra cena final do filme em que Travis é visto como o herói da cidade por ter matado os cafetões. Felizmente, esse final lamentável, na minha mais pessoal opinião, (espero que não apenas minha) não transformou o filme num desastre por completo. Pois convenhamos que mesmo assim, é/foi um filme que quebrou muitos paradigmas no cinema americano, servindo de referência e influência para muitos outros filmes que compõe o cenário do cinema contemporâneo (quem viu Jackie Brown do Tarantino, em que ele praticamente, descaradamente e magistralmente reconstrói uma das cenas mais marcantes desse filme sabe do que estou me referindo). Outro exemplo é o final do último Batman de Christopher Nolan. Muitos dizem que ele não morre, outros que ele morre. Isso ainda é mais delicado. Muito subjetivamente imagino que Nolan quis matar o herói, pois para ele, Batman realmente estava morto (por ser o fim de sua trilogia). Mas, por favor, ninguém pode matar o Batman. Ainda haverão remakes eternos de um super-herói que é tão amado pelos fãs (confesso que sou um deles) quanto extremamente lucrativo para o cinema hollywoodiano. Enfim, não matar o protagonista, mesmo ele sendo um anti-herói, significa para o produtor apenas uma mísera e singela coisa que está totalmente focado o cinema hollywoodiano: lucro. E a produção preza por isso. É o seu papel. Ela banca e espera o retorno (compreensível). Se os produtores puderem, se der lucro, Dexter viveria eternamente. Outro exemplo disso é Star Wars, que somente com souvenirs lucra absurdamente ainda nos dias de hoje. Uma hexalogia que deu início na década de 70, retornando no início de 2000, estará dando continuidade em 2015 para o primeiro filme de mais uma trilogia. O motivo? Lucro! Homens barbados babam só por presenciar diante de uma tela a imagem de personagens como Darth Vader ou R2D2. E o que mais vejo como crítica (não só pra Dexter, mas no geral) é: "esperava mais do final". E eu me pergunto: esperava o quê, afinal? Eu não sei como poderia acabar de uma forma melhor se a série mesmo acaba ficando pedante e sem muitas reviravoltas durante as temporadas. A morte da Debra foi algo que realmente me deixou entusiasmado. Pelo desenrolar pensei que ela sobreviveria tranquilamente tendo aquela última conversa clichê (como várias outras) com o Dexter. Me surpreendeu a forma decadente, decepcionante, desesperançosa e deprimente com que se dá o desfecho do seriado. Cheguei a pensar que acabaria com todo mundo rindo junto, Quinn com Debra, Dexter na argentina com a Hanna e o filho e a o resto de figuração sorrindo como nos finais de algumas temporadas do seriado. Nem preciso constar que seria lamentável. Mas, convenhamos, pouca coisa poderia ser feita. A série acabou tornando-se cansativa e um tanto quanto massante, muitos diálogos parecidos que acabaram por se tornarem um tanto clichês, acabaram desanimando. Sem falar que a sétima temporada está entre as piores que já vi (exceto pelo final, mas não salva o desastre). Bem, parafraseando o próprio Dexter nesse útimo episódio: nunca presenciei um milagre. E a season finale de Dexter certamente não poderia ser salva por um. [spoiler]
Maravilhosamente bem representado e materializado profundamente através dos sentidos figurados. Quanta dor a entrega traz. Quanta coragem é necessária para deixar o orgulho pra trás e perceber que não existe amar a metade senão o todo. O negro, o intocável, toda a merda que a pessoa guarda pelas entranhas. E a pergunta que fica é: "quem é capaz de amar?" Quem é capaz de aceitar a totalidade sem rastejar. Não me refiro à um personagem específico; me refiro aos dois. A eterna faca de dois gumes que é julgar e ser condenado pelo próprio orgulho. Haneke, obrigado pela pontada de magistralidade que nos supre uma facada no peito.
