Três irmãos materialistas performam rituais em busca de uma conexão comprada e insicera. Supostamente enlutados, eles ignoram a espiritualidade que se apresenta em cada esquina durante a viagem e condicionam a relação uns com os outros a objetos. Toda interação com o mundo é transacional, ao ponto de um deles agradecer por ser "usado" a uma mulher por quem, provavelmente, está apaixonado. Eles também reduzem a memória do pai ao que ele possuía (os óculos, o barbeador, as moedas que se espalharam no atropelamento e o carro) e se sentem roubados da presença dele quando alguém se aproria dessas posses. Depois de muitas tentativas, no fim, com o sumiço da mãe e a chegada de um novo membro, se rendem ao significado do amor, da família e da ancoragem no presente. Dão as costas ao materialismo quando se negam a voltar pra casa e precisam abandonar a bagagem luxuosa pra seguir viagem.
Os acontecimentos em si são desinteressantes e não justificam a extravagância da direção. Os diálogos também são apáticos e pouco cativantes, então tudo sobre esse filme chega muito perto de encher o saco. Ainda assim, o subtexto dele é bem construído e merece reconhecimento.
Investigação sem propósito, romance forçado e reviravolta totalmente previsível. Roteiro chato e amador. Um desastre. As únicas coisas que se salvam aqui são a direção do Hitchcock e o carisma da Ingrid Bergman.
Decepcionante. O argumento é bom, mas o filme não tem interesse no próprio mistério. Tudo fica óbvio desde o início. Isso torna as descobertas, a paranoia e o horror do Andy supérfluos, porque nós já começamos com todas as respostas que ele busca. Não seria melhor se a gente desconfiasse, junto com os irmãos, das intenções da Laura?
A A24 precisa abandonar a fórmula e voltar a inovar. Todo filme recente deles parece sequência de Hereditário.
Continua sendo uma das melhores séries da atualidade, mas perdeu muitas oportunidades. O encontro com o congressista, a associação do autismo, o relacionamento do primeiro co-piloto com a namorada... Nada foi concluído. Sempre que se aproximava de uma descoberta, o Nathan mudava o foco da narrativa.
Na primeira temporada ele se atém a uma única pergunta em busca de uma única suposta verdade. Aqui ele nos faz uma promessa e desiste de cumprir.
Terminei o último episódio pensando: "Ok, ele só queria uma desculpa pra pilotar um 737".
A edição dá a entender que as aulas de pilotagem são parte de um grande plano pra essa temporada, quando é nítido que ele fez por hobby e teve a ideia pra série enquanto voava.
Temporada bem escrita e bem editada, mas aquém do potencial. Uma pena.
Uma comédia cínica, perversa, que debocha do cotidiano e do romantismo. A vida de todos os personagens gira em torno de um desejo fútil, que gera angústia por ser invariavelmente inatingível. Esse desejo age como barreira entre eles e a felicidade homônima, mas, ao mesmo tempo, os motiva a sair da cama e tentar outra vez. Vivemos apesar da angústia, mas também por ela. É o paradoxo que rege a trajetória das pessoas comuns.
Viagem a Darjeeling
3.8 453 Assista AgoraTrês irmãos materialistas performam rituais em busca de uma conexão comprada e insicera. Supostamente enlutados, eles ignoram a espiritualidade que se apresenta em cada esquina durante a viagem e condicionam a relação uns com os outros a objetos. Toda interação com o mundo é transacional, ao ponto de um deles agradecer por ser "usado" a uma mulher por quem, provavelmente, está apaixonado. Eles também reduzem a memória do pai ao que ele possuía (os óculos, o barbeador, as moedas que se espalharam no atropelamento e o carro) e se sentem roubados da presença dele quando alguém se aproria dessas posses. Depois de muitas tentativas, no fim, com o sumiço da mãe e a chegada de um novo membro, se rendem ao significado do amor, da família e da ancoragem no presente. Dão as costas ao materialismo quando se negam a voltar pra casa e precisam abandonar a bagagem luxuosa pra seguir viagem.
Os acontecimentos em si são desinteressantes e não justificam a extravagância da direção. Os diálogos também são apáticos e pouco cativantes, então tudo sobre esse filme chega muito perto de encher o saco. Ainda assim, o subtexto dele é bem construído e merece reconhecimento.
Interlúdio
4.0 286 Assista AgoraInvestigação sem propósito, romance forçado e reviravolta totalmente previsível. Roteiro chato e amador. Um desastre. As únicas coisas que se salvam aqui são a direção do Hitchcock e o carisma da Ingrid Bergman.
Faça Ela Voltar
3.8 765 Assista AgoraDecepcionante. O argumento é bom, mas o filme não tem interesse no próprio mistério. Tudo fica óbvio desde o início. Isso torna as descobertas, a paranoia e o horror do Andy supérfluos, porque nós já começamos com todas as respostas que ele busca. Não seria melhor se a gente desconfiasse, junto com os irmãos, das intenções da Laura?
A A24 precisa abandonar a fórmula e voltar a inovar. Todo filme recente deles parece sequência de Hereditário.
O Ensaio (2ª Temporada)
4.4 23 Assista AgoraContinua sendo uma das melhores séries da atualidade, mas perdeu muitas oportunidades. O encontro com o congressista, a associação do autismo, o relacionamento do primeiro co-piloto com a namorada... Nada foi concluído. Sempre que se aproximava de uma descoberta, o Nathan mudava o foco da narrativa.
Na primeira temporada ele se atém a uma única pergunta em busca de uma única suposta verdade. Aqui ele nos faz uma promessa e desiste de cumprir.
Terminei o último episódio pensando: "Ok, ele só queria uma desculpa pra pilotar um 737".
A edição dá a entender que as aulas de pilotagem são parte de um grande plano pra essa temporada, quando é nítido que ele fez por hobby e teve a ideia pra série enquanto voava.
Temporada bem escrita e bem editada, mas aquém do potencial. Uma pena.
Vidas Passadas
4.1 949 Assista AgoraJuntos em 8 mil vidas, mas não nessa.
Felicidade
4.1 399Uma comédia cínica, perversa, que debocha do cotidiano e do romantismo. A vida de todos os personagens gira em torno de um desejo fútil, que gera angústia por ser invariavelmente inatingível. Esse desejo age como barreira entre eles e a felicidade homônima, mas, ao mesmo tempo, os motiva a sair da cama e tentar outra vez. Vivemos apesar da angústia, mas também por ela. É o paradoxo que rege a trajetória das pessoas comuns.
Eventualmente todos conquistam o que almejavam mas observam, em negação, a fuga do sentido.
Secretariat: Uma História Impossível
3.8 186 Assista AgoraEsqueceram de listar o Bojack no elenco, mas ok.