Comédia indonésia com elementos de terror sobre prisioneiros sendo mortos por algo sobrenatural. São sequências de cenas cômicas, trapalhadas, exageros, humor. Uma versão aliviada do que acontece na prisão. Daí que, aqui e ali, resultando num contraste absurdo, temos cenas brutais, bem gore, de mortes com corpos mutilados. E, por cima de tudo, do início ao fim, constantes críticas a enorme corrupção do país, principalmente policial. Ideias mistas, por vezes inusitadas, num resultado válido, porém ok.
A era dos brinquedos acabou, mas Toy Story ainda respira. Um bom quinto capítulo. O trailer desse novo não havia me empolgado e eu fiquei sem tanto interesse ao ver o tema "batido" de brinquedo antigo contra tecnologia atual. Me fez ter julgamentos errôneos. Ao fim, souberam construir um desenvolvimento com um conflito sem parecer tão didático. Reciclado sim, porém divertido. E cativante. Uma aventura com arcos interligados. Indagações sobre amizade. Não sei o quanto de força a franquia ainda terá num próximo, caso façam, visto que se estagnou na premissa de brinquedos tentando não cair no esquecimento. Só o tempo dirá. Até então funcionou de boa. A Jessie é o foco da vez.
Propositalmente ambíguo, parece um filme lançado tardiamente que remete ao começo dos vlogs, mas bate com o período da pandemia. A princípio acompanhamos uma garota, adolescente, solitária, participando de um viral, adentrando o que parece rumar pra algo sobrenatural, mas ao mesmo tempo também surgem situações questionáveis, principalmente por parte do misterioso que conversa com ela. O final é incômodo. Tentei não interpretar equivocadamente, mas os detalhes entregam pontos.
Bom, hein. Melhor do que a nota faz parecer. Vai ficando cada vez mais interessante. A narrativa lenta e o visual noturno vão acompanhando o passar do tempo e as mudanças do protagonista, assim como as revelações. Começa como uma história simples de uma amizade ao redor de um programa de TV e então vai avançando e se tornando cada vez mais viajado, carregando mistérios e indagações, até chegar num encerramento "brusco" que eu realmente não tava esperando. Dá pra traçar paralelos, mas a mensagem principal me pareceu bem explícita até. Não vi nada de confuso.
Para quem gosta de cinema e metalinguagem, uma obra que fala sobre desejo. Uma cineasta busca uma visão lgbt repaginada pra uma clássica franquia de terror slasher acusada por alguns nos dias atuais de misoginia e transfobia, seguindo os moldes do padrão de Hollywood de reviver sob novos olhares produções antigas, até que conhece a atriz principal do primeiro longa, de onde nasce uma amizade cada vez mais profunda. Em determinado momento, elas até vêem o filme original (franquia criada dentro do filme) no local onde foi gravado.
Acampamento Miasma é uma construção, reconstrução e desconstrução do slasher clássico. É uma homenagem, ao mesmo tempo que uma crítica. Pode até valer a pesquisada sobre a concepção do longa depois pra notar a mescla entre ficção e realidade. Falar mais que isso é spoiler. Acaba que o filme não vai agradar em nada quem busca ver apenas mais um filme de assassino matando pessoas em acampamento. A proposta aqui vai tão além que se torna figurada.
O novo reboot de Resident Evil deixa a ação de lado e entrega, surpreendentemente, uma comédia de terror. Sim. Vendido como terror, seu lado cômico está tão presente quanto ou até mais que seu lado assustador. O resultado inesperado pode causar algum estranhamento aqui e ali, mas num geral é bem positivo. Tem vários momentos muito bacanas.
Dessa vez o protagonista é uma pessoa comum e sem preparo nenhum. É como uma representação de muitos dos jogadores caso RE se tornasse real. Todo atrapalhado, ele tem que sobreviver ao caos. Não sabe usar arma, a munição acaba, erra tiro, tem que abrir cadeado e não tem chave, etc. E isso funciona demais.
O humor perdura em quase todas as cenas, mesmo quando a tensão e o suspense tomam parte, entregando o melhor de ambos, embora nem sempre equilibrado. Por vezes peca no exagero do alívio cômico. A trama se passa toda num curto período de tempo, então acaba sendo "frenético", com coisas acontecendo o tempo todo.
Pegando emprestado o nome da franquia Resident Evil, há quem diga que o filme lembra sim alguns jogos. Pode ser. Joguei só alguns. Mas não lembra a imagem popular de RE não. Nem perto. Por outro lado, o importante é que é bom. Divertido. Só diria que sua primeira parte é muito melhor que o ato final. Agora é esperar pra ver se isso vai virar uma nova franquia ou se vai ficar isolado igual o reboot anterior.
