A série tinha potencial, mas pecou e perdeu muito ao ser apressada. As coisas acontecem tão rápido e do nada que fica difícil simpatizar por qualquer um dos personagens. Talvez os que quase tenham chegado lá sejam o povo da trupe do Corvo, Kaz, Inej e Fahey - e ainda assim foi bem meio aos trancos e barrancos. Pelo menos pra mim, nenhum casal funcionou justamente por não desenvolverem um vínculo e só jogarem que PÁ agora eles se querem. Uma pena (principalmente porque amo um romancizinho conturbado tipo Nina e Matthias, mas oi? De onde surgir esse amor de "vamos fugir juntos" se há 5 minutos atrás vocês se odiavam?) Espero que consigam se recuperar na 2a temporada, em todo caso. A última cena foi bem interessante.
Quando o Howl pede pra Sophie usar o anel pra se guiar de volta pra casa e diz que basta invocar o Calcifer com seu coração pra que o mesmo funcione, o que ele na verdade quis dizer é que ela deve chamar o coração dele com o dela próprio.
DARK: Todo mundo se ama, todo mundo se odeia, todo mundo é parente, todo mundo quer consertar tudo, todo mundo atrapalha todo mundo.
Ninguém usa guarda-chuva.
Por enquanto achei o hype BEM superestimado, principalmente depois desse final "Deus ex machina" que me arrancou uma deliciosa gargalhada. Não digo que é um seriado ruim, mas sem dúvidas não é tudo isso que o pessoal emocionado diz. Pra mim, é só o desmembramento de uma ideia complexa que confunde algumas pessoas afim de gerar um frenesi porque "MEU DEUS, ELA É MÃE E FILHA DA MÃE QUE É FILHA DA MÃE QUE TBM É FILHA UAU". Uma grande brisa em cima do conceito de tempo, mas é isto. São tantos entrelaçamentos e parentescos atemporais que muitos episódios acabam se arrastando e você só não desiste porque fica curioso pra ver se acertou quem é a filha que também é mãe da mãe.
Não acredito que perdi 2h30 da minha vida pra isso. A personificação do superestimado. Um fllmeco bem mais ou menos (mais pra menos do que pra mais) sobre pessoas que matam e usam drogas eventualmente. Fim. Essa é a história. Dá pra pegar absolutamente qualquer uma das cenas do filme e deletar sem modificar uma vírgula na importância da linha narrativa - simplesmente porque ela mal existe. Se você quer um filme pra ver um sanguinho aqui, umas doiderinha ali e uns diálogos desconexos acolá, parabéns, este é o seu filme.
Tentando processar como que Trainspotting, Réquiem por Um Sonho e até Candy têm uma nota menor que essa... Deve ser porque tem história, né? O público não tá muito habituado pelo visto. Se é pra ver filme com droga e meteção de louco pra se sentir descolado, pelo menos escolham direito.
O roteiro é bobinho, mas a arte, a direção e a fotografia (pra época) é de tão extremo bom gosto que merece 4 estrelas. Tô até triste de ter demorado 35 anos pra descobrir que essa obra de arte existia.
Comecei achando que era shoujo colegial, terminei com a sensação de ter visto um hentai com fetiche em bicho. Nem a trama sustenta porque é tudo esquisito.
Toda vez a mesma Mariah voltando pra casa pós Toy Story e abrindo o guarda-roupa só pra pedir perdão pra todos os brinquedos aposentados dizendo que nunca os abandonará.
Valorize a porra dos artistas! Não me conformo que uma pessoa tira da própria vida 8 anos pra pintar mais de 800 quadros e só vende UM enquanto vivo. Não dá.
Fjögur Píanó definitivamente é o relato visual que melhor me descreveu e representou entre tudo que já pude assistir. Tem sentido em todo lugar. Em todo lugar mesmo. O próprio sentido de sentir, o sentido não dito, o dito, o visto, o não visto, o gritado, o tocado... Já perdi a conta de quantas vezes vi e revi as mesmas cenas sem sentir um único pingo de cansaço.
