Um filme apoiado em seu talentoso elenco onde as mulheres tem o maior destaque. Diane Keaton, Mary Beth Hurt e Geraldine Page dominam a primeira metade do longa com seus sofrimentos e amarguras e é espantoso que Maureen Stapleton roube todas as cenas em que aparece na segunda metade. Sua personagem é exatamente o oposto de Eve (Page), é expansiva, extrovertida e portanto um peixe fora d'água naquela família tão problemática.
O vazio existencial no âmbito familiar gera inúmeras reflexões, especialmente sobre o perigo de não aceitar mudanças. Vamos acompanhando aqueles personagens, vendo suas máscaras caírem, e percebendo o quanto são infelizes.
É um filme silencioso, amargo. Visualmente belíssimo!
Curioso ter sido lançado no mesmo ano que "Sonata de Outono", de Ingmar Bergman, com tantas semelhanças.
Família cosmopolita lamenta e divaga pelos cantos dos imóveis. Um filme que emula o Bergman e no qual uma certa ideia de cinematografia parece mais evidente, principalmente em como ele desenvolve, por cenário e enquadramento, aquela dinâmica familiar de confinamento emocional promovida pela mãe suicida. O que Woody Allen tem a dizer em seu filme sem piada? Ele já era autor desde o primeiro. Esse aqui é a deixa começada no “Annie Hall”, sem a grande iluminação das gags, e como essas questões acontecem na chave do drama.
Um filme apoiado em seu talentoso elenco onde as mulheres tem o maior destaque. Diane Keaton, Mary Beth Hurt e Geraldine Page dominam a primeira metade do longa com seus sofrimentos e amarguras e é espantoso que Maureen Stapleton roube todas as cenas em que aparece na segunda metade. Sua personagem é exatamente o oposto de Eve (Page), é expansiva, extrovertida e portanto um peixe fora d'água naquela família tão problemática.
Uma casa enorme ocupada por pessoas vazias.
O vazio existencial no âmbito familiar gera inúmeras reflexões, especialmente sobre o perigo de não aceitar mudanças. Vamos acompanhando aqueles personagens, vendo suas máscaras caírem, e percebendo o quanto são infelizes.
É um filme silencioso, amargo.
Visualmente belíssimo!
Curioso ter sido lançado no mesmo ano que "Sonata de Outono", de Ingmar Bergman, com tantas semelhanças.
"Ela tem a angústia e a ansiedade de uma artista, mas não sabe se expressar." :(
06/04/2025
Família cosmopolita lamenta e divaga pelos cantos dos imóveis. Um filme que emula o Bergman e no qual uma certa ideia de cinematografia parece mais evidente, principalmente em como ele desenvolve, por cenário e enquadramento, aquela dinâmica familiar de confinamento emocional promovida pela mãe suicida. O que Woody Allen tem a dizer em seu filme sem piada? Ele já era autor desde o primeiro. Esse aqui é a deixa começada no “Annie Hall”, sem a grande iluminação das gags, e como essas questões acontecem na chave do drama.
Revisto é ainda melhor
Gosto muito da presença do mar no final, como algo que representa o que está além. O lugar em que o sentido está o tempo todo sofrendo modificação.