Um intrigante thriller sobre inteligência artificial, controle digital, privacidade de informações e a linha entre o que é humano e o que é robótico. Apesar dos clichês típicos do sci fi sobre esse tema, e estereótipos de personagens, vale a conferida.
Uma bela mostra de construção de roteiro, trazendo pequenas histórias em forma de curtas-metragens unidos pela temática do instinto primitivo que temos dentro de nós e aflora em certas situações de ira. A produção aproveita ainda para por como subplot a corrupção, burocracia e costumes existentes na sociedade argentina. Mais do que recomendado.
Uma intrigante e bem conduzida história de suspense com interessantes reviravoltas, boas atuações e um final de apertar o coração mostrando que a crueldade humana não é tão preto no branco como se imagina. Uma pena só que o filme tem toda potência para ser um grande thriller de suspense a la Hollywood, mas se mantém nos vícios do cinema brasileiro de underground, o que não tira, claro, o mérito da produção.
Um interessante retrato do processo de tratamento do câncer sem os tons de glorificação da luta, mas ainda mantendo o lado comédia romântica e emotivo. Vale a pena ver.
Um belo registro documental não sobre a carreira de uma das melhores e mais viscerais cantoras da música brasileira, mas sobre a pessoa por trás do rótulo, a mãe, mulher, esposa e amiga. Um documentário que retrata bem a emoção a flor da pele que Cássia Eller trazia em suas apresentações musicais e no jeito de ser.
Em um filme excessivamente longo e cansativo, Ridley Scott faz um trabalho sem alma e que busca dar uma roupagem mais romana que egípcia a história bíblica - vicio provavelmente advindo de sua empreitada de sucesso em Gladiador.
Moisés se mostra como um confuso seguidor divino (que nunca sabemos mesmo se é “real” ou pura imaginação dele em decorrência de uma pancada na cabeça), longe do confiante e decidido personagem que estamos acostumados em conhecer. Talvez seja uma tendência moderna, como pode ser visto no Noé de Aronofsky, mas foi uma escolha que incomoda por dar a jornada do ex-Príncipe do Egito um tom de casualidade e, desculpe o trocadilho, ser levado pela maré.
Sente-se fortemente uma crítica da obra a religião e seu fundamentalismo, assim como a própria atuação de Deus ao ser representado como uma criança e, ainda mais, birrenta e ególatra. O que poderia seguir um caminho mais de realismo fantástico (assim como na história do dilúvio citada anteriormente) fica como um pretensioso e desnecessário filme baseado em escritos bíblicos.
Um belo retrato da solidão urbana e familiar da contemporaneidade, aliado a critica ao uso excessivo de medicamentos de nossa sociedade; do conceito de loucura e amor.
“Com o tempo todo mundo vai sumindo para todo mundo”
Uma pena que um plot assim tão próximo de um Saramago, Michel Gondry ou Spike Jonze perca tempo de tela com os vícios típicos do humor nacional em cenas “engraçadinhas” desnecessárias e, assim, não aprofundem mais fortemente na temática da solidão e distanciamento de nossa sociedade moderna.
Seu final, criticado por muitos, é mais problemático por ser previsível do que pela reclamação comum do público espectador. Aliás, muito do visto ao longo do filme é bem previsível para olhos e mentes calejados no mundo do cinema. Apesar disso, é uma boa mostra do que o cinema brasileiro tem de bom e de possibilidades e é pouco explorado ainda. Vale a pena a assistida.
Sempre é interessante quando vermos alguém usar um tema/conceito já muito reutilizado e desgastado, como é o caso dos zumbis, e buscar ver outras possibilidades dentro dele. No filme de Henry Hobson com roteiro de John Scott temos o ponto de vista da personagem título (Abigail) e seu pai (Arnold) ao longo do seu processo de doença.
Em uma clara metáfora a pacientes com doenças terminais, em especial HIV, vemos como é difícil e doloroso toda a condição que os pacientes passam e compreender que a morte é o único caminho que se tem a frente. O roteiro ainda faz uma interessante crítica ao preconceito e tratamento desumano que doentes terminais podem sofrer ainda nos dias de hoje.
A obra peca em ter um ator mais expressivo como pai - convenhamos que o velho Terminator não tem muito trato para por emotividade a seus personagens -, pelo menos ele cumpre o que é colocado para função paternal: ser um homem de porte duro, introspectivo, que faz de tudo para o bem de sua família. Já Abrigail Breslin monta sua personagem com toda sensibilidade, sutileza e qualidade necessárias, fazendo com que seja perigosa, mortal, ao mesmo tempo que rebelde, doce e frágil.
Um drama que nos traz um refresco em meio a tantos “walking deads” que vimos proliferando em todas as mídias. Vale a pena a conferida.
