A ideia é interessante, mas muito mal apresentada. Os personagens agem de maneiras emocionadas e bestas, e a série acaba ficando maçante, pra não dizer previsível. Um desperdício tremendo.
O tipo de produção que deslegitima a ufologia. Não tem discussão, contraposição, racionalização, nada: é só um gringo andando de um lado pro outro, falando com crentes no assunto e fazendo cara de reflexivo. Chamar isso de investigação é uma comédia. Pra quem de fato se interessa no assunto, melhor ouvir o podcast Operação Prato do Paratopia que esse americano metido a besta.
Chega a ser inacreditável que, em meio a tantas boas séries sendo canceladas, esse charlatanismo de boteco tenha ganhado uma segunda temporada. Precisa dizer que o sobrinho desse jornalista metido a intelectual é gerente de produção do Netflix? Acho que não, né...
Gostaria de ter bons comentários, mas é uma temporada que fica entre o sentimentalismo barato e o exploitation desmotivado. Nada faz muito sentido, todo mundo briga chorando, e a coisa meio que fica por isso mesmo. Quase parece um desses spin-offs que as produtoras forçam goela abaixo pra render uma graninha..
O ritmo é bom, os efeitos também, e a comédia, apesar de infantil, acaba engatando da metade pra frente. Pontos pra direção de arte, que transmitiu bem a ambiência retrofuturista e excêntrica de toda uma época de jogos, de Portal a Bioshock. Algumas das atuações deixam a desejar, mas o ruim mesmo é o enredo que, segurando umas relevações bobas até o último episódio, nos deixa com um desfecho insosso e já prepara o terreno pra, ironicamente, tirar assinaturas da fanbase como dinheiro de abrigos nucleares.
Nos primeiro episódios, a série passa a impressão de ser mais uma daquelas produções de ação centradas nas idas e vindas de conflitos samurais genéricos. Nada mais enganoso: a partir do terceiro episódio, ela se aprofunda em aspectos culturais do Japão Feudal, para finalmente mostrar suas intenções e desaguar em um estudo apaixonado deste personagem tão importante quanto elusivo, o Lorde Toranaga. Além dessa estrutura narrativa ousada - uma série de samurai sem ação em que o protagonista não é, na prática, o protagonista -, Shogun ainda conta com excepcional rigor histórico e refinamento de diálogo, o que só acrescentou às atuações nada menos que espetaculares do trio principal: Anna Sawai como Mariko, Cosmo Jarvis como Anjin, e Hiroyuki Sanada como Toranaga. Simplesmente extraordinário, uma das melhores séries do ano.
O argumento é interessante, mas isso é mérito mais do livro que da série, né? De resto, a produção e a atuação são boas, mas o enredo não se sustenta depois da revelação da trama: de ficção científica passamos a drama médico, épico de guerra, suspense investigativo... escolha um e chame de seu. Até umas pitadas de existencialismo respingam nos últimos episódios da série. Ou seja, fica bastante claro que, quanto mais os diretores tentaram se afastar do livro, mais batido e inconsistente ficava a história. Mais uma prova da incapacidade da dupla dinâmica do David Benioff e D.B Weiss em realizarem algo sozinhos.
Faltou adaptação nessa adaptação. Para além de sintetizar e articular as tramas principais em uma temporada bem mais curta que a do desenho, esse novo roteiro parece não ter sido adaptado para live action, para cenas reais, para personagens filmados, deixando um gostinho de artificialidade em quase todas as interações. Não ajuda nesse engessamento a triste seleção de elenco, que tenta com sucesso variável disfarçar a falta de qualidade com excesso de carisma. Não à toa, está se falando de que a série parece um grande cosplay, no que tenho de concordar. Fora isso, no entanto, a série é sim boa, tem um jeitinho maratonável, e segue fielmente - caninamente, diria - a história original, tendo tudo para cair no gosto dos fãs.
Me lembrou o inesquecível Anéis de Poder da Amazon: nada a reclamar em cenário, efeito e etcs, mas uma escrita tão sofrida que deixa tudo previsível e insosso.
Excelente. Único aviso que eu daria é que se trata de uma produção de intriga palaciana sem ação alguma. Quem prefere anime de espadinha, eu recomendo Ninja Scroll.
Uma espécie de A Profecia serializada, só que com menos personalidade. O equilíbrio frágil entre comédia, denúncia, terror e drama não convence, e os furos de roteiro tornam tudo bastante superficial. Fora isso, a discussão que a série propõe é bem desenvolvida e multifacetada, empatando o placar pruma série que entretém, mas não marca.