Pensa num filme de mau gosto. Dito isso, pra quem curte é casquinha cheia. Eu na real tinha ido ao cinema pretendendo ver outro filme, aproveitando a "semana do cinema", mas o que eu queria tava lotado, minha segunda alternativa não tinha horário naquele momento, então ao fim vi esse.
A sensação é de comer aquele sorvete aguado já de tanto derreter. De napolitano, ainda por cima, daqueles onde o morango é bom, o creme é ok e o chocolate é ruim. Na minha cabeça, e o que vi alguns repetindo erroneamente, é que esse novo filme era um remake do filme de 95, só que não tem nada a ver. Naquele era um slasher, um sorveteiro que matava pessoas. Nesse é algo mais zoado mesmo: Um sorveteiro que transforma as crianças em assassinas incontroláveis que só matam adolescentes e adultos.
Sem tanto a se prender, sem tanto a se fazer, e passada a apresentação dos protagonistas, em poucos minutos já começa a matança. Antes do caos temos crianças falando besteira, fazendo piadas sacanas e tal. Depois, sequências ininterruptas de crianças matando adultos violentamente. Se por um lado eu acabei rindo de algumas piadas, por outro não vi graça nenhuma nas mortes, sendo que o foco é justamente mostrar as crianças matando os adultos. Ri de um em específico, não nego, mas não é algo que me prende nem que me faça esboçar algum sorriso. É meio estranho. Mas ok. Gosto é gosto.
Algo que me incomodou um pouco foi a tentativa de fazer muitos momentos de "como os personagens irão escapar?", as vezes seguidos. Temos as crianças normais fugindo e parando em algum lugar sem saída e ainda cercados, pra então conseguirem de alguma forma escapar dali e pararem em outro lugar sem saída e cercados, pra então conseguirem sair dali e pararem em outro lugar sem saída e cercados, e assim vai.
Em meio a "vamos pra cá, vamos pra lá", lá pro ato final temos algumas surpresas, desandando pra um final desgraçado. Caramba, que final desgraçado. Ouvi gente no cinema falando "mas que merd é essa?" (kk). Ali sim eu tive alguma surpresa, mesmo que não de forma positiva. E é isso. Não recomendo não, a não ser que goste da proposta. Mas também não odiei. É um mau gosto proposital. Até as atuações de alguns adultos são bem caricatas, como se estivessem num filme infantil, só que com sangue e tripas e cérebro e tudo mais. Deu até vontade de tomar um sorvete. E não acredito que escrevi tudo isso pra um filme ruim, sendo que filme bom escrevo muito menos.
Que filme bom de assistir. Não dava nada, não me empolguei com trailer, premissa passou batida, ignorei todos os diversos elogios de "filme do ano" que muitos disseram, e aqui estou eu após terminar de ver. Uma mistura de comédia com toques de drama, tudo no ponto certo, sobre um professor que acorda com amnésia numa nave longe de casa. O Sol está morrendo e ele tem que descobrir como impedir isso. Nisso ele descobre algo no espaço e disso nasce uma amizade. Das grandes. Em paralelo, flashbacks do que o levou até ali. Muito bacana. Boas cenas, bom visual, muito legal as tentativas de contato, bom filme. Cheguei a ver gente dizendo que a surpresa do "alien" era spoiler, mas tá no trailer e o trunfo do filme é justamente a interação, o que mantém o interesse, a trama girando, o desenvolvimento. Mais de duas horas que passam rápido. Um dos melhores do ano.
O diretor do ótimo Invasão Zumbi (Train to Busan) chegou a lançar outros dois filmes medianos no mesmo universo, mas dessa vez, em seu novo longa na temática, ele decidiu fazer algo diferente. Ainda bem. Zona Zero (Colony) trabalha com infectados que compartilham informações entre si e se adaptam.
Com momentos frenéticos onde a sensação de que qualquer um pode ser a próxima vítima, acompanhamos pessoas presas num shopping tentando sobreviver a todo o caos. Somos apresentados a curtos arcos de personagens que rapidamente se encontram, então o desenvolvimento de cada varia bastante.
Tem umas forçadas brabas no desenrolar, com o roteiro claramente ajudando os personagens, mas todo o mais rende algo que realmente prende a atenção. A parte boa compensa demais a parte questionável. Acontece um negócio aqui, um negócio ali, os "mortos" vão aprendendo as coisas, os vivos tem seus conflitos e assim vai, numa crescente quase contínua até explodir em seu clímax.
[E pra quem curtiu, o diretor já anunciou uma espécie de sequência desse novo universo em livro e jogo.]