Amor doentio, aditivo, vicioso, destrutivo, culposo, dependente, arrependido, mas, acima de tudo, amor. O amor que alastra todas suas características mutuamente a sua maneira. Os machucados, os pirulitos (digo até como a própria droga que pode o ser), as contagens nos cortes, as expressões de quem sofre, os socos, a raiva, os vidros quebrados... Tudo ao lado de dança e borboletas; de delicadeza, de sutileza, de paixão, de carinho, de preocupação, de cuidado. É o retrato do amor em seu maior nível de pureza. O amor real que não só é bom, mas também mal. Ele está para ela, assim como ela está para ele. Ele é ela, ela é ele. Um ciclo. Um ciclo vicioso onde quanto mais se tem, mais se quer: doentio. Cito aqui "Candy", de Neil Armfield - que muito associo, do meu jeito, a Fjögur: "When you can stop you don't want to, and when you want to stop, you can't."
Apesar da cena do estacionamento (ou mesmo quando os dois caras surgem e os levam até lá) não me agradar e me incomodar, conversando com uma amiga a respeito, chegamos a uma bela e satisfatória conclusão: os dois simbolizam nada menos que o acaso. E o acaso não é pra se gostar. Ele só existe, não precisa de lógica, não é opcional. O acaso das drogas, que te cega e te leva sem muito esforço; que te tira do controle e te carrega para uma nova "dimensão" - dai o projetor, que só reforça o fato daquilo tudo ser uma mera projeção, uma "viagem", falso. E então eles retornam ao quarto, onde tudo ainda é lindo, onde o amor é latente, onde tudo que existe é o que se faz presente, onde o passado não tem vez. Até finalmente terem a recaída. O reforço ao vício, o sufoco de se ver preso mais uma vez no mesmo looping de situações, o desgaste, a noção da repetição e de se ver incapaz de impedir, as borboletas enclausuradas nos porta-retratos - retratos de si mesmos.
Eu poderia refletir infinitamente a respeito de tudo que suguei entre minhas idas e vindas com esse curta, mas nada melhor que o próprio fazer por si só pra cada um a sua maneira.
Beira o ridículo como esse finale conseguiu me proporcionar tantos níveis de indignação em conjunto... Em todos os sentidos possíveis e imagináveis. Indignada em como uma única mulher consegue sustentar tanta emoção junta em cenas tão curtas. Indignada com certos diálogos maravilhosos que rolaram. Indignada com o acerto que foi praticamente esse elenco inteiro.
Indignada com a morte do Sembene e, principalmente, com a da Joan (apesar de que BEM provavelmente eu teria feito a mesma escolha se tivesse escrito o roteiro só pelo leve peso dramático). Indignada que mataram o Sembene, mas não mataram ninguém do núcleo do Frankenstein que - apesar de ter me proporcionado diálogos incríveis - era deveras chato pra caralho. Indignada com Dorian Gray que não tem como amar sem odiar ao mesmo tempo. Indignada com aquela cena maravilhosa do Dorian dançando com a Lily, tudo branco e ensanguentado e eu amando e querendo sentar naquele salão pra ver de perto. Indignada com toda e qualquer cena que se fez presente qualquer tipo de boneco voodoo de "madeira" - com ênfase pra última aparição dos mesmos, porque, venhamos e convenhamos, Vanessa, Lúcifer, e "Beloved, know your master"... Indignação apenas. Indignada que acabou e o lupus dei não deu nada. Quase aprendi o verbos diablo pra tentar invadir o monitor e juntar Ethan e Vanessa na cama.
