Num geral a série é bem positiva. Senti que começa melhor do que termina, mas mantém o equilíbrio em qualidade. Pro formato escolhido, pra forma como contaram a história, cinco episódios pareceram o "suficiente", e não estou falando de conteúdo, já que nisso poderiam ter ido além, deixando a sensação de história não contada por completo ao fim de tudo (embora o principal esteja lá). Mostram diferentes lados do ocorrido, mostram o descaso das autoridades, o lado dos afetados, também dos médicos, tudo condensado.
Decidi pesquisar pela recepção e vi que, apesar da maioria positiva, tiveram críticas divididas por parte de alguns por conta de detalhes, inclusive por parte de gente que vivenciou o ocorrido, seja pela forma contada, seja por não consultarem certos envolvidos diretos, seja por como representaram algumas pessoas, entre outros pontos. Agora, como mero telespectador, como alguém que não viveu aquilo, e analisando o resultado da série como meio de entretenimento em forma de ficção inspirada em fatos, nesse quesito me pareceu que fizeram bem num geral. Mas vale a pesquisada, tanto pela produção quanto pelo acidente real.
Outro projeto do Kane além das Backrooms. Surgiu também por conta de uma imagem. Acompanha um youtuber que fica preso num shopping subterrâneo onde existe um boneco gigante que o persegue. O grande foco é o episódio 3. No 2, o cara consegue prender a atenção por longos minutos só mostrando ele descendo as escadas da passagem que ele encontrou. Brabo. No 3, o episódio mais longo, é que exploram o shopping e que tem o boneco. Dá um medinho. Seja tudo no escuro ou com as luzes acesas, só de estar ali num ambiente fechado e "vazio" já é de se causar uma sensação de incômodo. O cenário parece muito real, mas por incrível que pareça é computação gráfica, com uma recriação de um shopping real que foi abandonado e depois demolido. O boneco também existiu. A princípio teria ligação com as Backrooms, mas se tornou uma série própria. Possui 6 vídeos/episódios. Mais uma vez brincando com o conceito de espaços liminares.
The Boys enfim chega em sua quinta e última temporada. Infelizmente, de forma mais morna que seus antecessores. Se até boa parte da terceira era tão elogiada, empolgante, que não se podia perder um episódio, o mesmo não pôde ser dito quando o caminhar para o final se iniciou. Enrolaram o que puderam nas duas últimas temporadas. Ainda assim, não posso negar que foi um bom entretenimento. Morna sim, mas pra ser tão ruim quanto alguns dizem, teria que piorar demais. Não sei se é questão de eu ser mais de boa com certas coisas, ou se as pessoas que são mesmo "8 ou 80", ou os dois. O que não nego, porém, é que realmente deixaram a desejar. Apenas arranharam o potencial prometido, o que foi construído até então. Chegado a hora, optaram por algo muito mais simples, menor, sem a grandiosidade natural que as coisas deveriam rumar. Ainda mantendo o mesmo estilo sim, a mesma essência do que sempre foi, só que mais contido em escala. Foi bom acompanhar os arcos dos personagens, os retornos e fins deles, a continuidade desse universo tão interessante (independente de qualidade). A season finale acabou sendo bem mais simplista do que poderia, mas, de alguma forma, conseguiu agradar. Depois de iniciar bem e depois de adentrar em momentos com pouco impacto, pelo menos souberam encerrar "decente", apesar de tudo. Mas nada disso aqui é o fim de tudo. A franquia ainda vive, temos derivados a caminho, então ainda veremos mais dessa dimensão de heróis sacanas.
Quando se fala de Backrooms, essa é a série mais famosa que popularizou o gênero. Longos corredores e paredes e passagens, design estranho, cores amareladas, tanto silêncio total quanto sons misteriosos... Ó o bicho vindo! Corre! Não foi encerrada devido ao criador estar envolvido no filme oficial, mas já tem mais de 20 vídeos lançados. Metade desses vídeos são "dispensáveis" (entre aspas) pra quem não quiser se aprofundar na lore, mas eles ao todo formam esse universo, que ainda foi quase nada explorado, diga-se de passagem, ficando num ciclo lento de contar história.
A "trama" acaba sendo bem curta até, e os vídeos nem sempre seguem uma narrativa linear. A maior parte acompanha funcionários de uma empresa explorando as backrooms, e nisso tem vídeos deles andando por aí, fugindo de criaturas, vídeos de testes, vídeos que parecem propaganda ou apenas aleatórios, vídeos de depoimentos por áudio, até vídeo sobre análise da lâmpada do teto tem. Nisso em um vídeo você tá vendo instruções da empresa pros funcionários e no outro tá vendo uma câmera que captura movimentos mostrando o que registrou e no outro já tem outro grupo e no outro nada disso e por aí vai.
Dentre todos, tem três vídeos intitulados "Found Footage", que funcionam separados, como curtas independentes mesmo, cujo primeiro foi o que iniciou tudo isso. Eles se focam em pessoas comuns que foram parar nesse universo. E neles estão o trunfo da saga. Não é na lore de empresa nem nada, mas sim nas pessoas perdidas nesses ambientes hostis. Gostaria de ver mais níveis sendo explorados. Mais criaturas e afins também. Quem sabe no futuro.
Enquanto as crianças de Hawking estavam enfrentando uns bichos plantas mutantes das trevas, as crianças de Derry estavam enfrentando uma entidade que profanava o cadáver de seus entes queridos.
Uma expansão do universo de IT. Um prelúdio para os filmes. Boa primeira temporada. Contam os ocorridos no ciclo anterior ao visto nos filmes, explicando o misterioso caos que rolou na cidade. Exploram mais o passado do Pennywise também. Mas ele demora bastante pra aparecer. Metade da série só vemos ele pelas personificações de medos dos personagens. E, diferente dos filmes, onde as coisas acontecem mais fechadas, num grupinho, aqui na série temos diversos personagens, tanto crianças quanto adultos, tanto civis quanto militares. Vi que a série foi bem recebida do início ao fim pela maioria, salvo casos, mas pra mim ela começou ok e foi interessando apenas com os episódios seguintes. A série aproveita também retrata temas sociais, vide o racismo da época, mas sem ficar dialogando isso, e sim mostrando. Todo o acréscimo de elementos para esse universo (que sequer teve nos filmes e que aparentemente não tem no livro também) poderia ser arriscado, mas felizmente deu certo. No aguardo das próximas temporadas sobre ciclos anteriores.
Quinta e última temporada de Stranger Things finalizada. Um final emotivo para uma série que já foi melhor (e nem por isso ficou ruim). Mas não posso negar. Deve ter sido a temporada mais fraca em comparação as anteriores, e piora mais ainda quando se pensa que justamente a anterior foi a mais grandiosa. Algo que essa última que deveria ser. Parece que aqui não tinham mais tanta história pra contar e tiveram que preencher os episódios da forma que puderam. Só que, e não que não tenha tido antes, aqui parece ficar mais visível que o roteiro vive ajudando os personagens e que as revelações são jogadas assim do nada.