Revi o filme das Backrooms do Kane Parsons esses dias. Elogiei bastante quando vi no cinema e continuo mantendo minha opinião. Filmão. As cenas nas Backrooms são muito boas, conseguem passar o clima de mistério, de tensão. A trama humana é diretamente interligada. Na verdade, as Backrooms servem como paralelo a isso. Pessoas perdidas na vida, solitárias, presas em ciclos, repetição. Vida real. Labirinto de paredes amarelas. O ato final é carregado de revelações, mas nem de perto, nem de longe, nem ferrando, por mais arriscado que fosse, que isso atrapalha ou estraga toda a experiência. O filme não responde tudo nem tem a intenção. Uma parcela é teorizada, explicada, mas nada de definitivo. Definir o que as Backrooms transmitem e o que é a ideia é como explicar o que é um cachorro pra quem nunca viu um. Filmão.
Parece o tipo de filme pra ver sem saber quase nada. Foi o que fiz. A sinopse já entrega bastante. Bem interessante acompanhar aquele núcleo se desenvolvendo. Pouco sabemos da protagonista e aos poucos vamos sendo apresentados a ela. Pouco sabemos da outra, aparentemente amiga dela, e então algo ali vai surgindo. São nos detalhes que o filme vai guardando seus trunfos.
Como tema central, um julgamento está acontecendo relacionado a um caso pesado de assassinatos. A protagonista apenas observa e faz suas pesquisas. Discreta, precavida, tecnológica, com dupla vida. A outra defende o acusado. Exposta, barulhenta, fala o que pensa sem medo. Opostos que criam uma relação.
Por outro lado, o filme faz questão de ser ambíguo muitas das vezes, e, conforme avança, revelações que mudam muito de nossas visões como público vão surgindo. E quanto mais avança para a reta final, mais o clima de algo assustador estar acontecendo ali cresce, o que se torna o oposto de seu começo lento e monótono (inclusive com uma cena inicial de uns 20 minutos de apresentação do caso no tribunal).
Eu realmente vaguei entre algumas interpretações, e me pareceu proposital por parte do diretor e roteirista. Vi que o filme dividiu opiniões, mas pra mim foi bem interessante de acompanhar. Tem um clima sombrio e trabalha com a dark web. Utiliza até algumas coisas reais em meio a ficção pra dar mais veracidade. Cita navegador, buscador, site, fala sobre anonimato, mostra uma investigação sendo feita em tela, etc.
Realmente vaguei entre as interpretações de "ela é fascinada pelo assassino" e "ela quer pegar o assassino". Ela apenas observava, até querer fazer parte daquilo. Com isso, ela se satisfaz, só que também ajuda no caso. Ela consome o que é proibido e que deveria repudiar, mas tem noção disso e dá uma "compensação" pelos seus atos, por assim dizer. É doentio.
Chega a ser irônico a Warner tentando ocultar um filme que critica grandes corporações, mas Coyote vs ACME, depois de ser engavetado e tentado ao esquecimento, enfim saiu. Não exatamente pela Warner. Utilizando de seus personagens do Looney Tunes, temos aqui um filme de tribunal onde o Coyote, querendo apenas devorar o Papa-Léguas e indignado com seus fracassos, se une a um advogado preguiçoso pra processarem a ACME, a empresa dominante de tudo nessa realidade, por todos os produtos ruins que fabricaram. Uma releitura bem bacana que revive e reinterpreta antigos personagens. Apesar da ideia não ser exatamente nova, até onde pesquisei, tendo inspirações numa antiga sátira, a equipe do longa parece ter aproveitado o real e fictício pra montar um longa coeso dentro de sua proposta, com um resultado divertido de assistir. O resultado é positivo. Legal também ver as "participações especiais" aqui e ali.
Nunca fui grande fã de Camp Rock e por isso não estive tão confiante com esse novo, mas decidi dar uma chance e achei ok. Mais de uma década e meia depois do último filme, uma nova geração é apresentada no acampamento. Gostei dos novos protagonistas e as músicas dão pro gasto, mas faltou mais que isso. O roteiro parece ter um fiapo mínimo de história e ainda assim mal tem desenvolvimento, correndo pra apresentar as coisas. Os desafios são introduzidos numa cena e resolvidos facilmente logo depois. As coisas não tem peso. E faltou um "This Is Me" ao clímax, hein. Acaba que o elenco que ajuda a melhorar o resultado. Ou parte dele.
Cansativo assim como toda a trilogia solo dos Minions, infelizmente. Dessa vez tem várias referências ao cinema, mas no fim não é nada demais não. Talvez o longa onde os Minions estiveram menos divertidos, apesar de eu ter rido de algumas coisas.