E agora o que restou - além desse vácuo de coisas que deveriam ter acontecido, mas que foram rudemente não inseridas na história? Minha torturante espera pela 3a temporada,
Cada vez que assisto esse filme parece que o baque só ganha maior intensidade. As vezes me sinto tão Dan; tão acomodado, dependente, um tanto egoísta não proposital por vezes... Mas ainda assim tão esperançoso. Candy é um filme que me inspira profundamente. Não apenas por contar com a atuação de uma das pessoas que mais admiro na vida, mas por cutucar minhas próprias feridas. Esse amor latente que luta pra não se apagar, que corrói de maneira tão doentia. Essa coisa toda de "when you can stop, you don't want to. When you want to stop, you can't". Dói e dói muito, principalmente nesse vai-e-vem de cenas tão bem selecionadas.
As cenas desse filme são de um amor tão absurdamente delicado... A cena do McDonalds em contraposição com a cena da festa pós casamento. A cena do surto da Candy, ferindo Dan na cabeça, ao lado de toda sua preocupação e culpa por tê-lo machucado. As cenas de sexo com beijos tão sutis. A cena na banheira. A cena do aborto. A cena das paredes rabiscadas. Por mais dolorosa que muitas delas tenham sido, em nenhuma faltava amor - independente de como esse tenha sido traçado; amor ferido, magoado, apaixonado ou preocupado.
Nunca escrevi nada a respeito de Candy. Nunca me vi capaz - e ainda não vejo. Candy, pra mim, sempre será um filme inexplicável. Meu filme pessoal; aquele que me dá um tapa na cara toda vez, e me vem com um carinho na cabeça pouco em seguida. Me inspira da maneira mais extraordinária possível. Cada detalhe, cada segundo, cada sentença. Já dizia Camões:
"Amor é um fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
"It's us, its called 'The Afternoon of Extravagant Delight."
Li alguns comentários aqui e me pergunto... como...? Como alguém se vê capaz de chamar esse pedaço de obra de arte de lixo? Ou dizer que sua nota é consequência puramente de uma indicação ao Oscar? Lixo? Oscar? The Tale of Princess Kaguya vaza sensibilidade do começo ao fim. É pura cultura! Uma cultura ridiculamente bela e incrivelmente bem representada por traços tão delicados quanto a história. Então não, esse filme não é um lixo ou resíduo de premiação; e declarar algo do tipo só porque o mesmo não lhe agrada, só exalta um alto índice de ignorância.
É delicado, é lindo, é sutil. Kaguya é uma mulher extremamente forte, apesar de suas tão finas linhas. E a história? Ah, a história... Além de interessante, e levemente divertida por conta do próprio astral da princesa - apesar de todo seu sofrimento - é triste. Mas não um triste ruim, e sim um bom incomodado. É incômodo, pois foge do usual. Um tremendo baque, mas totalmente verrosímil. Se eu queria que o final fosse diferente? Certamente torci muito na minha cama para que o fosse. Chorei muito. Chorei como todos que amaram Kaguya o fizeram. Quase aprendi a cantar em japonês. Mas ai é que esta: As coisas nem sempre são como desejamos, e é preciso que enfrentemos nossas consequências. Superemos.
Portanto, aos odiadores, superem também. A culpa não é de Isao se o coração de vocês é tão raso.
Não vou mentir dizendo que esse filme entrou pra minha lista de favoritos, ou que eu o vi do começo ao fim sem me cansar, mas... Que final do caralho! Que despedida! E quando digo final, falo literalmente da última cena. Queria poder agradecer a sensibilidade de quem quer que a tenha imaginado, porque... Caralho.
Quando a Sophie descobre a maldição que liga o Howl ao Cálcifer e caí naquela espécie de buraco negro, ela grita pros dois: "Find me in the future!" Lembrados? Pois bem... Lembrados da primeira aparição do Howl também? Quando os guardinhas estão mexendo com a Sophie, essa mesma. Qual é a primeira coisa que ele diz? EXATO: "I was looking everywhere for you." Sim, amigos, tudo está interligado. Tudo está interligado pra deixar esse filme mais foda do que ele já é. Inclusive o "find me in the future" explica o porque do Howl ser tão mulherengo... SIMPLESMENTE PORQUE ELE PASSOU A VIDA PROCURANDO A SOPHIE!