Um filme um tanto cansativo, porém muito intenso e profundo se bem analisado e "compreendido". O que me deixou deslumbrado foi a ênfase nas verdades paralelas sobre uma mesma coisa, o preto e branco dentro do colorido, a fábula no documentário, a sorte no azar, a vida na morte. O balanço e o equilíbrio entre o realista e o impossível. A linha tênue entre morrer do possivelmente impossível e do impossivelmente possível. A complexidade que se torna a morte, como um abismo que liberta, e a beleza fria, doída e ao mesmo tempo irresistível que é estar vivo. O que mais me intrigou e me encantou foi a mensagem do filme e o quanto ele diz utilizando tão poucas palavras.
Que atuação, que fotografia, caralho, que crítica subjetivista de deixar a pessoa alucinada com tanta informação satírica e simbólica floreada por pouquíssimas palavras. Nem sei como elaborar uma interpretação realmente convincente a mim mesmo de toda essa mesclagem de simbolismos marcada pela pessoalidade de um diretor que eu praticamente desconheço. E é por isso que esse filme me deixou de queixo caído. Clap!
O Rorschach salva o filme. As melhores cenas, passagens e diálogos englobavam o universo dele. Fora esse personagem, achei mediano. E não adianta, não consigo engolir a edição extremamente exagerada e até um pouco desarmônica e a violência compactada e superficial (salvo pelas cenas do Rorschach, que foi realmente o personagem herói do filme) desse Zack Snyder.
A sociedade somos nós. Temos preconceito do quê? Até onde iriamos por pressão da opinião alheia? Há maneiras de ser feliz seguindo o próprio coração e não com o que lhe cravam com uma estaca de culpa.
Há formas mais sutis e bem mais interessantes para abordar a mesma metáfora. Achei cansativo, com um roteiro medíocre e realmente chato. Por ser amador, a única coisa que """salvou""" foram as atuações.
Pra mim vai muito além da insanidade. Em muitos aspectos do longa, o que mais impactou na minha "compreensão" foi a linha tênue entre o egocentrismo como algo subjetivo (a própria esquizofrenia do Henry me transpareceu em muitas partes um egocentrismo reprimido. Em muitas vezes via o filho dele como a parte reprimida da sua personalidade reservada) e a impessoalidade narcisista (a a atriz, o palco, a cabeça para fabricar borracha. Não nos tornamos narcisistas para agradar o que somos, fazemos isso para agradar aos outros. Achei brilhante a mulher do palco sempre sorrindo e a cabeça pra se transformar em borracha de lápis. Mostra o quão medíocres somos capazes de ser pra fazer parte de algum sistema/sociedade/mundo por medo e repressão). Mas ainda sim é uma interpretação MINHA, que pode ser interpretada e compreendida por milhões de olhares diferentes. Pontos de vista são únicos e é praticamente impossível tentar similar alguma compreensão desse filme. Simplesmente admirável e fantástica a densidade e a unicidade metafórica do longa.
O estado de tranquilidade, segurança e principalmente CONFIANÇA que o filho da Claire transmite só me faz enfatizar ainda mais a percepção de que o fim de uma vida é tão divino e bonito quanto o início.
Percebemos que o verdadeiro prisioneiro de Dogville eram os próprios moradores. Prisioneiros do seu egoísmo, crueldade e arrogância. Grace me faz perceber a similaridade que a protagonista possui com a própria natureza. Permite todo o tipo de manifestação do ser humano, qualquer que seja. Sempre disponível por um ato de bondade ou maldade. Mas não espere por avisos prévios de resposta. A resposta é lenta, mas exata e devastadora. Uma obra de arte que podemos tirar milhares de interpretações.
Interiores
4.0 231 Assista AgoraO filme mais Bergmaniano que já vi do Woody Allen.
