Chega a ser megalomaníaco a forma como a série se põe nesse terceiro ano. Demorei anos pra embarcar nessa temporada, mas enfim consegui, e com muita satisfação.
Lembro de uma entrevista do Donald Glover em que ele falava sobre Atlanta como a Twin Peaks dos Rappers, e não é que ele conseguiu algo do tipo? Sei que é muito forte se colocar como uma ''série sobre racismo'', até porque é um tema muito complexo de se representar. Mas a forma escolhida aqui mescla esse estranhamento, um pouco de terror e umas viradas para a comédia... enfim, Twin Peaks. Essa temporada traz um mundo de fantasia, com seus vários exageros, mas que fala do mundo real de alguma forma.
E assim como a série dos ano 90 onde David Lynch tinha como colaborador o Mark Frost, aqui o Donald Glover tem a parceria de um dos grandes nomes da Televisão, Hiro Murai. Sei que é difícil manter essa proposta em pé, ou até mesmo vingando e conquistando público, onde a temporada é fragmentada de um jeito onde esquecemos até mesmo do que aconteceu na temporada anterior com os protagonistas, mas essa dupla criativa cria um universo tão fantástico e absurdo que em vários momentos eu nem queria saber do Earn. E de certa forma a arte também é sobre isso, sobre nos tirar da realidade e nos levar pra outro lugar pra nos falar da realidade.
Essa temporada pode ter sido um grande suspiro na trama, aproveitando a turnê na Europa pra encaixar essa ideia maluca. Fico muito curioso pra ver qual será a sequência e fechamento da série na quarta temporada.
Existe um escalonamento dos acontecimentos muito bem realizado aqui nessa segunda temporada. Os personagens são melhor explorados dentro da dinâmica da série, sem aquele deslumbramento do universo novo que é comum ter nas primeiras temporadas, além do fio condutor que envolve o Guillermo e sua ancestralidade.
Gosto como a série não se inibe de tratar os vampiros como seres fora do padrão moral aceito, principalmente quando usa esse lado mais voltado ao sexo como motor cômico. Isso funciona muito por conta do contraste da ingenuidade de seres antigos frente ao mundo moderno com os tabus sociais que nós espectadores vivenciamos.
Queria destacar o quanto eu gostei do episódio do Jack Daytona e como ele funciona como uma espécie de ''filme paródia'' dentro da série. Outro episódio interessante é quando vemos mais a fundo como funcionam os vampiros de energia com o Colin Robinson ficando muito poderoso.
A temporada com 10 episódios funciona muito bem, nunca fica cansativo e logo depois de finalizar já fica aquele gostinho de querer ver mais. Muito animado pra seguir com essa série até o seu final.
Acho incrível como que o Larry David faz o mesmo tipo de humor há 20 anos funcionar ainda hoje com temas atuais. É um olhar muito engraçado pro mundo contemporâneo pois parte dessa visão do passado, e ao mesmo tempo que satiriza as problemáticas modernas e a forma como elas são tratadas, ''vilaniza'' esse protagonista deslocado no tempo pela sua personalidade e falta de qualquer boa vontade em se adaptar.
Essa temporada é ainda melhor que a anterior, e uma das minhas (muitas) favoritas da série. As participações especiais sobem o nível dos episódios e a trama do Latte Larry que dura a temporada inteira, trabalhada nessa lógica do autor de castelo de cartas e causa e consequência, trazem esse fator de continuidade e acúmulo de eventos como uma experiência ótimo no final de tudo.
Se Ridley Scott trouxe o horror cósmico ao revisitar seu universo nos anos 2010, Noah Hawley vai num sentido contrário em Alien Earth. Um dos assuntos que sempre me despertou certa curiosidade nesse universo são os FDPs donos das companhias que tratavam seus funcionários como mercadoria. Desde o primeiro Alien temos essa nuance distópica na franquia, e Hawley aposta suas fichas nessa imaginação de um planeta terra controlado por grandes corporações que estão em uma corrida tecnológica.
A criatura fica um pouco secundária nessa história justamente para abrir espaço nessa imaginação de mundo, mas dá lugar para a abertura de possibilidades. Outras criaturas nos são apresentadas, e a maioria delas, confesso, gera um grande desconforto. Destaco o quão bizarra é a ''Ovelha Dolly'' em cena. O início da série é bem truncado, típico das obras do Showrunner, que demora e segura o espectador até o final nessa recusa de ser explícito, e confesso que aqui foi a primeira vez, vendo tudo dele, que não me agradou tanto. Só despertei um real interesse a partir do terceiro episódio, onde há uma melhora muito grande e já vemos as peças se movimentarem mais.
O elenco da série fica bem aquém da idealização do projeto, mas dou a braço a torcer quanto a estranheza que é ver adultos interpretando crianças em corpos de adultos. O destaque pra mim vem pela atuação do Babou Ceesay, que tem o personagem mais enigmático a princípio, e é o protagonista do melhor episódio da série, ''in Space, no One...'', que funcionaria até como um filme solo da franquia.
Gosto muito dos rumos, dos mistérios e até dos momentos chave de ação da série. Pelo final parece que tem muita coisa boa pra uma continuação, mas já me dou por satisfeito pela jornada até aqui.