Não sei como pode existir alguém que desgoste desse filme. Espetacular! Uma comédia romântica sem dúvidas, mas uma comédia romântica inteligente, com bons atores E de época. Nunca senti tanta falta do Heath Ledger como senti ao assistir Casanova.
QUE SAUDADES DESSE SERIADO! Ainda tô com rancor da Starz por terem cancelado (principalmente depois de uma cena tão forte como foi a última), mas confesso que tô prestes a dar uma chance pra Black Sails.
Outer Banks (2ª Temporada)
3.6 57Levei 3 dias pra ver o 2o episódio, pois tive dificuldade de lidar com a imbecialidade de alguns personagens (todos).
Sombra e Ossos (1ª Temporada)
3.7 196 Assista AgoraA série tinha potencial, mas pecou e perdeu muito ao ser apressada. As coisas acontecem tão rápido e do nada que fica difícil simpatizar por qualquer um dos personagens. Talvez os que quase tenham chegado lá sejam o povo da trupe do Corvo, Kaz, Inej e Fahey - e ainda assim foi bem meio aos trancos e barrancos. Pelo menos pra mim, nenhum casal funcionou justamente por não desenvolverem um vínculo e só jogarem que PÁ agora eles se querem. Uma pena (principalmente porque amo um romancizinho conturbado tipo Nina e Matthias, mas oi? De onde surgir esse amor de "vamos fugir juntos" se há 5 minutos atrás vocês se odiavam?) Espero que consigam se recuperar na 2a temporada, em todo caso. A última cena foi bem interessante.
O Castelo Animado
4.4 1,3K Assista AgoraDa série de "mais um detalhe que tá claramente ali e mesmo assim deixei passar despercebido":
Quando o Howl pede pra Sophie usar o anel pra se guiar de volta pra casa e diz que basta invocar o Calcifer com seu coração pra que o mesmo funcione, o que ele na verdade quis dizer é que ela deve chamar o coração dele com o dela próprio.
Dark (2ª Temporada)
4.5 905DARK: Todo mundo se ama, todo mundo se odeia, todo mundo é parente, todo mundo quer consertar tudo, todo mundo atrapalha todo mundo.
Ninguém usa guarda-chuva.
Por enquanto achei o hype BEM superestimado, principalmente depois desse final "Deus ex machina" que me arrancou uma deliciosa gargalhada. Não digo que é um seriado ruim, mas sem dúvidas não é tudo isso que o pessoal emocionado diz. Pra mim, é só o desmembramento de uma ideia complexa que confunde algumas pessoas afim de gerar um frenesi porque "MEU DEUS, ELA É MÃE E FILHA DA MÃE QUE É FILHA DA MÃE QUE TBM É FILHA UAU". Uma grande brisa em cima do conceito de tempo, mas é isto. São tantos entrelaçamentos e parentescos atemporais que muitos episódios acabam se arrastando e você só não desiste porque fica curioso pra ver se acertou quem é a filha que também é mãe da mãe.
Dark (1ª Temporada)
4.4 1,6KInventam viagem no tempo, mas não tem UM pra fabricar um guarda-chuva.
Pulp Fiction: Tempo de Violência
4.4 3,8K Assista AgoraNão acredito que perdi 2h30 da minha vida pra isso. A personificação do superestimado. Um fllmeco bem mais ou menos (mais pra menos do que pra mais) sobre pessoas que matam e usam drogas eventualmente. Fim. Essa é a história. Dá pra pegar absolutamente qualquer uma das cenas do filme e deletar sem modificar uma vírgula na importância da linha narrativa - simplesmente porque ela mal existe. Se você quer um filme pra ver um sanguinho aqui, umas doiderinha ali e uns diálogos desconexos acolá, parabéns, este é o seu filme.
