Johnny Depp antes de ter se engessado na fórmula Tim Burton (gosto muito de ambos, mas fariam um enorme bem um ao outro se continuassem suas carreiras separados). Depp e Al Pacino constroem uma tensa dinâmica entre o agente infiltrado e o gangster, porém sugerem traços de uma verdadeira preocupação fraternal um com o outro conforme a trama avança. Donnie Brasco é um bela homenagem aos suspenses hollywoodianos da década de 70.
Os clássicos e suas lições que não se esgotam. "Frankestein" de James Whale é a prova de que o elemento fundamental do filme de horror é a atmosfera do perigo e não ele em si.
Exercício estético interessante, com personagens que vão do hilário ao bizarro. Destaque para a direção de arte responsável por tornar os apartamentos dos personagens reflexos de suas psiquê's.
Impecável do ponto de vista técnico, porém sua linguagem acaba sofrendo do mesmo mal que o filme tenta demonstrar em seu retrato da classe média: apatia. O fato de que o filme se sustenta mais sobre o que não vemos do que aquilo que vemos (praticamente todos os planos detalhes do filme são descartáveis) pode afastar muitos expectadores, o que é uma pena, já que se trata de um filme tão bem realizado e que demonstra o quão sofisticado o cinema nacional é.
O ápice da saga dos mutantes no cinema coroa a volta de Bryan Singer dirigindo a franquia e é evidente o orgulho que ele sente por ter dado vida a esses personagens nas telas (repare como o tema de abertura dos X-Men já tem seus acordes tocados quando surge o logo da fox em tela, caso raro dentro das produções do estúdio). Do ponto de vista da linguagem, esse é com certeza o mais complexo filme da franquia até agora, mas SInger demonstrar segurança ao extrair da fotografia, direção de arte, mise-en-scène e principalmente da montagem, todo a força necessária para contar sua história.
Owen Wilson nos diverte interpretando o "tipão" preferido de Woody Allen. A narrativa é uma graciosa brincadeira com o sentimento de nostalgia que costumamos nutrir, seja por um passado histórico supostamente mais brilhante do que o nosso presente (e nesse sentido, a fotografia carregada em tons quentes e dourados de Darius Khondji é escolha acertadíssima) ou seja pelas nossas próprias lembranças.
Coincidentemente assisti a esse belo filme no dia das mães. Além da temática tocante, é um interessante exercício de metalinguagem, já que tudo aquilo que o protagonista faz para preservar sua mãe é exatamente o trabalho que um diretor de arte realiza em um filme.
Um grande thiller de suspense policial, muito beneficiado pela angustiante (porém belíssima) fotografia de Roger Deakins e as atuações de um elenco coeso, com destaque para Terrence Howard e Hugh Jackman, que vem se tornando um dos melhores atores de sua geração.
Prejudicado pelo roteiro, que abusa do didatismo para que o público entenda suas metáforas, ao invés de confiar na narrativa, que por si só, já tornaria os episódio da vida Joe mais interessantes.
ô filminho sem vergonha de ruim esse. Um roteiro com uma estrutura tão mal elaborada que salta de uma cena para outra como se fossem fases de um videogame (E nesse sentido a famosa série de games God Of War se mostra muito mais competente do que qualquer outro filme genérico de mitologia dos últimos dez anos). Sem contar os diálogos que só vão piorando conforme o filme avança. Mas tudo bem, ninguém esperava uma história decente nessa continuação caça-níquel, tudo o que precisávamos era de ação de qualidade. E nem isso o filme alcança. A precária montagem apenas salienta a fragilidade do roteiro e deixa mais confusa ainda as cenas de ação que são filmadas sem a menor lógica e com uma mise-en-scéne sempre caótica. Sem contar alguns absurdos narrativos como na pior ilustração possível da expressão "fight fire with fire" onde o exército dos "mocinhos" resolve atacar Cronos (um titã de lava) com... fogo.