O comércio e consequente carcere de pessoas de cor de pele negra é uma cicatriz na história humana, assim como qualquer outro tipo de escravidão ao longo de sua existência. No cinema diversos filmes falaram dessa questão e de formas diversificadas, nos fazendo sempre se perguntar ao se deparar com uma nova película sobre o que ela pode trazer de novo.
O novo filme de Steve McQueen (Shame) busca no enfoque do drama da perda de liberdade e esperança esse “novo”, compondo sua história com interessantes e belas metáforas, ao mesmo tempo que deixa de lado qualquer sutileza e mostra a dura realidade do cotidiano de um escravo.
Baseado em fatos reais, o filme mostra a história de Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um escravo liberto que é sequestrado em 1841 e forçado por um proprietário de escravos (Michael Fassbender) a trabalhar em uma plantação na região de Louisiana, nos Estados Unidos.
Assistir 12 anos... não é um processo simples, é preciso estar preparado para entrar naquele universo de dor, tristeza e desesperança que o período evoca. McQueen consegue transpor-nos para o final do século 18 com precisão, seja na reconstituição histórica da direção de arte, nas atuações firmes de seus atores – que deixam bem estampados os tipos de pessoas envolvidas em todo o processo de escravatura – e, principalmente, em sua direção de planos sequencias bem controlados, intensos, contrastes de claro e escuro (em vários sentidos) e ângulos que buscam passar a angustia dos personagens.
Um ponto que chama bastante atenção é o paralelo constante posto pela obra entre o ato de escravidão e a religião. Longe de discursos panfletários ou exaltados, seja de que lado for, não podemos negar o uso da fé em algo além de nós como forma de manipulação praticada por opressores ao longo da história. Utilizar palavras atribuídas a alguma divindade se tornou comum aos discursos de quem quer incutir na cabeça do oprimido que sua condição é puramente natural, e, certamente, sua própria culpa – seja por algum erro que tenha cometido ou por simplesmente ser o que é.
No filme, vemos dois momentos ímpares nesse sentido: o primeiro em uma montagem sonora paralela na qual podemos ouvir o canto de lamentação de companheiros pela morte de um escravo adentrando uma cena onde o dono da fazenda prega para suas “propriedades”. O outro, mais incisivo, põe Fassbender lendo a bíblia e atribuindo a Deus palavras que diziam tacitamente que os negros deviam obedecer seus mestres e que aquela era a condição correta de vida para eles.
A trilha sonora composta por Hans Zimmer aqui segue por um caminho interessante de abordar certa melancolia de fundo as cenas, contudo, acredito que o filme não precisava desse reforço a tristeza. Só as histórias e sofrimentos dos personagens já nos toca e nos conecta as suas emoções, mas compreendo que cinema necessite de uma trilha – até alguns documentários são acompanhados dela – e nesse intuito o músico faz bem seu trabalho.
A obra cumpre o papel de nos relembrar desse mal que, infelizmente, ainda assola nosso mundo, seja de forma velada (ou nem tanto) ou direcionada para outras partes da população. O preconceito, ideia de superioridade racial, de gênero, de sexo ou qualquer que seja é uma chaga que deve ser apagada da nossa existência, e que a história de Solomon Northup nos ajude a conseguir tal feito um dia.
Gostaria de dizer que o Robocop do José Padilha é fantástico, revolucionário e épico, mas não é. Porém, isso não significa que seja ruim. O diretor usa de premissas e elementos advindos do filme original do qual esse se baseia, mas trabalha outras questões. A nova versão do “policial do futuro” é uma obra que fala mais sobre as questões de tecnologias bélicas usadas para combate ao crime do que o homem dentro dela.
No filme dos anos 1980 Paul Verhoeven se dedica de fato a falar do conflito do policial Alex Murphy transformado em um robô e tentando se reencontrar como ser humano. No atual temos esse ponto trabalhado, mas de uma forma bem menos intenso, tornando a questão filosófica de uso de drones em missões de guerra um ponto mais forte em seu discurso, pondo em cheque a intervenção americana sobre os outros países – e os erros que isso causa em perdas de vidas inocentes.
Outras criticas existem dentro do filme, como o tendencialismo político midiático e sua manipulação; a forma que o sistema vê os policiais, ou quer que eles sejam (máquinas objetivas, com total acertos e zero de emoções) e a exploração de mão de obra barata por megaempresas fora dos Estados Unidos.
Infelizmente, algumas coisas legais do filme oitentista não serão encontradas nesse e, pelo menos pra mim, fizeram falta: as diretrizes do sistema policial do Robocop; a greve de policiais; os comerciais divertidos e o cenário de uma cidade decadente e mergulhada no caos. É natural não vermos isso quando o filme se propõe a ser algo mais próximo de nossa realidade atual, mas faz falta. Assim como também faz falta a parceira novata e companheira que o detetive tinha, e que aqui foi substituída por uma parceiro negro genérico (parece realmente algo de cota, já que ele não faz praticamente nada no filme). E o grande diferencial alardeado em sua divulgação, a relação do robô com sua família, acaba servindo só como muleta de roteiro para motivações e reviravoltas previsíveis, seria facilmente dispensadas.