Tentando processar como que Trainspotting, Réquiem por Um Sonho e até Candy têm uma nota menor que essa... Deve ser porque tem história, né? O público não tá muito habituado pelo visto. Se é pra ver filme com droga e meteção de louco pra se sentir descolado, pelo menos escolham direito.
A Lenda
3.3 304 Assista AgoraO roteiro é bobinho, mas a arte, a direção e a fotografia (pra época) é de tão extremo bom gosto que merece 4 estrelas. Tô até triste de ter demorado 35 anos pra descobrir que essa obra de arte existia.
Beastars: O Lobo Bom (1ª Temporada)
4.0 87 Assista AgoraComecei achando que era shoujo colegial, terminei com a sensação de ter visto um hentai com fetiche em bicho. Nem a trama sustenta porque é tudo esquisito.
Toy Story 4
4.1 1,4KToda vez a mesma Mariah voltando pra casa pós Toy Story e abrindo o guarda-roupa só pra pedir perdão pra todos os brinquedos aposentados dizendo que nunca os abandonará.
The Umbrella Academy (1ª Temporada)
3.9 565Nem acredito que a Netflix finalmente fez alguma coisa young adult com bons efeitos especiais.
Mary e a Flor da Feiticeira
3.7 95Se alguém souber onde assistir, libera as info, por favor.
Com Amor, Van Gogh
4.3 1,0K Assista AgoraValorize a porra dos artistas! Não me conformo que uma pessoa tira da própria vida 8 anos pra pintar mais de 800 quadros e só vende UM enquanto vivo. Não dá.
Valorize. A. Porra. Dos. Artistas!
Para a Floresta da Luz dos Vagalumes
4.4 244Tão na bad que tô há 30 min trocando de aba sem saber o que fazer.
Sigur Rós: Fjögur píanó
4.4 63Fjögur Píanó definitivamente é o relato visual que melhor me descreveu e representou entre tudo que já pude assistir. Tem sentido em todo lugar. Em todo lugar mesmo. O próprio sentido de sentir, o sentido não dito, o dito, o visto, o não visto, o gritado, o tocado... Já perdi a conta de quantas vezes vi e revi as mesmas cenas sem sentir um único pingo de cansaço.
Amor doentio, aditivo, vicioso, destrutivo, culposo, dependente, arrependido, mas, acima de tudo, amor. O amor que alastra todas suas características mutuamente a sua maneira. Os machucados, os pirulitos (digo até como a própria droga que pode o ser), as contagens nos cortes, as expressões de quem sofre, os socos, a raiva, os vidros quebrados... Tudo ao lado de dança e borboletas; de delicadeza, de sutileza, de paixão, de carinho, de preocupação, de cuidado. É o retrato do amor em seu maior nível de pureza. O amor real que não só é bom, mas também mal. Ele está para ela, assim como ela está para ele. Ele é ela, ela é ele. Um ciclo. Um ciclo vicioso onde quanto mais se tem, mais se quer: doentio. Cito aqui "Candy", de Neil Armfield - que muito associo, do meu jeito, a Fjögur: "When you can stop you don't want to, and when you want to stop, you can't."
Apesar da cena do estacionamento (ou mesmo quando os dois caras surgem e os levam até lá) não me agradar e me incomodar, conversando com uma amiga a respeito, chegamos a uma bela e satisfatória conclusão: os dois simbolizam nada menos que o acaso. E o acaso não é pra se gostar. Ele só existe, não precisa de lógica, não é opcional. O acaso das drogas, que te cega e te leva sem muito esforço; que te tira do controle e te carrega para uma nova "dimensão" - dai o projetor, que só reforça o fato daquilo tudo ser uma mera projeção, uma "viagem", falso. E então eles retornam ao quarto, onde tudo ainda é lindo, onde o amor é latente, onde tudo que existe é o que se faz presente, onde o passado não tem vez. Até finalmente terem a recaída. O reforço ao vício, o sufoco de se ver preso mais uma vez no mesmo looping de situações, o desgaste, a noção da repetição e de se ver incapaz de impedir, as borboletas enclausuradas nos porta-retratos - retratos de si mesmos.