Cloud Atlas é um ambicioso projeto que conecta seis histórias bastante distintas sob a premissa de que existem forças no universo que fazem com que as nossas almas retornem para essa existência para cumprir um misterioso designo. Mas ao invés de investir no lugar comum dessas discussões (Uma alma que retorna ao mundo para pagar pelos erros da vida passada) o roteiro adaptado do livro de David Mitchell arrisca um conceito muito mais complexo e interessante, segundo o qual algumas almas poderiam passar várias existências tentando se aproximar, mas devido as suas escolhas individuais esse encontro nunca se realizara. Desse modo Cloud Altas é um filme que se concentra muito mais na sutileza e a importância de pequenos atos e decisões de seus personagens do que em explorar um enigmático plano-mestre por trás de nossas vidas. Marcando o retorno dos irmãos Wachowski a direção, que compartilharam com o alemão Tom Wykwer, Cloud Atlas acerta em abordar cada um dos seus segmentos temporais como estilos de filmes distintos, variando desde um drama de época até a ação Sci-Fi, passando pelo suspense e pela comédia. E se por um lado a fotografia do filme deixa de explorar esse conceito aplicando uma lógica visual semelhante ao longo de toda a projeção, por outro lado é compreensível essa decisão uma vez que se faz necessário demonstrar uma coesão entre as histórias narradas. A direção de arte por sua vez impressiona por criar cenários absolutamente fantásticos, feito que só se iguala pela ótima maquiagem que transforma o mesmo elenco em personagens completamente diferentes ao longo das seis histórias. É curioso como os irmãos Wachowski (que dirigiram os segmentos que se passam no futuro) fazem várias referências a sua famosa trilogia Matrix, desde o design de produção (repare que os propulsores de algumas naves da Nova Seul são exatamente iguais ao da nave Nabucodonosor em Matrix) até nas escolhas de enquadramentos e movimentos de câmera, que em pelo menos três momentos são exatamente os mesmos utilizados em sua trilogia de maior sucesso. Trazendo também novamente Hugo Weaving em atuações inspiradas, o elenco conta ainda com um ótimo trabalho de Tom Hanks que cria personagens bastante distintos, utilizando a voz e a dicção para completar o surpreendente trabalho de maquiagem, enquanto que Hale Berry não consegue demonstrar tanta distinção entre suas reencarnações. Com tantos acertos o filme só tem um grande pecado. A montagem se apresenta muito problemática. Ao temer que o espectador se esqueça das demais histórias, ela salta muito rápido de uma para outra, nunca permitindo que possamos mergulhar em um momento de seus personagens por completo. Embora em algumas cenas essa decisão seja acertada, por demonstrar a sincronicidade entre as histórias, na maior parte do tempo ela diminui o impacto emocional que algumas cenas individuais trazem. Em suma o grande mérito de Cloud Atlas é apresentar um conceito interessante e abordá-lo de maneira audaciosa, sem temer que seus espectadores fiquem confusos, o que com certeza pode diminuir o alcance do filme ao grande público.
Biutiful, de Alejandro Iñárritu é um filme destrutivo. Ele destrói os ensinamentos dos sábios de nossa cultura que nos advertem a nos preparar para a morte. Enquanto ela está distante é muito fácil que nós a enfrentemos. É poético, heróico, e tem um quê de sapiência dizer que estamos preparados para ela e que a enfrentamos todos os dias. E de certa forma é fato que vivenciamos a morte todo dia com as inúmeras reconstruções da realidade que se reinventa sempre em seus ciclos de criação, destruição e renascimento. Mas quando a morte marca hora e ainda nos avisa quando virá, o desespero certamente virá a tona.
E assim "Biutiful" nos faz mergulhar na angústia de um homem com uma grande ambiguidade moral mas que ao descobrir que está para morrer começa a pensar em como deixar a vida com o mínimo de dignidade. Entretanto, aí surge uma nova variável. Seria muito mais fácil nos prepararmos para a morte se vivêssemos sozinhos. Mas existe um mundo inteiro conectado a nós, e de uma forma ou de outra, nossa existência sempre afeta a outras.
Então imagine que você, mesmo com todas as suas falhas irá utilizar o pouco tempo que lhe resta para garantir a segurança de seus filhos, ou que as pessoas que dependem de você de alguma forma consigam se virar na vida de uma outra maneira. Mas mesmo sabendo que esses são seus últimos dias sobre a Terra, você continua irremediavelmente humano. Coberto de defeitos. E não é o olhar da morte que fará com que esses defeitos desapareçam. Assim, quanto mais você tenta "consertar" o mundo, mais ele estraga, mais problemas surgem, e cada dia que se passa é um passo a mais do seu fim.
Os moralistas nos dizem para aproveitar cada momento como se fosse o último, mas fazemos isso com uma percepção muito pequena do que realmente é a finitude. Portanto, o grande trunfo desse filme é nos dar uma percepção do quão realmente angustiante seria saber que amanhã será a última vez que você poderá abraçar os seus pais, ou que será o último aniversário que você irá comemorar com o seu filho, a última vez que poderá ver seus amigos, ouvir seu disco favorito, comer o seu prato predileto ou beijar a pessoa que mais ama.
Confesso que estava esperando por um filme muito ruim. A boa notícia é que o posto de pior filme da franquia continua com aquela aberração cinematográfica que é Homem-Aranha 3. Porém, esse reinicio da série, de espetacular só tem o nome. Aliás é justamente o fato de ser um reboot o que mais enfraquece a história, já que todo o primeiro ato do filme se concentra na transformação de Peter Parker em Homem-Aranha, uma origem que ainda está bem gravada na memória de todos os que viram o filme de Sam Raimi à uma década atrás.
O filme acerta ao estabelecer Gwen Stacy como par romântico do herói, porém, o roteiro peca ao "explorar" a desnecessária trama envolvendo os pais de Peter uma que vez que 1) A preocupação com seus verdadeiros pais apenas enfraquece a relação com os tios, os verdadeiros criadores de Peter; 2) O destino de seus pais em momento algum fica bem claro, e serve apenas como um "Deus Ex-Machina" para justificar a origem dos poderes de Peter.
