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Data de lançamento
30 Jan. 2014Duração
O ano é 2028 e o conglomerado multinacional OmniCorp está no centro da tecnologia robótica. No exterior, seus drones têm sido usados para fins militares há anos, mas na América, seu uso foi proibido para a aplicação da lei. Agora a OmniCorp quer trazer sua controversa tecnologia para casa, e buscam uma oportunidade de ouro para fazer isso. Quando Alex Murphy (Joel Kinnaman) – um marido e pai amoroso, e um bom policial que faz seu melhor para conter a onda de crime e corrupção em Detroit – é gravemente ferido no cumprimento do dever, a OmniCorp vê sua chance para criar um oficial de polícia parte homem, parte robô. A OmniCorp prevê a implantação de um Robocop em cada cidade para assim gerar ainda mais bilhões para seus acionistas, mas eles não contavam com um fator: ainda há um homem dentro da máquina.
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O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (3ª Temporada)
O original é bem melhor!
⚠️ Alerta de spoiler: Se você não viu o filme, corre daqui.
Há filmes que erram por incompetência, mas há filmes que cometem um crime premeditado contra a história do cinema. Todo mundo que fez "RoboCop" (2014) deveria ser preso (menos o Padilha, que foi enganado pela indústria).
Trinta anos depois de Paul Verhoeven entregar uma das maiores obras-primas da ficção científica e da ação, Hollywood decidiu que era hora de pegar um clássico profano, sangrento, trágico e genial pra transformá-lo num produto mais limpinho, feito para pré-adolescentes de shopping. O resultado? O "Nutellocop".
O filme original de 1987 era uma paulada no estômago. A morte de Alex Murphy pelas mãos da gangue de Clarence Boddicker não era uma cena de ação; era o calvário visceral de um herói, o fuzilamento grotesco que arrancou o braço do protagonista a tiros e fez a gente se contorcer no sofá. Murphy era transformado numa ferramenta privada da OCP sem o menor consentimento, o que fez dele uma alma acorrentada ao metal. A busca do personagem por sua identidade, andando por sua casa antiga vazia e encarpetada com os flashbacks da esposa e do filho voltando como fantasmas, era a tragédia da época que comia nosso coração.
Tudo isso embalado por uma sátira política brilhante, efeitos práticos brutais — quem esquece a cena do capanga derretendo no ácido? A borracha moldável teve uma das suas maiores glórias naquela cena — e o icônico ED-209, o robô gigante e pesado em stop-motion, o "Robô Galinha"? Era o milagre do VHS, que as TVs de tubo choravam rios de alegria.
Aí a Sony Pictures pega o diretor José Padilha — recém-saído do antológico "Tropa de Elite" — e entrega a ele as claquetes de um estúdio covarde. A primeira atitude desse reboot é amputar o coração e os dentes da história. A morte brutal e inesquecível de Murphy é trocada por uma explosãozinha de carro limpa, asséptica e sem um pingo de sangue. Mas o absurdo do roteiro vai além: a própria esposa assina um papel dando autorização para transformarem o marido num ciborgue. A tragédia do luto e do estupro corporativo vira um drama burocrático de autorização hospitalar.
A descaracterização do robô atinge o ridículo. A armadura prateada, pesada, de máquina industrial do filme clássico — que dava a sensação real de um titã de metal caminhando entre homens — é sumariamente descartada no meio do filme por uma lataria preta fosca genérica, de borracha e plástico, feita puramente para vender brinquedo. E para piorar, o RoboCop de 2014 não caminha como uma máquina de ferro; ele corre, pula de prédios, faz piruetas e atira como um personagem de videogame ou o Homem de Ferro. Não existe sensação de perigo, não existe peso de metal, não existe dor. E ainda: e a personagem da Anne Lewis, vivida pela Nancy Allen em 1987? Evaporou?