Desordem
3.6 4Pra quem quiser assistir o curta: https://www.youtube.com/watch?v=TrfFM_fzsCM
Ghost World: Aprendendo a Viver
3.7 547Ghost World me surpreendeu. E realmente, como posso perceber nos comentários, ele está no bom e polêmico saco dos filmes oito ou oitenta. Ou tu ama ou detesta. Eu fiquei apaixonado. Os personagens são muito bem definidos/caricatos e, de certa forma cativantes. É um filme sensível ao extremo, é quase que enfadonho julgá-lo somente pelo teu desgosto pessoal aos personagens relativamente insuportáveis; aliás, sério que tem gente que ainda leva pro lado pessoal o personagem ser detestável? Porque ser detestável é algo bom e marcante para o cinema. A protagonista é odiável. Sempre insatisfeita, reclamando e odiando tudo à sua volta. Ao meu ver, descrever e enfatizar essa personalidade ao personagem foi crucialmente extraordinário ao roteirista. Muitos adolescentes se identificam com essa fase. Todos nós temos fases odiáveis e insuportáveis. A adolescência é a que mais se engloba nisso. Nos tornamos mais intoleráveis e superficiais. Sem falar na ênfase à inquietação e à indecisão que o personagem nos passa. Além de ser um filme mais cru, denso e menos floreado por coisinhas bonitinhas e digestivas, como a maioria dos filmes voltados à adolescentes, Ghost World ainda sim é um filme voltado para o público jovem e não deixa de ser um filme inteligente, poético e alternativamente interessante. Pra mim é um filme que se destaca do gênero e que merece ser, particularmente, estudado e analisado pois ele abre uma extensa gama de interpretação e informação.
Dexter (8ª Temporada)
3.5 1,7K Assista AgoraCríticas e decepções a parte... Vamos estudar melhor essa season finale para, quem sabe, abranger a minha e a nossa compreensão:
[/spoiler] Imagino que não seja uma surpresa (e para muitos, decepção) o fato do Dexter não ter morrido no último episódio. Pois bem, quem entende um pouco de linguagem cinematográfica compreende que o serial killer morreu, (simbolicamente, de forma subjetiva... como queiram chamar) eu digo que ele, literalmente, está morto. Vamos lá. Como disse anteriormente, quem conhece um pouco a linguagem cinematográfica e, principalmente, suas subliminaridades, entende que aqueles segundos de tela preta há mais depois da cena da Hanna indo tomar sorvete com o Harrison significa que para o diretor a série acaba ali. Mas desde os primórdios do cinema americano, não sei se muitos sabem, quem realmente manda (e banca) um filme/seriado é o produtor. Portanto, o que vem depois daquela cena da Hanna com o Harrison fica a cargo da produção (muitos culpam o pobre roteirista, direção e até mesmo os atores. Mas se esquecem que quem controla a engrenagem é a produção.). Darei um exemplo dessa "tela preta" num outro filme da década de 70: Taxi Driver. Se você está lendo essa crítica e ainda não viu Taxi Driver, por favor, lhe peço para que pare por aqui, pois o exemplo é um spoiler da cena final do filme. Em taxi Driver de Scorsese, na penúltima cena do longa o personagem Travis Bickle leva um tiro no pescoço e de forma inacreditável ele sobrevive. Para Scorsese, o filme acaba naquele famoso plano do De Niro mirando para a cabeça com o dedo encharcado de sangue. Cinematograficamente, subjetivamente, compreendemos que o personagem morre naquele sofá. Eis o produtor no meio novamente, eis a tela preta por alguns segundos e outra cena final do filme em que Travis é visto como o herói da cidade por ter matado os cafetões. Felizmente, esse final lamentável, na minha mais pessoal opinião, (espero que não apenas minha) não transformou o filme num desastre por completo. Pois convenhamos que mesmo assim, é/foi um filme que quebrou muitos paradigmas no cinema americano, servindo de referência e influência para muitos outros filmes que compõe o cenário do cinema contemporâneo (quem viu Jackie Brown do Tarantino, em que ele praticamente, descaradamente e magistralmente reconstrói uma das cenas mais marcantes desse filme sabe do