Fargo é uma destas raras séries de TV que consegue entrelaçar a impecável construção de personagens (dezenas deles) com o desenrolar de uma investigação criminal.
Esta última, por sua vez, transcende o mistério (tão clichê em séries policiais), focando sua narrativa na simples e trapalhona perseguição entre policiais e criminosos, num tom típico do "faroeste espaguete". Assim, ao mesmo tempo em que tal narrativa nos gera a ânsia de continuar assistindo, nos rende bons momentos de ação e humor. A dopamina de dar play no próximo episódio, no entanto, não é nada barata, visto que a série se demora em diálogos, paisagens, e cenas longas. As vezes cansa, é bem verdade. Mas, nada é por acaso, nem mesmo a violência extrema.
Além de tudo, nesta temporada, a produção também concentra seus esforços numa meticulosa composição estética de época - anos 70 -, por meio de figurino, tecnologias, gírias, arquitetura, bem como encontra espaço para abordá-la textualmente em acontecimentos históricos e culturais daquele tempo - como histórias de guerra contadas por veteranos do vietnã; saudosismos da revolução cultural dos anos 60; e aparição de ovni. Toda esta composição reforça o contexto dramático no qual cada personagem se encontra, se revelando não como exploração fútil do drama, mas como elemento importante para a narrativa.
Meia estrela só pela escolha cuidadosa da trilha sonora, especialmente, no último episódio, com War Pigs do Black Sabbath, como um exemplo de que todo detalhe contribui para esta temporada.
Valor Sentimental expressa o vazio deixado pela parentalidade ausente e pelo trauma geracional. Traumas que impedem até mesmo a simples verbalização da dor; do ressentimento; do arrependimento; da dúvida. Assim, a arte surge como uma forma de expressão que nem o terapeuta mais experiente seria capaz de extrair. Vemos, então, a quebra do ciclo. Confesso que a primeira metade do filme me deixou com um pouco de preguiça de continuar, sem entender direito para onde ele estava me levando. Mas a segunda metade é arrebatadora. Trata-se de um filme sensível e muito sutil. O drama está na sutileza das atuações e do roteiro. Baita filme!
Filme difícil de se assistir. Senti muito desconforto durante as cenas de surtos, mas também pela incapacidade de elaboração pelo casal dos vários problemas que enfrentavam. Os olhares inquisidores; comentários e perguntas invasivas daqueles que os rodeiam só mostram o quão difícil é para uma pessoa em sofrimento psíquico se encaixar. Me pareceu ser uma época em que o tema saúde mental não era muito difundido na sociedade. Me dava um certo desespero haver tantas cenas explícitas e, ao mesmo tempo, faltar texto/vocabulário sobre o que estava acontecendo. Por fim, acho que Robert Pattinson transmitiu bem a dualidade de um homem que se importa e ama sua esposa, sem saber como ajudar, vivendo um processo de exaustão; decepção; pânico por tudo que está acontecendo diante dos seus olhos, enquanto um homem tipicamente comum e letárgico. Sobre JLaw...apenas monumental!
Precisava ser tão clichê? Roteiro bobo, personagens caricatos, diálogos superficiais/ensaiados e trilha sonora ruim. Só vale pelas curiosidades dos bastidores da F1 e efeitos especiais, mas ainda assim não vejo necessidade de 2h40 de filme.
Lembro de assistir a partes soltas desse filme na época em que assistíamos filmes por emissoras de TV. Lembro de me sentir encantada com a Penélope Cruz, no primeiro encontro deles que durou uma noite inteira. Hoje, cerca de 15 anos depois, assisti a esse filme inteiro. Chorei ao final...um exemplo intenso de que há beleza na tristeza. Tom Cruise está 100% entregue a um personagem arrogante, perdido e apaixonado. A trilha sonora, o céu de Monet, a beleza de David, Julian e Sofia, a inocência daqueles que crescem sem referência de amor, a ganância, o surrealismo...tudo traz uma autencidade bela a este filme.
A escolha entre a vida real e o sonho é uma premissa sensível a todos nós. O que acontece quando nosso maior pesadelo se torna real? Talvez escolher sonhar pelo resto da sua existência seja o único caminho possível, mesmo que seja o caminho para a loucura. Mas há saída desse labirinto mental. I choose life
Ambientação e atuações belíssimas. Mia Goth e Jacob Elordi me encantaram. No entanto, achei o roteiro meio fraco e chato. Maquiagem bem ao estilo Guillermo del Toro que não me agrada muito.