Um dos melhores animes que vejo em muito tempo, se tratando de lançamentos mais recentes.
Me chama muito a atenção a forma como a obra retrata essa obsessão e violência que existe contra o corpo, principalmente o feminino. A primeira vilã, a Vovó Turbo, faz justamente o que faz como uma espécie de vingança contra abusadores. A obsessão dos alienígenas com o sistema reprodutor humano também é retratada aqui nessa perspectiva de violência, seus órgãos sexuais são metálicos, dando uma ideia de que a sexualidade definida geneticamente só pode ser tratada de acordo com uma função, quase como se isso te aprisionasse nesse papel de acordo com seu gênero. Dandadan é polêmico ao retratar violência dentro do gênero de ação/comédia e um pouco de terror, mas acredito que nunca passa do ponto, as viradas para o drama e a criação de momentos reflexivos e tocantes também ditam o ritmo da obra.
Acho interessante também a construção do romance da dupla de protagonista. Vale ressaltar o final do primeiro episódio onde um Ken ''castrado'' desperta uma explosão de sentimento na Momo.
O final da temporada (os últimos 3 episódios) são bem mais mornos que o restante, preparando novos personagens e explorando novas dinâmicas para a sequência da série. No geral eu fiquei muito satisfeito de ver algo assim, que provoca risadas, tensão e muita emoção. Fico curioso pra ver como que essa história pode prosseguir sem cair no marasmo do Shonen Battle.
Bem, termino aqui, depois de alguns anos assistindo, essa ótima série. Nem pretendo falar como um todo, até porque tem muita coisa pra se falar. A 10ª Temporada mantém aquela irregularidade que tanto afetou a anterior, com personagens deixando de ser personagens e virando seus estereótipos, alguns arcos sem sentido, mas consegue brilhar muito em alguns momentos específicos.
Gosto muito desse movimento de vida de Monica e Chandler, é legal acompanhar como foram personagens que foram pra frente, que mudaram bastante. Joe e Phoebe por mais que tenham momentos hilários ficam num marasmo, monotônico, sem muita versatilidade, e até quando a série arrisca algo com eles logo se recolhe pra esse lugar comum. O que talvez tenha me incomodado nesse final seja a abordagem da série com Ross e Rachel. Eles tem ótimos momentos, mas Friends luta pra ser uma série sobre os dois, colocando um significado muito grande nessa relação. Ross luta pra Rachel não seguir em frente e Rachel se sente empacada na vida, e a série aposta muitas fichas nessa dinâmica cansativa.
Agora como um todo, foi super divertido assistir Friends. Minha esposa é fascinada na série, e tenho certeza que quando ela estiver revendo (outra vez) vou parar pra ver junto de vez em quando e dar ótimas risadas. Por mais que seja um final com sinais de uma produção cansada de si mesma, não mancha em nada essa ótima jornada de amigos sem noção que amam uns aos outros.
Aquela ideia caótica da série na primeira temporada permanece aqui na segunda temporada, porém com uma amostra maior de episódios, dá pra perceber a criação meio que de uma fórmula, em que parte da diversão e surpresa passa por essa expectativa.
Também notei um aceno maior ao público adulto e uma abordagem melhor do espaço do parque. Gosto de como o Show trabalha seus protagonistas e foge de uma construção em busca de lição ou moral. É muito mais preocupado em manter essa estética transgressora em histórias que desafiam e extrapolam noções lógicas convencionais, é praticamente uma lógica própria muito particular, desde os acontecimentos até as resoluções.
Gostei mais ainda dessa segunda temporada, e acredito que tende a melhorar ainda mais.
Desde o começo comprei muito a ideia de trabalhar uma série nesse universo num tom cômico em sua maior parte. A começar pelo contraste entre a dupla de protagonistas, a crítica aos exageros reais, seja na questão da honra ou até mesmo na ostentação em festas e torneios, e até à algumas resoluções tragicômicas.
Gosto bastante do livro em que a série se baseia, e talvez até mais ainda da forma como foi adaptada para a TV. Esse estilo contribui para essa ideia de mostrar as contradições das hierarquias em Westeros, a falta de propósito maior na vida das famílias dominantes e na dualidade de ser um cavaleiro, fugindo do aspecto heroico e lúdico que é atribuído à essa figura na maioria das histórias ambientadas em um universo medieval fantástico.
É uma série muito engajante, mas entrega as revelações de mão beijada demais.
Todo o ''circo'' familiar, e até os personagens secundários são bem trabalhadas de forma utilitária em prol da trama. Não faltam pontos ou vírgulas, e também não senti aquela barriga na maioria dos episódios, a não ser pelo penúltimo onde acompanhamos a revelação por um grande flashback.
Acho que no final das contas não existe nenhum mistério ou algo a ser discutido. A ''vilania'' fica centralizada em apenas uma figura, que parece ter causado todo o mal daquelas vidas. Até gosto de algumas escolhas do final, que desafiam a ética padrão mas nunca realmente trazem algum embate ou contestação.