Uma parte de uma cidade vai parar na época dos dinossauros. Seus moradores ficam presos naquele pedaço de terra com criaturas até então extintas. Premissa interessante. O Fim da Rua é uma aventura em família estilo anos 70/80 com elementos de ficção científica, drama e comédia. Sabendo mesclar e equilibrar os gêneros, acompanhamos os conflitos familiares em meio a luta pela sobrevivência enquanto tudo se torna um caos. Imagina ficar sem energia nem nada, daí sair de casa pra ver o que tá acontecendo e então dar de cara com um dinossauro tentando te devorar. É isso. Na primeira cena de perseguição/fuga eu já tava aflito. O diretor sabe o que faz, e, por curiosidade, é o mesmo de Corrente do Mal.
Desenvolvendo situações que por vezes parecem meio forçadas e por outras soam como boas surpresas, o longa entrega um resultado bem agradável que deixa aquele gosto de querer ter visto até mais. Aparentando que podaram pra manter a classificação mais baixa (14 anos), ele soa como uma boa Sessão da Tarde. E é dinossauro, caramba. Bom ver dinossauro em tela. Muito bom. Aliás, espero ver mais produções assim, igual tempo atrás tivemos um filme de guerra com dinossauros, Primitive War (até então inédito por aqui). Enquanto a famosa franquia Jurassic lamentavelmente se perde, outros vão dando as caras. Saí satisfeito da sessão de O Fim da Rua.
O Nando era o melhor personagem da série, então um filme com foco nele era esperado que funcionasse bem. Mas no fim não achei nada demais. Não por culpa do personagem. A trama que não me interessou mesmo, embora faça total sentido na narrativa. É como ver um episódio da série, mas sem acompanhar os demais arcos, sendo que essa alternância meio que era o equilíbrio e que dava a graça de assistir.
Essa versão de 2026 é continuação e complemento do documentário de 2022. Talvez não tenha o mesmo impacto do primeiro, mas atualiza os ocorridos após o lançamento do primeiro doc. Continua a denunciar a Boeing, com novos depoimentos, situações, revelações. Abordam também a morte de um dos delatores que participou dos documentários. É a sensação de estar no "mais do mesmo", mesmo não estando, já que, por mais que algumas coisas se resolvam, por mais que avancem, que mudem, outras parecem entrar em círculo. Não é culpa do doc. É a vida real.
Começa bem, vai construindo algo interessante, até que lá pela metade piora drasticamente e então é só ladeira abaixo. Se antes desenvolvem um clima macabro e ficam naquele mistério, depois vira filme de sustinho forçado com cgi ruim (que eu relevaria de boa se o conteúdo fosse pelo menos bom, mas nem isso). Vi por recomendação como se isso aqui fosse bom pra caramba, mas infelizmente passa bem longe.
Enrolei bons anos pra ver pq na época do remake americano vi o remake e não achei grande coisa. Agora enfim conferi o original japonês, que é melhor, embora ainda não tenha achado um filmão, mas é no mínimo interessante. De ritmo lento, tem que ter paciência pra aproveitar, rendendo bons momentos, um clima de mistério e solidão e indagações sobre a vida e a morte nos primórdios da popularização da internet e do computador, unindo sobrenatural e tecnologia.
"Gibson descreveu o filme como uma "viagem de ácido", pois explora o tempo de Cristo explorando o Inferno, lidando com anjos caídos e o Descimento de Cristo ao Inferno." [Wikipedia / Collider]
Nhac. Nhac. Um grupo problemático de amigos ficam presos numa caverna com um tubarão por lá. Legal que o bicho aparece e ataca quando quer (rs). Chega a perder a graça, principalmente na conclusão. Mas tá aí. Ruim, mas tem muito piores. Um dos filmes de tubarão já feitos. Rostos bonitos e boas ideias não salvam uma produção.
Ghost in the Cell
2.9 8Comédia indonésia com elementos de terror sobre prisioneiros sendo mortos por algo sobrenatural. São sequências de cenas cômicas, trapalhadas, exageros, humor. Uma versão aliviada do que acontece na prisão. Daí que, aqui e ali, resultando num contraste absurdo, temos cenas brutais, bem gore, de mortes com corpos mutilados. E, por cima de tudo, do início ao fim, constantes críticas a enorme corrupção do país, principalmente policial. Ideias mistas, por vezes inusitadas, num resultado válido, porém ok.