Ver pessoas que se dedicam ao próximo, especialmente àqueles desacreditados pela sociedade, sempre me encantará. O trabalho de desenvolver potencialidades e enxergar beleza naqueles que todos rejeitam (e com suas razões) deveria ser mais valorizado. Achei acertada a escolha de retratar esta realidade de forma tão caótica.
Um filme introspectivo, inteligente e sensível. Talvez os personagens não sejam tão carismáticos como imaginamos que seriam, nem o roteiro tão divertido quanto uma comédia romântica costuma ser.
Mas, acho que passou da hora de nos contentarmos com o fato de que a era da comédia romântica dos anos 2000 passou e não volta mais. Os milênios cresceram e se deram conta de que amores bobinhos cederam espaço para dates roteirizados e listas longas de exigências, a fim de sobreviver a uma sociedade sobrecarregada de informações e de crises de todos os tipos.
Direção impecável!! Morro de susto toda vez que aparece aquela manequim ao fundo. Ansiosa pelo desfecho, mas com a certeza de que a pior personagem é a Dorothy. Chata demaissssssss
Já nos primeiros minutos de filme me senti tomada por uma atmosfera introspectiva e melancólica. Uma sensação bem conhecida por aqueles que já passaram temporadas de solidão e de estagnação na vida. Uma sensação que só passa ao se conectar com o outro, o que é quase impossível de acontecer num ambiente tão distante culturalmente de você, ou em relações fragilizadas. Charlotte e Bob encontram um caminho juntos para fora de si mesmos, considerando a cultura, a linguagem, as frustrações e as dúvidas que compartilham, mesmo com o abismo da idade que os separa. Talvez tenha rolado algum romance, mas só consigo pensar em conexão pura e simples. Que filme lindo 🥹
Pior temporada, pior final, mas ainda me arrancou lágrimas em vários momentos nesse episódio final. Uma ditadura estraçalha famílias; expulsa pessoas do seu território; dissolve identidades...além de toda violência extrema que só a guerra é capaz de gerar, especialmente contra mulheres e crianças. Melancólico como deveria ser, fechou arcos importantes, outros ainda em aberto, mas realista. Um conflito deste porte não acaba simplesmente.
Entendo que o Joel não é santo, muito pelo contrário. É um homem duro e impiedoso, de modo que o vejo buscando por vingança nos termos parecidos aos da Abby. Entretanto, vejo uma diferença entre os dois: Joel jamais seria um torturador cruel. Creio que este seja um padrão ético que diferencia os dois grupos. Também sei que The Last of Us não se trata de mocinhos e vilões, afinal, se passa uma sociedade violenta baseada na necessidade extrema de sobrevivência. Mas enxergo um espaço possível para discutir questões éticas mais profundas. Joel vai deixar saudades 😞
Nutro um tremendo respeito pelas obras do Gabo, mas confesso que esta série me tocou de uma forma que o livro nunca conseguiu. Ainda bem que ela veio!!
Tudo o que você precisa saber sobre o filme está na atuação dos personagens, especialmente do Leo. A reflexão de que meninas são socializadas para o afeto, enquanto meninos para a violência, não foi explicada, mas retratada pelo banal cotidiano de uma escola. Até porque, é nos detalhes e nas sutilezas do dia a dia que crianças e adolescentes vão percebendo como a sociedade funciona, e no fluxo de tudo isso, se moldando para caber em caixinhas cada dia mais apertadas e sufocantes.
Fargo (2ª Temporada)
4.4 357 Assista AgoraFargo é uma destas raras séries de TV que consegue entrelaçar a impecável construção de personagens (dezenas deles) com o desenrolar de uma investigação criminal.
Esta última, por sua vez, transcende o mistério (tão clichê em séries policiais), focando sua narrativa na simples e trapalhona perseguição entre policiais e criminosos, num tom típico do "faroeste espaguete". Assim, ao mesmo tempo em que tal narrativa nos gera a ânsia de continuar assistindo, nos rende bons momentos de ação e humor. A dopamina de dar play no próximo episódio, no entanto, não é nada barata, visto que a série se demora em diálogos, paisagens, e cenas longas. As vezes cansa, é bem verdade. Mas, nada é por acaso, nem mesmo a violência extrema.
Além de tudo, nesta temporada, a produção também concentra seus esforços numa meticulosa composição estética de época - anos 70 -, por meio de figurino, tecnologias, gírias, arquitetura, bem como encontra espaço para abordá-la textualmente em acontecimentos históricos e culturais daquele tempo - como histórias de guerra contadas por veteranos do vietnã; saudosismos da revolução cultural dos anos 60; e aparição de ovni. Toda esta composição reforça o contexto dramático no qual cada personagem se encontra, se revelando não como exploração fútil do drama, mas como elemento importante para a narrativa.