que estou me referindo). Outro exemplo é o final do último Batman de Christopher Nolan. Muitos dizem que ele não morre, outros que ele morre. Isso ainda é mais delicado. Muito subjetivamente imagino que Nolan quis matar o herói, pois para ele, Batman realmente estava morto (por ser o fim de sua trilogia). Mas, por favor, ninguém pode matar o Batman. Ainda haverão remakes eternos de um super-herói que é tão amado pelos fãs (confesso que sou um deles) quanto extremamente lucrativo para o cinema hollywoodiano. Enfim, não matar o protagonista, mesmo ele sendo um anti-herói, significa para o produtor apenas uma mísera e singela coisa que está totalmente focado o cinema hollywoodiano: lucro. E a produção preza por isso. É o seu papel. Ela banca e espera o retorno (compreensível). Se os produtores puderem, se der lucro, Dexter viveria eternamente. Outro exemplo disso é Star Wars, que somente com souvenirs lucra absurdamente ainda nos dias de hoje. Uma hexalogia que deu início na década de 70, retornando no início de 2000, estará dando continuidade em 2015 para o primeiro filme de mais uma trilogia. O motivo? Lucro! Homens barbados babam só por presenciar diante de uma tela a imagem de personagens como Darth Vader ou R2D2. E o que mais vejo como crítica (não só pra Dexter, mas no geral) é: "esperava mais do final". E eu me pergunto: esperava o quê, afinal? Eu não sei como poderia acabar de uma forma melhor se a série mesmo acaba ficando pedante e sem muitas reviravoltas durante as temporadas. A morte da Debra foi algo que realmente me deixou entusiasmado. Pelo desenrolar pensei que ela sobreviveria tranquilamente tendo aquela última conversa clichê (como várias outras) com o Dexter. Me surpreendeu a forma decadente, decepcionante, desesperançosa e deprimente com que se dá o desfecho do seriado. Cheguei a pensar que acabaria com todo mundo rindo junto, Quinn com Debra, Dexter na argentina com a Hanna e o filho e a o resto de figuração sorrindo como nos finais de algumas temporadas do seriado. Nem preciso constar que seria lamentável. Mas, convenhamos, pouca coisa poderia ser feita. A série acabou tornando-se cansativa e um tanto quanto massante, muitos diálogos parecidos que acabaram por se tornarem um tanto clichês, acabaram desanimando. Sem falar que a sétima temporada está entre as piores que já vi (exceto pelo final, mas não salva o desastre). Bem, parafraseando o próprio Dexter nesse útimo episódio: nunca presenciei um milagre. E a season finale de Dexter certamente não poderia ser salva por um.
[spoiler]
A Professora de Piano
4.0 728 Assista AgoraMaravilhosamente bem representado e materializado profundamente através dos sentidos figurados. Quanta dor a entrega traz. Quanta coragem é necessária para deixar o orgulho pra trás e perceber que não existe amar a metade senão o todo. O negro, o intocável, toda a merda que a pessoa guarda pelas entranhas. E a pergunta que fica é: "quem é capaz de amar?" Quem é capaz de aceitar a totalidade sem rastejar. Não me refiro à um personagem específico; me refiro aos dois. A eterna faca de dois gumes que é julgar e ser condenado pelo próprio orgulho. Haneke, obrigado pela pontada de magistralidade que nos supre uma facada no peito.
Azul é a Cor Mais Quente
3.7 4,3K Assista AgoraAqueles filmes que tu já ama só pelo cartaz.
Nossa Música
3.8 35Um filme um tanto cansativo, porém muito intenso e profundo se bem analisado e "compreendido". O que me deixou deslumbrado foi a ênfase nas verdades paralelas sobre uma mesma coisa, o preto e branco dentro do colorido, a fábula no documentário, a sorte no azar, a vida na morte. O balanço e o equilíbrio entre o realista e o impossível. A linha tênue entre morrer do possivelmente impossível e do impossivelmente possível. A complexidade que se torna a morte, como um abismo que liberta, e a beleza fria, doída e ao mesmo tempo irresistível que é estar vivo. O que mais me intrigou e me encantou foi a mensagem do filme e o quanto ele diz utilizando tão poucas palavras.