Acho muito interessante como a série aborda sua própria história. Sei que tem os momentos mais frenéticos, onde a tensão e espionagem dão as caras, mas a grande força dessa produção, e os momentos que mais me tocaram, foram nas relações familiares e nos dilemas morais.
Gosto dessa ambiguidade na relação do casal principal, fundado numa premissa muito racional e encenada, mas que surpreende no primeiro momento pelo afeto demonstrado entre eles. Em alguns momentos me lembrei muito de Mad Men, e espero que continue lembrando, torcendo para que a dinâmica familiar siga sendo trabalhada e até aprofundada, inserindo os filhos do casal gradativamente mais à trama.
Os dilemas não se atém apenas a essa questão romântica e familiar, mas também a do amor proibido. Qual o limite da traição, onde existe sentimento e onde é apenas trabalho? Essas questões também são levantadas para a trama envolvendo o agente do FBI, deixando tudo muito mais interessante.
Estou muito satisfeito, e até arrependido de não ter acompanhado essa série antes, e fico muito curioso por ver o desenrolar dessa história.
Gostei bastante dessa temporada inicial. Acho que diferentemente de alguns outros desenhos dessa leva do Cartoon, Apenas um Show possui um grande desapego pelas fórmulas ou alguma linearidade. Lógico que se assemelha com as bizarrices que vemos em Hora de Aventura, Gravity Falls e Gamball. Mas existe um fascínio pela estética que concilia as sitcons americanas com a cena de quadrinhos independentes.
Apenas um Show é um show sobre o nada, no melhor estilo Seinfeld. As solução para os problemas que Mordecai e Rigby provocam todo episódio são realmente tiradas da bunda, numa ideia de série que não se preocupa com a racionalização, mas busca uma estrapolação do meio.
Mesmo gostando demais, ainda achei ela um pouco tímida, o que se justifica por ser o primeiro ano do programa. Ainda quero ver o que mais que esses funcionários preguiçosos do parque vão aprontar.
Continuando minha maratona do famoso estúdio japonês, ainda na fase pré-ghibli, assisti a esse projeto do lendário diretor Isao Takahata. Uma obra muito curiosa e pessoal.
A história é uma fábula, inclusive divida em três encontros do personagem com animais falantes. Mas o tom é de um ''slice of life'', uma visão íntima de um violoncelista tentando entender sua relação com a música.
Tem algumas boas cenas, como a inicial que me lembrou muito Whiplash. Mas o ritmo mais cadenciado se torna monótono, e algum esforço para tornar a obra contemplativa acaba não sendo eficaz.
É uma ''típica'' obra de um diretor ainda se descobrindo. Muitas ideias dispersas e uma indefinição do tom da obra. Ainda assim, muito interessante, recheada de boa música e com um visual que destaca texturas semelhantes a algumas obras de arte.
Quarto filme da fase pré-ghibli, e o melhor trabalho na direção até então do Isao Takahata.
Um história bem definida, personagens com relações complexas e referências ao cinema faroeste e de gangues. Uma baita surpresa de um filme que eu não esperava absolutamente nada.
O que me impediu de gostar mais foi a distância entre as as tramas, parecia em certo ponto que eu estava vendo duas histórias sem conexão: Chie e sua família e a vingança dos Gatos de Bolas. Ambos bons arcos, mas pouco se comunicam.
Primeiro longa da carreira do gênio Miyazaki. O diretor já era conhecido desse universo do Lupin III, dirigindo a série de TV, e também já tinha experiências com roteiro de longas junto ao Takahata.
Uma aventura divertida, despretensiosa e acima de tudo bem conduzida. As cenas de investigação são bem elaboradas e a ação é galhofa e cativante. A trama recheada de reviravoltas e conspirações me deixaram interessado a todo momento. Animação fluida, com traços que estão entre o ''cartoonesco' e o realista, combinam com a trama absurdista. O nosso ''anti-heroi'' é carismático e rapidamente compramos suas ideias e seus objetivos
O melhor filme da chamada era ''pré-Ghibli'' até agora...
Essa segunda parte do compilado das duas aventuras toca na temática ambiental de forma mais agressiva. Tem mais tempo que o curta anterior para desenvolver os personagens mas na minha visão falha nesse quesito.
Acho que pouco se aproveita de conteúdo aqui, já que se torna muito genérica muito rápido, com um final extremamente brusco.
Segunda animação pré-Ghibli, e talvez a mais infantil de todo o estúdio. Direção do Takahata, muito mais fluida e com a animação bem melhor que seu trabalho anterior.
A história por ser muito infantil, acaba caindo em algumas problemáticas lógicas bem perigosas, mas é algo que eu até relevo em um primeira visita.
Miyazaki no roteiro já traz alguns apontamentos sobre natureza, seres do bosque e é impossível não vincular o início desse filme com Meu Amigo Totoro.
Vi a versão que compila esse curta e Espetáculo na Chuva juntos.
Não expande o universo, não desenvolve personagens, toda a elaboração dos ''clãs'' mandalorianos usam de diversos clichês e fórmulas batidas, não só dentro da fórmula star wars como de conteúdos de ação em geral.