Dá pra entender a frustração. Mas achei ruim? Não mesmo. Creio que essa sensação morna seja justamente por entregarem algo "morno". Novamente, não ruim. Citando livremente o que comentei em outra temporada: Mesmo que não tivesse necessidade da quantidade e duração de episódios, mesmo tendo altos e baixos, ao fim é tudo tão envolvente que dá vontade de acompanhar. Enfim acaba Bagulhos Sinistros. Duvido.
A temporada anterior foi "legalzinha", já nessa foi mais morna. Possui um ritmo mais pausado e senti que o tom muda um tanto também. A impressão é de que não tinham roteiro pra 8 episódios e tiveram que esticar. Provavelmente o falecimento de um dos atores influenciou nisso, visto que ele teria um papel importante nessa temporada (optaram por matar o personagem dele também). A interação entre os estudantes é "curiosa". Haja vontade pra esse vai e vem de amizades e inimizades. Há também uma continuidade da polarização política vista na quarta temporada de The Boys, com direito a, novamente, participação especial de alguns personagens. E temos um bom vilão aqui, com algumas surpresas. Apesar dessa segunda temporada começar sem tantos atrativos, vai tomando interesse com o tempo. Não que se torne tão marcante. Agora é esperar a quinta e última da série principal. Não sei o quanto vai impactar diretamente nela, mas já deu alguns indícios.
Imagina um local só com gente boa: Richthofen, Cravinhos, Matsunaga, Jatobá, Nardoni, Abdelmassih, etc. Essa é a prisão de Tremembé, cujo nome dá título a série. São cinco episódios alternando e mesclando suas diferentes tramas. Certeza que são "só" cinco mesmo? Questionável. Cada episódio abre com a dramatização de um crime e depois segue a jornada geral alternada. São diversos personagens ao longo da trama, tendo seus principais, secundários, figurantes. Alguns atores ficaram muito parecidos com seus respectivos dito cujos. Parabéns (rs).
A ideia aqui, a princípio, não é romantizar, mas sim contar a vida dos prisioneiros. O que rolou na cadeia. Como eles interagiam. Como eles reagiam. Tem bastante pegação também. Fez parte da história real, né (rs). O pessoal ali preso sem nada pra fazer dava nisso. Isso embalado tanto de cenas dramáticas quanto de cenas cômicas e muitas músicas (algumas repetem até demais). É uma série "pop", novelesca, tratando as coisas com mais "naturalidade" e com uma "humanização" dos envolvidos pra reforçar a vida como ela é (no caso, daqueles que cometeram os crimes e foram pegos e julgados). Com todos os elementos, fica ao critério de quem tá vendo considerar se romantizaram ou não. Só sei que tem que ter cabeça pra ver pra entender as questões além. Posso indagar alguns elementos, mas ao mesmo tempo apoio obras do gênero a mostrarem as coisas. Nesse misto, a série faz um "glamour" em algumas cenas a ponto de me questionar o objetivo daquilo, mas ao mesmo tempo em outros momentos joga na nossa cara dizendo "essa pessoa aí cometeu um crime terrível".
Mas a série é boa? Achei bem mais ou menos, na real. Se eu não tivesse insistido, teria desistido no primeiro episódio. Cansativo, seu começo serve pra introduzir os personagens em geral. A Suzane é a grande "estrela" aqui, embora outros também tenham seus momentos e arcos próprios. O segundo episódio também me deixou em dúvida, mas daí eu já tava curioso pro desenrolar. Nos últimos episódios as coisas "melhoram"... Pra então a série jogar na cara uma conclusão muito anti-climática. Me questiono sobre a real intenção. Me senti vendo algo incompleto. Vai ter segunda temporada?
Tremembé é inspirado nos casos reais dos envolvidos aqui e busca retratar com certa fidelidade as coisas, apesar de mexer na narrativa pra encaixar tudo num determinado período de tempo. Com o tanto de material, a série poderia render um debate interessante, mas a sensação é de que faltou algo a mais.
Chespirito rendia uma série maior e melhor, mas o que fizeram não tá ruim. O formato limitado acabou deixando muita coisa de lado. Não gostei da narrativa ser contada toda fora de ordem. Sei que cenas entre tempos diferentes são usados pra fazer contrapontos, e isso até acontece aqui, mas também tiram o peso de acontecimentos que teriam muito mais impacto se mostrados na hora certa.
Por vezes, a sensação de personagens caricatos surgem. O Chespirito é o tal, mesmo com seu único erro (a traição). Faltou também um ponto de equilíbrio pra mostrar que ele era inteligente e que tinha ideias criativas no cotidiano, sendo contado de forma estranha na série. É muito legal ver como as coisas foram surgindo, se formando, se moldando, mas nem sempre isso funciona aqui e nem sempre contam da forma como realmente aconteceu.
Alguns personagens ficaram apagados, como o do Ramon e da Maria Antonieta e outros. Tem seus momentos, mas poucos. Deixam certos elementos de fora afim de apaziguar certos ocorridos. Só que alguns são tratados como vilanescos e é só isso mesmo, como o Carlos e a Florinda, que inclusive tiveram os nomes trocados, sendo que, mesmo com as tretas, as coisas não foram simples assim. A Florinda ainda tem outro lado por ser o interesse romântico da relação proibida, mas ainda assim.
A série é vendida como uma ficção baseada na história do Chespirito, inclusive baseado é num livro e tem envolvimento dos próprios filhos do Roberto, o que pode explicar algumas reclamações sobre a passada de pano ao pai. Mas, apesar dos pesares, não tem como negar que é interessante, e por vezes divertido, acompanhar a trajetória, ver os atores por trás das câmeras, ver as gravações, ver o surgimento dos programas, etc. Como dito, não é uma série ruim, dá pra considerar como boa, com altos e baixos, só que poderia ter sido melhor.
Sandman chega ao fim logo em sua segunda temporada, mesmo com tanto potencial em seu meio. Entregam uma leva de episódios que em sua maioria são tão bons quanto antes, enquanto em outros, principalmente no começo e no fim, se arrastam um pouco. Mas longe de mim de querer alegar que tais elementos prejudicam ou estragam a série. Pelo contrário, ela continua muito boa como um todo. Vai fazer falta uma série contemplativa assim, prendendo a atenção com uma narrativa lenta e diferentes arcos mesclados a linha principal.
Enquanto na primeira temporada tivemos um foco no retorno do Sonho e sua busca por reconstruir seu reino, na segunda temos o Sonho em busca de redenção, com pautas envolvendo familiares ausentes frutos de assuntos não resolvidos de seu passado. Os perpétuos também ganham mais espaço. Faz mais de uma década que li os quadrinhos (tenho que reler), mas notei como fizeram algumas costuras e resumos pra tudo caber aqui, e funcionou na maior parte. Vi muita gente falando como a série ficou apressada, mas não notei nada disso não. Pelo contrário, senti que poderiam tranquilamente ter contado até mais na mesma duração.