Meia estrela só pela escolha cuidadosa da trilha sonora, especialmente, no último episódio, com War Pigs do Black Sabbath, como um exemplo de que todo detalhe contribui para esta temporada.
Valor Sentimental
3.9 386 Assista AgoraValor Sentimental expressa o vazio deixado pela parentalidade ausente e pelo trauma geracional. Traumas que impedem até mesmo a simples verbalização da dor; do ressentimento; do arrependimento; da dúvida. Assim, a arte surge como uma forma de expressão que nem o terapeuta mais experiente seria capaz de extrair. Vemos, então, a quebra do ciclo. Confesso que a primeira metade do filme me deixou com um pouco de preguiça de continuar, sem entender direito para onde ele estava me levando. Mas a segunda metade é arrebatadora. Trata-se de um filme sensível e muito sutil. O drama está na sutileza das atuações e do roteiro. Baita filme!
Morra, Amor
3.1 174 Assista AgoraFilme difícil de se assistir. Senti muito desconforto durante as cenas de surtos, mas também pela incapacidade de elaboração pelo casal dos vários problemas que enfrentavam. Os olhares inquisidores; comentários e perguntas invasivas daqueles que os rodeiam só mostram o quão difícil é para uma pessoa em sofrimento psíquico se encaixar. Me pareceu ser uma época em que o tema saúde mental não era muito difundido na sociedade. Me dava um certo desespero haver tantas cenas explícitas e, ao mesmo tempo, faltar texto/vocabulário sobre o que estava acontecendo. Por fim, acho que Robert Pattinson transmitiu bem a dualidade de um homem que se importa e ama sua esposa, sem saber como ajudar, vivendo um processo de exaustão; decepção; pânico por tudo que está acontecendo diante dos seus olhos, enquanto um homem tipicamente comum e letárgico.
Sobre JLaw...apenas monumental!
Juntos
3.2 399 Assista AgoraNem o charme do Dave Franco salvou isso aqui
Sonhos de Trem
3.7 351 Assista AgoraO lenhador mais melancólico do cinema
F1: O Filme
3.7 443 Assista AgoraPrecisava ser tão clichê? Roteiro bobo, personagens caricatos, diálogos superficiais/ensaiados e trilha sonora ruim. Só vale pelas curiosidades dos bastidores da F1 e efeitos especiais, mas ainda assim não vejo necessidade de 2h40 de filme.
Vanilla Sky
3.8 2,1K Assista AgoraLembro de assistir a partes soltas desse filme na época em que assistíamos filmes por emissoras de TV. Lembro de me sentir encantada com a Penélope Cruz, no primeiro encontro deles que durou uma noite inteira. Hoje, cerca de 15 anos depois, assisti a esse filme inteiro. Chorei ao final...um exemplo intenso de que há beleza na tristeza.
Tom Cruise está 100% entregue a um personagem arrogante, perdido e apaixonado.
A trilha sonora, o céu de Monet, a beleza de David, Julian e Sofia, a inocência daqueles que crescem sem referência de amor, a ganância, o surrealismo...tudo traz uma autencidade bela a este filme.
A escolha entre a vida real e o sonho é uma premissa sensível a todos nós. O que acontece quando nosso maior pesadelo se torna real? Talvez escolher sonhar pelo resto da sua existência seja o único caminho possível, mesmo que seja o caminho para a loucura. Mas há saída desse labirinto mental.
I choose life
Frankenstein
3.7 604 Assista AgoraAmbientação e atuações belíssimas. Mia Goth e Jacob Elordi me encantaram. No entanto, achei o roteiro meio fraco e chato. Maquiagem bem ao estilo Guillermo del Toro que não me agrada muito.
Uma Batalha Após a Outra
3.7 669 Assista AgoraFazia tempo que não me divertia tanto com um filme; nunca vi cenas de perseguição tão bem feitas. Dei um berro quando a irmã Haim apareceu
Steve
3.0 44 Assista AgoraVer pessoas que se dedicam ao próximo, especialmente àqueles desacreditados pela sociedade, sempre me encantará. O trabalho de desenvolver potencialidades e enxergar beleza naqueles que todos rejeitam (e com suas razões) deveria ser mais valorizado. Achei acertada a escolha de retratar esta realidade de forma tão caótica.