Toy Story 5
3.9 226 Assista AgoraA era dos brinquedos acabou, mas Toy Story ainda respira. Um bom quinto capítulo. O trailer desse novo não havia me empolgado e eu fiquei sem tanto interesse ao ver o tema "batido" de brinquedo antigo contra tecnologia atual. Me fez ter julgamentos errôneos. Ao fim, souberam construir um desenvolvimento com um conflito sem parecer tão didático. Reciclado sim, porém divertido. E cativante. Uma aventura com arcos interligados. Indagações sobre amizade. Não sei o quanto de força a franquia ainda terá num próximo, caso façam, visto que se estagnou na premissa de brinquedos tentando não cair no esquecimento. Só o tempo dirá. Até então funcionou de boa. A Jessie é o foco da vez.
We're All Going to the World's Fair
2.8 23 Assista AgoraPropositalmente ambíguo, parece um filme lançado tardiamente que remete ao começo dos vlogs, mas bate com o período da pandemia. A princípio acompanhamos uma garota, adolescente, solitária, participando de um viral, adentrando o que parece rumar pra algo sobrenatural, mas ao mesmo tempo também surgem situações questionáveis, principalmente por parte do misterioso que conversa com ela. O final é incômodo. Tentei não interpretar equivocadamente, mas os detalhes entregam pontos.
Aliás,
Minha impressão é que o cara inventou todo aquele monólogo no final pra continuar a fantasia dele. O destino da garota se manteve em incógnita.
Eu Vi o Brilho da TV
2.8 186 Assista AgoraBom, hein. Melhor do que a nota faz parecer. Vai ficando cada vez mais interessante. A narrativa lenta e o visual noturno vão acompanhando o passar do tempo e as mudanças do protagonista, assim como as revelações. Começa como uma história simples de uma amizade ao redor de um programa de TV e então vai avançando e se tornando cada vez mais viajado, carregando mistérios e indagações, até chegar num encerramento "brusco" que eu realmente não tava esperando. Dá pra traçar paralelos, mas a mensagem principal me pareceu bem explícita até. Não vi nada de confuso.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte
3.1 102Para quem gosta de cinema e metalinguagem, uma obra que fala sobre desejo. Uma cineasta busca uma visão lgbt repaginada pra uma clássica franquia de terror slasher acusada por alguns nos dias atuais de misoginia e transfobia, seguindo os moldes do padrão de Hollywood de reviver sob novos olhares produções antigas, até que conhece a atriz principal do primeiro longa, de onde nasce uma amizade cada vez mais profunda. Em determinado momento, elas até vêem o filme original (franquia criada dentro do filme) no local onde foi gravado.
Acampamento Miasma é uma construção, reconstrução e desconstrução do slasher clássico. É uma homenagem, ao mesmo tempo que uma crítica. Pode até valer a pesquisada sobre a concepção do longa depois pra notar a mescla entre ficção e realidade. Falar mais que isso é spoiler. Acaba que o filme não vai agradar em nada quem busca ver apenas mais um filme de assassino matando pessoas em acampamento. A proposta aqui vai tão além que se torna figurada.
Resident Evil
3.6 235O novo reboot de Resident Evil deixa a ação de lado e entrega, surpreendentemente, uma comédia de terror. Sim. Vendido como terror, seu lado cômico está tão presente quanto ou até mais que seu lado assustador. O resultado inesperado pode causar algum estranhamento aqui e ali, mas num geral é bem positivo. Tem vários momentos muito bacanas.
Dessa vez o protagonista é uma pessoa comum e sem preparo nenhum. É como uma representação de muitos dos jogadores caso RE se tornasse real. Todo atrapalhado, ele tem que sobreviver ao caos. Não sabe usar arma, a munição acaba, erra tiro, tem que abrir cadeado e não tem chave, etc. E isso funciona demais.
O humor perdura em quase todas as cenas, mesmo quando a tensão e o suspense tomam parte, entregando o melhor de ambos, embora nem sempre equilibrado. Por vezes peca no exagero do alívio cômico. A trama se passa toda num curto período de tempo, então acaba sendo "frenético", com coisas acontecendo o tempo todo.
Pegando emprestado o nome da franquia Resident Evil, há quem diga que o filme lembra sim alguns jogos. Pode ser. Joguei só alguns. Mas não lembra a imagem popular de RE não. Nem perto. Por outro lado, o importante é que é bom. Divertido. Só diria que sua primeira parte é muito melhor que o ato final. Agora é esperar pra ver se isso vai virar uma nova franquia ou se vai ficar isolado igual o reboot anterior.
O Sorveteiro
2.2 51Pensa num filme de mau gosto. Dito isso, pra quem curte é casquinha cheia. Eu na real tinha ido ao cinema pretendendo ver outro filme, aproveitando a "semana do cinema", mas o que eu queria tava lotado, minha segunda alternativa não tinha horário naquele momento, então ao fim vi esse.