Dos perpétuos, a Delírio ganha certo destaque aqui. Gostei da forma como adaptaram ela. Já a Desespero pensei que iriam desenvolver mais, mas não, só aparece por aparecer. Os familiares esquecidos de Morpheus também tem destaque, obviamente, já que é a pauta da vez, e aqui dou foco ao Orfeu. A conclusão do arco dele foi o ponto mais alto da temporada.
Acabaram cortando o arco da Wanda, mas mantiveram a personagem. Não tem o mesmo peso, mas tá lá. Numa época onde tudo tá sendo acusado de "lacração", alguns podem estranhar o tanto de personagens lgbt que a série mostra, e eu realmente não lembro disso tudo nas HQs, e posso até concordar que as vezes a Netflix gosta de forçar só pra provocar em vez de alguma representação genuína, mas lembro que alguns existiam lá no original sim. Gaiman, apesar de cancelado atualmente, dizia se preocupar com isso. A série só reforçou, tanto que temos tudo quanto é gente aqui.
Na primeira metade, os arcos iniciais, embora na premissa sejam os mais interessantes, não são o ponto forte daqui. Enfim a ironia. Os arcos do meio foram mais interessantes, onde tiveram alguns episódios que eu fiquei "isso é cinema demais". Já a segunda metade se foca mais nas consequências de tudo aquilo e ruma ao arco final. Lembro de ter sensações mistas com a conclusão lendo o material original devo ao conteúdo anti-climático, mas na série desenvolveram por mais tempo, e deu certo, apesar de eu não ter achado que precisava durar tudo aquilo. Em resumo, Sandman foi muito bom. Aqui também tem um episódio especial, com a Morte.
A "temporada final" de Round 6 encerra sua trajetória sul-coreana no auge, apesar de tudo. A nível de comparação, a cada temporada regrediram a qualidade, por mais que todas as três estejam acima da média. A nível de série em si, continuou muito boa do início ao fim. Essa falsa terceira temporada nada mais é que a segunda metade da segunda temporada. Enquanto a primeira temporada se focou nos jogos, essas duas novas se focam além. Pense na ideia de Jogos Vorazes e suas continuações. É por aí.
Sem medo, o arco final continua com seu banho de sangue, conseguindo surpreender ao trazer reviravoltas constantes mesmo quando tudo parece caminhar para o óbvio. Apesar do ineditismo ter partido e da fórmula ser reciclada, ainda tem impacto. Ainda tem surpresas. Ainda tem fôlego. Ainda tem o que apresentar. Mesmo que por vezes não pareça. Entretanto, há muitos tropeços aqui e ali. Não vi motivo pra divisão em duas partes/temporadas. É notável que esticam algumas coisas pra render o formato de seis episódios (e nem precisavam fazer isso, já que de conteúdo a série tem de sobra).
O quarto jogo (o primeiro dessa temporada), é bom. Também gostei mais do jogo final desse que da temporada original. Pode ser provavelmente por questão cultural, visto que jogo da lula não é popular no Brasil, mas também gostei mais do episódio final em si que do final do original (rs). Mas o meio, o miolo, parece sofrer com falta de criatividade. Até tentam umas coisas ali, mas ainda assim.
As cenas dos vips estrangeiros mais prejudicam que ajudam, visto que, além de caricatos e sem graça, se estendem e trazem repetições extremamente desnecessárias (a ponto de discutirem uma ideia que na cena seguinte a série faz questão de discutir de novo com outros personagens), assim como diálogos expositivos demais (mas nisso até o lado dos jogadores sofre, como se tivesse que explicar detalhe por detalhe ao público). O que deveria representar uma crítica ao que vemos na série (hipócrita, mas ainda assim válida), acaba se tornando vazia.
O foco além dos jogos foi um grande acerto que justificou a existência dessas demais temporadas. Não que tudo funcione, mas expande a ideia dos desafios e explora elementos que podem render mais ainda o potencial da série (e olha que só os jogos em si já rendiam considerável). Na temporada anterior eu gostei mais dos episódios iniciais fora dos jogos que dos próprios episódios de jogos. Já nessa temporada, sem ter tanto para onde ir a não ser concluir o que começou, a graça fica pelas surpresas mesmo. O encerramento faz bastante sentido, mas é óbvio que não vão deixar a franquia terminar por aqui.
Uma boa segunda temporada, embora inferior a primeira. Teve o melhor episódio da série, mas sua consequência que deveria ser seu auge acabou por dar uma enfraquecida. Ainda não teve um episódio ruim sequer, vale dizer, mas é notável como faltou algo a mais.
Não entregaram direito o sentimento de vingança da Ellie. A ausência do Joel, o melhor personagem, é sentida, sem nenhum outro a altura pra "substituir". Colocar um episódio de flashback como penúltimo, por melhor que ele seja, tira a força pro término. Desenvolveram a vilã da temporada pra sumir com ela logo depois. A season finale é o episódio mais fraco dessa leva.
Por outro lado, há diversos bons, ótimos e excelentes momentos, e todos os episódios prendem a atenção mesmo com algumas variadas ao longo deles. Mesmo na queda, ainda tá positivo. Queria eu achar isso tudo de ruim que uma galera acha (mentira). Mas opinião é opinião. Como não joguei o jogo, não posso opinar sobre adaptação. Só posso falar da série como série, que é o mais válido. No aguardo da terceira e possivelmente última temporada.
Episódio 2x2 do caramba. Talvez o melhor da série até agora. Não tem como não se empolgar com as cenas dos infectados correndo na neve. Teve umas forçadas de roteiro na invasão, mas dá pra ignorar de tão bom que foi. Poderia ter durado até mais (se fosse The Walking Dead só esses dois primeiros episódios já teriam rendido meia temporada kk). E putz, já esperava o desfecho do episódio, mas ainda tinha dúvida se iriam fazer mesmo aquilo. Uma atitude muito brusca em pleno começo de temporada. Pena que a internet não respeita spoilers, pq em tudo quanto é canto já falavam disso por conta dos jogos. Mas muito bom. No aguardo do próximo episódio.
"Isso é muito Black Mirror". Depois de duas temporadas que não considero nem de perto ruins, mas ainda assim aquém das anteriores, finalmente a série voltou às raízes. O mundo mudou demais desde que a série estreou e já vi comentários internet afora sobre não ter o mesmo peso de antes pelo motivo da vida real ter se tornado a série (salvo detalhes óbvios). Sei não, hein. Essa sétima temporada trouxe ótimos episódios e explorou tanto tecnologias atuais quanto resgatou episódios anteriores. Pode até ser que tenham reaproveitado elementos já apresentados antes, mas os contextos mudam e as formas de uso das tecnologias idem.