Holy Motors
3.9 657Que atuação, que fotografia, caralho, que crítica subjetivista de deixar a pessoa alucinada com tanta informação satírica e simbólica floreada por pouquíssimas palavras. Nem sei como elaborar uma interpretação realmente convincente a mim mesmo de toda essa mesclagem de simbolismos marcada pela pessoalidade de um diretor que eu praticamente desconheço. E é por isso que esse filme me deixou de queixo caído. Clap!
Watchmen: O Filme
4.0 2,8K Assista AgoraO Rorschach salva o filme. As melhores cenas, passagens e diálogos englobavam o universo dele. Fora esse personagem, achei mediano. E não adianta, não consigo engolir a edição extremamente exagerada e até um pouco desarmônica e a violência compactada e superficial (salvo pelas cenas do Rorschach, que foi realmente o personagem herói do filme) desse Zack Snyder.
Vida Social
3.6 43A sociedade somos nós. Temos preconceito do quê? Até onde iriamos por pressão da opinião alheia? Há maneiras de ser feliz seguindo o próprio coração e não com o que lhe cravam com uma estaca de culpa.
Porca Miséria: Tio Aquilino
2.9 4Há formas mais sutis e bem mais interessantes para abordar a mesma metáfora. Achei cansativo, com um roteiro medíocre e realmente chato. Por ser amador, a única coisa que """salvou""" foram as atuações.
Mistérios da Carne
4.1 1,0K Assista AgoraA sensibilidade do filme transcende a densidade. Tão pesado quanto sincero.
Eraserhead
3.8 953 Assista AgoraPra mim vai muito além da insanidade. Em muitos aspectos do longa, o que mais impactou na minha "compreensão" foi a linha tênue entre o egocentrismo como algo subjetivo (a própria esquizofrenia do Henry me transpareceu em muitas partes um egocentrismo reprimido. Em muitas vezes via o filho dele como a parte reprimida da sua personalidade reservada) e a impessoalidade narcisista (a a atriz, o palco, a cabeça para fabricar borracha. Não nos tornamos narcisistas para agradar o que somos, fazemos isso para agradar aos outros. Achei brilhante a mulher do palco sempre sorrindo e a cabeça pra se transformar em borracha de lápis. Mostra o quão medíocres somos capazes de ser pra fazer parte de algum sistema/sociedade/mundo por medo e repressão). Mas ainda sim é uma interpretação MINHA, que pode ser interpretada e compreendida por milhões de olhares diferentes. Pontos de vista são únicos e é praticamente impossível tentar similar alguma compreensão desse filme. Simplesmente admirável e fantástica a densidade e a unicidade metafórica do longa.
Quando Duas Mulheres Pecam
4.4 1,1K Assista AgoraTão delicado e despretensioso quanto arrebatador e instigante. Maravilhoso.
Melancolia
3.8 3,1K Assista AgoraFinal magnífico!
O estado de tranquilidade, segurança e principalmente CONFIANÇA que o filho da Claire transmite só me faz enfatizar ainda mais a percepção de que o fim de uma vida é tão divino e bonito quanto o início.
Dogville
4.3 2,0K Assista AgoraPercebemos que o verdadeiro prisioneiro de Dogville eram os próprios moradores. Prisioneiros do seu egoísmo, crueldade e arrogância. Grace me faz perceber a similaridade que a protagonista possui com a própria natureza. Permite todo o tipo de manifestação do ser humano, qualquer que seja. Sempre disponível por um ato de bondade ou maldade. Mas não espere por avisos prévios de resposta. A resposta é lenta, mas exata e devastadora. Uma obra de arte que podemos tirar milhares de interpretações.
Atividade Paranormal 2
2.7 1,8K Assista AgoraPodre. Todos.