O vilão, interessante em suas motivações, acaba se tornando uma figura caricata e repleta de clichês, muitos deles os mesmos que enfraqueciam a atuação de Willem Dafoe no primeiro filme. Já Andrew Garfield se esforça para peso ao personagem, e se sai bem nos momentos de constrangimento de Peter, porém falha ao tentar dar uma carga mais dramática quando as situações assim o pedem. Mas nesse ponto o roteiro volta a distorcer a personalidade de Peter ao torná-lo um rapaz insistente e que chega até a afrontar os seus colegas. Totalmente contrário as origens do personagem, em que este era um nerd legítimo, que aceitava com resignação as situações de abuso que sofria e tentava ao máximo evitá-las ao invés de enfrentá-las. Ou seja, ao mudar a personalidade de Peter, o filme tira o verdadeiro impacto da responsabilidade e da transformação que os poderes iriam exigir daquele adolescente problemático. E esse é o maior defeito do filme.
As cenas de ação por sua vez são todas eficazes, mas mesmo com o 3d eficiente não trazem nada de novo, com exceção das raras cenas em que temos uma "câmera em primeira pessoa". Inclusive, muitos movimentos de câmera são idênticos aos da trilogia original. Por fim, não é de forma alguma um filme ruim. Ele diverte, tem bons momentos de atuação, alguns diálogos interessantes e até comove em uma ou duas cenas. Mas está longe de ser um filme espetacular
Um filme que coleciona mais erros do que acertos. Apesar de Tarsem Singh ser um diretor surtado e criar conceitos visuais incríveis, isso não é o bastante para tornar Imortais um filme digno do seu título. Se por um lado as influências orientais do diretor ajudam a estilizar a ambientação de uma maneira bastante diferenciada, por outro, a fotografia e a direção das cenas de ação plagiam descaradamente o "300" de Zack Snider (o que parece ser proposital mesmo, julgando pela divulgação do filme).
Além disso a narrativa falha em várias aspectos, por exemplo ao tentar humanizar o rei Hipérion logo no início do filme como se isso justificasse a vilania do mesmo e tornasse ele mais interessante. E se Mickey Rourke apenas resmunga suas falas pior ainda é a atuação de Henry Cavil que mal abre a boca para falar e em momento algum nos convence. Acreditar que aquele discurso na muralha teria feito os hoplitas helênicos desafiarem o exército inimigo é uma grande suspensão de descrença.
Por fim o mais intrigante nesse filme é a direção de arte. Cenários como a prisão dos Titãs e figurinos como os dos deuses olímpicos ao mesmo tempo que soam interessantes por mesclar temas gregos com influências indianas, também acabam flertando com o cafona, como o elmo de Hipérion que faz ele parecer um coelho da páscoa sanguinário.
É uma pena que com tantos temas, personagens e histórias a serem exploradas na mitologia grega, holywood apenas desperdiça o que poderiam vir a ser grandes filmes em escapismo barato.
O filme de Cronenberg tem a interessante, mas difícil tarefa de criar uma narrativa cinematográfica que demonstre a relação entre dois dos grandes nomes da psicanálise, Sigmuund Freud e Carl Jung. Interessante pelo brilhantismo desses dois personagens históricos que rendem aqui uma ótima relação entre dois homens obstinados pela busca de compreensão pela mente humana. Difícil, pois tem de apresentar para um expectador leigo conceitos próprios da psicanálise, como pulsão de morte, instâncias psíquicas, libido, transferência, etc.
O filme tem seus pontos altos nos momentos em que os dois psicanalistas discutem primeiramente as possibilidades dessa nova ciência, e conforme a projeção avança, as eventuais discordâncias entre os dois. É interessante notar como o diretor organiza esse distanciamento através de seus enquadramentos e a mise en scene. Podemos notar, por exemplo, no primeiro encontro entre Freud e Jung os dois conversam lado a lado em uma mesa, já quando a relação entre os dois passa a ficar comprometida vemos os dois em lados opostos de uma mesa em uma convenção científica. Essa lógica visual perpassa por toda a narrativa, inclusive criando uma sensação nítida de hierarquia entre o mestre e o seu discípulo.
Mas o que essas cenas têm de melhor são as interpretações de Viggo Mortensen e Michael Fassbender, dois atores que se tornaram conhecidos do grande público por papéis de ação em suas respectivas estreias, e que agora demonstram enorme potencial dramático. Não tão feliz é a performance de Keira Knightley, incorporando uma personagem fundamental na trama justamente por causar a aproximação entre os dois doutores, Keira cria uma figura caricata e que em momento algum soa verossímel. Principalmente no primeiro ato do filme, quando ela tem a função principal na narrativa, pode-se notar o tempo inteiro suas tentativa de estar atuando, criando trejeitos que tentam convencer de sua histeria. Ao invés de vermos uma maníaca somática de fato, vemos uma pessoa que está pensando e calculando para qual lado vai virar a cabeça e quando tempo vai demorar para pronunciar a próxima palavra.