O primeiro episódio já é uma pedrada com um drama que critica a Netflix (novamente). Pode soar irônico e até hipócrita, pq a série "é" da Netflix, mas a mensagem tá lá. E gera um desconforto sobre o futuro do microchip cerebral e afins. O segundo e o quarto episódios, sobre as mudanças de realidade e sobre o "jogo" de computador, são legais e prendem a atenção, interessantes o suficiente, mas são os mais "fracos" dessa leva (apenas a nível de comparação). O segundo em especial se destoa dos demais por ser um tanto mais viajado. O terceiro e o quinto episódios, sobre poder entrar em um filme e sobre poder entrar em uma fotografia, gostei demais. Foram os melhores para mim. São tecnologias que gostaria muito que existissem de verdade (com segurança rs). Eles carregam um ar dramático existencial sobre momentos da vida. O sexto episódio enfim retoma as aventuras a la Star Trek e o resultado é muito bom. Foi uma baita continuação pra um episódio que já era sensacional. Temporada muito boa.
Complicado um barco que originalmente foi feito pra caber 20 pessoas e depois reformado pra caber 62... Estar com 142 a bordo. Não conhecia ou não me lembrava de já ter ouvido falar do ocorrido até ver uma notícia sobre esse documentário. Cada episódio se foca numa parte: O primeiro conta sobre a noite da navegação e o segundo conta sobre o naufrágio e o resgate, com direito a depoimentos dos sobreviventes e de outros envolvidos. Compreendo que queriam dar espaço a muitos contarem suas versões, afim de detalhar todo o ocorrido, então estendem ao longo de dois episódios os eventos nas horas do acidente. No terceiro é que vemos as investigações e o desenrolar do caso. Tem uma observação interessante de uma jornalista no último episódio do doc que chama a atenção ao alertar sobre a momentaneidade social das tragédias que vale a reflexão. Mais de três décadas depois, o caso ainda se desenrola mesmo com tudo parecido "encerrado".
Desde o começo a série foi um desperdício de potencial, com muitas possibilidades de "o que aconteceria se isso que ninguém nunca se perguntou nem quis ver ocorresse?", mas mesmo assim entregavam algo bom num geral, ou pelo menos divertido de ver. A primeira temporada trouxe surpresas, foi bem positiva até, num geral. Já a segunda, embora tivesse algumas escorregadas e um foco desnecessário em uma (boa) personagem central, ainda agradou. A parte boa superava e muito a parte ruim.
Eis que chega a terceira e última temporada. O que sobrou? Vários nada. Não teve um episódio sequer que eu tenha achado realmente bom aqui. O melhor episódio da temporada foi o do filho do pato com a mulher kk Dei umas risadas. Mas isso é de se questionar sobre o nível da série. Ok que ainda consegui ver tudo, teve seus momentos, uma coisa ou outra bacana, ainda entreteve, mas pareceu quase tudo muito jogado, genérico, sem sal. Não são os piores episódios da série, mas, se antes o conjunto ao todo ajudava demais, aqui não tem o que ajudar. Uma pena. Legalzinho sim, com muitas ressalvas. Bom mesmo, nem de perto.
No começo, pensei: "Era disso que eu gostava?". Aos poucos fui lembrando do pq eu gostava kk Nonsense total. Os barulhos com a língua no segundo episódio me fizeram rir da mesma forma que eu ria na época. E agora pude conferir o tal quinto e último episódio. Dão um arco paralelo a um novo personagem. Continuou bom no mesmo nível. Na Wikipedia descobri que tem derivados.
Só vi pq era da Marvel e tinha ligação com Wandavision, pq geralmente não consigo me interessar por produções de bruxas. Mas... Acabei curtindo a minissérie na maior parte. Tiveram momentos que realmente me interessei, mas tb tiveram momentos que eu ficava me perguntando pq tava assistindo isso. Embora nem todos os desafios sejam bons, o que o roteiro mais acerta é quando busca trabalhar cada personagem, nos apresentando seus conflitos internos. Gostei das personagens. Fora isso, temos momentos "divertidinhos". A série em si é uma comédia boba, um drama bom e uma tentativa falha de terror. O encerramento em si não é grande coisa.
Enfim a quinta e última (espero) temporada de Sintonia. Só fizeram pra encerrar os arcos mesmo, e olha que se quiserem dá pra continuar numa sexta kk A quarta já tinha encerrado em alta, se saindo melhor que as temporadas anteriores. Agora a quinta talvez seja a mais fraca, mas nem por isso fica tão atrás das demais. Tá mais ou menos tudo num nível próximo, na real. Todas as temporadas com vários altos e baixos, até pq Sintonia nunca foi nada grandioso. O que eu gostava na série era o contraponto pelos três protagonistas: O do funk, o do crime e o da igreja, que posteriormente foi substituído pelo arco da advocacia.
O arco do Doni é descartável na maior parte do tempo. Não ousaram nada, evoluiu pouco. Ele sendo dono de gravadora e tudo de boa. Qualquer desafio acaba em "ok, tudo certo". Só serve pra mostrar os novos artistas. O arco da Rita foi bom com ressalvas, e as mudanças na temporada anterior deram essa revivida pra série, mas ainda faltou mais desafios. Mostraram mais do potencial dela na fase estudante do que na fase advogada formada. Agora o arco do Nando continua o ponto principal. Ele vive num ciclo contínuo da vida no tráfico que a série enfim resolveu dar um jeito de "concluir". E tem outros demais personagens. Não entendi uma galera reclamando tanto da conclusão dos arcos principais. Sintonia se encerra não com sua temporada em alta, mas ainda assim com uma conclusão justificável.
Minissérie muito boa. O Pinguim foi um personagem interessante no filme do Batman e agora expandiram sua trama nesse universo, assim como de envolvidos. Oz, sua mãe, a Sofia Falcone, o Victor, vários personagens bons. Eu terminava cada episódio pensando "this is cinema". Uma série sobre o mundo do crime de Gotham, sem mocinhos, sem ideia de vilões, sem pessoas com super-poderes, onde a corrupção reina e quem se sai bem é quem tem poder. A galeria de inimigos do morcego é vasta e muitos tem potencial pra render algo tão bom quanto o visto aqui.
Emergência Radioativa
3.9 224 Assista AgoraNum geral a série é bem positiva. Senti que começa melhor do que termina, mas mantém o equilíbrio em qualidade. Pro formato escolhido, pra forma como contaram a história, cinco episódios pareceram o "suficiente", e não estou falando de conteúdo, já que nisso poderiam ter ido além, deixando a sensação de história não contada por completo ao fim de tudo (embora o principal esteja lá). Mostram diferentes lados do ocorrido, mostram o descaso das autoridades, o lado dos afetados, também dos médicos, tudo condensado.