A sensação é de comer aquele sorvete aguado já de tanto derreter. De napolitano, ainda por cima, daqueles onde o morango é bom, o creme é ok e o chocolate é ruim. Na minha cabeça, e o que vi alguns repetindo erroneamente, é que esse novo filme era um remake do filme de 95, só que não tem nada a ver. Naquele era um slasher, um sorveteiro que matava pessoas. Nesse é algo mais zoado mesmo: Um sorveteiro que transforma as crianças em assassinas incontroláveis que só matam adolescentes e adultos.
Sem tanto a se prender, sem tanto a se fazer, e passada a apresentação dos protagonistas, em poucos minutos já começa a matança. Antes do caos temos crianças falando besteira, fazendo piadas sacanas e tal. Depois, sequências ininterruptas de crianças matando adultos violentamente. Se por um lado eu acabei rindo de algumas piadas, por outro não vi graça nenhuma nas mortes, sendo que o foco é justamente mostrar as crianças matando os adultos. Ri de um em específico, não nego, mas não é algo que me prende nem que me faça esboçar algum sorriso. É meio estranho. Mas ok. Gosto é gosto.
Algo que me incomodou um pouco foi a tentativa de fazer muitos momentos de "como os personagens irão escapar?", as vezes seguidos. Temos as crianças normais fugindo e parando em algum lugar sem saída e ainda cercados, pra então conseguirem de alguma forma escapar dali e pararem em outro lugar sem saída e cercados, pra então conseguirem sair dali e pararem em outro lugar sem saída e cercados, e assim vai.
Em meio a "vamos pra cá, vamos pra lá", lá pro ato final temos algumas surpresas, desandando pra um final desgraçado. Caramba, que final desgraçado. Ouvi gente no cinema falando "mas que merd é essa?" (kk). Ali sim eu tive alguma surpresa, mesmo que não de forma positiva. E é isso. Não recomendo não, a não ser que goste da proposta. Mas também não odiei. É um mau gosto proposital. Até as atuações de alguns adultos são bem caricatas, como se estivessem num filme infantil, só que com sangue e tripas e cérebro e tudo mais. Deu até vontade de tomar um sorvete. E não acredito que escrevi tudo isso pra um filme ruim, sendo que filme bom escrevo muito menos.
Devoradores de Estrelas
4.0 807 Assista AgoraQue filme bom de assistir. Não dava nada, não me empolguei com trailer, premissa passou batida, ignorei todos os diversos elogios de "filme do ano" que muitos disseram, e aqui estou eu após terminar de ver. Uma mistura de comédia com toques de drama, tudo no ponto certo, sobre um professor que acorda com amnésia numa nave longe de casa. O Sol está morrendo e ele tem que descobrir como impedir isso. Nisso ele descobre algo no espaço e disso nasce uma amizade. Das grandes. Em paralelo, flashbacks do que o levou até ali. Muito bacana. Boas cenas, bom visual, muito legal as tentativas de contato, bom filme. Cheguei a ver gente dizendo que a surpresa do "alien" era spoiler, mas tá no trailer e o trunfo do filme é justamente a interação, o que mantém o interesse, a trama girando, o desenvolvimento. Mais de duas horas que passam rápido. Um dos melhores do ano.
Zona Zero
3.3 51O diretor do ótimo Invasão Zumbi (Train to Busan) chegou a lançar outros dois filmes medianos no mesmo universo, mas dessa vez, em seu novo longa na temática, ele decidiu fazer algo diferente. Ainda bem. Zona Zero (Colony) trabalha com infectados que compartilham informações entre si e se adaptam.
Com momentos frenéticos onde a sensação de que qualquer um pode ser a próxima vítima, acompanhamos pessoas presas num shopping tentando sobreviver a todo o caos. Somos apresentados a curtos arcos de personagens que rapidamente se encontram, então o desenvolvimento de cada varia bastante.
Tem umas forçadas brabas no desenrolar, com o roteiro claramente ajudando os personagens, mas todo o mais rende algo que realmente prende a atenção. A parte boa compensa demais a parte questionável. Acontece um negócio aqui, um negócio ali, os "mortos" vão aprendendo as coisas, os vivos tem seus conflitos e assim vai, numa crescente quase contínua até explodir em seu clímax.
[E pra quem curtiu, o diretor já anunciou uma espécie de sequência desse novo universo em livro e jogo.]
