Roteiro um pouco atrapalhado. A duração não é suficiente pra trabalhar todos os temas que o filme aborda, e mesmo assim ele parece mais longo do que é, por conta do ritmo. A prioridade da narrativa muda a cada 10 minutos. Tudo é concluído, mas nada é desenvolvido ao ponto de nos satisfazermos com a conclusão.
1 - Culpa por ter matado a mãe 2 - Sumiço da Fiona 3 - Tem uma bruxa no hotel 4 - Fantasmas e alucinógenos.
Uma enfraquece a outra. Nenhuma é desenvolvida ao máximo do seu potencial. Hokum deveria ser quatro filmes completamente diferentes, uma série ou um livro, mas nunca um único filme.
E claro: como todo filme de terror atual, ele tem que ter uma quantidade ridícula de jumpscares vazios com barulhos ensurdecedores.
Cai em algumas armadilhas de gênero, como sustos gratuitos e sequências que parecem esquetes macabras feitas pra extrapolar a premissa, sem progredir a história. O som desse filme também é meio irritante. A trilha sonora é cacofônica e escandalosa de um jeito ruim.
Ainda assim, o argumento é bom, o elenco é excelente e o final é ótimo.
Leve spoiler: pra mim, a coisa mais assustadora foi a dúvida sobre onde a "verdadeira" Nikki estava. Ela dizendo que não gosta dos próprios sonhos, a ligação do Bear ao SAC do Salgueiro (ele ligou pro inferno e ouviu a Nikki gritar de lá?) e a súplica da garota pra ser morta antes que "ela" acorde. Tudo isso foi mais perturbador que a escatologia. Infelizmente exploraram superficialmente esse mistério, mas já valeu a pena.
A premissa é boa e a execução é eficiente, mas a história progride sem muita variação e fica aquém do potencial.
O suposto medo que esse filme causa tá mais pra receio; a gente tá tão acostumados a tomar jumpscare barato que a mera sugestão de que isso vai acontecer já causa apreensão. Fora isso, não tem nada de particularmente assustador aqui. Nada substancial, que perdure.
O tom me lembrou Portrait of God, um curta de 7 minutos lançado em 2022. E pra quem quer atmosfera de verdade, recomendo O Segredo do Lago Mungo, de 2008. Aquele sim é um filme impossível de esquecer.
Ouvi alguém dizer que o final parece uma casa assombrada de parque de diversão e não consigo mais pensar outra coisa kkkkkk
Esse diretor tem potencial. Talvez com mais atores e locações ele entregue um filme mais memorável. Com certeza vou ver o Atividade Paranormal que ele vai dirigir.
Três irmãos materialistas performam rituais em busca de uma conexão comprada e insicera. Supostamente enlutados, eles ignoram a espiritualidade que se apresenta em cada esquina durante a viagem e condicionam a relação uns com os outros a objetos. Toda interação com o mundo é transacional, ao ponto de um deles agradecer por ser "usado" a uma mulher por quem, provavelmente, está apaixonado. Eles também reduzem a memória do pai ao que ele possuía (os óculos, o barbeador, as moedas que se espalharam no atropelamento e o carro) e se sentem roubados da presença dele quando alguém se aproria dessas posses. Depois de muitas tentativas, no fim, com o sumiço da mãe e a chegada de um novo membro, se rendem ao significado do amor, da família e da ancoragem no presente. Dão as costas ao materialismo quando se negam a voltar pra casa e precisam abandonar a bagagem luxuosa pra seguir viagem.
Os acontecimentos em si são desinteressantes e não justificam a extravagância da direção. Os diálogos também são apáticos e pouco cativantes, então tudo sobre esse filme chega muito perto de encher o saco. Ainda assim, o subtexto dele é bem construído e merece reconhecimento.
Investigação sem propósito, romance forçado e reviravolta totalmente previsível. Roteiro chato e amador. Um desastre. As únicas coisas que se salvam aqui são a direção do Hitchcock e o carisma da Ingrid Bergman.