A volta do Grogu não se justifica em nenhum momento. A Bo-Katan ganha mais espaço, mas em toda temporada episódica e caótica não fez diferença alguma. O que dizer então da volta do ''vilão''? Com direito a discurso revelando seus planos malignos e tudo mais.
Apesar de 1 primeiro episódio interessante e um episódio final legal, a temporada está cheia de momentos bizarros, como o episódio 6, o pior episódio de série que vi até agora no ano.
Ainda há várias ideia descontinuadas dentro da ''linha'' narrativa da temporada. Ou será que eram fracas demais para se manterem?
A não ser que o Quarto ano da série seja a finalização, não volto mais. Esse é o jeito. This is the Way.
Ainda na fase ''Pré-Ghibli'', temos uma história interessante, cheia de personagens interessantes num universo pequeno, porém cheio complexidades.
Muita ação (prejudicada pelas escolhas ruins do diretor) que apresenta elementos fantásticos muito bonitos e cativantes, como os espectros de lobo e as criaturas no geral. A vila é bem genérica, e os campos de batalhas são sem vida.
A segunda parte do filme é mais interessante, pois parece haver alguma continuidade na história. A primeira metade é muito mal desenvolvida, parecia que estava vendo um ''recap'' de tão apressado que estava. Com isso, personagens e conceitos vão sendo inserido sem nenhuma sutileza, deixando o filme confuso e entediante.
É o primeiro filme do genial diretor Takahata, e apontado por muitos como o primeiro precursor do Ghibli, e nota-se vários elementos do famoso estúdio presentes desde já.
Tirando o vale da estranheza que aparece de vez em sempre nessa animação, com os rostos dos personagens (principalmente das formigas) eu fiquei bem impressionado com a história.
Lembro que quando criança eu não curtia esse filme, mas depois de velho... Acho que aproveitei mais. Uma colônia de formigas altamente militarizada e com pouca mobilidade entre classes deixa nascer dentro de si um levante fascista, com requintes nazistas.
Um filme que fala sobre a revolta da classe operária, a desigualdade de classes, a manipulação de massas, individualismo x coletivismo, utopia... e o roteiro é muito perspicaz em encaixar isso de forma a não se perder. A história do Z conduz essa trama, e os arcos dos personagens secundários expande a ideia inicial, e apresenta diversas perspectivas dentro da colônia.
O final é um pouco apressado, e de forma simplista, usando a ação, para resolver um conflito de complexidade considerável. Ainda assim, um ótimo filme que mostra a capacidade de uma animação passar mensagens adultas e afastar de vez o preconceito de que são produções infantis.
Um destaque ainda é o elenco desse filme: Sensacional.
Tem uma evolução muito grande no gráfico da Dream Works, e não só isso, a sequência consegue não repetir a história e expandir o universo da animação.
Ri em várias partes, com piadas pontualmente bem colocadas, não existe aquela piada pra quebrar o ritmo, está tudo muito encaixado na história. Além disso, está lotado de referências ao cinema, música e literatura, mescla a história de fábula medieval com a sociedade atual (anos 2000), principalmente com Hollywood. E novamente está lotado de críticas aos estereótipos de beleza e a conceitos estabelecidos das histórias de contos de fada.
Um daqueles filmes bizarros, como Antiviral (2012) e Possessor (2020), onde o Body Horror é usado de uma forma inédita pra mim. Uma ideia tão insana como um episódio de The Twilight Zone psicodélico, ultraviolento e grotesco.
O elemento de ficção científica é usado de uma forma totalmente inesperada, e só de comentar sobre acredito que seja um spoiler. Em linhas gerais, é sobre como nos ''tornamos outra pessoa'' ao passar por um trauma, e vemos o nosso ''antigo eu'' morrer. Também fala muito sobre como pessoas ricas alopram e fazem de países subdesenvolvidos o seu quintal pessoal, passando por cima de leis nacionais por conta de sua influência e corrupção política.
O bizarro é como uma bola de neve nesse filme, até se transformar em algo grotesco. É sujo, instigante e me prendeu a atenção pelas quase duas horas. Uma experiência muito interessante.
Acho que tem muito mais foco no choque do que na história que está sendo contada. Segue um caminho meio óbvio usando alguns clichês batidos e tem um final ok.
Atlanta (3ª Temporada)
4.4 87Chega a ser megalomaníaco a forma como a série se põe nesse terceiro ano. Demorei anos pra embarcar nessa temporada, mas enfim consegui, e com muita satisfação.
Lembro de uma entrevista do Donald Glover em que ele falava sobre Atlanta como a Twin Peaks dos Rappers, e não é que ele conseguiu algo do tipo? Sei que é muito forte se colocar como uma ''série sobre racismo'', até porque é um tema muito complexo de se representar. Mas a forma escolhida aqui mescla esse estranhamento, um pouco de terror e umas viradas para a comédia... enfim, Twin Peaks. Essa temporada traz um mundo de fantasia, com seus vários exageros, mas que fala do mundo real de alguma forma.