Boa seleção do Del Toro, com terror pra quase todos os gostos: desde um Poe com uma montagem clássica de suspense e susto, até um mais Lovecraft com uma pitada de absurdismo, desde o clichê da casa mal-assombrada, até uma crítica bem elaborada às construções sociais de feminilidade. Pra mim, o mais 'redondinho' foi o Lote 36, mas tenho que confessar que, apesar do andamento, A Inspeção foi tão esteticamente ousado que me ganhou completamente. Por Fora também encanta com as menções bastante modernas à neurose da autoimagem e à plasticidade corporal das harmonizações, filtros, maquiagens e botoxagens. De ponto baixo, acho que o Modelo de Pickman e Sonhos na Casa da Bruxa se ativeram demais aos contos e à sensibilidade da época, deixando a desejar na tradução do terror lovecraftiano pro formato audiovisual e, claro, pros nossos tempos.
Desapontante. Como com Sabrina, a Netflix conseguiu diluir uma história interessante, com seus jeitinhos, personagens e estéticas particulares, em um enredo genérico e desinteressante: bailes e adolescentes, crimes e monstros. Não tem muito de Addams aqui, exceto uma morbidez infantil e alguns one-liners fracos. Também não tem muito de Burton, que parece ter atuado mais como produtor executivo que diretor criativo. Pontos pra atuação de Zeta-Jones como Mortícia, que prestou seus respeitos mas conseguiu fugir da sombra da Anjelica Houston, e pra cenografia que, apesar de repetitiva, conseguiu criar um bom ambiente pro enredo esfarrapado da série. De resto, fórmula Netflix pra adolescentes órfãos de HP.
Dos mesmos produtores do fenômeno "Eram os Deuses Astronautas" e do hit de sucesso "Como Pode Tantas Pirâmides", vêm ai uma série de abalar: "Outro Britânico Duvidando de Grandes Civilizações Fora da Europa"! Falando sério agora, o puro creme da pseudociência travestido de ousadia intelectual. Em tempos de terra plana, nem as pedras mexicanas ficam impunes. Mas como ele emplacou uma série dessas no Netflix?, vocês podem me perguntar. Bom, o sobrinho dele é um dos diretores de produção de lá...
Boa proposta, mas acaba ficando tão superficial... Lembra Sex and the City, com os milhares de drinques, os táxis a cada esquina e as conversas intermináveis de ex-namorados. Mas, ao contrário daquele, ainda falta aqui um certo estilo, personalidade. O que no Sex and the City é um absurdo programado, quase camp no exagero novaiorquino, aqui parece forçado, ensaiado, novelesco. Ainda assim, é uma boa série de domingo.
Pra ser direto, não entendi a hype em cima da série. Sim, a direção de arte é excelente, da escolha dos cenários à trilha sonora e as sequências meditativas bem ao gosto de um Terrence Malick. E o argumento também é interessante e coeso, de unir computação quântica a algoritmos preditivos. Mas os pontos bons acabam aí, porque quanto mais o desenvolvimento decepciona, mais estas qualidades lembram o arcabouço de um ilusionista: confete, pirotecnia, e toda sorte de distrações.
O ponto alto desta ironia é o simples fato de que a série parece composta por figurantes sonâmbulos, e a sofisticada conspiração tecnológica desmorona porque algum personagem finalmente decidiu fazer alguma coisa - pra variar, apenas no último episódio. Sem falar dos buracos no enredo e nas limitações do argumento, mas nem vale a pena entrar nessa...
Uma temporada pros jurados brilharem. Keke trouxe mais consistência pro painel, Jameela fez a lição de casa, Leiomy pfta como sempre, e Law fazendo a bixa cricri todo santo episódio pra criar buzz. Começou bem fraquinha mesmo, todo episódio eu pensava 'aiii se a Ninja tivesse aí', mas acho que faz parte: temporadas e temporadas. De resto, encaminhou bem as casas e a vencedora fez todo o sentido - coisa que convenhamos, é inédita pra série.
Steins;Gate
4.5 108Fiquei esperando esperando a história engatar, e o anime acabou. Bem fraquinho.
Pluto (1ª Temporada)
4.1 50 Assista AgoraSérie maçante que subestima o espectador.
Pluto (1ª Temporada)
4.1 50 Assista AgoraA ideia é interessante, mas muito mal apresentada. Os personagens agem de maneiras emocionadas e bestas, e a série acaba ficando maçante, pra não dizer previsível. Um desperdício tremendo.
Investigação Alienígena (1ª Temporada)
3.3 15 Assista AgoraO tipo de produção que deslegitima a ufologia. Não tem discussão, contraposição, racionalização, nada: é só um gringo andando de um lado pro outro, falando com crentes no assunto e fazendo cara de reflexivo. Chamar isso de investigação é uma comédia. Pra quem de fato se interessa no assunto, melhor ouvir o podcast Operação Prato do Paratopia que esse americano metido a besta.