Decepcionante. O argumento é bom, mas o filme não tem interesse no próprio mistério. Tudo fica óbvio desde o início. Isso torna as descobertas, a paranoia e o horror do Andy supérfluos, porque nós já começamos com todas as respostas que ele busca. Não seria melhor se a gente desconfiasse, junto com os irmãos, das intenções da Laura?
A A24 precisa abandonar a fórmula e voltar a inovar. Todo filme recente deles parece sequência de Hereditário.
Continua sendo uma das melhores séries da atualidade, mas perdeu muitas oportunidades. O encontro com o congressista, a associação do autismo, o relacionamento do primeiro co-piloto com a namorada... Nada foi concluído. Sempre que se aproximava de uma descoberta, o Nathan mudava o foco da narrativa.
Na primeira temporada ele se atém a uma única pergunta em busca de uma única suposta verdade. Aqui ele nos faz uma promessa e desiste de cumprir.
Terminei o último episódio pensando: "Ok, ele só queria uma desculpa pra pilotar um 737".
A edição dá a entender que as aulas de pilotagem são parte de um grande plano pra essa temporada, quando é nítido que ele fez por hobby e teve a ideia pra série enquanto voava.
Temporada bem escrita e bem editada, mas aquém do potencial. Uma pena.
Uma comédia cínica, perversa, que debocha do cotidiano e do romantismo. A vida de todos os personagens gira em torno de um desejo fútil, que gera angústia por ser invariavelmente inatingível. Esse desejo age como barreira entre eles e a felicidade homônima, mas, ao mesmo tempo, os motiva a sair da cama e tentar outra vez. Vivemos apesar da angústia, mas também por ela. É o paradoxo que rege a trajetória das pessoas comuns.
Hokum: O Pesadelo da Bruxa
3.0 213 Assista AgoraRoteiro um pouco atrapalhado. A duração não é suficiente pra trabalhar todos os temas que o filme aborda, e mesmo assim ele parece mais longo do que é, por conta do ritmo. A prioridade da narrativa muda a cada 10 minutos. Tudo é concluído, mas nada é desenvolvido ao ponto de nos satisfazermos com a conclusão.
Eu contei pelo menos quatro histórias:
1 - Culpa por ter matado a mãe
2 - Sumiço da Fiona
3 - Tem uma bruxa no hotel
4 - Fantasmas e alucinógenos.
Uma enfraquece a outra. Nenhuma é desenvolvida ao máximo do seu potencial. Hokum deveria ser quatro filmes completamente diferentes, uma série ou um livro, mas nunca um único filme.
E claro: como todo filme de terror atual, ele tem que ter uma quantidade ridícula de jumpscares vazios com barulhos ensurdecedores.
Obsessão
3.9 930 Assista AgoraCai em algumas armadilhas de gênero, como sustos gratuitos e sequências que parecem esquetes macabras feitas pra extrapolar a premissa, sem progredir a história. O som desse filme também é meio irritante. A trilha sonora é cacofônica e escandalosa de um jeito ruim.
Ainda assim, o argumento é bom, o elenco é excelente e o final é ótimo.
Leve spoiler: pra mim, a coisa mais assustadora foi a dúvida sobre onde a "verdadeira" Nikki estava. Ela dizendo que não gosta dos próprios sonhos, a ligação do Bear ao SAC do Salgueiro (ele ligou pro inferno e ouviu a Nikki gritar de lá?) e a súplica da garota pra ser morta antes que "ela" acorde. Tudo isso foi mais perturbador que a escatologia. Infelizmente exploraram superficialmente esse mistério, mas já valeu a pena.
Bom filme. Destaque do ano ao lado de Undertone.
Undertone
3.0 226 Assista AgoraBom filme, mas com tom de curta universitário.
A premissa é boa e a execução é eficiente, mas a história progride sem muita variação e fica aquém do potencial.
O suposto medo que esse filme causa tá mais pra receio; a gente tá tão acostumados a tomar jumpscare barato que a mera sugestão de que isso vai acontecer já causa apreensão. Fora isso, não tem nada de particularmente assustador aqui. Nada substancial, que perdure.
O tom me lembrou Portrait of God, um curta de 7 minutos lançado em 2022. E pra quem quer atmosfera de verdade, recomendo O Segredo do Lago Mungo, de 2008. Aquele sim é um filme impossível de esquecer.