Os saudosistas de plantão, conservadores (no sentido de não gostarem de mudanças nas coisas que gostam, e não politicamente), não devem gostar da primeira investida do diretor brasileiro em Hollywood. Aqueles que se desprendem desses conceitos e abraçam o entretenimento de um blockbuster, provavelmente curtirão o filme e perceberão que Padilha conseguiu mesmo em uma produção de estúdio, massiva, repleta de complicações e pouco espaço autoral para quem comanda as câmeras, manter o tom político de sua filmografia e ainda um pouco de sua cara. Aliás, essa visão e braço forte dos estúdios criaram praticamente um filão e modo de fazer produções de ação/sci fi praticamente iguais: assépticas, rasas e nada engajadas ideologicamente. Nesse cenário, o realizado pelo diretor é quase um milagre.
"Não se pode impedir que histórias sejam contadas"
Como é gratificante mergulhar em um mundo de fantasia e nonsense, no melhor sentido da palavra. Terry Gilliam (Monty Phyton) nos traz o poder da imaginação dentro de, parafraseando o mestre Zé Ramalho, uma peleja "entre o diabo e o dono do céu", com um único prêmio: a bela Valentina.
Eu sou fascinado por obras que tratem da imaginação humana e seu poder de dar esperança e liberdade aos meros mortais. E em Parnassus somos levados ao máximo disso, mostrando-nos que nossas escolhas que guiam nosso destino e não poderes além de nossa compreensão. Como diz o velho Doutor: "Há três regras básicas: Não existe magia negra, são só truques baratos e me esqueci das outras".
Cavalgando entre temas como religião, livre arbítrio, sinais, entre tantos outros, a obra de Gilliam acabou sendo muito eclipsada pela morte de seu protagonista, Heath Ledger, obrigando o diretor a reformular a história e aproveitar o teor fantasioso para substituir o rosto em tela (feito por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel), mas não a essência do personagem -
"- "Tem um final feliz? - Desculpe, não podemos garantir isso"
E o visual gráfico é fabuloso, assim como as interpretações bem dosadas - destaque par a atuação e beleza com ares de rebeldia de Lily Cole e o carima nerd básico do atual Homem-Aranha, Andrew Garfield.
Por tudo isso, e muito mais, o filme merece ser apreciado, degustado e refletido. Afinal, Parnasus é um homem que quis enganar o diabo, mas descobriu muitas verdades dentro de mentiras.
Veronica (Hermila Guedes) é uma pessoa que em teoria teria tudo que se busca na sociedade: emprego, namorado, saúde, um bom pai, mas, não se sente feliz. O sentimento de falta de encaixe, de vazio, permeia todo o filme com sua poesia imagética, sonora, de ruídos e de trilha.
O cinema pernambucano vem ao longo dos últimos anos nos trazendo produtos que tentam problematizar e refletir sobre a condição social contemporânea. Esse mundo de efemeridades e buscas que nem sabemos se são, de fato, o que queremos ou precisamos.
Em dado momento da obra, Veronica diz que só quando está na água morna do mar que se sente feliz. Uma bela metáfora para sua condição de "vida morna", afinal, o que sonhar quando já se tem o que era para ter?
Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus) novamente apresenta sua sensibilidade como diretor em contemplar as pessoas, a cidade, os ambientes indo além de um puro registro ou olhar despretensioso. As ambiências de Recife são postas como uma forma de texto, de reflexão sobre sua existência e de como lidamos com elas, a convivência , com aquele espaço urbano diária, ou, em alguns casos com a protagonista, nova.
Indo em um tom documental, Gomes nos coloca frente a frente a relatos até chocantes ou, no mínimo, inquietantes de pacientes, além da própria movimentação da cidade.
Contudo, me incomoda o excesso de sexo no filme. Não porque seja um conservador, e até entendo que ele aparece no filme para reforçar que até o sexo é algo perecível para a personagem - pura satisfação física. Entretanto, poderia aparecer em menor quantidade sem atrapalhar em nada a narrativa e a mensagem, ficando mais como alguma mania dos cineastas pernambucanos.
Era uma vez... ao seu fim é um conto de fadas sem fadas, onde Verônica é curandeira e paciente ao mesmo tempo, parafraseando-a: como qualquer pessoa.
Claro, não é melhor que a série de TV. Mas, também, esses comparativos são bobos, são coisas distintas. O filme só peca em não aprofundar algumas coisas, sendo mais um resumo de temporada em mais de uma hora. Gostaria de uma nova serie com esse elenco, muito bom ele.
Lindo e sensivel. Uma coisa é certa, independente do filme, a arte e visão do Wes Anderson sempre é legal. A assinatura visual dele eu acho bacana. Já peguei filme no meio, pela primeira vez, e disse "é de Wes Anderson" sem nem saber que era. Vale mais do que a pena.