Backrooms: Um Não-Lugar
3.2 473 Assista AgoraRevi o filme das Backrooms do Kane Parsons esses dias. Elogiei bastante quando vi no cinema e continuo mantendo minha opinião. Filmão. As cenas nas Backrooms são muito boas, conseguem passar o clima de mistério, de tensão. A trama humana é diretamente interligada. Na verdade, as Backrooms servem como paralelo a isso. Pessoas perdidas na vida, solitárias, presas em ciclos, repetição. Vida real. Labirinto de paredes amarelas. O ato final é carregado de revelações, mas nem de perto, nem de longe, nem ferrando, por mais arriscado que fosse, que isso atrapalha ou estraga toda a experiência. O filme não responde tudo nem tem a intenção. Uma parcela é teorizada, explicada, mas nada de definitivo. Definir o que as Backrooms transmitem e o que é a ideia é como explicar o que é um cachorro pra quem nunca viu um. Filmão.
Red Rooms: Obsessão Doentia
3.5 114 Assista AgoraParece o tipo de filme pra ver sem saber quase nada. Foi o que fiz. A sinopse já entrega bastante. Bem interessante acompanhar aquele núcleo se desenvolvendo. Pouco sabemos da protagonista e aos poucos vamos sendo apresentados a ela. Pouco sabemos da outra, aparentemente amiga dela, e então algo ali vai surgindo. São nos detalhes que o filme vai guardando seus trunfos.
Como tema central, um julgamento está acontecendo relacionado a um caso pesado de assassinatos. A protagonista apenas observa e faz suas pesquisas. Discreta, precavida, tecnológica, com dupla vida. A outra defende o acusado. Exposta, barulhenta, fala o que pensa sem medo. Opostos que criam uma relação.
Por outro lado, o filme faz questão de ser ambíguo muitas das vezes, e, conforme avança, revelações que mudam muito de nossas visões como público vão surgindo. E quanto mais avança para a reta final, mais o clima de algo assustador estar acontecendo ali cresce, o que se torna o oposto de seu começo lento e monótono (inclusive com uma cena inicial de uns 20 minutos de apresentação do caso no tribunal).
Eu realmente vaguei entre algumas interpretações, e me pareceu proposital por parte do diretor e roteirista. Vi que o filme dividiu opiniões, mas pra mim foi bem interessante de acompanhar. Tem um clima sombrio e trabalha com a dark web. Utiliza até algumas coisas reais em meio a ficção pra dar mais veracidade. Cita navegador, buscador, site, fala sobre anonimato, mostra uma investigação sendo feita em tela, etc.
Realmente vaguei entre as interpretações de "ela é fascinada pelo assassino" e "ela quer pegar o assassino". Ela apenas observava, até querer fazer parte daquilo. Com isso, ela se satisfaz, só que também ajuda no caso. Ela consome o que é proibido e que deveria repudiar, mas tem noção disso e dá uma "compensação" pelos seus atos, por assim dizer. É doentio.
Coyote vs. Acme
3.7 86Chega a ser irônico a Warner tentando ocultar um filme que critica grandes corporações, mas Coyote vs ACME, depois de ser engavetado e tentado ao esquecimento, enfim saiu. Não exatamente pela Warner. Utilizando de seus personagens do Looney Tunes, temos aqui um filme de tribunal onde o Coyote, querendo apenas devorar o Papa-Léguas e indignado com seus fracassos, se une a um advogado preguiçoso pra processarem a ACME, a empresa dominante de tudo nessa realidade, por todos os produtos ruins que fabricaram. Uma releitura bem bacana que revive e reinterpreta antigos personagens. Apesar da ideia não ser exatamente nova, até onde pesquisei, tendo inspirações numa antiga sátira, a equipe do longa parece ter aproveitado o real e fictício pra montar um longa coeso dentro de sua proposta, com um resultado divertido de assistir. O resultado é positivo. Legal também ver as "participações especiais" aqui e ali.
Camp Rock 3
2.3 30 Assista AgoraNunca fui grande fã de Camp Rock e por isso não estive tão confiante com esse novo, mas decidi dar uma chance e achei ok. Mais de uma década e meia depois do último filme, uma nova geração é apresentada no acampamento. Gostei dos novos protagonistas e as músicas dão pro gasto, mas faltou mais que isso. O roteiro parece ter um fiapo mínimo de história e ainda assim mal tem desenvolvimento, correndo pra apresentar as coisas. Os desafios são introduzidos numa cena e resolvidos facilmente logo depois. As coisas não tem peso. E faltou um "This Is Me" ao clímax, hein. Acaba que o elenco que ajuda a melhorar o resultado. Ou parte dele.
Minions & Monstros
3.1 44Cansativo assim como toda a trilogia solo dos Minions, infelizmente. Dessa vez tem várias referências ao cinema, mas no fim não é nada demais não. Talvez o longa onde os Minions estiveram menos divertidos, apesar de eu ter rido de algumas coisas.