Decidi pesquisar pela recepção e vi que, apesar da maioria positiva, tiveram críticas divididas por parte de alguns por conta de detalhes, inclusive por parte de gente que vivenciou o ocorrido, seja pela forma contada, seja por não consultarem certos envolvidos diretos, seja por como representaram algumas pessoas, entre outros pontos. Agora, como mero telespectador, como alguém que não viveu aquilo, e analisando o resultado da série como meio de entretenimento em forma de ficção inspirada em fatos, nesse quesito me pareceu que fizeram bem num geral. Mas vale a pesquisada, tanto pela produção quanto pelo acidente real.
The Oldest View
4.0 1Outro projeto do Kane além das Backrooms. Surgiu também por conta de uma imagem. Acompanha um youtuber que fica preso num shopping subterrâneo onde existe um boneco gigante que o persegue. O grande foco é o episódio 3. No 2, o cara consegue prender a atenção por longos minutos só mostrando ele descendo as escadas da passagem que ele encontrou. Brabo. No 3, o episódio mais longo, é que exploram o shopping e que tem o boneco. Dá um medinho. Seja tudo no escuro ou com as luzes acesas, só de estar ali num ambiente fechado e "vazio" já é de se causar uma sensação de incômodo. O cenário parece muito real, mas por incrível que pareça é computação gráfica, com uma recriação de um shopping real que foi abandonado e depois demolido. O boneco também existiu. A princípio teria ligação com as Backrooms, mas se tornou uma série própria. Possui 6 vídeos/episódios. Mais uma vez brincando com o conceito de espaços liminares.
Aru Asa Dummy Head Mic ni Natteita Ore-kun no Jinsei
2.0 1Que? kk
The Boys (5ª Temporada)
2.9 316 Assista AgoraThe Boys enfim chega em sua quinta e última temporada. Infelizmente, de forma mais morna que seus antecessores. Se até boa parte da terceira era tão elogiada, empolgante, que não se podia perder um episódio, o mesmo não pôde ser dito quando o caminhar para o final se iniciou. Enrolaram o que puderam nas duas últimas temporadas. Ainda assim, não posso negar que foi um bom entretenimento. Morna sim, mas pra ser tão ruim quanto alguns dizem, teria que piorar demais. Não sei se é questão de eu ser mais de boa com certas coisas, ou se as pessoas que são mesmo "8 ou 80", ou os dois. O que não nego, porém, é que realmente deixaram a desejar. Apenas arranharam o potencial prometido, o que foi construído até então. Chegado a hora, optaram por algo muito mais simples, menor, sem a grandiosidade natural que as coisas deveriam rumar. Ainda mantendo o mesmo estilo sim, a mesma essência do que sempre foi, só que mais contido em escala. Foi bom acompanhar os arcos dos personagens, os retornos e fins deles, a continuidade desse universo tão interessante (independente de qualidade). A season finale acabou sendo bem mais simplista do que poderia, mas, de alguma forma, conseguiu agradar. Depois de iniciar bem e depois de adentrar em momentos com pouco impacto, pelo menos souberam encerrar "decente", apesar de tudo. Mas nada disso aqui é o fim de tudo. A franquia ainda vive, temos derivados a caminho, então ainda veremos mais dessa dimensão de heróis sacanas.
The Backrooms
3.6 3Quando se fala de Backrooms, essa é a série mais famosa que popularizou o gênero. Longos corredores e paredes e passagens, design estranho, cores amareladas, tanto silêncio total quanto sons misteriosos... Ó o bicho vindo! Corre! Não foi encerrada devido ao criador estar envolvido no filme oficial, mas já tem mais de 20 vídeos lançados. Metade desses vídeos são "dispensáveis" (entre aspas) pra quem não quiser se aprofundar na lore, mas eles ao todo formam esse universo, que ainda foi quase nada explorado, diga-se de passagem, ficando num ciclo lento de contar história.
A "trama" acaba sendo bem curta até, e os vídeos nem sempre seguem uma narrativa linear. A maior parte acompanha funcionários de uma empresa explorando as backrooms, e nisso tem vídeos deles andando por aí, fugindo de criaturas, vídeos de testes, vídeos que parecem propaganda ou apenas aleatórios, vídeos de depoimentos por áudio, até vídeo sobre análise da lâmpada do teto tem. Nisso em um vídeo você tá vendo instruções da empresa pros funcionários e no outro tá vendo uma câmera que captura movimentos mostrando o que registrou e no outro já tem outro grupo e no outro nada disso e por aí vai.
Dentre todos, tem três vídeos intitulados "Found Footage", que funcionam separados, como curtas independentes mesmo, cujo primeiro foi o que iniciou tudo isso. Eles se focam em pessoas comuns que foram parar nesse universo. E neles estão o trunfo da saga. Não é na lore de empresa nem nada, mas sim nas pessoas perdidas nesses ambientes hostis. Gostaria de ver mais níveis sendo explorados. Mais criaturas e afins também. Quem sabe no futuro.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 374 Assista AgoraEnquanto as crianças de Hawking estavam enfrentando uns bichos plantas mutantes das trevas, as crianças de Derry estavam enfrentando uma entidade que profanava o cadáver de seus entes queridos.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 374 Assista AgoraUma expansão do universo de IT. Um prelúdio para os filmes. Boa primeira temporada. Contam os ocorridos no ciclo anterior ao visto nos filmes, explicando o misterioso caos que rolou na cidade. Exploram mais o passado do Pennywise também. Mas ele demora bastante pra aparecer. Metade da série só vemos ele pelas personificações de medos dos personagens. E, diferente dos filmes, onde as coisas acontecem mais fechadas, num grupinho, aqui na série temos diversos personagens, tanto crianças quanto adultos, tanto civis quanto militares. Vi que a série foi bem recebida do início ao fim pela maioria, salvo casos, mas pra mim ela começou ok e foi interessando apenas com os episódios seguintes. A série aproveita também retrata temas sociais, vide o racismo da época, mas sem ficar dialogando isso, e sim mostrando. Todo o acréscimo de elementos para esse universo (que sequer teve nos filmes e que aparentemente não tem no livro também) poderia ser arriscado, mas felizmente deu certo. No aguardo das próximas temporadas sobre ciclos anteriores.
Oppenheimer
2Fiquei interessado. Só encontrei em inglês. Nenhuma legenda.
Oppenheimer
2Esse tem bastante gente. Não consegui cadastrar todos. São mais de 80 atores.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 517 Assista AgoraQuinta e última temporada de Stranger Things finalizada. Um final emotivo para uma série que já foi melhor (e nem por isso ficou ruim). Mas não posso negar. Deve ter sido a temporada mais fraca em comparação as anteriores, e piora mais ainda quando se pensa que justamente a anterior foi a mais grandiosa. Algo que essa última que deveria ser. Parece que aqui não tinham mais tanta história pra contar e tiveram que preencher os episódios da forma que puderam. Só que, e não que não tenha tido antes, aqui parece ficar mais visível que o roteiro vive ajudando os personagens e que as revelações são jogadas assim do nada.