Revelações Pré-históricas (2ª Temporada)
3.2 7 Assista AgoraChega a ser inacreditável que, em meio a tantas boas séries sendo canceladas, esse charlatanismo de boteco tenha ganhado uma segunda temporada. Precisa dizer que o sobrinho desse jornalista metido a intelectual é gerente de produção do Netflix? Acho que não, né...
The Promised Neverland (1ª Temporada)
4.4 156 Assista AgoraEnredo vigoroso e bem executado, com só um punhado de clichês e sentimentalismos de resto típicos ao gênero.
Made in Abyss (2ª Temporada)
4.0 20Gostaria de ter bons comentários, mas é uma temporada que fica entre o sentimentalismo barato e o exploitation desmotivado. Nada faz muito sentido, todo mundo briga chorando, e a coisa meio que fica por isso mesmo. Quase parece um desses spin-offs que as produtoras forçam goela abaixo pra render uma graninha..
Fallout (1ª Temporada)
4.1 347 Assista AgoraO ritmo é bom, os efeitos também, e a comédia, apesar de infantil, acaba engatando da metade pra frente. Pontos pra direção de arte, que transmitiu bem a ambiência retrofuturista e excêntrica de toda uma época de jogos, de Portal a Bioshock. Algumas das atuações deixam a desejar, mas o ruim mesmo é o enredo que, segurando umas relevações bobas até o último episódio, nos deixa com um desfecho insosso e já prepara o terreno pra, ironicamente, tirar assinaturas da fanbase como dinheiro de abrigos nucleares.
O Sangue de Zeus (2ª Temporada)
4.0 24 Assista AgoraRuim demais, bicho.
Xógum: A Gloriosa Saga do Japão (1ª Temporada)
4.1 186 Assista AgoraNos primeiro episódios, a série passa a impressão de ser mais uma daquelas produções de ação centradas nas idas e vindas de conflitos samurais genéricos. Nada mais enganoso: a partir do terceiro episódio, ela se aprofunda em aspectos culturais do Japão Feudal, para finalmente mostrar suas intenções e desaguar em um estudo apaixonado deste personagem tão importante quanto elusivo, o Lorde Toranaga. Além dessa estrutura narrativa ousada - uma série de samurai sem ação em que o protagonista não é, na prática, o protagonista -, Shogun ainda conta com excepcional rigor histórico e refinamento de diálogo, o que só acrescentou às atuações nada menos que espetaculares do trio principal: Anna Sawai como Mariko, Cosmo Jarvis como Anjin, e Hiroyuki Sanada como Toranaga. Simplesmente extraordinário, uma das melhores séries do ano.
O Problema dos 3 Corpos (1ª Temporada)
3.5 215 Assista AgoraO argumento é interessante, mas isso é mérito mais do livro que da série, né? De resto, a produção e a atuação são boas, mas o enredo não se sustenta depois da revelação da trama: de ficção científica passamos a drama médico, épico de guerra, suspense investigativo... escolha um e chame de seu. Até umas pitadas de existencialismo respingam nos últimos episódios da série. Ou seja, fica bastante claro que, quanto mais os diretores tentaram se afastar do livro, mais batido e inconsistente ficava a história. Mais uma prova da incapacidade da dupla dinâmica do David Benioff e D.B Weiss em realizarem algo sozinhos.
Avatar: O Último Mestre do Ar (1ª Temporada)
3.8 166 Assista AgoraFaltou adaptação nessa adaptação. Para além de sintetizar e articular as tramas principais em uma temporada bem mais curta que a do desenho, esse novo roteiro parece não ter sido adaptado para live action, para cenas reais, para personagens filmados, deixando um gostinho de artificialidade em quase todas as interações. Não ajuda nesse engessamento a triste seleção de elenco, que tenta com sucesso variável disfarçar a falta de qualidade com excesso de carisma. Não à toa, está se falando de que a série parece um grande cosplay, no que tenho de concordar. Fora isso, no entanto, a série é sim boa, tem um jeitinho maratonável, e segue fielmente - caninamente, diria - a história original, tendo tudo para cair no gosto dos fãs.
The Witcher (3ª Temporada)
3.3 116 Assista AgoraMe lembrou o inesquecível Anéis de Poder da Amazon: nada a reclamar em cenário, efeito e etcs, mas uma escrita tão sofrida que deixa tudo previsível e insosso.
Baccano!
4.4 31Uma aula de narratologia. Infelizmente, não muito além disso.
Ōoku: Por Dentro do Castelo
3.8 8 Assista AgoraExcelente. Único aviso que eu daria é que se trata de uma produção de intriga palaciana sem ação alguma. Quem prefere anime de espadinha, eu recomendo Ninja Scroll.
O Mundo por Philomena Cunk (1ª Temporada)
4.2 38 Assista AgoraSimplesmente imperdível.