Amores Materialistas
3.1 394 Assista AgoraUm filme introspectivo, inteligente e sensível. Talvez os personagens não sejam tão carismáticos como imaginamos que seriam, nem o roteiro tão divertido quanto uma comédia romântica costuma ser.
Mas, acho que passou da hora de nos contentarmos com o fato de que a era da comédia romântica dos anos 2000 passou e não volta mais. Os milênios cresceram e se deram conta de que amores bobinhos cederam espaço para dates roteirizados e listas longas de exigências, a fim de sobreviver a uma sociedade sobrecarregada de informações e de crises de todos os tipos.
Ainda assim, Celine Song com Amores Materialistas nos ofereceu uma boa dose de otimismo com sua propaganda pró-casar por amor.
Servant (3ª Temporada)
3.7 54 Assista AgoraDireção impecável!! Morro de susto toda vez que aparece aquela manequim ao fundo. Ansiosa pelo desfecho, mas com a certeza de que a pior personagem é a Dorothy. Chata demaissssssss
Servant (2ª Temporada)
3.5 99Se tem uma coisa que essa série me causa é vontade de beber vinho e comer coisas do tipo enguia e ganso.
Encontros e Desencontros
3.8 1,7K Assista AgoraJá nos primeiros minutos de filme me senti tomada por uma atmosfera introspectiva e melancólica. Uma sensação bem conhecida por aqueles que já passaram temporadas de solidão e de estagnação na vida. Uma sensação que só passa ao se conectar com o outro, o que é quase impossível de acontecer num ambiente tão distante culturalmente de você, ou em relações fragilizadas. Charlotte e Bob encontram um caminho juntos para fora de si mesmos, considerando a cultura, a linguagem, as frustrações e as dúvidas que compartilham, mesmo com o abismo da idade que os separa. Talvez tenha rolado algum romance, mas só consigo pensar em conexão pura e simples. Que filme lindo 🥹
Servant (1ª Temporada)
3.9 223 Assista AgoraEstou amandoooo
O Conto da Aia (6ª Temporada)
3.6 174 Assista AgoraPior temporada, pior final, mas ainda me arrancou lágrimas em vários momentos nesse episódio final. Uma ditadura estraçalha famílias; expulsa pessoas do seu território; dissolve identidades...além de toda violência extrema que só a guerra é capaz de gerar, especialmente contra mulheres e crianças. Melancólico como deveria ser, fechou arcos importantes, outros ainda em aberto, mas realista. Um conflito deste porte não acaba simplesmente.
O Conto da Aia (6ª Temporada)
3.6 174 Assista Agora8° ep = excesso de câmera lenta e música de suspense. Me dói na alma, mas não aguento mais. Acaba logoooooo
O Conto da Aia (6ª Temporada)
3.6 174 Assista AgoraLadeira abaixo...
The Last of Us (2ª Temporada)
3.5 463 Assista AgoraEntendo que o Joel não é santo, muito pelo contrário. É um homem duro e impiedoso, de modo que o vejo buscando por vingança nos termos parecidos aos da Abby. Entretanto, vejo uma diferença entre os dois: Joel jamais seria um torturador cruel. Creio que este seja um padrão ético que diferencia os dois grupos. Também sei que The Last of Us não se trata de mocinhos e vilões, afinal, se passa uma sociedade violenta baseada na necessidade extrema de sobrevivência. Mas enxergo um espaço possível para discutir questões éticas mais profundas. Joel vai deixar saudades 😞
Black Mirror (7ª Temporada)
3.8 333 Assista AgoraDestaque especial para Eulogy e Pessoas Comuns 💖
Cem Anos de Solidão: Parte 1
4.5 123 Assista AgoraNutro um tremendo respeito pelas obras do Gabo, mas confesso que esta série me tocou de uma forma que o livro nunca conseguiu.
Ainda bem que ela veio!!
Close
4.2 663 Assista AgoraTudo o que você precisa saber sobre o filme está na atuação dos personagens, especialmente do Leo.
A reflexão de que meninas são socializadas para o afeto, enquanto meninos para a violência, não foi explicada, mas retratada pelo banal cotidiano de uma escola.
Até porque, é nos detalhes e nas sutilezas do dia a dia que crianças e adolescentes vão percebendo como a sociedade funciona, e no fluxo de tudo isso, se moldando para caber em caixinhas cada dia mais apertadas e sufocantes.
Um Lugar Silencioso: Dia Um
3.3 808A cada filme fica mais evidente pra mim que se trata de uma franquia beeeeem superestimada
Memórias de Ontem
4.1 248"Talvez meu eu do quinto ano esteja tentando me falar uma nova maneira de voar."