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Últimas opiniões enviadas

  • Matheus Lins

    The Shape of Water é uma jóia e Del Toro é um tesouro.
    Um dos maiores prazeres para um fã de cinema é assistir um filme em que fica clara a liberdade criativa do diretor, e para Guillermo del Toro, criar um mundo que maravilhe os olhos do espectador, não parece difícil desde O Labirinto do Fauno(2006). No seu mais novo filme, ele vai além e cria uma fábula nada convencional, misturando poesia, fantasia e sensibilidade em um mundo mais do que convencional.

    Eliza(Sally Hawkins) é uma muda que trabalha como zeladora em um laboratório americano de testes em plena Guerra Fria, tem como melhores amigos um senhor homossexual solitário(Giles, interpretado por Richard Jenkins) e uma colega de trabalho negra que não para de falar(Zelda, interpretada por Octavia Spencer). A protagonista vive uma vida sem aventuras e novidades, até que conhece um homem-peixe e passa a nutrir um sentimento especial por ele. Certamente, isso parece uma premissa de uma paródia de humor duvidoso, mas Del Toro conseguiu transformar em um dos filmes mais lindos dos últimos tempos.

    Com um visual deslumbrante que lembra um pouco Amélie Poulain, Guillermo une um design de produção que maravilha os olhos e uma direção de atores digna de prêmios. Sally Hawkins é brilhante em seu papel, conseguindo protagonizar diálogos maravilhosos sem falar uma palavra sequer. Richard Jenkins exala charme em sua melhor atuação desde muito tempo, assim como Octavia Spencer, que deleita o público com mais uma interpretação cativante. Até Michael Shannon, que em algumas cenas parece desconfortável no papel do apagado vilão Richard Strickland, vai bem.

    Eu(e você, leitor, entenderá o porquê de eu me inserir em um texto que deveria ser em terceira pessoa quando assistir) poderia lhe dizer que este é um filme sobre amor, aceitação e monstros aquáticos. Mas a maior verdade é que del Toro, que é mestre em escancarar a monstruosidade dos humanos e extrair a humanidade dos monstros, fez um dos filmes mais tocantes e corajosos do cinema, um filme que não cabe em apenas palavras, talvez em sorrisos e lágrimas encantadas com a beleza dessa obra prima. A Forma da Água, como os seus protagonistas - uma muda, um homossexual, uma negra e um homem peixe -, não se atém a ser algo "normal". É uma fantasia que toma forma em um belo grito na batalha por inclusão e igualdade num mundo nada fantástico.

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  • Matheus Lins

    Filme bom, tirando o CGI péssimo, o vilão apagado e fraco, a trilha sonora nada empolgante - tenho minhas dúvidas se isso é bom ou ruim nesse filme - e a rapidez com que algumas coisas acontecem(parece um episódio piloto de uma série, por isso). Acho que deveria ser mais longo(mais uma vez a Warner cortando muito do filme), mas tem muita coisa boa nesse filme.

    1) Cenas de ação bem filmadas. A mania de cenas de ação com câmera tremida e rodando aqui não tem. Ponto MUITO importante, real.

    2) Piadas muito boas e no timing certo. Diferentemente da Marvel(cof cof), aqui tem um alívio cômico MUITO BOM, principalmente com o Ezra Miller, que dá mais um show de atuação. ô filho da puta bonito e bom.

    3) FINALMENTE UM SUPERMAN SUPERMAN. Forte, humanizado, para pra dar entrevistas pra crianças, enfim enfim(não é spoiler ter o Superman no filme, tem em todo lugar de merchan do filme).

    4) Finalmente um bom uso das câmeras lentas. Depois de Watchmen, o Snyder tinha perdido a mão e exagerado, mas nesse, junto com o Joss Whedon, ele acertou.

    5) A fotografia não é tão escura assim! E EU ASSISTI NO 3D, CORES!! Dá pra ver o azul no super homem, dá pra ver o vermelho da mulher maravilha, não é cinzento nem nada.

    6) Aquaman é bom, o Flash é ótimo e o Cyborg é importantíssimo pra trama. Tanto que o filme poderia ser um filme dele, pela história dele ser tão importante. Conseguiram apresentar bem e rapidamente os heróis.

    Enfim, é MUITO melhor que Batman v Superman, mas inferior a Mulher Maravilha. É aquele "podia ser muito melhor, mas eu gostei".

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  • Matheus Lins

    Oriol Paulo e o suspense investigativo espanhol não decepcionam. Não é melhor que "El Cuerpo", meu filme do gênero preferido(e dirigido também pelo Oriol), mas é tão bom quanto. No meio pro final, eu tive uma vaga ideia do final, mas ainda assim, foi bem surpreendente e o modo com que o clímax foi conduzido é digno de Agata Christie, cheio de plot twists.

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