É um filme, diria, estranho, com suas longas sequencias de câmera estática, personagens que ou estão esperando algo ou não fazem nada, ou quando fazem não compreendemos bem o motivo do que estão fazendo, se tornando algo meio... estranho.
Nele, a primeira fala de algum personagem surgi aos 44 minutos somente (até o momento as únicas falas eram dos personagens do filme projetado no cinema).
Vale a pena a conferida, não só pela temática de fechamento de um cinema de rua - em tempos de multiplex - e toda suas peculiaridades, mas também pela busca do diretor (Tsai Min Liang) em retratar o interior de seus personagens e da própria sociedade focando os silêncios, distanciamentos e relações desencontradas e descartáveis. Ainda temos espaço para algumas piadas visuais e com o gênero terror, muito famoso tanto no oriente.
Paixão é algo complexo, lidar com todas emoções, com os problemas que se enfrenta e ainda por cima ter que ir a "caça" em busca de ter isso são coisas que muitas vezes fazem as pessoas simplesmente se acomodarem e vegetarem na solidão do dia a dia.
Em um mundo tecnológico e virtual como o nosso, essas características de isolamento e "medo" por vivências reais - na constante luta do ser humano de evitar sentir dor - se fortalecem e se ressaltam. É exatamente esses pontos que o diretor e roteirista Spike Jonze (Adaptação e Quero Ser John Malkovich) trabalha aqui.
Um mundo onde a carência, tristeza e perda de sentido na vida levam pessoas a se envolverem sentimentalmente com seus aparelhos e vida virtual, agravada nesse caso por uma IA (Inteligência Artificial) que evolui, interage e sente como um ser humano.
Her como boa ficção científica nos traz um futuro que fala mais sobre nosso presente que outra coisa, da busca - e substituição - por carinho, compreensão e alguém simplesmente para lhe ouvir e estar ali com você quando for preciso em lugares fora do humano, do encontro físico.
Pra mim, algo curioso é o destino final da IA, que, sendo uma forma de vida mais avançada e superior que a humana em termos de raciocino e processamento, geralmente é representada de uma única foma e com os mesmos objetivos na cultura pop.
Enfim, esse é um filme para refletir sobre nossa sociedade atua, as conexões distantes mesmo ao clique dela e sobre a própria condição humana e sua caminhada por sentido.
Dinheiro é a mola que move nossa sociedade você goste ou não. Independente de nossas convicções, ideologias ou gostos, precisamos de dinheiro todo dia dentro de uma sociedade capitalista. Dentro desse contexto, alguns não só precisam desse papel moeda abstrato, mas, o idolatram, o buscam incansavelmente e de todas as formas para satisfazer suas vontades e mais incríveis loucuras.
É o que encontramos no novo filme de Scorsese, que retrata a história real de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) um corretor de Wall Street que não mede esforços para crescer no meio e ter seu próprio imperial.
O filme traz em seu cerne uma critica forte ao estilo de vida dos ditos ricos e famosos, com seus belos iates, grandes mansões, transações de milhões, orgias, drogas e etc., e me deixa muito triste ver que pessoas não percebam essa critica e achem que o diretor defende as ações do personagem e que a obra seja algo ofensivo - relatos de espectadores saindo no meio da sessão por isso e de críticos de cinema que só viram isso, por exemplo.
Você pode não concordar com Jordan, mas não pode negar o carisma criado por Di Caprio, em uma interpretação mais do que inspirada, que dá diversos contornos ao correntista: de um tímido e ingênuo, passando por um verdadeiro lobo insaciável, a alguém descontrolado e perdido.
Em suas quase 5h de duração, Scorsese não deixa o ritmo cair, e chega tranquilo ao final sem fazer um julgamento direto do protagonista, mas mostrando os prós e contras da vida de luxo e exageros que ele vivia. O que nos dá o exato tom de porque tantas pessoas fazem todos os dias exatamente o que Belfort fez e, ao mesmo tempo, porque outras tantas nunca fariam.
Ex Machina: Instinto Artificial
3.9 2,0K Assista AgoraUm intrigante thriller sobre inteligência artificial, controle digital, privacidade de informações e a linha entre o que é humano e o que é robótico. Apesar dos clichês típicos do sci fi sobre esse tema, e estereótipos de personagens, vale a conferida.
Relatos Selvagens
4.4 2,9K Assista AgoraUma bela mostra de construção de roteiro, trazendo pequenas histórias em forma de curtas-metragens unidos pela temática do instinto primitivo que temos dentro de nós e aflora em certas situações de ira. A produção aproveita ainda para por como subplot a corrupção, burocracia e costumes existentes na sociedade argentina. Mais do que recomendado.
O Lobo Atrás da Porta
4.0 1,3K Assista AgoraUma intrigante e bem conduzida história de suspense com interessantes reviravoltas, boas atuações e um final de apertar o coração mostrando que a crueldade humana não é tão preto no branco como se imagina. Uma pena só que o filme tem toda potência para ser um grande thriller de suspense a la Hollywood, mas se mantém nos vícios do cinema brasileiro de underground, o que não tira, claro, o mérito da produção.