E assim como a série dos ano 90 onde David Lynch tinha como colaborador o Mark Frost, aqui o Donald Glover tem a parceria de um dos grandes nomes da Televisão, Hiro Murai. Sei que é difícil manter essa proposta em pé, ou até mesmo vingando e conquistando público, onde a temporada é fragmentada de um jeito onde esquecemos até mesmo do que aconteceu na temporada anterior com os protagonistas, mas essa dupla criativa cria um universo tão fantástico e absurdo que em vários momentos eu nem queria saber do Earn. E de certa forma a arte também é sobre isso, sobre nos tirar da realidade e nos levar pra outro lugar pra nos falar da realidade.
Essa temporada pode ter sido um grande suspiro na trama, aproveitando a turnê na Europa pra encaixar essa ideia maluca. Fico muito curioso pra ver qual será a sequência e fechamento da série na quarta temporada.
O Que Fazemos nas Sombras (2ª Temporada)
4.4 63Existe um escalonamento dos acontecimentos muito bem realizado aqui nessa segunda temporada. Os personagens são melhor explorados dentro da dinâmica da série, sem aquele deslumbramento do universo novo que é comum ter nas primeiras temporadas, além do fio condutor que envolve o Guillermo e sua ancestralidade.
Gosto como a série não se inibe de tratar os vampiros como seres fora do padrão moral aceito, principalmente quando usa esse lado mais voltado ao sexo como motor cômico. Isso funciona muito por conta do contraste da ingenuidade de seres antigos frente ao mundo moderno com os tabus sociais que nós espectadores vivenciamos.
Queria destacar o quanto eu gostei do episódio do Jack Daytona e como ele funciona como uma espécie de ''filme paródia'' dentro da série. Outro episódio interessante é quando vemos mais a fundo como funcionam os vampiros de energia com o Colin Robinson ficando muito poderoso.
A temporada com 10 episódios funciona muito bem, nunca fica cansativo e logo depois de finalizar já fica aquele gostinho de querer ver mais. Muito animado pra seguir com essa série até o seu final.
Segura a Onda (10ª Temporada)
4.3 14 Assista AgoraAcho incrível como que o Larry David faz o mesmo tipo de humor há 20 anos funcionar ainda hoje com temas atuais. É um olhar muito engraçado pro mundo contemporâneo pois parte dessa visão do passado, e ao mesmo tempo que satiriza as problemáticas modernas e a forma como elas são tratadas, ''vilaniza'' esse protagonista deslocado no tempo pela sua personalidade e falta de qualquer boa vontade em se adaptar.
Essa temporada é ainda melhor que a anterior, e uma das minhas (muitas) favoritas da série. As participações especiais sobem o nível dos episódios e a trama do Latte Larry que dura a temporada inteira, trabalhada nessa lógica do autor de castelo de cartas e causa e consequência, trazem esse fator de continuidade e acúmulo de eventos como uma experiência ótimo no final de tudo.
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 276 Assista AgoraSe Ridley Scott trouxe o horror cósmico ao revisitar seu universo nos anos 2010, Noah Hawley vai num sentido contrário em Alien Earth. Um dos assuntos que sempre me despertou certa curiosidade nesse universo são os FDPs donos das companhias que tratavam seus funcionários como mercadoria. Desde o primeiro Alien temos essa nuance distópica na franquia, e Hawley aposta suas fichas nessa imaginação de um planeta terra controlado por grandes corporações que estão em uma corrida tecnológica.
A criatura fica um pouco secundária nessa história justamente para abrir espaço nessa imaginação de mundo, mas dá lugar para a abertura de possibilidades. Outras criaturas nos são apresentadas, e a maioria delas, confesso, gera um grande desconforto. Destaco o quão bizarra é a ''Ovelha Dolly'' em cena. O início da série é bem truncado, típico das obras do Showrunner, que demora e segura o espectador até o final nessa recusa de ser explícito, e confesso que aqui foi a primeira vez, vendo tudo dele, que não me agradou tanto. Só despertei um real interesse a partir do terceiro episódio, onde há uma melhora muito grande e já vemos as peças se movimentarem mais.
O elenco da série fica bem aquém da idealização do projeto, mas dou a braço a torcer quanto a estranheza que é ver adultos interpretando crianças em corpos de adultos. O destaque pra mim vem pela atuação do Babou Ceesay, que tem o personagem mais enigmático a princípio, e é o protagonista do melhor episódio da série, ''in Space, no One...'', que funcionaria até como um filme solo da franquia.
Gosto muito dos rumos, dos mistérios e até dos momentos chave de ação da série. Pelo final parece que tem muita coisa boa pra uma continuação, mas já me dou por satisfeito pela jornada até aqui.
Dandadan (1ª Temporada)
4.2 82 Assista AgoraUm dos melhores animes que vejo em muito tempo, se tratando de lançamentos mais recentes.
Me chama muito a atenção a forma como a obra retrata essa obsessão e violência que existe contra o corpo, principalmente o feminino. A primeira vilã, a Vovó Turbo, faz justamente o que faz como uma espécie de vingança contra abusadores. A obsessão dos alienígenas com o sistema reprodutor humano também é retratada aqui nessa perspectiva de violência, seus órgãos sexuais são metálicos, dando uma ideia de que a sexualidade definida geneticamente só pode ser tratada de acordo com uma função, quase como se isso te aprisionasse nesse papel de acordo com seu gênero. Dandadan é polêmico ao retratar violência dentro do gênero de ação/comédia e um pouco de terror, mas acredito que nunca passa do ponto, as viradas para o drama e a criação de momentos reflexivos e tocantes também ditam o ritmo da obra.