Apesar dos méritos, o filme é prejudicado por algumas falhas do roteiro, por exemplo, ao deixar de demonstrar como e porque Jung começa a levar a religiosidade e o misticismo para o campo da ciência. Quando este aspecto surge em cena não temos claro o porque Jung chegou até tal ponto, sendo que a maior parte do roteiro está então concentrada no conflito que ele passa a ter com a monogamia. Além disso, até por tentar ser mais acessível ao grande público, o filme acaba se rendendo ao reducionismo, como ao simplificar a opinião de Freud a respeito da sexualidade, ou ao enfatizar este como uma figura paterna para Jung, ou até mesmo na cena que vemos o pai da psicanálise em frente a uma estátua de esfinge no final da projeção, remetendo ao famoso mito de édipo. Uma cena que apesar de ser bela, não deixa de soar presunçosa.
O filme me ganhou já na primeira sequência. Ao invés abrir a narrativa com uma cena de fuga extremamente barulhenta, cheia de cortes e acrobacias, o diretor Nicolas Winding optou por construir uma cena tensa, onde a apreensão de que tudo dê errado vai se construindo com sutileza e cautela. Esse cuidado perpassa por toda a projeção, e a acertada fotografia que dá um ar retrô ao filme (alguns momentos lembrei muito de Taxi Driver) estabelece imediatamente a sensação de se estar vendo um filme das décadas de 70/80. Em suma, é muito bom poder ver um filme de agora que abandona os clichês do cinema de ação atual, arriscando uma estética retrô, mas ao mesmo tempo construindo um protagonista com personalidade, profundidade, carisma e dramaticidade.
Adotando uma estética bem diversa do longa anterior, esse novo Motoqueiro Fantasma tem alguns bons acertos, mas comete alguns dos erros que impedem que esses filmes se tornem exemplares do gênero. O visual pútrido e violento do protagonista está muito mais interessante do que a caracterizando estilizado do filme anterior, além de um eficaz trabalho de fotografia que retrata uma Europa velha e esquecida, em contraste por exemplo do caráter etéreo das cavernas dos monges tatuados. E Nicolas Cage (mais surtado do que nunca) se diverte fazendo caras e bocas enquanto que os diretores Taylor e Neveldine (tão surtados quanto Cage) empregam a marca registrada de seus longas de ação, filmando com ajuda de cabos de aço, em cima de motos, ou praticamente rentes ao chão nas ótimas cenas de perseguição na estrada. A falha fundamental reside mesmo nos clichês do roteiro escrito por David Goyer (conhecido por ter ideias brilhantes de argumentos, mas que vez ou outra falha ao desenvolvê-las) e principalmente em um vilão genérico, sem nenhuma particularidade psicológica ou visual que o torne interessante ou realmente perigoso.
Maldita a hora em que resolvi ver esse filme. Confesso que adoro o primeiro, acho ele muito divertido, apesar de todos os poréns. O segundo é insuportável. E esse terceiro talvez seja um pouquinho mais "aguentável" do que o antecessor, mas mesmo assim é um desastre tão grande quanto aquele feito pelos robôs do filme. E sem uma coisa na qual eles são ótimos é em fazer estrago. Se no primeiro filme chegava a ser elegante os travellings da câmera ao redor de seus corpos mostrando como as peças se moviam, desta vez cada transformação de um carro é feita no ar, girando desastrosamente e destruindo pelo menos cinco coisas ao redor. E para que tanta destruição? Simples. Para compensar um roteiro extremamente imbecil. E se tem outra qualidade nos robôs desse filme, é a de que suas interpretações são bem melhores do que as dos atores de carne osso. Inclusive, os personagens de carne osso chegam a ser menos inverossímeis do que um carro que vira um robô de 3 metros. Quando vemos um determinado personagem asiático subindo histericamente no protagonista dentro de um banheiro, fiquei por vários minutos tentando entender se aquilo era mesmo um humano, ou mais uma máquina disfarçada. Parabéns Michael Bay! Você conseguiu me deixar com dor de cabeça novamente...
Donnie Brasco
3.8 341Johnny Depp antes de ter se engessado na fórmula Tim Burton (gosto muito de ambos, mas fariam um enorme bem um ao outro se continuassem suas carreiras separados). Depp e Al Pacino constroem uma tensa dinâmica entre o agente infiltrado e o gangster, porém sugerem traços de uma verdadeira preocupação fraternal um com o outro conforme a trama avança. Donnie Brasco é um bela homenagem aos suspenses hollywoodianos da década de 70.
Frankenstein
3.9 298 Assista AgoraOs clássicos e suas lições que não se esgotam. "Frankestein" de James Whale é a prova de que o elemento fundamental do filme de horror é a atmosfera do perigo e não ele em si.
Delicatessen
3.8 285 Assista AgoraExercício estético interessante, com personagens que vão do hilário ao bizarro. Destaque para a direção de arte responsável por tornar os apartamentos dos personagens reflexos de suas psiquê's.
Paprika
4.2 515Uma animação fascinante e ao mesmo tempo perturbadora, assim como são os sonhos.