Eu poderia refletir infinitamente a respeito de tudo que suguei entre minhas idas e vindas com esse curta, mas nada melhor que o próprio fazer por si só pra cada um a sua maneira.
Penny Dreadful (2ª Temporada)
4.5 620Beira o ridículo como esse finale conseguiu me proporcionar tantos níveis de indignação em conjunto... Em todos os sentidos possíveis e imagináveis. Indignada em como uma única mulher consegue sustentar tanta emoção junta em cenas tão curtas. Indignada com certos diálogos maravilhosos que rolaram. Indignada com o acerto que foi praticamente esse elenco inteiro.
Indignada com a morte do Sembene e, principalmente, com a da Joan (apesar de que BEM provavelmente eu teria feito a mesma escolha se tivesse escrito o roteiro só pelo leve peso dramático). Indignada que mataram o Sembene, mas não mataram ninguém do núcleo do Frankenstein que - apesar de ter me proporcionado diálogos incríveis - era deveras chato pra caralho. Indignada com Dorian Gray que não tem como amar sem odiar ao mesmo tempo. Indignada com aquela cena maravilhosa do Dorian dançando com a Lily, tudo branco e ensanguentado e eu amando e querendo sentar naquele salão pra ver de perto. Indignada com toda e qualquer cena que se fez presente qualquer tipo de boneco voodoo de "madeira" - com ênfase pra última aparição dos mesmos, porque, venhamos e convenhamos, Vanessa, Lúcifer, e "Beloved, know your master"... Indignação apenas. Indignada que acabou e o lupus dei não deu nada. Quase aprendi o verbos diablo pra tentar invadir o monitor e juntar Ethan e Vanessa na cama.
E agora o que restou - além desse vácuo de coisas que deveriam ter acontecido, mas que foram rudemente não inseridas na história? Minha torturante espera pela 3a temporada,
que eu espero que já se inicie com certos lupus dando.
Só peço gentilmente que o pessoal da produção não massacre meu coraçãozinho tão impiedosamente de novo.
Aquelas cenas de "agora vai, mas não vai", elas machucam.
Candy
4.0 601Cada vez que assisto esse filme parece que o baque só ganha maior intensidade. As vezes me sinto tão Dan; tão acomodado, dependente, um tanto egoísta não proposital por vezes... Mas ainda assim tão esperançoso. Candy é um filme que me inspira profundamente. Não apenas por contar com a atuação de uma das pessoas que mais admiro na vida, mas por cutucar minhas próprias feridas. Esse amor latente que luta pra não se apagar, que corrói de maneira tão doentia. Essa coisa toda de "when you can stop, you don't want to. When you want to stop, you can't". Dói e dói muito, principalmente nesse vai-e-vem de cenas tão bem selecionadas.
As cenas desse filme são de um amor tão absurdamente delicado... A cena do McDonalds em contraposição com a cena da festa pós casamento. A cena do surto da Candy, ferindo Dan na cabeça, ao lado de toda sua preocupação e culpa por tê-lo machucado. As cenas de sexo com beijos tão sutis. A cena na banheira. A cena do aborto. A cena das paredes rabiscadas. Por mais dolorosa que muitas delas tenham sido, em nenhuma faltava amor - independente de como esse tenha sido traçado; amor ferido, magoado, apaixonado ou preocupado.
Nunca escrevi nada a respeito de Candy. Nunca me vi capaz - e ainda não vejo. Candy, pra mim, sempre será um filme inexplicável. Meu filme pessoal; aquele que me dá um tapa na cara toda vez, e me vem com um carinho na cabeça pouco em seguida. Me inspira da maneira mais extraordinária possível. Cada detalhe, cada segundo, cada sentença. Já dizia Camões:
"Amor é um fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
"It's us, its called 'The Afternoon of Extravagant Delight."