50%
3.9 2,2K Assista AgoraUm interessante retrato do processo de tratamento do câncer sem os tons de glorificação da luta, mas ainda mantendo o lado comédia romântica e emotivo. Vale a pena ver.
Cássia Eller
4.5 307 Assista AgoraUm belo registro documental não sobre a carreira de uma das melhores e mais viscerais cantoras da música brasileira, mas sobre a pessoa por trás do rótulo, a mãe, mulher, esposa e amiga. Um documentário que retrata bem a emoção a flor da pele que Cássia Eller trazia em suas apresentações musicais e no jeito de ser.
O Destino de Júpiter
2.5 1,3K Assista AgoraUm filme sem alma, previsível, que vale de fato pelos conceitos interessantes de tecnologias sci fi.
Êxodo: Deuses e Reis
3.1 1,2K Assista AgoraEm um filme excessivamente longo e cansativo, Ridley Scott faz um trabalho sem alma e que busca dar uma roupagem mais romana que egípcia a história bíblica - vicio provavelmente advindo de sua empreitada de sucesso em Gladiador.
Moisés se mostra como um confuso seguidor divino (que nunca sabemos mesmo se é “real” ou pura imaginação dele em decorrência de uma pancada na cabeça), longe do confiante e decidido personagem que estamos acostumados em conhecer. Talvez seja uma tendência moderna, como pode ser visto no Noé de Aronofsky, mas foi uma escolha que incomoda por dar a jornada do ex-Príncipe do Egito um tom de casualidade e, desculpe o trocadilho, ser levado pela maré.
Sente-se fortemente uma crítica da obra a religião e seu fundamentalismo, assim como a própria atuação de Deus ao ser representado como uma criança e, ainda mais, birrenta e ególatra. O que poderia seguir um caminho mais de realismo fantástico (assim como na história do dilúvio citada anteriormente) fica como um pretensioso e desnecessário filme baseado em escritos bíblicos.
Boa Sorte
3.6 437“Esse país está doente, do corpo e do espírito”
Um belo retrato da solidão urbana e familiar da contemporaneidade, aliado a critica ao uso excessivo de medicamentos de nossa sociedade; do conceito de loucura e amor.
Entre Abelhas
3.4 834“Com o tempo todo mundo vai sumindo para todo mundo”
Uma pena que um plot assim tão próximo de um Saramago, Michel Gondry ou Spike Jonze perca tempo de tela com os vícios típicos do humor nacional em cenas “engraçadinhas” desnecessárias e, assim, não aprofundem mais fortemente na temática da solidão e distanciamento de nossa sociedade moderna.
Seu final, criticado por muitos, é mais problemático por ser previsível do que pela reclamação comum do público espectador. Aliás, muito do visto ao longo do filme é bem previsível para olhos e mentes calejados no mundo do cinema. Apesar disso, é uma boa mostra do que o cinema brasileiro tem de bom e de possibilidades e é pouco explorado ainda. Vale a pena a assistida.
http://curtaresenha.tumblr.com/
Maggie: A Transformação
2.7 450 Assista AgoraSempre é interessante quando vermos alguém usar um tema/conceito já muito reutilizado e desgastado, como é o caso dos zumbis, e buscar ver outras possibilidades dentro dele. No filme de Henry Hobson com roteiro de John Scott temos o ponto de vista da personagem título (Abigail) e seu pai (Arnold) ao longo do seu processo de doença.
Em uma clara metáfora a pacientes com doenças terminais, em especial HIV, vemos como é difícil e doloroso toda a condição que os pacientes passam e compreender que a morte é o único caminho que se tem a frente. O roteiro ainda faz uma interessante crítica ao preconceito e tratamento desumano que doentes terminais podem sofrer ainda nos dias de hoje.
A obra peca em ter um ator mais expressivo como pai - convenhamos que o velho Terminator não tem muito trato para por emotividade a seus personagens -, pelo menos ele cumpre o que é colocado para função paternal: ser um homem de porte duro, introspectivo, que faz de tudo para o bem de sua família. Já Abrigail Breslin monta sua personagem com toda sensibilidade, sutileza e qualidade necessárias, fazendo com que seja perigosa, mortal, ao mesmo tempo que rebelde, doce e frágil.
Um drama que nos traz um refresco em meio a tantos “walking deads” que vimos proliferando em todas as mídias. Vale a pena a conferida.
http://curtaresenha.tumblr.com/
12 Anos de Escravidão
4.3 3,0K Assista AgoraO comércio e consequente carcere de pessoas de cor de pele negra é uma cicatriz na história humana, assim como qualquer outro tipo de escravidão ao longo de sua existência. No cinema diversos filmes falaram dessa questão e de formas diversificadas, nos fazendo sempre se perguntar ao se deparar com uma nova película sobre o que ela pode trazer de novo.