O Som ao Redor
3.8 1,2K Assista AgoraImpecável do ponto de vista técnico, porém sua linguagem acaba sofrendo do mesmo mal que o filme tenta demonstrar em seu retrato da classe média: apatia. O fato de que o filme se sustenta mais sobre o que não vemos do que aquilo que vemos (praticamente todos os planos detalhes do filme são descartáveis) pode afastar muitos expectadores, o que é uma pena, já que se trata de um filme tão bem realizado e que demonstra o quão sofisticado o cinema nacional é.
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
4.0 3,7KO ápice da saga dos mutantes no cinema coroa a volta de Bryan Singer dirigindo a franquia e é evidente o orgulho que ele sente por ter dado vida a esses personagens nas telas (repare como o tema de abertura dos X-Men já tem seus acordes tocados quando surge o logo da fox em tela, caso raro dentro das produções do estúdio). Do ponto de vista da linguagem, esse é com certeza o mais complexo filme da franquia até agora, mas SInger demonstrar segurança ao extrair da fotografia, direção de arte, mise-en-scène e principalmente da montagem, todo a força necessária para contar sua história.
Meia-Noite em Paris
4.0 3,8KOwen Wilson nos diverte interpretando o "tipão" preferido de Woody Allen. A narrativa é uma graciosa brincadeira com o sentimento de nostalgia que costumamos nutrir, seja por um passado histórico supostamente mais brilhante do que o nosso presente (e nesse sentido, a fotografia carregada em tons quentes e dourados de Darius Khondji é escolha acertadíssima) ou seja pelas nossas próprias lembranças.
Adeus, Lenin!
4.2 1,1KCoincidentemente assisti a esse belo filme no dia das mães. Além da temática tocante, é um interessante exercício de metalinguagem, já que tudo aquilo que o protagonista faz para preservar sua mãe é exatamente o trabalho que um diretor de arte realiza em um filme.
Os Suspeitos
4.1 2,7K Assista AgoraUm grande thiller de suspense policial, muito beneficiado pela angustiante (porém belíssima) fotografia de Roger Deakins e as atuações de um elenco coeso, com destaque para Terrence Howard e Hugh Jackman, que vem se tornando um dos melhores atores de sua geração.
Ninfomaníaca: Volume 1
3.7 2,7K Assista AgoraPrejudicado pelo roteiro, que abusa do didatismo para que o público entenda suas metáforas, ao invés de confiar na narrativa, que por si só, já tornaria os episódio da vida Joe mais interessantes.
Capitão América 2: O Soldado Invernal
4.0 2,6K Assista AgoraEscrevi sobre o filme em: http://entretenimente.blogspot.com.br/2014/04/capitao-america-2-o-soldado-invernal.html
Noé
3.0 2,6K Assista AgoraEscrevi sobre Noé em: http://entretenimente.blogspot.com.br/2014/04/noe.html
Seven: Os Sete Crimes Capitais
4.3 2,8K Assista AgoraEscrevi uma análise sobre o filme aqui: http://entretenimente.blogspot.com.br/2013/07/seven-um-suspense-capital.html
Fúria de Titãs 2
3.0 1,7K Assista Agoraô filminho sem vergonha de ruim esse. Um roteiro com uma estrutura tão mal elaborada que salta de uma cena para outra como se fossem fases de um videogame (E nesse sentido a famosa série de games God Of War se mostra muito mais competente do que qualquer outro filme genérico de mitologia dos últimos dez anos). Sem contar os diálogos que só vão piorando conforme o filme avança.
Mas tudo bem, ninguém esperava uma história decente nessa continuação caça-níquel, tudo o que precisávamos era de ação de qualidade. E nem isso o filme alcança. A precária montagem apenas salienta a fragilidade do roteiro e deixa mais confusa ainda as cenas de ação que são filmadas sem a menor lógica e com uma mise-en-scéne sempre caótica. Sem contar alguns absurdos narrativos como na pior ilustração possível da expressão "fight fire with fire" onde o exército dos "mocinhos" resolve atacar Cronos (um titã de lava) com... fogo.
A Viagem
3.7 2,5K Assista AgoraCloud Atlas é um ambicioso projeto que conecta seis histórias bastante distintas sob a premissa de que existem forças no universo que fazem com que as nossas almas retornem para essa existência para cumprir um misterioso designo. Mas ao invés de investir no lugar comum dessas discussões (Uma alma que retorna ao mundo para pagar pelos erros da vida passada) o roteiro adaptado do livro de David Mitchell arrisca um conceito muito mais complexo e interessante, segundo o qual algumas almas poderiam passar várias existências tentando se aproximar, mas devido as suas escolhas individuais esse encontro nunca se realizara. Desse modo Cloud Altas é um filme que se concentra muito mais na sutileza e a importância de pequenos atos e decisões de seus personagens do que em explorar um enigmático plano-mestre por trás de nossas vidas.