Acho interessante também a construção do romance da dupla de protagonista. Vale ressaltar o final do primeiro episódio onde um Ken ''castrado'' desperta uma explosão de sentimento na Momo.
O final da temporada (os últimos 3 episódios) são bem mais mornos que o restante, preparando novos personagens e explorando novas dinâmicas para a sequência da série. No geral eu fiquei muito satisfeito de ver algo assim, que provoca risadas, tensão e muita emoção. Fico curioso pra ver como que essa história pode prosseguir sem cair no marasmo do Shonen Battle.
Friends (10ª Temporada)
4.7 934 Assista AgoraBem, termino aqui, depois de alguns anos assistindo, essa ótima série. Nem pretendo falar como um todo, até porque tem muita coisa pra se falar. A 10ª Temporada mantém aquela irregularidade que tanto afetou a anterior, com personagens deixando de ser personagens e virando seus estereótipos, alguns arcos sem sentido, mas consegue brilhar muito em alguns momentos específicos.
Gosto muito desse movimento de vida de Monica e Chandler, é legal acompanhar como foram personagens que foram pra frente, que mudaram bastante. Joe e Phoebe por mais que tenham momentos hilários ficam num marasmo, monotônico, sem muita versatilidade, e até quando a série arrisca algo com eles logo se recolhe pra esse lugar comum. O que talvez tenha me incomodado nesse final seja a abordagem da série com Ross e Rachel. Eles tem ótimos momentos, mas Friends luta pra ser uma série sobre os dois, colocando um significado muito grande nessa relação. Ross luta pra Rachel não seguir em frente e Rachel se sente empacada na vida, e a série aposta muitas fichas nessa dinâmica cansativa.
Agora como um todo, foi super divertido assistir Friends. Minha esposa é fascinada na série, e tenho certeza que quando ela estiver revendo (outra vez) vou parar pra ver junto de vez em quando e dar ótimas risadas. Por mais que seja um final com sinais de uma produção cansada de si mesma, não mancha em nada essa ótima jornada de amigos sem noção que amam uns aos outros.
Apenas um Show (2ª Temporada)
4.5 23Aquela ideia caótica da série na primeira temporada permanece aqui na segunda temporada, porém com uma amostra maior de episódios, dá pra perceber a criação meio que de uma fórmula, em que parte da diversão e surpresa passa por essa expectativa.
Também notei um aceno maior ao público adulto e uma abordagem melhor do espaço do parque. Gosto de como o Show trabalha seus protagonistas e foge de uma construção em busca de lição ou moral. É muito mais preocupado em manter essa estética transgressora em histórias que desafiam e extrapolam noções lógicas convencionais, é praticamente uma lógica própria muito particular, desde os acontecimentos até as resoluções.
Gostei mais ainda dessa segunda temporada, e acredito que tende a melhorar ainda mais.
O Cavaleiro dos Sete Reinos (1ª Temporada)
4.2 171Desde o começo comprei muito a ideia de trabalhar uma série nesse universo num tom cômico em sua maior parte. A começar pelo contraste entre a dupla de protagonistas, a crítica aos exageros reais, seja na questão da honra ou até mesmo na ostentação em festas e torneios, e até à algumas resoluções tragicômicas.
Gosto bastante do livro em que a série se baseia, e talvez até mais ainda da forma como foi adaptada para a TV. Esse estilo contribui para essa ideia de mostrar as contradições das hierarquias em Westeros, a falta de propósito maior na vida das famílias dominantes e na dualidade de ser um cavaleiro, fugindo do aspecto heroico e lúdico que é atribuído à essa figura na maioria das histórias ambientadas em um universo medieval fantástico.
Tudo Culpa Dela
4.1 306 Assista AgoraÉ uma série muito engajante, mas entrega as revelações de mão beijada demais.
Todo o ''circo'' familiar, e até os personagens secundários são bem trabalhadas de forma utilitária em prol da trama. Não faltam pontos ou vírgulas, e também não senti aquela barriga na maioria dos episódios, a não ser pelo penúltimo onde acompanhamos a revelação por um grande flashback.
Acho que no final das contas não existe nenhum mistério ou algo a ser discutido. A ''vilania'' fica centralizada em apenas uma figura, que parece ter causado todo o mal daquelas vidas. Até gosto de algumas escolhas do final, que desafiam a ética padrão mas nunca realmente trazem algum embate ou contestação.
The Americans (1ª Temporada)
4.3 134 Assista AgoraAcho muito interessante como a série aborda sua própria história. Sei que tem os momentos mais frenéticos, onde a tensão e espionagem dão as caras, mas a grande força dessa produção, e os momentos que mais me tocaram, foram nas relações familiares e nos dilemas morais.
Gosto dessa ambiguidade na relação do casal principal, fundado numa premissa muito racional e encenada, mas que surpreende no primeiro momento pelo afeto demonstrado entre eles. Em alguns momentos me lembrei muito de Mad Men, e espero que continue lembrando, torcendo para que a dinâmica familiar siga sendo trabalhada e até aprofundada, inserindo os filhos do casal gradativamente mais à trama.