O Conto da Princesa Kaguya
4.4 811 Assista AgoraLi alguns comentários aqui e me pergunto... como...? Como alguém se vê capaz de chamar esse pedaço de obra de arte de lixo? Ou dizer que sua nota é consequência puramente de uma indicação ao Oscar? Lixo? Oscar? The Tale of Princess Kaguya vaza sensibilidade do começo ao fim. É pura cultura! Uma cultura ridiculamente bela e incrivelmente bem representada por traços tão delicados quanto a história. Então não, esse filme não é um lixo ou resíduo de premiação; e declarar algo do tipo só porque o mesmo não lhe agrada, só exalta um alto índice de ignorância.
É delicado, é lindo, é sutil. Kaguya é uma mulher extremamente forte, apesar de suas tão finas linhas. E a história? Ah, a história... Além de interessante, e levemente divertida por conta do próprio astral da princesa - apesar de todo seu sofrimento - é triste. Mas não um triste ruim, e sim um bom incomodado. É incômodo, pois foge do usual. Um tremendo baque, mas totalmente verrosímil. Se eu queria que o final fosse diferente? Certamente torci muito na minha cama para que o fosse. Chorei muito. Chorei como todos que amaram Kaguya o fizeram. Quase aprendi a cantar em japonês. Mas ai é que esta: As coisas nem sempre são como desejamos, e é preciso que enfrentemos nossas consequências. Superemos.
Portanto, aos odiadores, superem também. A culpa não é de Isao se o coração de vocês é tão raso.
O Conto da Princesa Kaguya
4.4 811 Assista AgoraO que o resfriado não entupiu, esse filme o fez.
Pássaro Branco na Nevasca
3.6 442Confesso que gargalhei com Eva Green.
Alabama Monroe
4.3 1,4K Assista AgoraNão vou mentir dizendo que esse filme entrou pra minha lista de favoritos, ou que eu o vi do começo ao fim sem me cansar, mas... Que final do caralho! Que despedida! E quando digo final, falo literalmente da última cena. Queria poder agradecer a sensibilidade de quem quer que a tenha imaginado, porque... Caralho.
O Castelo Animado
4.4 1,3K Assista AgoraSegue melhor spoiler que vocês vão ler sobre esse filme:
Quando a Sophie descobre a maldição que liga o Howl ao Cálcifer e caí naquela espécie de buraco negro, ela grita pros dois: "Find me in the future!" Lembrados? Pois bem... Lembrados da primeira aparição do Howl também? Quando os guardinhas estão mexendo com a Sophie, essa mesma. Qual é a primeira coisa que ele diz? EXATO: "I was looking everywhere for you." Sim, amigos, tudo está interligado. Tudo está interligado pra deixar esse filme mais foda do que ele já é. Inclusive o "find me in the future" explica o porque do Howl ser tão mulherengo... SIMPLESMENTE PORQUE ELE PASSOU A VIDA PROCURANDO A SOPHIE!
Lidem com isso.
Casanova
3.5 290 Assista AgoraNão sei como pode existir alguém que desgoste desse filme. Espetacular! Uma comédia romântica sem dúvidas, mas uma comédia romântica inteligente, com bons atores E de época. Nunca senti tanta falta do Heath Ledger como senti ao assistir Casanova.
Corações de Ferro
3.9 1,4K Assista AgoraLogan Lerman e Brad Pitt num mesmo filme... É bom demais pra ser verdade.
Camelot (1ª Temporada)
3.5 138 Assista AgoraQUE SAUDADES DESSE SERIADO! Ainda tô com rancor da Starz por terem cancelado (principalmente depois de uma cena tão forte como foi a última), mas confesso que tô prestes a dar uma chance pra Black Sails.