Marcando o retorno dos irmãos Wachowski a direção, que compartilharam com o alemão Tom Wykwer, Cloud Atlas acerta em abordar cada um dos seus segmentos temporais como estilos de filmes distintos, variando desde um drama de época até a ação Sci-Fi, passando pelo suspense e pela comédia. E se por um lado a fotografia do filme deixa de explorar esse conceito aplicando uma lógica visual semelhante ao longo de toda a projeção, por outro lado é compreensível essa decisão uma vez que se faz necessário demonstrar uma coesão entre as histórias narradas. A direção de arte por sua vez impressiona por criar cenários absolutamente fantásticos, feito que só se iguala pela ótima maquiagem que transforma o mesmo elenco em personagens completamente diferentes ao longo das seis histórias.
É curioso como os irmãos Wachowski (que dirigiram os segmentos que se passam no futuro) fazem várias referências a sua famosa trilogia Matrix, desde o design de produção (repare que os propulsores de algumas naves da Nova Seul são exatamente iguais ao da nave Nabucodonosor em Matrix) até nas escolhas de enquadramentos e movimentos de câmera, que em pelo menos três momentos são exatamente os mesmos utilizados em sua trilogia de maior sucesso. Trazendo também novamente Hugo Weaving em atuações inspiradas, o elenco conta ainda com um ótimo trabalho de Tom Hanks que cria personagens bastante distintos, utilizando a voz e a dicção para completar o surpreendente trabalho de maquiagem, enquanto que Hale Berry não consegue demonstrar tanta distinção entre suas reencarnações.
Com tantos acertos o filme só tem um grande pecado. A montagem se apresenta muito problemática. Ao temer que o espectador se esqueça das demais histórias, ela salta muito rápido de uma para outra, nunca permitindo que possamos mergulhar em um momento de seus personagens por completo. Embora em algumas cenas essa decisão seja acertada, por demonstrar a sincronicidade entre as histórias, na maior parte do tempo ela diminui o impacto emocional que algumas cenas individuais trazem.
Em suma o grande mérito de Cloud Atlas é apresentar um conceito interessante e abordá-lo de maneira audaciosa, sem temer que seus espectadores fiquem confusos, o que com certeza pode diminuir o alcance do filme ao grande público.
Biutiful
4.0 1,1KBiutiful, de Alejandro Iñárritu é um filme destrutivo. Ele destrói os ensinamentos dos sábios de nossa cultura que nos advertem a nos preparar para a morte. Enquanto ela está distante é muito fácil que nós a enfrentemos. É poético, heróico, e tem um quê de sapiência dizer que estamos preparados para ela e que a enfrentamos todos os dias. E de certa forma é fato que vivenciamos a morte todo dia com as inúmeras reconstruções da realidade que se reinventa sempre em seus ciclos de criação, destruição e renascimento. Mas quando a morte marca hora e ainda nos avisa quando virá, o desespero certamente virá a tona.
E assim "Biutiful" nos faz mergulhar na angústia de um homem com uma grande ambiguidade moral mas que ao descobrir que está para morrer começa a pensar em como deixar a vida com o mínimo de dignidade. Entretanto, aí surge uma nova variável. Seria muito mais fácil nos prepararmos para a morte se vivêssemos sozinhos. Mas existe um mundo inteiro conectado a nós, e de uma forma ou de outra, nossa existência sempre afeta a outras.
Então imagine que você, mesmo com todas as suas falhas irá utilizar o pouco tempo que lhe resta para garantir a segurança de seus filhos, ou que as pessoas que dependem de você de alguma forma consigam se virar na vida de uma outra maneira. Mas mesmo sabendo que esses são seus últimos dias sobre a Terra, você continua irremediavelmente humano. Coberto de defeitos. E não é o olhar da morte que fará com que esses defeitos desapareçam. Assim, quanto mais você tenta "consertar" o mundo, mais ele estraga, mais problemas surgem, e cada dia que se passa é um passo a mais do seu fim.
Os moralistas nos dizem para aproveitar cada momento como se fosse o último, mas fazemos isso com uma percepção muito pequena do que realmente é a finitude. Portanto, o grande trunfo desse filme é nos dar uma percepção do quão realmente angustiante seria saber que amanhã será a última vez que você poderá abraçar os seus pais, ou que será o último aniversário que você irá comemorar com o seu filho, a última vez que poderá ver seus amigos, ouvir seu disco favorito, comer o seu prato predileto ou beijar a pessoa que mais ama.
Cantando na Chuva
4.4 1,1K Assista AgoraAssistir um belo filme como esse me trás sempre a sensação estar participando de um momento mágico da humanidade!
Além da Linha Vermelha
3.9 390 Assista AgoraO resgate do soldado Ryan: Òtimo.
Nascido para matar: Excelente.
Apocalypse Now: Obra-prima.
Além da linha vermelha: Melhor filme sobre guerra que eu já vi.