Os dilemas não se atém apenas a essa questão romântica e familiar, mas também a do amor proibido. Qual o limite da traição, onde existe sentimento e onde é apenas trabalho? Essas questões também são levantadas para a trama envolvendo o agente do FBI, deixando tudo muito mais interessante.
Estou muito satisfeito, e até arrependido de não ter acompanhado essa série antes, e fico muito curioso por ver o desenrolar dessa história.
Apenas um Show (1ª Temporada)
4.5 113 Assista AgoraGostei bastante dessa temporada inicial. Acho que diferentemente de alguns outros desenhos dessa leva do Cartoon, Apenas um Show possui um grande desapego pelas fórmulas ou alguma linearidade. Lógico que se assemelha com as bizarrices que vemos em Hora de Aventura, Gravity Falls e Gamball. Mas existe um fascínio pela estética que concilia as sitcons americanas com a cena de quadrinhos independentes.
Apenas um Show é um show sobre o nada, no melhor estilo Seinfeld. As solução para os problemas que Mordecai e Rigby provocam todo episódio são realmente tiradas da bunda, numa ideia de série que não se preocupa com a racionalização, mas busca uma estrapolação do meio.
Mesmo gostando demais, ainda achei ela um pouco tímida, o que se justifica por ser o primeiro ano do programa. Ainda quero ver o que mais que esses funcionários preguiçosos do parque vão aprontar.
Goshu: O Violoncelista
3.8 315 - Maratona Ghibli
Continuando minha maratona do famoso estúdio japonês, ainda na fase pré-ghibli, assisti a esse projeto do lendário diretor Isao Takahata. Uma obra muito curiosa e pessoal.
A história é uma fábula, inclusive divida em três encontros do personagem com animais falantes. Mas o tom é de um ''slice of life'', uma visão íntima de um violoncelista tentando entender sua relação com a música.
Tem algumas boas cenas, como a inicial que me lembrou muito Whiplash. Mas o ritmo mais cadenciado se torna monótono, e algum esforço para tornar a obra contemplativa acaba não sendo eficaz.
É uma ''típica'' obra de um diretor ainda se descobrindo. Muitas ideias dispersas e uma indefinição do tom da obra. Ainda assim, muito interessante, recheada de boa música e com um visual que destaca texturas semelhantes a algumas obras de arte.
6.5/10.
Chie, A Pirralha
3.7 164 - Maratona Ghibli
Quarto filme da fase pré-ghibli, e o melhor trabalho na direção até então do Isao Takahata.
Um história bem definida, personagens com relações complexas e referências ao cinema faroeste e de gangues. Uma baita surpresa de um filme que eu não esperava absolutamente nada.
O que me impediu de gostar mais foi a distância entre as as tramas, parecia em certo ponto que eu estava vendo duas histórias sem conexão: Chie e sua família e a vingança dos Gatos de Bolas. Ambos bons arcos, mas pouco se comunicam.
7/10.
O Castelo de Cagliostro
4.0 1493 - Maratona Ghibli
Primeiro longa da carreira do gênio Miyazaki. O diretor já era conhecido desse universo do Lupin III, dirigindo a série de TV, e também já tinha experiências com roteiro de longas junto ao Takahata.
Uma aventura divertida, despretensiosa e acima de tudo bem conduzida. As cenas de investigação são bem elaboradas e a ação é galhofa e cativante. A trama recheada de reviravoltas e conspirações me deixaram interessado a todo momento. Animação fluida, com traços que estão entre o ''cartoonesco' e o realista, combinam com a trama absurdista. O nosso ''anti-heroi'' é carismático e rapidamente compramos suas ideias e seus objetivos
O melhor filme da chamada era ''pré-Ghibli'' até agora...
8/10.
Espetáculo na Chuva
3.2 82.5 - Maratona Ghibli
Essa segunda parte do compilado das duas aventuras toca na temática ambiental de forma mais agressiva. Tem mais tempo que o curta anterior para desenvolver os personagens mas na minha visão falha nesse quesito.
Acho que pouco se aproveita de conteúdo aqui, já que se torna muito genérica muito rápido, com um final extremamente brusco.
5/10.
As Aventuras de Panda e seus Amigos
3.6 392 - Maratona Ghibli
Segunda animação pré-Ghibli, e talvez a mais infantil de todo o estúdio. Direção do Takahata, muito mais fluida e com a animação bem melhor que seu trabalho anterior.
A história por ser muito infantil, acaba caindo em algumas problemáticas lógicas bem perigosas, mas é algo que eu até relevo em um primeira visita.
Miyazaki no roteiro já traz alguns apontamentos sobre natureza, seres do bosque e é impossível não vincular o início desse filme com Meu Amigo Totoro.
Vi a versão que compila esse curta e Espetáculo na Chuva juntos.
6/10.
Ted Lasso (3ª Temporada)
4.3 118 Assista AgoraNesse momento não cabe nem comentários sobre a temporada, apenas por esse episódio final.