Dá pra entender a frustração. Mas achei ruim? Não mesmo. Creio que essa sensação morna seja justamente por entregarem algo "morno". Novamente, não ruim. Citando livremente o que comentei em outra temporada: Mesmo que não tivesse necessidade da quantidade e duração de episódios, mesmo tendo altos e baixos, ao fim é tudo tão envolvente que dá vontade de acompanhar. Enfim acaba Bagulhos Sinistros. Duvido.
Gen V (2ª Temporada)
3.3 96 Assista AgoraA temporada anterior foi "legalzinha", já nessa foi mais morna. Possui um ritmo mais pausado e senti que o tom muda um tanto também. A impressão é de que não tinham roteiro pra 8 episódios e tiveram que esticar. Provavelmente o falecimento de um dos atores influenciou nisso, visto que ele teria um papel importante nessa temporada (optaram por matar o personagem dele também). A interação entre os estudantes é "curiosa". Haja vontade pra esse vai e vem de amizades e inimizades. Há também uma continuidade da polarização política vista na quarta temporada de The Boys, com direito a, novamente, participação especial de alguns personagens. E temos um bom vilão aqui, com algumas surpresas. Apesar dessa segunda temporada começar sem tantos atrativos, vai tomando interesse com o tempo. Não que se torne tão marcante. Agora é esperar a quinta e última da série principal. Não sei o quanto vai impactar diretamente nela, mas já deu alguns indícios.
Tremembé (1ª Temporada)
3.3 232 Assista AgoraImagina um local só com gente boa: Richthofen, Cravinhos, Matsunaga, Jatobá, Nardoni, Abdelmassih, etc. Essa é a prisão de Tremembé, cujo nome dá título a série. São cinco episódios alternando e mesclando suas diferentes tramas. Certeza que são "só" cinco mesmo? Questionável. Cada episódio abre com a dramatização de um crime e depois segue a jornada geral alternada. São diversos personagens ao longo da trama, tendo seus principais, secundários, figurantes. Alguns atores ficaram muito parecidos com seus respectivos dito cujos. Parabéns (rs).
A ideia aqui, a princípio, não é romantizar, mas sim contar a vida dos prisioneiros. O que rolou na cadeia. Como eles interagiam. Como eles reagiam. Tem bastante pegação também. Fez parte da história real, né (rs). O pessoal ali preso sem nada pra fazer dava nisso. Isso embalado tanto de cenas dramáticas quanto de cenas cômicas e muitas músicas (algumas repetem até demais). É uma série "pop", novelesca, tratando as coisas com mais "naturalidade" e com uma "humanização" dos envolvidos pra reforçar a vida como ela é (no caso, daqueles que cometeram os crimes e foram pegos e julgados). Com todos os elementos, fica ao critério de quem tá vendo considerar se romantizaram ou não. Só sei que tem que ter cabeça pra ver pra entender as questões além. Posso indagar alguns elementos, mas ao mesmo tempo apoio obras do gênero a mostrarem as coisas. Nesse misto, a série faz um "glamour" em algumas cenas a ponto de me questionar o objetivo daquilo, mas ao mesmo tempo em outros momentos joga na nossa cara dizendo "essa pessoa aí cometeu um crime terrível".
Mas a série é boa? Achei bem mais ou menos, na real. Se eu não tivesse insistido, teria desistido no primeiro episódio. Cansativo, seu começo serve pra introduzir os personagens em geral. A Suzane é a grande "estrela" aqui, embora outros também tenham seus momentos e arcos próprios. O segundo episódio também me deixou em dúvida, mas daí eu já tava curioso pro desenrolar. Nos últimos episódios as coisas "melhoram"... Pra então a série jogar na cara uma conclusão muito anti-climática. Me questiono sobre a real intenção. Me senti vendo algo incompleto. Vai ter segunda temporada?
Tremembé é inspirado nos casos reais dos envolvidos aqui e busca retratar com certa fidelidade as coisas, apesar de mexer na narrativa pra encaixar tudo num determinado período de tempo. Com o tanto de material, a série poderia render um debate interessante, mas a sensação é de que faltou algo a mais.
Chespirito: Sem Querer Querendo
3.5 111 Assista AgoraChespirito rendia uma série maior e melhor, mas o que fizeram não tá ruim. O formato limitado acabou deixando muita coisa de lado. Não gostei da narrativa ser contada toda fora de ordem. Sei que cenas entre tempos diferentes são usados pra fazer contrapontos, e isso até acontece aqui, mas também tiram o peso de acontecimentos que teriam muito mais impacto se mostrados na hora certa.
Por vezes, a sensação de personagens caricatos surgem. O Chespirito é o tal, mesmo com seu único erro (a traição). Faltou também um ponto de equilíbrio pra mostrar que ele era inteligente e que tinha ideias criativas no cotidiano, sendo contado de forma estranha na série. É muito legal ver como as coisas foram surgindo, se formando, se moldando, mas nem sempre isso funciona aqui e nem sempre contam da forma como realmente aconteceu.
Alguns personagens ficaram apagados, como o do Ramon e da Maria Antonieta e outros. Tem seus momentos, mas poucos. Deixam certos elementos de fora afim de apaziguar certos ocorridos. Só que alguns são tratados como vilanescos e é só isso mesmo, como o Carlos e a Florinda, que inclusive tiveram os nomes trocados, sendo que, mesmo com as tretas, as coisas não foram simples assim. A Florinda ainda tem outro lado por ser o interesse romântico da relação proibida, mas ainda assim.
A série é vendida como uma ficção baseada na história do Chespirito, inclusive baseado é num livro e tem envolvimento dos próprios filhos do Roberto, o que pode explicar algumas reclamações sobre a passada de pano ao pai. Mas, apesar dos pesares, não tem como negar que é interessante, e por vezes divertido, acompanhar a trajetória, ver os atores por trás das câmeras, ver as gravações, ver o surgimento dos programas, etc. Como dito, não é uma série ruim, dá pra considerar como boa, com altos e baixos, só que poderia ter sido melhor.
Sandman (2ª Temporada)
3.8 135 Assista AgoraSandman chega ao fim logo em sua segunda temporada, mesmo com tanto potencial em seu meio. Entregam uma leva de episódios que em sua maioria são tão bons quanto antes, enquanto em outros, principalmente no começo e no fim, se arrastam um pouco. Mas longe de mim de querer alegar que tais elementos prejudicam ou estragam a série. Pelo contrário, ela continua muito boa como um todo. Vai fazer falta uma série contemplativa assim, prendendo a atenção com uma narrativa lenta e diferentes arcos mesclados a linha principal.