O Espetacular Homem-Aranha
3.4 4,8K Assista AgoraConfesso que estava esperando por um filme muito ruim. A boa notícia é que o posto de pior filme da franquia continua com aquela aberração cinematográfica que é Homem-Aranha 3. Porém, esse reinicio da série, de espetacular só tem o nome. Aliás é justamente o fato de ser um reboot o que mais enfraquece a história, já que todo o primeiro ato do filme se concentra na transformação de Peter Parker em Homem-Aranha, uma origem que ainda está bem gravada na memória de todos os que viram o filme de Sam Raimi à uma década atrás.
O filme acerta ao estabelecer Gwen Stacy como par romântico do herói, porém, o roteiro peca ao "explorar" a desnecessária trama envolvendo os pais de Peter uma que vez que 1) A preocupação com seus verdadeiros pais apenas enfraquece a relação com os tios, os verdadeiros criadores de Peter; 2) O destino de seus pais em momento algum fica bem claro, e serve apenas como um "Deus Ex-Machina" para justificar a origem dos poderes de Peter.
O vilão, interessante em suas motivações, acaba se tornando uma figura caricata e repleta de clichês, muitos deles os mesmos que enfraqueciam a atuação de Willem Dafoe no primeiro filme. Já Andrew Garfield se esforça para peso ao personagem, e se sai bem nos momentos de constrangimento de Peter, porém falha ao tentar dar uma carga mais dramática quando as situações assim o pedem. Mas nesse ponto o roteiro volta a distorcer a personalidade de Peter ao torná-lo um rapaz insistente e que chega até a afrontar os seus colegas. Totalmente contrário as origens do personagem, em que este era um nerd legítimo, que aceitava com resignação as situações de abuso que sofria e tentava ao máximo evitá-las ao invés de enfrentá-las. Ou seja, ao mudar a personalidade de Peter, o filme tira o verdadeiro impacto da responsabilidade e da transformação que os poderes iriam exigir daquele adolescente problemático. E esse é o maior defeito do filme.
As cenas de ação por sua vez são todas eficazes, mas mesmo com o 3d eficiente não trazem nada de novo, com exceção das raras cenas em que temos uma "câmera em primeira pessoa". Inclusive, muitos movimentos de câmera são idênticos aos da trilogia original. Por fim, não é de forma alguma um filme ruim. Ele diverte, tem bons momentos de atuação, alguns diálogos interessantes e até comove em uma ou duas cenas. Mas está longe de ser um filme espetacular
Imortais
2.9 1,9K Assista AgoraUm filme que coleciona mais erros do que acertos. Apesar de Tarsem Singh ser um diretor surtado e criar conceitos visuais incríveis, isso não é o bastante para tornar Imortais um filme digno do seu título. Se por um lado as influências orientais do diretor ajudam a estilizar a ambientação de uma maneira bastante diferenciada, por outro, a fotografia e a direção das cenas de ação plagiam descaradamente o "300" de Zack Snider (o que parece ser proposital mesmo, julgando pela divulgação do filme).
Além disso a narrativa falha em várias aspectos, por exemplo ao tentar humanizar o rei Hipérion logo no início do filme como se isso justificasse a vilania do mesmo e tornasse ele mais interessante. E se Mickey Rourke apenas resmunga suas falas pior ainda é a atuação de Henry Cavil que mal abre a boca para falar e em momento algum nos convence. Acreditar que aquele discurso na muralha teria feito os hoplitas helênicos desafiarem o exército inimigo é uma grande suspensão de descrença.
Por fim o mais intrigante nesse filme é a direção de arte. Cenários como a prisão dos Titãs e figurinos como os dos deuses olímpicos ao mesmo tempo que soam interessantes por mesclar temas gregos com influências indianas, também acabam flertando com o cafona, como o elmo de Hipérion que faz ele parecer um coelho da páscoa sanguinário.
É uma pena que com tantos temas, personagens e histórias a serem exploradas na mitologia grega, holywood apenas desperdiça o que poderiam vir a ser grandes filmes em escapismo barato.
Um Método Perigoso
3.5 1,1KO filme de Cronenberg tem a interessante, mas difícil tarefa de criar uma narrativa cinematográfica que demonstre a relação entre dois dos grandes nomes da psicanálise, Sigmuund Freud e Carl Jung. Interessante pelo brilhantismo desses dois personagens históricos que rendem aqui uma ótima relação entre dois homens obstinados pela busca de compreensão pela mente humana. Difícil, pois tem de apresentar para um expectador leigo conceitos próprios da psicanálise, como pulsão de morte, instâncias psíquicas, libido, transferência, etc.
O filme tem seus pontos altos nos momentos em que os dois psicanalistas discutem primeiramente as possibilidades dessa nova ciência, e conforme a projeção avança, as eventuais discordâncias entre os dois. É interessante notar como o diretor organiza esse distanciamento através de seus enquadramentos e a mise en scene. Podemos notar, por exemplo, no primeiro encontro entre Freud e Jung os dois conversam lado a lado em uma mesa, já quando a relação entre os dois passa a ficar comprometida vemos os dois em lados opostos de uma mesa em uma convenção científica. Essa lógica visual perpassa por toda a narrativa, inclusive criando uma sensação nítida de hierarquia entre o mestre e o seu discípulo.