O Fim da Rua
3.0 285 Assista AgoraUma parte de uma cidade vai parar na época dos dinossauros. Seus moradores ficam presos naquele pedaço de terra com criaturas até então extintas. Premissa interessante. O Fim da Rua é uma aventura em família estilo anos 70/80 com elementos de ficção científica, drama e comédia. Sabendo mesclar e equilibrar os gêneros, acompanhamos os conflitos familiares em meio a luta pela sobrevivência enquanto tudo se torna um caos. Imagina ficar sem energia nem nada, daí sair de casa pra ver o que tá acontecendo e então dar de cara com um dinossauro tentando te devorar. É isso. Na primeira cena de perseguição/fuga eu já tava aflito. O diretor sabe o que faz, e, por curiosidade, é o mesmo de Corrente do Mal.
Desenvolvendo situações que por vezes parecem meio forçadas e por outras soam como boas surpresas, o longa entrega um resultado bem agradável que deixa aquele gosto de querer ter visto até mais. Aparentando que podaram pra manter a classificação mais baixa (14 anos), ele soa como uma boa Sessão da Tarde. E é dinossauro, caramba. Bom ver dinossauro em tela. Muito bom. Aliás, espero ver mais produções assim, igual tempo atrás tivemos um filme de guerra com dinossauros, Primitive War (até então inédito por aqui). Enquanto a famosa franquia Jurassic lamentavelmente se perde, outros vão dando as caras. Saí satisfeito da sessão de O Fim da Rua.
Nando Entre Dois Mundos: Um Filme Sintonia
3.2 11 Assista AgoraO Nando era o melhor personagem da série, então um filme com foco nele era esperado que funcionasse bem. Mas no fim não achei nada demais. Não por culpa do personagem. A trama que não me interessou mesmo, embora faça total sentido na narrativa. É como ver um episódio da série, mas sem acompanhar os demais arcos, sendo que essa alternância meio que era o equilíbrio e que dava a graça de assistir.
Queda Livre: As Consequências do Caso Boeing
3.5 5 Assista AgoraEssa versão de 2026 é continuação e complemento do documentário de 2022. Talvez não tenha o mesmo impacto do primeiro, mas atualiza os ocorridos após o lançamento do primeiro doc. Continua a denunciar a Boeing, com novos depoimentos, situações, revelações. Abordam também a morte de um dos delatores que participou dos documentários. É a sensação de estar no "mais do mesmo", mesmo não estando, já que, por mais que algumas coisas se resolvam, por mais que avancem, que mudem, outras parecem entrar em círculo. Não é culpa do doc. É a vida real.
Elize: Sombras de Uma Mulher
3.1 173 Assista AgoraTalvez o problema maior seja a forma como desenvolveram o caso pra dar peso/impacto ao ocorrido.
Elize: Sombras de Uma Mulher
3.1 173 Assista AgoraBem morno e sem emoção.
The Pools
1Será que sai mesmo? Poucas informações até então.
The Tag-Along
2.5 10Começa bem, vai construindo algo interessante, até que lá pela metade piora drasticamente e então é só ladeira abaixo. Se antes desenvolvem um clima macabro e ficam naquele mistério, depois vira filme de sustinho forçado com cgi ruim (que eu relevaria de boa se o conteúdo fosse pelo menos bom, mas nem isso). Vi por recomendação como se isso aqui fosse bom pra caramba, mas infelizmente passa bem longe.
Kairo
3.4 197Enrolei bons anos pra ver pq na época do remake americano vi o remake e não achei grande coisa. Agora enfim conferi o original japonês, que é melhor, embora ainda não tenha achado um filmão, mas é no mínimo interessante. De ritmo lento, tem que ter paciência pra aproveitar, rendendo bons momentos, um clima de mistério e solidão e indagações sobre a vida e a morte nos primórdios da popularização da internet e do computador, unindo sobrenatural e tecnologia.
A Ressurreição de Cristo: Parte I
11"Gibson descreveu o filme como uma "viagem de ácido", pois explora o tempo de Cristo explorando o Inferno, lidando com anjos caídos e o Descimento de Cristo ao Inferno." [Wikipedia / Collider]
A Boca do Diabo
2.1 111 Assista AgoraNhac. Nhac. Um grupo problemático de amigos ficam presos numa caverna com um tubarão por lá. Legal que o bicho aparece e ataca quando quer (rs). Chega a perder a graça, principalmente na conclusão. Mas tá aí. Ruim, mas tem muito piores. Um dos filmes de tubarão já feitos. Rostos bonitos e boas ideias não salvam uma produção.