Ouvi alguém dizer que o final parece uma casa assombrada de parque de diversão e não consigo mais pensar outra coisa kkkkkk
Esse diretor tem potencial. Talvez com mais atores e locações ele entregue um filme mais memorável. Com certeza vou ver o Atividade Paranormal que ele vai dirigir.
Viagem a Darjeeling
3.8 459 Assista AgoraTrês irmãos materialistas performam rituais em busca de uma conexão comprada e insicera. Supostamente enlutados, eles ignoram a espiritualidade que se apresenta em cada esquina durante a viagem e condicionam a relação uns com os outros a objetos. Toda interação com o mundo é transacional, ao ponto de um deles agradecer por ser "usado" a uma mulher por quem, provavelmente, está apaixonado. Eles também reduzem a memória do pai ao que ele possuía (os óculos, o barbeador, as moedas que se espalharam no atropelamento e o carro) e se sentem roubados da presença dele quando alguém se aproria dessas posses. Depois de muitas tentativas, no fim, com o sumiço da mãe e a chegada de um novo membro, se rendem ao significado do amor, da família e da ancoragem no presente. Dão as costas ao materialismo quando se negam a voltar pra casa e precisam abandonar a bagagem luxuosa pra seguir viagem.
Os acontecimentos em si são desinteressantes e não justificam a extravagância da direção. Os diálogos também são apáticos e pouco cativantes, então tudo sobre esse filme chega muito perto de encher o saco. Ainda assim, o subtexto dele é bem construído e merece reconhecimento.
Interlúdio
4.0 287 Assista AgoraInvestigação sem propósito, romance forçado e reviravolta totalmente previsível. Roteiro chato e amador. Um desastre. As únicas coisas que se salvam aqui são a direção do Hitchcock e o carisma da Ingrid Bergman.
Faça Ela Voltar
3.8 791 Assista AgoraDecepcionante. O argumento é bom, mas o filme não tem interesse no próprio mistério. Tudo fica óbvio desde o início. Isso torna as descobertas, a paranoia e o horror do Andy supérfluos, porque nós já começamos com todas as respostas que ele busca. Não seria melhor se a gente desconfiasse, junto com os irmãos, das intenções da Laura?
A A24 precisa abandonar a fórmula e voltar a inovar. Todo filme recente deles parece sequência de Hereditário.
O Ensaio (2ª Temporada)
4.4 23 Assista AgoraContinua sendo uma das melhores séries da atualidade, mas perdeu muitas oportunidades. O encontro com o congressista, a associação do autismo, o relacionamento do primeiro co-piloto com a namorada... Nada foi concluído. Sempre que se aproximava de uma descoberta, o Nathan mudava o foco da narrativa.
Na primeira temporada ele se atém a uma única pergunta em busca de uma única suposta verdade. Aqui ele nos faz uma promessa e desiste de cumprir.
Terminei o último episódio pensando: "Ok, ele só queria uma desculpa pra pilotar um 737".
A edição dá a entender que as aulas de pilotagem são parte de um grande plano pra essa temporada, quando é nítido que ele fez por hobby e teve a ideia pra série enquanto voava.
Temporada bem escrita e bem editada, mas aquém do potencial. Uma pena.
Vidas Passadas
4.1 961 Assista AgoraJuntos em 8 mil vidas, mas não nessa.
Felicidade
4.1 399Uma comédia cínica, perversa, que debocha do cotidiano e do romantismo. A vida de todos os personagens gira em torno de um desejo fútil, que gera angústia por ser invariavelmente inatingível. Esse desejo age como barreira entre eles e a felicidade homônima, mas, ao mesmo tempo, os motiva a sair da cama e tentar outra vez. Vivemos apesar da angústia, mas também por ela. É o paradoxo que rege a trajetória das pessoas comuns.
Eventualmente todos conquistam o que almejavam mas observam, em negação, a fuga do sentido.
Secretariat: Uma História Impossível
3.8 186 Assista AgoraEsqueceram de listar o Bojack no elenco, mas ok.