Enquanto na primeira temporada tivemos um foco no retorno do Sonho e sua busca por reconstruir seu reino, na segunda temos o Sonho em busca de redenção, com pautas envolvendo familiares ausentes frutos de assuntos não resolvidos de seu passado. Os perpétuos também ganham mais espaço. Faz mais de uma década que li os quadrinhos (tenho que reler), mas notei como fizeram algumas costuras e resumos pra tudo caber aqui, e funcionou na maior parte. Vi muita gente falando como a série ficou apressada, mas não notei nada disso não. Pelo contrário, senti que poderiam tranquilamente ter contado até mais na mesma duração.
Dos perpétuos, a Delírio ganha certo destaque aqui. Gostei da forma como adaptaram ela. Já a Desespero pensei que iriam desenvolver mais, mas não, só aparece por aparecer. Os familiares esquecidos de Morpheus também tem destaque, obviamente, já que é a pauta da vez, e aqui dou foco ao Orfeu. A conclusão do arco dele foi o ponto mais alto da temporada.
Acabaram cortando o arco da Wanda, mas mantiveram a personagem. Não tem o mesmo peso, mas tá lá. Numa época onde tudo tá sendo acusado de "lacração", alguns podem estranhar o tanto de personagens lgbt que a série mostra, e eu realmente não lembro disso tudo nas HQs, e posso até concordar que as vezes a Netflix gosta de forçar só pra provocar em vez de alguma representação genuína, mas lembro que alguns existiam lá no original sim. Gaiman, apesar de cancelado atualmente, dizia se preocupar com isso. A série só reforçou, tanto que temos tudo quanto é gente aqui.
Na primeira metade, os arcos iniciais, embora na premissa sejam os mais interessantes, não são o ponto forte daqui. Enfim a ironia. Os arcos do meio foram mais interessantes, onde tiveram alguns episódios que eu fiquei "isso é cinema demais". Já a segunda metade se foca mais nas consequências de tudo aquilo e ruma ao arco final. Lembro de ter sensações mistas com a conclusão lendo o material original devo ao conteúdo anti-climático, mas na série desenvolveram por mais tempo, e deu certo, apesar de eu não ter achado que precisava durar tudo aquilo. Em resumo, Sandman foi muito bom. Aqui também tem um episódio especial, com a Morte.
Round 6 (3ª Temporada)
3.2 318 Assista AgoraA "temporada final" de Round 6 encerra sua trajetória sul-coreana no auge, apesar de tudo. A nível de comparação, a cada temporada regrediram a qualidade, por mais que todas as três estejam acima da média. A nível de série em si, continuou muito boa do início ao fim. Essa falsa terceira temporada nada mais é que a segunda metade da segunda temporada. Enquanto a primeira temporada se focou nos jogos, essas duas novas se focam além. Pense na ideia de Jogos Vorazes e suas continuações. É por aí.
Sem medo, o arco final continua com seu banho de sangue, conseguindo surpreender ao trazer reviravoltas constantes mesmo quando tudo parece caminhar para o óbvio. Apesar do ineditismo ter partido e da fórmula ser reciclada, ainda tem impacto. Ainda tem surpresas. Ainda tem fôlego. Ainda tem o que apresentar. Mesmo que por vezes não pareça. Entretanto, há muitos tropeços aqui e ali. Não vi motivo pra divisão em duas partes/temporadas. É notável que esticam algumas coisas pra render o formato de seis episódios (e nem precisavam fazer isso, já que de conteúdo a série tem de sobra).
O quarto jogo (o primeiro dessa temporada), é bom. Também gostei mais do jogo final desse que da temporada original. Pode ser provavelmente por questão cultural, visto que jogo da lula não é popular no Brasil, mas também gostei mais do episódio final em si que do final do original (rs). Mas o meio, o miolo, parece sofrer com falta de criatividade. Até tentam umas coisas ali, mas ainda assim.
As cenas dos vips estrangeiros mais prejudicam que ajudam, visto que, além de caricatos e sem graça, se estendem e trazem repetições extremamente desnecessárias (a ponto de discutirem uma ideia que na cena seguinte a série faz questão de discutir de novo com outros personagens), assim como diálogos expositivos demais (mas nisso até o lado dos jogadores sofre, como se tivesse que explicar detalhe por detalhe ao público). O que deveria representar uma crítica ao que vemos na série (hipócrita, mas ainda assim válida), acaba se tornando vazia.
O foco além dos jogos foi um grande acerto que justificou a existência dessas demais temporadas. Não que tudo funcione, mas expande a ideia dos desafios e explora elementos que podem render mais ainda o potencial da série (e olha que só os jogos em si já rendiam considerável). Na temporada anterior eu gostei mais dos episódios iniciais fora dos jogos que dos próprios episódios de jogos. Já nessa temporada, sem ter tanto para onde ir a não ser concluir o que começou, a graça fica pelas surpresas mesmo. O encerramento faz bastante sentido, mas é óbvio que não vão deixar a franquia terminar por aqui.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraUma boa segunda temporada, embora inferior a primeira. Teve o melhor episódio da série, mas sua consequência que deveria ser seu auge acabou por dar uma enfraquecida. Ainda não teve um episódio ruim sequer, vale dizer, mas é notável como faltou algo a mais.
Não entregaram direito o sentimento de vingança da Ellie. A ausência do Joel, o melhor personagem, é sentida, sem nenhum outro a altura pra "substituir". Colocar um episódio de flashback como penúltimo, por melhor que ele seja, tira a força pro término. Desenvolveram a vilã da temporada pra sumir com ela logo depois. A season finale é o episódio mais fraco dessa leva.
Por outro lado, há diversos bons, ótimos e excelentes momentos, e todos os episódios prendem a atenção mesmo com algumas variadas ao longo deles. Mesmo na queda, ainda tá positivo. Queria eu achar isso tudo de ruim que uma galera acha (mentira). Mas opinião é opinião. Como não joguei o jogo, não posso opinar sobre adaptação. Só posso falar da série como série, que é o mais válido. No aguardo da terceira e possivelmente última temporada.
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraEpisódio 2x2 do caramba. Talvez o melhor da série até agora. Não tem como não se empolgar com as cenas dos infectados correndo na neve. Teve umas forçadas de roteiro na invasão, mas dá pra ignorar de tão bom que foi. Poderia ter durado até mais (se fosse The Walking Dead só esses dois primeiros episódios já teriam rendido meia temporada kk). E putz, já esperava o desfecho do episódio, mas ainda tinha dúvida se iriam fazer mesmo aquilo. Uma atitude muito brusca em pleno começo de temporada. Pena que a internet não respeita spoilers, pq em tudo quanto é canto já falavam disso por conta dos jogos. Mas muito bom. No aguardo do próximo episódio.