O novo filme de Steve McQueen (Shame) busca no enfoque do drama da perda de liberdade e esperança esse “novo”, compondo sua história com interessantes e belas metáforas, ao mesmo tempo que deixa de lado qualquer sutileza e mostra a dura realidade do cotidiano de um escravo.
Baseado em fatos reais, o filme mostra a história de Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um escravo liberto que é sequestrado em 1841 e forçado por um proprietário de escravos (Michael Fassbender) a trabalhar em uma plantação na região de Louisiana, nos Estados Unidos.
Assistir 12 anos... não é um processo simples, é preciso estar preparado para entrar naquele universo de dor, tristeza e desesperança que o período evoca. McQueen consegue transpor-nos para o final do século 18 com precisão, seja na reconstituição histórica da direção de arte, nas atuações firmes de seus atores – que deixam bem estampados os tipos de pessoas envolvidas em todo o processo de escravatura – e, principalmente, em sua direção de planos sequencias bem controlados, intensos, contrastes de claro e escuro (em vários sentidos) e ângulos que buscam passar a angustia dos personagens.
Um ponto que chama bastante atenção é o paralelo constante posto pela obra entre o ato de escravidão e a religião. Longe de discursos panfletários ou exaltados, seja de que lado for, não podemos negar o uso da fé em algo além de nós como forma de manipulação praticada por opressores ao longo da história. Utilizar palavras atribuídas a alguma divindade se tornou comum aos discursos de quem quer incutir na cabeça do oprimido que sua condição é puramente natural, e, certamente, sua própria culpa – seja por algum erro que tenha cometido ou por simplesmente ser o que é.
No filme, vemos dois momentos ímpares nesse sentido: o primeiro em uma montagem sonora paralela na qual podemos ouvir o canto de lamentação de companheiros pela morte de um escravo adentrando uma cena onde o dono da fazenda prega para suas “propriedades”. O outro, mais incisivo, põe Fassbender lendo a bíblia e atribuindo a Deus palavras que diziam tacitamente que os negros deviam obedecer seus mestres e que aquela era a condição correta de vida para eles.
A trilha sonora composta por Hans Zimmer aqui segue por um caminho interessante de abordar certa melancolia de fundo as cenas, contudo, acredito que o filme não precisava desse reforço a tristeza. Só as histórias e sofrimentos dos personagens já nos toca e nos conecta as suas emoções, mas compreendo que cinema necessite de uma trilha – até alguns documentários são acompanhados dela – e nesse intuito o músico faz bem seu trabalho.
A obra cumpre o papel de nos relembrar desse mal que, infelizmente, ainda assola nosso mundo, seja de forma velada (ou nem tanto) ou direcionada para outras partes da população. O preconceito, ideia de superioridade racial, de gênero, de sexo ou qualquer que seja é uma chaga que deve ser apagada da nossa existência, e que a história de Solomon Northup nos ajude a conseguir tal feito um dia.
RoboCop
3.3 2,0K Assista AgoraGostaria de dizer que o Robocop do José Padilha é fantástico, revolucionário e épico, mas não é. Porém, isso não significa que seja ruim. O diretor usa de premissas e elementos advindos do filme original do qual esse se baseia, mas trabalha outras questões. A nova versão do “policial do futuro” é uma obra que fala mais sobre as questões de tecnologias bélicas usadas para combate ao crime do que o homem dentro dela.
No filme dos anos 1980 Paul Verhoeven se dedica de fato a falar do conflito do policial Alex Murphy transformado em um robô e tentando se reencontrar como ser humano. No atual temos esse ponto trabalhado, mas de uma forma bem menos intenso, tornando a questão filosófica de uso de drones em missões de guerra um ponto mais forte em seu discurso, pondo em cheque a intervenção americana sobre os outros países – e os erros que isso causa em perdas de vidas inocentes.
Outras criticas existem dentro do filme, como o tendencialismo político midiático e sua manipulação; a forma que o sistema vê os policiais, ou quer que eles sejam (máquinas objetivas, com total acertos e zero de emoções) e a exploração de mão de obra barata por megaempresas fora dos Estados Unidos.
Infelizmente, algumas coisas legais do filme oitentista não serão encontradas nesse e, pelo menos pra mim, fizeram falta: as diretrizes do sistema policial do Robocop; a greve de policiais; os comerciais divertidos e o cenário de uma cidade decadente e mergulhada no caos. É natural não vermos isso quando o filme se propõe a ser algo mais próximo de nossa realidade atual, mas faz falta. Assim como também faz falta a parceira novata e companheira que o detetive tinha, e que aqui foi substituída por uma parceiro negro genérico (parece realmente algo de cota, já que ele não faz praticamente nada no filme). E o grande diferencial alardeado em sua divulgação, a relação do robô com sua família, acaba servindo só como muleta de roteiro para motivações e reviravoltas previsíveis, seria facilmente dispensadas.