Mas o que essas cenas têm de melhor são as interpretações de Viggo Mortensen e Michael Fassbender, dois atores que se tornaram conhecidos do grande público por papéis de ação em suas respectivas estreias, e que agora demonstram enorme potencial dramático. Não tão feliz é a performance de Keira Knightley, incorporando uma personagem fundamental na trama justamente por causar a aproximação entre os dois doutores, Keira cria uma figura caricata e que em momento algum soa verossímel. Principalmente no primeiro ato do filme, quando ela tem a função principal na narrativa, pode-se notar o tempo inteiro suas tentativa de estar atuando, criando trejeitos que tentam convencer de sua histeria. Ao invés de vermos uma maníaca somática de fato, vemos uma pessoa que está pensando e calculando para qual lado vai virar a cabeça e quando tempo vai demorar para pronunciar a próxima palavra.
Apesar dos méritos, o filme é prejudicado por algumas falhas do roteiro, por exemplo, ao deixar de demonstrar como e porque Jung começa a levar a religiosidade e o misticismo para o campo da ciência. Quando este aspecto surge em cena não temos claro o porque Jung chegou até tal ponto, sendo que a maior parte do roteiro está então concentrada no conflito que ele passa a ter com a monogamia. Além disso, até por tentar ser mais acessível ao grande público, o filme acaba se rendendo ao reducionismo, como ao simplificar a opinião de Freud a respeito da sexualidade, ou ao enfatizar este como uma figura paterna para Jung, ou até mesmo na cena que vemos o pai da psicanálise em frente a uma estátua de esfinge no final da projeção, remetendo ao famoso mito de édipo. Uma cena que apesar de ser bela, não deixa de soar presunçosa.
Drive
3.9 3,5KO filme me ganhou já na primeira sequência. Ao invés abrir a narrativa com uma cena de fuga extremamente barulhenta, cheia de cortes e acrobacias, o diretor Nicolas Winding optou por construir uma cena tensa, onde a apreensão de que tudo dê errado vai se construindo com sutileza e cautela. Esse cuidado perpassa por toda a projeção, e a acertada fotografia que dá um ar retrô ao filme (alguns momentos lembrei muito de Taxi Driver) estabelece imediatamente a sensação de se estar vendo um filme das décadas de 70/80. Em suma, é muito bom poder ver um filme de agora que abandona os clichês do cinema de ação atual, arriscando uma estética retrô, mas ao mesmo tempo construindo um protagonista com personalidade, profundidade, carisma e dramaticidade.
Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança
2.4 1,6K Assista grátisAdotando uma estética bem diversa do longa anterior, esse novo Motoqueiro Fantasma tem alguns bons acertos, mas comete alguns dos erros que impedem que esses filmes se tornem exemplares do gênero. O visual pútrido e violento do protagonista está muito mais interessante do que a caracterizando estilizado do filme anterior, além de um eficaz trabalho de fotografia que retrata uma Europa velha e esquecida, em contraste por exemplo do caráter etéreo das cavernas dos monges tatuados.
E Nicolas Cage (mais surtado do que nunca) se diverte fazendo caras e bocas enquanto que os diretores Taylor e Neveldine (tão surtados quanto Cage) empregam a marca registrada de seus longas de ação, filmando com ajuda de cabos de aço, em cima de motos, ou praticamente rentes ao chão nas ótimas cenas de perseguição na estrada.
A falha fundamental reside mesmo nos clichês do roteiro escrito por David Goyer (conhecido por ter ideias brilhantes de argumentos, mas que vez ou outra falha ao desenvolvê-las) e principalmente em um vilão genérico, sem nenhuma particularidade psicológica ou visual que o torne interessante ou realmente perigoso.
Transformers: O Lado Oculto da Lua
3.2 1,9K Assista AgoraMaldita a hora em que resolvi ver esse filme. Confesso que adoro o primeiro, acho ele muito divertido, apesar de todos os poréns. O segundo é insuportável. E esse terceiro talvez seja um pouquinho mais "aguentável" do que o antecessor, mas mesmo assim é um desastre tão grande quanto aquele feito pelos robôs do filme. E sem uma coisa na qual eles são ótimos é em fazer estrago. Se no primeiro filme chegava a ser elegante os travellings da câmera ao redor de seus corpos mostrando como as peças se moviam, desta vez cada transformação de um carro é feita no ar, girando desastrosamente e destruindo pelo menos cinco coisas ao redor. E para que tanta destruição? Simples. Para compensar um roteiro extremamente imbecil.
E se tem outra qualidade nos robôs desse filme, é a de que suas interpretações são bem melhores do que as dos atores de carne osso. Inclusive, os personagens de carne osso chegam a ser menos inverossímeis do que um carro que vira um robô de 3 metros. Quando vemos um determinado personagem asiático subindo histericamente no protagonista dentro de um banheiro, fiquei por vários minutos tentando entender se aquilo era mesmo um humano, ou mais uma máquina disfarçada.
Parabéns Michael Bay! Você conseguiu me deixar com dor de cabeça novamente...