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 336 Assista Agora"Isso é muito Black Mirror". Depois de duas temporadas que não considero nem de perto ruins, mas ainda assim aquém das anteriores, finalmente a série voltou às raízes. O mundo mudou demais desde que a série estreou e já vi comentários internet afora sobre não ter o mesmo peso de antes pelo motivo da vida real ter se tornado a série (salvo detalhes óbvios). Sei não, hein. Essa sétima temporada trouxe ótimos episódios e explorou tanto tecnologias atuais quanto resgatou episódios anteriores. Pode até ser que tenham reaproveitado elementos já apresentados antes, mas os contextos mudam e as formas de uso das tecnologias idem.
O primeiro episódio já é uma pedrada com um drama que critica a Netflix (novamente). Pode soar irônico e até hipócrita, pq a série "é" da Netflix, mas a mensagem tá lá. E gera um desconforto sobre o futuro do microchip cerebral e afins. O segundo e o quarto episódios, sobre as mudanças de realidade e sobre o "jogo" de computador, são legais e prendem a atenção, interessantes o suficiente, mas são os mais "fracos" dessa leva (apenas a nível de comparação). O segundo em especial se destoa dos demais por ser um tanto mais viajado. O terceiro e o quinto episódios, sobre poder entrar em um filme e sobre poder entrar em uma fotografia, gostei demais. Foram os melhores para mim. São tecnologias que gostaria muito que existissem de verdade (com segurança rs). Eles carregam um ar dramático existencial sobre momentos da vida. O sexto episódio enfim retoma as aventuras a la Star Trek e o resultado é muito bom. Foi uma baita continuação pra um episódio que já era sensacional. Temporada muito boa.
Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça
4.0 16Complicado um barco que originalmente foi feito pra caber 20 pessoas e depois reformado pra caber 62... Estar com 142 a bordo. Não conhecia ou não me lembrava de já ter ouvido falar do ocorrido até ver uma notícia sobre esse documentário. Cada episódio se foca numa parte: O primeiro conta sobre a noite da navegação e o segundo conta sobre o naufrágio e o resgate, com direito a depoimentos dos sobreviventes e de outros envolvidos. Compreendo que queriam dar espaço a muitos contarem suas versões, afim de detalhar todo o ocorrido, então estendem ao longo de dois episódios os eventos nas horas do acidente. No terceiro é que vemos as investigações e o desenrolar do caso. Tem uma observação interessante de uma jornalista no último episódio do doc que chama a atenção ao alertar sobre a momentaneidade social das tragédias que vale a reflexão. Mais de três décadas depois, o caso ainda se desenrola mesmo com tudo parecido "encerrado".
What If...? (3ª Temporada)
2.8 66 Assista AgoraDesde o começo a série foi um desperdício de potencial, com muitas possibilidades de "o que aconteceria se isso que ninguém nunca se perguntou nem quis ver ocorresse?", mas mesmo assim entregavam algo bom num geral, ou pelo menos divertido de ver. A primeira temporada trouxe surpresas, foi bem positiva até, num geral. Já a segunda, embora tivesse algumas escorregadas e um foco desnecessário em uma (boa) personagem central, ainda agradou. A parte boa superava e muito a parte ruim.
Eis que chega a terceira e última temporada. O que sobrou? Vários nada. Não teve um episódio sequer que eu tenha achado realmente bom aqui. O melhor episódio da temporada foi o do filho do pato com a mulher kk Dei umas risadas. Mas isso é de se questionar sobre o nível da série. Ok que ainda consegui ver tudo, teve seus momentos, uma coisa ou outra bacana, ainda entreteve, mas pareceu quase tudo muito jogado, genérico, sem sal. Não são os piores episódios da série, mas, se antes o conjunto ao todo ajudava demais, aqui não tem o que ajudar. Uma pena. Legalzinho sim, com muitas ressalvas. Bom mesmo, nem de perto.
Charlie, O Unicórnio
4.3 30No começo, pensei: "Era disso que eu gostava?". Aos poucos fui lembrando do pq eu gostava kk Nonsense total. Os barulhos com a língua no segundo episódio me fizeram rir da mesma forma que eu ria na época. E agora pude conferir o tal quinto e último episódio. Dão um arco paralelo a um novo personagem. Continuou bom no mesmo nível. Na Wikipedia descobri que tem derivados.
Agatha Desde Sempre
3.8 165 Assista AgoraSó vi pq era da Marvel e tinha ligação com Wandavision, pq geralmente não consigo me interessar por produções de bruxas. Mas... Acabei curtindo a minissérie na maior parte. Tiveram momentos que realmente me interessei, mas tb tiveram momentos que eu ficava me perguntando pq tava assistindo isso. Embora nem todos os desafios sejam bons, o que o roteiro mais acerta é quando busca trabalhar cada personagem, nos apresentando seus conflitos internos. Gostei das personagens. Fora isso, temos momentos "divertidinhos". A série em si é uma comédia boba, um drama bom e uma tentativa falha de terror. O encerramento em si não é grande coisa.
Sintonia (5ª Temporada)
3.4 25 Assista AgoraEnfim a quinta e última (espero) temporada de Sintonia. Só fizeram pra encerrar os arcos mesmo, e olha que se quiserem dá pra continuar numa sexta kk A quarta já tinha encerrado em alta, se saindo melhor que as temporadas anteriores. Agora a quinta talvez seja a mais fraca, mas nem por isso fica tão atrás das demais. Tá mais ou menos tudo num nível próximo, na real. Todas as temporadas com vários altos e baixos, até pq Sintonia nunca foi nada grandioso. O que eu gostava na série era o contraponto pelos três protagonistas: O do funk, o do crime e o da igreja, que posteriormente foi substituído pelo arco da advocacia.
O arco do Doni é descartável na maior parte do tempo. Não ousaram nada, evoluiu pouco. Ele sendo dono de gravadora e tudo de boa. Qualquer desafio acaba em "ok, tudo certo". Só serve pra mostrar os novos artistas. O arco da Rita foi bom com ressalvas, e as mudanças na temporada anterior deram essa revivida pra série, mas ainda faltou mais desafios. Mostraram mais do potencial dela na fase estudante do que na fase advogada formada. Agora o arco do Nando continua o ponto principal. Ele vive num ciclo contínuo da vida no tráfico que a série enfim resolveu dar um jeito de "concluir". E tem outros demais personagens. Não entendi uma galera reclamando tanto da conclusão dos arcos principais. Sintonia se encerra não com sua temporada em alta, mas ainda assim com uma conclusão justificável.
Pinguim
4.4 293Minissérie muito boa. O Pinguim foi um personagem interessante no filme do Batman e agora expandiram sua trama nesse universo, assim como de envolvidos. Oz, sua mãe, a Sofia Falcone, o Victor, vários personagens bons. Eu terminava cada episódio pensando "this is cinema". Uma série sobre o mundo do crime de Gotham, sem mocinhos, sem ideia de vilões, sem pessoas com super-poderes, onde a corrupção reina e quem se sai bem é quem tem poder. A galeria de inimigos do morcego é vasta e muitos tem potencial pra render algo tão bom quanto o visto aqui.