Até a crítica social virou piada! Enquanto o filme de 1987 usava comerciais de TV e telejornais como uma brilhante sátira ácida sobre os costumes daquele mundo distópico, o remake coloca Samuel L. Jackson como um apresentador de TV histérico e barulhento que serve apenas para gritar na tela e mastigar seu personagem.
José Padilha foi devorado pela engrenagem de Hollywood. Ele imaginou que faria um "Tropa de Elite" com um Capitão Nascimento no lugar do Murphy, mas o estúdio sentou o dedo nas inspirações dele, colocando a classificação PG-13 na história e transformando um dos heróis mais trágicos e violentos do cinema num boneco de plástico higienizado, que conversa com a família por videochamada e mantém a consciência quase intacta.
Se for comparar, a versão de 2014 com a de 1987 é a diferença entre uma escultura feita de ferro e sangue e uma réplica oca de plástico china. O clássico terminava com o robô recuperando a sua alma e dizendo com orgulho o seu nome: "Murphy". O filme de 1987 eu aluguei o VHS e assisti na minha sala com minha família. Foi um evento inesquecível da época. Esse do Padilha eu vi no cinema, e quase foi o velório das minhas lembranças, e foi a morte da franquia.
R.I.P. 1987 - 2014.
Co-produção canadense-estadunidense que é um drama de ficção, super-herói cyberpunk e suspense policial da MGM, Columbia Pictures, Strike Entertainment, Dynamic Effects Canada e Sony Pictures Releasing que é uma refilmagem de RoboCop: O policial do futuro (87) e o 4° filme da franquia "Robocop". O filme recebeu críticas mistas, sendo considerado inferior ao original, embora os efeitos visuais, as atuações do elenco e as sequências de ação tenham sido elogiados.
A trama do filme acontece em 2028. O áudio do logotipo da MGM é substituído por efeitos vocais produzidos por Samuel L. Jackson, mostrando-o exercitando a voz antes de entrar no ar, logo no início do filme. Este foi o 1° filme hollywoodiano do diretor brasileiro José Padilha. Parte remake, parte sequência, este filme é supostamente ambientado 15 anos antes do original. Na cena em que o RoboCop é apresentado ao público, é possível ler na manchete da parte inferior da tela: "Surfista brasileiro Gui Padilha...".
Talvez a maior curiosidade de se assstir a esse filme seja pela participação rara de mais um diretor brasileiro se aventurando nos EUA, no caso, o diretor de Tropa de elite (07) e Tropa de elite 2: O inimigo agora é outro (10). Há outros brasileiros na produção, como o diretor de fotografia Lula Carvalho e o co-editor Daniel Rezende. Apesar da queda de qualidade no terço final, mais convencional, a credibilidade de seus argumentos sobre assuntos militares, segurança, justiça e até mesmo comunicação e marketing acaba prevalecendo, e o que permanece no final do filme é uma metáfora comovente. Mesmo genérico, oferece uma nova abordagem de um clássico antigo, e o faz com inovação suficiente para justificar sua existência.
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2014:
Antes sejamos justos, não devemos criticar quem faz comparação ao original, pois é uma associação pertinente e inevitável. Problema de quem se propõe a fazer um remake de algo tão cultuado. Ninguém duvide que esse Robocop é uma versão light e americanizada do Capitão Nascimento. A postura pode até ser um pouco mais ética na busca dos objetivos, mas os inimigos com certeza são os mesmos. Sinceramente não desgostei, Padilha faz um bom trabalho e o elenco é muito bom ( A graça do Michael Keaton é ser canastrão mesmo). É um pequeno tapa com luva de pelica no imperialismo americano. Não é visceral quanto "TROPA" e nem tão infantil quanto JIBAN kkkk... a perspectiva de continuações é que deixam o filme com o freio de mão puxado... isso sim é que decepciona.
Avaliação em nota: 6.3
Revi este filme e, como outrora, gostei. Interessante a abordagem que coloca a tecnologia (máquinas) como uma possibilidade e ao mesmo tempo um risco no policiamento da sociedade (vindouramente?)