Os saudosistas de plantão, conservadores (no sentido de não gostarem de mudanças nas coisas que gostam, e não politicamente), não devem gostar da primeira investida do diretor brasileiro em Hollywood. Aqueles que se desprendem desses conceitos e abraçam o entretenimento de um blockbuster, provavelmente curtirão o filme e perceberão que Padilha conseguiu mesmo em uma produção de estúdio, massiva, repleta de complicações e pouco espaço autoral para quem comanda as câmeras, manter o tom político de sua filmografia e ainda um pouco de sua cara. Aliás, essa visão e braço forte dos estúdios criaram praticamente um filão e modo de fazer produções de ação/sci fi praticamente iguais: assépticas, rasas e nada engajadas ideologicamente. Nesse cenário, o realizado pelo diretor é quase um milagre.
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
3.7 1,4K"Não se pode impedir que histórias sejam contadas"
Como é gratificante mergulhar em um mundo de fantasia e nonsense, no melhor sentido da palavra. Terry Gilliam (Monty Phyton) nos traz o poder da imaginação dentro de, parafraseando o mestre Zé Ramalho, uma peleja "entre o diabo e o dono do céu", com um único prêmio: a bela Valentina.
Eu sou fascinado por obras que tratem da imaginação humana e seu poder de dar esperança e liberdade aos meros mortais. E em Parnassus somos levados ao máximo disso, mostrando-nos que nossas escolhas que guiam nosso destino e não poderes além de nossa compreensão. Como diz o velho Doutor: "Há três regras básicas: Não existe magia negra, são só truques baratos e me esqueci das outras".
Cavalgando entre temas como religião, livre arbítrio, sinais, entre tantos outros, a obra de Gilliam acabou sendo muito eclipsada pela morte de seu protagonista, Heath Ledger, obrigando o diretor a reformular a história e aproveitar o teor fantasioso para substituir o rosto em tela (feito por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel), mas não a essência do personagem -
"- "Tem um final feliz?
- Desculpe, não podemos garantir isso"
E o visual gráfico é fabuloso, assim como as interpretações bem dosadas - destaque par a atuação e beleza com ares de rebeldia de Lily Cole e o carima nerd básico do atual Homem-Aranha, Andrew Garfield.
Por tudo isso, e muito mais, o filme merece ser apreciado, degustado e refletido. Afinal, Parnasus é um homem que quis enganar o diabo, mas descobriu muitas verdades dentro de mentiras.
Era Uma Vez Eu, Verônica
3.5 197Veronica (Hermila Guedes) é uma pessoa que em teoria teria tudo que se busca na sociedade: emprego, namorado, saúde, um bom pai, mas, não se sente feliz. O sentimento de falta de encaixe, de vazio, permeia todo o filme com sua poesia imagética, sonora, de ruídos e de trilha.
O cinema pernambucano vem ao longo dos últimos anos nos trazendo produtos que tentam problematizar e refletir sobre a condição social contemporânea. Esse mundo de efemeridades e buscas que nem sabemos se são, de fato, o que queremos ou precisamos.
Em dado momento da obra, Veronica diz que só quando está na água morna do mar que se sente feliz. Uma bela metáfora para sua condição de "vida morna", afinal, o que sonhar quando já se tem o que era para ter?
Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus) novamente apresenta sua sensibilidade como diretor em contemplar as pessoas, a cidade, os ambientes indo além de um puro registro ou olhar despretensioso. As ambiências de Recife são postas como uma forma de texto, de reflexão sobre sua existência e de como lidamos com elas, a convivência , com aquele espaço urbano diária, ou, em alguns casos com a protagonista, nova.
Indo em um tom documental, Gomes nos coloca frente a frente a relatos até chocantes ou, no mínimo, inquietantes de pacientes, além da própria movimentação da cidade.
Contudo, me incomoda o excesso de sexo no filme. Não porque seja um conservador, e até entendo que ele aparece no filme para reforçar que até o sexo é algo perecível para a personagem - pura satisfação física. Entretanto, poderia aparecer em menor quantidade sem atrapalhar em nada a narrativa e a mensagem, ficando mais como alguma mania dos cineastas pernambucanos.
Era uma vez... ao seu fim é um conto de fadas sem fadas, onde Verônica é curandeira e paciente ao mesmo tempo, parafraseando-a: como qualquer pessoa.
Confissões de Adolescente
3.3 656Claro, não é melhor que a série de TV. Mas, também, esses comparativos são bobos, são coisas distintas. O filme só peca em não aprofundar algumas coisas, sendo mais um resumo de temporada em mais de uma hora. Gostaria de uma nova serie com esse elenco, muito bom ele.