Eu acompanhei recentemente o desfecho de ótimas séries, até melhores que Ted Lasso, mas nenhuma vai me deixar tantas saudades quanto essa.
O Mandaloriano: Star Wars (3ª Temporada)
3.9 158 Assista AgoraNão expande o universo, não desenvolve personagens, toda a elaboração dos ''clãs'' mandalorianos usam de diversos clichês e fórmulas batidas, não só dentro da fórmula star wars como de conteúdos de ação em geral.
A volta do Grogu não se justifica em nenhum momento. A Bo-Katan ganha mais espaço, mas em toda temporada episódica e caótica não fez diferença alguma. O que dizer então da volta do ''vilão''? Com direito a discurso revelando seus planos malignos e tudo mais.
Apesar de 1 primeiro episódio interessante e um episódio final legal, a temporada está cheia de momentos bizarros, como o episódio 6, o pior episódio de série que vi até agora no ano.
Ainda há várias ideia descontinuadas dentro da ''linha'' narrativa da temporada. Ou será que eram fracas demais para se manterem?
A não ser que o Quarto ano da série seja a finalização, não volto mais. Esse é o jeito. This is the Way.
4/10
Horus: O Príncipe do Sol
3.4 261 - Maratona Ghibli
Ainda na fase ''Pré-Ghibli'', temos uma história interessante, cheia de personagens interessantes num universo pequeno, porém cheio complexidades.
Muita ação (prejudicada pelas escolhas ruins do diretor) que apresenta elementos fantásticos muito bonitos e cativantes, como os espectros de lobo e as criaturas no geral. A vila é bem genérica, e os campos de batalhas são sem vida.
A segunda parte do filme é mais interessante, pois parece haver alguma continuidade na história. A primeira metade é muito mal desenvolvida, parecia que estava vendo um ''recap'' de tão apressado que estava. Com isso, personagens e conceitos vão sendo inserido sem nenhuma sutileza, deixando o filme confuso e entediante.
É o primeiro filme do genial diretor Takahata, e apontado por muitos como o primeiro precursor do Ghibli, e nota-se vários elementos do famoso estúdio presentes desde já.
5/10
Formiguinhaz
3.2 343 Assista Agora1 - Maratona DreamWorks
Tirando o vale da estranheza que aparece de vez em sempre nessa animação, com os rostos dos personagens (principalmente das formigas) eu fiquei bem impressionado com a história.
Lembro que quando criança eu não curtia esse filme, mas depois de velho... Acho que aproveitei mais. Uma colônia de formigas altamente militarizada e com pouca mobilidade entre classes deixa nascer dentro de si um levante fascista, com requintes nazistas.
Um filme que fala sobre a revolta da classe operária, a desigualdade de classes, a manipulação de massas, individualismo x coletivismo, utopia... e o roteiro é muito perspicaz em encaixar isso de forma a não se perder. A história do Z conduz essa trama, e os arcos dos personagens secundários expande a ideia inicial, e apresenta diversas perspectivas dentro da colônia.
O final é um pouco apressado, e de forma simplista, usando a ação, para resolver um conflito de complexidade considerável. Ainda assim, um ótimo filme que mostra a capacidade de uma animação passar mensagens adultas e afastar de vez o preconceito de que são produções infantis.
Um destaque ainda é o elenco desse filme: Sensacional.
8/10
Shrek 2
3.8 844 Assista AgoraTem uma evolução muito grande no gráfico da Dream Works, e não só isso, a sequência consegue não repetir a história e expandir o universo da animação.
Ri em várias partes, com piadas pontualmente bem colocadas, não existe aquela piada pra quebrar o ritmo, está tudo muito encaixado na história. Além disso, está lotado de referências ao cinema, música e literatura, mescla a história de fábula medieval com a sociedade atual (anos 2000), principalmente com Hollywood. E novamente está lotado de críticas aos estereótipos de beleza e a conceitos estabelecidos das histórias de contos de fada.
Uma aula de como se fazer uma sátira.
Piscina Infinita
3.0 450 Assista AgoraUm daqueles filmes bizarros, como Antiviral (2012) e Possessor (2020), onde o Body Horror é usado de uma forma inédita pra mim. Uma ideia tão insana como um episódio de The Twilight Zone psicodélico, ultraviolento e grotesco.
O elemento de ficção científica é usado de uma forma totalmente inesperada, e só de comentar sobre acredito que seja um spoiler. Em linhas gerais, é sobre como nos ''tornamos outra pessoa'' ao passar por um trauma, e vemos o nosso ''antigo eu'' morrer. Também fala muito sobre como pessoas ricas alopram e fazem de países subdesenvolvidos o seu quintal pessoal, passando por cima de leis nacionais por conta de sua influência e corrupção política.
O bizarro é como uma bola de neve nesse filme, até se transformar em algo grotesco. É sujo, instigante e me prendeu a atenção pelas quase duas horas. Uma experiência muito interessante.
Stranger at the Gate
3.1 30 Assista AgoraClickbait
Nakam
3.1 2As atitudes extremas em meio a guerra.
Acho que tem muito mais foco no choque do que na história que está sendo contada. Segue um caminho meio óbvio usando alguns clichês batidos e tem um final ok.