O Bebê
3.0 28 Assista AgoraUma espécie de A Profecia serializada, só que com menos personalidade. O equilíbrio frágil entre comédia, denúncia, terror e drama não convence, e os furos de roteiro tornam tudo bastante superficial. Fora isso, a discussão que a série propõe é bem desenvolvida e multifacetada, empatando o placar pruma série que entretém, mas não marca.
O Gabinete de Curiosidades de Guillermo del Toro (1ª Temporada)
3.5 262 Assista AgoraBoa seleção do Del Toro, com terror pra quase todos os gostos: desde um Poe com uma montagem clássica de suspense e susto, até um mais Lovecraft com uma pitada de absurdismo, desde o clichê da casa mal-assombrada, até uma crítica bem elaborada às construções sociais de feminilidade. Pra mim, o mais 'redondinho' foi o Lote 36, mas tenho que confessar que, apesar do andamento, A Inspeção foi tão esteticamente ousado que me ganhou completamente. Por Fora também encanta com as menções bastante modernas à neurose da autoimagem e à plasticidade corporal das harmonizações, filtros, maquiagens e botoxagens. De ponto baixo, acho que o Modelo de Pickman e Sonhos na Casa da Bruxa se ativeram demais aos contos e à sensibilidade da época, deixando a desejar na tradução do terror lovecraftiano pro formato audiovisual e, claro, pros nossos tempos.
Wandinha (1ª Temporada)
4.0 713 Assista AgoraDesapontante. Como com Sabrina, a Netflix conseguiu diluir uma história interessante, com seus jeitinhos, personagens e estéticas particulares, em um enredo genérico e desinteressante: bailes e adolescentes, crimes e monstros. Não tem muito de Addams aqui, exceto uma morbidez infantil e alguns one-liners fracos. Também não tem muito de Burton, que parece ter atuado mais como produtor executivo que diretor criativo. Pontos pra atuação de Zeta-Jones como Mortícia, que prestou seus respeitos mas conseguiu fugir da sombra da Anjelica Houston, e pra cenografia que, apesar de repetitiva, conseguiu criar um bom ambiente pro enredo esfarrapado da série. De resto, fórmula Netflix pra adolescentes órfãos de HP.
Revelações Pré-históricas (1ª Temporada)
3.2 21 Assista AgoraDos mesmos produtores do fenômeno "Eram os Deuses Astronautas" e do hit de sucesso "Como Pode Tantas Pirâmides", vêm ai uma série de abalar: "Outro Britânico Duvidando de Grandes Civilizações Fora da Europa"!
Falando sério agora, o puro creme da pseudociência travestido de ousadia intelectual. Em tempos de terra plana, nem as pedras mexicanas ficam impunes. Mas como ele emplacou uma série dessas no Netflix?, vocês podem me perguntar. Bom, o sobrinho dele é um dos diretores de produção de lá...
Uncoupled (1ª Temporada)
3.8 106Boa proposta, mas acaba ficando tão superficial... Lembra Sex and the City, com os milhares de drinques, os táxis a cada esquina e as conversas intermináveis de ex-namorados. Mas, ao contrário daquele, ainda falta aqui um certo estilo, personalidade. O que no Sex and the City é um absurdo programado, quase camp no exagero novaiorquino, aqui parece forçado, ensaiado, novelesco. Ainda assim, é uma boa série de domingo.
Devs
4.0 72 Assista AgoraPra ser direto, não entendi a hype em cima da série. Sim, a direção de arte é excelente, da escolha dos cenários à trilha sonora e as sequências meditativas bem ao gosto de um Terrence Malick. E o argumento também é interessante e coeso, de unir computação quântica a algoritmos preditivos. Mas os pontos bons acabam aí, porque quanto mais o desenvolvimento decepciona, mais estas qualidades lembram o arcabouço de um ilusionista: confete, pirotecnia, e toda sorte de distrações.
O ponto alto desta ironia é o simples fato de que a série parece composta por figurantes sonâmbulos, e a sofisticada conspiração tecnológica desmorona porque algum personagem finalmente decidiu fazer alguma coisa - pra variar, apenas no último episódio. Sem falar dos buracos no enredo e nas limitações do argumento, mas nem vale a pena entrar nessa...
Stranger Things (4ª Temporada)
4.2 1,0K Assista AgoraMeh...
Legendary (3ª Temporada)
4.0 23Uma temporada pros jurados brilharem. Keke trouxe mais consistência pro painel, Jameela fez a lição de casa, Leiomy pfta como sempre, e Law fazendo a bixa cricri todo santo episódio pra criar buzz. Começou bem fraquinha mesmo, todo episódio eu pensava 'aiii se a Ninja tivesse aí', mas acho que faz parte: temporadas e temporadas. De resto, encaminhou bem as casas e a vencedora fez todo o sentido - coisa que convenhamos, é inédita pra série.