Moonrise Kingdom
4.2 2,1K Assista AgoraLindo e sensivel. Uma coisa é certa, independente do filme, a arte e visão do Wes Anderson sempre é legal. A assinatura visual dele eu acho bacana. Já peguei filme no meio, pela primeira vez, e disse "é de Wes Anderson" sem nem saber que era. Vale mais do que a pena.
Adeus, Dragon Inn
3.7 47É um filme, diria, estranho, com suas longas sequencias de câmera estática, personagens que ou estão esperando algo ou não fazem nada, ou quando fazem não compreendemos bem o motivo do que estão fazendo, se tornando algo meio... estranho.
Nele, a primeira fala de algum personagem surgi aos 44 minutos somente (até o momento as únicas falas eram dos personagens do filme projetado no cinema).
Vale a pena a conferida, não só pela temática de fechamento de um cinema de rua - em tempos de multiplex - e toda suas peculiaridades, mas também pela busca do diretor (Tsai Min Liang) em retratar o interior de seus personagens e da própria sociedade focando os silêncios, distanciamentos e relações desencontradas e descartáveis. Ainda temos espaço para algumas piadas visuais e com o gênero terror, muito famoso tanto no oriente.
Ela
4.2 5,8K Assista AgoraPaixão é algo complexo, lidar com todas emoções, com os problemas que se enfrenta e ainda por cima ter que ir a "caça" em busca de ter isso são coisas que muitas vezes fazem as pessoas simplesmente se acomodarem e vegetarem na solidão do dia a dia.
Em um mundo tecnológico e virtual como o nosso, essas características de isolamento e "medo" por vivências reais - na constante luta do ser humano de evitar sentir dor - se fortalecem e se ressaltam. É exatamente esses pontos que o diretor e roteirista Spike Jonze (Adaptação e Quero Ser John Malkovich) trabalha aqui.
Um mundo onde a carência, tristeza e perda de sentido na vida levam pessoas a se envolverem sentimentalmente com seus aparelhos e vida virtual, agravada nesse caso por uma IA (Inteligência Artificial) que evolui, interage e sente como um ser humano.
Her como boa ficção científica nos traz um futuro que fala mais sobre nosso presente que outra coisa, da busca - e substituição - por carinho, compreensão e alguém simplesmente para lhe ouvir e estar ali com você quando for preciso em lugares fora do humano, do encontro físico.
Pra mim, algo curioso é o destino final da IA, que, sendo uma forma de vida mais avançada e superior que a humana em termos de raciocino e processamento, geralmente é representada de uma única foma e com os mesmos objetivos na cultura pop.
Enfim, esse é um filme para refletir sobre nossa sociedade atua, as conexões distantes mesmo ao clique dela e sobre a própria condição humana e sua caminhada por sentido.
O Lobo de Wall Street
4.1 3,4K Assista Agora[spoiler][/spoiler]
Dinheiro é a mola que move nossa sociedade você goste ou não. Independente de nossas convicções, ideologias ou gostos, precisamos de dinheiro todo dia dentro de uma sociedade capitalista. Dentro desse contexto, alguns não só precisam desse papel moeda abstrato, mas, o idolatram, o buscam incansavelmente e de todas as formas para satisfazer suas vontades e mais incríveis loucuras.
É o que encontramos no novo filme de Scorsese, que retrata a história real de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) um corretor de Wall Street que não mede esforços para crescer no meio e ter seu próprio imperial.
O filme traz em seu cerne uma critica forte ao estilo de vida dos ditos ricos e famosos, com seus belos iates, grandes mansões, transações de milhões, orgias, drogas e etc., e me deixa muito triste ver que pessoas não percebam essa critica e achem que o diretor defende as ações do personagem e que a obra seja algo ofensivo - relatos de espectadores saindo no meio da sessão por isso e de críticos de cinema que só viram isso, por exemplo.
Você pode não concordar com Jordan, mas não pode negar o carisma criado por Di Caprio, em uma interpretação mais do que inspirada, que dá diversos contornos ao correntista: de um tímido e ingênuo, passando por um verdadeiro lobo insaciável, a alguém descontrolado e perdido.
Em suas quase 5h de duração, Scorsese não deixa o ritmo cair, e chega tranquilo ao final sem fazer um julgamento direto do protagonista, mas mostrando os prós e contras da vida de luxo e exageros que ele vivia. O que nos dá o exato tom de porque tantas pessoas fazem todos os dias exatamente o que Belfort fez e, ao mesmo tempo, porque outras tantas nunca fariam.
Tudo Pode Dar Certo
4.0 1,1K Assista AgoraTipico filme de Woody Allen sobre relações humanas e Nova York. Perfeito paar quem gosta de observar o ser humano.
Kick-Ass: Quebrando Tudo
3.9 2,8K Assista AgoraPancadaria desenfreada, tiração de onda com o mundo dos quadrinhos e humor. Tudo que alguém pode querer de um filme de heróis. Recomendo.
À Prova de Morte
3.9 2,0K Assista AgoraMuito bom, tarantino puro junto com sua cinefilia afiada.